Anda rarefeito o índice de esperança por metro quadrado no
país. Nada menos do que 68,1% das pessoas acham que a situação do emprego no
país vai piorar nos próximos seis meses, contra 15,1% que acreditam que vai
melhorar, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada hoje. Em janeiro, os esperançosos
batiam os pessimistas por 43% a 19%, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada hoje.
Também as expectativas dos entrevistados em relação à própria renda mensal vai
nessa linha – só 8,8 % acham que vai melhorar, enquanto 46,7% acham que vai
diminuir -, assim como as previsões em relação a temas como saúde e educação.
Em todos esses quesitos, as perspectivas do governo e das
políticas públicas de Jair Bolsonaro levaram um tombo de janeiro para cá, e
explicam a redução significativa na popularidade do presidente da República. O
índice de avaliação negativa (ruim e péssimo) do governo Bolsonaro cresceu 12
p.p., de 31% em janeiro para 43% em maio. A aprovação (bom e ótimo),
estranhamente, caiu apenas de 35% para 32%, apontando que Bolsonaro ainda
conservaria aquele núcleo de apoio para quem, a rigor, governa desde que
assumiu.
Não se sabe por quanto tempo Bolsonaro conservará seu núcleo fiel, mas há indicações claras de que o quadro continua se movimentando, e não é a favor de Bolsonaro. O número dos que consideram o governo regular caiu de 32% para 23%, uma redução significativa, que muitas vezes prenuncia a migração de opiniões de quem antes considerava o governo bom mas ainda quer lhe dar uma chance antes de opinar que ele é ruim ou péssimo.

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