Do G1
O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no
Supremo Tribunal Federal, autorizou a Procuradoria Geral da República (PGR) a
investigar 8 ministros, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados. Os pedidos
se baseiam na chamada lista de Janot, feita com base em delações de
ex-executivos da Odebrecht.
Veja os nomes:
Eliseu Padilha (PMDB), ministro da Casa Civil
Qual a suspeita: Segundo delação de Marcelo Odebrecht,
Padilha cobrava propinas para irrigar campanhas eleitorais do PMDB envolvendo
concessão de aeroportos.
O que ele diz: A defesa do ministro-chefe da Casa Civil,
representada pelo criminalista Daniel Gerber, afirma que todo e qualquer
conteúdo de investigações será debatido exclusivamente dentro dos autos.
Gilberto Kassab (PSD), ministro da Ciência e Tecnologia
Qual a suspeita: Segundo depoimentos de Benedicto Barbosa da
Silva Júnior e Paulo Henyan Yue Cesena, ele recebeu R$ 20 milhões em vantagens
indevidas no período de 2008 e 2014, por suas condições como prefeito de São
Paulo e ministro das Cidades. Segundo declarações de Carlos Armando Guedes
Paschoal e Roberto Cumplido, foi um dos beneficiários de vantagem indevida paga
a agentes públicos em obras viárias de São Paulo em 2008.
O que ele diz: "O ministro confia na Justiça, ressalta
que não teve acesso oficialmente às informações e que é necessário ter cautela
com depoimentos de colaboradores, que não são provas. Reafirma que os atos
praticados em suas campanhas foram realizados conforme a legislação."
Wellington Moreira Franco (PMDB), ministro da
Secretaria-Geral da Presidência
Qual a suspeita: Segundo delação de Marcelo Odebrecht,
Moreira Franco cobrava propinas para irrigar campanhas eleitorais do PMDB
envolvendo concessão de aeroportos.
O que ele diz: A assessoria do ministro informa que ele não
vai comentar o assunto
Bruno de Araújo (PSDB), ministro das Cidades
Qual a suspeita: Segundo as delações de João Antônio
Pacífico Ferreira, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Cláudio Melo Filho e Luiz
Eduardo da Rocha Soares, Araújo recebeu repasses não contabilizados de R$ 600
mil da Odebrecht entre 2010 e 2012 a pretexto de doação eleitoral, quando era
deputado federal. De acordo com o inquérito, ele agiu em defesa dos interesses
da empresa no Congresso e é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e
corrupção ativa.
O que ele diz: "De acordo com a legislação eleitoral,
solicitei doações para diversas empresas, inclusive a Odebrecht, como já foi
anteriormente noticiado. O sistema democrático vigente estabelecia a
participação de instituições privadas por meio de doações. Mantive uma relação
institucional com todas essas empresas.Em todo o meu mandato, sempre atuei em
prol de interesses coletivos. Atuei de acordo com a minha consciência."
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), ministro das Relações
Exteriores
Qual a suspeita: Segundo delações de Arnaldo Cumplido de
Souza Couto, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Carlos Armando Guedes Paschoal,
Luiz Eduardo da Rocha Soares, Roberto Cumplido, Fábio Andreani Gandolfo e Pedro
Augusto Ribeiro Novis, Nunes recebeu ilegalmente R$ 500 mil do grupo Odebrecht
para financiar sua campanha para o Senado em troca de favores políticos.
O que ele diz: O ministro das Relações Exteriores diz que as
acusações são mentirosas, mas que só vai comentar o tema após ter acesso ao
pedido de inquérito.
Marcos Antônio Pereira (PRB), ministro da Indústria,
Comércio Exterior e Serviços
Qual a suspeita: Segundo delação de Marcelo Odebrecht,
Pereira recebeu R$ 7 milhões da construtora em favor do Partido Republicano
Brasileiro (PRB) para campanha eleitoral de Dilma Rousseff.
O que ele diz: “O ministro está à disposição da Justiça para
prestar todos os esclarecimentos necessários, muito embora não tenha sido
notificado oficialmente nem tenha conhecimento de nada daquilo que é acusado.
Marcos Pereira agiu sempre dentro da lei enquanto presidente de partido,
buscando doações empresariais respeitando as regras eleitorais, e esclarecerá
não ter qualquer envolvimento com atitudes ilícitas”.
Blairo Borges Maggi (PP), ministro da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento
Qual a suspeita: Segundo os delatores João Antônio Pacífico
Ferreira e Pedro Augusto Carneiro Leão Neto, da Odebrecht, Blairo recebeu R$ 12
milhões durante campanha de 2006 ao governo do estado do Mato Grosso. Segundo
os delatores, o ministro tinha o apelido de "Caldo" dentro do sistema
de propinas da empresa.
O que ele diz: "Lamento que meu nome tenha sido
incluído numa lista de pessoas citadas em delações da Construtora Odebrecht,
sem que eu tivesse qualquer possibilidade de acesso ao conteúdo para me
defender. Me causa grande constrangimento ter minha honra e dignidade
maculadas, numa situação na qual não sei sequer do que sou acusado. Mesmo
assim, gostaria de esclarecer que: 1. Não recebi doações da Odebrecht para
minhas campanhas eleitorais; 2. Não tenho ou tive qualquer relação com a
empresa ou os seus dirigentes. 3. Tenho minha consciência tranquila de que nada
fiz de errado."
Helder Barbalho (PMDB), ministro da Integração Nacional
Qual a suspeita: Os delatores Fernando Luiz Ayres da Cunha
Santos Reis e Mário Amaro da Silveira afirmam que Barbalho, o senador Paulo
Rocha (PT-BA) e o prefeito de Marabá, João Salame (PROS-PA), solicitaram R$ 1,5
milhão para a campanha do ministro ao governo do Pará em 2014. A Odebrecht
desejava atuar como concessionária da área de saneamento básico no estado.
O que ele diz: "Ele nega que tenha cometido
ilegalidades; reafirma que todos os recursos que recebeu como doações para sua
campanha em 2014 foram devidamente registradas junto ao TRE-PA, que aprovou
todas as suas contas; esclarece que não tinha e não tem qualquer ingerência
sobre a área de saneamento no município de Marabá; destaca sua estranheza com o
codinome Cavanhaque, em toda sua trajetória política, Helder Barbalho nunca
usou cavanhaque."
Renan Filho (PMDB), governador de Alagoas
Qual a suspeita: São dois inquéritos. No primeiro, segundo
delação de Cláudio Melo Filho, Renan Calheiros pediu doação eleitoral a seu
filho, candidato ao governo de Alagoas em 2014. João Antônio Pacífico Ferreira
autorizou o repasse de R$ 1,2 milhão ao PMDB, via doação oficial ao partido,
dos quais ao menos R$ 800 mil foram para a campanha de Renan Filho. No segundo,
de acordo com delações de Ariel Parente Costa, Alexandre Biselli, Cláudio Melo
Filho, Fabiano Rodrigues Munhoz, Benedicto Barbosa da Silva Júnior e João
Antônio Pacífico Ferreira, foram feitas doações a Renan Filho.
O que ele diz: Ele afirma que todas as doações recebidas na
campanha foram rigorosamente dentro da lei, declaradas e aprovadas pela Justiça
Eleitoral.
Robinson Faria (PSD), governador do Rio Grande do Norte
Qual a suspeita: Segundo delações de Alexandre José Lopes
Barradas, Fernando Luiz Ayres da Cunha Reis, Benedicto Barbosa da Silva Júnior,
Ariel Parente e João Antônio Pacífico Ferreira, Robinson Faria é suspeito de
ter recebido R$ 350 mil na campanha de 2010 (foi vice de Rosalba Ciarlini).
O que ele diz: "Ainda não tive acesso ao teor da
denúncia, mas quero deixar claro que minha postura é de serenidade e
consciência tranquila. Estou pronto para prestar os esclarecimentos que venham
a ser necessários à Justiça. Continuo seguindo com a missão que recebi de Deus
e do povo do meu Estado. Continuo dando tudo de mim, com perseverança e
compromisso com o o povo do Rio Grande do Norte”, disse o governador Robinson
Faria nas redes sociais.
Tião Viana (PT), governador do Acre
Qual a suspeita: Segundo delações de Hilberto Mascarenhas e
Marcelo Odebrecht, Tião Viana é suspeito de receber R$ 2 milhões na campanha de
2010, sendo R$ 500 mil como doação oficial, a pedido do irmão, o senador Jorge
Viana (PT)
O que ele diz: "Neste momento dantesco da vida nacional,
parece que nenhuma linha fina separa a honra da desonestidade. Tenho um
histórico de combate à corrupção como ativista político, senador da República e
governador do Acre. Defendo a apuração de qualquer fato suspeito e a punição de
qualquer um que tenha culpa provada. Portanto, também tenho integridade,
coerência e coragem para não aceitar a sanha condenatória de setores poderosos
que destroem reputações tomando apenas a delação interessada de corruptos
apanhados no crime. Sobre a construtora Odebrecht, afirmo nunca realizou
qualquer obra no Estado do Acre, portanto, nem sequer poderia ter aqui qualquer
tipo de interesse escuso ou legal. Nunca me reuni com o senhor Marcelo
Odebrecht, com nenhum executivo da sua empresa nem de qualquer outra envolvida
na Operação Lava a Jato. Outra canalhice já tentou envolver o meu nome em
ataque semelhante, mas o Superior Tribunal de Justiça reconheceu a minha
inocência por unanimidade e a Procuradoria-Geral da República pediu o
arquivamento do caso. As contas das minhas campanhas são públicas e foram
aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. Confio na Justiça, defenderei a
minha honra com determinação e tomarei todas as medidas judiciais cabíveis
contra os delatores da calúnia e os propagandistas da desonra. Indignado, mas
de consciência tranquila, reafirmo: estou longe dessa podridão, essa podridão
está longe de mim."
Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado
Qual a suspeita: De acordo com a delação de funcionários da
Odebrecht, o presidente do Senado recebeu R$ 2 milhões para facilitar a
conversão de medidas provisórias em lei.
O que ele diz: "O Estado Democrático de Direito prevê,
no curso dos inquéritos, o amplo direito de defesa. Vamos exercê-lo. A verdade
prevalecerá. A Justiça brasileira tem maturidade e firmeza para apurar e
distinguir a verdade das mentiras e das versões alternativas".
Antônio Anastasia (PSDB-MG), senador
Qual a suspeita: Citado em um dos inquéritos que tratam do
senador Aécio Neves, Anastasia é suspeito de receber vantagens indevidas em
forma de doações de campanha eleitoral em 2009 e 2010.
O que ele diz: "Em toda sua trajetória, Anastasia nunca
tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém."
Romero Jucá Filho (PMDB-RR), senador
Qual a suspeita: Citado em cinco inquéritos, o senador Romero
Jucá é suspeito de receber dinheiro em troca da aprovação de leis que
interessavam a Odebrecht.
O que ele diz: "Sempre estive e sempre estarei à
disposição da Justiça para prestar qualquer informação. Nas minhas campanhas
eleitorais sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas
aprovadas."
Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG), senador
Qual a suspeita: Citado em cinco inquéritos, ele é suspeito
de receber vantagens indevidas para favorecer a Odebrecht em obras como das
usinas de Jirau e fraudes em licitação em MG.
O que ele diz: A assessoria do senador informa, em nota, que
ele "considera importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações,
iniciativa solicitada por ele ao ministro Edson Fachin na semana passada, e
considera que assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a
absoluta correção de sua conduta". A assessoria também afirmou que "é
falsa e absurda a acusação de que Aécio teria participado de algum ato ilícito
envolvendo a licitação ou as obras da Cidade Administrativa de Minas
Gerais".
Renan Calheiros (PMDB-AL), senador
Qual a suspeita: Citado em quatro inquéritos, o senador é
suspeito de pedir propina para a campanha do filho ao governo de Alagoas, pedir
propina para facilitar a implementação de leis de interesse da Odebrecht e
pedir propina para facilitar obras da construtora no sertão alagoano.
O que ele diz: "A abertura dos inquéritos permitirá que
eu conheça o teor das supostas acusações para, enfim, exercer meu direito de
defesa sem que seja apenas baseado em vazamentos seletivos de delações. Um
homem público sabe que pode ser investigado. Mas isso não significa condenação
prévia ou atestado de que alguma irregularidade foi cometida. Acredito que
esses inquéritos serão arquivados por falta de provas, como aconteceu com o
primeiro", diz, em nota.
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), senador
Qual a suspeita: Segundo delações de Ariel Parente Costa,
Alexandre Biselli, Cláudio Melo Filho, Fabiano Rodrigues Munhoz, Benedicto
Barbosa da Silva Júnior e João Antônio Pacífico Ferreira, em 2013, o então
ministro de Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, recebeu valores que
totalizaram R$ 1,05 milhão por intermédio de Iran Padilha, indicado pelo
próprio Bezerra.
O que ele diz: "A defesa afirma que não foi
oficialmente comunicada, tampouco teve acesso à referida investigação. Fernando
Bezerra mantém-se, como sempre esteve, à disposição das autoridades a fim de
prestar quaisquer esclarecimentos que elas possam necessitar."
Paulo Rocha (PT-PA), senador
Qual a suspeita: Segundo as delações de Fernando Luiz Ayres
da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira, ele é suspeito de solicitar
vantagens indevidas não contabilizadas para a campanha eleitoral de Helder
Barbalho ao governo do Pará, em 2014.
O que ele diz: "Todos os recursos da minha companha de
2014 para o Senado Federal foram repassados pela direção nacional e estadual do
Partido dos Trabalhadores e estão todos declarados nas prestações de contas
junto ao TRE. A utilização desses recursos, empresas doadoras e doadores individuais,
enfatizo, obedeceram estritamente às normas da legislação eleitoral em vigor
daquele ano."
Humberto Costa (PT-PE), senador
Qual a suspeita: Segundo delações de Marcelo Odebrecht,
Rogério Santos de Araújo, Márcio Faria da Silva, César Ramos Rocha, Hilberto
Mascarenhas Alves da Silva Filho e Luiz Eduardo da Rocha Soares, Humberto Costa
foi indicado como sendo o “Drácula” na planilha de propinas e é suspeito de
solicitar vantagem indevida em um contrato superfaturado entre a empreiteira e
a Petrobras. Ele é suspeito de ter recebido um pagamento de R$ 590 mil.
O que ele diz: Em nota, diz que "espera a conclusão de
inquérito aberto há mais de dois anos pelo STF, e para o qual a Polícia Federal
já se manifestou em favor do arquivamento - aguarda ter acesso aos novos
documentos para reunir as informações necessárias à sua defesa". "O
senador, que já abriu mão de todos os seus sigilos, se coloca, como sempre o
fez, à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos
necessários."
Edison Lobão (PMDB-MA), senador
Qual a suspeita: Segundo depoimento de Henrique Serrano do
Prado Valladares, o senador recebeu R$ 5,5 milhões para interferir junto ao
governo federal para anular a adjudicação da obra referente à Usina
Hidrelétrica de Jirau.
O que ele diz: O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro,
que defende Lobão, diz que agora poderá, em inquérito, fazer o
"enfrentamento" das denúncias. O senador nega as denúncias e
comprovará que os acusadores não têm prova ou indício do que dizem, segundo o
advogado.
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), senador
Qual a suspeita: O senador é suspeito de receber R$ 800 mil
em vantagens indevidas para favorecer a Odebrecht. Segundo o inquérito, as
declarações de Alexandre José Lopes Barradas e Fernando Luiz Ayres da Cunha
Santos Reis são de que a soma foi solicitada pelo senador paraibano,
"então candidato ao governo do Estado da Paraíba, com a expectativa de
receber futura contrapartida e de realizar obra de saneamento naquele
Estado".
O que ele diz: "Eu recebi, sim, uma doação da Braskem,
que é do grupo Odebrecht, na campanha de 2014. Essa doação foi devidamente
declarada na minha prestação de contas. Acontece que agora o Ministério Público
Federal está pedindo ao Supremo investigação, até mesmo, nessas doações legais
porque começa a surgir suspeitas de que alguns partidos fizeram lavagem de
dinheiro através das doações partidárias. E, cá para nós, tem que investigar,
sim, até o fim, para que tudo seja devidamente esclarecido", afirma, em
postagem nas redes sociais.
Jorge Viana (PT-AC), senador
Qual a suspeita: Segundo delações de Hilberto Mascarenhas e
Marcelo Odebrecht, Jorge Viana é suspeito de pedir R$ 2 milhões para a campanha
de seu irmão, Tião Viana (PT) ao governo do Acre em 2010.
O que ele diz: "A crise política vai se aprofundar, a
partir de agora, com risco de paralisia institucional, porque todo o sistema
político brasileiro está em xeque. Todas as legendas e expoentes partidários
estão citados na lista do ministro Luís Edson Fachin, do STF, o que nos obriga,
nesse momento, a nos explicarmos. Do PMDB ao PSDB, passando pelo meu partido, o
PT, mas também o DEM, PSD, PSB, PRB e PP, todos os representados no Congresso
estão envolvidos nesta crise. Muitos são acusados de corrupção, outros têm de
se explicar sobre suas campanhas. Sobre o envolvimento do meu nome e do
governador Tião Viana, não há nenhuma denúncia de corrupção contra nós, mas
questionamentos sobre a arrecadação da campanha em 2010. Vamos provar na
Justiça o que dissemos antes: nossas campanhas foram dentro da lei e feitas com
dinheiro limpo. Nada devemos e nada tememos. Confiamos na Justiça."
Lídice da Mata (PSB-BA), senadora
Qual a suspeita: Segundo delação de José de Carvalho Filho,
a construtora repassou R$ 200 mil não contabilizados à campanha dela ao Senado
em 2010.
O que ela diz: "Acho muito importante essa autorização
do Supremo para a devida abertura dos inquéritos. Espero que agora haja a
quebra do sigilo de todo o processo, como ja havia solicitado. Tenho a
consciência tranquila e a confiança de que tudo será esclarecido. A seriedade
da minha vida pública fala por mim. Quem não deve não teme."
Ciro Nogueira (PP-PI), senador
Qual é a suspeita: Segundo o Ministério Público, Nogueira
procurou José de Carvalho Filho, Cláudio Melo Filho, Benedicto Barbosa da Silva
Júnior e Carlos José Fadigas de Souza Filho para solicitar quantias para sua
campanha eleitoral e para o PP. O senador recebeu R$ 300 mil em 2010, quando
ainda era deputado federal, e R$ 1,3 milhão em 2014, parcelado em duas vezes. A
quantia foi repassada através do setor de Operações Estruturadas do grupo
Odebrecht. O codinome de Nogueira era "Cerrado".
O que ele diz: Assessores dizem que não o localizaram.
Dalírio José Beber (PSDB-SC), senador
Qual a suspeita: Segundo o Ministério Público, Dalírio Beber
é suspeito de articular o repasse de R$ 500 mil ao então candidato, e agora
prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, de quem participava da campanha em
2012. A Odebrecht buscava o apoio de candidatos com maiores chances para
garantir a manutenção dos contratos de saneamento de água e esgoto no
município.
O que ele diz: "Recebo com surpresa a inserção do meu
nome no rol dos investigados. Não tive, até o presente momento, qualquer acesso
ao processo para conhecer o conteúdo do que me é atribuído. Rechaço com
veemência toda e qualquer denúncia de prática de ilícitos. Estou indignado, mas
absolutamente tranquilo, pois minha consciência em nada me acusa. Digo à
sociedade brasileira, em especial, aos catarinenses, que sempre confiaram em
mim, que espero que rapidamente a verdade seja restabelecida. Neste momento,
coloco-me inteiramente à disposição da Justiça."
Ivo Cassol (PP-RO), senador
Qual a suspeita: Segundo o delator Henrique Serrano do Prado
Valladares, o senador Ivo Cassol recebeu "vantagem indevida" de R$ 2
milhões quando era governador de Rondônia por "favorecimento nos
procedimentos administrativos" referentes à execução das obras da usina
hidrelétrica de Santo Antonio.
O que ele diz: "Não só entendo que é o dever da Justiça
investigar e fiscalizar os políticos, como é meu dever também lembrar que fui o
único parlamentar que denunciou formalmente a isenção fiscal para as usinas do
Rio Madeira em 2011. O prejuízo ao estado foi estimado em R$ 1 bilhão, valores
que poderiam ser investidos em melhor qualidade de vida para o povo de
Rondônia. À época dos fatos denunciei essa isenção de impostos a vários órgãos
públicos, tais como: Ministério Público, Tribunal de Justiça, Tribunal de
Contas e Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia e mesmo assim essa
isenção foi concedida pelo atual governo do Estado de Rondônia em 2011.
Portanto, julgo totalmente injusta e descabida a citação do meu nome. Vejo isso
como uma retaliação por ter sido contra a isenção de impostos dado aos
consórcios que construíram as usinas de Jirau e Santo Antônio."
Lindbergh Farias (PT-RJ), senador
Qual a suspeita: De acordo com o Ministério Público, os
colaboradores relataram que o senador recebeu vantagens indevidas não
contabilizadas durante a campanha eleitoral dos anos de 2008 e 2010, nos
valores respectivos de R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões.
O que ele diz: "Mais uma vez confiarei que as
investigações irão esclarecer os fatos e, assim como das outras vezes, estou
convicto que o arquivamento será o único desfecho possível para esse processo.
Novamente justiça será feita."
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), senadora
Qual a suspeita: Segundo o depoimento de Fernando Luiz Ayres
da Cunha Santos Reis, Vanessa Grazziotin teria recebido repasses da Odebrecht
em 2012, a pretexto de doação para sua campanha eleitoral, mas sem o registro
oficial.
O que ela diz: "A senadora esclarece que as doações
feitas para suas campanhas foram oficiais, declaradas e posteriormente
aprovadas pela Justiça Eleitoral."
Kátia Abreu (PMDB-TO), senadora
Qual a suspeita: Segundo delação de Cláudio Melo Filho, José
de Carvalho Filho, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da
Silveira, a senadora Kátia Abreu é suspeita de ter recebido R$ 500 mil,
divididos em duas parcelas, em sua campanha eleitoral de 2014 ao Senado, por
intermédio de Moisés Pinto Gomes.
O que ela diz: "Lamentavelmente, por desconhecer o
conteúdo da decisão do ministro Edson Fachin, não tenho, neste momento,
elementos suficientes que me permitam rebater as supostas acusações feitas
contra mim e o meu marido, mas afirmo categoricamente que, em toda a minha vida
pública, nunca participei de corrupção e nunca aceitei participar de qualquer
movimento de grupos fora da lei. Estarei à disposição para prestar todos os
esclarecimentos necessários de maneira a eliminar qualquer dúvida sobre a nossa
conduta. Sigo trabalhando no Senado pelo Brasil e pelo Tocantins. Minha
história e minha correção são a base fundamental da minha defesa."
Fernando Collor de Mello (PTC-AL), senador
Qual a suspeita: De acordo com depoimentos de Fernando Luiz
Ayres da Cunha Santos Reis e Alexandre José Lopes Barradas, o senador recebeu
R$ 800 mil não contabilizados para sua campanha eleitoral em 2010, pagos pelo
Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht.
O que ele diz: “Nego de forma veemente haver recebido da
Odebrecht qualquer vantagem indevida não contabilizada na campanha eleitoral de
2010”, disse em nota.
José Serra (PSDB-SP), senador
Qual a suspeita: Segundo delações de Arnaldo Cumplido de
Souza Couto, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Carlos Armando Guedes Paschoal,
Luiz Eduardo da Rocha Soares, Roberto Cumplido, Fábio Andreani Gandolfo e Pedro
Augusto Ribeiro Novis, Serra é suspeito de receber doações ilegais em troca de
facilidades em contratos no estado.
O que ele diz: Em nota, o senador José Serra afirma que não
cometeu nenhuma irregularidade e que suas campanhas foram conduzidas pelo
partido na forma da lei. Segundo ele, a abertura do inquérito pelo STF servirá
como oportunidade de demonstrar essas afirmações e a lisura de sua conduta.
Eduardo Braga (PMDB-AM), senador
Qual a suspeita: Segundo o delator Arnaldo Cumplido de Souza
e Silva, Eduardo Braga recebeu R$ 1 milhão quando era governador do Amazonas da
Odebrecht, dinheiro relativo à construção da Ponte do Rio Negro.
O que ele diz: O senador desconhece o conteúdo das
informações que levaram a PGR a pedir abertura de inquérito. "Vale
destacar que a abertura de inquérito não significa que os investigados
respondam por qualquer tipo crime. O senador Eduardo Braga, em caso de
notificação, prestará todas as informações necessárias à Justiça."
Omar Aziz (PSD-AM), senador
Qual a suspeita: Segundo o delator Arnaldo Cumplido de Souza
e Silva, José Lopes, empresário ligado a Omar Aziz, fazia pedidos de pagamentos
à Odebrecht para favorecer o consórcio da empresa na construção da Ponte do Rio
Negro.
O que ele diz: "Ninguém tem mais interesse do que eu na
conclusão deste inquérito. Não tenho e nunca tive nenhum tipo de relação com a
Odebrecht. Essa empresa não teve sequer contratos ou pagamentos recebidos no
meu governo. Também não recebi nenhum centavo deles em campanha eleitoral. O
jornal 'O Globo' já inclusive publicou que, no documento divulgado pelo
ministro Fachin, não há qualquer referência de valor em meu nome."
Valdir Raupp (PMDB-RO), senador
Qual a suspeita: Segundo os delatores Henrique Serrano do
Prado Valladares e Augusto Roque Dias Fernandes Filho, o senador Valdir Raupp
foi um dos destinatários de um "fundo" do Grupo Odebrecht e da Construtora
Andrade Gutierrez de até R$ 20 milhões devido à execução das obras da
Hidrelétrica de Santo Antonio, no Rio Madeira.
O que ele diz: "Afirma que recebeu com tranquilidade a
sua citação na lista do ministro Fachin publicada no dia de hoje, baseada em
declarações de delatores que no desespero falam e ninguém pode impedir. Este
será o momento que o senador terá para provar que as doações legais destinadas
ao Partido foram declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral."
Ricardo Ferraço (PSDB-ES), senador
Qual a suspeita: Segundo os executivos da Odebrecht Sérgio
Luiz Neves e Benedicto Júnior, foi pago caixa dois de R$ 400 mil para a
campanha do capixaba ao Senado em 2010 por meio do setor de operações
estruturadas da construtora.
O que ele diz: "Foi com absoluta perplexidade e
indignação que eu recebi a informação de que meu nome está incluído na chamada
lista do Fachin. Toda minha campanha foi declarada e como poderão constatar na
prestação de contas no TSE, esta empresa não foi doadora. Nunca tratei qualquer
assunto com essas pessoas e tampouco autorizei que alguém tratasse. Acionarei
esses mentirosos judicialmente para que provem as acusações."
Rodrigo Maia (DEM-RN), presidente da Câmara
Qual a suspeita: Ele é citado em dois inquéritos de Fachin.
Em um deles, segundo delação de Benedicto Barbosa, João Borba Filho, Cláudio
Melo Filho, Carlos José de Souza Filho e Luiza Eduardo da Rocha Soares, ele é
suspeito de receber R$ 950 mil da Odebrecht durante as eleições de 2008 e 2010,
além de receber pagamento para a aprovação de medida provisória e na eleição de
2014. No outro inquérito, baseado em delações de Marcelo e Emílio Odebrecht,
Carlos Melo Filho e José de Carvalho Filho, Maia é suspeito de receber R$ 100
mil da Odebrecht em vantagem indevida em troca da aprovação de três medidas
provisórias que beneficiaram a empresa.
O que ele diz: Em entrevista, diz que confia na Justiça e
que vai continuar confiando sempre. Afirma ainda que as citações de delatores
são falsas e os inquéritos serão arquivados. Segundo ele, MP e Justiça estão
fazendo seu papel de forma competente.
Paulinho da Força (SD-SP), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado é suspeito de corrupção passiva,
ativa e lavagem de dinheiro. Ele teria recebido R$ 1 milhão em pagamentos
indevidos da Odebrecht para a sua campanha eleitoral à Câmara dos Deputados em
2014 e também teria recebido R$ 200 mil para outra campanha eleitoral, de 2010.
O que ele diz: A assessoria informa que o deputado vai se
manifestar quando tiver informações oficiais.
Marco Maia (PT-RS), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado Marco Maia é suspeito de
falsidade ideológica eleitoral. Ele teria recebido R$ 1,35 milhão em pagamentos
indevidos da Odebrecht para sua campanha eleitoral à Câmara dos Deputados em
2014.
O que ele diz: O deputado diz que a lista é uma grande
mentira e que em nenhum momento fez algum contato ou pedido à Odebrecht. Ele
afirma que pretende processar todos os que o citaram e também entrar com um
pedido no STF para saber do que é acusado. Reafirma que todas as contribuições
para as suas campanhas eleitorais foram realizadas dentro do que prevê a
legislação eleitoral, declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral e aprovadas sem
nenhuma restrição.
Carlos Zarattini (PT-SP), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado é suspeito de receber pagamentos
indevidos em 2010 e 2012. Ele teria recebido R$ 50 mil em pagamentos indevidos
da Odebrecht para campanhas eleitorais em 2010 e também seria beneficiário,
juntamente com Cândidato Vacarezza, de pagamentos de R$ 5 milhões, que fariam
parte de um crédito de R$ 27 milhões em benefício do PT, realizado em 2012.
O que ele diz: "Não tive acesso ao conteúdo das
supostas delações envolvendo meu nome. Todas as minhas doações de campanha
foram legais e declaradas nos órgãos competentes e aprovadas pelo Tribunal
Regional Eleitoral."
João Carlos Bacelar (PR-BA), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado é suspeito de corrupção passiva,
lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional. Ele teria atendido pedidos
em prol da MP 558 e para evitar convocações de representantes da empresa Santo
Antônio Energia em CPI e também de ter solicitado vantagem indevida à Odebrecht
Realizações Imobiliárias (OR), em 2012.
O que ele diz: O deputado diz que as acusações não são
verdadeiras e que ele confia no poder Judiciário.
Milton Monti (PR-SP), deputado federal
Qual a suspeita: É suspeito de corrupção passiva, ativa e de
lavagem de dinheiro, em dois inquéritos. Um deles diz que o parlamentar teria
recebido propina da Odebrecht na execução da Ferrovia Norte-Sul, em 2008 e
2009, para favorecer a empresa. No outro, teria intermediado uma reunião na
qual pediu "ajuda financeira" para a campanha eleitoral do deputado
Alfredo Nascimento. O valor não teria sido contabilizado.
O que ele diz: Por meio de nota, o deputado informa que
sempre agiu de acordo com a lei e que todas as doações das campanhas eleitorais
foram feitas legalmente. "É bom que se apure porque assim a inocência dele
será comprovada."
José Carlos Aleluia (DEM-BA), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado federal José Carlos Aleluia
(DEM-BA) é suspeito de corrupção passiva e ativa. Ele teria recebido via caixa
2 R$ 300 mil nas eleições de 2010, além de doação legal de R$ 280 mil nas
eleições de 2014.
O que ele diz: "O ministro Fachin autorizou investigar
todos, sem distinção, e fez bem. Todo homem público tem que estar ponto para
ser investigado. Estou tanquilo e convicto de que esse procedimento vai ser
arquivado. Todas as doações de campanha que recebi foram legais e estão
declaradas."
Daniel Almeida (PCdoB-BA), deputado federal
Qual a suspeita: É suspeito de corrupção ativa, corrupção
passiva e lavagem de dinheiro, tendo recebido um repasse não registrado em R$
300 mil em 2012 para favorecer a Odebrecht. O delator não identificado afirmou
que o repasse foi recebido na campanha do candidato Isaac Carvalho à Prefeitura
de Juazeiro. De acordo com ele, a Odebrecth tinha interesse em realizar obras
de saneamento naquele município. Já outros delatores, também não identificados,
disseram que, em outra ocasião, o parlamentar recebeu R$ 100 mil, pagamento que
teria sido feito em um posto em Salvador. O inquérito informa que esse
pagamento também não foi registrado.
O que ele diz: "Sobre as notícias citando o meu nome em
possível investigação no STF, não tenho nada a temer. Os baianos e os
brasileiros conhecem minha trajetória de mais de 30 anos de atividade pública.
Se algum inquérito for aberto, tenho total convicção que o destino será o
arquivamento."
Mário Negromonte Jr. (PP-BA), deputado federal
Qual a suspeita: É suspeito de receber R$ 200 mil em doações
não contabilizadas para a campanha eleitoral de 2014.
O que ele diz: Por telefone, o deputado Mário Negromonte
Júnior disse que só irá comentar após ter conhecimento da íntegra da denúncia.
"Eu ainda não estive com meu advogado. Assim que tiver uma posição, eu
divulgo uma nota. Primeiro, preciso saber o que é."
Nelson Pellegrino (PT-BA), deputado federal
Qual a suspeita: É suspeito de falsidade ideológica
eleitoral por ter recebido um rapasse de R$ 1,5 milhão da Odebrecht em 2012,
sendo R$ 1,3 milhão via caixa 2. De acordo com um delator não identificado no
inquérito, Nelson Pellegrino recebeu o repasse de R$ 1,5 milhão "a
pretexto de auxílio à campanha eleitoral". Desse total, apenas R$ 200 mil
teriam sido transferidos de forma oficial.
O que ele diz: "Estou tranquilo. Meu advogado vai
requerer o conteúdo ao STF e, após o conhecimento dos termos, me
manifestarei."
Jutahy Júnior (PSDB-BA), deputado federal
Qual a suspeita: Jutahy Júnior é suspeito de receber R$ 850
mil em doações não contabilizadas para campanhas entre os anos de 2010 e 2014.
O que ele diz: "Tenho absoluta convicção de que esse
procedimento será arquivado porque, simplesmente, não tenho nada a ver com a
Lava Jato".
Maria do Rosário (PT-RS), deputada federal
Qual a suspeita: Maria do Rosário é suspeita de ter recebido
R$ 150 mil da Odebrecht via caixa 2 durante a corrida eleitorial de 2010. Ela
foi citada na delação do ex-diretor da empreiteira Alexandrino de Salles Ramos
de Alencar.
O que ela diz: "Quem não deve, não teme. A medida é uma
mera autorização do STF para apuração dos fatos sobre as delações da Odebrecht.
No entanto a mera citação de meu nome me deixa indignada. Não me calarei frente
a este episódio e não me afastarei um milímetro sequer das causas em que
acredito e que o nosso trabalho representa. Vou disponibilizar meus sigilos
fiscal, bancário e telefônico ao STF, tamanha é minha tranquilidade. Meu nome e
minha vida não estão à disposição para serem enxovalhados por ninguém em nenhum
lugar."
Onyx Lorenzoni (DEM-RS), deputado federal
Qual a suspeita: Onyx Lorenzoni é suspeito de ter recebido
R$ 175 mil da Odebrecht via caixa 2 durante a campanha eleitoral de 2006. Ele
foi citado na delação do ex-diretor da empreiteira Alexandrino de Salles Ramos
de Alencar.
O que ele diz: O deputado afirma que recebeu com surpresa a
informação e que foi injusta e indevidamente citado. Ele diz também que já
pediu ao advogado para que entre com requerimento para saber do que é acusado.
Vicente Paulo da Silva (PT-SP), o Vicentinho, deputado
federal
Qual a suspeita: é suspeito de ter recebido doação, no valor
de R$ 30 mil, não contabilizada para a campanha eleitoral de 2010.
O que ele diz: "É uma surpresa. Meus projetos são,
inclusive, contra a própria Odebrecht. Eu defendendo o direito dos trabalhadores.
Nunca fiz acordo com eles e não sou corrupto".
Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), deputado federal
Qual a suspeita: Arthur Oliveira Maia é suspeito de receber
R$ 200 mil em doações não contabilizadas para campanha eleitoral.
O que ele diz: "Em relação ao pedido de abertura de
inquérito referente à delação da Odebrecht, informo que não há nenhuma acusação
contra minha pessoa, mas apenas a alegação de suposta irregularidade na
prestação de contas da minha campanha eleitoral de 2010. Reitero que todas as
doações de campanha que recebi estão de acordo com a lei e devidamente
declaradas e aprovadas pelo TRE-BA".
Yeda Crusius (PSDB-RS), deputada federal
Qual a denúncia: Yeda Crusius é investigada por corrupção
passiva, ativa e lavagem de dinheiro. Ela é suspeita de ter recebido vantagens
nas campanhas ao governo do RS em 2006 e 2010 para favorecer a Odebrecht.
Somados, os valores recebidos chegariam a R$ 1,75 milhão. De acordo com o
Ministério Público, em 2006 foram R$ R$ 200.000 por meio de doação oficial e
mais R$ 400.000 por meio do setor de Operações Estruturadas da Odebrecht,
conhecido como "departamento da propina". Em 2010, foram R$ 600.000
em doações oficiais e R$ 550.000 não declarados, por meio do setor. Os
repasses, ainda de acordo com o MP, eram feitos para que a Braskem, empresa
controlada pelo Grupo Odebrecht, continuasse recuperando créditos do ICMS no
Rio Grande do Sul.
O que ela diz: "A todos os que buscam minha
manifestação: o ministro Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, ofereceu hoje
listas de centenas de pessoas indicadas pelo PGR Rodrigo Janot para abertura de
inquérito. Numa delas consta meu nome. Transparência é fundamental, e
aguardamos ainda o levantamento do sigilo das delações que embasaram a decisão
do Procurador Janot e do Ministro Fachin. Embora desconhecendo ainda as razões
que o levaram a elaborar estas listas, considero fundamental tanto a Lava Jato
quanto o trabalho do Supremo para que os inquéritos hoje autorizados sejam
feitos e concluídos com a celeridade requerida por mim e por toda a população
brasileira, separando o joio do trigo e promovendo a Justiça de que tanto o
país precisa. Caso contrário cria-se a imagem de que todos os políticos são
iguais. E não somos."
Paulo Henrique Lustosa (PP-CE), deputado federal
Qual a suspeita: Paulo Henrique Lustosa é suspeito de ter
recebido R$ 100.000 não declarados (caixa 2) da Odebrecht durante a campanha de
2010. Ele foi citado nas delações dos ex-executivos José de Carvalho Filho e
Cláudio Melo Filho. Seu codinome no sistema de controle dos repasses da
empreiteira seria "Educador".
O que ele diz: Paulo Henrique Lustosa diz que acreditou ter
recebido doação de campanha para o partido e não de caixa 2, como citado na
delação Odebrecht.
José Reinaldo (PSB-MA), deputado federal
Qual a suspeita: É suspeito de ter sido conivente, quando
era governador do Maranhão, com suposta propina recebida da Odebrecht pelo
então procurador-geral de seu estado, Ulisses César Martins de Sousa.
O que ele diz: O deputado diz não ter citado mencionado por
nenhum dos muitos delatores ou colaboradores. Segundo o parlamentar, eles
apenas se referiram à suposta conduta de um auxiliar seu, quando exerceu o
cargo de governador do Maranhão. O deputado afirma ainda que a circunstância
demanda apuração aprofundada. "O deputado José Reinaldo mantém-se
absolutamente tranquilo, confiante na Justiça brasileira, e manifesta sua
absoluta convicção que a apuração demonstrará sua inocência."
João Paulo Papa (PSDB-SP), deputado federal
Qual a suspeita: Os delatores Benedicto Barbosa da Silva
Júnior e Luiz Antônio Bueno Júnior afirmaram que Papa recebeu dois repasses por
meio do setor de operações estruturadas da Odebrecht, cada um no valor de R$
300 mil, em 2012 e 2014. Segundo os delatores, o pagamento foi feito devido ao
protagonismo político do parlamentar em Santos-SP e no PSDB, o que poderia
auxiliar os interesses do Grupo Odebrecht em oportunidades futuras.
O que ele diz: "Assim que tomar conhecimento do
processo, poderei me manifestar. Em 30 anos de vida pública e três eleições,
tive todas as prestações de contas aprovadas pela Justiça Eleitoral."
Vander Loubet (PT-MS), deputado federal
Qual a suspeita: Segundo declaração do delator Alexandrino
de Salles Ramos Alencar, executivo da Odebrecht, Loubet recebeu da empreiteira
um repasse de R$ 50 mil para sua campanha eleitoral à Câmara dos Deputados em
2010 como recurso não contabilizado. Segundo o delator, o pagamento foi feito
por meio do setor de operações estruturadas do Grupo Odebrecht.
O que ele diz: "Ele informa que vai aguardar a
manifestação oficial do Supremo Tribunal Federal (STF) para se pronunciar
acerca da informação de abertura de inquérito [...]. O parlamentar reforça que
todas as contribuições recebidas em campanha eleitoral foram devidamente
oficializadas em prestações de contas aprovadas pela Justiça Eleitoral."
Rodrigo Garcia (DEM-SP), deputado federal
Qual a suspeita: Segundo declarações dos delatores Carlos
Armando Guedes Paschoal e Benedicto Barbosa da Silva Júnior, ex-executivos da
Odebrecht, Garcia recebeu um repasse não contabilizado da empreiteira a
pretexto de auxílio à campanha eleitoral em 2010. O repasse ao deputado,
identificado no sistema da empreiteira como "Suíça", foi feito por
meio do setor de operações estruturadas da empresa.
O que ele diz: "Jamais recebi doação não contabilizada
em minhas campanhas eleitorais. Sou o maior interessado para que esse assunto
seja esclarecido o mais breve possível."
Cacá Leão (PP-BA), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado é suspeito de ter recebido R$ 30
mil para a campanha eleitoral de 2014 por meio do departamento de propinas da
Odebrecht. Um ex-funcionário da construtora informou o repasse de R$ 50 mil à
campanha de Cacá Leão, sendo R$ 20 mil por meio de doação oficial ao diretório
nacional de seu partido e R$ 30 mil por meio do Setor de Operações Estruturadas
da empresa, responsável pelo pagamento de propinas.O Ministério Público
suspeita que ele tenha incorrido no crime de falsidade ideológica eleitoral.
O que ele diz: "A divulgação ainda não é oficial e o STF
nem referendou nem desmentiu a informação. Então, em primeiro lugar, é preciso
esperar o STF se pronunciar. De qualquer maneira, recebi com surpresa, mas
também tenho toda a tranquilidade do mundo de que todos os recursos q recebi na
campanha de 2014 estão em minha prestação oficial de contas, que foi aprovada
pelo Tribunal de Contas. Apoio as investigações e não tenho medo nenhum do
processo".
Celso Russomanno (PRB-SP), deputado federal
Qual a suspeita: É suspeito de ter recebido da Odebrecht a
quantia não contabilizada de R$ 50.000 não contabilizados na campanha eleitoral
de 2010. De acordo com os delatores Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Carlos
Armando Paschoal, os R$ 50 mil teriam sido repassados a Russomanno pelo Setor
de Operação Estruturadas do Grupo Odebrecht. O inquérito cita que a quantia foi
"registrada no sistema Drousys com a identificação do beneficiário com o
apelido 'Itacaré'".
O que ele diz: "Tomei ciência da notícia de que estou
sendo alvo da abertura de um inquérito, pois dois delatores afirmam terem doado
R$ 50 mil para minha campanha de deputado federal em 2010 e não ter sido
contabilizada na prestação de contas. Eles falseiam com a verdade, pois não fui
candidato a deputado federal e sim ao governo do estado, portanto esta informação
é falsa. Na minha campanha de 2010, havia pessoas responsáveis pelo financeiro
da campanha, e se alguém recebeu os R$ 50 mil não contabilizados, quero saber
quem foi, pois será responsabilizado civil e criminalmente. Os delatores têm a
obrigação de informar para quem foi entregue o suposto valor. Coloco
imediatamente à disposição de qualquer pessoa ou jornalista meus sigilos
bancário, fiscal e telefônico desde 1995, quando iniciei minha vida política.
Em absolutamente nenhuma das minhas campanhas, tanto para deputado federal
quanto para o Executivo, recebi doação em meu nome, como pessoa física, de
qualquer empresa ligada ao grupo Odebrecht. E todas as doações feitas ao meu
partido estão devidamente registradas na prestação de contas à Justiça Eleitoral.
Tenho minha consciência tranquila. Minha honra e minha trajetória integra e
transparente na vida pública ao longo de mais de 20 anos falam por mim."
Dimas Fabiano Toledo (PP-MG), deputado federal
Qual a suspeita: Segundo declarações dos delatores Benedicto
Barbosa da Silva Júnior, Sérgio Luiz Neves e Marcelo Odebrecht, Dimas Fabiano
Toledo é suspeito de crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e
corrupção ativa ao lado do senador Aécio Neves. Os delatores relatam que, em
2014, pagaram vantagens indevidas a pretexto de campanhas eleitorais de Aécio
Neves e de vários outros parlamentares, incluindo Dimas Fabiano Toledo.
O que ele diz: Dimas Fabiano diz que jamais manteve contato
com qualquer executivo da Odebrecht, não tendo sido destinatário de recursos
alegadamente doados ou disponibilizados pela referida empresa. "A eventual
utilização do nome do deputado por terceiros com propósitos espúrios – seja
para solicitar recursos, seja para obter benefícios em delação – é prática
absolutamente irresponsável e criminosa."
Pedro Paulo (PMDB-RJ), deputado federal
Qual a suspeita: Pedro Paulo é acusado de receber da
Odebrecht R$ 3 milhões para sua campanha eleitoral para deputado federal em
2010 e de receber, em 2014, R$ 300 mil "de maneira oculta" para
campanha à prefeitura.
O que ele diz: O deputado Pedro Paulo nega ter recebido
doações da Odebrecht e afirmou que nunca teve relação com nenhum dos delatores.
Pedro Paulo diz ainda que os executivos da empreiteira precisam provar quando e
quem recebeu dinheiro, indevidamente, no nome dele.
Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA), deputado federal
Qua a suspeita: Segundo declarações dos delatores
Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, Cláudio Melo Filho, Emílio Alves Odebrecht,
José de Carvalho Filho e Marcelo Bahia Odebrecht, Lima teria recebido R$ 1
milhão da Odebrecht com o objetivo de obter aprovação de legislação favorável
aos interesses da companhia. De acordo com os delatores, o repasse foi feito
por meio do setor de operações estruturadas do Grupo Odebrecht.
O que ele diz: O deputado não irá comentar.
Daniel Vilela (PMDB-GO), deputado federal
Qual a suspeita: Daniel Vilela é suspeito de receber repasse
não contabilizado de R$ 1 milhão para financiar sua campanha para deputado
federal em 2014, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin,
relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Quantia foi requisitada
pelo seu pai Luiz Alberto Maguito Vilela, então prefeito de Aparecida de Goiás
(GO), para manter contratos com o Grupo Odebrecht em obras de saneamento básico
da cidade.
O que ele diz: Uma nota conjunta foi divulgada pelo
ex-prefeito Maguito Vilela e pelo deputado Daniel Vilela (PMDB): "As
campanhas de Maguito Vilela, em 2012, e de Daniel Vilela, em 2014, foram feitas
inteiramente com recursos contabilizados conforme determina o Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) e aprovadas pela referida Corte. As prestações de contas estão
disponíveis no site do TSE. Maguito e Daniel afirmam que nunca estiveram, nunca
falaram, e sequer conhecem os delatores. Ambos refutam qualquer acusação."
Alfredo Nascimento (PR-AM), deputado federal
Qual a suspeita: Segundo declarações dos delatores Benedicto
Barbosa da Silva Júnior, José de Carvalho Filho, João Antônio Pacífico Ferreira
e Paulo Falcão, Nascimento pediu uma "ajuda financeira" para sua
campanha eleitoral no valor de R$ 200 mil durante uma reunião feita a pedido do
deputado federal Milton Monti enquanto Nascimento era Ministro dos Transportes,
em 2006. De acordo com os delatores, o repassse foi feito pela Odebrecht por
meio de recursos não contabilizados. Nascimento é suspeito de cometer corrupção
passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
O que ele diz: “É com surpresa que vejo no noticiário meu
nome entre os investigados na Operação Lava Jato. Não tenho e não tive qualquer
relação com executivos, empresas, e estatais envolvidos. Não fui notificado e
soube da inclusão do meu nome pela imprensa. Estou absolutamente tranquilo
porque nada fiz de errado e isso será provado.”
Zeca Dirceu (PT-PR), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado federal José Carlos Becker de
Oliveira e Silva é suspeito de receber repasse não contabilizado de duas
quantias de R$ 250 mil cada para financiar suas campanhas eleitorais nos anos
de 2010 e 2014, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin. Os
pedidos de repasse teriam sido feitos a pedido de seu pai, o ex-ministro
petista José Dirceu.
O que ele diz: O deputado reitera que não há e nunca houve
qualquer tipo de tratativa do parlamentar junto às diretorias da Petrobras e/ou
às empresas investigadas na Lava Jato. "Apesar das inúmeras investigações
em andamento há vários anos, não existe sequer uma única ligação, e-mail,
contato, agenda de reunião, testemunho, delação ou coisa parecida em relação a
qualquer atitude do parlamentar que o ligue ao assunto Petrobras / Lava Jato ou
a qualquer tipo de ilegalidade. É importante destacar que nunca houve qualquer
pedido do parlamentar a envolvidos na Lava Jato, fato já testemunhado por
vários outros delatores e agora comprovado pelo próprio delator Fernando Luiz
Ayres da Cunha Santos Reis. Todas as doações recebidas nas campanhas de 2010 e
de 2014 foram legais, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral sem
ressalvas. Os nomes dos doadores são de conhecimento público desde 2010,
divulgados constantemente pelos órgãos de imprensa. O deputado reforça sua
confiança no Supremo Tribunal Federal e no trabalho de investigação da Polícia
Federal."
Betinho Gomes (PSDB-PE), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado federal Heberte Lamarck Gomes Da
Silva (PSDB-PE), o Betinho Gomes, é suspeito de receber duas quantias em
vantagens indevidas: R$ 75 mil quando candidato à prefeitura de Cabo de Santo
Agostinho (PE) em 2012, e R$ 100 mil já como parlamentar em 2014, segundo
inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no
Supremo Tribunal Federal (STF). Dinheiro foi repassado para que a Odebrecht
fosse favorecida em empreendimento imobiliário na cidade.
O que ele diz: "O parlamentar esclarece que teve todas
as contas de campanha contabilizadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral; pedirá
acesso à íntegra do referido inquérito; jamais defendeu interesses privados em
detrimento do interesse público; nunca teve encontros com os referidos
delatores mencionados pela imprensa; tem total interesse que o caso seja o mais
rapidamente esclarecido."
Zeca do PT (PT-MS), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado federal José Orcírio Miranda dos
Santos (PT-MS), o Zeca do PT, é suspeito de receber R$ 400 mil durante campanha
ao governo do Mato Grosso do Sul em 2006, segundo inquérito autorizado pelo
ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
O relato aponta que, com a desistência de Zeca do PT, os valores teriam sido
repassados ao ex-senador Delcídio do Amaral, que foi o candidato do partido ao
governo estadual.
O que ele diz: "Tomei conhecimento agora há pouco do
inteiro teor da denúncia contra minha pessoa acatada pelo Supremo Tribunal
Federal (STF). Diz a denúncia, que o delator do Grupo Odebrecht se refere a um
pagamento de R$ 400 mil para minha campanha a Governador em 2006. Em seguida
diz o mesmo delator, que tendo ocorrido minha desistência da candidatura
naquela eleição, o referido valor foi repassado ao Senador Delcídio, candidato
do PT ao governo, com o qual mantinha detalhadas reuniões, segundo o mesmo
delator. Ocorre ai um erro enorme. Fui eleito governador em 1998 e reeleito em
2002. Portanto em 2006 estava impedido de ser candidato a governador e não
disputei nenhum cargo naquela eleição. Apoiei o nosso candidato, mas não tive
nenhuma outra responsabilidade, seja de captação, seja de prestação de contas
junto a Justiça Eleitoral. Esperando ter esclarecido a opinião pública, peço
reparação da injustiça cometida nesta denúncia."
Vicente Cândido (PT-SP), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado é suspeito de pedir e obter
vantagem indevida em 2010 para sua campanha eleitoral para o cargo de deputado
federal. Ele teria recebido o valor R$ 50 mil, repassado pelo Grupo Odebrecht,
que teria interesse em apoio para o financiamento do estádio do Corinthians.
O que ele diz: "Informo que não recebi nenhuma
notificação da Justiça até o momento e não tive acesso aos autos do processo. A
forma com que a mídia trata os pedidos de abertura de inquérito confere ares de
condenação. Vale ressaltar que os acusadores ainda precisarão provar o que
disseram. Neste sentido, tenho certeza de minha idoneidade e me coloco à
disposição para quaisquer esclarecimentos à Justiça. É preciso deixar claro que
este momento político clama por uma reforma política de fôlego, pede por
mudanças na maneira em que fazemos política no Brasil. Desta maneira, aproveito
o momento para fortalecer este debate. A população brasileira precisa voltar a
acreditar e participar da vida política. Ficou ainda mais evidente: a política
brasileira precisa sair da UTI."
Júlio Lopes (PP-RJ), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado federal Júlio Luiz Baptista
Lopes é acusado de ter solicitado o pagamento de vantagem indevida em obras da
Odebrecht, lideradas pela construtora Queiroz Galvão, quando exercia a função
de Secretário de Transportes do Rio de Janeiro. Depois, como Secretário de
Obras do Estado do Rio de Janeiro, ele teria recebido R$ 4 milhões do
colaborador Marcos Vidigal do Amaral, por meio do Setor de Operações
Estruturadas.
O que ele diz: "Sobre a autorização do ministro Edson
Fachin para abertura de inquérito para investigar o deputado Julio Lopes,
informo: O deputado Julio Lopes confia no trabalho das instituições e se coloca
à disposição da Justiça para colaborar com informações que vão esclarecer todos
os fatos. O parlamentar reitera que todas as suas contas eleitorais foram
aprovadas pela Justiça."
Fábio Faria (PSD-RN), deputado federal
Qual a denúncia: O deputado Fábio Faria (PSD-RN) é suspeito
de receber recursos da Odebrecht Ambiental via caixa 2 para abastecer sua
campanha eleitoral em 2010, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson
Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
O que ele diz: O G1 entrou em contato com a assessoria do
deputado, que ainda não se pronunciou.
Heráclito Fortes (PSB-PI), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado federal Heráclito de Sousa
Fortes é suspeito de ter recebido vantagem não contabilizada na campanha
eleitoral de 2010, quando era candidato ao Senado. De acordo com as declarações
dos colaboradores Cláudio Melo Filho e José de Carvalho Filho, teriam sido
repassados R$ 200 mil por meio de pagamento efetuado pelo Setor de Operações
Estruturados da Odebrecht.
O que ele diz: "Ele não tem conhecimento dos termos do
pedido de abertura de inquérito formulado pelo procurador-geral da República,
Rodrigo Janot. Não pode, portanto, se manifestar acerca da reportagem do jornal
O Estado de S.Paulo sem ser leviano e especulativo. Ressalta, entretanto, que
as menções a ele até agora conhecidas envolvendo a Odebrecht foram feitas pelo
sr. Cláudio Mello Filho, que afirmou expressamente ter a construtora efetuado
doações eleitorais em razão do bom trânsito do deputado no Congresso Nacional,
e não como forma indireta de pagamento de propina. O Deputado Heráclito Fortes
se manifestará concretamente sobre o pedido formulado pelo procurador-geral tão
logo tenha conhecimento de seu inteiro teor."
Beto Mansur (PRB-SP), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado federal Paulo Roberto Gomes
Mansur, conhecido como Beto Mansur, é acusado de receber pagamento de valores
da Odebrecht, a pretexto de campanha eleitoral, para favorecer interesses da
construtora em Santos (SP) – cidade onde o político foi prefeito de 1997 a
2004. Segundo o inquérito autorizado por Fachin, existem indícios de falsidade
documental.
O que ele diz: "Recebi doações feitas por empresas,
dentre elas a Odebrecht, para minha campanha eleitoral. Essas doações foram
efetuadas dentro da legislação vigente à época. Todas essas doações constam da
minha prestação de contas, aprovada pela Justiça Eleitoral, com o nome da
empresa, CNPJ, data e valor. Não há nada de errado e tudo foi feito com
transparência e rigorosamente dentro da lei."
Antônio Brito (PSD-BA), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado federal Antônio Luiz Paranhos
Ribeiro Leite de Brito (PSD-BA) é acusado de receber apoio financeiro da
Odebrecht, nas eleições de 2010. O colaborador José de Carvalho Filho teria
repassado R$ 100 mil para a campanha do político. Segundo inquérito autorizado
pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal
(STF), existem indícios de falsidade documental. O pai de Antônio, Edvaldo
Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia em 2010,
também é suspeito de ter recebido dinheiro da construtora. No caso dele, a
quantia teria sido de R$ 200 mil.
O que ele diz: "Antonio Brito e Edvaldo Brito declaram
que recebem a notícia da autorização para apuração dos fatos relativos à
eleição de 2010 com total serenidade, uma vez que se trata de procedimento
legal, no qual será possível apurar a verdade dos fatos. Destacam, ainda, que
doações eleitorais recebidas, relativas a campanha de 2010, foram declaradas e
aprovadas nas prestações de contas ao TSE."
Décio Lima (PT-SC), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado Décio Lima é suspeito de pedir
que a Odebrecht abastecesse o caixa 2 da campanha de sua esposa, Ana Paula
Lima, durante a corrida eleitoral de 2012 para a prefeitura de Blumenau (SC),
segundo o inquérito autorizado por Fachin.
O que ele diz: "Em relação a menção do meu nome nas
investigações do Supremo Tribunal Federal, recebo com tranquilidade, uma vez
que confio que a verdade prevalecerá e a justiça será feita. Declaro que sou o
maior interessado no esclarecimento de toda esta situação. É importante
destacar que não sou réu nem investigado em nenhum processo da Lava Jato. A
minha vida pública sempre foi pautada pela ética, lisura e transparência e a
minha história demonstra a preocupação com a legalidade de todos os meus
atos."
Arlindo Chinaglia (PT-SP), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado Arlindo Chinaglia é suspeito de
cobrar propina da Odebrecht para facilitar a licitação da Unisa Hidrelétrica de
Santo Antônio, segundo o inquérito autorizado por Fachin. Os valores teriam
chegado a R$ 10 milhões, de acordo com Henrique Serrano do Prado Valladares,
ex-vice-presidente da Odebrecht; Augusto Roque Dias Fernandes Filho, diretor
superintendente da Odebrecht; José de Carvalho Filho, ex-diretor da Odebrech; e
Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o "BJ", ex-presidente da
Odebrecht.
O que ele diz: "Frente à divulgação de uma lista em que
o nome do deputado de forma surpreendente aparece, e por não saber onde e de
que maneira foi citado, o deputado está determinado a buscar, junto ao Supremo
Tribunal Federal, todas as informações para que a verdade prevaleça."
Ana Paula Lima (PT-SC), deputada estadual
Qual a suspeita: A deputada Ana Paula Lima é suspeita de
receber recursos da Odebrecht via caixa 2 para sua campanha à prefeitura de
Blumenau (SC) em 2012, segundo o inquérito autorizado por Fachin.
O que ela diz: "Declaro serenidade e estou à disposição
das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos. Afirmo que
não sou ré nem investigada em nenhum processo da Lava Jato. Afirmo que as
doações à minha campanha eleitoral foram declaradas e aprovadas pelos órgãos
competentes, e que minha conduta pública é regida pelos princípios da ética,
moral e legalidade."
Vital do Rêgo Filho, ministro do Tribunal de Contas da União
Qual a suspeita: O ministro e ex-senador Vitao do Rêgo Filho
pela Paraíba é suspeito de receber recurso para campanha via caixa 2, no valor
de R$ 350 mil. As investigações foram pedidas pela Procuradoria-Geral da
República (PGR) com base nas delações premiadas de executivos e ex-executivos
da Odebrecht.
O que ele diz: "O ministro do TCU Vital do Rêgo e sua
defesa não tiveram acesso ao conteúdo do pedido de abertura de inquérito
mencionado pela imprensa. O ministro está à disposição das autoridades e confia
que será comprovada a falta de relação entre ele e os fatos investigados."
Rosalba Ciarlini (PP), prefeita de Mossoró (RN) e
ex-governadora do Estado
Qual a suspeita: Ex-governadora do Rio Grande do Norte e
atual prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), é investigada junto com o
atual governador Robinson Mesquita de Faria (PSD), e o deputado federal Fábio
Faria (PSD) devido às delações de Alexandre José Lopes Barradas, Fernando Luiz
Ayres da Cunha Reis, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Ariel Parente e João
Antônio Pacífico Ferreira. Segundo o Ministério Público, a Odebrecht Ambiental
desejava desenvolver PPP's (Parcerias Público-Privadas) de saneamento básico no
estado e, por isso, a Odebrecht doou R$ 350 mil a Rosalba Ciarlini e a Robinson
Faria e R$ 100 mil ao deputado Fábio Faria na campanha de 2010 "para
eventual favorecimento em projetos relacionados a saneamento básico".
O que ela ela diz: Ela diz que nunca recebeu doação de
campanha da Odebrecht nem contratou qualquer obra ou serviço com essa empresa
ou grupo. Afirma ainda que isso prova a completa improcedência da referência a
seu nomes.
Valdemar da Costa Neto (PR)
Qual a suspeita: O ex-deputado federal Valdemar da Costa
Neto (PR) é alvo de um dos inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal
(STF) porque, de acordo com delatores da Odebrecht, seu grupo teria cobrado
propina para garantir à empreiteira a execução de obra referente à Ferrovia
Norte-Sul, conduzida pela empresa pública Valec. O inquérito que envolve Costa
Neto apura os crimes de corrupção passiva, corrupção passiva e lavagem de
dinheiro. Embora Costa Neto não tenha foro privilegiado, ele é parte do inquérito
em que o deputado federal Milton Monti (PR-SP), detentor de foro, será
investigado.
O que ele diz: Não se manifestou. O PR disse ter "por
norma não comentar conteúdos que serão objeto de exame do poder
Judiciário".
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-senador e prefeito de
Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
Qual a suspeita: Ex-senador e ex-prefeito de Aparecida de
Goiânia, Maguito Vilela (PMDB) e seu filho, o deputado federal Daniel Vilela
(PMDB), são suspeitos de receberem R$ 1,5 milhão em caixa dois da empreiteira
Odebrecht para campanhas, segundo a delação homologada pelo Supremo Tribunal
Federal (STF). De acordo com a delação dos ex-executivos da Odebrecht Fernando
Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Alexandre José Lopes Barradas, em 2012,
quando concorria à Prefeitura de Aparecida de GoIânia, Maguito recebeu R$ 500
mil para sua campanha. Os delatores ressaltam que os valores doados não foram
declarados na prestação de contas oficial, enviada à Justiça Eleitoral. Além
disso, os relatores disseram que, em 2014, quando Maguito já tinha sido eleito
prefeito de Aparecida de Goiânia, o peemedebista pediu à Odebrecht uma doação
no valor de R$ 1 milhão para a campanha de Daniel Vilela para deputado federal.
O que ele diz: Uma nota conjunta foi divulgada pelo
ex-prefeito Maguito Vilela e pelo deputado Daniel Vilela (PMDB): "As
campanhas de Maguito Vilela, em 2012, e de Daniel Vilela, em 2014, foram feitas
inteiramente com recursos contabilizados conforme determina o Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) e aprovadas pela referida Corte. As prestações de contas estão
disponíveis no site do TSE. Maguito e Daniel afirmam que nunca estiveram, nunca
falaram, e sequer conhecem os delatores. Ambos refutam qualquer acusação."
Edvaldo Pereira de Brito, candidato ao cargo de senador pela
Bahia nas eleições 2010
Qual a suspeita: Edvaldo Brito é suspeito de ter recebido R$
200 mil para campanha eleitoral de 2010 por meio do departamento de propinas da
Odebrecht, quando concorria ao cargo de senador. De acordo com o inquérito, o
ex-diretor de relações institucionais da empresa Cláudio Melo foi quem informou
que houve apoio financeiro por parte do Grupo Odebrecht, no contexto das
eleições do ano de 2010. O repasse dos valores teria sido feito por José de
Carvalho Filho, ex-funcionário da construtora, que teria disponibilizado R$ 200
mil para Edvaldo Brito, e outros R$ 100 mil para a campanha do filho dele,
Antônio Brito. Os pagamentos teriam sido implementados por meio do Setor de
Operações Estruturadas da empresa, responsável pelo pagamento de propinas.
O que ele diz: "Antonio Brito e Edvaldo Brito declaram
que recebem a notícia da autorização para apuração dos fatos relativos à
eleição de 2010 com total serenidade, uma vez que se trata de procedimento
legal, no qual será possível apurar a verdade dos fatos. Destacam, ainda, que
doações eleitorais recebidas, relativas a campanha de 2010, foram declaradas e
aprovadas nas prestações de contas ao TSE."
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de
Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais
Qual a suspeita: Ex-presidente da Companhia de
Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) Oswaldo Borges da Costa
Filho responde a dois inquéritos. O primeiro diz respeito à construção da
Cidade Administrativa durante o governo de Aécio Neves no estado. No segundo
inquérito, Oswaldo Borges da Costa é investigado, junto com os senadores Aécio
e Antonio Anastasia (PSDB) e com o marqueteiro Paulo Vasconcelos do Rosário
Neto, por vantagens indevidas a pretexto da campanha eleitoral de Anastasia ao
governo de Minas Gerais, em 2009 e 2010, a pedido de Aécio. De acordo com os
delatores, em 2009, a empreiteira pagou R$ 1,8 milhão, e em 2010, o valor pago
em vantagens indevidas foi de R$ 5,47 milhões. Em ambos os inquéritos , Borges da
Costa é suspeito de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro.
O que ele diz: O G1 não localizou o advogado que representa
Oswaldo Borges da Costa.
Cândido Vaccarezza, ex-deputado federal pelo PT
Qual a suspeita: Ex-deputado federal Cândido Elpídio de
Souza Vaccarezza (PT) é suspeito de receber propina da empresa Odebrecht.
Segundo o Ministério Público, no ano de 2012, o então deputado Cândido
Vaccareza e os deputados Carlos Alberto Rolim Zarattini e João Carlos Paolilo
Bacelar Filho solicitaram vantagem indevida à Odebrecht Realizações
Imobiliárias para aprovação pela Previ da aquisição da torre comercial e do
shopping center no empreendimento Parque da Cidade, na Marginal Pinheiros, na
Zona Sul de São Paulo. Nesse contexto, Guido Mantega teria participado para
concretizar o negócio, com lançamento de crédito de R$ 27 milhões para o
Partido dos Trabalhadores (PT), sendo que R$ 5 milhões seriam destinados para
Zarattini e Cândido Vaccarezza.
O que ele diz: Em texto postado no Facebook, o ex-deputado
diz: "1 - Não respondo, hoje, a nenhum inquérito da Operação Lava Jato.
Respondi a dois, um com o Juiz Moro, que foi arquivado, e outro com o
Ministério Público Federal, no qual não fui denunciado. 2 - Todas as doações da
Odebrecht para as minhas campanhas foram legais e declaradas à Justiça
Eleitoral. 3 - Quanto à acusação de Sérgio Machado, que teria repassado recurso
à minha campanha em 2010 através do Diretório Regional do PT, é falsa. Não
houve repasse para a minha conta de campanha pelo Diretório Regional do PT em
2010. Estou processando o Senhor Sergio Machado pelas calúnias ao meu respeito.
4 - Nunca fui processado e não respondo a nenhum processo. 5 - Não conheço as
circunstâncias em que o meu nome foi incluído nesta lista. 6 - Sou Ficha
Limpa".
Guido Mantega, ex-ministro
Qual a suspeita: Ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é
suspeito de ter recebido R$ 27 milhões em propina para facilitar a venda de uma
torre comercial e um shopping na Marginal Pinheiros, em São Paulo. O esquema
teria envolvido também dois deputados federais e um ex-parlamentar, segundo
inquérito aberto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin,
relator da Lava Jato. Segundo três delatores (Marcelo Odebrecht, Paul Elie
Altit e Paulo Ricardo Baqueiro de Melo), em 2012 Mantega e os deputados
federais Carlos Zarattini (PT-SP) e João Carlos Bacelar (PR-BA) se
comprometeram a ajudar o braço imobiliário da empreiteira, a Odebrecht
Realizações Imobiliárias, a vender uma torre comercial e um shopping na
Marginal Pinheiros, em São Paulo, no condomínio Parque da Cidade. O negócio
envolveria o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ). Os
delatores disseram que, em troca, a Odebrecht pagou R$ 27 milhões para o PT. Do
total, R$ 5 milhões foram destinados ao deputado federal e ao ex-parlamentar
Cândido Vaccarezza, que à época estava no Partido dos Trabalhadores.
O que ele diz: O advogado José Roberto Batochio diz que a
defesa de Mantega ainda não conhece os motivos para abertura do inquérito e que
só vai se pronunciar quando tiver acesso ao teor da denúncia.
César Maia (DEM), vereador, ex-prefeito do Rio de Janeiro e
ex-deputado federal
Qual a suspeita: César Maia é investigado em dois
inquéritos. Em um deles, tanto ele quanto o filho Rodrigo Maia são suspeitos de
receber repasses da Odebrecht nos anos eleitorais 2008, 2010 e 2014. No
segundo, os dois são citados como suspeitos, ao lado do atual presidente do
Senado Federal, Eunício Lopes de Oliveira, do ex-presidente do Senado Renan
Calheiros e do senador Romero Jucá, de receber vantagem indevida para aprovar
leis favoráveis à Odebrecht.
O que ele diz: César Maia afirma que a investigação vai
mostrar que ele nunca recebeu doação da Odebrecht, somente do partido. Segundo
ele, a construtora doou primeiro ao partido, depois repassou os valores a ele.
Ele afirma que só soube disso na abertura das contas.
Paulo Bernardo da Silva, ex-ministro
O que ele diz: Paulo Bernardo nega ter feito esse pedido e
informa que não teve qualquer conversa com executivos da Odebrecht para tratar
da inclusão da obra no PAC. "Ela foi incluída de maneira absolutamente
lícita e atendendo a reivindicação da bancada federal do RS, sem qualquer
participação da empresa Odebrecht", afirma a advogada Verônica Sterman.
Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
Qual a suspeita: Segundo Benedicto Barbosa, o homem forte do
Departamento de Propinas da Odebrecht, o prefeito, apelidado de “Nervosinho”
nas planilhas, recebeu mais de R$ 15 milhões “ante seu interesse na facilitação
de contratos relativos às Olimpíadas de 2016”. Da transação, realizada em 2012,
R$ 11 milhões foram repassados no Brasil e outros R$ 5 milhões, a de contas no
exterior.
O que ele diz: O ex-prefeito afirma que nunca aceitou
propina para beneficiar os interesses da Odebrecht. Diz ainda que nunca teve
contas no exterior e que todos os recursos recebidos em sua campanha de
reeleição doram devidamente declarados à Justiça Eleitoral.
José Dirceu
Qual a suspeita: O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu,
preso no processo do Mensalão e também na Operação Lava Jato, é suspeito de ter
intermediado repasses para campanhas eleitorais que somam R$ 600 mil entre 2008
e 2014. As informações constam do acordo de delação premiada do colaborador
Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis. De acordo o documento que autoriza a
abertura de inquérito, o colaborador informou que se reuniu com Dirceu em
encontros para tratar das contribuições para as campanhas municipais dos anos
de 2008 e 2012 e para o legislativo estadual e federal no ano de 2010, para que
fossem feitos repasses conforme as indicações do ex-ministro. Os repasses eram
feitos, segundo o colaborador, em espécie no valor aproximado de R$ 350 mil,
identificados com o codinome “Guerrilheiro”. Fernando Luiz Ayres da Cunha
Santos Reis informou que os repasses iam diretamente para beneficiários, e não
para Dirceu. O colaborador também informou que, entre 2010 e 2014, foram
efetuados R$ 250 mil para a campanha do deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR),
também por intermédio de Dirceu.
O que ele diz: O advogado Roberto Podval diz que só vai
comentar após ter conhecimento da íntegra da denúncia.
Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau (SC)
Qual a suspeita: Segundo o Ministério Público, Napoleão
Bernardes recebeu R$ 500 mil durante a campanha à prefeitura de Blumenau em
2012 para garantir a manutenção dos contratos da Odebrecht em saneamento de
água e esgoto no município.
O que ele diz: "Recebo essa informação com perplexidade
e com indignação. Sou o mais interessado e o primeiro interessado que a verdade
seja estabelecida. E a verdade é comprovar a minha mais absoluta isenção em
relação a esses fatos, que eu nem sei do que se tratam. Simplesmente é uma
menção em uma lista e que não menciona o que se disse, o que se fez. Isso nos
deixa perplexos e indignados por um lado, mas eu tenho a mais absoluta
consciência tranquila em relação a que a verdade dos fatos vai demonstrar a
nossa isenção. Meu governo é pautado por ética, seriedade, transparência,
credibilidade. A minha vida pública se confunde com a minha própria história de
vida. Pessoas de Blumenau me viram crescer e todos sabem da minha inocência, da
minha retidão, do meu compromisso com a ética, do meu compromisso com o
respeito ao interesse público e eu tenho certeza que isso haverá de ser
comprovado e a justiça vai ser estabelecida. E a justiça é demonstrar toda a
credibilidade, seriedade, honestidade das nossas ações. "
João Carlos Gonçalves Ribeiro, ex-secretário de Planejamento
do governo de Rondônia
Qual a suspeita: Ex-secretário de planejamento de Rondônia,
João Carlos Gonçalves Ribeiro, é suspeito de ter recebido R$ 1 milhão em
decorrência de favorecimento nos procedimentos administrativos referentes a
execução das obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira. De
acordo com o inquérito, um dos ex-funcionários da empresa relatou que o
pagamento ao secretário e ao governador da época, Ivo Narciso Cassol (PP),
foram feitos pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht e que o
apelido dado ao servidor era "Dallas".
O que ele diz: "Após tomar conhecimento da notícia de
que meu nome faz parte de investigação e tendo em vista que o inquérito foi
disponibilizado, irei verificar do que se trata com a certeza de que nunca me
envolvi em nenhum mal feito, e vou procurar esclarecer tudo".
Ulisses César Martins de Sousa, advogado e
ex-procurador-geral do Estado do Maranhão
Qual a suspeita: O advogado Ulisses César Martins de Sousa é
suspeito de ter solicitado, na época em que foi Procurador-Geral do Maranhão,
vantagem indevida ao Grupo Odebrecht. Em troca, ele facilitaria o pagamento de
valores devidos à empresa decorrentes de contrato administrativo, segundo
consta na delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com
o inquérito, João Antônio Pacífico Ferreira, Raymundo Santos Filho e Hilberto
Mascarenhas Alves da Silva Filho, ex-funcionários da construtora, disseram que
o pagamento da propina foi efetuado por meio do Setor de Operações Estruturadas
e em remessa de recursos financeiros ao exterior sem o cumprimento dos
requisitos normativos. O Ministério Público suspeita da conivência de José
Reinaldo Tavares, que era mandatário do Executivo, pois a expressividade
econômica do contrato e a facilidade de adimplemento experimentada após o
pagamento da propina sugerem isso. Contudo, o órgão destaca a necessidade de
apuração aprofundada dos fatos.
O que ele diz: "O Dr. Ulisses César Martins de Sousa
recebeu, com surpresa, a notícia de que seu nome teria sido incluído na
denominada 'lista da Odebrecht'. Ele não pode se manifestar sobre as delações
antes de conhecer seu conteúdo."
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, candidato a vice-governador
de Roraima, filho de Romero Jucá
Qual a suspeita: O ex-deputado estadual Rodrigo de Holanda
Menezes Jucá (PMDB) é suspeito de ter recebido R$ 150 mil para a campanha
eleitoral de 2014 por meio de departamento de propinas da Odebrecht. De acordo
com o inquérito, o pai de Rodrigo, o senador Romero Jucá (PMDB), teria recebido
notas técnicas do grupo Odebrecht e as transformou em emendas incluídas na
Medida Provisória 651/14. Em troca, Jucá pediu que fossem repassados R$ 150 mil
em doação a Rodrigo, à época, candidato a vice-governador de Roraima. O
inquérito aponta que o repasse do valor foi feito por meio de doação ao
diretório do PMDB em Roraima e "teve como motivação o contexto da
discussão da MP 651/14". A investigação apura se houve vantagem indevida e
lavagem de dinheiro.
O que ele diz: "Informamos que todas as doações para a
campanha política realizada em 2014 foram feitas de acordo com a legislação
eleitoral vigente. Ressaltamos ainda que Rodrigo Jucá está à disposição para
prestar qualquer informação necessária e espera que tudo seja apurado com
agilidade e transparência. Informamos ainda que as contas da campanha foram
analisadas e aprovadas pelos órgãos competentes."
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio Neves
Qual a suspeita: O marqueteiro do senador Aécio Neves
(PSDB), Paulo Vasconcelos, é investigado no inquérito que apura repasses de R$
1,8 milhão e de R$ 5,47 milhões que teriam sido feitos pela Odebrecht para a
campanha do hoje senador Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de MG, a pedido de
Aécio. Paulo Vasconcelos é suspeito de corrupção passiva e ativa, além de
lavagem de dinheiro. Os delatores Sérgio Luiz Neves e Benedicto Barbosa falaram
em repasses de R$ 1,8 milhão em 2009 e R$ 5,47 milhões em 2010, época em que
eram executivos da Odebrecht. Nesse mesmo inquérito, também é investigado
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento
Econômico de Minas Gerais (Codemig).
O que ele diz: Paulo Vasconcelos afirma que conduziu todas
as campanhas das quais participou dentro do que estava previsto na lei.
"Essas delações contêm informações falsas, que serão desmentidas ao longo
das investigações."
Eron Bezerra, marido da senadora Vanessa Grazziotin
O que ele diz: "Eu não sei nem que diabo é. Eu nunca
tive contato com a Odebrecht, portanto eu não sei nem do que se trata [a lista
do Fachin]. Infelizmente isso virou um negócio genérico. Eu não tenho a menor
condição de opinar [sobre isso]. Eu repito: nunca tive contato com a Odebrecht,
com Camargo Correia, Gutierrez ou com qualquer empreiteira dessas, portanto não
sei como apareceu meu nome em uma relação de pessoas que receberam doação. É
mais uma irresponsabilidade das muitas que acontecem nessa época de caça às
bruxas."
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu
Qual a suspeita: Marido da senadora Kátia Abreu (PMDB),
Moisés Pinto Gomes é suspeito de ter recebido valores da empreiteira Odebrecht
em nome da senadora para a campanha eleitoral de 2014. No total, a empresa
teria destinado R$ 500 mil ao casal. Os valores teriam sido entregues a Moisés
e não tenham sido contabilizados oficialmente. Segundo delação de Cláudio Melo
Filho, José de Carvalho Filho, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário
Amaro da Silveira, a propina foi dividida em duas parcelas de R$ 250 mil e foi
destinada à campanha eleitoral de Kátia Abreu ao Senado em 2014. Os delatores
disseram que as entregas foram feitas com o intermédio de Moisés. De acordo com
o inquérito, os repasses ocorreram em setembro e outubro de 2014 em encontros
no Hotel Meliá Jardim Europa, em São Paulo. As operações teriam sido efetuadas
por meio do Setor de Operação Estruturadas do Grupo Odebrecht, que ficou
conhecido como departamento da propina. Os repasses à campanha da senadora eram
identificados pelo codinome “Machado”.
O que ele diz: "Lamentavelmente, por desconhecer o
conteúdo da decisão do ministro Edson Fachin, não tenho, neste momento,
elementos suficientes que me permitam rebater as supostas acusações feitas
contra mim e o meu marido, mas afirmo categoricamente que, em toda a minha vida
pública, nunca participei corrupção e nunca aceitei participar de qualquer
movimento de grupos fora da lei. Estarei à disposição para prestar todos os
esclarecimentos necessários de maneira a eliminar qualquer dúvida sobre a nossa
conduta. Sigo trabalhando no Senado pelo Brasil e pelo Tocantins. Minha
história e minha correção são a base fundamental da minha defesa", diz a
nota conjunta com a mulher, Kátia Abreu.
Humberto Kasper
Qual a suspeita: Ex-presidentes da Trensurb, empresa
responsável pelo sistema de trem que liga Porto Alegre a Novo Hamburgo, foram
citados nas delações da Odebrecht por Benedicto Barbosa da Silva Júnior e
Valter Luis Arruda Lana. Eles relataram pedido de pagamento de "vantagens
indevidas" relacionadas à construção da linha 1, entre São Leopoldo e Novo
Hamburgo. O valor do contrato correspondia a mais de R$ 323 milhões. Segundo os
depoimentos, os pedidos por repasses ocorreram em três situações diferentes. Os
pagamentos ocorreram entre 2009 e 2010 por meio do Setor de Operações
Estruturadas do Grupo Odebrecht.
O que ele diz: O G1 ligou para o escritório de advocacia que
representa Kasper, mas ninguém atende.
Marco Arildo Prates da Cunha
Qual a suspeita: Ex-presidentes da Trensurb, empresa
responsável pelo sistema de trem que liga Porto Alegre a Novo Hamburgo, foram
citados nas delações da Odebrecht por Benedicto Barbosa da Silva Júnior e
Valter Luis Arruda Lana. Eles relataram pedido de pagamento de "vantagens
indevidas" relacionadas à construção da linha 1, entre São Leopoldo e Novo
Hamburgo. O valor do contrato correspondia a mais de R$ 323 milhões. Segundo os
depoimentos, os pedidos por repasses ocorreram em três situações diferentes. Os
pagamentos ocorreram entre 2009 e 2010 por meio do Setor de Operações
Estruturadas do Grupo Odebrecht.
O que ele diz: Em nota, Marco Arildo Cunha diz que "não
são verdadeiros os fatos relatados" pelos executivos da Odebrecht. "A
execução da obra de extensão da Trensurb seguiu e respeitou todas as
condicionantes estipuladas pelo Tribunal de Contas de União para realização da
mesma." O ex-presidente da Trensurb afirma ainda que os órgãos de controle
aprovaram "todas as contas" de sua gestão. "Essas são acusações
injuriosas, e vou provar minha total inocência e fazer que reparem os danos de
imagem e profissional que me causaram. Estou à disposição da Justiça para o
cabal esclarecimento dos fatos."
Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho
Qual a suspeita: O ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho,
José Ivaldo Gomes (PTB), conhecido como Vado da Farmácia, e o vereador José
Feliciano de Barros Júnior (PMN), o Cianinho, serão investigados pela
Procuradoria-Geral da República sob suspeita dos crimes de corrupção ativa e
passiva, que preveem pena dois a 12 anos de prisão, além de multa. Ambos são
suspeitos de terem recebido recursos ilícitos repassados pelo grupo Odebrecht.
Segundo o depoimento de dois delatores, Djean Vasconcelos Cruz e Paul Elie
Altit, Vado da Farmácia recebeu, em 2012, R$ 150 mil para a campanha eleitoral
à Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, município localizado na Região
Metropolitana do Recife. As transações teriam sido realizadas a pedido do
próprio candidato com objetivo de favorecimento no empreendimento Reserva do
Paiva. Também é alvo da investigação o pagamento de R$ 750 mil a Vado da
Farmácia e a José Feliciano no ano de 2014, tendo como contrapartida ao Grupo
Odebrechet a desoneração fiscal junto à Prefeitura do Cabo, entre outras
vantagens no projeto Praia do Paiva. Os valores teriam sido repassados pelo
Setor de Operações Estruturadas, sendo o beneficiário identificado com o
apelido 'Bolsas'.
O que ele diz: A assessoria do ex-prefeito informa que ele
nega ter recebido qualquer recurso de forma ilícita para sua campanha eleitoral
em 2012, que suas contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral, que não tem
nada a temer e se coloca à disposição da Justiça para fazer os esclarecimentos
necessários.
José Feliciano (PMN), vereador em Cabo de São Agostinho (PE)
Qual a suspeita: O ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho,
José Ivaldo Gomes (PTB), conhecido como Vado da Farmácia, e o vereador José
Feliciano de Barros Júnior (PMN), o Cianinho, serão investigados pela
Procuradoria-Geral da República sob suspeita dos crimes de corrupção ativa e
passiva, que preveem pena dois a 12 anos de prisão, além de multa. Ambos são
suspeitos de terem recebido recursos ilícitos repassados pelo grupo Odebrecht.
Segundo o depoimento de dois delatores, Djean Vasconcelos Cruz e Paul Elie
Altit, Vado da Farmácia recebeu, em 2012, R$ 150 mil para a campanha eleitoral
à Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, município localizado na Região
Metropolitana do Recife. As transações teriam sido realizadas a pedido do
próprio candidato com objetivo de favorecimento no empreendimento Reserva do
Paiva. Também é alvo da investigação o pagamento de R$ 750 mil a Vado da
Farmácia e a José Feliciano no ano de 2014, tendo como contrapartida ao Grupo
Odebrechet a desoneração fiscal junto à Prefeitura do Cabo, entre outras
vantagens no projeto Praia do Paiva. Os valores teriam sido repassados pelo
Setor de Operações Estruturadas, sendo o beneficiário identificado com o
apelido 'Bolsas'.
O que ele diz: O vereador José Feliciano de Barros Júnior
diz que estava surpreso com a citação na lista de supostos beneficiários do
esquema de propinas da empreiteira Odebrecht. Afirma que vai procurar saber o
teor da denúncia. Ele diz que estranhou o envolvimento do nome na lista de
Fachin, relator da Lava Jato no STF. Segundo ele, como procurador do município,
não tinha acesso a pagamentos feitos pela gestão municipal. O parlamentar
afirma ainda que mantém padrão de vida de acordo com os ganhos e que nunca teve
envolvimento com os supostos milhões. Ele justifica ter deixado a administração
do ex-prefeito do Cabo Vado da Farmácia (sem partido), também citado na lista,
por não concordar com as diretrizes políticas.
Outros 10 políticos da lista de Janot, incluídos
inicialmente na relação de inquéritos abertos, tiveram, na verdade, um pedido
de retorno à PGR para nova manifestação, segundo o STF. Os inquéritos deles
ainda não foram abertos.
São eles:
Eduardo Amorim (PSDB-SE), senador
Qual a suspeita: De acordo com os delatores, o senador
Eduardo Amorim (PSDB-SE) recebeu dinheiro de caixa 2 da construtora Odebrecht
para a campanha ao governo de Sergipe em 2014.
O que ele diz: “O meu nome foi citado na 'lista de Fachin'
junto ao da senadora Maria do Carmo (DEM-SE) e que o então prefeito João Alves
(DEM-SE) teria solicitado R$ 600 mil para as duas campanhas em 2014. Gostaria
de esclarecer que não autorizei ninguém a pedir valores para a campanha em meu
nome, nunca tive qualquer contato e não conheço os empresários Fernando Luiz
Ayres da Cunha Reis e Alexandre José Lopes Barradas – delatores da Lava Jato.
Nunca e em tempo algum pedi nada a Odebrecht e, repito, não autorizei ninguém a
solicitar dinheiro e muito menos tive conhecimento disso. A minha campanha não
utilizou recursos de caixa dois. E isso fica comprovado, inclusive, na denúncia
divulgada, onde meu nome não aparece como requerente nem recebedor destes
recursos. Quem solicitou valores aos empresários para uso em caixa dois, que
explique e responda pelos seus atos. Todas as doações da minha campanha foram
oficiais, declaradas e encontram-se à disposição no site do TSE. No mais, estou
à disposição da Justiça para possíveis esclarecimentos.”
Maria do Carmo Alves (DEM-SE), senadora
Qual a suspeita: Segundo o Ministério Público, os
colaboradores relatam o pagamento de vantagens não contabilizadas no âmbito da
campanha eleitoral de Maria do Carmo Alves ao Senado.
O que ela diz: "A senadora Maria do Carmo recebeu com
surpresa a noticia de que havia sido citada em uma das delações da Lava-Jato e
vai aguardar os desdobramentos da investigação para poder se pronunciar."
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), senador
Qual a suspeita: Na delação de Ariel Parente Costa, João
Antônio Pacífico Ferreira e Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o senador
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) teria recebido R$ 200 mil em caixa 2 para
financiar sua campanha ao Senado Federal em 2010. As doações teriam sido
efetuadas pelo setor de propinas da Odebrecht, e pagas em duas parcelas.
Garibaldi Alves Filho teria como apelido “Lento”, no sistema da construtora.
O que ele diz: “O senador Garibaldi Filho (PMDB-RN) se
declara surpreso com a notícia de inclusão do seu nome nas notícias de delações
e, ao mesmo tempo em que nega tais suspeitas, põe-se à disposição da Justiça
para quaisquer esclarecimentos, inclusive disponibilizando os sigilos bancário,
fiscal e telefônico, e espera agilidade na apuração e responsabilidade na
distinção entre doações lícitas e sem qualquer contrapartida das doações
irregulares.”
José Agripino Maia (DEM-RN), senador
Qual a suspeita: De acordo com os delatores, o senador e
presidente do Democratas, José Agripino Maia (DEM-RN), teria recebido
“vantagens não contabilizadas” no valor de R$ 100 mil do setor de propinas da
construtora Odebrecht para a campanha ao Senado Federal. O apelido do Senador
no sistema era “Pino”.
O que ele diz: "Mesmo não tendo sido candidato em 2014
e desconhecendo o teor das menções a mim atribuídas, coloco-me à disposição da
justiça para colaborar com as investigações que se venham a requerer",
diz, em nota.
Felipe Maia (DEM-RN), deputado federal
Qual a suspeita: Segundo o Ministério Público, relata o
colaborador a ocorrência de pagamento de vantagem no contexto da campanhas
eleitoral de Felipe Catalão Maia à Câmara dos Deputados. A suspeita é de um
repasse financeiro não contabilizado de R$ 50 mil.
O que ele diz: “Não fui notificado sobre o teor das
acusações que envolvem meu nome. Ratifico minha disposição em colaborar com a
Justiça para a elucidação de todos os fatos que me mencionem.”
Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE), deputado federal
Qual a suspeita: Segundo o Ministério Público, relatam os
colaboradores o pagamento de vantagens não contabilizadas no âmbito da campanha
eleitoral de Jarbas de Andrade Vasconcelos ao governo do Estado de Pernambuco
no ano de 2010. Segundo eles, foram repassados R$ 700 mil, pagamento
implementado por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht.
O que ele diz: "O deputado federal Jarbas Vasconcelos
esclarece que os recursos recebidos em suas campanhas, proveniente da Odebrecht
ou de qualquer outra empresa, foram repassados dentro da lei e estão declarados
e aprovados pela Justiça Eleitoral. Todos os valores estão inclusive
disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral de forma clara e
transparente."
Paes Landim (PTB-PI), deputado federal
Qual a suspeita: O deputado Paes Landim (PTB-PI) aparece no
inquérito 4.439 como recebedor de R$ 100 mil em caixa 2 para a campanha de 2010
à Câmara de Deputados. Landim, atualmente na oitava legislatura, aparece no
sistema de propinas da Odebrecht com o apelido “Decrépito”.
O que ele diz: "O deputado Paes Landim não foi incluído
na lista de Fachin. O ministro determinou que o seu caso, juntamente com outros
sete, fosse enviado de volta à PGR, para uma nova avaliação. Cumpre destacar
que as menções até então feitas ao deputado foram realizadas pelo senhor
Claudio Melo Filho, que afirmou expressamente que a construtora fez doação ao
deputado em razão de um pronunciamento que fizera quando do falecimento de seu
pai - que também era piauiense - e do seu bom trânsito no Congresso, e não como
forma de pagamento de propina, ou em razão de qualquer demanda que tenha
contado com a ajuda ou simpatia de Landim. O deputado confirma o recebimento da
doação, que se encontra registrada em sua prestação de contas à Justiça Eleitoral
em dois recibos eleitorais, de números 014100600000PI000030 e
014100600000PI000036. Portanto, conforme determinava, à época, a legislação
eleitoral."

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