Dos 28 ministros do presidente Temer, 18 são parlamentares.
Estão todos demitidos, obrigados a reassumir seus mandatos de deputado ou
senador. A obrigação deles não é apenas votar as reformas previdenciária e
trabalhista, de acordo com os projetos do Governo: devem garantir os votos de
suas bancadas, comportando-se como líderes.
Ainda não há data fixa para as votações, coisa que prenuncia
tempo razoável para voltarem a ser ministros. Por enquanto a pergunta não diz
respeito a quando voltarão a seus ministérios, mas se todos voltarão. Porque
muita gente sustenta não existir melhor oportunidade para o presidente
reformular sua equipe.
Aprovadas as reformas, por que não buscar na sociedade civil
as melhores expressões de cada setor? Senão desfeita, a base parlamentar do
Governo terá cumprido seus compromissos.
Duvida-se de que até Michel Temer vacilará, se lhe pedirem
para referir de bate-pronto o nome de todos os seus ministros, bem como os
partidos a que pertencem e as metas de cada ministério.
Abre-se, agora, para o Governo, a etapa da eficiência
administrativa, capaz de estender-se até o fim do ano. Depois, num terceiro
tempo, será hora de cuidar da sucessão presidencial. Temer não será candidato,
ainda que disponha da prerrogativa de disputar um novo mandato.
A premissa será de que o PMDB está no páreo, mesmo carente
de candidatos. Poderá ser Henrique Meirelles, se a retomada do crescimento
econômico obtiver sucesso. Por que não Roberto Requião, mais do que uma rima?
Em suma, a prioridade são as reformas, mas depois delas
garantidas, como parece, o Governo cuidará de suas estruturas. Sendo ano que
vem um ano eleitoral, nem todos os ministros ficarão aborrecidos se não
retornarem.

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