Hoje aprendi algo interessante, lendo um artigo do Dr.
Richard Levitan, no New York Times. Sei que é temerário para um leigo
intepretar uma reflexão científica. Mas a sensação que tenho nesse caso é de
que não cometerei nenhum erro perigoso, caso o cometa.
Ele é um especialista nesta modalidade da medicina que
utiliza os respiradores e entuba as pessoas pela traqueia. Dá aulas sobre o
tema e quando chegou a crise do coronavírus decidiu voluntariar num hospital
para ajudar as pessoas, inclusive as que não têm a mesma experiência que ele.
Levitan chegou a uma conclusão interessante sobre o
coronavírus. Ele está acostumado a tratar pneumonia mas descobriu que a
provocada pelo coronavírus tem uma atuação diferente no pulmão humano.
Enquanto na pneumonia as pessoas as vezes perdem a capacidade
de respirar muito agudamente de uma só vez, no caso das provocadas pelo
coronavírus o processo é diferente.
Um paciente com coronavírus às vezes ainda consegue falar no
telefone celular alguns minutos antes de ser entubado. Isso é incomum em outros
casos porque as pessoa está usando todos os músculos para uma simples troca de
ar.
O titulo do seu artigo é a “doença silenciosa que atinge as
vítimas do coronavírus”. Silenciosa porque a pneumonia avança e como o processo
é diferente as pessoas não conseguem sentir a falta de ar.
Quando sentem, pode ser tarde de mais.
O processo de respirar com o coronavírus é mais fácil até um
certo momento mas é muito mais destrutivo. Isso explica porque a doença em
certos pacientes tem uma progressão tão rápida.
Pelo que deduzi do artigo, a tática correta diante do
coronavírus não é procurar o hospital quando se sente falta de ar. É possível
que o ar já esteja mais raro e a pessoa não perceba esse processo.
A saída que ele propoe é o uso do oxímetro, um aparelho
simples como termômetro, talvez um pouco mais caro. O oxímetro mede o nível de
oxigenação no organismo. Há tabelas bem definidas sobre os níveis perigosos.
Ele pode captar a falta de oxigênio mesmo se o paciente, dada às
características do ataque do corona, ainda não o sentiu claramente.
Lembrei-me do relato de um médico chinês atacado pelo coronavírus.
Era uma espécie de diário e ele sempre consultava seu oxímetro para saber sua
condição real e o momento de pedir ajuda.
Com a inrodução da telemedicina no Brasil e essa lição de
Richard Levina, creio que o oxímetro seria um grande instrumento para monitorar
pacientes em estágios iniciais da Covid 19. Atacar logo a pneumonia silenciosa,
pouparia vidas e também respiradores.
Essa é uma conclusão de leigo. Nesse momento todos dão
palpites e os médicos não gostam muito disso. Mas o meu palpite é uma dedução
da experiência de um grande especialista. Certamente um oxímetro não fará mal a
ninguém. É apenas mais um instrumento para nos conhecermos.

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