sexta-feira, 14 de novembro de 2014

PÃO E CIRCO

A cidade de Sobral (CE), está agitadíssima! Começou o Carnabral, o pão e circo do governo municipal, principal patrocinador. O carnaval fora de época sobralense acontece nos dias 14, 15 e 16 de novembro.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

DEMISSÃO EM MASSA

Além da ministra Marta Suplicy (Cultura), cerca de outros 15 ministros entregaram cartas de demissão até esta quarta-feira (12), colocando seus cargos à disposição da presidente Dilma Rousseff.
Marta, que pediu demissão na terça (11), fez no mesmo dia uma festa de despedida com sua equipe na pasta, em uma churrascaria.
Sua exoneração foi assinada pelo presidente interino Michel Temer no dia seguinte, seguindo recomendação de Dilma. A ex-ministra será substituída interinamente por sua secretária-executiva, Ana Cristina Wanzeler.
Os demais ministros permanecem nos cargos até decisão da presidente.
Entre os que entregaram cartas estão Aloizio Mercadante (Casa Civil), mentor da ideia avaliada internamente como "atabalhoada", Mauro Borges (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Clélio Campolina (Ciência e Tecnologia), José Henrique Paim (Educação) e Moreira Franco (Aviação Civil).
As cartas entregues ao Planalto, à exceção da encaminhada por Marta, seguem estilo protocolar, colocando os cargos à disposição.
Já a ex-ministra da Cultura optou por fazer enviar um texto com críticas indiretas à presidente, principalmente na condução da economia.
Marta desejou que Dilma seja "iluminada" ao escolher sua próxima equipe econômica e que opte por um ministro independente, capaz de resgatar a credibilidade e confiança do país.
A decisão de exonerar Marta imediatamente, enquanto demais ministros podem ficar até o final do ano, está relacionada à sua postura ao sair do governo, em tom que desagradou a presidente.
Nesta quarta, em entrevista no Planalto, Mercadante disse que "seguramente, mais de dez ou 15 ministros já apresentaram [suas cartas] e outros entregaram direto no gabinete da presidente".
SUGESTÃO
Segundo o chefe da Casa Civil, a apresentação do pedido de demissão foi sugestão dele e de outros ministros.
"É uma forma de demonstrar publicamente respeito ao que foi o tema da campanha -equipe nova", afirmou Mercadante, muito criticado internamente pela ideia.
Um ministro disse à Folha que a entrega coletiva dos cargos não tem sentido, já que as vagas pertencem à presidente, que pode dispensar qualquer auxiliar no momento em que considerar adequado.
Inicialmente, a ideia era que os ministros entregassem as cartas apenas na próxima semana, quando Dilma estará de volta ao país. Ela chega hoje à Austrália, onde participará da reunião do G20.
O movimento foi, porém, precipitado pela saída de Marta. Mercadante minimizou o gesto da colega e disse que a avalanche de cartas recebidas não tem "nada a ver" com seu pedido de demissão.
Também entregaram suas cartas de demissão os ministros Thomas Traummann (Secretaria de Comunicação), Marcelo Neri (Assuntos Estratégicos), Luís Inácio Adams (Advocacia-geral da União) e Francisco Teixeira (Integração Nacional), entre outros.
Já disseram que o farão nos próximos dias Manoel Dias (Trabalho) e César Borges (Portos).
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UM PAÍS PARTIDO

Em 2014, o Brasil viveu seu sétimo período eleitoral geral desde a redemocratização. Observador atento e cuidadoso do cenário político, Marco Antonio Villa traz, em Um país partido: 2014, a eleição mais suja da história, uma análise detalhada do processo eleitoral do país.
O livro apresenta uma breve história das eleições presidenciais desde 1891. Se debruça também sobre o quadro de formação das candidaturas e traça o histórico da campanha eleitoral. Termina com um balanço da eleição de 2014 e analisa seu significado.
Construído em doze capítulos, e é escrito em linguagem direta, mas sem perder o rigor histórico que caracteriza seu autor. Sinopse
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ABSURDO NO CEARÁ

Do site do Bom Dia Brasil
Com a estiagem, o reservatório que abastecia Sobral, no interior do Ceará, secou. Agora, a escola municipal está há três semanas usando água de esgoto para fazer a merenda.
O canal sujo é a única fonte de água de uma escola, em um pequeno distrito de Sobral, no interior do Ceará. São três semanas sem água na torneira. "Para os alunos beberem água mineral tem que comprar, que é mais ou menos R$ 10. Os alunos não têm como comprar água mineral. Vem para a escola, mas é para gente beber água limpa não suja”, reclama a estudante Gabriele Vasconcelos.
A água também é usada na merenda dos alunos. O vigia da escola enche baldes no canal e leva para cozinha. Para tirar um pouco da sujeira, a cozinheira Rosilene Pereira faz o que pode. “Eu coo a água no pano, depois eu coloco para ferver”, diz.
Mesmo assim, a água continua ruim mesmo para cozinhar e afeta, inclusive, o sabor da comida. “O sabor é muito ruim, de ferrugem, mas não tem jeito, nós não vamos passar fome”, afirma o estudante João Paulo Vasconcelos.
Como falta saneamento básico na comunidade onde fica a escola, o canal também é utilizado para o descarte de esgotos. “Tudo que desce é sujeira, é tudo. É gato, é cachorro. Bebe água, toma banho”, conta o vigilante Valter Gomes.
O DNOCS, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, é o responsável pelo canal e informou que a água é destinada à irrigação e criação de peixes. Segundo a companhia que gerencia os recursos hídricos do estado, a água que vai para o canal só é própria para o consumo humano após passar por tratamento.
Sobral está entre os 174 municípios do Ceará em situação de emergência por causa da seca. A reserva hídrica do estado está com apenas 23% da capacidade, e muitas fontes não estão em condições de atender a população.
“Todo mundo que olha vê que a água poluída. Pode cair doente, pode ir ao hospital. A gente fica preocupada como mãe, mas infelizmente é a que está tendo”, conta a dona de casa Benedita de Sousa.
A Secretaria de Educação de Sobral disse que estuda a possibilidade de abastecer a escola com caminhões-pipa, mas alegou que isso vai depender da disponibilidade dos caminhões.
Veja o vídeo.
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DE VOLTA PRA CASA

A ministra da Cultura, Marta Suplicy entregou carta de demissão à presidente Dilma. As especulações sobre a saída têm sido muitas, porém, o que Marta fez foi se adiantar no processo da reforma ministerial que a presidente Dilma fará em seu segundo mandato. Os  nomes dos novos ministros começarão a ser divulgados nos próximos dias e irá até o fim de dezembro, quando estará fechada a nova equipe ministerial para iniciar 2015.
Marta é senadora licenciada por São Paulo e volta para mais quatro anos de mandato no Senado. Aliás, não apenas Marta Suplicy, mas os senadores do PT que estavam licenciados ocupando algum cargo ou saíram para disputar as eleições deste ano e não lograram êxito nas urnas e tem mais quatro anos, voltarão; é o caso da ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
Essa volta ao Senado é uma convocação do PT, em particular do ex-presidente Lula, numa reunião em São Paulo convocou a bancada petista. O objetivo é fortalecer a linha de frente no Senado e combater a oposição, principalmente dos tucanos de bico grosso Aécio Neves (MG), José Serra (SP),  Antonio Anastasia  (MG), Aloysio Nunes Ferreira (SP), Alvaro Dias (PR) e Tasso Jereissati (CE).
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

DÓLAR NAS ALTURAS

O dólar em alta é sinal dessa silenciosa recessão que o país está vivendo e o governo tentou camuflar com mentiras durante a campanha eleitoral, principalmente no primeiro turno.

A indefinição do nome do novo ministro da Fazenda tem deixado o mercado apreensivo e receoso para tomar algumas decisões econômicas.
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terça-feira, 11 de novembro de 2014

DADOS OMITIDOS

Os dados sobre a pobreza no Brasil que seriam divulgados em setembro pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Aplicada, ligado ao Palácio do Planalto) foram guardados e só divulgado após a eleição do segundo turno.
É praticamente explicito que o Ipea segurou os números sobre a pobreza no país para favorecer a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT).
Segundo cálculos do Ipea, o número de indigentes do país cresceu de 10,08 milhões, em 2012, para 10,45 milhões no ano passado.
Nos números do Ipeadata, são considerados miseráveis os que não têm renda suficiente para uma cesta mínima de alimentos, conforme valores regionais. Falta ainda calcular a extrema pobreza com base na linha oficial de R$ 77 mensais por pessoa, adotada no Bolsa Família.
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

PAGAMENTO CONFIRMADO

O doleiro Alberto Youssef afirmou em sua delação premiada que deu 1 milhão de reais para a campanha de 2010 da ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR), que foi eleita senadora naquele ano. Alvo central da Operação Lava-Jato, o doleiro disse que o valor foi entregue a um empresário, dono de shopping em Curitiba (PR), em quatro parcelas: três no centro de compras e outra na casa dele, em um condomínio de alto padrão da capital paranaense.
A afirmação de Youssef confirma o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, também em delação premiada, de que em 2010 recebeu pedido "para ajudar a campanha" de Gleisi. Segundo ele, foi o marido da senadora, o atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, quem fez a solicitação. Youssef confirmou esse pedido e disse ter viabilizado a entrega do valor.
O ex-diretor e o doleiro são réus do processo que apura superfaturamento, desvios, lavagem de dinheiro, corrupção e propina na Petrobras. O esquema, sob comando de PT, PMDB e PP, abasteceu outros partidos, como PSDB e PSB, segundo os delatores - ambos buscam redução de pena em troca das confissões e da colaboração com fatos novos nos processos.
Gleisi e Bernardo negam o pedido e o recebimento dos valores. A ex-ministra sustenta não conhecer o doleiro nem nunca ter tido contato com ele ou com o esquema sob investigação da Justiça Federal.
Depois de eleita em 2010, Gleisi se licenciou do Senado no começo de 2011 para assumir o cargo de ministra chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff - cargo que ocupou até o começo do ano, quando saiu para disputar o governo do Paraná. A petista ficou em terceiro lugar na disputa, com 14,9% dos votos. Naquela época, Bernardo era titular de Planejamento, Orçamento e Gestão do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua delação, Costa lembrou o fato de Bernardo, em 2010, ser ainda ministro do Planejamento. Com o início do governo Dilma, em 2011, o petista foi transferido para a pasta das Comunicações.
O ex-diretor da Petrobras disse que o repasse de 1 milhão de reais para a campanha da senadora "se comprova" na inscrição que ele próprio lançou em sua agenda pessoal, apreendida pela Polícia Federal no dia 20 de março, três dias depois da deflagração da Lava-Jato. Numa página do caderno de Costa consta, entre outras, a seguinte anotação: "PB 0,1". Segundo o delator da Lava Jato, o registro significa "Paulo Bernardo, 1 milhão de reais". Youssef, por sua vez, afirmou que os valores foram entregues ao empresário indicado por Bernardo por um emissário seu, que não teve o nome revelado.
Os investigadores da Lava-Jato acreditam que a quantia de 1 milhão de reais supostamente destinada à campanha de Gleisi em 2010 foi entregue em espécie. Eles procuram o emissário de Youssef, responsável pela entrega do dinheiro, para confirmar os pagamentos.
Costa já concluiu o processo de delação, após sucessivos depoimentos a um grupo de procuradores da República. Youssef decidiu seguir o mesmo caminho e ainda está fazendo declarações.
Em seu relato, o ex-diretor da Petrobras disse que o dinheiro para a campanha de Gleisi saiu de uma cota equivalente a 1% sobre o valor de contratos superfaturados da Petrobras.
Esse valor, afirmou Costa, era da "propina do PP", partido da base aliada ao governo Dilma que foi presidido pelo deputado José Janene (PR), morto em 2010. Ele foi líder do PP na Câmara e réu do mensalão no Supremo Tribunal Federal. Youssef contou em seu depoimento à Justiça Federal que Costa, apesar de cuidar do 1% destinado ao PP na diretoria de Abastecimento, "muitas vezes tinha que atender a pedidos do PMDB e do PT".
Outro lado – A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) informou, via assessoria de imprensa, que "não conhece Alberto Youssef". "Desconheço completamente os fatos", informou Gleisi. "Todas as doações constam na prestação de contas aprovada pela Justiça Eleitoral." A senadora informou ainda que avalia "com seus advogados, quais providências legais assumirá em relação ao caso".
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, informou que "não pediu nem recebeu qualquer importância" e que nunca falou com o doleiro Alberto Youssef. "Reafirmo o que já lhe disse: desconheço esse assunto. Nunca falei com o senhor Youssef, por qualquer meio."
Bernardo confirmou conhecer o dono do shopping citado pelo doleiro, mas nega qualquer irregularidade. O proprietário do shopping, localizado em Curitiba, foi procurado pela reportagem, mas até esta edição ser concluída não havia respondido aos questionamentos.
Da Veja com Estadão Conteúdo
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O HOMEM DA MALA NO CONGRESSO

Da IstoÉ
Sigilos bancários obtidos por ISTOÉ mostram que o empresário Adir Assad, operador flagrado no escândalo da Delta, recebeu dinheiro do esquema Petrobras, através do doleiro Alberto Youssef, para repassar a políticos
Há poucas semanas, a Polícia Federal recebeu um arquivo digital com a quebra do sigilo bancário das empresas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. São milhares de transações realizadas nos últimos oito anos: depósitos, transferências e saques de bilhões de reais oriundos de contratos de fornecedores da Petrobras – dinheiro que saiu dos cofres da estatal para abastecer o esquema de corrupção que pagou deputados, senadores, governadores e até ministros. Ao analisar detalhadamente esse material, os investigadores encontraram um personagem misterioso que pode ser a chave para comprovar a distribuição de propina a políticos de diferentes legendas. Esse personagem chama-se Adir Assad, empresário libanês apontado como intermediário de propinas de outro escândalo recente, envolvendo fraudes em contratos da empreiteira Delta com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
O empresário Adir Assad surge como o elo entre o doleiro e os políticos
Em 2012, durante a CPI que investigou o caso Delta, o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira, delatou a ação de Assad. Disse que o libanês era quem distribuía aos parlamentares o dinheiro desviado pela Delta e por outras grandes empreiteiras que mantinham contratos com o DNIT. Cavendish entregou o nome de 19 empresas de fachada usadas por Assad para sacar os recursos. O empresário chegou a ser convocado a depor, mas não disse nada – protegido por um habeas corpus. A oposição também tentou quebrar o sigilo de suas empresas, mas a maioria governista na CPI rejeitou o requerimento.
Agora, Assad volta ao centro das investigações. Nos sigilos bancários do esquema Youssef, a Polícia Federal descobriu ao menos cinco das 19 empresas fantasmas de Assad: Soterra Terraplenagem, Legend Engenheiros Associados, JSM Engenharia, Rock Star Marketing e SM Terraplanagem. Entre 2009 e 2011, elas receberam mais de R$ 65 milhões em recursos desviados de contratos da Petrobras com a empreiteira Toyo-Setal. O dinheiro escorreu por meio de uma filiada, a Tipuana Participações Ltda., registrada em nome de Augusto Ribeiro de Mendonça, que há poucos dias firmou com o Ministério Público Federal um acordo de delação premiada. Mendonça é o segundo executivo do grupo Toyo a assinar um termo de colaboração. O primeiro foi Júlio Camargo, cujas revelações têm surpreendido os procuradores.
A força-tarefa da Operação Lava Jato, que investiga o esquema montado por Youssef e Paulo Roberto Costa, quer saber agora quem foram os destinatários finais do dinheiro recebido por Assad. Chama a atenção dos procuradores, por exemplo, três depósitos idênticos de R$ 783.546,93 feitos simultaneamente, no dia 18 de dezembro de 2009, nas contas das empresas Rigidez, Legend e DFS Participações. Ocorre que o dia 18 de dezembro marcou o encerramento da CPI que investigou a Petrobras em 2009.  A investigação sobre a estatal terminou como tantas outras, sem qualquer punição. A PF suspeita que o dinheiro repassado pela Tipuana serviu para selar o acordo para pôr um fim na CPI. Nas semanas que antecederam essa operação, a Legend, de Assad, recebeu outros R$ 12 milhões. A PF já sabe que a empreiteira Rigidez, que recebeu no total R$ 62 milhões da Tipuana, pertence ao doleiro Alberto Youssef. Já a DFS está registrada em nome do próprio Augusto de Mendonça.
Na semana passada, o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), pediu a quebra de sigilo de uma das empresas de Assad, a Rock Star Marketing. Até então, Bueno só tinha conhecimento de que a Rock Star havia feito um depósito de R$ 1,2 milhão na conta da MO Consultoria, outra das empresas de Youssef. Com as novas evidências, Bueno vai ampliar seu pedido para todo rol de empresas ligadas a Assad. Para a Polícia Federal, é necessário quebrar também o sigilo bancário de todas as empresas ligadas a Augusto de Mendonça. No histórico de operações da Tipuana, os investigadores identificaram inúmeras transferências para empresas em nome de familiares de Mendonça e sócios, num montante superior a R$ 100 milhões. Desse total, R$ 18,7 milhões foram para a Yellowwood Consultoria.
NA MIRA DA PF
Compra de empreendimento pelo deputado Celso Russomano e pela filha do deputado Eduardo Gomes será investigada
Em 2012, a Yellowwood abriu em Brasília uma filial do Bar do Alemão, situado às margens do Lago Paranoá, região nobre de Brasília. O empreendimento ganhou notoriedade por reunir em seu quadro societário o deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP) e a filha do deputado federal licenciado Eduardo Gomes (SD-TO), hoje secretário de Esportes do Tocantins. Tanto Russomanno como Gomes tiveram dificuldades para explicar como conseguiram R$ 1 milhão cada um para participar do negócio. O deputado paulista disse que pagaria sua parte trabalhando na administração do bar. Seu colega do Tocantins alegou que recorreu a empréstimos e economias. Agora, se sabe que a Yellowwood pertence ao executivo da Toyo-Setal que mantém relações com Assad e Youssef.
Para a PF, Russomanno e Gomes terão de explicar melhor essa sociedade e a relação com Adir Assad. Há dois anos, quando veio à tona o caso de corrupção envolvendo a Delta, Russomanno foi flagrado num convescote com o empresário libanês na casa de Marcello Abbud. Os dois teriam sido apresentados por Paulo Maluf, que teve negócios com Assad no passado. ISTOÉ tentou contato com ambos, mas não obteve retorno. O empresário libanês tem muito a dizer, resta saber se desta vez a Justiça lhe garantirá o silêncio.
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MAS E A AUTOSSUFICIÊNCIA?

Da coluna Radar On-line
A conta-petróleo do Brasil (ou seja, a exportação de petróleo e derivados menos importação de petróleo, derivados e gás natural) entre janeiro e setembro registrou um déficit de 12,5 bilhões de dólares. Um estrago e tanto na balança comercial.
No governo Dilma, esse vermelho já alcança 44 bilhões de dólares – um volume 68% maior que o déficit acumulado nos oito anos do período Lula, aquele em que se festejou a autossuficiência do petróleo.
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domingo, 9 de novembro de 2014

QUEM ESPALHA VENTO, COLHE TEMPESTADE!

Artigo de Joaquim Cunha
Tive oportunidade nesta semana, de assistir um fato inédito no Congresso Nacional, que continua ecoando na consciência de cada brasileiro que como eu assistiu, ou que dele tomou conhecimento. Um pronunciamento firme, com conteúdo importante e verdadeiro, de um Brasileiro, que durante estes últimos meses, foi o ponto de convergência e esperança da Nação. Que sem medo e com muita determinação e respeito, encampou os sonhos de todos nós, enfrentou o divisionismo, as calunias, a desconstrução de princípios por quem não os tem... combateu o bom combate, com as mãos literalmente limpas e com uma história respeitável, falando de forma simples, solidária e generosa, para um povo carente de oportunidade, Paz, e serviços públicos dignos, além de sedentos de justiça e desenvolvimento econômico com justiça social de verdade. levantando, ainda que não tenha sido o vencedor eleitoral, a esperança e a certeza de que este País, jamais será o mesmo depois desta campanha.
Estou falando do Senador AÉCIO NEVES, um cidadão que como poucos, tomou como meta a restauração do País, através de uma nova ordem social, assentada nos pilares fundamentais da democracia: liberdade de expressão, direitos fundamentais dos seus cidadãos, independência entre os poderes, união do seu povo e inclusão das regiões menos desenvolvidas com tratamento diferenciado, para que todos possam compartilhar dos avanços, experimentando oportunidades mais justas e mais fraternas, já que num País tão rico e regionalmente tão desequilibrado, não há como silenciar na alma de qualquer pessoa dotada de amor ao próximo, este grito de alerta, e sustentar um modelo cansado, esgotado, sem criatividade, tentando administrar a pobreza com objetivos menores e gerando a cada dia mais pessoas submetidas à miséria.
Tudo que foi dito e sempre negado pelos vencedores, está aí já acontecendo.
Com que roupa, com que cara, iremos nós, ao samba que você patrocinou!
Estão assombrados ao perceberem que venceram uma batalha, mas não há como vencer a guerra. As demandas já existiam de forma represada, a trincheira rompeu, os problemas fluem em toda dimensão nacional, como um verdadeiro dilúvio. Cadê a arca? caberá todos nós? ou morreremos afogados e sufocados nesta imensidão de problemas sem uma equação capaz de resolvê-los nem mesmo a médio prazo?
Afinal, quem poderá ir às ruas e receber os abraços e carinho da população?
Me parece um tanto estranho que com tão poucos dias, a verdade possa ter sido descortinada, desmascarada, enquanto nós outros, cheios de esperança de profundas mudanças, passamos a conviver com o sentimento de que o Novo, chegou mais envelhecido e com menos sustentação e possibilidade de promover o que todos desejávamos.
Nos resta a expectativa de que haja pelo menos humildade nesta gente tão arrogante e que os tomados como perdedores, tenham compaixão da Nação e com altivez e caridade, sem abrir mão de princípios, possam contribuir, se oportunidade tiverem, nestas condições, em benefício da nossa gente.
Que Deus nos Proteja! Um abraço, Joaquim Cunha.
Joaquim Cunha, ex-prefeito de Gavião (BA) – Foi Presidente da Associação de Prefeitos da Região nordeste e Vice-Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB).
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sábado, 8 de novembro de 2014

POLÊMICA SUPREMA

Da IstoÉ
Pela primeira vez desde o regime militar, um governo terá a oportunidade de escolher dez dos onze ministros do STF. Como pensam os atuais magistrados, quais os riscos para a democracia, e o que se espera do Senado nesse processo
O sistema democrático brasileiro está ancorado na separação dos poderes, que permite decisões independentes, e no equilíbrio de forças entre as instituições. É justamente por isso que, desde a reeleição de Dilma Rousseff, o futuro do Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou tema obrigatório no mundo político. A composição da mais alta Corte do País depende da indicação do presidente da República, o que, na maioria das vezes, é feito quando os ministros se aposentam ao atingir os 70 anos de idade. Nesse cenário, Dilma Rousseff pode conseguir o feito inédito de nomear seis dos onze integrantes da Corte até 2018. Isso porque, além da vaga do ex-ministro Joaquim Barbosa, que antecipou sua aposentadoria e deixou o tribunal em julho, vão se aposentar por idade nos próximos quatro anos os ministros Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki e Rosa Weber. Com isso e com as indicações feitas no mandato que chega ao fim em dezembro e os nomes indicados por Lula, o PT pode ser o padrinho de dez ministros na ativa. Uma ampla maioria que desperta dúvidas e questionamentos sobre o aparelhamento das instituições por um partido político e, principalmente, sobre os riscos dessa preeminência para a desejada harmonia entre os poderes. A preocupação se baseia especialmente na lista de interesses do Planalto em tramitação no tribunal e, claro, no mau exemplo de países da América Latina, cujos governos trabalharam pela formação de Judiciários submissos ao presidente e aos seus interesses totalitários.
Na avaliação da oposição, um plenário mais alinhado com o Planalto poderia reduzir eventuais riscos que rondam o governo. Há, hoje, no STF potenciais bombas capazes de explodir no colo de Dilma, dependendo da maneira como os ministros as manejarem. Na área política, por exemplo, o STF deverá decidir se abre ações penais contra os personagens do Petrolão, acusados de receber propina de contratos da Petrobras. As denúncias atingem figurões do PT, do PMDB e de outros partidos aliados. O caso pode criar uma crise política semelhante à do mensalão, com o agravante de que o esquema, desta vez, envolve a maior empresa estatal do País. Questões financeiras capazes de afetar o governo também estarão na pauta do STF. Uma ação que tramita há anos no tribunal pretende incidir o ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins. Se perder, a União pode ser obrigada a devolver aos contribuintes mais de R$ 90 bilhões. Contando-se todos os processos de interesse do Executivo pendentes de julgamento, a estimativa da Advocacia-Geral da União é de que o prejuízo em eventuais derrotas poderia ultrapassar a marca de R$ 300 bilhões.
A pergunta que se impõe é: será mesmo que uma presidente cujo partido foi responsável por quase 100% das indicações poderia influenciar decisivamente nas deliberações do plenário? O senso comum e a lógica política que tem norteado importantes setores do PT nos últimos anos permitem acreditar que sim. Para experientes magistrados, a questão é outra. Na última semana, ISTOÉ conversou com especialistas, integrantes e ex-ministros do STF. Embora o ministro Gilmar Mendes, em recentes declarações, tenha manifestado estupefação com o aumento do poder do PT na nova composição, e dito que teme a conversão do STF “numa corte bolivariana”, seus colegas são unânimes em afirmar que essa não é a maior preocupação. Segundo quatro ministros consultados, os temores recaem mais sobre o perfil dos indicados do que propriamente sobre quem os indicará. Ou seja, para os magistrados, a resposta ao questionamento acima pode ser positiva ou não, a depender do critério adotado pela presidente na hora de escolher os futuros ministros do tribunal. Na prática, o que ninguém quer é que se repitam indicações como a de Antonio Dias Toffoli, que, embora tenha sido reprovado no concurso para magistratura, conseguiu uma vaga no Supremo porque foi um dedicado advogado do PT e amigo do ex-presidente Lula. Se reeditados casos como o de Toffoli, acreditam ministros ouvidos por ISTOÉ, a presidente teria sim o poder de influir nos rumos do STF.
A história mostra que as indicações de um partido ou de um presidente, por si só, não são capazes de assegurar períodos de tranquilidade no STF para o governo e para a legenda que os escolheu. Ministros lembram o recente caso do mensalão, quando as posições mais radicais partiram justamente de indicados por Lula, como Joaquim Barbosa, o relator do processo que levou cabeças coroadas do PT para a cadeia, e Carlos Ayres Britto. “Os ministros são cabeças independentes e a Corte já deu demonstrações disso”, afirmou Marco Aurélio Mello. “Quem levanta essa hipótese de bolivarianismo teria antes de dizer se quem está lá agora serve a algum interesse. Os julgamentos recentes mostraram que não”, avalia o professor da faculdade de direito da Fundação Getulio Vargas Diego Werneck.Embora a atual composição do STF desfrute do respeito dos especialistas, justamente por ter se mostrado independente nos últimos anos, a sociedade deve estar atenta aos movimentos políticos em torno do tribunal. Hoje, essas tentativas de interferência ficam mais evidentes no PT. Por variados motivos. Desde que ascendeu ao Planalto, o partido se revelou adepto do jogo de influência típico do poder no Brasil. Nos últimos anos, a sociedade deparou-se com declarações do ex-ministro José Dirceu – um dos principais réus do mensalão – afirmando que fora procurado pelo ministro Luiz Fux quando esse fazia “campanha” pelo cargo. Fux teria prometido até beneficiar os mensaleiros em troca da nomeação. Não foi o que aconteceu durante o julgamento. Mas paira a dúvida se Fux foi nomeado por causa da promessa de contentar os petistas. Na mesma época, o ministro Gilmar Mendes afirmou que fora procurado pelo ex-presidente Lula para adiar o julgamento dos envolvidos no escândalo. Já no governo Dilma Rousseff , a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins na importação, uma das ações que mais preocupam a União, foi retirada de pauta depois de uma conversa do ministro Dias Toffoli com o advogado-geral da União, Luiz Adams. Se perdesse, o governo poderia ter prejuízo estimado em R$ 33 bilhões. Até hoje, Toffoli não pautou a matéria.
Em meio à polêmica sobre as indicações ao Supremo, ganhou força no Congresso um movimento organizado para tentar reduzir a concentração de nomeações de ministros nas mãos de Dilma. Encabeçado por caciques do PMDB e endossado por ministros que devem se aposentar nos próximos anos por completarem 70 anos, voltou à baila um projeto esquecido desde 2006 na Câmara. A PEC 457/2005, apelidada de PEC da Bengala, que aumenta para 75 a idade em que os integrantes do Judiciário são obrigados a se aposentar. A proposta foi aprovada pelo Senado e, se for chancelada pelos deputados ainda neste ano, até o decano Celso de Mello, que se prepara para deixar a Corte em novembro de 2015, poderia estender sua permanência.
Na semana passada, integrantes da cúpula do PMDB defenderam a proposta durante uma reunião da legenda. Eles afirmam que vão pressionar para que a votação da PEC seja pautada para o fim de novembro. Com a mudança, os cinco ministros que se preparam para deixar a Corte até 2018 poderiam ficar até o fim do próximo governo. “Eu defendo essa proposta desde 2003, quando não era suspeito e a aposentadoria ainda estava distante de mim. Sigo com as mesmas posições”, argumenta Marco Aurélio Mello, que pelas regras atuais deve deixar a Corte em um ano e meio. A proposta, entretanto, sofre muitas resistências. De fato, Dilma foi eleita com as prerrogativas constitucionais de qualquer presidente da República de indicar membros do STF de acordo com o surgimento das vagas. Isso já era conhecido antes das eleições. Mudar o rito atual a essa altura seria como alterar as regras da partida com o jogo em andamento. Para escapar dessa encruzilhada, ganham força no meio jurídico propostas para que a PEC da Bengala passe a valer não para os atuais ministros, mas para os futuros indicados. O problema estaria resolvido, e a PEC seria aprovada sem o atropelamento de regras já preestabelecidas.
Independentemente da aprovação ou não da proposta, o controle da qualidade dos indicados para ministro do STF, e a garantia de que não teriam relação direta e ideológica com o PT, poderia ser feito pelo Senado Federal, caso os parlamentares cumprissem efetivamente a prerrogativa constitucional de participar do processo de escolha. Se os senadores utilizassem o poder de sabatinar e avaliar com critérios rigorosos os indicados pela Presidência, poderiam ser um contraponto ao poder – hoje quase unilateral – do presidente da República no processo de escolha dos membros do STF. Apesar de poderem barrar indicações presidenciais, os senadores adotam quase como regra aprovar os indicados depois de participarem de sessões que mais se assemelham a um bate-papo entre amigos do que propriamente a uma sabatina.
Para se ter uma ideia dessa passividade, desde a criação do STF, em 1891, o Senado barrou apenas cinco indicações do presidente. Todas no governo do marechal Floriano Peixoto, que tentou nomear ministros cujos perfis não guardavam relação com o tribunal. “O Senado precisa desempenhar seu papel nas sabatinas e no aval que dá aos ministros. É um papel constitucional que não vem recebendo a devida relevância”, afirma o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). O importante para a democracia é evitar que a guerra política transforme o STF em um instrumento de disputa de interesses pessoais ou partidários.
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ADHEMAR: FÉ EM DEUS E PÉ NA TÁBUA

Em Adhemar - Fé em Deus e Pé na Tábua, biografia do político que inspirou o lema "rouba, mas faz", o autor fez um levantamento impecável de uma personalidade carismática, amado e odiado pelo povo brasileiro.
Ele foi deputado, governador e prefeito de São Paulo, candidato a presidente nos anos de 1950 e o único governador cassado por corrupção durante a ditadura militar, antes ele foi ferrenho apoiador do golpe.
O livro também traz um capítulo sobre o famoso roubo do cofre do dr. Rui, que na real era como ele chamava a amante Ana Capriglione. Uma obra a altura de um político complicado, mas carismático. Ilustrado com três cadernos de fotos, algumas inéditas.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A SOLIDÃO DA VITÓRIA

A edição da revista Veja que começa circular neste fim de semana mostra como a presidente reeleita, Dilma Rousseff  (PT) engessada na economia, tenta fazer o que pode; mas esse é o grande problema.

O próximo governo Dilma será mais um quebra-cabeça para a presidente que sofre pressões de todos os lados: do seu partido, o PT e aliados que estão famintos por cargos.

Além de todo esse desconforto de acalmar os ânimos dos correligionários, a presidente Dilma, existe a turma do apoio que chega para cobrar a conta da força que deram na campanha. Diante disso, Dilma se isola no Palácio.
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A PÍLULA DO DIA SEGUINTE

Artigo de Fernando Gabeira
Com robusta experiência em derrotas eleitorais, arrisco-me a prescrever esta pílula do dia seguinte.
Um dos primeiros aprendizados na derrota é superar qualquer impulso de culpar os eleitores ou regiões inteiras pelo resultado das urnas. É preciso examinar as políticas que nos levaram a esse resultado, os erros que cometemos ao longo do caminho.
Outra ilusão é supor que, eleito, o adversário vá realizar a política de quem perdeu. Muitos esperam mudança na política econômica de Dilma. Sou mais cético, embora reconheça a força da realidade, a enorme pressão que os próprios fatos vão exercer sobre seu governo.
A política econômica de Dilma não nasceu apenas de sua cabeça. Ela tem uma base teórica que sempre foi bastante influente entre os economistas e acadêmicos. O centro do debate é o papel do Estado na economia. Até a crise de 2008 era uma visão na defensiva na própria conjuntura mundial. Como casais condenados a viver juntos, era preciso rediscutir a relação Estado e mercado, o peso que teriam na nova pós-crise.
Isso aconteceu até nos Estados Unidos, onde Obama lançou um plano de recuperação na economia, que agora chega a seu fim, atingindo o objetivo. Caminhos teóricos distintos levaram a escolhas distintas. Na compreensão de Obama, o Estado precisava impulsionar a economia porque é dele que depende sua sobrevivência.
A intervenção do Estado na economia brasileira, em linhas gerais, enfraqueceu o papel do mercado, pelo fortalecimento da intervenção do governo. No campo da energia, as intervenções de Dilma para baixar o preço da eletricidade, voluntariosamente, e conter o preço da gasolina são evidências de que superestimam o papel do Estado. Aliadas, é claro, a uma grande vontade de ganhar as eleições. Os estímulos à indústria automobilística foram uma faca de dois gumes. Eles agravaram o problema da mobilidade urbana, que era um dos motores das manifestações de 2013. Essa política é uma contradição ambulante. Além disso, valeu um processo de protecionismo na Organização Mundial do Comércio.
No meu ponto de vista, o governo esteve sempre mais preocupado com a área da economia que domina: estatais e, indiretamente, a constelação de empresas que giram em torno delas. Houve estímulos via BNDES criando uma órbita em torno do governo. Uma órbita favorecida: toma-se dinheiro público coberto pelo sigilo bancário.
A conclusão oficial foi expressa por Guido Mantega: nossa política econômica foi aprovada nas eleições. A alguns quilômetros dali, Dilma afirmou que a mudança foi a palavra mais ouvida na campanha. Não vi contradição entre os dois, porque Dilma jamais associou a palavra mudança à economia, sempre afirmou que estava no caminho certo, que seu modelo era exemplo universal de como atravessar uma crise sem perda de salário ou emprego.
Durante esse período de exaltação do próprio desempenho, o governo jogou para baixo do tapete dados essenciais. Dois deles já vieram à tona: o rombo de R$ 20 bilhões nas contas públicas e o da redução da pobreza. Outros esperam no pipeline: índice de desmatamento na Amazônia, redução da pobreza, performance no ensino.
Dilma afirma querer esclarecido, em todos os detalhes e nomes, o escândalo de corrupção na Petrobrás. Tenho inúmeras razões para duvidar. O governo tentou bloquear a CPI, os vazamentos indicaram que a própria base do governo está envolvida; Lula e Dilma foram mencionados pelo doleiro Alberto Youssef. A realidade é que o governo vai considerar estratégico desqualificar as investigações. E não está sozinho nisso. As grandes empresas envolvidas contrataram poderosos advogados que fracassaram no mensalão, mas ganharam experiência para o novo confronto: o petrolão.
O Supremo terá 10 dos 11 ministros indicados pelo PT. Claro que alguns deles sabem que o PT passa e o Supremo fica. Mas sua gratidão será cobrada, como foi intensamente cobrada de Joaquim Barbosa. Esse processo do escândalo na Petrobrás será uma intensa luta entre quem quer saber e punir e quem quer esconder e inocentar. Não creio no êxito da tentativa de esconder. O escândalo ultrapassou as fronteiras: auditorias internacionais serão realizadas e as leis americanas são difíceis de driblar.
O assalto à Petrobrás e a política econômica se entrelaçam e podem nos levar a um debate um pouco mais concreto sobre este capitalismo de Estado que o PT impulsiona. A corrupção instalou-se no cofre da maior empresa estatal e se estendeu para toda a constelação que gira em torno dela.
Dilma afirmou que vai entregar o Brasil pronto para um novo ciclo de crescimento. Obama fala como se tivesse concluído a tarefa. Alguém perdeu tempo nestes cinco anos.
Nunca tive a experiência de uma vitória em eleição majoritária. Mas havia uma questão temível esperando o vencedor na manhã seguinte: como fazer tudo o que prometi?
Os anos serão duros para Dilma. Seca no Sudeste, seca de ideias sobre política de recursos hídricos, economia estagnada e uma tentativa de provar que vivemos na realidade dos programas de televisão da campanha. Será preciso um grande plantel de macunaímas para o governo escapar ileso dos fatos, das leis da economia e de um bilionário processo de corrupção. E não podem dizer como o nosso herói sem nenhum caráter: ai, que preguiça!
O desdobramento de uma política econômica fracassada e o desenrolar do maior processo de corrupção da história do País devem produzir um debate muito mais próximo da realidade do que uma fantasia novelesca da agenda eleitoral. Minha esperança é que as pessoas olhem bem para a falência da economia e a gravidade da corrupção na Petrobrás. E esqueçam um pouco quem foi parado na Lei Seca, quem estava preparando tirar a comida da mesa dos pobres para depositá-la no Banco Central independente. Assistimos a uma ficção da pior qualidade. Precisamos voltar à realidade cotidiana. O assalto à Petrobrás foi uma audácia. Audácia maior é o assalto à nossa lucidez.
Fernando Gabeira, jornalista, escritor e ex-deputado federal
Artigo publicado no jonral O Estado de São Paulo em 07/11/2014
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PACOTE DE MALDADES

As eleições terminaram e a presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT), não esperou muito tempo para presentear os brasileiros com um pacote de maldades. Tudo aquilo que Dilma acusava seus adversários, que se eleitos fariam contra a população, foi Dilma quem fez.
Na primeira decisão pós-eleição, o Banco Central anunciou aumento de juros a 11,25% ao ano. Depois foi divulgado que o governo federal teve o maior rombo nas contas públicas da história do país.
E o aumento dos combustíveis que todos sabiam que ia aumentar desde abril deste ano e o governo tentando esconder o sol com a peneira, principalmente durante toda campanha eleitoral, foi anunciado para esta sexta-feira (07), aumento de 3% na gasolina e 5% o diesel.
As maldades do governo Dilma para os brasileiros estão apenas começando. A energia vai subir. A previsão de reajuste da tarifa da energia elétrica é de 17,6% em 2014, conforme divulgou o Banco Central.
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

DOAÇÕES MILIONÁRIAS

Por Lauro Jardim, da coluna Radar on-line
As construtoras citadas por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef em suas delações premiadas tiveram grande participação nas eleições estaduais. Dos governadores eleitos nos 26 estados mais o Distrito Federal, 14 receberam 41,1 milhões de reais doações das encrencadas empreiteiras, de acordo com a prestação de contas à Justiça Eleitoral.
A mais generosa das construtoras foi a OAS, que contribuiu com 15 286 683 reais na eleição de onze governadores. A seguir vêm a Queiroz Galvão, com 9 563 119 reais distribuídos entre seis eleitos, e a baiana UTC, que doou 7 375 000 reais a cinco candidatos eleitos.
O maior beneficiado com a bondade das empreiteiras implicadas na Lava-Jato foi Rui Costa, eleito na Bahia. O petista recebeu 9 402 768 reais, distribuídos por UTC, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e Engevix. Geraldo Alckmin foi o segundo mais beneficiado: levou 8 501 844 reais, doados por UTC, OAS e Andrade Gutierrez.
Eleito governador de Alagoas, Renan Calheiros Filho foi agraciado com 6 801 500 reais de OAS, Queiroz Galvão, UTC, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht. Pouco antes de ser preso, em março, o doleiro Alberto Youssef se encontrou com o filho de Renan Calheiros (leia mais aqui).
Como as prestações de contas dos candidatos que disputaram o segundo turno só serão entregues ao TSE no dia 25 de novembro, as cifras das doações das empreiteiras ainda podem (e devem) aumentar.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

APAGÃO NAS MADRUGADAS

Para evitar apagões nos horários de pico, as distribuidoras podem cortar o fornecimento de energia durante as madrugadas de janeiro e fevereiro do ano que vem, de acordo com informações publicadas pela Folha de S. Paulo.
A medida pode ser necessária para manter os reservatórios em nível seguro e evitar apagões nos horários de pico, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS). Os cortes afetariam grandes centros urbanos do sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Belo Horizonte e Vitória.
Isso no caso de as chuvas não serem suficientes para elevar os reservatórios ao nível de 30%. Atualmente, estão em 18,27%. Neste mesmo período no ano passado, estavam com 41,62% da capacidade.
De acordo com a ONS, o órgão precisa preparar as hidrelétricas para operar de forma adequada durante os horários com maior demanda. Para evitar quedas inesperadas de energia, o órgão cortaria seletivamente parte do fornecimento nas madrugadas.
Com informações do Terra via IstoÉ
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INTERVENÇÃO MILITAR

Charge do Blog do Alpino
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terça-feira, 4 de novembro de 2014

LEMBRANDO RACHEL DE QUEIROZ

Rachel de Queiroz, a pioneira cearense – foi a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras, 1977 – conhecida pelas belas histórias contadas em suas obras, o carinho que tinha pelas palavras, seja nas crônicas, nas peças de teatro ou nos romances, ela era uma mulher à frente do seu tempo. Até na politica Rachel de Queiroz enveredou e teve uma vida intensa.

A consagrada vida de escritora e jornalista, parte dos brasileiros já conhece, mas, na política é desconhecida pela maioria da população brasileira. Rachel se tornou membro do Partido Comunista ao lado de amigos de sua geração, uma turma politizada e ‘comunizada”, como relatou ela na autobiografia Tantos Anos, de 1998. Foi presa duas vezes.

Em 1931, após passar dois meses no Rio de Janeiro – tinha ido receber o Prêmio Graça Aranha, dado a O Quinze – Rachel volta ao Ceará, com credenciais do Partido Comunista, já politizada e com a missão de promover e reorganizar o Bloco Operário e Camponês, movimento político o qual ela tinha participado.

Rachel passou a fazer parte do Partido Comunista, mesmo sem ter feito uma ficha, assinado alguma ata. Aliás, não se podia deixar nenhum rastro de papéis, livros ou qualquer tipo de documento, a polícia era brutal e se pegasse algum vestígio, levava todos para a cadeia: às pessoas e os papéis. Com a chegada de Getúlio Vargas ao Rio, a polícia ficou mais feroz.

Em 1937, com a decretação do Estado Novo de Getúlio Vargas, os livros de Rachel de Queiroz foram proibidos e, num fato marcante, várias de suas obras acabaram queimadas em praça pública em Salvador (BA), junto a livros de Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, todos classificados de subversivos.

O desligamento do Partido Comunista aconteceu após ela ver censurado pelo próprio Partido o romance João Miguel. No romance, João Miguel, ‘campesino’ bêbado, matava outro ‘campesino’. O aviso: só permitiria a publicação da obra, se Rachel fizesse as modificações apontadas pelo presidente do Partido Comunista. Segundo o Partido, a trama era carregada de preconceitos contra a classe operária.

Jamais se curvou as imposições feitas a sua obra, Rachel de Queiroz não aceitou as tais modificações exigidas pelo Partido Comunista, pegou o original que tinha datilografado e saiu em disparada, como relatado por ela no capítulo O Rompimento, da autobiografia Tantos Anos, escrita por ela e a irmã caçula, Maria Luiza Queiroz.

Em sua obra Caminho de Pedras (1937), Rachel trata desse momento político que viveu no Partido Comunista, porque fazer política na década de 20, ser comunista era muito perigoso. A ideia de comunismo era distorcida e alguém que ousasse se apresentar como comunista pagaria um preço alto, até com a própria vida.

Rachel de Queiroz faleceu dormindo em sua rede, em sua casa, 4 de novembro de 2003, no Rio de Janeiro.
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MORRE JOSÉ LINS ALBUQUERQUE

Morreu na noite dessa segunda-feira (3), em Brasília, vítima de falência múltipla dos órgãos, o ex-senador cearense José Lins Albuquerque, 94. O sepultamento ocorrerá nesta terça-feira (4), na Capital Federal.
Cearense de Creteús, José Lins Albuquerque, era engenheiro civil formado pela Escola Nacional de Minas e Metalurgia de Ouro Preto. Foi diretor da Escola de Engenharia da UFC, diretor do DNOCS e superintendente da SUDENE, além de deputado federal pelo extinto PFL.
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domingo, 2 de novembro de 2014

SEM MARQUETEIRO PARA DISFARÇAR

Do site da Veja
Seja quem for seu escolhido para ditar os rumos da economia brasileira na nova equipe ministerial, é certo que 2015 será um ano duro para a presidente Dilma Rousseff. Reeleita numa eleição acirrada e com estreita margem de votos, Dilma terá pela frente um cenário econômico desalentador, que a obrigará a tomar medidas impopulares e acalmar o mercado financeiro. Paralelamente, a menos que inicie um movimento conciliatório – e ele dê certo – nos próximos dois meses, terá dificuldades na interlocução com o Congresso Nacional, que por si só já estará alvoroçado com as denúncias do petrolão.
"A democracia brasileira vai passar por um teste de estresse, com muita disputa, uma polarização bastante intensa. Tudo conspira para que presidente tenha grandes dificuldades no Congresso, na economia e no atendimento aos anseios da sociedade", afirma o professor Carlos Pereira, da Escola de Administração Pública da FGV.
O ponto mais sensível do futuro governo é a economia. Sob efeito de uma persistente pressão inflacionária – 6,75% nos últimos doze meses e longe do centro da meta de 4,5% – o novo governo terá pela frente o desafio de reverter o baixo crescimento econômico, melhorar a condução da política fiscal para diminuir a dívida pública, estancar a crise de desconfiança dos investidores e passar credibilidade suficiente para evitar que o Brasil perca o grau de investimento recebido em 2008.
“O mais importante problema que vamos enfrentar daqui para frente diz respeito à questão fiscal. Crescimento e a inflação são itens preocupantes, mas se não arrumar a área fiscal, as demais questão passam a não ser eficazes”, diz o doutor em economia Flávio Basílio, da Universidade de Brasília (UnB). “O fiscal também é importante para garantir o grau de investimento da economia brasileira, para auxiliar o Banco Central no combate à inflação e também acaba reduzindo os juros futuros, que é uma variável relevante para a decisão sobre os investimentos do país”, completa.
Ainda no campo econômico, a presidente reeleita terá mais bombas para desarmar: o inevitável reajuste no preço dos combustíveis e o risco de problemas na oferta de energia elétrica em 2015 caso persista a escassez de chuvas. Por temer impactos no desempenho eleitoral da presidente Dilma, o governo postergou para depois do segundo turno o reajuste no preço da gasolina, desidratando o caixa da Petrobras, já que a estatal tem de importar parte do combustível que vende por não produzir nem refinar toda a gasolina exigida pelos consumidores brasileiros. Como os preços do mercado doméstico estão defasados em relação aos do mercado internacional, o prejuízo recaiu sobre o caixa da petroleira.
“Existem dúvidas se ela vai ser capaz de reequilibrar as contas públicas, porque o governo foi negligente com a macroeconômica em todo o primeiro mandato. Não temos crescimento econômico e estamos em recessão técnica. Somado a isso, o escândalo da Petrobras e o depoimento do doleiro Youssef, que mencionou diretamente tanto ela quanto o ex-presidente Lula, pode colocar grande parte do governo em suspeição e fragilizar naturalmente o novo mandato da presidente Dilma", diz Carlos Pereira, da FGV.
No setor elétrico, contribuem para a formação de mais um campo minado o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, o aumento da necessidade das térmicas, que têm energia mais cara, e a inescapável dependência das chuvas. No mais, Dilma terá de rever as nomeações políticas – boa parte das indicações na Eletrobras e em subsidiárias são feitas pelo PMDB – e provavelmente substituir o atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, enfraquecido após ter sido citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como uma das autoridades que receberam propina do petrolão.
Além do impacto na imagem da Petrobras, a maior empresa pública brasileira, os mais emblemáticos efeitos do esquema de corrupção na estatal deverão começar a ser sentidos no próximo ano e também entram na lista de tempestades a serem administradas pela presidente Dilma Rousseff. Com a esperada homologação da delação premiada do doleiro Alberto Youssef, os nomes de deputados e senadores citados tanto por ele quanto pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa deverão vir a público, comprometendo próceres do PT, PMDB e PP e abrindo espaço para o esfacelamento da base aliada da petista reeleita. A própria Dilma e o antecessor no cargo, Luiz Inácio Lula da Silva, também poderão ter sérios problemas com o Judiciário no desenrolar do caso.
A diferença é que, a partir do próximo ano, as artimanhas do marqueteiro João Santana poderão não ser suficientes.
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QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE

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O MEDO VENCEU A ESPERANÇA! E AGORA, JOSÉ?!

Artigo de Joaquim Cunha
Chegamos à nossa quarta feira de cinzas. a festa acabou, os tamborins já não tocam mais, quantos de nós ainda temos o que comemorar, o que podemos verdadeiramente comemorar, alguém que chegou na frente, alguém que quase chegou, e daí? a ressaca ainda persiste e não se sabe por quanto tempo.
Que remédios iremos tomar que possa nos deixar inertes ou alienados às questões que se nos apresentam a todo instante? a batalha mais difícil de ser travada, ocorre dentro de cada um de nós.
Ninguém a vê, a aplaude ou a pode censurar. ela está no íntimo de cada um de nós, que nem sempre temos a coragem de exteriorizá-la, pelo bem ou pelo mal que ela nos causou. ela é só tua. vitória ou derrota pertencerá sempre a cada um de nós e quase sempre, em silencio, temos que conviver solitariamente.
Se ganhamos, contraímos, ou pelo menos deveríamos, a responsabilidade de assumirmos as expectativas dos nossos avalistas, se perdemos, de igual modo, somos responsáveis pelo acompanhamento, vigilância e cobrança, da satisfação das expectativas criadas.
Me parece que estamos diante de um grande empasse: a Nação divida entre a mentira e a verdade, a desconstrução de princípios éticos e morais e a dissimulação, que é própria dos desprovidos destes mesmos atributos, do medo dos mais necessitados e desassistidos de consciência crítica e dos providos da realidade vigente...
Na verdade nos resta a esperança, de que os vencedores sejam humildes o suficiente para compreender o caos instalado e que os perdedores sejam altivos sem perder a responsabilidade e generosidade, se convidados forem com objetivos reais, éticos e morais, para juntos fazerem as reformas necessárias, para o bem do País e de sua gente.
Do contrário viveremos dias difíceis e com perspectivas sombrias.
Obrigados a todos os amigos, amigas, companheiros de campanha, que juntos fizemos uma luta justa, consciente e coerente com os anseios da sociedade.
Que Deus nos proteja! Um abraço, Joaquim Cunha.
Joaquim Cunha, ex-prefeito de Gavião (BA) – Foi Presidente da Associação de Prefeitos da Região nordeste e Vice-Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB).
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sábado, 1 de novembro de 2014

EFEITO YOUSSEF

Por Lauro Jardim, da coluna Radar On-line
Uma semana antes de ser preso, Alberto Youssef teve um encontro com o governador eleito de Alagoas, Renan Calheiros Filho.
A propósito, de acordo com quem teve acesso a trechos dos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, foram encontrados rastros de operações heterodoxas feitas por alguns senadores peemedebistas com  fundos de pensão estatais.
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À ESPERA

RIO — Mesmo após as eleições, 623 políticos continuam com a situação de suas candidaturas indefinida. A solução desses casos poderá promover uma dança das cadeiras entre os eleitos. Desses, pelos menos 28 se elegeram, mas enfrentam recursos na Justiça Eleitoral. Entre eles há três governadores: Raimundo Colombo (PSD-SC), Marcelo Miranda (PMDB-TO) e Waldez Góes (PDT-AP).
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 1.793 recursos enviados à Corte, 53 sequer foram apreciados até quarta-feira; os demais tiveram sua situação analisada ao menos uma vez. O TSE espera julgar todos até a diplomação, em 19 de dezembro.
Colombo foi impugnado por um adversário que questionou a candidatura de todos os nomes do PDT, da coligação dele, sob alegação de que “a convenção partidária foi realizada por órgão de direção que não possui legitimidade para deliberar sobre a escolha de candidatos”, o que incluiu o governador.
Góes também teve a candidatura impugnada por um oponente, o suplente de deputado estadual Raimundo Sousa (PSB). Segnudo Sousa, Waldez não apresentou certidão de bens condizente com o que possui.
Miranda teve a candidatura questionada pelo Ministério Público Eleitoral. Segundo o órgão, ele teve contas rejeitadas por irregularidades insanáveis pela Assembleia Legislativa de Tocantins, o que caracterizaria ato doloso de improbidade administrativa. Assim, deveria ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Ainda segundo o MPE, ele teria foi condenado pelo TSE por abuso de poder nas eleições de 2006.
TRÊS ACEITARAM CANDIDATURAS
Os Tribunais Regionais Eleitorais não aceitaram as impugnações desses candidatos. Porém, como ainda há recursos das partes envolvidas, o registro segue no TSE à espera de uma decisão.
Entre os estados com mais políticos em situação indefinida destacam-se o Rio, em primeiro com 212 casos, e São Paulo, com 126. Os candidatos com destino incerto se dividem entre os que têm status “indeferido com recurso” (494), os “deferidos com recurso” (127), e os “substitutos pendentes de julgamento” (2).
No caso dos primeiros, que sequer conseguiram o registro, caso tenham o nome aprovado pelo TSE e votos suficientes para se eleger, poderão ocupar o cargo. Já os deferidos com recurso, se forem rejeitados pela Justiça Eleitoral, poderão perder o direito ao cargo e ser substituídos, caso dos três governadores.
Conteúdo do O Globo
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ROMBO RECORDE

O rombo nas contas públicas do governo federal bate recorde em setembro; mais de R$ 25 bilhões de reais.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

OPERAÇÃO MÃOS-SUJAS

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa responsável pelo maior julgamento de corrupção da história deste país, o Mensalão, sentiu na pele a pressão do governo petista. Foi aniquilado.
Nas redes sociais, Barbosa foi enxovalhado, ameaçado de morte e ridicularizado por uma militância sedenta de ódio.  A opressão foi tanta que Joaquim antecipou sua aposentadoria.
Agora quem está no circulo de fogo dos petistas é o juízo federal, Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato.

Parlamentares governistas e da base aliada estão juntando forças para desmoralizar o juiz Moro e tornar nulo o trabalho da Operação.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

VOTO NULO

Caros amigos, sobre o segundo turno das eleições ainda não tinha me posicionado por falta de tempo; estou em férias no Ceará.
No primeiro turno votei Marina, no segundo turno, votarei NULO, uma questão de coerência e memória.
Não me sinto representado em nenhuma das candidaturas que disputam o segundo turno.
No primeiro turno, desde 1989, não se via uma campanha tão sórdida, sustentada na mentira, calúnia e difamação.
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

NÚMERO DE FÃS

As eleições no Brasil geraram mais de 200 milhões de interações no Facebook. A informação é do levantamento "Mapa do debate eleitoral", que a rede social divulga nesta quinta-feira (2/10), ao qual o Correio teve acesso com exclusividade. A performance dos três principais candidatos nas mídias sociais reflete a acirrada disputa das intenções de voto, mas traz Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) à frente da presidente Dilma Rousseff (PT), segundo levantamento em tempo real da consultoria Social Bakers.
Os brasileiros que mais comentam sobre eleições têm entre 18 e 34 anos. Em seguida, estão aqueles entre 35 e 49. As cidades líderes em comentários sobre eleições durante a campanha, entre julho e outubro, foram, nesta ordem, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Curitiba (PR), Manaus (AM) e Porto Alegre (RS).

Entre os principais presidenciáveis, Marina Silva tem 2,1 milhões de fãs. Aécio chega a 1,5 milhão e Dilma 1,2 milhão. Na interação com os eleitores, a ambientalista também supera os colegas: marca 10 milhões, ante 6,9 milhões de Dilma e 5,1 milhões de Aécio.
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