O deputado federal Romário (PSB-RJ) conseguiu na Justiça
proibir a modelo transexual Thalita Zampirolli, de 25 anos, de falar
publicamente sobre um suposto relacionamento amoroso que teria mantido com o
ex-craque da seleção brasileira ou exibir fotos e vídeos dos dois juntos, caso
este material exista. Se não cumprir a ordem judicial, Thalita terá que pagar
R$ 10.000 de multa por cada vez que ela lembrar a história, em público ou na
imprensa.
Romário nega o envolvimento amoroso com a modelo transexual.
Tudo começou em dezembro do ano passado, quando o deputado foi fotografado
deixando uma casa noturna no Rio de Janeiro de mãos dadas com Thalita. De
acordo com o jornal carioca "Extra" na época, o ex-jogador tentou
obrigar o fotógrafo a apagar as fotos feitas na porta da balada.
A foto "viralizou" nas redes sociais e foi
compartilhada milhares de vezes. Poucos dias depois, Romário usou sua página no
Facebook para publicar a imagem e explicar o episódio. "De acordo com esta
foto, estão colocando mais uma na minha conta, só que dessa vez uma
transgênero", afirmou ele na ocasião. "O nome dela é Thalita, gente
boa, sangue bom, inclusive é minha camarada, minha parceira e de alguns amigos
meus também", começava o baixinho.
"Há algum tempo,
disse que respeito o gosto pessoal de qualquer pessoa, mas volto a afirmar: eu
gosto de mulher!", explica. Após a divulgação da foto, Thalita ganhou
notoriedade e desmentiu Romário em entrevistas, dizendo que teve sim o caso com
ele.
De acordo com a decisão da 25ª Vara Cível de Brasília a
proibição é provisória, enquanto Thalita não apresenta sua argumentação e o
mérito do processo não é julgado pela corte. Além da proibição de divulgação de
detalhes, fotos e vídeos do suposto caso por parte de Thalita, Romário pede no
processo que move contra a modelo R$ 100.000 de indenização por danos morais.
Romário pretendia ainda proibir Thalita de mencionar seu
nome em qualquer situação ou condição, mas a Justiça não aceitou. "Deflui
dos autos que a autor e a parte ré saíram de mãos dadas de casa de shows na
cidade do Rio de Janeiro em 13 de dezembro de 2013, fato afirmado pelo autor
[Romário]", afirma o juiz Julio Roberto dos Reis em sua decisão.
"Porém, tal evento não permite, em tese, à parte
demandada [Thalita] divulgar imagens ou mesmo narrar eventual (is) encontro (s)
íntimo (os), cuja exposição, a princípio, malfere a regra de confiança,
caracteriza abuso de direito e tem o condão de macular a intimidade, com
potencialidade lesiva a direito de personalidade, ainda que o autor seja pessoa
pública e alvo da curiosidade de grande parte da população", conclui ele
ao prover parcialmente a causa de Romário.
Procurado pela reportagem o deputado, por meio de sua
assessoria de imprensa, informa que não irá mais comentar o caso. Até a
publicação desta matéria, a modelo Thalita Zampirolli não foi localizada para
falar da polêmica. Atualmente ela participa de um quadro no programa
"Pânico na Band", da TV Bandeirantes.
Aiuri Rebello, do UOL, em Brasília

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