A cidade de Sobral (CE), está agitadíssima! Começou o Carnabral, o pão e circo do governo municipal,
principal patrocinador. O carnaval fora de época sobralense acontece nos dias 14, 15 e 16 de novembro.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
DEMISSÃO EM MASSA
Além da ministra Marta Suplicy (Cultura), cerca de outros 15
ministros entregaram cartas de demissão até esta quarta-feira (12), colocando
seus cargos à disposição da presidente Dilma Rousseff.
Marta, que pediu demissão na terça (11), fez no mesmo dia
uma festa de despedida com sua equipe na pasta, em uma churrascaria.
Sua exoneração foi assinada pelo presidente interino Michel
Temer no dia seguinte, seguindo recomendação de Dilma. A ex-ministra será
substituída interinamente por sua secretária-executiva, Ana Cristina Wanzeler.
Os demais ministros permanecem nos cargos até decisão da
presidente.
Entre os que entregaram cartas estão Aloizio Mercadante
(Casa Civil), mentor da ideia avaliada internamente como
"atabalhoada", Mauro Borges (Desenvolvimento, Indústria e Comércio),
Clélio Campolina (Ciência e Tecnologia), José Henrique Paim (Educação) e
Moreira Franco (Aviação Civil).
As cartas entregues ao Planalto, à exceção da encaminhada
por Marta, seguem estilo protocolar, colocando os cargos à disposição.
Já a ex-ministra da Cultura optou por fazer enviar um texto
com críticas indiretas à presidente, principalmente na condução da economia.
Marta desejou que Dilma seja "iluminada" ao
escolher sua próxima equipe econômica e que opte por um ministro independente,
capaz de resgatar a credibilidade e confiança do país.
A decisão de exonerar Marta imediatamente, enquanto demais
ministros podem ficar até o final do ano, está relacionada à sua postura ao
sair do governo, em tom que desagradou a presidente.
Nesta quarta, em entrevista no Planalto, Mercadante disse
que "seguramente, mais de dez ou 15 ministros já apresentaram [suas
cartas] e outros entregaram direto no gabinete da presidente".
SUGESTÃO
Segundo o chefe da Casa Civil, a apresentação do pedido de
demissão foi sugestão dele e de outros ministros.
"É uma forma de demonstrar publicamente respeito ao que
foi o tema da campanha -equipe nova", afirmou Mercadante, muito criticado
internamente pela ideia.
Um ministro disse à Folha que a entrega coletiva dos cargos
não tem sentido, já que as vagas pertencem à presidente, que pode dispensar
qualquer auxiliar no momento em que considerar adequado.
Inicialmente, a ideia era que os ministros entregassem as
cartas apenas na próxima semana, quando Dilma estará de volta ao país. Ela
chega hoje à Austrália, onde participará da reunião do G20.
O movimento foi, porém, precipitado pela saída de Marta.
Mercadante minimizou o gesto da colega e disse que a avalanche de cartas
recebidas não tem "nada a ver" com seu pedido de demissão.
Também entregaram suas cartas de demissão os ministros
Thomas Traummann (Secretaria de Comunicação), Marcelo Neri (Assuntos
Estratégicos), Luís Inácio Adams (Advocacia-geral da União) e Francisco
Teixeira (Integração Nacional), entre outros.
Já disseram que o farão nos próximos dias Manoel Dias
(Trabalho) e César Borges (Portos).
UM PAÍS PARTIDO
Em 2014, o Brasil viveu seu sétimo período eleitoral geral
desde a redemocratização. Observador atento e cuidadoso do cenário político,
Marco Antonio Villa traz, em Um país partido: 2014, a eleição mais suja da
história, uma análise detalhada do processo eleitoral do país.
O livro apresenta uma breve história das eleições
presidenciais desde 1891. Se debruça também sobre o quadro de formação das
candidaturas e traça o histórico da campanha eleitoral. Termina com um balanço
da eleição de 2014 e analisa seu significado.
Construído em doze capítulos, e é escrito em linguagem
direta, mas sem perder o rigor histórico que caracteriza seu autor. Sinopse
ABSURDO NO CEARÁ
Do site do Bom Dia Brasil
Com a estiagem, o reservatório que abastecia Sobral, no
interior do Ceará, secou. Agora, a escola municipal está há três semanas usando
água de esgoto para fazer a merenda.
O canal sujo é a única fonte de água de uma escola, em um
pequeno distrito de Sobral, no interior do Ceará. São três semanas sem água na
torneira. "Para os alunos beberem água mineral tem que comprar, que é mais
ou menos R$ 10. Os alunos não têm como comprar água mineral. Vem para a escola,
mas é para gente beber água limpa não suja”, reclama a estudante Gabriele
Vasconcelos.
A água também é usada na merenda dos alunos. O vigia da
escola enche baldes no canal e leva para cozinha. Para tirar um pouco da sujeira,
a cozinheira Rosilene Pereira faz o que pode. “Eu coo a água no pano, depois eu
coloco para ferver”, diz.
Mesmo assim, a água continua ruim mesmo para cozinhar e
afeta, inclusive, o sabor da comida. “O sabor é muito ruim, de ferrugem, mas
não tem jeito, nós não vamos passar fome”, afirma o estudante João Paulo
Vasconcelos.
Como falta saneamento básico na comunidade onde fica a
escola, o canal também é utilizado para o descarte de esgotos. “Tudo que desce
é sujeira, é tudo. É gato, é cachorro. Bebe água, toma banho”, conta o
vigilante Valter Gomes.
O DNOCS, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, é o
responsável pelo canal e informou que a água é destinada à irrigação e criação
de peixes. Segundo a companhia que gerencia os recursos hídricos do estado, a
água que vai para o canal só é própria para o consumo humano após passar por
tratamento.
Sobral está entre os 174 municípios do Ceará em situação de
emergência por causa da seca. A reserva hídrica do estado está com apenas 23%
da capacidade, e muitas fontes não estão em condições de atender a população.
“Todo mundo que olha vê que a água poluída. Pode cair
doente, pode ir ao hospital. A gente fica preocupada como mãe, mas infelizmente
é a que está tendo”, conta a dona de casa Benedita de Sousa.
A Secretaria de Educação de Sobral disse que estuda a
possibilidade de abastecer a escola com caminhões-pipa, mas alegou que isso vai
depender da disponibilidade dos caminhões.
Veja o vídeo.DE VOLTA PRA CASA
A ministra da Cultura, Marta Suplicy entregou carta de
demissão à presidente Dilma. As especulações sobre a saída têm sido muitas, porém,
o que Marta fez foi se adiantar no processo da reforma ministerial que a
presidente Dilma fará em seu segundo mandato. Os nomes dos novos ministros começarão a ser
divulgados nos próximos dias e irá até o fim de dezembro, quando estará fechada
a nova equipe ministerial para iniciar 2015.
Marta é senadora licenciada por São Paulo e volta para mais
quatro anos de mandato no Senado. Aliás, não apenas Marta Suplicy, mas os
senadores do PT que estavam licenciados ocupando algum cargo ou saíram para
disputar as eleições deste ano e não lograram êxito nas urnas e tem mais quatro
anos, voltarão; é o caso da ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
Essa volta ao Senado é uma convocação do PT, em particular
do ex-presidente Lula, numa reunião em São Paulo convocou a bancada petista. O
objetivo é fortalecer a linha de frente no Senado e combater a oposição, principalmente
dos tucanos de bico grosso Aécio Neves (MG), José Serra (SP), Antonio Anastasia (MG), Aloysio Nunes Ferreira (SP), Alvaro Dias (PR) e Tasso
Jereissati (CE).quarta-feira, 12 de novembro de 2014
DÓLAR NAS ALTURAS
O dólar em alta é sinal dessa silenciosa recessão que o país está vivendo e o governo tentou camuflar com mentiras durante a campanha eleitoral, principalmente no primeiro turno.
A indefinição do nome do novo ministro da Fazenda tem deixado o mercado apreensivo e receoso para tomar algumas decisões econômicas.
A indefinição do nome do novo ministro da Fazenda tem deixado o mercado apreensivo e receoso para tomar algumas decisões econômicas.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
DADOS OMITIDOS
Os dados sobre a pobreza no Brasil que seriam divulgados em
setembro pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Aplicada, ligado ao Palácio do
Planalto) foram guardados e só divulgado após a eleição do segundo turno.
É praticamente explicito que o Ipea segurou os números sobre
a pobreza no país para favorecer a presidente e candidata à reeleição, Dilma
Rousseff (PT).
Segundo cálculos do Ipea, o número de indigentes do país
cresceu de 10,08 milhões, em 2012, para 10,45 milhões no ano passado.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
PAGAMENTO CONFIRMADO
O doleiro Alberto Youssef afirmou em sua delação premiada
que deu 1 milhão de reais para a campanha de 2010 da ex-ministra da Casa Civil
Gleisi Hoffmann (PT-PR), que foi eleita senadora naquele ano. Alvo central da
Operação Lava-Jato, o doleiro disse que o valor foi entregue a um empresário,
dono de shopping em Curitiba (PR), em quatro parcelas: três no centro de
compras e outra na casa dele, em um condomínio de alto padrão da capital
paranaense.
A afirmação de Youssef confirma o que disse o ex-diretor de
Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, também em delação premiada, de
que em 2010 recebeu pedido "para ajudar a campanha" de Gleisi.
Segundo ele, foi o marido da senadora, o atual ministro das Comunicações, Paulo
Bernardo, quem fez a solicitação. Youssef confirmou esse pedido e disse ter
viabilizado a entrega do valor.
O ex-diretor e o doleiro são réus do processo que apura
superfaturamento, desvios, lavagem de dinheiro, corrupção e propina na
Petrobras. O esquema, sob comando de PT, PMDB e PP, abasteceu outros partidos,
como PSDB e PSB, segundo os delatores - ambos buscam redução de pena em troca
das confissões e da colaboração com fatos novos nos processos.
Gleisi e Bernardo negam o pedido e o recebimento dos
valores. A ex-ministra sustenta não conhecer o doleiro nem nunca ter tido
contato com ele ou com o esquema sob investigação da Justiça Federal.
Depois de eleita em 2010, Gleisi se licenciou do Senado no
começo de 2011 para assumir o cargo de ministra chefe da Casa Civil do governo
Dilma Rousseff - cargo que ocupou até o começo do ano, quando saiu para
disputar o governo do Paraná. A petista ficou em terceiro lugar na disputa, com
14,9% dos votos. Naquela época, Bernardo era titular de Planejamento, Orçamento
e Gestão do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua delação,
Costa lembrou o fato de Bernardo, em 2010, ser ainda ministro do Planejamento.
Com o início do governo Dilma, em 2011, o petista foi transferido para a pasta
das Comunicações.
O ex-diretor da Petrobras disse que o repasse de 1 milhão de
reais para a campanha da senadora "se comprova" na inscrição que ele
próprio lançou em sua agenda pessoal, apreendida pela Polícia Federal no dia 20
de março, três dias depois da deflagração da Lava-Jato. Numa página do caderno
de Costa consta, entre outras, a seguinte anotação: "PB 0,1". Segundo
o delator da Lava Jato, o registro significa "Paulo Bernardo, 1 milhão de
reais". Youssef, por sua vez, afirmou que os valores foram entregues ao
empresário indicado por Bernardo por um emissário seu, que não teve o nome
revelado.
Os investigadores da Lava-Jato acreditam que a quantia de 1
milhão de reais supostamente destinada à campanha de Gleisi em 2010 foi
entregue em espécie. Eles procuram o emissário de Youssef, responsável pela
entrega do dinheiro, para confirmar os pagamentos.
Costa já concluiu o processo de delação, após sucessivos
depoimentos a um grupo de procuradores da República. Youssef decidiu seguir o
mesmo caminho e ainda está fazendo declarações.
Em seu relato, o ex-diretor da Petrobras disse que o
dinheiro para a campanha de Gleisi saiu de uma cota equivalente a 1% sobre o
valor de contratos superfaturados da Petrobras.
Esse valor, afirmou Costa, era da "propina do PP",
partido da base aliada ao governo Dilma que foi presidido pelo deputado José
Janene (PR), morto em 2010. Ele foi líder do PP na Câmara e réu do mensalão no
Supremo Tribunal Federal. Youssef contou em seu depoimento à Justiça Federal
que Costa, apesar de cuidar do 1% destinado ao PP na diretoria de Abastecimento,
"muitas vezes tinha que atender a pedidos do PMDB e do PT".
Outro lado – A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) informou,
via assessoria de imprensa, que "não conhece Alberto Youssef".
"Desconheço completamente os fatos", informou Gleisi. "Todas as
doações constam na prestação de contas aprovada pela Justiça Eleitoral." A
senadora informou ainda que avalia "com seus advogados, quais providências
legais assumirá em relação ao caso".
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, informou que
"não pediu nem recebeu qualquer importância" e que nunca falou com o
doleiro Alberto Youssef. "Reafirmo o que já lhe disse: desconheço esse
assunto. Nunca falei com o senhor Youssef, por qualquer meio."
Bernardo confirmou conhecer o dono do shopping citado pelo
doleiro, mas nega qualquer irregularidade. O proprietário do shopping,
localizado em Curitiba, foi procurado pela reportagem, mas até esta edição ser
concluída não havia respondido aos questionamentos.
Da Veja com Estadão ConteúdoO HOMEM DA MALA NO CONGRESSO
Sigilos bancários obtidos por ISTOÉ mostram que o empresário
Adir Assad, operador flagrado no escândalo da Delta, recebeu dinheiro do
esquema Petrobras, através do doleiro Alberto Youssef, para repassar a
políticos
Há poucas semanas, a Polícia Federal recebeu um arquivo
digital com a quebra do sigilo bancário das empresas do doleiro Alberto Youssef
e do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. São milhares
de transações realizadas nos últimos oito anos: depósitos, transferências e
saques de bilhões de reais oriundos de contratos de fornecedores da Petrobras –
dinheiro que saiu dos cofres da estatal para abastecer o esquema de corrupção
que pagou deputados, senadores, governadores e até ministros. Ao analisar
detalhadamente esse material, os investigadores encontraram um personagem
misterioso que pode ser a chave para comprovar a distribuição de propina a
políticos de diferentes legendas. Esse personagem chama-se Adir Assad,
empresário libanês apontado como intermediário de propinas de outro escândalo
recente, envolvendo fraudes em contratos da empreiteira Delta com o
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
O empresário Adir Assad surge como o elo entre o doleiro e os
políticos
Em 2012, durante a CPI que investigou o caso Delta, o
empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira, delatou a ação de Assad.
Disse que o libanês era quem distribuía aos parlamentares o dinheiro desviado
pela Delta e por outras grandes empreiteiras que mantinham contratos com o
DNIT. Cavendish entregou o nome de 19 empresas de fachada usadas por Assad para
sacar os recursos. O empresário chegou a ser convocado a depor, mas não disse
nada – protegido por um habeas corpus. A oposição também tentou quebrar o
sigilo de suas empresas, mas a maioria governista na CPI rejeitou o
requerimento.
Agora, Assad volta ao centro das investigações. Nos sigilos
bancários do esquema Youssef, a Polícia Federal descobriu ao menos cinco das 19
empresas fantasmas de Assad: Soterra Terraplenagem, Legend Engenheiros
Associados, JSM Engenharia, Rock Star Marketing e SM Terraplanagem. Entre 2009
e 2011, elas receberam mais de R$ 65 milhões em recursos desviados de contratos
da Petrobras com a empreiteira Toyo-Setal. O dinheiro escorreu por meio de uma
filiada, a Tipuana Participações Ltda., registrada em nome de Augusto Ribeiro
de Mendonça, que há poucos dias firmou com o Ministério Público Federal um
acordo de delação premiada. Mendonça é o segundo executivo do grupo Toyo a
assinar um termo de colaboração. O primeiro foi Júlio Camargo, cujas revelações
têm surpreendido os procuradores.
A força-tarefa da Operação Lava Jato, que investiga o
esquema montado por Youssef e Paulo Roberto Costa, quer saber agora quem foram os
destinatários finais do dinheiro recebido por Assad. Chama a atenção dos
procuradores, por exemplo, três depósitos idênticos de R$ 783.546,93 feitos
simultaneamente, no dia 18 de dezembro de 2009, nas contas das empresas
Rigidez, Legend e DFS Participações. Ocorre que o dia 18 de dezembro marcou o
encerramento da CPI que investigou a Petrobras em 2009. A investigação sobre a estatal terminou como
tantas outras, sem qualquer punição. A PF suspeita que o dinheiro repassado
pela Tipuana serviu para selar o acordo para pôr um fim na CPI. Nas semanas que
antecederam essa operação, a Legend, de Assad, recebeu outros R$ 12 milhões. A
PF já sabe que a empreiteira Rigidez, que recebeu no total R$ 62 milhões da
Tipuana, pertence ao doleiro Alberto Youssef. Já a DFS está registrada em nome
do próprio Augusto de Mendonça.
Na semana passada, o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens
Bueno (PR), pediu a quebra de sigilo de uma das empresas de Assad, a Rock Star
Marketing. Até então, Bueno só tinha conhecimento de que a Rock Star havia
feito um depósito de R$ 1,2 milhão na conta da MO Consultoria, outra das
empresas de Youssef. Com as novas evidências, Bueno vai ampliar seu pedido para
todo rol de empresas ligadas a Assad. Para a Polícia Federal, é necessário
quebrar também o sigilo bancário de todas as empresas ligadas a Augusto de
Mendonça. No histórico de operações da Tipuana, os investigadores identificaram
inúmeras transferências para empresas em nome de familiares de Mendonça e
sócios, num montante superior a R$ 100 milhões. Desse total, R$ 18,7 milhões
foram para a Yellowwood Consultoria.
NA MIRA DA PF
Compra de
empreendimento pelo deputado Celso Russomano e pela filha do deputado Eduardo
Gomes será investigada
Em 2012, a Yellowwood abriu em Brasília uma filial do Bar do
Alemão, situado às margens do Lago Paranoá, região nobre de Brasília. O
empreendimento ganhou notoriedade por reunir em seu quadro societário o
deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP) e a filha do deputado federal
licenciado Eduardo Gomes (SD-TO), hoje secretário de Esportes do Tocantins.
Tanto Russomanno como Gomes tiveram dificuldades para explicar como conseguiram
R$ 1 milhão cada um para participar do negócio. O deputado paulista disse que
pagaria sua parte trabalhando na administração do bar. Seu colega do Tocantins
alegou que recorreu a empréstimos e economias. Agora, se sabe que a Yellowwood
pertence ao executivo da Toyo-Setal que mantém relações com Assad e Youssef.
Para a PF, Russomanno e Gomes terão de explicar melhor essa
sociedade e a relação com Adir Assad. Há dois anos, quando veio à tona o caso
de corrupção envolvendo a Delta, Russomanno foi flagrado num convescote com o
empresário libanês na casa de Marcello Abbud. Os dois teriam sido apresentados
por Paulo Maluf, que teve negócios com Assad no passado. ISTOÉ tentou contato
com ambos, mas não obteve retorno. O empresário libanês tem muito a dizer,
resta saber se desta vez a Justiça lhe garantirá o silêncio.
MAS E A AUTOSSUFICIÊNCIA?
Da coluna Radar On-line
A conta-petróleo do Brasil (ou seja, a exportação de
petróleo e derivados menos importação de petróleo, derivados e gás natural)
entre janeiro e setembro registrou um déficit de 12,5 bilhões de dólares. Um
estrago e tanto na balança comercial.
No governo Dilma, esse vermelho já alcança 44 bilhões de
dólares – um volume 68% maior que o déficit acumulado nos oito anos do período
Lula, aquele em que se festejou a autossuficiência do petróleo.domingo, 9 de novembro de 2014
QUEM ESPALHA VENTO, COLHE TEMPESTADE!
Artigo de Joaquim Cunha
Tive oportunidade nesta semana, de assistir um fato inédito
no Congresso Nacional, que continua ecoando na consciência de cada brasileiro
que como eu assistiu, ou que dele tomou conhecimento. Um pronunciamento firme,
com conteúdo importante e verdadeiro, de um Brasileiro, que durante estes
últimos meses, foi o ponto de convergência e esperança da Nação. Que sem medo e
com muita determinação e respeito, encampou os sonhos de todos nós, enfrentou o
divisionismo, as calunias, a desconstrução de princípios por quem não os tem...
combateu o bom combate, com as mãos literalmente limpas e com uma história
respeitável, falando de forma simples, solidária e generosa, para um povo
carente de oportunidade, Paz, e serviços públicos dignos, além de sedentos de
justiça e desenvolvimento econômico com justiça social de verdade. levantando,
ainda que não tenha sido o vencedor eleitoral, a esperança e a certeza de que
este País, jamais será o mesmo depois desta campanha.
Estou falando do Senador AÉCIO NEVES, um cidadão que como
poucos, tomou como meta a restauração do País, através de uma nova ordem
social, assentada nos pilares fundamentais da democracia: liberdade de
expressão, direitos fundamentais dos seus cidadãos, independência entre os
poderes, união do seu povo e inclusão das regiões menos desenvolvidas com
tratamento diferenciado, para que todos possam compartilhar dos avanços,
experimentando oportunidades mais justas e mais fraternas, já que num País tão
rico e regionalmente tão desequilibrado, não há como silenciar na alma de
qualquer pessoa dotada de amor ao próximo, este grito de alerta, e sustentar um
modelo cansado, esgotado, sem criatividade, tentando administrar a pobreza com
objetivos menores e gerando a cada dia mais pessoas submetidas à miséria.
Tudo que foi dito e sempre negado pelos vencedores, está aí
já acontecendo.
Com que roupa, com que cara, iremos nós, ao samba que você
patrocinou!
Estão assombrados ao perceberem que venceram uma batalha,
mas não há como vencer a guerra. As demandas já existiam de forma represada, a
trincheira rompeu, os problemas fluem em toda dimensão nacional, como um
verdadeiro dilúvio. Cadê a arca? caberá todos nós? ou morreremos afogados e
sufocados nesta imensidão de problemas sem uma equação capaz de resolvê-los nem
mesmo a médio prazo?
Afinal, quem poderá ir às ruas e receber os abraços e
carinho da população?
Me parece um tanto estranho que com tão poucos dias, a
verdade possa ter sido descortinada, desmascarada, enquanto nós outros, cheios
de esperança de profundas mudanças, passamos a conviver com o sentimento de que
o Novo, chegou mais envelhecido e com menos sustentação e possibilidade de
promover o que todos desejávamos.
Nos resta a expectativa de que haja pelo menos humildade
nesta gente tão arrogante e que os tomados como perdedores, tenham compaixão da
Nação e com altivez e caridade, sem abrir mão de princípios, possam contribuir,
se oportunidade tiverem, nestas condições, em benefício da nossa gente.
Que Deus nos Proteja! Um abraço, Joaquim Cunha.
Joaquim Cunha, ex-prefeito de Gavião (BA) – Foi Presidente
da Associação de Prefeitos da Região nordeste e Vice-Presidente da União dos
Municípios da Bahia (UPB).
sábado, 8 de novembro de 2014
POLÊMICA SUPREMA
Da IstoÉ
Pela primeira vez desde o regime militar, um governo terá a
oportunidade de escolher dez dos onze ministros do STF. Como pensam os atuais
magistrados, quais os riscos para a democracia, e o que se espera do Senado
nesse processo
O sistema democrático brasileiro está ancorado na separação
dos poderes, que permite decisões independentes, e no equilíbrio de forças
entre as instituições. É justamente por isso que, desde a reeleição de Dilma
Rousseff, o futuro do Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou tema obrigatório
no mundo político. A composição da mais alta Corte do País depende da indicação
do presidente da República, o que, na maioria das vezes, é feito quando os
ministros se aposentam ao atingir os 70 anos de idade. Nesse cenário, Dilma
Rousseff pode conseguir o feito inédito de nomear seis dos onze integrantes da
Corte até 2018. Isso porque, além da vaga do ex-ministro Joaquim Barbosa, que
antecipou sua aposentadoria e deixou o tribunal em julho, vão se aposentar por
idade nos próximos quatro anos os ministros Celso de Mello, Marco Aurélio Mello,
Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki e Rosa Weber. Com isso e com as indicações
feitas no mandato que chega ao fim em dezembro e os nomes indicados por Lula, o
PT pode ser o padrinho de dez ministros na ativa. Uma ampla maioria que
desperta dúvidas e questionamentos sobre o aparelhamento das instituições por
um partido político e, principalmente, sobre os riscos dessa preeminência para
a desejada harmonia entre os poderes. A preocupação se baseia especialmente na
lista de interesses do Planalto em tramitação no tribunal e, claro, no mau
exemplo de países da América Latina, cujos governos trabalharam pela formação
de Judiciários submissos ao presidente e aos seus interesses totalitários.
Na avaliação da oposição, um plenário mais alinhado com o
Planalto poderia reduzir eventuais riscos que rondam o governo. Há, hoje, no
STF potenciais bombas capazes de explodir no colo de Dilma, dependendo da
maneira como os ministros as manejarem. Na área política, por exemplo, o STF
deverá decidir se abre ações penais contra os personagens do Petrolão, acusados
de receber propina de contratos da Petrobras. As denúncias atingem figurões do
PT, do PMDB e de outros partidos aliados. O caso pode criar uma crise política
semelhante à do mensalão, com o agravante de que o esquema, desta vez, envolve
a maior empresa estatal do País. Questões financeiras capazes de afetar o
governo também estarão na pauta do STF. Uma ação que tramita há anos no
tribunal pretende incidir o ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins. Se
perder, a União pode ser obrigada a devolver aos contribuintes mais de R$ 90
bilhões. Contando-se todos os processos de interesse do Executivo pendentes de
julgamento, a estimativa da Advocacia-Geral da União é de que o prejuízo em
eventuais derrotas poderia ultrapassar a marca de R$ 300 bilhões.
A pergunta que se impõe é: será mesmo que uma presidente
cujo partido foi responsável por quase 100% das indicações poderia influenciar
decisivamente nas deliberações do plenário? O senso comum e a lógica política
que tem norteado importantes setores do PT nos últimos anos permitem acreditar
que sim. Para experientes magistrados, a questão é outra. Na última semana,
ISTOÉ conversou com especialistas, integrantes e ex-ministros do STF. Embora o
ministro Gilmar Mendes, em recentes declarações, tenha manifestado estupefação
com o aumento do poder do PT na nova composição, e dito que teme a conversão do
STF “numa corte bolivariana”, seus colegas são unânimes em afirmar que essa não
é a maior preocupação. Segundo quatro ministros consultados, os temores recaem
mais sobre o perfil dos indicados do que propriamente sobre quem os indicará.
Ou seja, para os magistrados, a resposta ao questionamento acima pode ser
positiva ou não, a depender do critério adotado pela presidente na hora de
escolher os futuros ministros do tribunal. Na prática, o que ninguém quer é que
se repitam indicações como a de Antonio Dias Toffoli, que, embora tenha sido reprovado
no concurso para magistratura, conseguiu uma vaga no Supremo porque foi um
dedicado advogado do PT e amigo do ex-presidente Lula. Se reeditados casos como
o de Toffoli, acreditam ministros ouvidos por ISTOÉ, a presidente teria sim o
poder de influir nos rumos do STF.
A história mostra que as indicações de um partido ou de um
presidente, por si só, não são capazes de assegurar períodos de tranquilidade
no STF para o governo e para a legenda que os escolheu. Ministros lembram o
recente caso do mensalão, quando as posições mais radicais partiram justamente
de indicados por Lula, como Joaquim Barbosa, o relator do processo que levou
cabeças coroadas do PT para a cadeia, e Carlos Ayres Britto. “Os ministros são
cabeças independentes e a Corte já deu demonstrações disso”, afirmou Marco
Aurélio Mello. “Quem levanta essa hipótese de bolivarianismo teria antes de
dizer se quem está lá agora serve a algum interesse. Os julgamentos recentes
mostraram que não”, avalia o professor da faculdade de direito da Fundação
Getulio Vargas Diego Werneck.Embora a atual composição do STF desfrute do
respeito dos especialistas, justamente por ter se mostrado independente nos
últimos anos, a sociedade deve estar atenta aos movimentos políticos em torno
do tribunal. Hoje, essas tentativas de interferência ficam mais evidentes no
PT. Por variados motivos. Desde que ascendeu ao Planalto, o partido se revelou
adepto do jogo de influência típico do poder no Brasil. Nos últimos anos, a
sociedade deparou-se com declarações do ex-ministro José Dirceu – um dos
principais réus do mensalão – afirmando que fora procurado pelo ministro Luiz
Fux quando esse fazia “campanha” pelo cargo. Fux teria prometido até beneficiar
os mensaleiros em troca da nomeação. Não foi o que aconteceu durante o julgamento.
Mas paira a dúvida se Fux foi nomeado por causa da promessa de contentar os
petistas. Na mesma época, o ministro Gilmar Mendes afirmou que fora procurado
pelo ex-presidente Lula para adiar o julgamento dos envolvidos no escândalo. Já
no governo Dilma Rousseff , a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da
Cofins na importação, uma das ações que mais preocupam a União, foi retirada de
pauta depois de uma conversa do ministro Dias Toffoli com o advogado-geral da
União, Luiz Adams. Se perdesse, o governo poderia ter prejuízo estimado em R$
33 bilhões. Até hoje, Toffoli não pautou a matéria.
Em meio à polêmica sobre as indicações ao Supremo, ganhou
força no Congresso um movimento organizado para tentar reduzir a concentração
de nomeações de ministros nas mãos de Dilma. Encabeçado por caciques do PMDB e
endossado por ministros que devem se aposentar nos próximos anos por
completarem 70 anos, voltou à baila um projeto esquecido desde 2006 na Câmara.
A PEC 457/2005, apelidada de PEC da Bengala, que aumenta para 75 a idade em que
os integrantes do Judiciário são obrigados a se aposentar. A proposta foi
aprovada pelo Senado e, se for chancelada pelos deputados ainda neste ano, até
o decano Celso de Mello, que se prepara para deixar a Corte em novembro de 2015,
poderia estender sua permanência.
Na semana passada, integrantes da cúpula do PMDB defenderam
a proposta durante uma reunião da legenda. Eles afirmam que vão pressionar para
que a votação da PEC seja pautada para o fim de novembro. Com a mudança, os cinco
ministros que se preparam para deixar a Corte até 2018 poderiam ficar até o fim
do próximo governo. “Eu defendo essa proposta desde 2003, quando não era
suspeito e a aposentadoria ainda estava distante de mim. Sigo com as mesmas
posições”, argumenta Marco Aurélio Mello, que pelas regras atuais deve deixar a
Corte em um ano e meio. A proposta, entretanto, sofre muitas resistências. De
fato, Dilma foi eleita com as prerrogativas constitucionais de qualquer
presidente da República de indicar membros do STF de acordo com o surgimento
das vagas. Isso já era conhecido antes das eleições. Mudar o rito atual a essa
altura seria como alterar as regras da partida com o jogo em andamento. Para
escapar dessa encruzilhada, ganham força no meio jurídico propostas para que a
PEC da Bengala passe a valer não para os atuais ministros, mas para os futuros
indicados. O problema estaria resolvido, e a PEC seria aprovada sem o
atropelamento de regras já preestabelecidas.
Independentemente da aprovação ou não da proposta, o controle
da qualidade dos indicados para ministro do STF, e a garantia de que não teriam
relação direta e ideológica com o PT, poderia ser feito pelo Senado Federal,
caso os parlamentares cumprissem efetivamente a prerrogativa constitucional de
participar do processo de escolha. Se os senadores utilizassem o poder de
sabatinar e avaliar com critérios rigorosos os indicados pela Presidência,
poderiam ser um contraponto ao poder – hoje quase unilateral – do presidente da
República no processo de escolha dos membros do STF. Apesar de poderem barrar
indicações presidenciais, os senadores adotam quase como regra aprovar os
indicados depois de participarem de sessões que mais se assemelham a um
bate-papo entre amigos do que propriamente a uma sabatina.
Para se ter uma ideia dessa passividade, desde a criação do
STF, em 1891, o Senado barrou apenas cinco indicações do presidente. Todas no
governo do marechal Floriano Peixoto, que tentou nomear ministros cujos perfis
não guardavam relação com o tribunal. “O Senado precisa desempenhar seu papel
nas sabatinas e no aval que dá aos ministros. É um papel constitucional que não
vem recebendo a devida relevância”, afirma o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). O
importante para a democracia é evitar que a guerra política transforme o STF em
um instrumento de disputa de interesses pessoais ou partidários.
ADHEMAR: FÉ EM DEUS E PÉ NA TÁBUA
Em Adhemar - Fé em Deus e Pé na Tábua, biografia
do político que inspirou o lema "rouba, mas faz", o autor fez um
levantamento impecável de uma personalidade carismática, amado e odiado pelo
povo brasileiro.
Ele foi deputado, governador e prefeito de São Paulo,
candidato a presidente nos anos de 1950 e o único governador cassado por
corrupção durante a ditadura militar, antes ele foi ferrenho apoiador do golpe.
O livro também traz um capítulo sobre o famoso roubo do
cofre do dr. Rui, que na real era como ele chamava a amante Ana Capriglione.
Uma obra a altura de um político complicado, mas carismático. Ilustrado com
três cadernos de fotos, algumas inéditas.sexta-feira, 7 de novembro de 2014
A SOLIDÃO DA VITÓRIA
O próximo governo Dilma será mais um quebra-cabeça para a presidente que sofre pressões de todos os lados: do seu partido, o PT e aliados que estão famintos por cargos.
Além de todo esse desconforto de acalmar os ânimos dos correligionários, a presidente Dilma, existe a turma do apoio que chega para cobrar a conta da força que deram na campanha. Diante disso, Dilma se isola no Palácio.
A PÍLULA DO DIA SEGUINTE
Artigo de Fernando Gabeira
Com robusta experiência em derrotas eleitorais, arrisco-me a
prescrever esta pílula do dia seguinte.
Um dos primeiros aprendizados na derrota é superar qualquer
impulso de culpar os eleitores ou regiões inteiras pelo resultado das urnas. É
preciso examinar as políticas que nos levaram a esse resultado, os erros que
cometemos ao longo do caminho.
Outra ilusão é supor que, eleito, o adversário vá realizar a
política de quem perdeu. Muitos esperam mudança na política econômica de Dilma.
Sou mais cético, embora reconheça a força da realidade, a enorme pressão que os
próprios fatos vão exercer sobre seu governo.
A política econômica de Dilma não nasceu apenas de sua
cabeça. Ela tem uma base teórica que sempre foi bastante influente entre os
economistas e acadêmicos. O centro do debate é o papel do Estado na economia.
Até a crise de 2008 era uma visão na defensiva na própria conjuntura mundial.
Como casais condenados a viver juntos, era preciso rediscutir a relação Estado
e mercado, o peso que teriam na nova pós-crise.
Isso aconteceu até nos Estados Unidos, onde Obama lançou um
plano de recuperação na economia, que agora chega a seu fim, atingindo o
objetivo. Caminhos teóricos distintos levaram a escolhas distintas. Na
compreensão de Obama, o Estado precisava impulsionar a economia porque é dele
que depende sua sobrevivência.
A intervenção do Estado na economia brasileira, em linhas
gerais, enfraqueceu o papel do mercado, pelo fortalecimento da intervenção do
governo. No campo da energia, as intervenções de Dilma para baixar o preço da
eletricidade, voluntariosamente, e conter o preço da gasolina são evidências de
que superestimam o papel do Estado. Aliadas, é claro, a uma grande vontade de
ganhar as eleições. Os estímulos à indústria automobilística foram uma faca de
dois gumes. Eles agravaram o problema da mobilidade urbana, que era um dos
motores das manifestações de 2013. Essa política é uma contradição ambulante.
Além disso, valeu um processo de protecionismo na Organização Mundial do
Comércio.
No meu ponto de vista, o governo esteve sempre mais
preocupado com a área da economia que domina: estatais e, indiretamente, a
constelação de empresas que giram em torno delas. Houve estímulos via BNDES
criando uma órbita em torno do governo. Uma órbita favorecida: toma-se dinheiro
público coberto pelo sigilo bancário.
A conclusão oficial foi expressa por Guido Mantega: nossa
política econômica foi aprovada nas eleições. A alguns quilômetros dali, Dilma
afirmou que a mudança foi a palavra mais ouvida na campanha. Não vi contradição
entre os dois, porque Dilma jamais associou a palavra mudança à economia,
sempre afirmou que estava no caminho certo, que seu modelo era exemplo
universal de como atravessar uma crise sem perda de salário ou emprego.
Durante esse período de exaltação do próprio desempenho, o
governo jogou para baixo do tapete dados essenciais. Dois deles já vieram à
tona: o rombo de R$ 20 bilhões nas contas públicas e o da redução da pobreza.
Outros esperam no pipeline: índice de desmatamento na Amazônia, redução da pobreza,
performance no ensino.
Dilma afirma querer esclarecido, em todos os detalhes e
nomes, o escândalo de corrupção na Petrobrás. Tenho inúmeras razões para
duvidar. O governo tentou bloquear a CPI, os vazamentos indicaram que a própria
base do governo está envolvida; Lula e Dilma foram mencionados pelo doleiro
Alberto Youssef. A realidade é que o governo vai considerar estratégico
desqualificar as investigações. E não está sozinho nisso. As grandes empresas
envolvidas contrataram poderosos advogados que fracassaram no mensalão, mas
ganharam experiência para o novo confronto: o petrolão.
O Supremo terá 10 dos 11 ministros indicados pelo PT. Claro
que alguns deles sabem que o PT passa e o Supremo fica. Mas sua gratidão será
cobrada, como foi intensamente cobrada de Joaquim Barbosa. Esse processo do
escândalo na Petrobrás será uma intensa luta entre quem quer saber e punir e
quem quer esconder e inocentar. Não creio no êxito da tentativa de esconder. O
escândalo ultrapassou as fronteiras: auditorias internacionais serão realizadas
e as leis americanas são difíceis de driblar.
O assalto à Petrobrás e a política econômica se entrelaçam e
podem nos levar a um debate um pouco mais concreto sobre este capitalismo de
Estado que o PT impulsiona. A corrupção instalou-se no cofre da maior empresa
estatal e se estendeu para toda a constelação que gira em torno dela.
Dilma afirmou que vai entregar o Brasil pronto para um novo
ciclo de crescimento. Obama fala como se tivesse concluído a tarefa. Alguém
perdeu tempo nestes cinco anos.
Nunca tive a experiência de uma vitória em eleição
majoritária. Mas havia uma questão temível esperando o vencedor na manhã
seguinte: como fazer tudo o que prometi?
Os anos serão duros para Dilma. Seca no Sudeste, seca de
ideias sobre política de recursos hídricos, economia estagnada e uma tentativa
de provar que vivemos na realidade dos programas de televisão da campanha. Será
preciso um grande plantel de macunaímas para o governo escapar ileso dos fatos,
das leis da economia e de um bilionário processo de corrupção. E não podem
dizer como o nosso herói sem nenhum caráter: ai, que preguiça!
O desdobramento de uma política econômica fracassada e o
desenrolar do maior processo de corrupção da história do País devem produzir um
debate muito mais próximo da realidade do que uma fantasia novelesca da agenda
eleitoral. Minha esperança é que as pessoas olhem bem para a falência da
economia e a gravidade da corrupção na Petrobrás. E esqueçam um pouco quem foi
parado na Lei Seca, quem estava preparando tirar a comida da mesa dos pobres
para depositá-la no Banco Central independente. Assistimos a uma ficção da pior
qualidade. Precisamos voltar à realidade cotidiana. O assalto à Petrobrás foi
uma audácia. Audácia maior é o assalto à nossa lucidez.
Fernando Gabeira, jornalista, escritor e ex-deputado federal
Artigo publicado no jonral O Estado de São Paulo em
07/11/2014
PACOTE DE MALDADES
As eleições terminaram e a presidente reeleita, Dilma
Rousseff (PT), não esperou muito tempo para presentear os brasileiros com um
pacote de maldades. Tudo aquilo que Dilma acusava seus adversários, que se
eleitos fariam contra a população, foi Dilma quem fez.
Na primeira decisão pós-eleição, o Banco Central anunciou
aumento de juros a 11,25% ao ano. Depois foi divulgado que o governo federal
teve o maior rombo nas contas públicas da história do país.
E o aumento dos combustíveis que todos sabiam que ia
aumentar desde abril deste ano e o governo tentando esconder o sol com a
peneira, principalmente durante toda campanha eleitoral, foi anunciado para
esta sexta-feira (07), aumento de 3% na gasolina e 5% o diesel.
As maldades do governo Dilma para os brasileiros estão
apenas começando. A energia vai subir. A previsão de reajuste da tarifa da
energia elétrica é de 17,6% em 2014, conforme divulgou o Banco Central.quinta-feira, 6 de novembro de 2014
DOAÇÕES MILIONÁRIAS
Por Lauro Jardim, da coluna Radar on-line
As construtoras citadas por Paulo Roberto Costa e Alberto
Youssef em suas delações premiadas tiveram grande participação nas eleições
estaduais. Dos governadores eleitos nos 26 estados mais o Distrito Federal, 14
receberam 41,1 milhões de reais doações das encrencadas empreiteiras, de acordo
com a prestação de contas à Justiça Eleitoral.
A mais generosa das construtoras foi a OAS, que contribuiu
com 15 286 683 reais na eleição de onze governadores. A seguir vêm a Queiroz
Galvão, com 9 563 119 reais distribuídos entre seis eleitos, e a baiana UTC,
que doou 7 375 000 reais a cinco candidatos eleitos.
O maior beneficiado com a bondade das empreiteiras
implicadas na Lava-Jato foi Rui Costa, eleito na Bahia. O petista recebeu 9 402
768 reais, distribuídos por UTC, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e Engevix.
Geraldo Alckmin foi o segundo mais beneficiado: levou 8 501 844 reais, doados
por UTC, OAS e Andrade Gutierrez.
Eleito governador de Alagoas, Renan Calheiros Filho foi
agraciado com 6 801 500 reais de OAS, Queiroz Galvão, UTC, Camargo Corrêa,
Andrade Gutierrez e Odebrecht. Pouco antes de ser preso, em março, o doleiro
Alberto Youssef se encontrou com o filho de Renan Calheiros (leia mais aqui).
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
APAGÃO NAS MADRUGADAS
Para evitar apagões nos horários de pico, as distribuidoras
podem cortar o fornecimento de energia durante as madrugadas de janeiro e
fevereiro do ano que vem, de acordo com informações publicadas pela Folha de S.
Paulo.
A medida pode ser necessária para manter os reservatórios em
nível seguro e evitar apagões nos horários de pico, segundo o Operador Nacional
do Sistema (ONS). Os cortes afetariam grandes centros urbanos do sudeste, como
São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Belo Horizonte e Vitória.
Isso no caso de as chuvas não serem suficientes para elevar
os reservatórios ao nível de 30%. Atualmente, estão em 18,27%. Neste mesmo
período no ano passado, estavam com 41,62% da capacidade.
De acordo com a ONS, o órgão precisa preparar as
hidrelétricas para operar de forma adequada durante os horários com maior
demanda. Para evitar quedas inesperadas de energia, o órgão cortaria
seletivamente parte do fornecimento nas madrugadas.
Com informações do Terra via IstoÉ
terça-feira, 4 de novembro de 2014
LEMBRANDO RACHEL DE QUEIROZ
Rachel de Queiroz, a pioneira cearense – foi a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras, 1977 – conhecida pelas belas histórias contadas em suas obras, o carinho que tinha pelas palavras, seja nas crônicas, nas peças de teatro ou nos romances, ela era uma mulher à frente do seu tempo. Até na politica Rachel de Queiroz enveredou e teve uma vida intensa.
A consagrada vida de escritora e jornalista, parte dos brasileiros já conhece, mas, na política é desconhecida pela maioria da população brasileira. Rachel se tornou membro do Partido Comunista ao lado de amigos de sua geração, uma turma politizada e ‘comunizada”, como relatou ela na autobiografia Tantos Anos, de 1998. Foi presa duas vezes.
Em 1931, após passar dois meses no Rio de Janeiro – tinha ido receber o Prêmio Graça Aranha, dado a O Quinze – Rachel volta ao Ceará, com credenciais do Partido Comunista, já politizada e com a missão de promover e reorganizar o Bloco Operário e Camponês, movimento político o qual ela tinha participado.
Rachel passou a fazer parte do Partido Comunista, mesmo sem ter feito uma ficha, assinado alguma ata. Aliás, não se podia deixar nenhum rastro de papéis, livros ou qualquer tipo de documento, a polícia era brutal e se pegasse algum vestígio, levava todos para a cadeia: às pessoas e os papéis. Com a chegada de Getúlio Vargas ao Rio, a polícia ficou mais feroz.
Em 1937, com a decretação do Estado Novo de Getúlio Vargas, os livros de Rachel de Queiroz foram proibidos e, num fato marcante, várias de suas obras acabaram queimadas em praça pública em Salvador (BA), junto a livros de Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, todos classificados de subversivos.
O desligamento do Partido Comunista aconteceu após ela ver censurado pelo próprio Partido o romance João Miguel. No romance, João Miguel, ‘campesino’ bêbado, matava outro ‘campesino’. O aviso: só permitiria a publicação da obra, se Rachel fizesse as modificações apontadas pelo presidente do Partido Comunista. Segundo o Partido, a trama era carregada de preconceitos contra a classe operária.
Jamais se curvou as imposições feitas a sua obra, Rachel de Queiroz não aceitou as tais modificações exigidas pelo Partido Comunista, pegou o original que tinha datilografado e saiu em disparada, como relatado por ela no capítulo O Rompimento, da autobiografia Tantos Anos, escrita por ela e a irmã caçula, Maria Luiza Queiroz.
Em sua obra Caminho de Pedras (1937), Rachel trata desse momento político que viveu no Partido Comunista, porque fazer política na década de 20, ser comunista era muito perigoso. A ideia de comunismo era distorcida e alguém que ousasse se apresentar como comunista pagaria um preço alto, até com a própria vida.
Rachel de Queiroz faleceu dormindo em sua rede, em sua casa, 4 de novembro de 2003, no Rio de Janeiro.
A consagrada vida de escritora e jornalista, parte dos brasileiros já conhece, mas, na política é desconhecida pela maioria da população brasileira. Rachel se tornou membro do Partido Comunista ao lado de amigos de sua geração, uma turma politizada e ‘comunizada”, como relatou ela na autobiografia Tantos Anos, de 1998. Foi presa duas vezes.
Em 1931, após passar dois meses no Rio de Janeiro – tinha ido receber o Prêmio Graça Aranha, dado a O Quinze – Rachel volta ao Ceará, com credenciais do Partido Comunista, já politizada e com a missão de promover e reorganizar o Bloco Operário e Camponês, movimento político o qual ela tinha participado.
Rachel passou a fazer parte do Partido Comunista, mesmo sem ter feito uma ficha, assinado alguma ata. Aliás, não se podia deixar nenhum rastro de papéis, livros ou qualquer tipo de documento, a polícia era brutal e se pegasse algum vestígio, levava todos para a cadeia: às pessoas e os papéis. Com a chegada de Getúlio Vargas ao Rio, a polícia ficou mais feroz.
Em 1937, com a decretação do Estado Novo de Getúlio Vargas, os livros de Rachel de Queiroz foram proibidos e, num fato marcante, várias de suas obras acabaram queimadas em praça pública em Salvador (BA), junto a livros de Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, todos classificados de subversivos.
O desligamento do Partido Comunista aconteceu após ela ver censurado pelo próprio Partido o romance João Miguel. No romance, João Miguel, ‘campesino’ bêbado, matava outro ‘campesino’. O aviso: só permitiria a publicação da obra, se Rachel fizesse as modificações apontadas pelo presidente do Partido Comunista. Segundo o Partido, a trama era carregada de preconceitos contra a classe operária.
Jamais se curvou as imposições feitas a sua obra, Rachel de Queiroz não aceitou as tais modificações exigidas pelo Partido Comunista, pegou o original que tinha datilografado e saiu em disparada, como relatado por ela no capítulo O Rompimento, da autobiografia Tantos Anos, escrita por ela e a irmã caçula, Maria Luiza Queiroz.
Em sua obra Caminho de Pedras (1937), Rachel trata desse momento político que viveu no Partido Comunista, porque fazer política na década de 20, ser comunista era muito perigoso. A ideia de comunismo era distorcida e alguém que ousasse se apresentar como comunista pagaria um preço alto, até com a própria vida.
Rachel de Queiroz faleceu dormindo em sua rede, em sua casa, 4 de novembro de 2003, no Rio de Janeiro.
MORRE JOSÉ LINS ALBUQUERQUE
Morreu na noite dessa segunda-feira (3), em Brasília, vítima
de falência múltipla dos órgãos, o ex-senador cearense José Lins Albuquerque,
94. O sepultamento ocorrerá nesta terça-feira (4), na Capital Federal.
Cearense de Creteús, José Lins Albuquerque, era engenheiro
civil formado pela Escola Nacional de Minas e Metalurgia de Ouro Preto. Foi
diretor da Escola de Engenharia da UFC, diretor do DNOCS e superintendente da
SUDENE, além de deputado federal pelo extinto PFL.
domingo, 2 de novembro de 2014
SEM MARQUETEIRO PARA DISFARÇAR
Do site da Veja
Seja quem for seu escolhido para ditar os rumos da economia
brasileira na nova equipe ministerial, é certo que 2015 será um ano duro para a
presidente Dilma Rousseff. Reeleita numa eleição acirrada e com estreita margem
de votos, Dilma terá pela frente um cenário econômico desalentador, que a
obrigará a tomar medidas impopulares e acalmar o mercado financeiro. Paralelamente,
a menos que inicie um movimento conciliatório – e ele dê certo – nos próximos
dois meses, terá dificuldades na interlocução com o Congresso Nacional, que por
si só já estará alvoroçado com as denúncias do petrolão.
"A democracia brasileira vai passar por um teste de
estresse, com muita disputa, uma polarização bastante intensa. Tudo conspira
para que presidente tenha grandes dificuldades no Congresso, na economia e no
atendimento aos anseios da sociedade", afirma o professor Carlos Pereira,
da Escola de Administração Pública da FGV.
O ponto mais sensível do futuro governo é a economia. Sob
efeito de uma persistente pressão inflacionária – 6,75% nos últimos doze meses
e longe do centro da meta de 4,5% – o novo governo terá pela frente o desafio
de reverter o baixo crescimento econômico, melhorar a condução da política
fiscal para diminuir a dívida pública, estancar a crise de desconfiança dos
investidores e passar credibilidade suficiente para evitar que o Brasil perca o
grau de investimento recebido em 2008.
“O mais importante problema que vamos enfrentar daqui para
frente diz respeito à questão fiscal. Crescimento e a inflação são itens
preocupantes, mas se não arrumar a área fiscal, as demais questão passam a não
ser eficazes”, diz o doutor em economia Flávio Basílio, da Universidade de
Brasília (UnB). “O fiscal também é importante para garantir o grau de
investimento da economia brasileira, para auxiliar o Banco Central no combate à
inflação e também acaba reduzindo os juros futuros, que é uma variável
relevante para a decisão sobre os investimentos do país”, completa.
Ainda no campo econômico, a presidente reeleita terá mais
bombas para desarmar: o inevitável reajuste no preço dos combustíveis e o risco
de problemas na oferta de energia elétrica em 2015 caso persista a escassez de
chuvas. Por temer impactos no desempenho eleitoral da presidente Dilma, o
governo postergou para depois do segundo turno o reajuste no preço da gasolina,
desidratando o caixa da Petrobras, já que a estatal tem de importar parte do
combustível que vende por não produzir nem refinar toda a gasolina exigida
pelos consumidores brasileiros. Como os preços do mercado doméstico estão
defasados em relação aos do mercado internacional, o prejuízo recaiu sobre o
caixa da petroleira.
“Existem dúvidas se ela vai ser capaz de reequilibrar as
contas públicas, porque o governo foi negligente com a macroeconômica em todo o
primeiro mandato. Não temos crescimento econômico e estamos em recessão
técnica. Somado a isso, o escândalo da Petrobras e o depoimento do doleiro
Youssef, que mencionou diretamente tanto ela quanto o ex-presidente Lula, pode
colocar grande parte do governo em suspeição e fragilizar naturalmente o novo
mandato da presidente Dilma", diz Carlos Pereira, da FGV.
No setor elétrico, contribuem para a formação de mais um
campo minado o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, o aumento da
necessidade das térmicas, que têm energia mais cara, e a inescapável
dependência das chuvas. No mais, Dilma terá de rever as nomeações políticas –
boa parte das indicações na Eletrobras e em subsidiárias são feitas pelo PMDB –
e provavelmente substituir o atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão,
enfraquecido após ter sido citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa
como uma das autoridades que receberam propina do petrolão.
Além do impacto na imagem da Petrobras, a maior empresa
pública brasileira, os mais emblemáticos efeitos do esquema de corrupção na
estatal deverão começar a ser sentidos no próximo ano e também entram na lista
de tempestades a serem administradas pela presidente Dilma Rousseff. Com a
esperada homologação da delação premiada do doleiro Alberto Youssef, os nomes
de deputados e senadores citados tanto por ele quanto pelo ex-diretor da
estatal Paulo Roberto Costa deverão vir a público, comprometendo próceres do
PT, PMDB e PP e abrindo espaço para o esfacelamento da base aliada da petista
reeleita. A própria Dilma e o antecessor no cargo, Luiz Inácio Lula da Silva,
também poderão ter sérios problemas com o Judiciário no desenrolar do caso.
A diferença é que, a partir do próximo ano, as artimanhas do
marqueteiro João Santana poderão não ser suficientes.
O MEDO VENCEU A ESPERANÇA! E AGORA, JOSÉ?!
Chegamos à nossa quarta feira de cinzas. a festa acabou, os
tamborins já não tocam mais, quantos de nós ainda temos o que comemorar, o que
podemos verdadeiramente comemorar, alguém que chegou na frente, alguém que
quase chegou, e daí? a ressaca ainda persiste e não se sabe por quanto tempo.
Que remédios iremos tomar que possa nos deixar inertes ou
alienados às questões que se nos apresentam a todo instante? a batalha mais
difícil de ser travada, ocorre dentro de cada um de nós.
Ninguém a vê, a aplaude ou a pode censurar. ela está no
íntimo de cada um de nós, que nem sempre temos a coragem de exteriorizá-la,
pelo bem ou pelo mal que ela nos causou. ela é só tua. vitória ou derrota
pertencerá sempre a cada um de nós e quase sempre, em silencio, temos que
conviver solitariamente.
Se ganhamos, contraímos, ou pelo menos deveríamos, a
responsabilidade de assumirmos as expectativas dos nossos avalistas, se
perdemos, de igual modo, somos responsáveis pelo acompanhamento, vigilância e
cobrança, da satisfação das expectativas criadas.
Me parece que estamos diante de um grande empasse: a Nação
divida entre a mentira e a verdade, a desconstrução de princípios éticos e
morais e a dissimulação, que é própria dos desprovidos destes mesmos atributos,
do medo dos mais necessitados e desassistidos de consciência crítica e dos
providos da realidade vigente...
Na verdade nos resta a esperança, de que os vencedores sejam
humildes o suficiente para compreender o caos instalado e que os perdedores
sejam altivos sem perder a responsabilidade e generosidade, se convidados forem
com objetivos reais, éticos e morais, para juntos fazerem as reformas
necessárias, para o bem do País e de sua gente.
Do contrário viveremos dias difíceis e com perspectivas
sombrias.
Obrigados a todos os amigos, amigas, companheiros de
campanha, que juntos fizemos uma luta justa, consciente e coerente com os
anseios da sociedade.
Que Deus nos proteja! Um abraço, Joaquim Cunha.
Joaquim Cunha, ex-prefeito de Gavião (BA) – Foi Presidente
da Associação de Prefeitos da Região nordeste e Vice-Presidente da União dos
Municípios da Bahia (UPB).
sábado, 1 de novembro de 2014
EFEITO YOUSSEF
Por Lauro Jardim, da coluna Radar On-line
Uma semana antes de ser preso, Alberto Youssef teve um
encontro com o governador eleito de Alagoas, Renan Calheiros Filho.
A propósito, de acordo com quem teve acesso a trechos dos
depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, foram encontrados rastros
de operações heterodoxas feitas por alguns senadores peemedebistas com fundos de pensão estatais.À ESPERA
RIO — Mesmo após as eleições, 623 políticos continuam com a
situação de suas candidaturas indefinida. A solução desses casos poderá
promover uma dança das cadeiras entre os eleitos. Desses, pelos menos 28 se
elegeram, mas enfrentam recursos na Justiça Eleitoral. Entre eles há três
governadores: Raimundo Colombo (PSD-SC), Marcelo Miranda (PMDB-TO) e Waldez
Góes (PDT-AP).
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 1.793
recursos enviados à Corte, 53 sequer foram apreciados até quarta-feira; os
demais tiveram sua situação analisada ao menos uma vez. O TSE espera julgar
todos até a diplomação, em 19 de dezembro.
Colombo foi impugnado por um adversário que questionou a
candidatura de todos os nomes do PDT, da coligação dele, sob alegação de que “a
convenção partidária foi realizada por órgão de direção que não possui
legitimidade para deliberar sobre a escolha de candidatos”, o que incluiu o
governador.
Góes também teve a candidatura impugnada por um oponente, o
suplente de deputado estadual Raimundo Sousa (PSB). Segnudo Sousa, Waldez não
apresentou certidão de bens condizente com o que possui.
Miranda teve a candidatura questionada pelo Ministério
Público Eleitoral. Segundo o órgão, ele teve contas rejeitadas por
irregularidades insanáveis pela Assembleia Legislativa de Tocantins, o que
caracterizaria ato doloso de improbidade administrativa. Assim, deveria ser
enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Ainda segundo o MPE, ele teria foi condenado
pelo TSE por abuso de poder nas eleições de 2006.
TRÊS ACEITARAM CANDIDATURAS
Os Tribunais Regionais Eleitorais não aceitaram as
impugnações desses candidatos. Porém, como ainda há recursos das partes
envolvidas, o registro segue no TSE à espera de uma decisão.
Entre os estados com mais políticos em situação indefinida
destacam-se o Rio, em primeiro com 212 casos, e São Paulo, com 126. Os
candidatos com destino incerto se dividem entre os que têm status “indeferido
com recurso” (494), os “deferidos com recurso” (127), e os “substitutos
pendentes de julgamento” (2).
No caso dos primeiros, que sequer conseguiram o registro,
caso tenham o nome aprovado pelo TSE e votos suficientes para se eleger,
poderão ocupar o cargo. Já os deferidos com recurso, se forem rejeitados pela
Justiça Eleitoral, poderão perder o direito ao cargo e ser substituídos, caso
dos três governadores.
Conteúdo do O Globo
ROMBO RECORDE
O rombo nas contas públicas do governo federal bate recorde em setembro; mais de R$ 25 bilhões de reais.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
OPERAÇÃO MÃOS-SUJAS
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa responsável pelo maior julgamento de
corrupção da história deste país, o Mensalão, sentiu na pele a pressão do
governo petista. Foi aniquilado.
Nas redes sociais, Barbosa foi enxovalhado, ameaçado de
morte e ridicularizado por uma militância sedenta de ódio. A opressão foi tanta que Joaquim antecipou sua
aposentadoria.
Agora quem está no circulo de fogo dos petistas é o juízo federal, Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato.Parlamentares governistas e da base aliada estão juntando forças para desmoralizar o juiz Moro e tornar nulo o trabalho da Operação.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
VOTO NULO
Caros amigos, sobre o segundo turno das eleições ainda não
tinha me posicionado por falta de tempo; estou em férias no Ceará.
No primeiro turno votei Marina, no segundo turno, votarei
NULO, uma questão de coerência e memória.
Não me sinto representado em nenhuma das candidaturas que
disputam o segundo turno.
No primeiro turno, desde 1989, não se via uma campanha tão
sórdida, sustentada na mentira, calúnia e difamação.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
NÚMERO DE FÃS
As eleições no Brasil geraram mais de 200 milhões de
interações no Facebook. A informação é do levantamento "Mapa do debate
eleitoral", que a rede social divulga nesta quinta-feira (2/10), ao qual o
Correio teve acesso com exclusividade. A performance dos três principais
candidatos nas mídias sociais reflete a acirrada disputa das intenções de voto,
mas traz Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) à frente da presidente Dilma
Rousseff (PT), segundo levantamento em tempo real da consultoria Social Bakers.
Os brasileiros que mais comentam sobre eleições têm entre 18
e 34 anos. Em seguida, estão aqueles entre 35 e 49. As cidades líderes em
comentários sobre eleições durante a campanha, entre julho e outubro, foram,
nesta ordem, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília
(DF), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Curitiba (PR), Manaus (AM) e
Porto Alegre (RS).
Entre os principais presidenciáveis, Marina Silva tem 2,1
milhões de fãs. Aécio chega a 1,5 milhão e Dilma 1,2 milhão. Na interação com
os eleitores, a ambientalista também supera os colegas: marca 10 milhões, ante
6,9 milhões de Dilma e 5,1 milhões de Aécio.
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