DIÁRIO DA CRISE CXXXVII
A semana começou com a notícia de queimadas em todas os
biomas, exceto o pampa. Incêndios florestais são uma realidade em quase todo o
planeta, inclusive na Califórnia, Austrália e no sul da Europa.
O problema brasileiro é a ausência de uma cultura de
prevenção. No Pantanal, as previsões eram de queda do índice de chuvas pela
metade. Isso seca a vegetação e facilita o fogo.
Os incêndios na Amazônia também estão crescendo num ritmo
muito alto para o mês. Há problemas no Cerrado. Aqui na Mata Atlântica um homem
ateou fogo ao seu carro para ganhar a indenização do seguro e acabou levando um
bom pedaço da mata.
Tofolli tinha autorizado uma audiência pública para discutir
a construção do Autódromo em Deodoro, sem a presença dos grupos interessados.
Felizmente sua decisão caiu.
Aliás os plantões de Tofolli no STF e Noronha no STJ foram
cheios de peripécias. O primeiro autorizou a transferência dos dados da Lava
Jato para Augusto Aras. Fachin voltou das férias e cancelou a decisão.
Noronha transformou o mandado de prisão contra Márcia
Queiroz, mulher de Fabricio, em prisão domiciliar, algo inédito.
Mas o Brasil é cheio de coisas inéditas. A OMS está dizendo
que não existe bala de prata contra a covid19 e possivelmente nunca haverá.
Nesse caso, teremos de contar com o declínio da pandemia mas
nunca estaremos a salvo.
Prefiro acreditar na eficácia das vacinas. Levo fé na da
Pfizer, não sei porque. Parece coisa de corrida de cavalo, você cisma com um
cavalo e aposta nele.
A semana começou com muita costura para fora, como se dizia
em Minas. Tenho artigo para o Estadão, Globo e uma live importante no dia 6,
trata da ascenção do tecnopopulismo com o autor do livro Engenheiros do Caos,
Guiliano Da Empoli.
Mas as manhãs têm sido lindas. Nada como mergulhar, boiar de
costas e meditar por uns segundos. É a situação em que consigo não pensar em
nada.
Mas logo em seguida, as 11, começa de novo a batalha
cotidiana.

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