Diário da Crise CXV
O governo Bolsonaro demitiu hoje uma diretora do Inpe,
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Ela se chama Lúbia Vinhas e dirigia
a Observação de Terra do INPE.
Possivelmente caiu porque revelou os índices de desmatamento
de junho na Amazônia: foi de 1034 Km2, um recorde na série histórica do mês.
No ano passado, pelo mesmo motivo caiu o diretor do INPE,
Ricardo Galvão, um cientista respeitado internacionalmente.
Essa demissão acontece no momento em que tanto grupos
financeiros internacionais como empresas brasileiras pressionam o governo para
mudar sua política amazônica.
Mourão tenta de alguma maneira atenuar o impacto negativo da
política do governo. Mas ela depende de Bolsonaro que se identifica com
garimpeiros e grileiros e tem simpatia pelo processo de destruição.
Bolsonaro acha que a pressão internacional é uma manobra
colonial para atingir a soberania do Brasil.
Não há solução para esse conflito, exceto o que já foi
anunciado: o Brasil se tornar um pária do investimento internacional e ter
dificuldades em colocar seus produtos no exterior.
Esse é o resultado de um política reacionária, destrutiva e
empobrecedora para o país.
É uma pena. Mas creio que será de curta duração.

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