Hoje foi um dia cheio. Comentei um artigo de Bill Gates na
televisão. E estou me preparando para escrever um mais longo sobre ele, para
publicar na sexta.
Minha tese é a seguinte: muito se fala sobre a economia pós
crise, sobre o consumo, cotidiano . É interessante especular. Eu mesmo as vezes
caio em tentação.
No entanto, é difícil prever o futuro sem partir do fator
que nos jogou nessa situação deplorável: o coronavírus.
Vou tentar pensar um pouco sobre as linhas de Gates em
quatro aspectos:
1 – Vacina. Ele acha que a vacina sai até o segundo
semestre de 2021. Dois caminhos são seguidos: o tradicional, a partir de
inoculação de um vírus mais fraco, ou o moderno, através de uma informação genética
que permita ao organismo pelo menos enganar o vírus.
Em ambos os casos será preciso muito dinheiro para
universalizar uma vacina.
2 – Remédios. Gates acha que haverá mais
investimentos em remédio antiviral. Há, segundo ele subinvestimento nessa área,
e muito investimento em remédio antibacteriano. Nesse campo, continuo apostando
mais num coquetel do que numa espécie remédio bala de prata. Mas
sou limitado pela minha experiência que foi acompanhar a epidemia de AIDS.
3 – Testes. Gates acha que os testes ficarão mais
fáceis e que poderão ser feitos em casa. Imagino um teste desses que vendem em
farmácia, como um testes que indicam gravidez.
4 – Acordo Mundial. Ela acha que depois de 45 surgiu
uma organização mundial para garantir a paz. E que surgirá agora uma nova
organização para preparar o mundo contra pandemia.
No momento, Estados Unidos e Brasil se recusaram, com mais
12 países, a aceitar uma cooperação internacional nesse campo.
Gates não menciona a tese da imunização do rebanho, aquela
que prevê que uma das formas de neutralizar o vírus seria a contaminação de 80
por cento das pessoas. Será que ela se impõe até 2021?
São apenas ideias sobre as quais pretendo pensar. Num
comentário de tevê, apenas enunciei. Mas acho sinceramente que vacina, remédio e
teste são decisivos para se pensar o futuro, pelo menos entre os que pensam o
futuro levando em conta essa inconveniente verdade de hoje.
Alguns teóricos acham que a pandemia é até suave diante dos
problemas que o aquecimento global trará. Mas isso é outro tema.
Hoje fiz uma longa conversa com brasileiros que vivem aqui e
nos EUA, falando sobre nossa carregada conjuntura política. Valeu para uma
segunda. Amanhã recomeço.

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