terça-feira, 5 de março de 2013

MORRE HUGO CHÁVEZ

Do G1, em São Paulo
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morreu na tarde desta terça-feira (5), aos 58 anos, na capital Caracas, após mais de um ano e meio de luta contra o câncer.
A morte ocorreu às 16h25 locais (17h55 de Brasília), segundo o vice-presidente Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez, que fez o anúncio em um pronunciamento ao vivo na TV.
"Às 16h25 locais (17h55 de Brasília) de hoje 5 de março, faleceu o comandante presidente Hugo Chávez Frías", disse Maduro, emocionado e cercado pelo ministério.
"Nesta dor imensa desta tragédia histórica que hoje toca a nossa pátria, nós chamamos todos os compatriotas, homens, mulheres de todas as idades, a ser vigilantes da paz, do respeito, do amor, da tranquilidade desta pátria", disse.
"Pedimos ao nosso povo para canalizar nossa dor em paz e tranquilidade. Suas bandeiras serão erguidas com honra e com dignidade", afirmou. "Vamos ser dignos herdeiros filhos de um homem gigante como foi e como sempre será na memória o comandante Hugo Chávez."
Chávez estava internado em um hospital militar na capital, Caracas. Na véspera, um boletim médico pessimista havia relatado uma piora no seu estado de saúde.
Ao fazer o anúncio nesta terça, o vice Maduro afirmou que mandou as Forças Armadas para as ruas, para garantir a segurança.
O clima da população na capital, Caracas, inicialmente era de apreensão e silêncio, à espera dos próximos acontecimentos. Após o anúncio da morte, uma grande confusão tomou as ruas, com filas nos postos de gasolina e temor de desabastecimento.
A cúpula das Forças Armadas também apareceu na TV estatal, logo após Maduro para jurar lealdade ao vice e respeito à Constituição.
Sucessão
Com a morte de Chávez, a Constituição da Venezuela prevê a realização de novas eleições presidenciais no prazo de 30 dias.
O chanceler Elías Jaua afirmou que Maduro assume o poder e que novas eleições serão convocadas para dentro de 30 dias.
Espera-se que o Tribunal Supremo de Justiça, principal corte do país, pronuncie-se sobre os próximos passos da sucessão.
O vice Maduro, de 50 anos, é apontado como candidato presidencial quase certo do governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela).
Ele deve enfrentar a Henrique Capriles, oposicionista derrotado por Chávez nas urnas em outubro.
Após o anúncio da morte de Chávez, Capriles adotou um tom conciliador e falou em união nacional e solidariedade.
Posse adiada
A luta contra o câncer havia impedido Chávez de tomar posse em 10 de janeiro deste ano, depois da reeleição obtida em outubro de 2012 para um novo mandato de seis anos, em que se vislumbrava a chance de completar 20 anos de chavismo.
Em janeiro, a Assembleia Nacional concedeu ao presidente uma permissão indefinida de ausência do país para tratar a doença, em Cuba, enquanto o Tribunal Supremo autorizou que a posse de Chávez fosse adiada para quando ele tivesse condições de saúde.
A oposição protestou fortemente contra essas decisões, exigindo que o governo desse informações mais claras sobre o estado de saúde do líder e sobre se ele tinha condições de continuar no governo, e clamando pela realização de novas eleições se necessário.
O governo retrucava pedindo "tempo" e "respeito à privacidade" do Chávez convalescente e acusando a oposição de tentativas de desestabilização.
Repercussão e enterro
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse que a morte de Chávez "deve encher de tristeza todos os latino-americanos".
Os presidentes do Uruguai, Jose Mujica, da Bolívia, Evo Morales, e da Argentina, Cristina Kirchner, aliados de Chávez, anunciaram que estão viajando para Caracas nas próximas horas.
O corpo de Chávez deve ser enterrado na sexta-feira, disse o chanceler Elías Jaua, que afirmou que o país vive em "total normalidade" após a morte do líder.
Discurso agressivo
Horas antes de anunciar a morte de Chávez, Maduro havia feito um discurso agressivo na TV, em resposta aos crescentes boatos sobre o estado de saúde do presidente.
Ele acusou os adversários políticos de Chávez, EUA principalmente, de "conspiração" e disse que o presidente socialista enfrentava o momento "mais duro" desde sua última cirurgia.
O governo também anunciou a expulsão de dois adidos militares americanos supostamente envolvidos em "contatos não autorizados" com militares venezuelanos.
Após o anúncio da morte de Chávez, o presidente dos EUA, Barack Obama, divulgou nota dizendo que deseja um "novo relacionamento" construtivo com a Venezuela, rival aberta dos norte-americanos durante os governos de Chávez.
O Departamento de Estado manifestou apoio ao país na nova fase e disse que isso inclui a realização de eleições com "alto padrão democrático".
Luta contra o câncer
Chávez lutava contra um câncer desde junho de 2011 e, após realizar um tratamento em Cuba contra a doença, havia voltado ao país natal em fevereiro deste ano.
Chávez foi um dos mais destacados e controversos líderes da América Latina. Desde que assumiu o comando da Venezuela, em 1999, o militar da reserva promoveu mudanças à esquerda, na política e na economia.
Ele nacionalizou empresas privadas, atribuiu ao Estado atividades essenciais, além de mudar a Constituição, o nome, a bandeira e até o fuso horário do país (1h30 a menos que o horário de Brasília).
Chávez foi reeleito pela primeira vez em 2006, com mais de 62% dos votos, e novamente em 2012, com 54%.
Ele tentou chegar ao poder pela primeira vez em 1992 através de uma tentativa fracassada de golpe de Estado, que fez com que fosse preso.
Em 2002, já no comando do país, sofreu um golpe de Estado que o tirou do poder por quase 48 horas. Foi restituído por militares leais, com a mobilização de milhares de seguidores.
A Venezuela, que é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), possui uma economia dependente das exportações do combustível, tendência que Chávez queria mudar com a entrada do país no Mercosul. O país tem 30 milhões de hectares de terras cultiváveis, mas importa até 70% dos alimentos que consome. A população é de quase 29 milhões de habitantes.
Doença
Desde que foi reeleito mais uma vez, em outubro de 2012, o líder venezuelano apareceu em público poucas vezes, a maioria delas para liderar conselhos de ministros no Palácio de Miraflores. Chávez também deixou de utilizar frequentemente sua conta na rede social Twitter.
A falta de informações e detalhes sobre a doença e a presença menos frequente de Chávez em eventos desde que anunciou a luta contra o câncer alimentaram os rumores de que seu estado de saúde poderia ser mais grave do que o governo queria divulgar.
Em 10 de junho de 2011, a imprensa venezuelana noticiou que Hugo Chávez havia passado por uma cirurgia de emergência em Cuba devido a um problema na região pélvica. Rumores sobre a doença circularam nos dias seguintes, mas o governo venezuelano negou que se tratasse de um tumor.
Em 30 de junho, no entanto, o presidente confirmou que havia sido operado em razão de um câncer. Não foram revelados maiores detalhes sobre a doença.
Chávez voltou à Venezuela dias depois e voltaria a Cuba nos meses seguintes para sessões de quimioterapia. Em agosto de 2011, apareceu com o cabelo raspado: "É meu novo visual", disse.
Em outubro do mesmo ano, após fazer exames médicos em Cuba, o governante declarou-se livre do câncer. "O novo Chávez voltou [...] Vamos viver e vamos continuar vivendo. Estou livre da doença", afirmou, fardado e eufórico.
Hugo Chávez chegou a dizer que o câncer, que atingiu cinco líderes sul-americanos – entre eles a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula – teria sido induzido pelos Estados Unidos. "Não seria estranho se tivessem desenvolvido uma tecnologia", disse
Em fevereiro de 2012, ele anunciou que seria operado novamente por uma lesão na mesma região em que teve o tumor removido. A cirurgia também ocorreu em Cuba e, posteriormente, ele passou por tratamento de radioterapia.
Em julho, quando era candidato à reeleição, o presidente voltou a dizer que havia vencido a batalha contra o câncer. Aos opositores, Chávez dizia que seus problemas de saúde não o impediriam de vencer a eleição que poderia mantê-lo no poder até 2019.
Em novembro, após vitória nas urnas, a Assembleia Nacional autorizou a viagem de Chávez a Cuba para receber terapia hiperbárica, um tratamento complementar comum em pacientes que receberam radioterapia.
Em dezembro, Chávez anunciou que voltaria a Cuba para ser submetido a uma nova cirurgia devido ao retorno do câncer. Ele designou o vice, Nicolás Maduro, como o eventual sucessor se não fosse capaz de voltar ao poder. Foi a primeira vez que Chávez admitiu, publicamente, que a doença poderia impedi-lo de seguir à frente do país.
Após a realização da cirurgia, foi Maduro quem passou a fazer relatos do estado de saúde de Hugo Chávez. A oposição criticava o governo, acusando-o de sonegar informação sobre a real situação do mandatário.
Chávez não conseguiu tomar posse de seu novo mandato, em 10 de janeiro. Após disputa judicial, o Tribunal Superior de Justiça entendeu que a presença dele não era necessária, e que uma posse formal poderia ocorrer em outra data a ser marcada posteriormente.
Em 18 de fevereiro, surpreendendo a todos, Hugo Chávez anunciou, pelo Twitter, que estava voltando à Venezuela. Ele foi diretamente para um hospital militar na capital Caracas.
Trajetória
Hugo Rafael Chávez Frías nasceu em 28 de julho de 1954, em Sabaneta, estado de Barinas, no oeste do país. Filho de professores, ele casou e se divorciou por duas vezes. Tem quatro filhos – duas mulheres e um homem do primeiro matrimônio, e uma menina do segundo – e três netos.
Militar reformado, Chávez entrou para a política depois de uma fracassada tentativa de golpe de Estado que o levou à prisão, em 1992.
Desde que venceu as primeiras eleições presidenciais, em 1999, com a promessa de pôr fim à "partidocracia corrupta" em que o governo havia se transformado e de distribuir a renda do petróleo entre os setores excluídos da sociedade, o presidente assumiu um estilo único de fazer política.
Ele chegou ao poder em fevereiro daquele ano como o 47º presidente da Venezuela, jurando sobre uma Constituição que ele afirmou estar "moribunda".
Entre suas primeiras decisões, proibiu que o Departamento Antidrogas dos Estados Unidos fizesse sobrevoos no país e, anos mais tarde, em 2008, expulsou o embaixador americano.
No final de 1999, alcançou o seu objetivo de mudar a carta magna da Venezuela e iniciar o que chamou de "Revolução Bolivariana".
Crises políticas
Chávez enfrentou momentos difíceis no poder, como quando, depois de vários dias de greves nacionais, em 11 abril de 2002, sofreu um golpe de Estado que o tirou do poder por quase 48 horas. Após tumultos e 19 mortes, o líder venezuelano foi restituído ao cargo por militares leais, com a mobilização de milhares de seguidores pelas ruas de Caracas.
Naquele mesmo ano, uma greve liderada por trabalhadores, empregadores e contratados da estatal de petróleo de Venezuela paralisou a indústria vital para o país. A greve prolongou-se até fevereiro de 2003 e derrubou a produção petrolífera, impactando com força a economia.
Os trabalhadores criticavam a implantação do projeto de "grande revolução bolivariana", que atingiu proprietários de terras, produtores de combustíveis e bancos. O termo é referência ao líder revolucionário Simón Bolívar, responsável pela independência de vários países da América do Sul, em quem Chávez dizia se inspirar.
Em 2004, após violentos protestos da oposição que deixaram outros nove mortos, Chávez submeteu-se novamente a um referendo público que o confirmou no poder.
Reeleição em 2006
Em 2006, em nova eleição presidencial, ele obteve 62% dos votos contra o opositor Manuel Rosales. No novo mandato, Chávez declarou a transformação da Venezuela em um Estado socialista.
Durante este período, o militar reformado iniciava seu projeto de estatização da maioria das empresas venezuelanas, em setores cruciais como telecomunicações e eletricidade. Em maio de 2007, a Radio Caracas Television, emissora mais antiga da Venezuela, encerrou suas transmissões após não ter sua concessão renovada pelo governo.
Iniciava-se também sua tentativa de reforma na Constituição, que permitira sua reeleição por tempo indefinido. Após uma primeira derrota, ocorrida no final de 2007, o projeto foi aprovado em referendo popular em fevereiro de 2009.
Em 2010, Chávez sofreu sua primeira derrota nas urnas, em eleições legislativas. Apesar de ter obtido a maioria dos votos, seu partido não conseguiu dois terços da Assembleia Nacional venezuelana, objetivo necessário para facilitar a aprovação dos projetos do governo.
Com uma manobra política, no entanto, conseguiu aprovar um dispositivo que o permitiu governar por mais seis meses por decretos de emergência.
Entrada na Mercosul
A Venezuela entrou oficialmente no Mercosul em 13 de agosto de 2012, depois de cerimônia simbólica em 31 de julho ocorrida em Brasília, com a presença de Hugo Chávez.
O ingresso ocorreu após Brasil, Argentina e Uruguai suspenderem o Paraguai do bloco como sanção pelo impeachment do presidente Fernando Lugo. Em 22 de junho do ano passado, o Senado do Paraguai votou pela destituição de Lugo no processo político "relâmpago" aberto contra ele na véspera e encarado pela comunidade de países sul-americanos como golpe. O país vinha impondo o veto à entrada da Venezuela no grupo.
"Faz tempo que a Venezuela devia entrar no Mercosul. Mas como está escrito na Bíblia, tudo o que vai ocorrer sob o sol tem sua hora", disse Chávez à ocasião. "Nos interessa muito sair do modelo petroleiro, impulsionar o desenvolvimento agrícola da Venezuela [...] Temos disponíveis mais de 30 milhões de hectares para o desenvolvimento da agricultura", afirmou.
O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, disse em setembro de 2012 que "houve unanimidade no Mercosul e Unasul para a suspensão do Paraguai. O que reforçou a suspensão foi o fato de todos os países, como gesto de repúdio, retiraram seus embaixadores, o que não ocorreu em Caracas, na Venezuela".
Com o ingresso da Venezuela, o Mercosul passou a contar com população de 270 milhões de habitantes, ou 70% da população da América do Sul. Segundo o Ministério de Relações Exteriores brasileiro, o PIB do bloco será de US$ 3,3 trilhões (83,2% do PIB sul-americano), com território de 12,7 milhões de km² (72% da área da América do Sul).
Reeleição em 2012
Em 7 de outubro, Chávez derrotou Henrique Capriles Radonski, mesmo com uma campanha limitada, e garantiu novo mandato, o quarto consecutivo, até 2019, prometendo "radicalizar" o programa socialista que vinha implantando no país.
O presidente teve cerca de 54% dos votos, contra 45% do oponente, e o comparecimento às urnas foi de quase 81%. Dilma disse na ocasião que a vitória foi um "processo democrático exemplar".
Durante a campanha, Chávez pediu a vitória para tornar "irreversível" o seu sistema socialista e acelerar o Estado comunista, algo que os críticos veem como uma nova manobra para concentrar mais poder em suas mãos. Ele não hesitou em falar em uma “ameaça de guerra civil” caso o rival ganhasse as eleições.
Capriles foi o primeiro adversário a ter chances reais de derrotar Hugo Chávez, ao capitalizar o descontentamento acumulado durante os mandatos do presidente. Em conversa com o G1 na época, ele disse que seguiria o modelo brasileiro caso fosse eleito.
Além de ser comandante-em-chefe das Forças Armadas e presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), com maioria na Assembleia Nacional, Hugo Chávez também controlava a mídia estatal.
Política externa
A política externa foi inspirada pelo líder cubano Fidel Castro e marcada por críticas contra o "imperialismo" dos Estados Unidos, país que ele acusa de ser responsável pelo breve golpe que sofreu em 2002 e por questões que vão desde a mudança climática até uma suposta tentativa de assassiná-lo.
Durante sua gestão, Hugo Chávez reforçou a cooperação com seus aliados de esquerda na América Latina como Bolívia, Equador, Nicarágua, além de tecer parcerias com os governos polêmicos de Irã, Síria, Belarus, Líbia, entre outros. Ele foi pragmático o suficiente, entretanto, para continuar a vender diariamente para os Estados Unidos um milhão de barris de petróleo.
Com os seus "petrodólares", estabeleceu iniciativas regionais como o grupo de coordenação política Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) e subsidiou o petróleo da Petrocaribe, aliança entre alguns países do Caribe com a Venezuela.
O presidente venezuelano tratava outros líderes internacional com intensidade, respeito ou desprezo, chegando a dizer que havia sentido cheiro de "enxofre" na tribuna da Assembleia Geral da ONU, em 2007, após ter passado pelo então presidente americano, George W. Bush, que já foi chamado por Chávez de bêbado e genocida.
Barack Obama, a quem Chávez parabenizou pela eleição em 2008, foi taxado mais tarde de "farsante". Quando Obama foi reeleito em outubro deste ano, o venezuelano disse desejar que o americano "se dedique a governar seu país, deixando de invadir povos e desestabilizar países".
Chávez tinha apreço especial por Lula e Dilma devido ao histórico de combate dos brasileiros durante a ditadura militar. "Eu e Lula somos irmãos. Somos mais que irmãos. Somos, como já disse Fidel Castro, esses tipos que andam por aí fazendo coisas, como Dilma, Cristina [Fernandez, presidente da Argentina], Néstor [Kirchner, ex-presidente argentino]”, disse Hugo Chávez, durante a primeira visita oficial da presidente brasileira à Venezuela.
Populismo
Hugo Chávez manteve-se no poder graças à implementação das suas "missões", programas sociais que melhoraram os níveis de educação e saúde públicas venezuelanas, embora a pobreza, o desemprego e a violência tenham se espalhado pelo país, que possui uma das maiores reservas de petróleo da região.
Sua popularidade contrastava com a rejeição vinda da classe média, afetada pelas restrições econômicas impostas em nome da revolução e por políticas de desapropriação de empresas privadas.
Seu discurso beligerante polarizou a sociedade ao demonizar os oponentes e queimar todas as pontes de entendimento com a outra metade do país – politicamente, uma estratégia muito rentável, admitem fontes próximas ao governo.
Viciado em comunicação, convocava constantemente a cadeia nacional de rádio e TV para longos discursos, além de comandar por muito tempo o programa semanal "Alô, Presidente", no qual discutia suas ideias políticas, recebia convidados para entrevistas, entregava obras públicas e até vendia eletrodomésticos chineses com preços subvencionados pelo governo.
Tornou-se também um grande usuário do Twitter, onde reunia milhares de seguidores, mas diminuiu o uso do microblog após a eleição de 2012.
Seu último tuíte foi postado em 18 de fevereiro.
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UFA, QUE ALÍVIO!

A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou o novo mictório público da cidade, a UFA! (Unidade Fornecedora de Alívio). O projeto surge duas semanas após o Carnaval carioca, período em que o governo municipal recebeu críticas relacionadas à quantidade de banheiros químicos nas ruas. Outro problema é a má educação dos cariocas que fazem xixi na rua em qualquer lugar. Segundo o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Marcus Belchior, o valor unitário do novo mictório público é de R$ 19 mil. Caso os resultados sejam positivos, o projeto deve ser expandido para todas as regiões da cidade, de acordo com o governo.
O equipamento é construído com aço inox e possui ligação direta com a rede de esgoto da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos). A fim de evitar o mau cheiro, característico dos banheiros químicos, há uma válvula que impede o retorno do odor das galerias. Detalhe: não tem água. Esse tipo de mictório deu certo na Europa e nos EUA. O formato tem por objetivo a facilidade de instalação e manutenção. E evitar vandalismo já que os usuários podem ser parcialmente vistos ‘em ação’.
Legal é a explicação da Prefeitura carioca para a escolha do nome, UFA! “Surgiu de uma avaliação que os técnicos da pasta fizeram no sentido de facilitar a identificação visual do novo equipamento, e essa é uma expressão de alívio comum a todos", afirmou o secretário Marcus Belchior...
NOTA 01: Por enquanto não há UFA’s femininas. As mulheres cariocas ‘apertadas’ que se virem.
NOTA 02: a única UFA instalada está em testes na Central do Brasil
Com informações do UOL
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A VIOLENTA FORTALEZA

Do jornal O Povo
Alcançou mais uma marca preocupante o ano que rendeu a Fortaleza o maior número de assassinatos da história da capital cearense. Com um aumento de 47% nos homicídios dolosos em relação a 2011, 2012 fez de Fortaleza a 13ª cidade mais violenta do mundo, segundo relatório do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal - uma Organização Não-Governamental (ONG) sediada no México que, desde 2002, analisa políticas públicas, impunidade, narcotráfico, sequestro e segurança.
O ranking da ONG cita 15 capitais brasileiras entre as 50 metrópoles com as mais elevadas taxas de assassinato do planeta. O índice é um quociente entre o contingente populacional e o número de mortes intencionais de cada localidade. Fortaleza figura na quarta pior situação do Brasil. No Nordeste, é a terceira (ver mapa). Rio de Janeiro e São Paulo - que lideraram por anos os homicídios no País - não são citados na lista.
Em relação ao mesmo estudo de 2011, Fortaleza piorou 24 posições no ranking. Tinha uma taxa homicida de 42,90 - que lhe deixava em 37º lugar mundial - e saltou para uma taxa de 66,39 em 2012 - dando-lhe o 13º lugar. Trata-se do maior avanço dentre as capitais brasileiras. João Pessoa, o segundo maior crescimento, subiu 19 lugares.
Em 2011, Fortaleza era a 11ª capital brasileira com o maior índice de assassinatos por grupo de 100 mil habitantes. Piorou, portanto, sete posições no ranking do ano seguinte - quando apareceu no quarto lugar.
Maceió, cuja taxa de homicídios era de 135,26 em 2011 (terceiro lugar mundial e primeiro do Brasil), apresentou em 2012 taxa de 85,88. A redução não fez a capital alagoana perder o posto de mais violenta do País, mas melhorou em três posições a situação da cidade no ranking mundial.
Belém, Macapá, Curitiba e Belo Horizonte também recuaram posições na lista das 50 metrópoles mais violentas do mundo. No ranking brasileiro, reduziram 16, nove, três e três posições, respectivamente. As demais capitais do País constantes no ranking pioraram as taxas homicidas de um ano para o outro.
Silêncio
O POVO procurou a Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) na tentativa de saber quais medidas serão implementadas para reduzir os índices de violência de Fortaleza.
A reportagem foi informada pela assessoria de imprensa de que a pasta desconhecia a pesquisa (pública e disponibilizada no site da ONG mexicana desde 19 de fevereiro) e só poderia posicionar-se após analisá-la. O POVO enviou o documento à assessoria da SSPDS. Ainda assim, nenhum representante da secretaria quis comentar o estudo.
ENTENDA A NOTÍCIA
A integração de políticas de segurança com a de outras áreas é apontada como meio de reduzir a violência. Experiências em São Paulo, Colômbia e Minas Gerais já mostradas pelo O POVO provam que junção dá certo.
Serviço
O estudo “As 50 cidades mais violentas do mundo”, da ONG mexicana, pode ser acessado aqui
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sábado, 2 de março de 2013

INDÚSTRIA DA DIFAMAÇÃO

Por Hugo Marques, Veja
São muitas as histórias de anônimos que alcançaram a fama por meio da internet. O petista André Guimarães tem planos ambiciosos nessa direção. Criador da RedePT13, uma organização virtual formada por perfis falsos e blogs apócrifos usados para atacar aqueles que são considerados inimigos do partido, ele já é uma celebridade entre seus pares.
 Se é preciso espalhar uma mentira para difamar alguém, Guimarães é acionado. Se for apenas para ridicularizar um oponente, o rapaz conhece todos os caminhos sujos. Na visita da blogueira Yoani Sánchez, ele trabalhou como nunca.
A rede postou montagens fotográficas, incentivou os protestos e difundiu um falso dossiê produzido contra ela pela embaixada cubana. O problema é que o "ciberguerrilheiro" petista sustenta sua atividade criminosa com dinheiro público, dinheiro do contribuinte. André Guimarães é funcionário do Congresso.

 Está lotado e recebe salário no gabinete do deputado André Vargas, o atual vice-presidente da Câmara e secretário nacional de comunicação do PT. Mas, como dito, o rapaz é ambicioso.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

MAIS DEVASTADORA QUE A SECA...

Do blog do Rodão ArrudaO Estado de S. Paulo
A seca no Semiárido nordestino, que, de tempos em tempos, mobiliza as atenções do País, tem duas faces, segundo o professor José Jonas Duarte da Costa, da Universidade Federal da Paraíba. Uma delas – marcada pela ausência de chuvas – é a face natural. A outra é a socio-histórica, que ele considera “muito mais grave e devastadora”.
O professor assegura, que, ao contrário do que muita gente pensa, a região não tem sido esquecida pelo Estado brasileiro. Volumes consideráveis de dinheiro são sistematicamente enviados para promover o desenvolvimento do Semiárido. O número de siglas de projetos e empresas envolvidos com a questão só aumenta. Entre elas aparecem DNOCS, Codevasf, CHESF, BNB, Sudene, ProHidro, PAPP, Projeto Sertanejo e outros.
O problema é que o dinheiro não chega a quem mais precisa: é embolsado pela oligarquia econômica e política local. Para piorar o quadro, os projetos públicos escolhidos não são adequados para a região.
Costa é doutor em história econômica pela USP e mestre em economia rural pela Federal da Paraíba. Além de ensinar, atua como pesquisador visitante do Instituto Nacional do Semiárido (Insa). Na entrevista abaixo, ele afirma que a região nordestina poderia ter um elevado grau de desenvolvimento se os projetos fossem adequados e os recursos não fossem embolsados pelas oligarquias.
O Semiárido enfrentou em 2012 um dramático período de estiagem. Em recente artigo sobre a região, o senhor atribuiu os problemas a políticas equivocadas de combate à seca.
Não se trata apenas de equívocos, mas, sobretudo, de projetos e políticas que serviram a interesses menores, de grupos econômicos dominantes, de características oligárquicas ou empresariais. Tais grupos sempre se beneficiaram de modelos economicamente concentradores e socialmente excludentes. Para mim, essa é a questão chave: os projetos e políticas públicas, além de equivocados,  obedeceram a interesses privados, minoritários, excludentes.
Isso ocorreu mesmo com a Superintendência de Desenvolvimento Econômico do Nordeste, a histórica Sudene?
Sim. A exceção foi a atuação da Sudene durante os governos de Juscelino a Jango. Dirigida por Celso Furtado e um grupo que ele formou, até o golpe de março de 1964, aquela superintendência seguia a lógica de atrair investimentos e democratizar o acesso à terra e à água, por meio da reforma agrária. Depois de Furtado esqueceram a reforma e, consequentemente a democratização da terra e da água.
Os recursos públicos não chegam à população mais necessitada?
Não chegam. Infelizmente. Numa sociedade desigual como a nossa, eles beneficiam os mais poderosos em praticamente todos os projetos.
Isso ocorre atualmente?
Estou falando da realidade de hoje. Na Paraíba, o governo estadual tem feito enorme esforço para garantir o fornecimento de ração aos agricultores familiares, mas os grandes fazendeiros e empresários se apossaram do programa e são eles quem, de fato, têm acesso à ração animal. O mesmo tem acontecido com o programa de distribuição de milho que o governo federal subsidia: só os produtores com melhores condições obtêm acesso ao programa.
O que seria necessário mudar, na sua avaliação?
No plano político seria preciso quebrar a estrutura de poder oligárquico que se alimenta da seca. Por mais paradoxal e triste que seja, ainda é comum assistirmos a políticos profissionais que se beneficiam e tiram proveito eleitoral da situação caótica. Aparecem como defensores dos flagelados e oprimidos. Criam logo uma SOS Seca e tornam-se garotos midiáticos, preparando as bases eleitorais para as próximas eleições, prometendo “vestidos a marias e roçados a joões”, como dizia a música de Gilberto Gil em 1968.
Como romper esse círculo?
Romper essa estrutura política significa eleger outros interlocutores para um diálogo franco de construção de alternativas de convivência com a seca. Não se pode aceitar mais que os políticos locais sejam os intermediários entre os projetos de enfrentamento da questão e a população que espera os chamados benefícios. É necessário criar mecanismos de democracia participativa efetiva, onde o povo organizado participe dos fóruns de decisão e dirija os processos de execução de políticas públicas. Não é fácil, mas é preciso fortalecer as organizações populares, os movimentos sociais, setores da igreja, sindicais.
Essas organizações alternativas também apresentam problemas e dificuldades.
Existem vícios e problemas na execução dos projetos, mas, sem dúvida, de longe, com muito menos casos de corrupção, desvio de conduta e descaminhos de projetos. A experiência da ASA (Articulação do Semiárido)  com as construções de cisternas de placas, cisternas calçadão, barragens subterrâneas, etc, é um exemplo de eficiência. No plano mais amplo, é preciso montar uma infraestrutura produtiva em função das condições peculiares da região.
O senhor fala em convivência com a seca. Isso é possível?
Cerca de dois terços das terras do planeta estão em regiões de clima árido ou semiárido. E em muitos desses lugares as pessoas vivem bem, muito bem. O nosso semiárido é o que mais tem chuvas no mundo e um dos que apresentam maiores potencialidades. É preciso deixar claro que o Semiárido não é só pobreza, miséria e seca. É uma região com dificuldades e desafios, mas com potencialidades enormes, muitas belezas e riquezas. Conhecemos produtores, em pleno Cariri paraibano, região das mais secas do Brasil, onde não chove há praticamente dois anos, que ainda não sentiram o drama da seca. Na realidade sentiram mais o efeito da dizimação da palma forrageira pela praga da cochonilha do Carmim do que da seca. Esses agricultores aprenderam a viver em zona seca, semiárida, com pouca chuva. Vivem com muita dignidade e altivez.
Como conseguem?
No período das chuvas produziram e armazenaram alimentos para os seus rebanhos – e até agora dispõem de reservas para alguns meses. Também aprenderam a estocar água para utilizar nos períodos de longas estiagens. São produtores de agricultura familiar que não deixam a desejar em produtividade, eficiência e qualidade a nenhum produtor das regiões mais chuvosas do Brasil. Produtores com média de 20 litros de leite por vaca em plena seca. Apenas montaram infraestrutura tecnológica adaptada ao semiárido. Não transplantaram modelos produtivos de outras regiões. Assim como os suíços se preparam para o rigoroso inverno, com nevascas e gelo que matam tudo em suas terras, assim como árabes e judeus se preparam para as adversidades climáticas, os sertanejos sabem se preparar para a vida sob as condições climáticas próprias dessa parte do Brasil.
O senhor fala em potencialidades da região. Elas não são exploradas?
Não. E são muitas. Um exemplo: poderíamos exportar para todo o Brasil energia elétrica a partir da energia solar. Outro exemplo: poderíamos exportar proteína animal, como se vê em outras áreas semiáridas do mundo, e fornecer queijos finos de leite de cabra. Temos cerca de 90% do rebanho caprino nacional, plenamente adaptado ao clima local.
Chama a atenção, no artigo que escreveu, a lista de siglas de programas para a região.
Lembrar essas siglas é quase lembrar a história do Brasil. O IFOCS, que virou DNOCS, atuou na perspectiva de uma solução hidráulica para a seca. Construiu uma infraestrutura de açudes e barragens que deu à região um razoável suporte hídrico. No entanto, desmentindo o paradigma da solução hidráulica, nos anos 80, quando o Semiárido já dispunha de todos os mananciais que dispõe hoje, veio a crise da cotonicultura, que, articulada com a crise econômica dos anos 80 e as secas, provocou o maior fluxo migratório da história. Cerca de 5 milhões de sertanejos deixaram os sertões secos do Brasil.
Esse paradigma hidráulico foi abandonado?
Embora desmoralizado, setores políticos hegemônicos ainda tentam resgatá-lo no Nordeste, certamente para tentar se beneficiar.
E as outra siglas e políticas públicas?
O BNB (Banco do Nordeste do Brasil)  tornou-se o maior latifundiário do Nordeste, pois é credor de uma dívida impagável por parte da grande maioria dos proprietários de terra da região. Também tem CHESF, Codevasf e os programas de emergência: Projeto Sertanejo, Reflorestamento com Algaroba e outros. Todos tem sempre o mesmo objetivo: desenvolver o Semiárido. O problema é que todos se baseiam em modelos importados, que não levam em conta as as potencialidades da região.
De que maneira os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, afetam a região?
O Bolsa Família funciona como política compensatória diante da incapacidade do Estado para superar a pobreza, o desemprego e a miséria, características do sistema capitalista, especialmente na sua periferia. Para uma efetiva distribuição de renda seria necessário alterar o modelo que privilegia o lucro exacerbado e o acúmulo de capitais. O atual governo, embora tenha reforçado os programas sociais, não alterou a estrutura espoliativa do trabalho no Brasil. Não mexeu nos privilégios.
Mas o programa não teve impactos?
O Bolsa Família teve e tem impactos importante na redução dos índices de fome e miséria nos sertões semiáridos. Ele também propicia uma circulação monetária que cria uma espiral virtuosa em economias locais, onde predomina a baixa renda. Nos sertões, além de reduzir a miséria, levou ao escasseamento da mão de obra, melhorando os padrões salariais para uma parcela das classes trabalhadoras de rendas baixíssimas. Esse é um impacto perceptível. Por outro lado, gera um processo que pode se voltar contra a própria classe trabalhadora, que tende a acomodar-se. Como vivemos um momento de inflexão das lutas sociais, o Bolsa família que alimenta o trabalhador é o mesmo que o paralisa na luta por sua emancipação, o domestica politicamente, para a reprodução da exploração sobre o seu trabalho.
E do ponto de vista político-eleitoral?
Os programas sociais têm reflexos direto na popularidade do governo. Quem, como eu, viveu a infância e juventude nos sertões nordestinos, não esquece as cenas de fome e desnutrição, inclusive tendo a morte como companheira próxima – algo comum nas famílias dos agricultores pobres. Hoje ainda existe muita fome, miséria, desnutrição, mas não comparáveis ao que havia naqueles tempos. A grande popularidade do governo se explica porque, embora de um lado realize os sonhos dos capitalistas que “nunca antes na história desse país” acumularam tanto, de outro, promete acudir parte dessa população, historicamente desassistida, ainda despolitizada e que, sob essas condições, só poderia reagir agradecendo. 
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SAINDO PELA TANGENTE

Dilma Rousseff, foi uma das últimas a chegar na festa de Sarney, entretanto, foi a primeira a ir embora. De olho na parceria PMDB-PT para as eleições do ano que vem, o PMDB investe em festas desse tipo, para tentar segurar a base de apoio e levar Temer como candidato ao segundo mandato de vice-presidente na chapa de Dilma, recém lançada como candidata à reeleição pelo ex-presidente e criador político dela, o Luiz Inácio Lula da Silva.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

AS PROPINAS DE CHALITA

Por Bruno Boghossian, O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O analista de sistemas Roberto Grobman, delator do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), entregou nesta quarta feira, 27, ao promotor de Justiça Nadir Campos Junior um CD com documentos digitalizados que comprovariam improbidade do ex-secretário de Educação.
São cópias de e-mails e números de contas bancárias por onde teriam transitado valores em favor das empresas Valverde Audio e Vídeo e Foneplan Comércio. A primeira, afirma Grobman, instalou automação no apartamento de Chalita e recebeu US$ 79.723 no exterior, na conta 005498139630 do Bank Of América. O valor, disse Grobman, saiu de duas contas de uma offshore do empresário Chaim Zaher, do Grupo COC, no Safra National Bank de Nova York e de Miami. A Foneplan recebeu R$ 93.237 no Brasil para fornecer telões. "Foi propina para Chalita, que prometeu contratar empresas do COC para prestar serviços à Fundação para o Desenvolvimento da Educação ou para a própria Secretaria de Educação”, declarou Grobman.
Grobman também entregou cópias de e-mails que ele próprio encaminhou em novembro de 2003, dias 7 e 12, a Paulo Barbosa, então secretário-adjunto de Educação do governo Geraldo Alckmin. As correspondências se referem à “compra de produtos de segurança” para Chalita, incluindo “gravata com câmera embutida, sem fio e com receptor”, peça cotada em US$ 575, além de um telefone celular com câmera transmissora embutida ao preço de US$ 595. No e-mail, Grobman pede autorização de Paulo Barbosa para efetuar a aquisição.
Nadir disse haver "fortes indícios" contra Chalita de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito e que pretende investigar acusações de que o parlamentar teria recebido pagamentos de empresas quando era secretário de Educação de São Paulo, entre 2002 e 2006. O promotor pedirá aos Estados Unidos o rastreamento do pagamento que teria sido realizado para fornecedor de Chalita. "Isso reforça a perspectiva de enriquecimento ilícito, a partir da compra e reforma do apartamento", disse o promotor.
Nadir também afirma que há indícios de que o grupo educacional COC pagou R$ 600 mil por uma reforma no apartamento de Chalita e que comprou 34 mil cópias de um livro do deputado. Na mesma época, a Secretaria de Educação teria firmado contrato de R$ 2,5 milhões com a empresa.
O delator do caso afirmou ao promotor que a compra dos livros seria um "pedágio" cobrado por Chalita em troca dos contratos. "Se houve violação de regras, esse contrato será considerado nulo", afirmou o promotor. "Se houve irregularidade em R$ 1 sequer, há dano ao erário", declarou o promotor. "Existe um fundo de verdade (nas acusações de Grobman) e eu vou levar essa investigação até as últimas consequências, doa a quem doer."
Chalita também será investigado por suspeita de desviar de suas funções duas servidoras da Secretaria de Educação para que elas escrevessem dois livros publicados em seu nome, "Pedagogia do amor" e "Mulheres que mudaram o mundo".
O promotor suspeita que Chalita teria enriquecido ilicitamente no cargo, o que seria comprovado pela compra de dois apartamentos: um em Higienópolis, em São Paulo, por R$ 4,5 milhões, e outro no Rio de Janeiro, por R$ 2,5 milhões, em 2005. "Se ele não tinha recursos suficientes para adquirir esses dois apartamentos, há hipótese de enriquecimento ilícito e caminha-se para a abertura de uma ação civil", disse o promotor.
Nadir pediu à Secretaria de Educação cópias do contrato assinado com o grupo COC e esclarecimentos sobre o suposto desvio das funcionárias para prestação de serviços particulares a Chalita. Também solicitou informações sobre os apartamentos comprados pelo deputado às Associações de Registros de Imóveis.
"Eu respeito a figura do deputado e lamento se a presidente (Dilma Rousseff) o afastou de um ministério, mas isso não é problema do Ministério Público", declarou o promotor em alusão ao fato de o Palácio do Planalto ter descartado colocação do deputado no comando de um ministério.
O promotor também vai analisar doações eleitorais feitas nos últimos anos às candidaturas de Chalita e de Paulo Alexandre Barbosa, então secretário-adjunto da Educação e atual prefeito de Santos pelo PMDB. O objetivo é identificar pagamentos que teriam sido feitos por fornecedores da Secretaria de Educação.
Nadir disse estar sofrendo pressão de deputados estaduais da Assembleia Legislativa de São Paulo e de deputados federais. "Independentemente de qualquer tipo de pressão, nós somos disciplinados." Ele falou sobre suposta prescrição das infrações atribuídas a Chalita. "Não nos cabe indagar por que esses fatos surgiram seis anos e meio depois. São imprescritíveis, segundo a Constituição Federal, e serão investigados salvo se meus superiores disserem que não posso investigá-los."
Campanha de Serra. Grobman, que diz ter trabalhado como assessor informal na secretaria, afirma que Chalita recebeu R$ 50 milhões em propina de empresários que assinaram contratos com a pasta. O analista confirmou que foi levado em outubro ao Ministério Público pelo jornalista Ivo Patarra, que à época trabalhava na campanha de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo.
"Na campanha, eu fiquei revoltado com tudo o que ele (Chalita) falava e eu sabia o que ele era na verdade", disse Grobman. "Havia lido um livro do Ivo Patarra sobre o mensalão e o procurei para escrever um livro com os dossiês que eu tinha. Ele ficou assustado e me orientou a procurar o Ministério Público."
Ameaças. Grobman contou que foi ameaçado, no último dia 4, em Perdizes, onde mora. Um homem "calvo, que calçava tênis nike, calça jeans e camisa marrom, apontou para o delator um revólver envolvoto em jornal e lhe teria dito. "Para de falar." Desde esta quarta feira, 27, Grobman já está sob proteção da assessoria militar do gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo.
Credibilidade. O ex-secretário-adjunto da Educação, Luiz Carlos Quadrelli, declarou que Roberto Grobman, delator do deputado Gabriel Chalita, é "um depoente sem a menor credibilidade, que esperou 10 anos para divulgar mentiras". Quadrelli, atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, foi citado nas denúncias de Grobman. "Serão adotadas medidas jurídicas cabíveis", disse o secretário.
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MORRE MARIETA CALS

Marieta e César Cals, em foto de novembro de 1980, quando ele exercia o cargo de ministro das Minas e Energia
Marieta era a última ex-primeira dama viva do período dos coronéis no governo do Ceará. Ela morreu aos 87 anos de falência múltipla de órgãos
A noite de terça-feira foi o descortinar dos céus para a esposa do ex-governador César Cals, Marieta Cals. Marieta era a última esposa viva dos ex-governadores do Ceará da época do coronelismo político, que contou ainda com Virgílio Távora e Adauto Bezerra. Aos 87 anos ela faleceu no Hospital Regional da Unimed, vítima de falência múltipla dos órgãos. Marieta, mãe de cinco filhos, dentre eles o ex-prefeito de Fortaleza César Cals Neto e o ex-deputado estadual Marcos Cals, estava internada desde o início de janeiro.
No paradoxo da dor, a morte da ex-primeira dama trouxe consigo a beleza da memória. "Mamãe era uma pessoa extraordinária, com o coração do tamanho do Ceará", rememorou César Neto. Embora nunca tenha exercido cargo público, Marieta foi responsável pela criação de movimentos assistencialistas às pessoas humildes. Fundou a Feira dos Municípios, que durante décadas trouxe à Capital artesanatos e riquezas naturais do interior do Estado, gerando renda às localidades mais distantes.
Durante as enchentes do rio Jaguaribe em 1984, auxiliou o processo de socorro às vítimas, mobilizando com a Defesa Civil campanhas de arrecadação de donativos para as vítimas nas rádios e televisões. "Ela, em cima duma canoa, praticamente iniciou o processo de socorro às vitimas", diz César Cals Neto. Por sua atuação social, Marieta Cals dá nome a uma escola municipal no Conjunto Palmeiras.
A ex-primeira dama foi enterrada na tarde de ontem no jazigo da família Cals no cemitério São João Batista, localizado no Centro de Fortaleza. Diversas figuras políticas cearenses se fizeram presentes no velório e enterro.
Na Assembleia Legislativa do Ceará, parlamento que já teve Marcos Cals como presidente, deputados fizeram um minuto de silêncio em homenagem à Marieta Cals. "Tenho certeza de que no céu, ao lado do marido César Cals, ela está rogando pelos cearenses", disse César Neto. César governou o Ceará de 1971 a 1975.
Quem
ENTENDA A NOTÍCIA
Marieta Cals foi esposa do ex-governador do estado César Cals. Enquanto primeira-dama do Ceará atuou em projetos assistencialistas à população. Internada desde o início de janeiro, faleceu no último dia 19.
Saiba mais
Atuação Social de Marieta Cals
Enquanto primeira-dama do Estado do Ceará, Marieta Cals fundou a Feira dos Municípios. O evento trazia para a Capital artesanatos produzidos no interior do Estado. O objetivo era gerar riqueza e renda para os municípios do interior.
Quando os cearenses foram vítimas da enchente que atingiu o rio Jaguaribe, em 1984, Marieta Cals mobilizou, em trabalho conjunto com a Defesa Civil do Estado, campanhas de arrecadação de mantimentos para os desabrigados nas rádios e televisões cearenses.
Em razão de sua atuação social enquanto ex-primeira-dama, Marieta Cals foi homenageada pelos cearenses e dá nome a uma escola pública municipal no bairro Conjunto Palmeiras.
Família Política
Além de ser esposa do ex-governador do Estado César Cals, Marieta foi mãe de dois outros importantes políticos cearenses: César Cals Neto e Marcos Cals.
César Cals Neto, o mais velho dos cinco filhos de Marieta e César Cals, foi o 40° prefeito de Fortaleza, atuando entre os anos de 1983 e 1985. Foi sucedido pelo ex-prefeito Barros Pinho. Foi também deputado federal.
Marcos Cals foi, em 1986, eleito o deputado estadual mais jovem da história do país. Ele tinha 22 anos. Foi presidente da Assembleia Legislativa do Ceará por dois mandatos e candidato derrotado ao governo do Estado em 2010 e à prefeitura de Fortaleza em 2012.
Fonte: O Povo
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MORRE ALMIR GABRIEL

O ex-governador do Pará Almir Gabriel (PTB) morreu na manhã desta terça-feira aos 80 anos em um hospital particular de Belém, onde estava internado desde o início de fevereiro. O político, que governou o Pará entre 1995 e 2002, lutava há alguns anos contra enfisema pulmonar. O velório será realizado no Palácio Lauro Sodré, a partir das 14h. O enterro será na quarta-feira, em Castanhal, cidade natal do ex-governador. As informações são do governo do Estado do Pará.
Almir Gabriel era médico cardiologista formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Gabriel exerceu dois mandatos como chefe do Executivo Estadual, após vencer duas disputas no segundo turno, derrotando Jarbas Passarinho e Jader Barbalho (PMDB). Ele governou o Pará entre 1995 e 2002, sendo sucedido por Simão Jatene (PSDB), atual governador, na época em seu primeiro mandato. Em 2006, Almir concorreu novamente ao governo do Estado, e foi derrotado por Ana Júlia Carepa (PT).
O ex-governador foi um dos fundadores, no final da década de 1980, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), do qual se desfiliou em 2009. Ele concorreu em 1989 como vice à presidência da República na chapa encabeçada pelo ex-governador de São Paulo Mário Covas. Ele ainda esteve à frente da Prefeitura de Belém entre os anos de 1983 e 1986 e foi um dos representantes do Pará no Senado Federal.
Guilherme Waltenber  - Agência Estado
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TIRIRICA, À LA NEYMAR

O humorista e deputado Tiririca (PR-SP), de 47 anos, tingiu os cabelos e a barba de loiro e ficou com um visual semelhante ao do jogador Neymar, de 21 anos. Uma foto com o novo look foi publicada nesta terça-feira (19) no Instagram.
Quem revelou a nova cara do palhaço foi o ex-pugilista Acelino "Popó" Freitas, de 37 anos. Popó, também deputado federal (PRB-BA), acompanhou o colega da Assembleia no barbeiro e publicou o resultado na rede social.
“Olha o visual novo do Tiririca e o seu barbeiro”, escreveu o ex-pugilista. Um seguidor não perdeu tempo e retrucou: “O Neymar de Brasília?? Hahaha”. “Não acredito...kkkkkkkkkk @njunior11”, afirmou outro.
Em entrevista ao Estado de São Paulo, Tiririca afirmou: “Eu tingi porque eu quis. Eu sou um cara artista e o cabelo é meu (...) Eu também gosto do Neymar, sou fã do garoto. Eu disse: ‘Você (o jogador do Santos) não vai ficar só nessa não’, e entrei de cabeça”.
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domingo, 17 de fevereiro de 2013

ABALOU, GOVERNADOR !

FORTALEZA - Uma forte chuva na tarde deste domingo, 17, em Sobral, a 240 quilômetros de Fortaleza, no Ceará, deixou um rastro de destruição. A fachada do recém-inaugurado Hospital Regional Norte desabou, ferindo um engenheiro da obra e um operário que estavam fazendo a manutenção da unidade hospitalar.
Os dois estavam fazendo uma vistoria na fachada, quando o acidente aconteceu, diz nota da Secretaria de Saúde do Estado. Isso porque, no sábado, dia 16, foi constatado que a fachada não estava firme. Ela media dez metros de comprimento por sete metros de largura. Quando eles tentavam fazer o ajuste, houve o desabamento.
Ambos receberam os primeiros socorros do Serviço de Assistência Médica de Urgência (Samu), no local do acidente, e foram levados para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral, onde passaram por exames e receberam alta.
O Hospital Regional Norte foi inaugurado há um mês com um show da cantora baiana Ivete Sangalo, que recebeu R$ 650 mil como cachê do governo do Estado.
Em nota, o consórcio afirma que está prestando "toda a assistência necessária ao operário que sofreu escoriações e que irá apurar com rigor as causas do ocorrido". A nota encerra destacando que "após criteriosa avaliação técnica no local, (o consórcio) já providenciou a remoção da estrutura, estimando que todos os reparos necessários estejam finalizados em até 20 dias".
A chuva, que caiu durante 50 minutos, acompanhada de uma forte ventaria, também derrubou o teto de um posto de combustível. A Defesa Civil de Sobral contabilizou ainda queda de árvores e problemas nos fios de postes da rede elétrica.
Entre sábado e domingo, houve chuva forte em 125 dos 184 municípios cearenses, segundo boletim da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A previsão é que esta situação persista até o final do dia.
Em janeiro do ano passado, uma chuva rápida e forte derrubou a estrutura metálica da Vila Olímpica de Sobral.
Do Estado de S.Paulo – foto Wilson Gomes
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sábado, 16 de fevereiro de 2013

GOLPE DE MESTRE

O campeão olímpico Aurélio Miguel multiplicou seu patrimônio desde que assumiu o cargo de vereador em São Paulo, em 2005, pelo PR.
Quando foi candidato a vereador pela primeira vez, em 2004, Miguel declarava ter, entre outros bens, quatro imóveis --um patrimônio, segundo ele, de R$ 870 mil (R$ 1,4 milhão em valores corrigidos pela inflação).
Já em 2012, passou, segundo o Ministério Público, a ter 25 imóveis registrados em nome dele ou de suas empresas. Os imóveis estão estimados em R$ 25 milhões --a avaliação é feita com base no valor do metro quadrado da região.
Nessa conta, não entram outros bens, como uma lancha e ao menos 17 carros, como uma Cherokee 2012 e um Opel, 1951.
O crescimento mais expressivo do patrimônio do parlamentar ocorreu a partir dos anos de 2008 e 2009, época em que presidiu a CPI do IPTU na Câmara Municipal. Miguel, segundo investigações do Ministério Público, é acusado de cobrar propina de shoppings ligados ao grupo Brookfield para omitir irregularidades no relatório final da CPI. Ele nega as acusações.
Segundo depoimentos dados ao Ministério Público, ele teria recebido o pagamento em dinheiro vivo, entregue em carro-forte. Testemunhas dizem que as propinas chegavam a R$ 640 mil.
Ao menos oito imóveis adquiridos por Miguel após essa data foram pagos em dinheiro vivo, segundo documentos obtidos pela Folha em cartórios.
Conteúdo da Folha de S.Paulo
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

MORRE FERNANDO LYRA

Ao fim de 47 dias internado na UTI do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, e já em estado muito grave nos últimos dez dias, morreu ontem "por falência múltipla dos órgãos", por volta de 16h50, o ex-ministro da Justiça, ex-deputado e ex-senador pernambucano Fernando Lyra. Seu quadro clínico já era problemático desde dezembro, em um hospital do Recife - do qual foi transferido para o Incor no dia 5 de janeiro.
Figura de destaque das oposições no período final do regime militar, e depois um crítico impaciente do PMDB durante do governo José Sarney, Lyra tinha 74 anos e sofria, há 20, de um quadro de infecção renal aguda e "descompensação de insuficiência cardíaca congestiva grave".
Tendo abandonado a vida pública nos anos 1990, quando estava filiado ao PDT, ele vivia com a mulher, Márcia, e as três filhas, na praia de Piedade, na Região Metropolitana do Recife. O corpo de Lyra será velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco, a partir de meio-dia de hoje, e seu sepultamento será às 17 horas, na Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife.
Em nota, a presidente Dilma Rousseff, lembrando que ele foi o primeiro ministro da Justiça logo após o fim da ditadura, definiu Lyra como "o responsável pelo fim da censura oficial, passo fundamental na reconquista da liberdade de expressão no País". Para a presidente, a democracia perdeu "um de seus mais expressivos defensores".
Antigo aliado de Lyra nas lutas contra os militares nos anos 1980, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirmou que "nesses tempos de mediocridade no Parlamento e na política em geral, Fernando Lyra fará uma falta muito grande a Pernambuco e ao Brasil". Também o senador Aécio Neves comentou a morte do oposicionista - que, segundo ele, "marcou a vida pública brasileira pela firmeza ética e democrática de suas posições". "Foi um companheiro leal de meu avô Tancredo Neves, sobretudo na luta pela redemocratização do País", lembrou Aécio.
O recifense Fernando Lyra cresceu em Caruaru, no Agreste pernambucano, onde passou a infância e a adolescência. A profissão de advogado ele deixou de lado para se dedicar à política. Ajudou a fundar o antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e nas décadas seguintes passou a ser reconhecido como um representante do "PMDB autêntico".
Lyra foi eleito pela primeira vez em 1966, mas o mandato de deputado estadual por Pernambuco, porém, foi interrompido dois anos depois pela repressão militar. Em 1970 iniciou a série de seis mandatos como deputado federal. Nesse período, participou da anticandidatura de Ulysses Guimarães à Presidência em 1974, engajou-se na luta pelas eleições diretas e, com a derrota da Emenda Dante de Oliveira, articulou a candidatura de Tancredo Neves - eleito no colégio eleitoral. Acabou virando ministro da Justiça de José Sarney, de março de 1985 a fevereiro de 1986. Mais tarde ele chegou a flertar com o recém-nascido PSDB, mas migrou para PDT de Leonel Brizola, de quem foi vice na primeira eleição direta para presidente, em 1989.
Conteúdo do jornal O Estado de S.Paulo
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domingo, 27 de janeiro de 2013

GOVERNADOR CANALHA

Renata Cardarelli, do Comunique-se
O âncora da Bandnews FM, Ricardo Boechat, foi enfático ao chamar o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), de “canalha” em comentário feito na manhã desta quinta-feira, 24. Procurado pelo Comunique-se, ele questionou a surpresa com relação ao uso do termo e disse que os jornalistas são muito “cerimoniosos" quando fazem críticas a políticos, "o que geralmente se confunde com ser educado”.
Durante a transmissão do programa que comanda no rádio, Boechat deu sua opinião sobre o cachê de R$ 650 mil pago com dinheiro público do Ceará à cantora Ivete Sangalo. Ela será a atração principal da inauguração do Hospital Regional da Zona Norte, em Sobral (CE). Para o jornalista, a atitude do socialista é de “quem faz canalhice”. “Pegar dinheiro público para pagar um cachê é uma canalhice. Isso é questão do uso da língua. Quem faz canalhice é canalha, quem faz idiotice é idiota”, exemplificou.
Boechat ressalta a condição miserável do estado nordestino, que vive uma “carnificina pelo que falta de medicamentos, de profissionais e de equipamentos” nos hospitais públicos e enfatizou que se trata da promoção de “uma festa no reduto eleitoral de Cid Gomes”. O apresentador também criticou a posição do governador, que disse que manterá o show inaugural “doa a quem doer”.
Em seu comentário na Bandnews FM, ele lembrou que Gomes levou a sogra e a mulher para a Europa em jato fretado, pago com dinheiro público. O passeio, feito no carnaval de 2008, custou R$ 388 mil aos cofres públicos. O âncora, entretanto, disse que não resgatou o caso, mas que “nos esquecemos rápido demais das coisas”. “O Ceará é um estado miserável e analfabeto. Como um cara pega um jatinho e vai para a Europa com o dinheiro desse contribuinte? É um canalha, um canalha reincidente”. Boechat ressalta que dinheiro público não é propriedade de governante.
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

GABINETE MILITARIZADO

Sai a farda, entra o paletó e a gravata. No lugar da pistola, caneta e tablet. Em vez do quartel, o gabinete na Câmara.
Junto com os "vereadores-PMs" que tomaram posse neste ano --já apelidados de "bancada da bala"-- veio um grupo que antes dividia com eles o dia a dia da caserna.
Estão nos gabinetes de Álvaro Camilo (PSD), ex-comandante-geral da PM, Paulo Telhada (PSDB), ex-comandante da Rota, e Conte Lopes (PTB), capitão aposentado que também atuou na Rota e foi deputado estadual.
Coronel da reserva, Camilo trouxe três ex-subprefeitos da gestão Gilberto Kassab (PSD).
O chefe de gabinete é o coronel Danilo Antão, seu braço direito na PM, que chefiou a Subprefeitura do Ipiranga. Os outros são os coronéis da reserva Nevoral Bucheroni, que comandou as subprefeituras de Pinheiros e Sé, e José Francisco Giannoni, ex-subprefeito de Santana.
Camilo chamou ainda o tenente-coronel Alexandre de Felice, o único que não atuou na prefeitura. "Trouxe pessoas que sabem muito bem a demanda da população."
Ele diz que irá levar à Câmara as discussões sobre o combate aos bailes funk na periferia e a manutenção da Operação Delegada, em que PMs atuam na fiscalização do centro fora do horário de serviço.
O coronel Telhada trouxe colegas da Rota --tropa de elite da PM. Uma soldado que era sua secretária no quartel e dois sargentos reformados. Telhada terá como foco de seus a segurança na cidade.
Conte Lopes trouxe para a Câmara um major da reserva que atuou com ele na polícia e na Assembleia.

Giba Bergamim Jr. – Folha de S.Paulo
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

4 ANOS SEM JURACI MAGALHÃES

Há quatro anos faleceu Juraci Magalhães, 77 anos, no Hospital São Mateus em Fortaleza (CE), vítima de um câncer que lutava desde 1997.
Nascido em Senador Pompeu, no sertão central cearense, Juraci Magalhães foi três vezes prefeito de Fortaleza.
Em 1994, ele concorreu ao governo do estado, em 2006 tentou a Câmara Federal, mas não foi eleito.
Governo Juraci - Seu governo ficou conhecido como "Era Juraci", onde muitas e grandes obras foram realizadas, seguidas de polêmica. Juraci construiu os primeiros viadutos de Fortaleza, a via expressa e ainda foi responsável pela implantação de alguns terminais de ônibus na Capital Cearense.
Na segunda administração (1997-2000) criou o maior programa de Geração de Emprego e Renda e qualificação de mão-de-obra através da PROFITEC.
A PROFITEC ministrou cursos profissionalizantes, desde artífice de construção até operadores de computadores para mais de 5.000 pessoas, através de convênios com o CEFET, o SENAI, o SENAC e mais de 200 associações de moradores.
Através do Banco do Nordeste a PROFITEC assegurou o financiamento de mais de 500 micro-empresas no período.
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

PROPAGANDA DO GOVERNO

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), cobrou de seus secretários uma divulgação mais intensa dos projetos de sua gestão, com o objetivo de melhorar a imagem da administração estadual e fortalecer a campanha por sua reeleição, em 2014.
Alckmin reuniu chefes de 12 pastas por quase duas horas na noite de anteontem, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Ele determinou que os chefes das pastas do governo organizem eventos em todo o Estado para inaugurar obras, anunciar a prestação de novos serviços e entregar benefícios sociais.
Marcas. O núcleo do governo tem demonstrado preocupação com a falta de "marcas" fortes na administração do tucano. Alckmin demonstrou otimismo com a execução dos principais projetos da administração, mas reclamou que o time político de seu governo ainda patina na comunicação com aliados e com o eleitorado.
O governador pediu especificamente que os secretários viajem aos municípios paulistas para divulgar tanto o lançamento de obras que ainda estiverem no papel quanto a entrega dos projetos concluídos. Alckmin quer que os eventos sejam organizados mesmo que ele não possa estar presente, sob o comando dos chefes das pastas do governo.
"Tão importante quanto o fim da construção é o momento em que a máquina começa a quebrar o chão. Esse movimento já dá ao morador uma sensação imediata de ganho", resume um integrante do secretariado.
O governador cobrou que os secretários elejam como "medalhas" e acompanhem de perto quatro ou cinco programas de suas respectivas áreas de atuação. Alckmin quer que cada pasta acelere a execução dos projetos e entregue resultados significativos ao fim do mandato.
Atrasos. A equipe do Palácio dos Bandeirantes enfrenta atrasos em uma série de projetos que deveriam ser apresentados como vitrines de Alckmin na campanha à reeleição. Esta semana, o governador admitiu que o trecho Norte do Rodoanel, que deveria estar pronto em 2014, só deve ser concluído em 2016.
O tucano também determinou que os programas sejam tocados com austeridade máxima, a fim de evitar gastos excessivos.
Esta foi a segunda reunião de Alckmin com seus secretários para realizar um balanço dos primeiros dois anos de seu governo. A primeira aconteceu na semana passada e o terceiro encontro está marcado para a próxima segunda-feira.
Secretariado. Nos próximos meses, o governador também pretende fazer mudanças nos comandos de suas secretarias para acelerar a execução de projetos e abrigar os partidos que devem apoiar sua reeleição. Aliados preveem que o DEM e o PTB serão beneficiados nesse rearranjo, e que o grupo do PSDB ligado ao ex-governador José Serra também terá espaço no governo.
São esperadas alterações nos comandos das pastas de Desenvolvimento Metropolitano, Desenvolvimento Econômico, Turismo, Agricultura e Justiça.
Alckmin deve nomear nas próximas semanas Eduardo Cury (PSDB), ex-prefeito de São José dos Campos, como novo diretor-presidente da Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS).
A indicação faz parte de uma estratégia para incluir no governo ex-prefeitos tucanos que concluíram seus mandatos em dezembro de 2012. Na lista estão também Vitor Lippi (Sorocaba) e Barjas Negri (Piracicaba). Este último é cotado para dirigir a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE).
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A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA

Artigo da Ministra da Cultura, Marta Suplicy publicado na Folha de S. Paulo
A Folha publicou editorial ("Vale-populismo" ) crítico do Vale-Cultura (VC). Chama de "populismo" e promoção pessoal e eleitoreira projeto de lei que buscava aprovação desde 2009. Com a regulamentação do VC, empresas poderão passar R$ 50 a seus funcionários que recebam prioritariamente até cinco salários mínimos (R$ 3.390) para gastarem em cultura.
O Brasil nos últimos anos, com Lula e agora Dilma, tem dado passos gigantescos para acabar com a miséria. Não preciso citar os números dos que hoje comem nem dos que hoje entraram na classe média. O Bolsa Família, trucidado pela oposição, hoje é comprovadamente um instrumento de erradicação da pobreza.
O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro que poderá gastar no consumo cultural: sejam livros, cinema, DVDs, teatro, museus, shows, revistas...
Lembro que, quando fizemos os CEUs (Centro Educacional Unificado), na pesquisa (2004) realizada no primeiro deles, na zona leste, 100% dos entrevistados nunca tinham entrado num teatro e 86%, num cinema. Quando Denise Stoklos fez seu espetáculo de mímica, a plateia se remexia inquieta até entender a linguagem e não se ouvir uma mosca no teatro, fascinado.
Fomento ao teatro, aquisição de conhecimento e bagagem cultural! Não foi à toa que Fernanda Montenegro ficou pasma com a plateia dos CEUs. Essas pessoas, se tiverem criado gosto, finalmente poderão usufruir e escolher mais do que hoje podem. E os que não têm CEU têm televisão e conhecem o que é oferecido para determinado público. Sabem também o que aparece no bairro. E sabem que não podem ir.
Existe toda uma multidão de brasileiros (17 milhões) que hoje ganha até cinco salários mínimos (R$ 3.390) que potencialmente poderão, além de comer, alimentar o espírito. Este é um projeto de lei que toca duas pontas: o cidadão que vai consumir e o produtor cultural que terá mais público para sua oferta.
Quando chegarmos nesse potencial, serão R$ 7 bilhões injetados na cultura. Nossa previsão é atingir R$ 500 milhões neste ano.
Em 2008, o Ibope realizou pesquisa sobre indicadores de cultura no Brasil e mostrou que a grande maioria da população está alijada do consumo dos produtos culturais: 87% não frequentavam cinemas, 92% nunca foram a um museu; 90% dos municípios do país não tinham sala de cinema e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança.
Segundo a Folha, estaremos incentivando blockbusters e livros de autoajuda. Visão elitista. Cada um tem direito de consumir o que lhe agrada. Não esqueço quando, visitando um telecentro, fiquei indignada que a maioria dos jovens estava nos chats de um reality show. Fui advertida pela gestora: "Esse é um instrumento que eles estão aprendendo a usar. Depois, poderão voar para outros interesses. Ou não".
Não custa lembrar que a fome pelo acesso à cultura é enorme, o que ficou evidente nas filas quilométricas na mostra sobre impressionistas quando apresentada gratuitamente pelo Banco do Brasil.
O que a Folha também menosprezou é a enorme alavanca que o VC pode representar e desencadear na economia. A cadeia produtiva da cultura é o investimento de maior rentabilidade a curto prazo. Para uma peça de teatro, você vai desde os artistas, ao carpinteiro, cenógrafo, vestuário, iluminador...
Quanto ao recurso ir para formação e atividades de menor sustentação comercial, citadas como prioritários pela Folha, os editais do ministério, os Pontos de Cultura, têm exatamente essa preocupação, assim como os CEUs das Artes e Esporte que são, no momento, 124 em construção no país.
"A gente quer comida, diversão e arte." (Titãs)
MARTA SUPLICY, 67, é ministra da Cultura. Foi prefeita de São Paulo (2001-2004), ministra do Turismo (2007-2008) e senadora (2011-2012)
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

VERSOS EM GUARDANAPOS

Por Gabriel Manzano, de O Estado de S.Paulo
Foi há uns oito anos, num voo entre São Paulo e Brasília, que o então deputado Michel Temer (PMDB-SP ) pegou um guardanapo e rabiscou ideias que lhe vieram à cabeça. Era um poeminha curto, e ele o guardou. Desde então, foram tantos voos e tantos guardanapos que sua fama de poeta começou a correr, discretamente, entre os amigos. Ajuntados em grandes envelopes, esses frágeis papéis, alguns já amarfanhados, foram parar na editora Topbooks e o resultado é Anônima Intimidade, um livro de 166 páginas que o vice-presidente lança no dia 31, com ilustrações de Ciro Fernandes.
"Eu não sabia se os versos eram bons, mas os amigos me diziam que sim", avisa o autor, que é também professor de Direito e dono de bem-sucedida carreira no mundo jurídico - seu Elementos de Direito Constitucional já vendeu mais de 200 mil exemplares. "Tive o privilégio de conhecer a obra quando era um conjunto de rabiscos", diz seu velho amigo e assessor Gaudêncio Torquato, cientista político e colunista do Estado. "Outros amigos também apreciaram", diz Temer, "e o Carlinhos gostou tanto que se ofereceu até para escrever o prefácio". Carlinhos, amigo de décadas, é Carlos Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e também poeta nas horas vagas.
"Cada escrito representava meu eu interior se exteriorizando", resume o autor de seus 120 poemas. E essas exteriorizações vão desfilando em versos curtos, página por página. Às vezes, num tom filosófico, como "O mundo não era eu/ Eu não era o mundo / Dois estranhos contra a minha vontade / Convivendo". Em "Circo", ele faz um balanço da vida: "Somos todos palhaços / Choramos no camarim / Para alegrar-nos / No palco da vida".
Ele se dá momentos de exaltação amorosa: "Assim louco / Vou à procura de ti / Do teu querer / Do amor, da entrega / No ato / E fora dele / Desatino-me". Mais adiante, um olhar sobre o tempo: "Quando parei para pensar / Todos os pensamentos / Já haviam acontecido". Mas também há lugar para bom humor, neste trecho de "Assintonia", que ele mesmo lê e ri: "Lamentavelmente as coisas andam bem / Por isso andam mal os meus escritos".
O apoio crítico parece garantido. O amigo Torquato, que muito o estimulou, define a poesia de Temer como "autêntica, concisa, plena de agudas percepções". O imortal Carlos Nejar, que além da Academia Brasileira de Letras integra a Academia Brasileira de Filosofia, saúda nele "um jurisconsulto do verso, arquitetando metáforas, hipérboles, oxímoros, símbolos".
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É CARNAVAL

RIO - A um mês do carnaval, as máscaras do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e responsável pela condenação dos envolvidos no escândalo do mensalão, estão sumindo das prateleiras do comércio carioca. Desde o início do julgamento, já foram vendidas mais de 25 mil máscaras do magistrado e, para o carnaval, a fábrica prometeu um reforço de mais 15 mil itens. Ainda assim, os adereços estão em falta nas principais lojas do ramo.
No centro do Rio, a máscara de Barbosa com óculos e ar sóbrio é um dos mais procurados pelos foliões. Recebendo novas encomendas diariamente, a fabricante limitou o número de pedidos aceitos nos últimos dias para tentar atender à grande demanda.
"Em São Paulo, os pedidos vieram muito tarde e não sei se conseguiremos atender. Já fizemos uma nova leva, mas ainda assim são muitas encomendas", contou Olga Valles, proprietária da fábrica. "Vamos tentar, não queremos que ninguém deixe de brincar o carnaval com a máscara", garantiu a empresária.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

PÉROLAS PARLAMENTARES

A proximidade do recesso parece que mexeu com a inspiração dos deputados federais brasileiros, que no apagar das luzes do Congresso Nacional em 2012, deram entrada em projetos ‘absurdos’ que não condizem com o que o povo brasileiro espera de seus representantes. Abaixo, com informações do Blog do Eliomar de Lima, seguem algumas pérolas em forma de projeto de lei.
- Antônia Lúcia, do PSC, sugere algo simples: isentar todos os moradores do Acre que consomem energia elétrica de pagar impostos federais. Nem precisa dizer qual é o estado da parlamentar.
- Thiago Peixoto (PSD), de Goiás, quer dar uma forcinha a prefeitos, governadores e presidente. Uma espécie de almoço grátis. Peixoto propõe a obrigatoriedade de exibição gratuita de atos, obras, serviços e campanhas do estado nos locais públicos onde há sessões de cinema.
- Se depender do gaúcho José Otávio Germano (PP), cada motorista deverá ter dentro do porta-luvas do carro o seu próprio bafômetro.
- A festa de batismos, agrados a entidades religiosas e incremento do calendário também fechou o ano com força total. Takayama (PSC-PR) trabalha para instituir o Conselho Nacional dos Ministros da Confissão Religiosa.
- Enquanto isso, o peemdebista goiano Pedro Chaves quer homenagear Vinícius Calebe Xavier Oliveira Reis Sardinha, batizando o Campos Belos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia goiano.
- Roberto de Lucena, do PV paulista, teve a ideia de instituir o Dia Nacional da Igreja O Brasil para Cristo. Amém.
- O professor Sérgio de Oliveira, PSC do Paraná, quer saber é de futebol: apresentou um projeto de lei para meter o bedelho na competência da CBF, determinando que o critério para rebaixamento dos times da série A e acesso nas demais divisões leve em consideração resultados dos dois últimos anos. Agora vai.”
Com informações da Veja Online
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