Por Amanda Maia, Correio Braziliense
A falta de segurança
e de uma política social eficaz deixa a população e os comerciantes reféns de
moradores de rua, usuários de drogas e criminosos. A combinação perigosa tem
sido queixa comum na Asa Norte.
Sucessivas ocorrências de furtos e roubos, alguns com restrição de liberdade, registradas nas quadras comerciais e residenciais da região assustam os habitantes de uma das áreas mais nobres do Distrito Federal. Sem verem resultado nas ações públicas, como policiamento e punição aos assaltantes e sequestradores, alguns prédios recorreram à iniciativa privada.
Sucessivas ocorrências de furtos e roubos, alguns com restrição de liberdade, registradas nas quadras comerciais e residenciais da região assustam os habitantes de uma das áreas mais nobres do Distrito Federal. Sem verem resultado nas ações públicas, como policiamento e punição aos assaltantes e sequestradores, alguns prédios recorreram à iniciativa privada.
Levantamento feito pela Secretaria de Segurança Pública
(SSP-DF), a pedido do Correio, mostra que, de janeiro a outubro de 2013, foram
registrados 539 roubos na Asa Norte, ou 1,77 por dia — no ano passado, a média,
no mesmo período, foi de 1,85. Na noite de terça-feira, um assaltante tentou
render um policial civil no estacionamento da 309 Norte e acabou morto porque a
vítima reagiu. A troca de tiros deixou marcas no supermercado da quadra.
Ontem, o assalto virou assunto em lojas da quadra comercial.
Há uma semana, o síndico de um dos blocos tomou uma providência. “Os moradores
de rua e pivetes queriam dormir aqui e o pessoal dos apartamentos e das lojas
se sentia inseguro. Fui obrigado a contratar um vigia particular para inibir.
Se o governo não faz a parte dele, temos que fazer a nossa”, argumenta Luiz
Jorge Sobrinho.
O antigo síndico tinha uma reserva de dinheiro para questões
emergenciais, que deve pagar pelo primeiro salário do vigia. Segundo Sobrinho,
o Sindicato dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Distrito Federal
(Sindicondomínio-DF) estabelece um piso de R$ 2 mil líquido para esses
profissionais.
Por enquanto, os donos dos imóveis não devem sentir o peso da contratação, mas, nos próximos meses, os custos serão repassados. “Pagamos adicional noturno, então, fica mais oneroso. Se não sentirmos que a segurança nas ruas melhorou, vamos manter o vigia. A tendência é aumentar o valor do condomínio”, adianta Sobrinho.
A matéria completa está disponível aqui.Por enquanto, os donos dos imóveis não devem sentir o peso da contratação, mas, nos próximos meses, os custos serão repassados. “Pagamos adicional noturno, então, fica mais oneroso. Se não sentirmos que a segurança nas ruas melhorou, vamos manter o vigia. A tendência é aumentar o valor do condomínio”, adianta Sobrinho.

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