Por Daniel Herculano e Roberta Tavares, do jornal Tribuna do Ceará
Motorizados, armados de fuzis e pistolas, os "novos
cangaceiros" sitiam municípios cearenses. A ação acontece sempre da mesma
forma. Um grupo segue até o destacamento da Polícia Militar e criva de balas as
paredes do prédio e as viaturas no local. Enquanto isso, outra parte da
quadrilha explode a agência bancária, rouba o dinheiro e parte mata adentro.
O especial do portal Tribuna do Ceará faz um raio-x dessa
nova categoria de assaltos a bancos que causam terror nas cidades interioranas
brasileiras, principalmente as cearenses. O 'modus operandi' dos “novos
cangaceiros” tem semelhança com o velho cangaço, o qual o bando também era
grande e preferia atacar pequenas cidades. Mas, independente de velho ou novo,
o “Cangaço” ainda é sinônimo de medo e insegurança.
Numa pequena cidade do interior cearense, a vida segue como
em qualquer lugar do mundo. As pessoas se conhecem pelo nome e a rotina segue a
mesma desde sempre. Longe das grandes cidade do estado, a polícia trabalha com
dificuldade e em pequeno número. Isso quando há efetivo policial na cidade. São
essas as localidades preferidas e escolhidas pelos “Novos Cangaceiros” em suas
ações.
Motorizados e armados de fuzis e pistolas, os “Novos
Cangaceiros” sitiam esses municípios no Ceará. Primeiro, um grupo segue até o
destacamento da Polícia Militar e criva de balas as paredes do prédio e as
viaturas no local. Impedindo assim que os policiais entrem em ação.
Seja com informação privilegiada ou coleta de dados na
cidade, o banco escolhido para ser assaltado sempre está abastecido com o
dinheiro do mês. Encapuzados, a outra parte da quadrilha explode a agência
bancária com dinamite e faz a limpa nos cofres e caixas da agência.
Na fuga, seja com veículos de grande porte ou com carros
incendiados, interditam as vias de acesso ao município e partem mata adentro.
Sob ameaça dos criminosos, a população é obrigada a ficar dentro de casa e após
a ação do “Novo Cangaço” a cidade é tomada pelo medo e a insegurança.

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