Estamos às vésperas da eleição mais importante do resto
de nossas vidas
Não podemos correr o risco de perder nenhum dos direitos
que conquistamos
Não sei vocês, mas entendo que estamos às vésperas da eleição mais
importante do resto de nossas vidas. Em poucos dias iremos definir se queremos
um governo que se caracteriza pela defesa dos interesses coletivos e pela
priorização do bem-estar social ou um governo associado ao autoritarismo, ao
culto à personalidade, à perseguição de minorias e ao desprezo pelo meio ambiente.
Não sei vocês, mas a escolha certa me parece óbvia para quem
preza a democracia, a liberdade de expressão, o direito à divergência, o livre
pensamento, a justiça social, a equidade de gênero e de raça, a educação
pública, a proteção previdenciária e uma série de direitos e garantias
conquistados com muita luta e articulação coletiva ao longo de décadas.
Não sei vocês, mas acredito que precisamos
centrar esforços para manter viva a Nova República, período que começou com o
término dos 21 anos de ditadura
militar, uma época caracterizada pelo autoritarismo, pela censura à
imprensa, pela restrição de direitos políticos, pela perseguição, repressão e
tortura de opositores, pela criação de órgãos de controle e por golpes
institucionais.
Não sei vocês, mas creio que não podemos correr o risco de
perder nenhum dos direitos que conquistamos. Devemos isso em respeito aos que,
num passado recente, pagaram com a vida para que hoje pudéssemos ir às urnas
para expressar nossa soberania por meio do voto. Devemos isso a nós mesmos.
Devemos isso especialmente às próximas gerações.
Não sei vocês, mas numa sociedade extremamente injusta e
desigual como a brasileira, é imprescindível contar com leis trabalhistas, com salário
mínimo, com negociação coletiva, com direitos previdenciários, com ações
afirmativas, com proteção ao meio ambiente, com um Estado que proteja direitos
e module relações econômicas absolutamente díspares –entre outras coisas.
Não sei vocês, mas para mim liberdade, equidade e justiça
social são valores maiores e mais relevantes que o gosto ou desgosto por
qualquer partido político.

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