Jorge Messias vem aí. Vencidas, algumas codevasfs depois, as
principais dificuldades forjadas por Davi Alcolumbre, os seus wevertons já
afrouxam as cordas e apontam para aquela sabatina teatral padrão. Messias vem
aí. E Gilmar Mendes o reivindica para si. Quer reforço à sua bancada no
Supremo, também a bancada do governo na Corte constitucional – o terceiro
parlamento, com todos os ônus eleitorais decorrentes da associação de Lula ao
“companheiro” Alexandre de Moraes, a própria imagem de um tribunal percebido ao
mesmo tempo como agente líder em operação abafa (contra as investigações do
caso Master) e extensão proativa do Planalto.
Messias vem aí, talvez mesmo a tempo – de
pedido de vista em pedido de vista – de formar maioria pela eleição suplementar
direta no Rio de Janeiro; ou talvez, não havendo mais tempo de organizar a
eleição suplementar, para formar maioria a que haja somente a eleição regular
de outubro e, já em outro patamar de intervenção, a que o presidente do
Tribunal de Justiça governe o Estado até janeiro, ignorada a linha sucessória a
ser recomposta com a eleição de novo presidente da Assembleia Legislativa.
A bancada que precisa de reforço: além de Mendes e Moraes,
Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino. (Paulo Gonet, PGR, é
assessor-parlamentar do bloco.) Messias vem aí, para assegurar a maioria e,
contra o código de Fachin, reafirmar a vigência do direito xandônico. Leal a
Lula, como Zanin e Dino, o principal critério para indicação neste mandato; e
doravante devedor do decano, cuja carga em senadores que têm foro no STF não
pode ser desvalorizada.
“Apoio de peso” – li em algum lugar, sobre a defesa de
Gilmar às credenciais do candidato, cousa de repente normal um ministro do
Supremo fazendo campanha pública, em rede social, para que o advogado-geral da
União se junte ao time. Já há muito natural que tenham candidatos a todos os
cargos de indicação política em Brasília – e que trabalhem por eles.
Gilmar Mendes quer reforço à bancada porque o caso Master a
expôs e enfraqueceu. Moraes, ainda que ferido, mantém-se de pé, mesmo sem meios
para explicar o contrato do escritório da esposa – R$ 80 milhões pagos em 22
meses – com o banco. Não tendo como explicar o valor do serviço nem a mensagem
em que Vorcaro lhe questiona, no dia em que seria preso, sobre se conseguira
bloquear algo, reage disparando investigações-intimidações via inquérito
xandônico infinito e onipotente.
Xandão tem fibra e é útil. Ainda. Não se poderá dizer o
mesmo de Dias Toffoli, outrora anulador-geral da República, hoje moribundo
dependente da blitz bloqueadora que o time promove para lhe blindar o sigilo da
empresa – blitz que o tem por fachada para a blindagem, afinal, do próprio
Supremo. Dias Toffoli, descartável, tornou-se especialmente tóxico, pois
inconfiável; os membros da bancada – que decidiriam não investigar a trairagem
– não tendo se esquecido de que alguém gravara e vazara a reunião secreta em
que deliberaram sobre seu afastamento da relatoria do caso Master. Messias vem
aí e Gilmar tem pressa.

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