terça-feira, 13 de agosto de 2013

ESTÃO SERVIDOS?

Por Carlos Madeiro, do UOL, em Maceió
O gabinete do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), firmou contrato que prevê gastar R$ 3,5 milhões com bufê e decoração do gabinete e da residência oficial. A oposição criticou a medida e divulgou que o cardápio contratado inclui refeições como bombinhas de salmão com caviar, carpaccio de chester com manga, crepe de lagosta, creme de escargot servido em pequenas tarteletes e filé de sirigado ao Goulart.
O deputado estadual Heitor Ferrer (PDT), durante pronunciamento na desta terça-feira (13), na Assembleia Legislativa do Estado, afirmou que elaborou requerimento com pedido informações sobre os gastos.
Segundo a publicação no "Diário Oficial" do Estado --do dia 1º de agosto--, o Estado pagará o valor pela contratação da empresa Anita Serviços de Alimentos por um período de 12 meses. A publicação não traz detalhes sobre o serviço prestado.
O contrato é similar ao publicado em 27 de janeiro de 2010, quando a mesma empresa venceu a disputa para prestação do mesmo serviço.
O contrato à época, o qual o UOL teve acesso, de R$ 2,8 milhões, seria para prestação de "serviços de bufê, decoração, iluminação e instrumentista apropriada à decoração em ambientes climatizados e/ou abertos com capacidade até 2.000 pessoas, para realização de coquetéis, almoços, jantares, brunchs, coffee breaks, a serem servidos por ocasião de solenidades, treinamentos, inaugurações, comemorações e eventos (...) em atendimento aos eventos de interesse do Cerimonial do Gabinete do Governador."
Pedido de informações
Em requerimento, o deputado Heitor Férrer pediu ao governo explicações sobre o contrato, com detalhes sobre quanto efetivamente foi pago e em quais eventos foram servidas as refeições.
Férrer criticou o gasto e afirmou que o valor deveria ser usado com obras de combate aos efeitos da seca. Leia mais.
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A HORA DA 'DOLOROSA'

Por Dora Kramer, colunista do O Estado de S.Paulo
Em tese a proposta de tornar obrigatória a execução das despesas previstas no Orçamento da União tal como aprovado pelo Legislativo é uma boa ideia no tocante às emendas parlamentares.
Na perspectiva da teoria acabaria com o chamado toma lá da cá mediante o qual o Executivo exerce seu poder discricionário de liberar verbas para quem quiser no tempo que bem entender. Alteraria a correlação de forças tanto no Congresso como na convivência entre os dois Poderes e tornaria igualitária a distribuição de recursos a parlamentares governistas e oposicionistas.
Na prática, porém, o cenário não é assim tão cor-de-rosa. A receita no Orçamento é estimada, em geral superestimada, com base numa arrecadação presumida. Com a obrigatoriedade no pagamento das emendas, se a conta não bater, onde cortar? De qual política pública tirar dinheiro?
No quesito barganha, as emendas não são o único instrumento usado pelas partes nesse sistema de coalizão sustentado no compartilhamento de favores em detrimento de programas. Espaço resta de sobra quando o critério da partidarização substitui o parâmetro do mérito para nomeações.
Há também consequências econômicas e financeiras, além da questão da responsabilidade objetiva perante os órgãos de fiscalização sobre a aplicação dos recursos.
Quem responderia no caso de irregularidades na destinação das verbas: o parlamentar que assinou a emenda ou o gestor que foi obrigado a pagar independentemente do juízo sobre a conveniência ou não do projeto? Tipo do problema difícil que não requer uma solução simples.
Se de um lado o Orçamento impositivo fortalece a posição do Legislativo na eterna queda de braço com o Executivo, de outro necessariamente implica maior responsabilidade dos parlamentares em relação ao equilíbrio das contas públicas. Em outras palavras: não poderão criar as despesas que consideram necessárias para o atendimento de suas bases sem levar em consideração a existência de fontes seguras de receita.
Tanto a questão é complicada e intrincada que propostas semelhantes vêm sendo apresentadas no Parlamento desde 1995, sem êxito. Seja por pressão do Executivo ou por desinteresse do Legislativo, fato é que o mais próximo a que se chegou dessa mudança de regras foi quando da aprovação de emenda apresentada há 13 anos pelo então senador Antônio Carlos Magalhães (falecido em 2007). Encaminhada à Câmara, lá ficou na mais absoluta orfandade.
O assunto ressurgiu recentemente como promessa de campanha do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e ganhou força quando a base de apoio governista, já farta com a indiferença (para dizer o mínimo) de Dilma Rousseff, percebeu que a presidente seria obrigada a deixar a condição de mandante para assumir o papel de pedinte.
A chamada "pauta-bomba", que tem no Orçamento impositivo seu item mais bombástico, é o preço que Dilma está pagando por ter acreditado que governo se resume ao Poder Executivo e à figura presidencial.
Em boa medida foi assim durante os dois governos do presidente Luiz Inácio da Silva. Uma exceção. Mas, ainda assim, um ponto fora da curva que não acentuou tanto o desequilíbrio entre os Poderes. No Brasil há uma espécie de desigualdade republicana consentida.
Dilma rompeu esse acordo tácito sem substituí-lo por um acerto verdadeiramente republicano. Foi vestida de rainha e acreditou na fantasia. Resultado, a relação ficou tão insuportavelmente desigual que na primeira oportunidade o Congresso apresentou a "dolorosa", informando à sua majestade que presidentes podem muito, mas não podem tudo.
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terça-feira, 6 de agosto de 2013

PARABÉNS, SOCORRO PRADO

Hoje é dia de parabenizar nossa amiga e guerreira, dona Socorro Prado, ou para os íntimos, Tia Bô.

Socorro Prado, exemplo de luta, força, coragem, amizade e companheirismo, foi primeira-dama [duas vezes] de Sobral e como secretária de Ação Social fez um grande trabalho. Dona Socorro Prado, parabéns, saúde e felicidade. Abraço.
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sábado, 3 de agosto de 2013

E O SALÁRIO, Ó?!

Por José Maria Tomazela - Agência Estado
Sorocaba - O salário cinco vezes menor que o de médico levou o prefeito Márcio Faber (PV), de Paranapanema, no sudoeste paulista, a renunciar ao cargo, nesta quarta-feira (31). Ele abriu mão de um salário bruto de R$ 5.850,00 por mês e voltou a se dedicar à ginecologia e obstetrícia, suas especializações médicas. "Eu tinha duas opções, ou voltava a trabalhar como médico e ganhava meu dinheiro honestamente, ou tirava isso da prefeitura. Preferi sair a roubar o cofre público", disse.
Eleito em outubro de 2012 com 55% dos votos válidos, Faber ficou à frente da prefeitura apenas sete meses. Antes de ser prefeito, ele atendia os pacientes no Hospital Municipal de Paranapanema e em unidades de saúde da região, obtendo ganhos de R$ 30 mil mensais. Ao sair candidato, Faber sabia qual seria o salário como prefeito. "Achei que pudesse conciliar com a medicina, mas não deu. Como há uma indefinição jurídica, preferi renunciar a correr o risco de uma possível cassação."
Casado, 35 anos, pai de duas filhas, Faber contou que sua situação financeira se complicou com a redução de salário e ele não estava conseguindo dar à família o mesmo padrão de vida. "O prefeito que quer ficar milionário na prefeitura, ele fica, mas não nasci para isso. Meu pai não me ensinou a ser assim, por isso preferi deixar o cargo", disse. O agora ex-prefeito já conseguiu trabalho. Nesta quinta-feira (1), ele passou a atender em unidades de saúde na região de Itapetininga.
Na cidade, de 17.999 habitantes, sua decisão divide opiniões. "Ele não estava conseguindo cumprir as promessas de campanha e havia indícios de que continuava atuando como médico. Ele acabou saindo porque a Câmara começava a investigar", disse o presidente do Legislativo, Leonardo de Araújo (PSDB). "Ele pegou a cidade destruída e estava ajeitando, é um político honesto", defendeu o servidor municipal Flávio Dias.
Faber garantiu que seu governo ia bem e o único fator que pesou em sua decisão foi mesmo a questão salarial. "Deixo a prefeitura arrumada e em boas mãos, com pessoas honestas nos lugares certos." Ele foi eleito em outubro de 2012 com 5.873 votos. Era a primeira vez que o médico concorria a um cargo público. Com a renúncia, o vice-prefeito Antonio Hiromiti Nakagawa (PV) assumiu a prefeitura.
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ENTREVISTA: MARINA NA EXAME

Daniel Barros, de Exame
São Paulo - As manifestações que pararam as principais cidades brasileiras em junho causaram perda generalizada de popularidade entre os políticos. Marina Silva foi um dos poucos nomes que saíram fortalecidos da onda de protestos.
Não exercer cargo público algum no momento certamente ajudou — mas o fato é que a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula cresceu de 16% para 23% na pesquisa de intenções de votos para a Presidência da República em 2014, segundo o Instituto Datafolha.
De acordo com essa pes­quisa, ela enfrentaria Dilma Rousseff no segundo turno se as eleições fossem hoje. Em entrevista a EXAME, Marina disse que a presidente perdeu uma chance histórica de romper com os políticos que “lideram o atraso” brasileiro.
Marina tem em torno de si um grupo de economistas que vêm, desde a candidatura de 2010, ajudando a criar um plano para a anêmica economia bra­sileira. O capitão do time é Eduardo Gian­netti da Fonseca, professor da escola de negócios Insper. Com ele estão Paulo Sandroni, da FGV, e Ricardo Abramovay, da USP.
Mais recentemente, André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, tem participado das discussões. Na entrevista a EXAME,­ Marina falou sobre a independência do Banco Central, a ameaça da inflação e o impacto para o crescimento dos estímulos ao consumo. Também discutiu as concessões em infraestrutura e a crise da Petrobras. A seguir, os principais trechos da entrevista.
EXAME - Qual é a leitura que a senhora faz das recentes manifestações?
Marina Silva - Essas manifestações não podem ser vistas como um fenômeno isolado do Brasil. É um processo de atualização da política. Aqui, vários sinais já haviam sido dados. Milhões de assinaturas foram coletadas contra questões como o Código Florestal, a usina de Belo Monte e a escolha de Renan Calheiros para presidente do Senado.
No entanto, os políticos continuavam acreditando que eram assinaturas de militantes de sofá. Eu sempre dizia que aquilo ia transbordar do virtual para o real. Era uma questão de tempo. Esses movimentos têm um conjunto de bandeiras, mas o que há de mais rico neles é que estão integrados pela ideia de que o mundo pode ser melhor para todos.
As pessoas dizem que a maneira como os governantes estão operando, na lógica do poder pelo poder, do dinheiro pelo dinheiro, já não as representa mais. Isso é a melhor energia que se pode ter em uma democracia.
EXAME - Qual seria a atitude mais adequada da presidente em relação às manifestações?
Marina Silva - Acho que a presidente Dilma perdeu uma chance histórica de exigir um compromisso programático, em vez de um alinhamento pragmático em troca de cargos e ministérios. Para isso, no entanto, seria necessário um desprendimento em relação à reeleição. Uma energia como essa das ruas, com a qualidade que ela tem, não é para ser reduzida a mera pauta de reivindicações. Se a presidente tivesse percebido que agora existe sustentação política para dar novos rumos à nação, teria criado uma agenda para dar um novo impulso às prioridades do país.
Essa agenda incluiria um compromisso com as questões essenciais, no médio e no longo prazo, independentemente de quem vai ser o governo de plantão. E dentro dela estariam a reforma política e as estratégias para saúde, educação, segurança pública e mobilidade.
EXAME - A senhora se vê num amplo arco de alianças, inclusive com partidos mais tradicionais, no caso de nova candidatura presidencial?
Marina Silva - As pessoas partem do princípio de que isso que está aí é o que é, é o que será e não haverá oportunidade para mais nada. Se for isso, então tem gente que faz melhor do que eu. Se não compreendemos que está sendo demandado um novo arranjo político para o país, então não estamos aprendendo nada com o que está acontecendo nas ruas.
EXAME - A inflação está subindo. O topo da meta virou o centro. A preocupação, hoje, é não romper os 6,5%. O que está dando errado?
Marina Silva - Eu dizia, em 2010, que o atraso na política ia acabar nos levando a perder as conquistas alcançadas a duras penas nos 16 anos anteriores: a estabilidade econômica e a inclusão social.
Quando tivemos a crise financeira em 2008, foram tomadas medidas cor­retas para o estímulo do consumo. Quando o país voltou a crescer, a partir do segundo semestre de 2009, o governo teria de ir puxando o freio do intervencionismo, como agora está sendo feito nos Estados Unidos. Como se fez uma ginástica para chegar a um crescimento de 7,5% em 2010 por razões eleitorais, o governo brasileiro continuou dando os mesmos incentivos quando já não era mais necessário. Isso nos levou a um problema. Atualmente, o próprio tripé da estabilidade econômica está sendo comprometido, sobretudo em relação à inflação.
EXAME - A senhora acha que a independência do Banco Central por lei ajudaria a consolidar nosso tripé macroeconômico?
Marina Silva - Não é necessária uma lei para dizer que não devo comer açúcar de manhã, à tarde e à noite para não me tornar diabética. Não precisa da institucionalização. Até porque já tivemos experiências no governo de Fernando Henrique e no de Lula em que havia essa autonomia. Mas controlar a inflação por meio da elevação de juros é apenas um dos instrumentos. O gasto público também precisa ser controlado. Como se cria uma cultura de controle do gasto público se a governabilidade é feita da distribuição indiscriminada de mais e mais pedaços do Estado? Se há 39 ministérios?
EXAME - A infraestrutura do Brasil está incompatível com a dimensão da economia. O país teria a ganhar com uma rodada agressiva de concessões à iniciativa privada nesse setor?
Marina Silva - As concessões estão sendo feitas agora, mas com um atraso de oito anos. Houve uma grande resistência no início. Depois, tentou-se abrir com um nível de interferência governamental tamanho que ninguém se dispôs a entrar no processo. Mas já tem uma aprendizagem que começa a acontecer.
É preciso dizer que queremos um serviço de qualidade, com um preço acessível para as pessoas. E permitir uma taxa de retorno que não inviabilize a qualidade e o acesso ao serviço. Se fechar a taxa de retorno, tira-se a possibilidade da concorrência.
EXAME - A senhora é uma entusiasta da exploração do pré-sal?
Marina Silva - Por enquanto, o petróleo ainda é um mal necessário. A possibilidade de ter os recursos do pré-sal faz sentido para usá-los em educação, tecnologia e inovação. Ou seja, investimentos que nos levem a sair da dependência do petróleo, usando o dinheiro para investir em novas fontes de energia. Isso criaria um novo ciclo virtuoso.
O potencial da energia extraída do bagaço de cana equivale a quatro usinas de Belo Monte. Já temos a possibilidade de geração de energia eólica mais barata do que as termelétricas. Investindo em energia solar, eólica, de biomassa e hidroeletricidade, o Brasil tem condições de se tornar autossuficiente em energia limpa, renovável e segura. Para isso, precisa fazer os investimentos. Isso traria um novo boom econômico para o país.
EXAME - Mas, na exploração do pré-sal, a senhora é contra a regra que obriga a Petrobras a ser a operadora de todos os consórcios, com no mínimo 30% de participação?
Marina Silva - Esse não é o problema. Os problemas são outros. Primeiro, encontrar a tecnologia segura, que nos livre dos riscos de uma exploração de petróleo em águas profundas. Depois, o gás de xisto dos Estados Unidos, que vai transformá-los em um país com autonomia na produção de energia.
E também as surpresas na hora de explorar, porque nem sempre o que se apresenta como possibilidade se transforma em realidade. Eike Batista que o diga.
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terça-feira, 30 de julho de 2013

MARINA COM MOBILIZADORES

Desafios e possibilidades da construção de um Partido em Rede, com apresentação de Celio Turino, Caio Tendolini e os mobilizadores em #‎rede de São Paulo... participe desta #‎ConversaEmRede!
O blog Sou Chocolate e Não Desisto também transmitirá o encontro de Marina Silva com os mobilizadores, a partir das 19h00.
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quinta-feira, 25 de julho de 2013

10 ANOS SEM PEDRO LAVANDEIRA


Em 25 de julho de 2003, há 10 anos, os sobralenses davam adeus um dos maiores poetas populares, Pedro Lavandeira. Mestre na arte de transformar grandes sucessos musicais em memoriáveis músicas de campanha política da família Prado, Pedro Lavandeira deixou o legado da amizade, fidelidade e honestidade.
Para lembrar Pedro Lavandeira, esse grande poeta popular, o blog Sou Chocolate e Não Desisto posta a música que seu irmão, o poeta e cantor Zé Lavandeira fez para homenagear o saudoso irmão. Clique aqui e ouça outras músicas memoráveis das campanhas pradista, na voz de Pedro Lavandeira.
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segunda-feira, 15 de julho de 2013

O FARAÔNICO ACQUÁRIO

Aliny Gama, do UOL, em Maceió
A Câmara de Fortaleza deverá votar a proposta de plebiscito para consultar a população sobre a continuidade da construção do Acquario Ceará, que é erguido à beira-mar da praia de Iracema, em Fortaleza. O projeto deve ser votado até o fim agosto.
A obra vai custar R$ 250 milhões e vai ocupar 21.500m². O Acquario é construído no terreno que abrigava o prédio do antigo Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), terá 15 milhões de litros de água e será o primeiro aquário internacional da América do Sul.
O Acquário será administrado pela iniciativa privada, porém sua execução está sendo financiada por dinheiro público.
Na semana passada, a Assembleia Legislativa do Ceará arquivou proposta de plebiscito semelhante.
Segundo o autor da proposta na Câmara, o vereador João Alfredo Melo (Psol), a ideia é que a população possa definir o que será construído no local, de acordo com as necessidades dos moradores de Fortaleza.
A obra consumiu R$ 50 milhões, com o início da construção da base do Acquario. Melo disse acreditar que parte do que  foi construído poderá ser reaproveitado e local ser transformado em uma praça, com área de esportes e lazer.
No final de semana, manifestantes ocuparam os arredores da obra para pedir o seu embargo. Eles passaram o fim de semana acampados, usando com barracas e toldos. Os manifestantes querem a aprovação do plebiscito.
Eles colaram cartazes nos tapumes que revestem a área que circula a obra questionando se o Acquario é necessário ou não para a população de Fortaleza.
Promotoria
No último dia 8, o MPE (Ministério Público Estadual) do Ceará ingressou com uma ação contra o governo do Estrado e a Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) pedindo a anulação de liberações ambientais.
Segundo o MP, os documentos de liberação ambiental para construção do aquário, que deveriam ser feitos por servidores públicos concursados, foram assinados por servidores terceirizados da Semace, que deveriam desempenhar apenas atividades-meio e não estarem em funções que se referem às atividades-fim do órgão, como a emissão de pareceres técnicos de licenças ambientais. Leia mais
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sábado, 13 de julho de 2013

ORDEM E PROGRESSO

A presidente Dilma disse que nao aceitará que caminhoneiros paralisem o progresso do país e vai punir quem tentar fazer paralisação. Já o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo foi mais duro nas palavras:  avisou que vai punir com prisão os caminhoneiros que paralisarem as rodovias brasileiras.
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

O VALE-CULTURA

Do UOL, Rio
O Vale-Cultura, uma das principais bandeiras da gestão Marta Suplicy no Ministério da Cultura, terá seu decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff na próxima semana, segundo a ministra, e terá a participação de todas as empresas estatais.
"A presidenta está para assinar o decreto na próxima semana e hoje [ontem] eu visitei a última estatal que faltava, a Petrobras, que também vai entrar", disse Marta na terça-feira (9), no Rio.
"Todos os funcionários dos Correios, da Caixa, do Banco do Brasil, da Petrobras, de todas as estatais vão entrar. Isso vai dar mais ou menos 200 mil pessoas beneficiadas, fora as empresas privadas que vão participar."
O Vale-Cultura é um benefício mensal de R$ 50 para a aquisição de bens culturais por parte de trabalhadores que recebam até cinco salários mínimos. Empresas de lucro real --com receita bruta total superior a R$ 48 milhões no ano anterior-- podem destinar ao vale até 1% do Imposto de Renda devido. A isenção fiscal financia R$ 45 do benefício, e os R$ 5 restantes ficam a cargo do trabalhador ou da empresa.
Marta disse que o caso dos Correios é simbólico, porque a empresa tem funcionários em praticamente todos os municípios brasileiros e grande parte dos empregados ganha até cinco salários mínimos.
"Como o teto é de 1% do lucro real da empresa e os Correios têm muita gente ganhando até cinco salários mínimos, vão ter que colocar entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões de seu próprio orçamento para participar."
Segundo a ministra, o Vale-Cultura "vai ter um efeito grande na produção cultural", notadamente em cidades pequenas, ao criar demanda.
"A pessoa pode usar com tudo que for majoritariamente cultural, cinema, teatro, museu, livraria, banca de jornal e instrumento musical. Se não tem produção cultural na cidade, como a pessoa vai gastar? Vai gastar na cidade vizinha, provavelmente."

O benefício será cumulativo, para que "a pessoa possa juntar para ir num teatro mais caro ou dar uma entrada para comprar um instrumento musical", disse Marta.
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quinta-feira, 11 de julho de 2013

ZÉ PRADO, 81 ANOS

Em 11 de julho de 1932, nasce em Sobral (CE), José Parente Prado, filho do ex-prefeito de Sobral Jerônimo Medeiros Prado e Francisquinha Gomes Parente Prado. Em continuidade aos passos do pai, Zé Prado ingressa na política em 1972.
Eleito prefeito de Sobral por duas vezes, deputado estadual por três legislaturas. Casado com dona Maria do Socorro Barroso Prado; tiveram três filhos: Ricardo Prado, Marco Prado e José Inácio.
Zé Prado torna-se um dos políticos mais respeitado e admirado em Sobral - zona norte – e no Estado do Ceará. Sempre empenhado no bem-estar do povo sobralense e do Ceará respeitou o rico e esteve sempre em defesa do pobre.
Com jeito simples, amigo e companheiro de fazer política, ele cativou até adversários, que se rendiam a um abraço do “Zé dos Pobres”, como era conhecido pela população sobralense.
José Parente Prado faleceu em 26 de maio de 1999, vítima de infarto, no Hospital Dr. Estevão, em Sobral (CE). Deixou esposa, filhos, o Pai (faleceu em 2003), irmãs, netos, parentes e amigos!
Saudade do “Zé dos Pobres”!
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

PARA O LIMBO

O ignóbil projeto de lei apresentado pelo deputado federal João Campos (PSDB-GO), conhecido nacionalmente como “cura gay”, foi arquivado pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (2), a pedido do próprio parlamentar.
A justificativa de Campos para a retirada do parvo projeto foi seu partido não compactuar com essa ideia que coloca a convicção religiosa do parlamentar em primeiro lugar. Em nota o PSDB classificou de retrocesso.
Mas o projeto “cura gay” de João Campos ainda dar sinais de vida, por desconhecer literalmente o regimento da Casa, o deputado protestante Anderson Ferreira (PR-PE) chegou a afirmar no plenário da Câmara que apresentaria uma proposta igual já nesta quarta-feira (3).
Enquanto isso, em seu Twitter, o presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM), Marco Feliciano (PSC-SP), já se sentindo deputado reeleito, prometeu retomar a proposta na próxima legislatura (2015-2018) e afirmou que a obscurantista bancada evangélica voltará em um número maior.
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sábado, 29 de junho de 2013

RESULTADO DA ENQUETE

No início do mês, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei complementar que permite a criação de novos municípios brasileiros. Se for aprovado pelo Senado, o Brasil ganhará 410 novos municípios, garantindo a alegria de uma gama de políticos sedentos por cargos.
No início do mês, a
Numa enquete colocada no início de junho, o blog Sou Chocolate e Não Desisto quis saber de seus leitores e visitantes se eles são a favor ou contra a criação de novos municípios. Para 12,50% são a favor, mas 87,50% dos leitores são contra esse projeto. Veja o resultado.
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sexta-feira, 28 de junho de 2013

PRONUNCIAMENTO PRESIDENCIAL

A presidente Dilma fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão para falar sobre as manifestações que estão ocorrendo diariamente em todo o país. Segundo a presidente, os manifestantes tem todo direito defender com paixão e ordeira suas reivindicações de melhorias de vida.
Dilma, disse que as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional, falou também que sua geração lutou muito por liberdade de expressão e que muitos morreram lutando por isso. A presidente anunciou que vai convocar todos os governadores e prefeitos das maiores capitais e grandes cidades e também os líderes das manifestações.
A presidente disse que está ouvindo as vozes das ruas e que não vai permitir que alguns arruaceiros causem pânico a população. A reforma política foi citada pela presidente; segundo ela, fará uma reforma política com a participação de todos. Dilma citou ainda os gastos da Copa do Mundo.

Clique aqui e ouça o discurso na íntegra.
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quinta-feira, 27 de junho de 2013

AÇÃO TRUCULENTA

Enquanto a bola rolava na Arena Castelão, em Fortaleza (CE),  o confronto  entre manifestantes e a polícia truculenta do governador Cid Gomes acontecia do lado de fora. Com bordoadas de cassetetes, balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio, a polícia não permitiu que os manifestantes continuassem com os protestos contra os gastos da Copa do Mundo de 2014.
Contra os manifestantes, a polícia usou o canhão sônico; arma que causa tontura, náusea e dores no peito. Mais uma vez a polícia cearense comandada pelo governador Cid Gomes (PSB) é agressiva e os excessos aos manifestantes são visíveis.
Enquanto a polícia usa todo esse aparato para machucar quem manifesta sua indignação e a precariedade nos serviços públicos, a criminalidade continua sem controle em Fortaleza – que ocupa a 13ª triste posição de cidade mais violenta do mundo – e região metropolitana.
O programa de segurança pública, Ronda do Quarteirão é um fiasco. É campeão mesmo em gastos; mais de R$ 200 mil custou cada viatura equipada com o que há de mais moderno: computador a bordo, bancos de couro...Todo esse luxo tem servido pra tudo – até para motel – menos para combater a violência.
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sábado, 22 de junho de 2013

PSDB, 25 ANOS

Os tucanos se reuniram em Brasília pra comemorar os 25 anos da criação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Uma exposição marcou os 25 anos da criação da legenda, os 19 anos do Plano Real e as comemorações se estenderam aos 82 anos do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.
Em discurso, o presidente do PSDB, o senador mineiro, Aécio Neves enalteceu a criação do partido em junho de 1988, quando Mário Covas anunciava no Congresso aos brasileiros  a criação de um novo partido. O PSDB teve uma responsabilidade enorme em relação aos principais avanços ocorridos no Brasil até aqui”, afirmou o tucano.
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quinta-feira, 20 de junho de 2013

NA SURDINA...

Enquanto as atenções se voltavam para a Copa das Confederações e as manifestações em todo o país, eis que numa sessão esvaziada e de forma sorrateira, o presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, o protestante Marcos Feliciano (PSC –SP), aprovou o projeto de lei do deputado João Campos (PSDB-GO), que disponibiliza na rede pública de saúde psicólogos para tratamento da homossexualidade.
Conhecido como “Cura Gay”, o projeto é um retrocesso à Nação, que vai contra ao Conselho Federal de Medicina e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que desde o início da década de 90, retirou a homossexualidade de sua lista de distúrbios.
Para ser aprovado, projeto “Cura Gay” será preciso passar por duas Comissões, caso passe, então será levado à Plenário para virar lei. Com receio que não passe nas duas Comissões e não entre em votação, Feliciano já ameaça ‘rebelião’ até para o governo; caso a presidente Dilma e a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário se o governo interferir no seu insano intento, a “cura gay”.
A presidente Dilma prova do próprio veneno, afinal, Feliciano está presidente da CDHM com o aval presidencial que retirou da disputa o candidato que representaria o governo. Dilma optou pelo apoio da bancada protestante de Feliciano nas votações do governo. O abacaxi está nas mãos da presidente e somente a ela cabe decidir se mantém Feliciano presidente da CDHM.
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FILHO BONITO

Como filho bonito todo mundo quer ser o pai, o PT já convocou sua militância para ir à Avenida Paulista nesta quinta-feira (20), no ato organizado pelo Movimento Passe Livre – MPL – que já estava marcado e agora será para comemorar a revogação da tarifa.
Desde o início ficou bem claro que não houvesse a manifestação de nenhum partido político, seja por meio de bandeiras, símbolos... Se PT insistir nessa ideia de levar sua militância para a Paulista e se juntar aos manifestantes, com certeza será hostilizados, assim como foi a grande imprensa em alguns momentos. O PSDB que nem cogite, porque também será tratado como persona non grata.
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quarta-feira, 19 de junho de 2013

O RECUO

Em menos de duas semanas de manifestações em São Paulo contra o aumento das passagens de trens, metrô e ônibus, o governador  Geraldo Alckmin  (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) recuaram e anunciaram redução nas tarifas.
No início da noite desta quarta-feira (19), Alckmin e Haddad, juntos, anunciaram a redução na tarifa do transporte público, que voltará ao mesmo valor – R$ 3,00 para ônibus – a partir da próxima segunda-feira (24). A redução da tarifa que antes era impossível, segundo o governador e o prefeito, assim como num passe de mágica, deram um jeito.
Os discursos do governador  Alckmin e do prefeito da capital paulista, Fernando  Haddad (PT) que classificou a manifestação de criminosa praticada por vândalos mudou da noite para o dia.
A grande mídia também mudou seu discurso quando sentiu literalmente na pele a truculência e os excessos praticados pela polícia de Alckmin. Foram mais de 18 jornalistas atingidos por balas de borrachas e prisões arbitrarias, até pra quem portava vinagre para se defender das bombas de gás lacrimogênio.
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segunda-feira, 17 de junho de 2013

SOCO NA CARA

SP247 – Revoltados com a violência da Polícia Militar diante dos recentes protestos contra o aumento da tarifa de ônibus, principalmente em São Paulo, vários atores aderiram à campanha #mudabrasil e #doiemtodosnos nas redes sociais.
Idealizado pelo fotógrafo Yuri Sardenberg, que se inspirou na jornalista Giuliana Vallone, ferida com um bala de borracha enquanto cobria a manifestação para a Folha de S.Paulo, o ensaio mostra os artistas com os olhos roxos.
"Acorda Brasil essa é nossa chance de mudar", escreveu a atriz Thaila Ayalla no Twitter. "A violência e truculência com que os manifestantes vêm sendo abordados são mais uma forma de desrespeito ao cidadão brasileiro", publicou seu marido, Paulo Vilhena, na legenda da foto.
Outros participantes da manifestação são os atores Carmo Dalla Vecchia e Fernanda Rodrigues, a modelo Yasmin Brunet e o próprio fotógrafo, Yuri Sardenberg. Ao todo, sete jornalistas da Folha foram feridos durante a cobertura, todos identificados como profissionais da imprensa.
Um repórter da revista Carta Capital chegou a ser preso por carregar vinagre na mochila – o produto ajuda a amenizar a irritação dos olhos diante do gás e dos sprays de pimenta da polícia.
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domingo, 16 de junho de 2013

QUEBRA DE SIGILOS

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e de operações em bolsa do senador Lindbergh Farias (PT-SP) no período de 2005 a 2010. A providência foi requerida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que investiga suspeitas de envolvimento do parlamentar com crimes relacionados a uma suposta gestão fraudulenta do instituto de aposentadoria dos servidores públicos de Nova Iguaçu. Na época em que teriam sido cometidas as supostas irregularidades, Lindbergh era prefeito da cidade.
Conforme informações da Procuradoria, o inquérito foi aberto para apurar fatos investigados por uma CPI instaurada na Câmara Municipal de Nova Iguaçu. De acordo com o Ministério Público, a suposta fraude pode ter alcançado a cifra de R$ 350 milhões.
"A análise detalhada do Relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito e dos documentos que o instrui indica uma verdadeira ''parceria'' entre o então prefeito Luiz Lindbergh (o senador), que atuava no relacionamento da Prefeitura com o Fundo de Previdência Previni e os dirigentes desse Fundo, pessoas da confiança do prefeito, que os indicava e reconduzia ao posto", sustentou o procurador. O senador é pré-candidato do PT ao governo do Rio, em 2014.
No despacho, Dias Toffoli concordou que para o prosseguimento das investigações pelo Ministério Público Federal era necessária a quebra de sigilos de pessoas jurídicas e físicas, entre as quais Lindbergh, onde foram detectadas movimentações financeiras suspeitas.
"Temos aqui situação na qual se encontram em jogo a coisa pública e agente político e demais investigados, cuja privacidade mostra-se relativa. No caso, os fatos narrados possuem repercussão maior, estando devidamente demonstrada a necessidade de se apurar a fundo todos os aspectos que possam estar envolvidos na espécie", concluiu o ministro.
Defesa
A defesa do senador contesta as informações, classificadas pelo advogado Celso Vilardi de "precárias". "Entendo que o ministro não recebeu informações pertinentes", avaliou. Segundo o defensor, as denúncias que motivaram o entendimento do procurador Roberto Gurgel não são fruto de um relatório de CPI. "O relatório foi rejeitado, se transformou em documento particular de um vereador que fazia oposição ao então prefeito Lindbergh."
A defesa também refuta a origem dos débitos tratados no inquérito. "Estão colocando o rombo como se fosse criado pelo Lindbergh, mas é uma dívida pública, da prefeitura com a Previdência, também de outras administrações", ressaltou o advogado, que pretende encaminhar ao ministro Toffoli os esclarecimentos que, acredita, faltaram na acusação da procuradoria.
Outro ponto que Celso Vilardi pretende contestar são as investigações de débitos parcelados, o que segundo ele, é o caso da dívida previdenciária de Nova Iguaçu. "Não pode querer investigar dívida tributária parcelada. E não pode querer omitir do ministro questões como: não foi ele (Lindbergh) que causou o rombo; isso não é sonegação, é inadimplência da prefeitura porque não tinha dinheiro para pagar a folha, uma dívida que a prefeitura não tinha condições de saudar", afirmou o advogado.
Por Mariângela Gallucci e Débora Álvares - Agência Estado
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sábado, 15 de junho de 2013

PALAVRA FINAL

Por Marcelo Portela - O Estado de S. Paulo
O presidente nacional do PSB, o governador Eduardo Campos (PE), afirmou nesta sexta-feira, 14, acreditar que o projeto que inibe a criação de novos partidos voltará a ser discutido na Justiça mesmo que seja aprovado no Congresso. Para o socialista, mesmo que o Supremo Tribunal Federal (STF) libere a votação do texto - suspensa por liminar do ministro Gilmar Mendes - pelo Senado, caberá à Justiça dar a palavra final sobre a constitucionalidade do texto.
Campos disse que recebe "com tranquilidade" a decisão do STF de liberar a tramitação do projeto porque "decisão da Suprema Corte temos que ter, na democracia, o entendimento que cabe acatar". Mas avaliou que "muitos" ministros do Supremo já "deixaram claro que uma coisa é interromper um processo de votação que estava em curso no Senado e outra coisa é o mérito da matéria".
Cotado para disputar a Presidência em 2014, o governador de Pernambuco é, ao lado dos partidos de oposição, um dos críticos da proposta. O entendimento é de que o governo está por trás do projeto para inviabilizar o surgimento de novas candidaturas que possam disputar o pleito contra a presidente Dilma Rousseff, provável candidata à reeleição, como a de Marina Silva, que tenta viabilizar a criação da Rede Sustentabilidade.
"Ao cabo da votação, continua o debate sobre a constitucionalidade, a meu ver. Então, esse assunto deverá voltar ao STF tão logo o Congresso Nacional conclua a votação no Senado", observou Campos em entrevista concedida pouco antes de participar, junto com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB) e os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Antônio Andrade (Agricultura), de evento empresarial em Araxá, na região do Alto Paranaíba.
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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ô PROMESSA SEM JEITO!

Daria para lotar o novo Maracanã - são 74 mil convidados, dos quais 9 mil já confirmaram presença. É esse o tamanho da "Torcida carioca pela Argentina Campeã Mundial em 2014". O evento foi criado no Facebook depois que o prefeito Eduardo Paes (PMDB) prometeu se matar caso o Brasil perca a Copa para os arquirrivais. "Se a Argentina vencer o Brasil, na final, eu vou me matar. Eles têm Messi e o papa. Não podem ter tudo", brincou o prefeito carioca, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.
Não demorou para que a declaração virasse piada. O operador de áudio Diedro Barros, de 29 anos, criou o evento e, além de conclamar os cariocas a torcerem pela Argentina, propõe o pagamento da "mala branca" para "os hermanos". No jargão esportivo, mala branca é a propina oferecida por um time interessado na vitória de outro.
Outra internauta propôs enquete sobre como o prefeito deve se matar. Entre as opções, a que ganhou mais votos foi a que propõe que o prefeito passe um mês andando de ônibus, pagando a nova tarifa, e depois entre "acidentalmente" na Vila do João, favela no Complexo da Maré.
Insatisfeito com a gestão de Paes, Diedro criou o evento e convidou 100 amigos. Em 48 horas, recebeu 8,5 mil adesões. "O Rio se tornou um canteiro de obras para servir turistas na Olimpíada e na Copa. A prefeitura não está nem um pouco preocupada com o povo e não vemos investimento verdadeiro em saúde e educação", disse o operador. Ele ressalta que não quer a morte do prefeito. "A gente aproveita qualquer deslize dele para protestar. Ele fez a brincadeira e reagimos com bom humor."
 Clarissa Thomé / Rio - O Estado de S.Paulo
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quarta-feira, 12 de junho de 2013

POSE DE MOÇO BOM

Posando de bom moço e humilde, o presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM), o pastor Marcos Feliciano em sua conta no microblog Twitter admitiu ser despreparado para o cargo e acusou a ex-senadora Marina Silva de traição.
Não precisa ser do métier pra saber que ele não é preparado e jamais será. Nunca militou em defesa dos Direitos Humanos e no cargo que ocupa, põe em primeiro lugar a sua fé e faz da Comissão mais um púlpito para pregar seu fundamentalismo religioso. Está na presidência da CDHM por conveniência política, na cota de seu partido evangélico PSC e com total apoio do PT.
Marina Silva tem propriedade no assunto quando fala que o pastor Marcos Feliciano não é preparado para presidir a Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM). Ela sabe o que é um Estado Laico. Marina já fez parte da CDHM, mas nunca misturou questão religiosa.
Honrando o acordo político escuso entre PSC e o PT, a presidente Dilma continua num silencio sepulcral.  Causa espanto também é o silêncio da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário que até agora não se posicionou.
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segunda-feira, 10 de junho de 2013

ESGOTADO

Escrita por Otávio Cabral, a primeira edição de Dirceu, a biografia vendeu mais que pão quente;  um total de 20 000 exemplares vendidos em dois dias. 
Para suprimir a demanda, a editora Record já começou a rodar nesta segunda-feira (10) mais 10 000 exemplares.
Segundo informações, até ontem José Dirceu dizia a interlocutores próximos que não havia lido o livro.  Acredite, se quiser.
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O TREM DA PREGAÇÃO

A 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro proibiu a realização de cultos religiosos nos vagões da SuperVia. A empresa terá de providenciar a colocação de avisos em suas bilheterias e trens, comunicando ao público a proibição de cultos religiosos, de qualquer natureza, no interior das composições.
Além disso, a Justiça determinou ainda que a SuperVia deve informar sobre a possibilidade do uso de força em caso de desobediência, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. A sentença estipula também que a SuperVia deve adequar os avisos aos seus passageiros, aumentando o tamanho e utilizando cores chamativas de modo a torná-los mais visíveis.
A decisão é favorável a uma ação civil pública ajuizada pelo promotor de Justiça Rodrigo Terra, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte. A ação se baseou em inquérito civil que registrou mais 100 queixas à SuperVia. De acordo com o promotor, as reclamações apontam que as manifestações religiosas incomodam grande parte dos usuários, por serem feitas a altos brados, por meio de entonação de cânticos, instrumentos musicais, gritarias e ofensas verbais àqueles que não comungam da mesma fé.
O promotor Rodrigo Terra afirma que, "embora a maioria das reclamações se refiram a grupos evangélicos, o fato é que qualquer segmento religioso que adote práticas semelhantes, capazes de constranger ou causar desconforto aos usuários do serviço, não encontra nos vagões ferroviários o ambiente adequado para a manifestação de seu credo".
SuperVia diz que já cumpre medidas
Em nota, a SuperVia informou nesta quarta-feira que já cumpre as determinações desde setembro de 2009, quandou houve decisão semelhante da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. "A ação já estabelecia que a concessionária deveria colocar avisos nas bilheterias e nos trens, em local visível, comunicando ao público a proibição de qualquer manifestação religiosa, informando, inclusive, sobre a possibilidade de cessação coercitiva, pela autoridade policial", diz o texto.
A empresa também garante já ter orientado líderes religosos a respeito da decisão judicial, "que se comprometeram a cumprir e mutiplicar a determinação". "É importante ressaltar que a empresa não faz nenhuma discriminação de caráter religioso", diz a SuperVia, que recorrerá contra o trecho da decisão que estipula multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
Do Terra
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sábado, 8 de junho de 2013

UM CABO ELEITORAL PRA CHAMAR DE SEU

O ex-tudo Ciro Gomes  (PSB-CE) que desde setembro de 2010 não se aproximava do presidente nacional de seu partido, o PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que rifou sua candidatura à Presidência da República, recentemente ambos tiveram uma conversa amistosa, a convite de Campos.
A conversa secreta aconteceu no Palácio Campo das Princesas, sede do governo pernambucano. Eduardo que pretende ser candidato a presidente nas eleições de 2014 se aproximou de Ciro Gomes porque ver nele um forte cabo eleitoral, principalmente na região sudeste, onde Campos não é tão conhecido.
Parece que Eduardo passou uma borracha nas críticas que Ciro tem feito ao correligionário e presidente da sigla. Segundo informações, o governador teria feito até uma proposta para Ciro Gomes mudar seu domicílio eleitoral, de preferência para São Paulo.
Essa história de mudança de domicílio eleitoral tende se repetir a de 2010, quando, a pedido do então presidente Lula, Ciro transferiu seu título eleitoral para São Paulo, mas viu o sonho de ser presidente da República se esvair pela terceira vez e só mais tarde percebeu que Lula lhe fezde trouxa. Mas já era tarde e como prêmio de consolo, virou coordenador da campanha de Dilma no segundo turno.
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BIOGRAFIA NÃO AUTORIZADA

Chegou hoje às livrarias o livro Dirceu: A biografia, escrito por Otávio Cabral, editor da revista Veja. Publicado pela Record, a obra traz informações e documentos exclusivos sobre a trajetória do petista, desde a sua infância em Minas Gerais até o julgamento no processo do mensalão.
Para fazer o livro, Cabral entrevistou 63 pessoas próximas ao petista e descreveu a vida do ex-ministro da Casa Civil de Lula, condenado no processo do mensalão e apontado pela Procuradoria Geral da República como “chefe da quadrilha”. A obra aborda ainda o período em que Dirceu viveu em Cuba e, depois, na clandestinidade no Brasil.
Jornalista há mais de 20 anos, Cabral cobriu os principais acontecimentos políticos do País em Brasília entre 2000 e 2010. Antes de Veja, trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo e Notícias Populares. 
A biografia, não autorizada, seria publicada pela editora Leya, que acabou desistindo do projeto alegando questões jurídicas. O livro será vendido por R$ 39,90.
Júlia Duailibi, do jornal O Estado de S. Paulo
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sexta-feira, 7 de junho de 2013

PÁGINA CENSURADA

O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) instaurou, nesta sexta-feira, 7, procedimento administrativo para investigar as razões que levaram o Facebook a excluir do site a comunidade "Fortaleza Apavorada", criada recentemente na rede social.
A página foi fundada para divulgar ato – marcado para o próximo dia 13 de junho – cobrando medidas para reduzir índices de violência urbana na Capital. Porém, nas últimas 48 horas, a página saiu do ar pelo menos duas vezes, sem que quaisquer esclarecimentos tenham sido prestados pela administração da rede social.
"Ao que tudo indica, alguém denunciou falsamente o grupo 'Fortaleza Apavorada' ao Facebook, com o objetivo de paralisar as suas atividades", supõe o procurador da República Márcio Torres. Na internet, circulam ainda acusações de possível ataque de hackers contra a página.
Segundo o procurador, o procedimento administrativo instaurado pelo Núcleo de Acompanhamento em Atividades Criminais (Naac) do MPF pretende investigar e identificar usuários que teriam praticado o possível crime de denunciação caluniosa. Caso sejam identificados os responsáveis pelas denúncias falsas, eles poderão responder processo por calúnia.
Do jornal O Povo, com informações da assessoria de imprensa do MPF-CE
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FELIZ SENDO PROSTITUTA

A peça publicitária divulgada no último domingo (2), nas redes sociais para o Dia Internacional das Prostitutas com a frase “Eu sou feliz sendo prostituta”, foi tirada do ar a pedido do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Em seguida, o ministro determinou a demissão do diretor do departamento responsável pela peça, Dirceu Greco.
A campanha foi criada pelo Departamento de DSTs, Aids e Hepatites Virais do ministério, chefiado por Greco, em uma oficina com as profissionais do sexo, em março deste ano. A pasta justificou que o departamento veiculou a campanha sem a aprovação da Comunicação Social do ministério e que o texto não atendia o foco da campanha, que era a saúde dessas profissionais.
Na última terça-feira (4), o panfleto da campanha com a frase “Eu sou feliz sendo prostituta” virou alvo dos deputados da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, por iniciativa do presidente, o pastor deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) viu a oportunidade de azucrinar o ministério da Saúde, quer esclarecimentos sobre a peça publicitária.
Autor do projeto de lei para curar os homossexuais,  o deputado evangélico João Campos (PSDB-GO) fez duras críticas e acusou a presidente Dilma de não cumprir compromissos assumidos na campanha eleitoral e fez uma comparação a situação com uma hipotética campanha sobre a pedofilia.
— Eu estou imaginando aqui os títulos das próximas campanhas: "sou adúltero e sou feliz", "sou incestuoso, sigam-me", "sou polígamos, me acompanhem", "sou pedófilo, observem-me, sou feliz, estou realizado" — afirmou Campos.
Outro parlamentar evangélico que engrossou o coro foi Marcos Rogério (PDT-RO), classificando a campanha de apologia:  “Ainda que a prática da prostituição não seja crime, o que o governo faz através de uma campanha midiática, publicitária é uma apologia ao crime, apologia à prostituição”.

Mas a demissão de Dirceu Greco da campanha por Padilha gerou protestos nos profissionais da área; por enquanto dois diretores adjuntos do Departamento de DST e Aids pediram demissão. Segundo Greco, há pressão religiosa na saúde e sua demissão foi motiva porque a política desenvolvida em sua gestão não “coadunava com a política conservadora do atual governo”.
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