sábado, 7 de março de 2015

MORRE XIMENES FILHO

Faleceu neste sábado (07), em Canindé (CE), o ex-deputado estadual, ex-prefeito de Canindé, Ximenes Filho. O ex-prefeito estava em sua residência, em Canindé quando passou mal. Foi levado às pressas para o Hospital Regional São Francisco, onde faleceu. Recentemente, havia passado por uma cirurgia nas pernas.
Ximenes Filho tinha 66 anos e era natural de Tamboril. Exerceu diversos cargos públicos. Além de ser prefeito de Canindé, nos anos de 1993 a 1997, foi vereador na Cidade e deputado estadual.  Trabalhou em diversas emissoras de rádio de Fortaleza como cronista esportivo e também como analista político. Também integrou os quadros da antiga televisão educativa, hoje TVC.
O velório vai acontecer na residência da família, localizada no Largo Francisco Xavier de Medeiros, próximo ao prédio da Prefeitura.
Bookmark and Share

ASSUNTO DE CAPA

As quatro principais revistas do país Veja, Época, IstoÉ, Carta Capital que começaram a circular neste fim de semana, trouxeram o mesmo assunto de capa; a lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A lista de Janot tem tirado o sono de muitos políticos em Brasília.
Bookmark and Share

A LISTA

Charge do Izânio
Bookmark and Share

25 ANOS SEM PRESTES

Há 25 anos morria Luís Carlos Prestes, o “Cavaleiro da Esperança”. Nascido em Porto Alegre, em 3 de janeiro de 1898. Prestes faleceu em 7 de março de1990, no Rio de Janeiro. Luiz Carlos Prestes foi militar, líder político e um dos maiores revolucionários brasileiro.
Filho de Antonio Pereira Prestes, capitão do exército, e de Leocádia Felizardo Prestes, professora primária. Com o pai morto durante sua infância, Prestes recebeu influência marcante da educação da mãe na composição de sua personalidade.
Levou vida pobre, sendo educado em casa pela mãe, depois entrando para o Colégio Militar em 1909. Concluídos os estudos neste, segue na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, atual Academia Militar das Agulhas Negras, contribuindo com o sustento da família com o seu soldo. Aluno brilhante, chegaria à patente de segundo-tenente.
Ao tomar conhecimento das "cartas falsas" atribuídas a Artur Bernardes, começa a envolver-se em questões políticas, dedicando-se ao combate ao futuro presidente que estava sendo programado pelos militares. Já como capitão, lidera o foco da primeira revolta tenentista na região das Missões, em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul. Suas metas eram o combate à oligarquia, estabelecimento do voto secreto, e convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.
Ao unir-se a um contingente paulista de militares revoltosos em Foz do Iguaçu, rompendo as linhas de defesa do governo, Prestes passa a liderar tal grupo que como outros de militares revoltosos, entre eles Miguel Costa, resolvem fazer oposição armada ao governo.
O grupo formado no Paraná logo seria batizado de Coluna Miguel Costa-Prestes (popularmente Coluna Prestes), que ao longo de dois anos e cinco meses percorreu, com 1500 homens cerca de 25000 km no interior do país, passando por (na época) 13 estados brasileiros.
 Desgastados, os remanescentes da Coluna Prestes iriam buscar asilo na vizinha Bolívia. Deslocando-se à Argentina, é neste país, ao dedicar-se a leituras das mais diversas, é que surgirá no militar Prestes a convicção da eficácia das ideias marxista-leninistas.
Em 1931 já é comunista convicto, viajando para a União Soviética, retornando ao Brasil em 1934 com a esposa, Olga Benário, judia alemã, membro do partido comunista alemão. Os dois, sob o comando da facção Aliança Nacional Libertadora, ligada ao Partido Comunista Brasileiro, comandaria o fracassado golpe de 1935 conhecido como "Intentona Comunista", que visava derrubar o governo de Getúlio Vargas.
Prestes foi preso, sendo que sua mulher, grávida, foi deportada e entregue à Guestapo (a polícia política da Alemanha nazista), morrendo em 1942 em um campo de concentração.
Solto em meio ao processo de redemocratização, o "Cavaleiro da Esperança" elege-se senador pelo PCB em 1945, para logo ver a cassação do registro de seu partido sob a administração Dutra, em 1947.
Além disso, decretou-se sua prisão preventiva, o que o forçou a entrar para a clandestinidade. Sua prisão seria revogada em 1958 pelo presidente Kubitschek, mas, com o Golpe Militar de 1964, novamente torna-se um clandestino. Deixa o Brasil novamente rumo à União Soviética em 1971, voltando com a anistia decretada em 1979, sendo que a partir daí, passa a se distanciar do PCB, deixando a secretaria-geral do partido em 1983, cargo que ocupou por décadas.
Crendo que o PCB desviara-se do ideal marxista, seu novo partido será o PDT, legenda sob a qual pedirá votos a Brizola e a Lula nas eleições de 1989.
Com informações do InforEscola
Entre tantos livros escritos sobre a vida de Luís Carlos Prestes, o blog Sou Chocolate e Não Desisto recomenda a leitura da recente biografia Luís Carlos Prestes – Um revolucionário entre dois mundos, de Daniel Aarão Reis.
Bookmark and Share

sexta-feira, 6 de março de 2015

A VACA VAI PRO BREJO ?

É um privilégio neste momento crítico da política brasileira voltar a este espaço que ocupei em 2011 e 2012. Já colaborei na Folha, em cadernos e anos diversos, exercendo atividade diferente da que tenho hoje. Tenho consciência da importância que foi chegar a milhares de pessoas quebrando tabus, defendendo os direitos do povo, das mulheres e minorias, avançando em temas de difícil aceitação.
Senadora, e com uma visão muito crítica da situação política brasileira, sinto-me no dever de exercer neste espaço a audácia e transparência que caracterizaram minha vida.
Em política existem duas coisas que levam a vaca para o atoleiro: a negação da realidade e trabalhar com a estratégia errada.
O governo recém-empossado conseguiu unir as duas condições. A primeira, a negação das responsabilidades quando a realidade se evidencia. A segunda, consequência da mentira, desemboca na estratégia equivocada. Estas condições traduzem o que está acontecendo com o governo e o PT.
O começo foi bem antes da campanha eleitoral deslanchar. Percebiam-se os desacertos da política econômica. Lula bradava por correções. Do Palácio, ouvidos moucos. Era visto como um movimento de fortalecimento para a candidatura do ex-presidente já em 2014. E Lula se afasta. Ou é afastado. A história um dia explicará as razões. O ex-presidente só retorna quando a eleição passa a correr risco.
Afunda-se o país e a reeleição navega num mar de inverdades, propaganda enganosa cobrindo uma realidade econômica tenebrosa, desconhecida pela maioria da população.
Posse. Espera-se uma transparência que, enquanto constrangedora e vergonhosa, poderia pavimentar o caminho da necessária credibilidade.
Ao contrário, em vez de um discurso de autocrítica, a nação é brindada com mais um discurso de campanha. Parece brincadeira. Mas não é. E tem início a estratégia que corrobora a tese de que quando se pensa errado não importa o esforço, porque o resultado dá com os "burros n'água".
Os brasileiros passam a ter conhecimento dos desmandos na condução da Petrobras. O noticiário televisivo é seguido pelo povo como uma novela, sem ser possível a digestão de tanta roubalheira. Sistêmica! Por anos. A estratégia de culpar FHC (não tenho ideia se começou no seu governo) não faz sentido, pois o tamanho do rombo atual faz com que tudo pareça manobra diversionista. Recupera-se o discurso de que as elites se organizam propagando mentiras porque querem privatizar a Petrobras. Valha-me! O povo, e aí refiro-me a todas as classes sociais, está ficando muito irritado com o desrespeito à sua inteligência. Daqui a pouco o lamentável episódio ocorrido com Guido Mantega poderá se alastrar. Que triste.
Bookmark and Share

quinta-feira, 5 de março de 2015

ABANDONADA POR TODOS

Para cada lado que Dilma se volte, encontra um adversário, até um inimigo. Raras vezes um governante enfrentou situação assim. Faltando quase quatro anos para o fim de seu mandato, a pergunta é se vai aguentar, se vai mudar ou se vai sair.
Madame comprou briga com os presidentes da Câmara e do Senado. Renan Calheiros e Eduardo Cunha dispõem de meios para tornar a vida e a administração dela um inferno. Importa menos se a recíproca for verdadeira, mas a verdade é que os comandantes do Congresso estão em guerra aberta e declarada contra Dilma.
Da devolução da medida provisória da desoneração das folhas de pagamento à ausência num jantar no Alvorada e à recusa de atender telefonema da presidente, Renan demonstra uma intransigência óbvia quando declara aos jornalistas estar farto da desconsideração do Planalto para com o Senado. Cunha já deixou clara a disposição de rejeitar projetos do governo. O grave é que ambos contam com o apoio maciço das respectivas bancadas, com gente até do PT.
Quanto aos partidos, os da oposição deitam e rolam sem qualquer aceno de entendimento com Dilma, mas salta aos olhos que ela perdeu o PMDB e penduricalhos de sua base na votação de qualquer iniciativa do ajuste econômico. Nesse particular, não conta com o PT inteiro e só por milagre deixará de ser derrotada.
O empresariado rejeita até mesmo as medidas que poderiam favorecê-lo. Imagine-se a reação diante da extinção da desoneração das folhas de pagamento e do anunciado imposto sobre grandes fortunas. Paulo Skaf acaba de pôr a Fiesp em armas e as empreiteiras, se não receberem alguns bilhões do BNDES, ampliarão denuncias premiadas e poderão envolver mais companheiros e até seus mentores.
As centrais sindicais, inclusive a CUT, levantaram-se contra a redução de direitos trabalhistas proposta dias atrás, já ocuparam e mais ocuparão os páteos das indústrias para defender o salário desemprego e as pensões das viúvas. Se convocados para apoiar o governo, não aparecerão.
Dos estudantes nem haverá que falar. O desemprego os atinge na moleira e a manifestação prevista para o dia 15 em todo o país não deixará ninguém mentir. Será essencialmente um protesto contra Dilma. A previsão é de milhões de pessoas na rua, nas capitais e principais cidades.
O Procurador Geral da República não quer conversa com a presidente desde que se negou a antecipar-lhe a lista de envolvidos no escândalo da Petrobras. O conceito de persona non grata vale para os dois lados.
No Supremo Tribunal Federal, aumenta o número de ministros que não poupam Dilma por deixar de indicar, desde julho do ano passado, o sucessor de Joaquim Barbosa. Ela vem sendo acusada de desídia e de manobras pouco éticas para permanecer desfalcada uma das Turmas da corte. Se espera contar com os ministros que nomeou, fica a hipótese cada vez mais remota.
Mesmo no seu quintal, a chefe do governo não parece à vontade. Ministros se engalfinham, assim como ministros saltam de banda, deixando claro não se conformarem com as recentes mudanças na estratégia oficial, que era e não é mais de beneficiar os trabalhadores e os pobres.
A última paulada nos assalariados menos favorecidos foi o corte no subsídio de luz para cinco milhões de famílias. Nem o vice-presidente Michel Temer pode concordar com tamanha maldade. Se comparecer a conciliábulos palacianos, será para ficar calado.
Falta referir outro personagem, dentro da casa da Dilma, que ao contrário de suas aparições públicas, mais a vem censurando nas últimas semanas: o Lula. Nem é preciso demonstrar o desgaste de um afastamento que, faz pouco, tornou-se ostensivo.
Em suma, a presidente encontra-se cada vez mais sozinha. Se a poeira não baixar, ninguém garante que mantenha o poder até 2018. Está abandonada por todos. Ou terá sido ela que os abandonou?
Bookmark and Share

CORTARAM AS ASAS DO SUPER-CUNHA EM PLENO VOO

Com seus olhos sempre arregalados, a ave agourenta que sobrevoava soberana pelos céus de Brasília, no melhor estilo do corvo Carlos Lacerda, teve que fazer um pouso de emergência. As asas de Eduardo Cunha, o suprapartidário e plenipotenciário presidente da Câmara, foram cortadas em pleno voo.
O super-Cunha se empolgou demais com os poderes subitamente adquiridos em apenas um mês, e exagerou na dose, ao afrontar a opinião pública, com algo que soou como deboche num momento em que o País e os brasileiros enfrentam graves dificuldades econômicas.
Ao fornecer passagens aéreas de graça por conta da Câmara, ou melhor, com o nosso dinheiro, para os cônjuges dos parlamentares, entre outras benemerências, que custarão mais R$ 150 milhões por ano aos cofres públicos, o novo herói da oposição midiático-financeira e dos setores mais retrógrados da sociedade brasileira percebeu que já tinha ido longe demais.
"Não acho que foi precipitado nem que deveria tomar mais cuidado. Acho muito bom quando se faz uma atitude e pode ter tranquilidade de vir rever. Não somos imunes a críticas e possíveis erros", justificou, candidamente, ao anunciar, na segunda-feira, que os voos da alegria das românticas excelências estão temporariamente cancelados.
Que gracinha!, como diria minha velha amiga Hebe Camargo. Faz uma atitude? Vir rever? Garboso, Cunha recuou, mas não deu o braço a torcer, e ainda disse que a medida foi mal interpretada como regalia. "Foi uma repercussão muito negativa. Não houve entendimento correto". Quer dizer, somos todos burros.
Às vésperas da eleição na Câmara, Cunha encontrou tempo para ir a uma reunião de mulheres de parlamentares a quem garantiu a volta da "bolsa-esposa", que tinha sido suspensa em 2009. Durante sua campanha, ele prometeu mundos e fundos (os nossos fundos, claro) aos seus 512 colegas,  como se fosse candidato a presidente do sindicato dos deputados.
Entre outros projetos, o mais grandioso é a construção de um shopping center próximo ao prédio do Anexo 4 da Câmara. Como se quatro anexos à obra original de Niemeyer não fossem suficientes para abrigar os deputados, seus assessores e todas as mordomias, Cunha agora pretende erguer o Anexo 5, com três prédios, um plenário e o shopping numa parceria público-privada.
As PPPs foram criadas para permitir a participação da iniciativa privada em obras públicas, mas será que é este o caso? A construção está estimada no módico valor de R$ 1 bilhão que, para os padrões do presidente da Câmara, não deve representar muita coisa. "Ninguém vai fazer shopping com dinheiro público", garantiu. Mesmo que isto aconteça de fato, o que se pergunta é: para quê deputados precisam de um personal shopping em plena praça dos Três Poderes? Não têm mais o que fazer?
Nas horas vagas, o super-Cunha se dedica a aprovar projetos de sua autoria que criam o "Dia do Orgulho Heterossexual" e a punição, com reclusão de um a três anos de prisão, a quem cometer atos considerados discriminatórios contra heterossexuais num país em que 200 homossexuais são assassinados a cada ano.  Ao mesmo tempo, luta pela aprovação do Estatuto da Família que, entre outros retrocessos, veta a adoção homoafetiva.
E vamos que vamos.
Em tempo (atualizado às 14h05):
"A decisão unânime foi essa: revogação pura e simplesmente do ato", anunciou, agora há pouco, um constrangido Eduardo Cunha, após reunião da Mesa Diretora da Câmara, que acabou com esta mamata.
Bookmark and Share

OPINIÃO E REFLEXÃO

Olha só quem está de volta à Folha de S.Paulo! A senadora Marta Suplicy (PT-SP) voltará a escrever, semanalmente, a coluna vertical a partir desta sexta-feira (6).
Ela havia ocupado o mesmo espaço entre julho de 2011 e setembro de 2012, quando encerrou a colaboração para assumir o comando do Ministério da Cultura.
Marta já escreveu na Folha de 1982 a 1984, no extinto caderno "Mulher", e de 1984 a 1986, na "Ilustrada".
Bookmark and Share

FUNCIONÁRIO FANTASMA

Conhecido por levar milhares de fiéis as suas celebrações, o padre Luiz Augusto Ferreira, responsável pela Igreja Santa Teresinha do Menino Jesus, em Aparecida de Goiânia, está no quadro de servidores ativos da Assembleia Legislativa. Ele recebe pelo cargo de analista legislativo R$ 11,8 mil de salário bruto. De acordo com servidores da Assembleia, padre Luiz Augusto não cumpre expediente na Casa há pelo menos 20 anos.
A Diretoria-Geral (DG) informou que Luiz Augusto está lotado na Diretoria Parlamentar e que usufrui de licença-prêmio até 4 de maio. Não há informações sobre o histórico do servidor, segundo a DG. O presidente da Assembleia, Hélio de Sousa (DEM), através de sua assessoria, informou que a sua gestão não vai responder pela administração anterior.
Padre Luiz Augusto não esconde sua situação de funcionário público que não cumpre expediente, como seus colegas. Ele argumenta que está de licença desde 1995, quando foi ordenado padre. “A exceção foi 2012, ano em que trabalhei no gabinete do ex-presidente Jardel Sebba (PSDB)”. Jardel, por sua vez, não soube dizer quanto tempo Luiz Augusto ficou à disposição da presidência, nem a função que exerceu no período. “Lembro que ele se apresentou e eu deleguei uma missão. Mas você há de convir que faz muito tempo”, esquivou-se. O regimento interno não permite que um servidor fique 20 anos licenciado. A legislação da Casa prevê, no máximo, quatro anos de licença, prorrogáveis por mais quatro anos.
Luiz Augusto garante que manteve o vínculo com o Legislativo apenas para que ele e seus cinco dependentes usufruam do Ipasgo (plano de saúde estadual). Segundo ele, o valor da remuneração está integral em uma conta bancária e seu plano é utilizá-lo para a construção de uma chácara para dependentes químicos. Constrangido, o padre assegura ter tentado pelo menos oito vezes pedir demissão, mas que em nenhuma delas foi atendido. “Conversei com pessoas responsáveis pela direção da Casa”, revela, sem citar nomes, “e todos disseram que meu trabalho é especial e que diz respeito ao próprio Estado”.
Nota da Assembleia
A Diretoria Geral da Assembleia divulgou a seguinte nota: “Ao longo de sua carreira no Parlamento, Luiz Augusto Ferreira da Silva recebeu convites de deputados para trabalhar junto aos gabinetes. A legislação interna permite que cada gabinete possa requerer um funcionário do quadro efetivo para trabalhar próximo ao deputado. Assim, ele prestou relevantes serviços sociais ao longo dos anos até ser lotado na Diretoria Parlamentar durante o segundo semestre de 2014.”
Do jornal O Popular
Bookmark and Share

FAMÍLIAS EXCLUÍDAS

Após prometer redução da conta de luz no ano eleitoral de 2014, a presidente Dilma determinou a exclusão de 5,8 milhões de famílias do programa Tarifa Social da Baixa Renda neste ano. É quase metade do total de beneficiados. O programa, que concede desconto na conta de luz de famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, era uma das principais bandeiras dos governos petistas.
Até o ano passado, 13,1 milhões de famílias tinham direito à Tarifa Social, programa que concede descontos escalonados de 10% a 65% na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) alega que as famílias excluídas do programa não se enquadram mais nos critérios exigidos pelo governo.
"Nossa preocupação foi garantir que todos que merecem o benefício continuem recebendo e assegurar que quem não faz jus ao programa não seja subsidiado", disse o diretor da Aneel Tiago de Barros Correia.
Todas as pessoas excluídas tiveram problemas com o cadastro único para programas sociais do governo, exigido para a concessão do benefício. Para ter direito ao desconto na conta de luz, é preciso estar em dia com o cadastro do Número de Identificação Social (NIS), feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social.
Cerca de 2,801 milhões de famílias perderam o benefício porque deixaram de atualizar o cadastro nos últimos dois anos. Para esse grupo, o desconto deixou de valer em 1.º de março.
A duplicidade de cadastro resultou na retirada de 909,6 mil famílias. Era o caso em que um mesmo NIS era usado em mais de uma residência. Somente o primeiro endereço cadastrado foi mantido. Esse grupo perdeu o desconto em 1º de janeiro.
Outros 2,185 milhões de famílias perderam o direito ao benefício por não terem sido localizadas no cadastro ou por terem renda superior a 0,5 salário mínimo. Esse grupo perdeu o desconto em 1.º de novembro.
Ao todo, foram 5,8 milhões famílias excluídas, ou 45% do total de beneficiários de 2014, que somava 13,1 milhões. Até o ano passado, cerca de 60% dos beneficiários eram do Nordeste e 20% do Sudeste. O restante se dividia de forma semelhante no Norte, Sul e Centro-Oeste.
A Aneel informou que não fechou o número total de beneficiários excluídos. A agência reconheceu que o potencial de exclusão era de 5,8 milhões, mas, ao fazer o orçamento do programa neste ano, considerou que 5 milhões deixariam o programa.
Custo. O programa Tarifa Social consumirá R$ 2,166 bilhões neste ano, ante R$ 2,099 bilhões em 2014. Até o ano passado, o Tesouro bancava o custo.
Neste ano, ele será pago por todos os consumidores, que tiveram um aumento extra na conta de luz. Por causa dos aumentos expressivos da conta de luz neste ano, o gasto foi praticamente mantido, apesar dos milhões de famílias excluídas. Se ninguém tivesse perdido o benefício, o gasto seria de R$ 2,78 bilhões em 2015.
O programa funciona de forma escalonada, como o recolhimento de Imposto de Renda. Uma família com consumo mensal de 250 kWh paga os primeiros 30 kWh com 65% de desconto; a faixa entre 31 kWh e 100 kWh com 40% de desconto; a parcela entre 101 kWh e 220 kWh com 10% de desconto; e a parte acima de 220 kWh sem desconto algum.
Bookmark and Share

LIVRE, LEVE E SOLTO

Charge do Izânio
O STF (Supremo Tribunal Federal) extinguiu nesta quarta-feira (4) a pena do ex-presidente do PT José Genoino, condenado por corrupção ativa no processo do mensalão.
A decisão foi tomada por unanimidade e teve como base o indulto natalino decretado pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2014. Em 2012, Genoino foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão e cumpria parte de sua pena em regime domiciliar.
Em dezembro de 2014, a presidente Dilma assinou decreto de indulto natalino que previa o perdão a todos os condenados do país que estivessem cumprindo pena em regime aberto ou em prisão domiciliar.
O benefício só poderia ser concedido se ainda faltassem até oito anos para o cumprimento total da pena. Desde agosto de 2014, José Genoino cumpria sua pena em regime de prisão domiciliar.
O petista é agora um homem livre. Ele poderá dormir fora de casa, votar, frequentar bares e não precisará mais comparecer periodicamente à Justiça.
Apesar da extinção da pena, porém, Genoino não poderá voltar a disputar cargos eletivos imediatamente já que renunciou ao mandato de deputado federal em dezembro de 2013 para evitar a cassação. Segundo a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, ele só poderá voltar a disputar cargos eletivos em 2023.
Com informações do UOL
Bookmark and Share

PETROBRAS À VENDA

Quem é mesmo que anunciou que a Petrobrás está sendo fatiada e vendida? O governo do PT?!!! Isso só pode ser brincadeira, quem sabe uma "barriga" (informação errada) da imprensa.
Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff usaram e abusaram, durante as campanhas de 2006 e de 2010, da versão de que o PSDB privatizaria a Petrobrás. Até engenheiros da própria companhia acreditaram, ou quiseram acreditar, na balela.
E quem não se lembra de Lula metido num macacão cor de abóbora da Petrobrás, com a mão manchada de petróleo, passando a imagem subliminar de que ele próprio, qual um deus das profundezas do oceano, havia criado o pré-sal? Ambos, macacão e presidente, tão fotogênicos, a dias das eleições.
O mundo realmente dá voltas. Hoje, é a Petrobrás de Dilma, Lula e PT que, exaurida, machucada e vilipendiada, anuncia a venda de R$ 39 bilhões em ativos para tentar amortizar uma dívida que vai crescendo e se tornando impagável.
A venda tem, assim, um viés político e outro econômico. O político é que, tal como Dilma disse que não mexeria nos direitos trabalhistas nem que "a vaca 'tussisse'", as campanhas petistas trataram da privatização da Petrobrás como algo absurdo, nefasto, coisa do demônio. E tanto a vaca "tussiu" quanto o governo do PT se converteu à crença do mal.
Ah!, sim, privatização é uma coisa, venda de ativos é outra. Ou melhor: privatização de adversários é privatização, mas privatização "cumpanheira" é só "venda de ativos"?
É assim que o PT, um dos maiores e mais importantes partidos da redemocratização, vai perdendo o encanto, as bandeiras, os líderes e até a credibilidade. Se, sistematicamente, diz uma coisa na campanha e faz outra depois de eleito, resta pouco para acreditar. A magia do marqueteiro João Santana está se esgotando.
Quanto ao viés econômico: o sindicalista José Sérgio Gabrielli deixou a Petrobrás com um buraco imenso e sua sucessora Graça Foster não melhorou muito as coisas. Assumiu a presidência com uma dívida de R$ 181 bilhões. Foi para a casa deixando uma de R$ 332 bilhões. A Petrobrás é a empresa mais endividada do mundo!
Faz todo o sentido - para o mercado, para quem é do ramo e para quem consegue enxergar além da ideologia - passar adiante áreas que não são essenciais ao objetivo fim da Petrobrás. Exemplo: as fábricas de fertilizantes.
Mas a grande dúvida é se vender R$ 39 bilhões em ativos (o Brasil e no exterior) e cancelar investimentos de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões neste ano vão resolver o problema. Façam as contas...
E, espreme daqui, espreme dali, não sobra muito para sair vendendo. A lista já inclui termelétricas, gasodutos, refinarias, dutos, rede de postos de gasolina e... campos de petróleo e gás. Daqui a pouco, vão querer vender o pré-sal e até o macacão cor de abóbora do Lula.
Por um desses detalhes cruéis da história, o anúncio da venda de ativos da Petrobrás passou praticamente em branco no mundo político, distraído com uma lista muito diferente da lista de ativos à venda na Petrobrás: a lista dos políticos enrolados na Operação Lava Jato. Mas uma coisa está diretamente vinculada à outra.
A Petrobrás só chegou no fundo do poço e o PT só teve de engolir a venda de ativos goela abaixo porque, nos governos Lula e Dilma, o PT se sentiu dono da maior empresa do País e fez dela gato e sapato. Não apenas participou dos esquemas de desvios como represou tarifas politicamente e escamoteou informações devidas à opinião pública. Chegamos aonde chegamos. Ou melhor, chegaram aonde chegaram.
E, por falar em lista de políticos enrolados: depois de comer o pão que o diabo amassou com Eduardo Cunha na Câmara, Dilma vai ter que digerir um Renan Calheiros cheio de espinhos no Senado, rejeitando a medida provisória que aumentaria os impostos das empresas e reduziria as dívidas do governo.
Mas a gente já sabe como é: a culpa não é de Lula, Dilma, Cunha e Renan; é do ministro da Fazenda, Joaquim Levy!
Bookmark and Share

quarta-feira, 4 de março de 2015

A CRISE ATRAVESSOU A RUA

BRASÍLIA - A confirmação de que os presidentes do Senado e da Câmara estão na lista do petrolão produziu um efeito imediato: a crise, que estava alojada apenas no Palácio do Planalto, atravessou a rua e chegou ao comando do Congresso.
A pressão agora se volta contra o senador Renan Calheiros e o deputado Eduardo Cunha, ambos do PMDB. Depois de um mês acumulando forças, os dois terão que salvar a própria pele no Supremo Tribunal Federal.
O diagnóstico não deve ser confundido com um alívio para Dilma Rousseff, como demonstrou a primeira reação de Renan. Para se defender, o senador atacou o governo, em uma declaração de guerra à presidente da República e ao PT.
Este é o significado da decisão de devolver a medida provisória que anulava a desoneração nas folhas de pagamento. O peemedebista bateu pesado ao acusar Dilma de "apequenar o Parlamento" e "deturpar o conceito de separação de Poderes".
O discurso, tão agressivo quanto inesperado, transformou Renan em herói da oposição –a mesma que há um mês lutava para tirá-lo da presidência do Senado. Foi uma saída engenhosa. Se o alagoano tivesse mantido a espinha curvada ao governo, os oposicionistas começariam uma campanha diária para derrubá-lo.
O que se viu nesta terça foi justamente o contrário: líderes do PSDB, como Aécio Neves e José Serra, derramaram-se em elogios ao ex-adversário. É um jogo pragmático. Para os tucanos, não interessa se Renan será condenado por envolvimento no petrolão, e sim inflar a sua ira para aumentar o desgaste do Planalto.
O peemedebista ganhou a primeira batalha ao devolver a MP, atingindo um pilar do ajuste fiscal. Refém da própria fragilidade, Dilma não poderá revidar como gostaria. A situação recomenda cautela para reduzir o risco de novas derrotas no Senado.
Na Câmara, a reação de Eduardo Cunha ainda é uma incógnita. O Planalto já sabe do que ele é capaz se também escolher a tática da guerra.
Bookmark and Share

SE EXPLIQUE, MINISTRO

Plenário da Câmara aprovou, por 280 votos a 102 e 4 abstenções, o requerimento do DEM de convocação do ministro da Educação, Cid Gomes, para esclarecer declarações que deu em visita à Universidade Federal do Pará, na última sexta-feira (27), sobre a Câmara dos Deputados. A convocação obriga a presença do ministro, sob pena de crime de responsabilidade.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o ministro afirmou que, para pelo menos 300 deputados, “quanto pior [estiver o governo], melhor”. “Tem lá uns 400 deputados, 300 deputados que, quanto pior, melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais, aprovarem as emendas impositivas (...)”, disse Gomes, ressaltando que emitia opiniões pessoais e que não falava como ministro.

Para o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), o ministro tem de vir ao Congresso para apontar quem seriam os "achacadores" a que se referiu. Caso contrário, ofende todos os parlamentares. "Ele tem de dizer ao Brasil quem achacou, de que forma isso aconteceu e em que circunstâncias", disse.

Já o deputado Silvio Costa (PSC-PE), que é um dos vice-líderes do governo na Câmara, minimizou as declarações de Cid Gomes. Segundo ele, o ministro não se referiu a corrupção. "Se alguém abrir o dicionário, vai ver que um dos sinônimos de achacar é desagradar. Tenho certeza de que Cid Gomes, quando usou a palavra achacar, foi no sentido de desagradar", disse.
Da Agência Câmara
Bookmark and Share

AJUDA CRIMINOSA

Do site Ceará News
O comando do PCC (Primeiro Comando da Capital), maior organização criminosa do país, reuniu todas as lideranças do tráfico em Fortaleza. No encontro determinou que não pode continuar havendo mais disputas por espaços. A conseqüência da imposição do PCC aos traficantes da Capital é que será reduzido o número de assassinatos.
E a determinação da maior organização criminosa do país já está sendo seguida: o índice de homicídios no mês de fevereiro diminuiu cerca de 15% em relação ao ano passado. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (2) através do secretário de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Delci Teixeira.
O PCC fez uma divisão dos bairros entre os líderes, e todos estão proibidos de invadir as áreas dos outros. Quem desobedecer será eliminado. Essa informação que reduzirá os homicídios em Fortaleza foi apurada pela Polícia Civil do Ceará.
Agora, o governador Camilo terá que agir rápido, pois depois de pacificar os traficantes e passar a comandá-los, o PCC dará as cartas no crime organizado da Capital. Antes, essa organização criminosa fará o mesmo em Juazeiro do Norte e em Sobral.
O objetivo dos líderes do PCC é controlar todo o crime organizado no Ceará.
Bookmark and Share

POR QUE NÃO SOMOS NAZISTAS OU FACISTAS

Por Caio Rocha, professor de História, via Facebook
Na boca de quase todo bom esquerdista, quem se opõe aos seus projetos de perpetuação de poder é qualificado "gentilmente" como fascista ou nazista. É bem verdade que desconhecem o significado dos conceitos em pauta, mas tenho prazer de explicá-los de maneira sucinta:
Nazismo e Fascismo foram regimes totalitários implantados por Adolf Hitler e Benito Mussolini na Alemanha e Itália entre as décadas de 20 e 30 do século passado. Ambos tinham como características centrais a censura à imprensa, perseguição aos opositores, forte sentimento nacionalista, uso dos aparelhos de Estado para exaltar líderes, a economia era fortemente controlada pelo Poder Executivo, valorizaram o militarismo, o espírito coletivista, etc.
Já eu defendo exatamente o contrário: ampla liberdade de imprensa, de expressão e de opinião, meu sentimento nacionalista não me faz ter um amor irracional à pátria ao ponto de odiar outros povos ou ignorar os erros cometidos por nossos compatriotas, sou contra o uso do Estado para fins de auto-promoção e minha linha ideológica é exacerbadamente antipopulista, defendo a separação dos poderes e sou contra o alistamento militar obrigatório, pois viola o direito do indivíduo de escolher se quer ou não pegar em armas.
Também sou defensor da autonomia do indivíduo em tomar decisões sobre sua vida. Considero inaceitável qualquer tentativa do Estado em interferir na livre-escolha, quando estas não ferem ao próximo e à sociedade. Na área econômica, acredito no livre-mercado e sou favorável à desestatização.
Resumindo: O pensamento de Direita que me compactuo é o do Estado Mínimo, porém eficiente. Ao ser qualificado como "fascista" e "nazista" há um paradoxo conceitual, já que fascismo e nazismo praticaram exatamente o contrário, o Estado Máximo. Portanto, é necessário uma dose de coerência nas adjetivações.
Bookmark and Share

RECUAR É PRECISO

Pegou mal a volta das passagens áreas para cônjuges de deputados e deputadas. A repercussão negativa fez com que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tinha desengavetado a benesse, recuasse da decisão.

A cota das passagens áreas estava proibida desde 2009 quando estourou o escândalo da “farra das passagens”, um grupo de esposas de parlamentares em encontro com Cunha em campanha, solicitaram a volta do benefício, ele se comprometeu trazer de volta caso fosse eleito. Cumpriu. Mas teve que recuar.
Charge do Sinfrônio
Bookmark and Share

TAPA NA CARA

O vereador Luiz Carlos Vergara Pereira (PSB), de Franca (SP), não gostou de ser cobrado por transparência. Na sessão desta terça-feira (03), Luiz Carlos deu um tapa na cara de um cidadão que acompanhava a sessão do legislativo e cobrou do parlamentar o voto contrário a um projeto de lei de transparência, como resposta, o vereador deu um tapa na cara. O vereador disse que não se arrepende e que o cidadão 'mereceu apanhar'.
Bookmark and Share

terça-feira, 3 de março de 2015

PREPARE O BOLSO

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta sexta-feira,  27, a revisão extraordinária das tarifas das distribuidoras de eletricidade com aumento médio de 23,4% nas contas de luz do País. Para alta tensão, como empresas e indústrias, a média do reajuste no País será de 24,2%. Já para baixa tensão, como residências e comércio, o aumento médio nacional será de 20,1%. As novas tarifas entram em vigor no dia 2 de março.
Cada uma das 58 empresas contempladas terá seu próprio índice de revisão tarifária, mas, para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o reajuste médio será de 28,7%. Nessas regiões, o efeito médio para alta tensão será de 29,3%, e para baixa tensão será de 24,6%.
Para as regiões Norte e Nordeste, o aumento médio será de 5,5%, sendo que os consumidores ligados na alta tensão terão aumento médio de 6,6%, enquanto a baixa tensão terá reajuste médio de 4,8%.
Para a Eletropaulo, por exemplo, o aumento médio será de 31,9%. Para a Cemig, o índice médio será de 28,8%, enquanto para a Light será de 22,5%. Para a paranaense Copel, a revisão extraordinária prevê um aumento médio de 36,4%.
Dentre as 58 companhias listadas, o maior índice de reajuste extraordinário é para a gaúcha AES Sul, com aumento médio de 39,5%. O menor índice é o da pernambucana Celpe, com aumento médio de 2,2% nas tarifas. A Ampla não foi contemplada agora porque terá seu reajuste anual em março, já considerando os componentes da revisão extraordinária. A CEA (AP) não solicitou revisão. A Amazonas Energia, a Boa Vista (RR) e a CERR (RR) não têm direito a revisão.
Os cálculos consideram a cobertura de R$ 22,056 bilhões referentes às cotas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2015. Desse total, R$ 18,920 bilhões serão cobrados nas contas de luz de todos os consumidores conforme o rateio normal da CDE, que pesa mais para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul e menos para Norte e Nordeste. Além disso, outros R$ 3,136 bilhões são referentes à primeira parcela devolução da ajuda do Tesouro às distribuidoras em 2013 e serão pagos pelos clientes das empresas beneficiadas hás dois anos.
A revisão extraordinária aprovada hoje não substitui os reajustes anuais das tarifas que continuarão o cronograma programado para 2015. Cada empresa tem direito ao reajuste anual que contempla as despesas correntes do setor. O aumento extraordinário desta sexta-feira servirá para cobrir gastos com o aumento do preço de geração da energia que as empresas de distribuição não conseguiriam suportar até o próximo reajuste previsto para cada uma.
Por outro lado, os custos do sistema com o chamado risco hidrológico e outros gastos serão repassados para as bandeiras tarifárias, cujo aumento também foi aprovado hoje Aneel. Sem essa operação de troca de contas, os reajustes na conta de luz em 2015 - o ordinário anual mais o extraordinário - poderiam chegar a 60%.
Bookmark and Share

ERA UMA CASA...

Com problemas de falta de recursos, o governo federal decidiu suspender o programa Minha Casa Melhor, linha de crédito especial para os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida adquirirem móveis, eletrodomésticos e eletrônicos a taxas de juros subsidiadas, como antecipou ontem o portal Estadão.com.
Para operar o programa, a Caixa Econômica Federal recebeu do governo uma capitalização de R$ 8 bilhões em junho de 2013. Do valor total, R$ 3 bilhões foram direcionados para os financiamentos do programa - o restante foi usado em outra operação.
O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a Caixa desembolsou até o fim do ano passado mais do que esses R$ 3 bilhões. Até dezembro, 18 meses após o lançamento do programa, 640 mil famílias tinham recebido os cartões do Minha Casa Melhor. Foram oferecidos R$ 3,2 bilhões - dos quais R$ 2,4 bilhões foram realmente contratados.
"Novas contratações do Minha Casa Melhor estão sendo discutidas no âmbito da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida", informou, em nota, a Caixa. "Os cartões referentes a contratos já realizados continuam operando normalmente". O Tesouro Nacional foi procurado pela reportagem, mas disse que somente o banco se pronunciaria sobre o assunto.
Pelo canal oficial de comunicação que mantém com os beneficiários do programa, a atendente da Caixa afirmou que o Minha Casa Melhor está suspenso desde o dia 20 deste mês. "A Caixa está reavaliando o programa antes de realizar novas contratações no Brasil inteiro", afirmou a atendente, que não quis se identificar.
No lançamento do programa, o governo divulgou que a expectativa era de que 3,7 milhões de famílias fossem beneficiadas, em um total de R$ 18,7 bilhões. O Minha Casa Melhor oferece crédito a juros mais baixos que os praticados no mercado para as famílias atendidas pelo programa Minha Casa Minha Vida comprarem 14 tipos de eletrodomésticos e móveis. Os juros são de 5% ao ano contra 16,5% que são cobrados pelo mercado para financiar esses produtos.
O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro, lamentou o "congelamento" do programa por ter certeza que a medida terá impacto no setor varejista. "O Brasil está diante do desafio de fazer funcionar esse novo modelo econômico imposto pelo ministro Joaquim Levy ", afirmou.
A CNDL, que representa 1,2 milhão de lojistas, estima que o programa injetou R$ 1,4 bilhão no setor no ano passado. De acordo com o governo, desde o lançamento do programa, os donos dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida compraram TV digital, computador, geladeira, fogão e móveis, entre outros produtos, em 28 mil lojas espalhadas pelo País.
Ao entregar os imóveis do conjunto em Feira de Santana (BA), a presidente Dilma Rousseff assegurou a continuidade do programa de habitação popular. Segundo ela, a terceira fase será lançada em março, com a meta de contratar mais 3 milhões de moradias.
Depois de dizer que faz ajustes fiscais "como uma mãe, uma dona de cana faz na casa", a presidente garantiu que o governo não paralisaria programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida. Ela não citou, porém, o Minha Casa Melhor. A cerimônia foi planejada para ser a primeira parada em um roteiro de viagens que a presidente planeja fazer para recuperar sua popularidade.
Benificiários se decepcionam com suspensão   
As 920 famílias de Feira de Santana (BA) que receberam nesta quarta-feira (25), da presidente Dilma Rousseff, as chaves dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida não puderam pegar ontem o cartão para comprar os móveis. A Superintendência Regional da Caixa na Bahia confirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que os cartões não foram distribuídos por determinação do banco e que a medida estava sendo executada em todo o país.
Os novos moradores foram surpreendidos pela notícia de que o Minha Casa Melhor havia sido suspenso. A notícia se espalhou no boca a boca e criou um clima de decepção geral, já que muitos contavam com a linha de crédito para mobiliar suas novas unidades.
"Eu fui surpreendida porque não tenho os móveis, estava contando (com o Minha Casa Melhor). Preciso comprar praticamente quase tudo. Tenho um fogão de duas bocas, uma geladeira usada com problema na borracha que eu queria trocar e um colchão que durmo com mo meu filho", disse Eliane Costa Santos, que tem 24 anos.
Vendedora ambulante e com renda de um salário mínimo, ela vai se mudar com um filho para a nova moradia. "Eu não tenho os móveis da minha casa e não tenho condições de comprar. Em tempo de festa a gente ganha. Fora de época não tem muito boa vendagem".
No dia seguinte à cerimônia, quando muitos moradores foram nos residenciais Solar da Princesa III e IV, no bairro de Gabriela, em Feira de Santana para tratar da instalação de água e luz, outra contemplada ouvida pela reportagem alegou ontem que não houve qualquer justificativa para a interrupção.
"Me disseram que estava suspenso desde o dia 20 de fevereiro, por tempo indeterminado", afirmou Cidiléia Santos Silva, que tem 29 anos e é mãe de um filho. "A única coisa que eu tenho, graças a Deus ainda, é uma cama, o guarda-roupa do meu filho, um fogão, um bujão e minhas roupas", queixou-se.
"O Minha Casa Melhor ia ser importante para eu poder comparar um sofá, poder arrumar o quarto do meu filho, para poder comprar um fogão melhor e armário de cozinha. Mobiliar minha casa toda".
Com duas filhas, Aline Ribeiro, de 32 anos, contou que um funcionário do banco estatal lhe disse que o Minha Casa Melhor estava suspenso e que não havia previsão de retorno. "É uma coisa que se não retornar vai fazer falta para muita gente que precisa. Muita gente que não tem nada e precisa do cartão", afirmou. "Não tenho cama, minha filha não tem cama e não tenho guarda-roupa. Se chegar vai vir em boa hora".
Da Agência Estado, via Diario de Pernambuco
Bookmark and Share

BICO FECHADO

A bancada tucana no Senado ficou de bico fechado e desapareceu na hora de assinar o pedido de CPI do HSBC, encabeçada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). O escândalo já foi batizado de Suiçalão.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) que conseguiu o apoio de 33 senadores ( 6 a mais que o necessário) para a criação da CPI do HSBC para investigar suspeitas de sonegação e evasão fiscal por meio de contas de brasileiros na filial suíça do banco britânico HSBC.
A comissão parlamentar de inquérito, restrita ao Senado, destinar-se-á a investigar suspeitas de sonegação e evasão fiscal por meio de contas de brasileiros na filial suíça do banco britânico HSBC.
O requerimento de criação foi apresentado na última quinta-feira (26) por Randolfe ao plenário. Caberá ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), avaliar o pedido e solicitar aos partidos as indicações de seus representantes para o colegiado.
Alguns senadores que integram partidos da oposição, como o DEM, assinaram a CPI. No entanto, na coleta de assinaturas para a CPI do HSBC não consta, até agora, nenhum parlamentar do PSDB, o maior partido oposicionista.
Bookmark and Share

DIAS PIORES VIRÃO

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (2) que a diretoria executiva da companhia aprovou a revisão do plano de desinvestimento – termo técnico para a venda de ativos, projetos, negócios e propriedades de uma empresa – para o biênio 2015 e 2016.
A empresa planeja desinvestir US$ 13,7 bilhões em dois anos. A mudança é significativa em relação ao plano anterior, divulgado em fevereiro – antes da renúncia da ex-presidente Graça Foster –, que previa desinvestimentos de US$ 5 bilhões a US$ 11 bilhões entre 2014 e 2018.
As vendas de ativos estão divididos entre exploração e produção no Brasil e no exterior (30%), abastecimento (30%) e gás e energia (40%).
A petroleira enfrenta alta no endividamento e dificuldades de caixa para financiamento de seus novos projetos. O endividamento líquido da companhia saltou de um patamar de R$ 100 bilhões no início de 2012 para mais de R$ 260 bilhões no final de setembro de 2014.
"Este plano faz parte do planejamento financeiro da Companhia que visa à redução da alavancagem, preservação do caixa e concentração nos investimentos prioritários, notadamente de produção de óleo e gás no Brasil em áreas de elevada produtividade e retorno", afirmou a estatal em comunicado ao mercado.
A petroleira afirmou ainda que alterações em variáveis de mercado podem fazer com que a empresa mude a meta. "Ressaltamos que o valor aprovado de US$ 13,7 bilhões é a melhor estimativa da Petrobras. No entanto, ela é sensível a variáveis de mercado, tais como a cotação do barril de petróleo tipo Brent, taxa de câmbio, crescimento econômico brasileiro e mundial, dentre outras."
Segundo a Petrobras, o valor de US$ 13,7 bilhões foi aprovado pela diretoria executiva no dia 26 de fevereiro.
Lucro em queda
De acordo com o balanço não auditado do 3º trimestre do ano passado, a Petrobras teve lucro líquido de R$ 3,087 bilhões entre julho e setembro. No acumulado nos 3 primeiros trimestres, o lucro foi de R$ 13,439 bilhões, uma queda de 22% frente ao mesmo período do ano passado. Em 2013, a empresa registrou lucro de R$ 23,57 bilhões.
A empresa destacou que qualquer operação de alienação de ativo será submetida à
avaliação e aprovação das requeridas instâncias de governança da companhia, como a Diretoria Executiva e o Conselho de Administração. A Petrobras lembrou ainda que essas operações também estarão sujeitas às aprovações dos órgãos reguladores competentes
no Brasil e no exterior, quando for o caso.
Auditoria contábil
A petroleira também anunciou nesta segunda que seu Conselho de Administração, em reunião realizada no dia 27 de fevereiro, aprovou a contratação da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes (PWC) para prestação de serviços de auditoria contábil nos exercícios sociais de 2015 e 2016.
A empresa de auditoria nega-se, por enquanto, a assinar as demonstrações financeiras da estatal sobre o terceiro trimestre de 2014, devido ao escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, afirma a agência Reuters.
Após a troca de presidente da companhia, a Petrobras informou que planeja divulgar o balanço anual auditado de 2014 até o fim de maio.
Do G1, em São Paulo
Bookmark and Share

ROMBO NA BALANÇA

A presidente Dilma Rousseff inicia o primeiro mandato com recordes negativos na balança comercial. O saldo das exportações e das importações brasileiras ficou negativo em R$ 2,8 bilhões em fevereiro. Esse é o maior déficit para o mês da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), iniciada nos anos 1980. Esse dado superou o recorde anterior, de fevereiro de 2014, quando o resultado ficou no vermelho em R$ 2,1 bilhões.
A balança também registrou o segundo pior bimestre da história, com um déficit de R$ 6,01 bilhões de janeiro a fevereiro deste ano, pouco abaixo do saldo negativo de R$ 6,21 bilhões registrado no mesmo intervalo de 2014. Nesse período os embarques de commodities encolheram 17%, para R$ 10 bilhões. A maior queda nas exportações no bimestre foi de soja em grão (-70,7% ), seguida de minério de ferro (-43,2%). Entre os manufaturados, os embarques de combustível e as vendas de veículos para o mercado externo registraram queda. No bimestre, o tombo foi de 67% e 28,7%, respectivamente, e isso ajudou na retração de 13% das exportações de manufaturados de janeiro a fevereiro, para US$ 9,9 bilhões.
Apesar de a China ter ultrapassado os Estados Unidos como principal destino dos produtos brasileiros em fevereiro, no acumulado do bimestre, os EUA mantiveram-se na liderança. A Argentina permaneceu em terceiro lugar nos dois casos.
Conteúdo do Correio Braziliense
Bookmark and Share

A NAÇÃO ESTARRECIDA

Artigo de Lya Luft, publicado na edição impressa de Veja
Os extraordinários fatos que nas últimas semanas vêm se desenrolando diante dos nossos olhos estupefatos, a série de denúncias logo comprovadas de corrupção em órgãos estatais e partidos políticos, de­ixam-nos alertas: o que fizemos? Como permitimos que tudo isso chegasse a esse ponto — que nos parece quase sem volta —, exigindo terra arrasada para começar a construir, do erro, uma nova nação?
Pode até haver chefes que, em qualquer escalão, não percebam a corrupção entre seus funcionários, se for um breve episódio; mas, se se prolongar por um pouco de tempo que seja, denota grave incompetência de parte dos mandantes. Se souberem e fecharem os olhos permitindo que os crimes continuem, porque “afinal no Brasil é assim, sempre foi assim, e assim é por toda parte”, serão pelo menos cúmplices, ainda que não metam a mão pessoalmente no dinheiro (que neste caso se acumula em milhões e bilhões).
Dinheiro que faz uma desesperada falta em todos os aspectos tão carentes do país de que os responsáveis não cuidaram, ocupados em conseguir mais poder.
A roubalheira é ainda mais repulsiva, pois não se trata de roubar o não essencial, mas de tirar do prato dos pobres a comida, o dinheiro do remédio, os livros, mesas e cadeiras da escola, instrumentos e pessoal de hospitais e postos de saúde, possibilidade de tráfego aos caminhões que transportam alimento e bens de consumo, funcionamento ou mera manutenção das imensas engrenagens deste pobre país, que agora podemos chamar de “pobre” nos dois sentidos, material e moral.
Pobres de nós, que não sabíamos porque olhávamos para o outro lado, porque éramos mesmo ignorantes, porque acreditamos nos líderes errados, porque não nos informamos, porque não estávamos nem aí.
O que vai acontecer? Ao que vemos, muito mais denúncias, provas, prisões e — espero — condenações. Como ocupar os lugares de mando vazios? Que seja com gente competente, não com apaniguados e correligionários. Que seja com gente corajosa, disposta a enfrentar desafios que dinheiro nenhum compensa.
Todos de certa forma permitimos que acontecesse o que agora nos horroriza, ao menos a nós que acordamos, ou sempre denunciamos, nós que nos preocupamos tardiamente ou que já havia um bom tempo balançávamos a cabeça prenunciando os dias de hoje. “Virão tempos sombrios”, dizíamos uns aos outros: pois chegaram.
Uma inflação descontrolada, uma população assustada e a cada dia mais empobrecida, endividada e desatendida, autoridades confusas e desnorteadas, algumas tentando salvar o que pode ser salvo e corrigir o que pode ser corrigido, delineiam uma boa temporada de sofrimento para quase todos nós.
Aqueles em que tantos acreditaram nutrem pensamentos delirantes em sua ilha da fantasia, negando a tragédia que ocorre debaixo de seus olhos: pobreza, inflação descontrolada, endividamento em massa, decadência da educação, saúde, moradia, transporte, segurança e dignidade, e — pior de tudo — a morte lenta da confiança. Eles de todos os modos procuram pateticamente negar o verdadeiro drama que nos assola a todos, sem exceção.
A nação estará estarrecida? O título desta coluna reflete o que eu sinto e o que desejaria que todos sentissem. Parte do país finalmente abre os olhos, aponta as orelhas e atina com a realidade dura destes tempos que apenas começam a se revelar incrédulos. Porém, há semanas multidões requebram ao ritmo das músicas de Carnaval — porque afinal ninguém é de ferro.
Não sou contra o Carnaval, mas imagino que, quando elas despertarem para a realidade depois dessas festas, se botassem nariz de palhaço e voltassem às ruas, não para dançar enquanto o Titanic afunda, mas para protestar e exigir, poderiam salvar o que ainda pode ser salvo.

Que os deuses — e técnicos competentes — nos ajudem, e esta nau brasileira não se rompa, não se destroce, mas se equilibre e, ainda que penosamente, suba à tona e retome algum tipo de rota salvadora — antes que se apaguem as últimas luzes desta maltratada pátria.
Bookmark and Share

10 MOTIVOS QUE PODEM DERRUBAR DILMA

Da Exame
São Paulo - O jornal Financial Times (FT), um dos mais influentes no mundo da economia e dos negócios, listou nesta quarta-feira 10 motivos para acreditar que o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff não irá durar muito tempo.
O texto, publicado no blog Beyond Brics, lembra que durante anos opositores têm acusado o governo de incompetência nas áreas econômica e política. "Muita coisa errada está acontecendo no Brasil", diz o artigo.
Eis os motivos pelos quais o FT acredita que a presidente Dilma pode sofrer um impeachment:
1 - Política
Um presidente brasileiro só sofre um impeachment se fizer algo flagrantemente errado, diz o FT. "Mas o que conta é a perda de apoio no Congresso". A maioria governista foi cortada na eleição, o que deixou a base aliada fragmentada e mais difícil de controlar, afirma o artigo. "Alguns membros a consideram uma intrusa oportunista".
2 - Petrobras
Após o rebaixamento de ratings da Petrobras pela agência Moody's, e diante das investigações de corrupção na estatal, a empresa seria, segundo o FT, o "pecado flagrante" no caso do Congresso se mobilizar por um impeachment: Dilma Rousseff foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando parte da suposta corrupção ocorreu.
3 - Confiança do consumidor
"Os consumidores estão extremamente saturados", diz o FT, citando levantamento da FGV que mostra queda no índice de confiançado consumidor para o menor nível desde 2005.
4 - Inflação
O FT lembra que a inflação no Brasil já foi de cerca de 3000% ao ano, 20 anos atrás. "Muitos são jovens demais para lembrar, mas outros não", diz o texto, complementando que "alguns temem que o governo abandone a meta de inflação", que está em 4,5% ao ano.
5 – Desemprego
A estimada perda de 26 mil empregos em janeiro, além da recente greve de caminhoneiros pelo país, mostram que "o desemprego é um grande desafio de popularidade para Dilma", segundo o texto do FT.
6 - Confiança do investidor
De acordo com o artigo, o governo está sendo forçado a vender cada vez mais títulos de contratos de dívida de curta duração, diante da preocupação dos investidores com a capacidade do governo em cumprir suas metas orçamentárias.
7 -  Orçamento
O FT cita o primeiro déficit orçamentário primário em mais de uma década em 2014, "efetivamente levando o país de volta aos dias sombrios antes de começar a implementar pelo menos uma aparência de disciplina fiscal".
8 - Economia
Os investidores esperavam que a nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda iria mudar as coisas, diz o FT. "Mas a tarefa parece cada vez mais difícil". "Levy tem aparecido como uma figura solitária", afirma o texto.
9 - Água
A seca na região Sudeste também é apontada pelo FT como um motivo para o impeachment de Dilma: "a sensação de aproximação do apocalipse no Brasil é sublinhada por uma escassez de água que atinge a cidade de São Paulo", diz o texto.
10 - Eletricidade
O FT cita a derrota do PSDB para o PT em 2002, dizendo que, "na última vez em que um governo foi derrubado (embora nas urnas, e não por impeachment), a principal causa foi o racionamento de energia elétrica". Esse poderia ser mais um motivo para a saída de Dilma Rousseff da presidência.
Bookmark and Share

CULPA DO FHC SIM

Por Caio Rocha, professor de História, via Facebook
Uma característica de governos populistas é terceirizar a culpa de seus próprios desacertos, apostando no pedantismo de milhões de pessoas que ingenuamente pensam pela barriga.
Estamos pagando caro pelas presepadas da equipe econômica do governo Dilma I liderada por Guido Mantega, sendo quase que diariamente contemplados com aumentos de todos os tipos: na folha de pagamento de empresas, nas contas de água e energia, nas taxas de juros e financiamentos e claro, no preço por litro de gasolina, em valores acima dos praticados no mercado internacional.
A Petrobrás detém um virtual monopólio na produção e distribuição de combustíveis e como está endividada por conta de mal planejamento e corrupção advinda de interferência político-governamental, é forçada a repassar ao consumidor tais prejuízos.
Se FHC tivesse desfeito a participação do Estado nesta companhia petrolífera, não estaria hoje nas manchetes de jornais pela dimensão de seus rombos. Estatais atrapalham o país, pela conjuntura política que temos, de parasitismo institucional, fisiologismo e toma-lá-dá-cá.
O governo do PT (pasmem, dos trabalhadores) mexeu até em fundamentos da legislação trabalhista cortando pela metade pensão por viuvez, dentre outros. A tesoura do Levy é pesada, porém necessária, mas quem diria que a Dilma reeleita fizesse exatamente aquilo que seus opositores supostamente fariam! E vem mais por ai.
Bookmark and Share

QUE PAPEL NOS CABE DIANTE DE TANTOS ESCÂNDALOS ?

Meus Amigos, Minhas Amigas, Preocupado com a grave crise ética, moral, política e econômica, que vivemos já algum tempo, que já não conseguem esconder, nem mesmo mascarar, pela sua amplitude e disseminação em todos os segmentos e atingindo diretamente a população, que já começa em todo País, a se manifestar surpresos com a desfaçatez com que foram tratados durante tanto tempo, com discursos demagógicos e eleitoreiros, onde esconderam para alguns menos informados, a realidade. Nos encontrarmos todos atordoados ao confirmarmos quão grave é a nossa situação.
Lamentamos a tentativa de transferir para outros, a terrível situação que criaram na busca tão somente de um projeto de Poder, em detrimento das grandes necessidades que todos temos e carecemos, urgentemente, de um projeto de Governo, que inclua as nossas demandas e nos ofereça uma vida mais digna, justa e fraterna, onde se possa vislumbrar oportunidade e prosperidade.
Ainda que tivéssemos, o que não ocorreu, alguns erros no passado, isto não justificaria tantos absurdos no presente.
Nos resta apelar para os homens e mulheres de bem, detentores ou não de mandatos eletivos, para fazermos uma grande cruzada pela restauração dos princípios, que devem nortear uma sociedade que deseja e merece respeito, pela delegação dada cada um, não para negociarem as nossas demandas por favorecimentos pessoais e inconfessáveis, embora muitos já se tornam públicos, mas para construirmos uma nova ordem social, política e econômica, voltada para o bem comum, que afinal é o fundamento maior do principio democrático, republicano e representativo do nosso verdadeiro sistema político.
Urge o desapego de cada um de nós, na busca de projetos personalistas, egoístas e de interesses menores diante do caos instalado, para juntos, através de alianças suprapartidária e feita através de compromissos que possam atender aos sonhos e necessidades da nossa gente, que já se encontram represados há tanto tempo. Caminharmos desde logo, na direção da cobrança das reformas tão necessárias para mudar este estado de baderna geral que afeta não só a União Federal, mas, também, cada um dos seus entes federados, Estados e Municípios, Para que tenhamos nas eleições do ano que vem, menos abuso do poder político e econômico, para que qualquer um possa concorrer em igualdade de condição e começarmos a mudar os descaminhos nos municípios, como o início importante de uma caminhada que vai desaguar na mudança da vida nacional.
O País não está em Brasília ou em qualquer dos Estados! O País e sua gente, estão nos municípios, que juntos formam esta grande e dilapidada nação, que haverá de ser grande!
Vamos à luta! Que Deus nos proteja! Um abraço, Joaquim Cunha.
Joaquim Cunha, ex-prefeito de Gavião (BA) – Foi Presidente da Associação de Prefeitos da Região nordeste e Vice-Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB).
Bookmark and Share

MENINO LEVIANO

Charge do Sinfrônio
Bookmark and Share

JÁ DÁ PRA OUVIR O 15 DE MARÇO

A pantomima petista chegou ao fim. O custo é imenso. E vai cobrar a fatura de gerações, podem escrever
"Soc, poft, pow! Coxinha. Golpista!"
Eis o som presente do mar futuro de gente nas ruas no próximo dia 15. Ali vão as onomatopeias e vitupérios produzidos pelos milicianos petistas contra pessoas comuns, que pagam impostos e estão cansadas de ser roubadas. Pois é... Os companheiros acham que chegou a hora de nos pegar na porrada.
Na segunda, enquanto Lula e seus "tontons macoute" faziam um ato "em defesa da Petrobras", no Rio --o que supõe distribuir sopapos didáticos para ensinar a essa brasileirada o valor do patriotismo--, a Moody's anunciava o rebaixamento da nota da estatal. Bastava que caísse um degrau para passar do azul para o vermelho, do grau de investimento para o especulativo. Mas a agência empurrou a empresa escada abaixo: a queda foi logo de dois --e ainda com viés negativo.
A presidente Dilma Rousseff, com a clarividência habitual, atribuiu a decisão "à falta de conhecimento". É verdade. A agência, o mercado e todo mundo desconhecem, por exemplo, o balanço da empresa. O que se dá como certo é que o governo indicou uma diretoria para o exercício da contabilidade criativa, com Aldemir "Hellôôô" Bendine à frente. A crise, no Brasil, também é brega.
A realidade ganhava, assim, traços de caricatura, de narrativa barata, de roteiro de filme de segunda linha. Enquanto Lula, o grande sacerdote do modelo que levou a Petrobras ao desastre, oficiava na ABI mais uma de suas missas macabras, disparando contra elites imaginárias, a empresa passava a arcar com mais um custo das forças malignas que ele conjurava. Havia pouco, Paulo Okamotto, o sócio do Babalorixá de Banânia, explicara em entrevista como o partido lida com as empreiteiras: "Funciona assim: 'Você está ganhando dinheiro? Estou. Você pode dar um pouquinho do seu lucro para o PT? Posso, não posso.'"
Das expressões ou palavras que criei para definir esses seres exóticos, "petralha" é a mais popular, mas não é a de que mais me orgulho. Gosto mesmo é de "burguesia do capital alheio", que é como chamo os companheiros desde meados da década de 90, antes ainda de sua ascensão, quando fingiam ares de resistência.
Sempre me impressionou a facilidade com que se insinuavam nas estruturas do Estado e das empresas privadas e passavam a ser beneficiários do esforço de terceiros. Voltem lá a Okamotto. Jamais lhe ocorreria indagar se os empresários podem dar um pouco do seu risco ao PT. O partido se apropria é de uma parte do lucro. A expressão que criei serve para designar o petismo, mas poderia definir a máfia.
O modelo entrou em colapso. Se Dilma será ou não impichada, não sei. Como escrevi nesta Folha, golpe é rasgar a lei e a Constituição democraticamente pactuadas. O que dá para saber, e isto é certo, é que a pantomima petista chegou ao fim. O custo é imenso. E vai cobrar a fatura de gerações, podem escrever. As ruas vêm aí, e Lula, o irresponsável da segunda-feira, com seus milicianos, nada pode fazer pela governanta. Ao contrário: é ele, hoje, quem a desestabiliza.
A presidente tem de se escorar no braço de Eduardo Cunha e repetir Blanche DuBois, a doidona de "Um Bonde Chamado Desejo", quando decide seguir pacificamente para o hospício, em companhia de um alienista: "Seja você quem for, eu sempre dependi da boa vontade de estranhos".
Bookmark and Share

segunda-feira, 2 de março de 2015

PAREM DE USAR

Do UOL
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou ontem (28) que o PT pare de usar uma ilustração da presidente Dilma Rousseff usada na campanha pela reeleição de 2014. Caso o PT não cumpra a determinação, será aplicada uma multa diária de R$ 10 mil enquanto não retirar a imagem do site e do material de circulação. A ilustração foi usada sem autorização e créditos do ilustrador Sattu Rodrigues.
A imagem foi amplamente usada pela campanha da presidente com o slogan "Dilma Coração Valente". O ilustrador entrou na Justiça no passado questionando o uso da imagem sem os direitos autorais pela campanha do PT. A decisão sobre a multa não representa a conclusão do processo, apenas tenta evitar que a imagem continue sendo usada.
"É uma forma de prevenir um prejuízo ainda maior enquanto o processo não é finalizado", defendeu o advogado André Marsiglia, do escritório Lourival J. Santos Advogados, que representa Sattu. "É uma decisão preventiva e muito importante."
Marsiglia afirmou inicialmente houve a tentativa de conciliação entre o ilustrador e o PT, mas não houve acordo. "O Sattu fez a ilustração para a revista 'Época' com uma intenção editorial. A campanha ou o PT passou a usar a imagem sem autorização e sem crédito. A ilustração passou a ser o ícone da campanha publicitária. Ele ficou chateado e indignado. O PT chegou a alegar que não era dele."
O ilustrador fez o desenho com base em uma foto Dilma quando foi ela presa pelo regime militar. A imagem foi usada pela revista "Época" quatro anos antes da campanha.
"Eu acho que foi uma boa vitória e me sinto mais tranquilo", comentou o artista sobre a decisão.
O UOL procurou o PT para comentar a decisão, mas o partido ainda não se manifestou.


Bookmark and Share