Operação Barco de Papel apura suspeitas de operações
financeiras irregulares no Rioprevidência
Castro se junta ao governador Ibaneis Rocha (DF), que
bancou a compra do Master pelo BRB, na lista de autoridades que têm muito a
explicar
O esquema de fraudes de Daniel
Vorcaro arrastou para o centro da crise do Banco Master o
governador do Rio, Cláudio
Castro, após a operação Barco de Papel, da Polícia
Federal, que apura suspeitas de irregularidades no fundo de previdência dos
servidores do estado, o Rioprevidência.
Castro, no mínimo, deve explicações por ter mantido no cargo
o presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, um dos alvos das investigações e
exonerado somente nesta sexta (23) após a operação. Ele está fora do país.
Antunes esteve no cargo no período da aplicação de R$ 970
milhões do Rioprevidência em letras
financeiras do Master, papéis emitidos por bancos que não contam com
garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
Os indícios de irregularidades já estavam estampados nas
páginas dos jornais muito antes da operação. As suspeitas foram citadas por
investigadores na primeira fase da operação Compliance Zero, que prendeu
Vorcaro, em novembro do ano passado.
A aquisição desses ativos, que não encontravam muito apetite
por parte de investidores privados, foi considerada pelo Ministério Público
Federal incompatível com a natureza dos fundos de pensão, que devem buscar
segurança e liquidez para garantir a aposentadoria de seus beneficiários.
Castro não fez nada para reagir ao escândalo. Dificilmente
não estava ciente de uma movimentação financeira tão elevada. Era um ativo ruim
de um banco visto, há muito tempo, com desconfiança pelo mercado.
O governador do Rio não está sozinho nessa encrenca.
Institutos que pagam aposentadorias a servidores municipais e estaduais
aplicaram R$ 1,8 bilhão em letras financeiras do Master. O fundo Amprev (Amapá)
investiu R$ 400 milhões, e o Iprev, de Maceió, comprou R$ 97 milhões.
A PF começa a chegar aos assessores de entes públicos que
receberam propina para expandir um esquema que ajudou a agigantar a atuação do
Master.
Castro se junta ao governador do Distrito
Federal, Ibaneis Rocha,
que bancou a compra do Master pelo BRB, na lista de autoridades que têm muito a
explicar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário