quarta-feira, 5 de agosto de 2015

GUERRA NO FACEBOOK

Uma briga familiar pode causar danos na imagem do Governo do Estado do Ceará. O ex-vereador e advogado Régis Benevides denunciou através do Facebook, a existência de uma máfia dos terceirizados com mais de mil nomes na Secretaria da Fazenda (SEFAZ), comandada há mais de 8 anos pelo próprio irmão, o secretário Mauro Filho.
Segundo a denúncia, correligionários do atual secretário Mauro Filho são agraciados com cargos em troca de votos, no total que pode ultrapassar mil cargos. Na publicação, Régis Benevides ainda pede a intervenção da Polícia Federal para investigar essa suposta fraude cobra explicações ao governador Camilo Santana, "que morre de medo de Mauro Filho, pois ele sabe muito", segundo acusa o irmão do secretário da Fazenda.
Régis Benevides denuncia ainda a existência de nomeação de familiares, amigos e correligionários. "Até o chefe de gabinete (prima do chefe), nomeava amigos e parentes. Compra de votos mesmo, com o dinheiro do contribuinte", diz o post. O irmão de Mauro Filho promete divulgar diariamente os nomes dos beneficiados na máfia dos terceirizados, e começa citando Lilia Benevides, que trabalharia na ouvidoria da SEFAZ.
Com esse escândalo ganhando espaço nas redes sociais, o secretário Mauro Filho mantém o silêncio, mas sabe que a permanência na Sefaz começa a ser um problema para o governador Camilo que tem sua autoridade contestada.
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ASSÉDIO IDEOLÓGICO

Tramita na Câmara Federal projeto do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) que prevê detenção de três a doze meses e multa para professores que pratiquem "assédio ideológico" em salas de aula. Apresentada em maio deste ano, a proposta altera trechos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e aguarda parecer na Comissão de Educação da Câmara.
“Entende-se como Assédio Ideológico toda prática que condicione o aluno a adotar determinado posicionamento político, partidário, ideológico ou qualquer tipo de constrangimento causado por outrem ao aluno por adotar posicionamento diverso do seu, independente de quem seja o agente”, diz o projeto.
Segundo o deputado, se observa hoje no Brasil "o total desrespeito e afronta ao direito dos alunos em formar suas convicções a partir de experiências pessoais e baseadas na formação provida na família e pela religião". Ainda de acordo com Marinho, são inúmeros os casos de jovens "doutrinados" por professores e educadores para seguir “ideologia estatal”.
Além da penalidade de três a doze meses de detenção, o deputado ainda prevê aumento de até 50% da pena em casos em que o “assédio” resulte em “reprovação, diminuição de nota, abandono do curso ou qualquer resultado que afete negativamente a vida acadêmica da vítima”.
“Mais grave ainda é o cometimento dessa ação criminosa para arregimentar novos afiliados para partidos políticos. O indivíduo em formação não possui maturidade intelectual suficiente para fazer juízo de valor acerca de posicionamentos que lhe são apresentados, aproveitando-se o professor dessa situação”, afirma o deputado.
Do O Povo
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A CHANCELER E SEU MUNDO

Tem biografia nova no pedaço, chegou às livrarias Angela Merkel - a chanceler e seu mundo mostra a trajetória  política, a vida pessoal da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel.
A obra revela a pessoa por trás da personalidade política, trazendo à tona muitos detalhes intrigantes sobre a trajetória pessoal e profissional de Merkel.
O autor habilmente examina o pano de fundo por trás da vida da chanceler e suas convicções ideológicas, a fim de explicar a natureza de seu poder e seu influente papel na Comunidade Europeia.
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BOM DE FARO

A Prefeitura de Barueri, cidade da região metropolitana de SP, atendeu um pedido do apresentador Rodrigo Faro, contrariou a procuradoria da cidade e fez um projeto de lei para vender um terreno público para o artista da TV Record, informa reportagem da Folha de S.Paulo.
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TRAINDO O PRÓPRIO PAI

Do Facebook de Carlos B Benevides
Na eleição de 1994 chegavam denúncias no comitê do meu pai, então candidato a Senador, que meu irmão Mauro Filho estava mandando votar nos dois senadores adversários de nosso genitor, mas nunca levamos a sério, até que um dia, chegaram na serigrafia de um casal amigo, levadas pelo motorista de Mauro Filho, camisas a serem pintadas com Mauro Filho Dep estadual e os outros dois senadores, da coligação adversa a de meu pai.
Revoltado, o casal dono da serigrafia, que nutria por nós grande simpatia, nos chamou até lá e nos mostrou as blusas pintadas. O casal então guardou uma, eu guardei outra e um irmão meu, chorando, levou pra sua casa unidade da camiseta.
Obcecado pelo poder e para sentar na cadeira de Camilo Santana, já articula sua candidatura a vice-governador, o que lhe asseguraria estar a um passo para realizar sua grande obsessão - GOVERNAR O CEARÁ, mesmo que para isso tivesse que trair o pai de novo, pisar na própria mãe ou entregar a cabeça do chefe ao inimigo. E Mauro Filho teve sucesso...naquela eleição, meu pai perdeu. 
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

LEI PAPA-LÉGUAS

O deputado Marquinho Palmerston (PSDB) apresentou na Assembleia Legislativa de Goiás um projeto curioso.
Preocupado com os atrasos nos serviços de entrega de comidas fast-food e suas consequências para o consumidor, o tucano quer estabelecer, por meio de lei, o prazo máximo de 50 minutos (em dias úteis) e 60 minutos (fins de semana e feriados) para empresas realizarem o serviço.
De acordo com o texto, que aguarda análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), o objetivo é “assegurar o perfeito atendimento ao consumidor de pizzas, lanches rápidos, sanduíches, enfim alimentos de preparo rápido. Os atrasos são corriqueiros e ninguém se responsabiliza pelos eventuais atropelos na vida do consumidor, apesar da cobrança pelo serviço de entrega”.
Em entrevista ao Jornal Opção Online, Marquinho Palmerston relatou que recentemente pediu sanduíches em um pit-dog do Setor Bueno e o pedido demorou 1h40 para chegar. “Um desrespeito claro com o consumidor. Às vezes tem uma criança em casa e quando chega a comida você já nem quer comer. Por isso é preciso ter um parâmetro para fazer reclamações”, justifica.
Além disso, o deputado conta que se baseou em um projeto de lei do Rio de Janeiro que também estabelece este tempo limite. “É uma forma de profissionalizar a atividade. Se não cobrarmos, fica do jeito que está. As vezes não dão nem um desconto ou sequer pedem desculpas”, lamenta ele.
Questionado sobre riscos aos entregadores — que seriam pressionados pelas empresas para realizarem as entregas mais rapidamente — caso o projeto seja aprovado, Marquinho sustenta que “não pensou sobre o assunto ainda”. “Acredito que as empresas, se quiserem continuar oferecendo o serviço, vão ter que investir em mais funcionários e não mandar os motoqueiros irem mais rápido. Mas eu não posso obrigar ninguém a contratar mais”, argumentou.
Se o projeto for aprovado em plenário pelos deputados, as empresas, restaurantes e lanchonetes terão prazo máximo para a entrega de 50 minutos em dias normais e de 60 minutos em feriados prolongados. O controle será feita a partir da emissão da nota fiscal dos produtos adquiridos.
O não cumprimento da lei terá quatro tipos de punição: advertência por escrito, multa de R$ 350,00 no primeiro atraso, R$ 700,00 até a quinta reincidência e suspensão do alvará de funcionamento do estabelecimento.
Do jornal Opção Online 
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BRIZOLA, O MITO

A trajetória política, a vida pessoal de Leonel Brizola rende muitos livros – como já rendeu. Entre alguns livros que li, destaco a biografia El Caudillo - um perfil biográfico, do jornalista FC Leite Filho e o livro Leonel Brizola - A Legalidade e outros pensamentos conclusivos, organizado por Osvaldo Maneschy, Apio Gomes, Madalena Sapucaia e Paulo Becker.
O livro mais recente sobre Brizola foi escrito por quem conviveu lado a lado com ele: Clóvis Brigagão e Trajano Ribeiro. O novo livro que mostra para as novas gerações o lugar de Leonel Brizola na política brasileira Revivendo grandes momentos da história de Brizola, conseguimos entender o quanto foi fundamental a sua dedicação ao Brasil.
Autor de pérolas como 'estou pensando em criar um vergonhódromo para políticos sem vergonha' ou 'Sou como uma planta no deserto, basta uma única gota de orvalho para me alimentar', Brizola foi o único político que conseguiu se eleger governador em dois estados - Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Resistiu à ditadura militar e teve uma imprescindível participação no processo de redemocratização do país. Criou o PDT e se dedicou durante cerca de 50 anos a luta por uma nação independente das amarras estrangeiras, por uma educação de qualidade e inclusiva e por ideais que o mantinham firme em direção ao sonho de se tornar presidente do Brasil.
Ao seu lado nessa trajetória estiveram Clóvis Brigagão e Trajano Ribeiro, que agora decidiram revisitar seus baús repletos de memórias para contar fatos interessantes e curiosos da vida política do gaúcho.
São pontos de vista de dois companheiros que acompanharam de perto cada detalhe do retorno de Brizola ao Brasil e estiveram juntos na trajetória daquele que até hoje permanece no inconsciente coletivo de muitos brasileiros como um verdadeiro mito.
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RECORDANDO PADRE PALHANO

Hoje, 4 de agosto, dia que se comemora o Dia Do Padre, o blog Sou Chocolate e Não Desisto relembra a trajetória política de Padre Palhano de Sabóia.
Após a renúncia a Prefeitura de Sobral, o Deputado Pe. Palhano tentou vôos mais altos, representando Sobral e o Ceará em Brasília.
Todavia, com a morte de seu maior opositor, Coronel Chico Monte em 16 de março de 1961, Padre José Palhano de Sabóia não detivera a oportunidade de disputar diretamente uma eleição contra o velho coronel. Apesar de, ter realizado uma administração singela frente ao Paço Municipal, o Padre piloto, disputa a eleição de 1962, como candidato forte da Região Norte do Estado.
No pleito citado, o Prefeito Padre, enfrentaria uma dupla missão; eleger-se ao Congresso Nacional, e “fazer” seu sucessor. Esse lançara Jerônimo de Medeiros Prado – UDN- e a oposição expunha ao crivo dos sobralenses, o mais novo desafeto de José Palhano, seu ex-amigo Cesário Barreto. Este vencera as eleições municipais com 8471 sufrágios, derrotando o candidato do Prefeito-candidato Padre Palhano de Sabóia. (RIBEIRO: 2001: 25)
No entanto, apesar do dissabor de não eleger seu sucessor, Padre Palhano, estabelecia o fim da Era Montista, elegendo-se Deputado Federal com significativa votação. Foram 7842 sufrágios, mais até que a votação dos candidatos de oposição juntos. Francisco Adeodato com 3438 e Marcelo Sanford com 2562 votos.
Desta feita, com sua vitória a Deputado Federal, ele passou de líder local á liderança nacional, pondo fim a “liderança” do velho coronel, e doravante, principiando uma nova era política em Sobral.
A partir do fim da “Era montista”, Sobral vivenciava novos ares políticos e chegaria ao fim o período do coronelismo tradicional na cidade. O município deixava de viver sob a égide de um chefe político com todos os pressupostos de coronel tradicional – o título, as práticas políticas, o voto de cabresto, clientelismo, intimidação do eleitorado, truculência e comando político de apenas um sujeito-, essas são as principais características de um legítimo coronel tradicional.
Senão, o coronel Chico Monte detinha toda essa identidade coronelística supracitada e ainda, perdurava no poder com as práticas políticas discutidas, e, como fala Lustosa da Costa; esse fora o “o último dos coronéis”. Entretanto, o coronelismo não findou, apenas se adequou as novas perspectivas e contexto político e social cedendo margem ao “o Novo Coronel”, este não mais tendo as características e identidade de Chico Monte, mas, representa-se nos sujeitos da modernidade; o Coronel advogado, médico, empresário, engenheiro, padre, ou seja, de fato ainda há os coronéis na Nova Era (PARENTE: 2000:388).
Não obstante, a vitória de Padre Palhano de Sabóia em 1958 e 1962, derrotando a facção montista, constitui um marco na História política de Sobral visto que, desde então nenhum outro grupo partidário conseguiria permanecer no poder local por mais de dois mandatos. Fato esse ocorrendo apenas duas vezes em toda a segunda metade do século XX. Primeiro com um dos liderados de Padre Palhano, em 1972 José Parente Prado que vencera com 13529 votos, o candidato do grupo dos Barretos, Carlos Alberto Arruda que perdera com 11331 sufrágios. Esse também, apoiado pelo Padre político, elegera José Euclides Ferreira Gomes Júnior com 15079 votos, que vencera o “inimigo gratuito de Palhano” - Palhano se referia assim ao candidato derrotado-, Cesário Barreto que obteve 14658 votos.
Outrossim, no segundo caso, o mesmo, José Prado, Prefeito de Sobral de 1989-1992, elegera seu sucessor, Ricardo Barreto Lima em 1992, numa união inesperada das facções de Prados com Barretos principiada em 1989, em oposição a facção dos Ferreira Gomes, vencendo, José Pimentel Gomes.
Desta feita, conforme discutido já nesse trabalho, após Padre Palhano por fim ao coronelismo tradicional, não se teria em Sobral a mesma experiência de poder do velho coronel, no século XX. Este apenas seria superado no século seguinte, com o advento da “Era cidista”.
Contudo, o personagem central da discussão proposta nesse trabalho, configura-se como o “divisor de águas” na História e memória da cidade. Haja visto, as reminiscências e salto no recorte histórico que se faz necessário na discussão proposta, afim de que se possa estabelecer boa compreensão das teses propostas nesse trabalho. Desta feita, observa-se o quanto a presença e influência na memória política de Sobral de Padre Palhano, estabelecendo assim um aspecto simbólico dum vir-a-ser antes e depois de José Palhano de Sabóia.
Todavia, com o advento do Golpe Militar, era cessado o período democrático no Brasil, e com a conivência dos militares, a oposição consegue reunir documentos que resultariam na cassação de Padre Palhano quando Deputado Federal. A documentação era referente ao período em que o mesmo, exercia as funções de Prefeito.
O sucessor, do Padre piloto, Cesário Barreto ao assumir o Paço, fizera auditoria na Prefeitura e elaborara documento que comprovaria uma série de irregularidades de seu sucessor. Essa documentação fora formulada como dossiê publicado com o seguinte título: “A verdade sobre a administração Palhano”. A referida publicação pressupõe possível descalabro, pífia gestão e desagravo ao gestor Padre Palhano (LIMA: 1963).
A medida que, era estabelecido o golpe militar, dispondo de dois parentes militares, o Prefeito Cesário Barreto, consegue que o Deputado Federal Padre Palhano de Sabóia seja cassado, tanto o mandato como os direitos políticos em razão das acusações impetradas e apresentadas pelo seu ex-amigo, então Prefeito Cesário Barreto.
José Palhano, então ex-deputado, anos depois em 4 de outubro de 1967 apresentara documentação, que comprovaria sua inocência quanto as acusações que resultara na perda de seu mandato, intitulado “Em busca da Verdade” (SABÓIA: 1967), apresentado pelo Deputado Federal Osíris Pontes, que expôs defesa no Congresso Nacional das acusações impetradas pelo Prefeito Cesário Barreto.
Contudo, não mais valeria muito a comprovação de sua inocência e absolvição das denúncias. Haja visto, que sua trajetória política já havia sido abortada precocemente e fortemente comprometido suas aspirações políticas, por tal razão, não mais tivera oportunidade de ocupar novos cargos políticos.
Entretanto, José Palhano atribuía as duras posições contrárias pelos seus opositores, o motivo de que “descobriram na minha pessoa uma ameaça de provável futuro competidor”. Desta feita, apontamos três principais características que simbolizam a derrocada do príncipe do clero sobralense, são: a morte de D. José Tupinambá, uma oposição implacável e o advento do golpe militar.
Visto isso, com sua perda de mandato e desaparecimento da vida pública, ao menos de forma direta em cargo eletivo, o Padre cassado, não pode alcançar destaque como coronel tradicional, de mesma identidade e características semelhantes ao coronel Chico Monte. Assim, esse não fora um coronel de fato, mas sim, o algoz e responsável pelo Fim do Coronelismo Tradicional em Sobral. 
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O PORTÃO

O ex-ministro José Dirceu, preso na 17ª fase da Operação Lava Jato, chega  à cela da PF cantarolando O Portão (Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar).
Em sua trajetória política, pela terceira vez, Dirceu é preso; na Ditadura, no Mensalão – que cumpria pena domiciliar – a agora, na Operação Lava Jato.
Segundo os investigadores, Dirceu é um dos responsáveis de criar um esquema de corrupção na Petrobras quando era ministro da Casa Civil do presidente Lula.
Charge de Sinfrônio
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NEM É BOM LEMBRAR

Uma polêmica começa a surgir em Campinas e pode ganhar o Brasil com a criação do 'Dia do Gol da Alemanha', numa referência à derrota de 7 a 1 do Brasil para o time europeu na Copa do Mundo de 2014. Embora o projeto de lei esteja no singular, todos sabem que foram bem mais do que apenas um gol.
"Não é para ser comemorado e sim para ser lembrado como o dia da maior tragédia do futebol brasileiro", essa é a justificativa de um vereador de Campinas, no interior de São Paulo, que propôs o projeto que institui o dia 8 de julho como o 'Dia do Gol da Alemanha', quando a seleção de Felipão apanhou da Alemanha no Mineirão. O projeto foi protocolado nesta segunda-feira na primeira sessão da Câmara, após o recesso de julho, pelo vereador Jota Silva (PSB).
"Longe de ser um dia para piadas e gozações e sim um dia para refletir e pensar na construção de um futebol sem corrupção, sem batalhas entre torcidas organizadas, ou seja, um futebol para o povo", diz o político para justificar o projeto a fim de relembrar o dia em que a seleção brasileira foi goleada em sua pior apresentação num Mundial.
O vereador, que é locutor esportivo de uma rádio de Campinas, disse que a ideia é que em todo dia 8 de julho sejam promovidos debater e atividades para lembrar a "tragédia do Mineirão".  Segundo Jota Silva, essa é uma oportunidade de o município discutir a situação do futebol brasileiro, já que os clubes de Campinas (Guarani e Ponte Preta) "fazem parte deste caótico e falido futebol".
O vereador defendeu a seriedade do projeto de lei e disse que "não tem nada de piada nisso", mas sim organizar um debate permanente (todo dia 8 de julho) sobre os rumos do futebol. "Guardadas as devidas proporções, todas as grandes tragédias mundiais são lembradas. Porque essa tragédia no esporte brasileiro também não deveria ser lembrada?", questionou.
Em seu terceiro mandato na Câmara de Campinas, Jota Silva é autor de projetos de lei que instituíram na cidade, por exemplo, a 'Semana da Música Sertaneja', 'Dia do Policial' e o 'Dia do Instrutor de Autoescola'.
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DUPLO HOMICÍDIO

O prefeito da cidade de Matrinchã, Daniel Antônio de Sousa (PTB), de 50 anos, e sua esposa, Elizeth Bruno de Barros, foram encontrados mortos na chácara onde moravam, nesta terça-feira (4), conforme informações da Polícia Militar.
Os policiais encontraram marcas de tiros nos corpos do casal, mas ainda não têm informações sobre a motivação nem o horário do crime. Com apenas 4 mil habitantes, Matrinchã fica na região noroeste de Goiás, a cerca de 260 km da capital.
O delegado Paulo Roberto Tavares, responsável pelo caso, informou ao G1 que "tudo leva a crer que seja um duplo homicídio". Os corpos, segundo ele, foram encontrados nesta manhã por dois assessores do prefeito que tinham uma reunião marcada com ele.
Segundo o delegado, havia vestígios de sangue do lado de fora da casa. A área do local do crime está isolada enquanto a Polícia Técnico-Científica realiza a perícia.
A Associação Goiana de Municípios (AGM) informou, em nota, que está “enlutada” e “lamenta o fato”. O presidente do órgão, Cleudes Bernardes Baré, disse que tomou conhecimento da notícia quando viajava para Brasília, onde cumpriria uma agenda junto a Confederação Nacional de Municípios. Logo que soube, ele retornou a Goiânia para acompanhar o desenrolar da investigação.
Do G1, em GO
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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

DE VOLTA PARA A CADEIA

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu é um dos alvos da nova fase da Operação Lava Jato, que acontece na manhã desta segunda-feira (3) em Brasília e nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo advogado do ex-ministro, Roberto Podval.
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PIRAÇÃO INTERNA BRUTA

Artigo de Fernando Gabeira
O início de agosto vai me colher numa viagem pelo interior do Tocantins. Precária conexão por telefone e internet. Em outros momentos, mergulhar no interior é mais fácil. Mas agora, surpresas acontecem com muita rapidez. Como será o Brasil quando voltar? Minha ligação emocional com o país não me abre alternativas. Plutão? Pequeno, redondinho, uma lua chamada Charon, mas um coração de planícies geladas. Kepler 452-B? Muito longe, e os endereços seriam complicados: Kepler 452-B, SQS, QI 4 casa 2.
Ouço entre os mais jovens e competentes que a alternativa é o aeroporto. Permitam-me lembrar que daqui a pouco os aeroportos podem estar tomados pela Polícia Federal. As concessões para sua exploração foram entregues às empresas do Lava-Jato. Imaginem o que aconteceu?
Agosto talvez coloque algumas coisas no eixo, com a volta das manifestações. Lula e Dilma estão pisando em brasas, e isso ferve seus neurônios. Lula afirmou que os petistas são perseguidos no Brasil como os judeus na Alemanha, os cristãos em Roma, os italianos sob o fascismo. E Dilma garantiu que a operação Lava-Jato é responsável pela queda de 1% no PIB. O restante foi derrubado pelo suspeito de sempre: a situação lá fora.
Não basta contestar Lula mostrando que Curitiba não é Dachau. Nem tentar ajudá-lo mostrando que os leões comiam cristãos na arena, mas aqui o leão é apenas um cara de bigode, anunciando que a Receita Federal já recuperou mais de R$ 200 milhões em impostos das empresas da Lava-Jato.
Compreendo que se sintam perseguidos e queiram buscar aliados confortantes na história: judeus, cristãos, democratas italianos. Ninguém diz abertamente: estamos sendo perseguidos como Al Capone ou a Máfia Siciliana. De um ponto de vista objetivo, gângsteres e a máfia são o melhor exemplo. Foram simultaneamente perseguidos pela polícia e fisco, dentro das normas democráticas que, por sinal, inexistiam no nazismo, no fascismo e na própria Roma antiga.
Dilma resolveu que a Lava-Jato provocou uma queda de 1% no PIB. Como calculou isso? Nunca se devolveu tanto dinheiro roubado, nem se arrecadou tanto com impostos sonegados. Ela queria bater de frente com a operação que desvendou os mistérios das campanhas milionárias. Não teve coragem.
Na opinião dela, o Brasil está devastado por juízes, procuradores e policiais que cumprem sua missão com eficácia. Se deixassem soltos e intocados os empreiteiros e políticos, a magia do crescimento, via corrupção, estaria garantida. Pelo menos 1% do PIB.
Não retomo argumentos de Lula e Dilma para criticá-los. O Lula, para mim, tem habeas-língua, pode dizer qualquer bobagem. E Dilma simplesmente não é do ramo, apesar da juventude na luta armada. Ou talvez por causa dela: muitos na luta armada desprezavam a política.
Retomo apenas para, modestamente, sugerir a mudança de foco. Eles reconhecem que são detestados, petistas se sentem perseguidos, mas são incapazes de refletir profundamente sobre as causas. Comparar militantes de um partido acusado de corrupção e incompetência com seis milhões de judeus mortos nas câmaras de gás só faz aumentar a raiva das pessoas que têm um mínimo de conhecimento do mundo. Atribuir a queda do PIB à mais séria das investigações sobre assaltos que, inclusive, arruinaram a Petrobras significa admitir que a corrupção é o dínamo do crescimento, e quanto mais bandido for o governo, mais chance tem de levar o Brasil ao seu destino glorioso.
Tanto Lula e Dilma estão preocupados com a tolerância e querem reduzir a tensão na política brasileira. No entanto, seus passos são provocativos. Quanta tinta não vai se gastar para mostrar que Dilma agiu de má fé ao atribuir a queda do PIB à operação Lava-Jato? No caso de Lula, sua frase é de uma ignorância tão contundente que ninguém vai se dar ao trabalho de escrever sobre ela.
De qualquer maneira, o essencial está aí: Dilma, Lula e o PT, através da negação do assalto e das críticas aos procuradores e PF, são uma das causas da rejeição ao governo e ao PT. O interessante é que se vestem de laranja, sujam as mãos de óleo, enrolam-se na bandeira para defender a Petrobras, mas quando se revela como ela foi aniquilada pelos saqueadores, colocam-se contra a polícia que investiga.
É difícil transmitir a eles a ideia de que truques do PT não colam mais. Dilma vai fritar ovo na televisão, sujar o avental, pedalar, beijar o netinho, abraçar Lula no dia do amigo e estranhar a rejeição a uma presidente “tão humana”. A mulher do empreiteiro talismã do PT, Marcelo Odebrecht, diz num bilhete ao marido, sobre o jantar com sindicalistas: “Espero que não suje minhas toalhas de linho. Vou pirar”.
Não se preocupe cara Odebrecht. Caiu um PIB mas aumentou um outro: Piração Interna Bruta. Vocês já piraram lá atrás, no começo de tudo.
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domingo, 2 de agosto de 2015

AGOSTO CHEGOU

Agosto chegou e, na política brasileira, o mês tem histórico sombrio. O suicídio de Getúlio, o acidente automobilístico que matou Juscelino Kubitschek, a morte de Eduardo Campos e a renúncia de Jânio Quadros: tudo aconteceu em agosto.
Foi num fatídico mês de agosto que Fernando Collor perdeu definitivamente o apoio popular em seu processo de impeachment. Agosto é tido como o mês das bruxas, cachorros loucos.
Agosto vai ser mês tenebroso para a presidente Dilma; rompido com o governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) vai centrar fogo no governo.
Nas primeiras semanas de volta aos trabalhos legislativos, Cunha deve instalar a CPI do BNDES, a dos Fundos de Pensão, analisar os 12 pedidos de impeachment da presidente Dilma.
Foi num sombrio agosto que Richard Nixon renuncia à presidência dos EUA após o escândalo de Watergate. Ficou comprovado que o presidente tinha escutas telefônicas instaladas nos escritórios do Partido Democrata, no edifício Watergate.
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ASSUNTO DE CAPA

As quatro principais revistas semanais do país Veja, IstoÉ, Época e Carta Capital começaram a circular neste fim de semana.
Cada revista trouxe um tema diferente, porém, os assuntos de cada publicação é a situação do país: política, econômica e os novos rumos que podem resultar num impeachment da presidente Dilma.
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TODO AQUELE IMENSO MAR DE LIBERDADE

Em Todo aquele imenso mar de liberdade, o autor destrincha a história de um dos maiores colunistas políticos do país, Carlos Castello Branco, o Castelinho. O autor dá uma aula sobre a vida política do país em uma época em que tudo o que o governo queria era esconder o jogo.
De colunista do Jornal do Brasil a secretário de imprensa do presidente Jânio Quadros, Castelinho teve de conviver até seus últimos dias com a morte de seu filho Rodrigo, vítima de um desastre de carro em Brasília.
Outras angústias, pessoais e profissionais, também estão relatadas, bem como frustrações que não deixam de vir acompanhadas das alegrias, glórias, vitórias, histórias bem-humoradas e tiradas memoráveis.
Com sua Coluna do Castello, tornou-se ícone da imprensa brasileira, cuja vida esta biografia, mesmo quando revela suas fraquezas.
Sinopse 
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VIÚVAS, PESCADORES E DESEMPREGADOS

Artigo de Fernando Gabeira

O chamado ajuste fiscal foi um ajuste no cinto das viúvas, dos desempregados e dos pescadores. O governo reduziu brutalmente seu alcance, sob o argumento de que a realidade é pior do que imaginava. Ou o governo não tinha uma ideia precisa da realidade ou contou mais uma mentirinha para embalar o País. A tática de Dilma é esta. Ela não muda jamais. Apenas conta uma nova mentirinha para ganhar tempo. Foi assim nas eleições, foi assim com o ajuste fiscal.
Sempre que as coisas complicam, Dilma chama o marqueteiro João Santana para buscar uma saída. A próxima tese a ser desenvolvida no programa do PT, certamente ao som das caçarolas, é a de que o Brasil foi pior no passado. Essa brecha é excelente como orientação aos ministros. No caso do crescimento da dengue, poderiam fazer um programa mostrando que a gripe espanhola foi muito pior, ou a peste bubônica, por exemplo.
Uma das razões que condenam o ajuste fiscal de Dilma é o seu isolamento político. Quanto mais isolada, mais gastará para sair da marca do pênalti. Um exemplo: as emendas parlamentares. Em épocas normais, o governo as libera a conta-gotas. No auge da crise, está liberando geral, para evitar novas derrotas no Congresso. E vai empregar em massa quadros de segundo e de terceiro escalões.
O destino de Dilma, que precisa gastar para sobreviver e morre um pouco mais quando gasta, é parecido com o de um personagem de Balzac no livro que se chamou aqui A Pele de Onagro. A cada desejo que um talismã mágico realiza, a pele se contrai e a morte do dono do talismã se aproxima.
Isso é uma interpretação pessoal de um dos elos entre política e economia. Num cenário de triunfo do populismo, sobraria algum caminho demagógico para trilhar. Mas o Brasil iria para o espaço, não necessariamente para Plutão ou o Kepler-452b, mas para a Grécia em ruína.
Não é golpismo pensar no Brasil sem Dilma. Na verdade, é uma das tarefas dos que procuram uma saída no horizonte. Uma saída que só pode ser constitucional. O que há de golpismo em pedir impeachment de um presidente? Está previsto em lei.
A democracia é tão elástica que absorve até projetos que mudem a lei, como, por exemplo, a legalização da maconha e a união gay. Se não é proibido tentar, democraticamente, alterar uma lei, por que o seria utilizar uma lei que já existe?
Toda essa gritaria sobre golpismo é um mecanismo para intimidar. Agora decidiram, além de intimidar, comover a plateia. Lula disse que os petistas são perseguidos como os judeus no nazismo, os cristãos em Roma, os italianos no fascismo.
Curitiba não é Dachau ou Auschwitz. E em Roma os cristãos eram entregues ao leão na arena. Num único momento eu me lembrei do leão, um cara de bigode da Receita Federal que disse que havia arrecadado parte do imposto que as empreiteiras devem no petrolão e esperava arrecadar mais. Cristãos estão sendo trucidados no Oriente Médio. E um dos seus algozes é o Estado Islâmico, com quem Dilma queria dialogar.
Ao recusar um encontro com Dilma, a oposição mostrou que não gosta mais de apanhar. Já é um passo. Muito pequeno, entretanto, para o árduo período de transição até 2018, quando esperamos, simultaneamente, um abrandamento da crise e novas eleições.
Essa transição não se fará excluindo partidos políticos. Mas é preciso encontrar uma fórmula em que tenham peso também forças sociais não diretamente envolvidas com o processo eleitoral.
A transição é dura. Possivelmente, os líderes da oposição temem consertar todos os estragos feitos pelo PT, que usaria este período para propor de novo o paraíso. Eles temem, creio, um cenário perverso: o PT desorganiza a máquina econômica, se afasta durante o conserto e volta, triunfalmente, para arrasá-la de novo.
É um cenário que ignora o aprendizado do povo brasileiro e supõe que ele vá se comportar sempre da mesma maneira, independentemente de sua experiência histórica.
São essas dificuldades do Brasil pós-Dilma Rousseff que inibem a oposição e outros atores democráticos. A opção de deixá-la sangrando, fazer com que pague por seus erros, tem a força da inércia.
O fiasco do ajuste fiscal indica o horizonte de crise que se estende até, pelo menos, 2017. Para quem está desempregado, a crise adia suas esperanças; para quem teme o desemprego, aprofunda sua angústia; para quem tem sonhos de progredir no próprio emprego, a saída é se conformar.
São dois caminhos claros para a escolha nacional: com ou sem Dilma.
Naturalmente, há os que ainda acham o governo bom e gostariam de vê-lo continuar. São poucos, segundo as pesquisas. Mas, ainda assim, é muito grande o número de pessoas que acham que o governo deve prosseguir, apesar de tudo. Ou por um discutível respeito à lei ou pelo prazer de ver o PT se queimando nos incêndios que o próprio partido provocou.
Existem frentes, relativamente autônomas, impulsionando uma saída. Uma dessas frentes é o Tribunal de Contas da União (TCU), que julgará as pedaladas fiscais. Outra é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julgará as denúncias sobre a campanha de Dilma.
As anotações de Marcelo Odebrecht falam em avisar ao Edinho, tesoureiro de Dilma, que as contas na Suíça poderiam chegar à campanha dela. As contas na Suíça foram, parcialmente, reveladas.
Tudo isso já não depende tanto de interferência, apenas de atenção. O problema é pensar um caminho até 2018 com um enfoque na economia.
A tendência, além do aumento do desemprego e das tensões sociais, é também da multiplicação de ruínas, por falta de investimento. O projeto de Dilma, assim como o de Lula, era o de um crescimento impulsionado pelo poderoso Estado brasileiro, hoje falido.
No fundo, aquelas pontes fantasmas do Tocantins que ligam o nada a lugar nenhum são a antevisão de alguns esqueletos com os quais vamos conviver nos próximos anos.
*Fernando Gabeira é jornalista
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sábado, 1 de agosto de 2015

OTIMISMO IRRESPONSÁVEL

Ninguém espera que num momento de crise um governante demonstre desesperança, mas Dilma Rousseff abusa da paciência dos brasileiros, subestimando-lhes o discernimento com demagógicas e irresponsáveis manifestações de otimismo. Na reunião com os governadores que promoveu na quinta-feira em Brasília, depois de afirmar que não nega a existência de problemas, mas garante que o governo “tem como enfrentar essas dificuldades e em um prazo bem mais curto do que alguns pensam, voltar a ter, assistir à retomada do crescimento da economia brasileira”, a presidente da República tentou explicar como se faz isso: “Estou tentando mostrar que o estímulo à exportação, o investimento em infraestrutura, a retomada do crédito e a expansão do consumo vão fazer o Brasil voltar a crescer”.
Se tudo é tão fácil e óbvio, o que é que Dilma está esperando para operar esse milagre e acabar com a agonia dos brasileiros? Ou ela estava apenas ministrando aos governadores uma aula de princípios básicos de economia que ela própria não quer ou não consegue seguir?
A verdadeira razão pela qual a chefe do governo convocou os governadores para essa encenação em palácio foi resumida pela colunista do Estado Eliane Cantanhêde: “Dilma só queria tirar uma foto e dar um grito de socorro contra o impeachment. Seria só patético, não fosse dramático que uma presidente recém-eleita, com apenas meio ano de mandato, tenha chegado a esse ponto”.
Por ironia, a presidente comandou essa pantomima na capital federal exatamente no mesmo dia em que o governo anunciava um inédito déficit fiscal semestral de R$ 1,6 bilhão e cortes de R$ 1 bilhão no orçamento da Educação, R$ 1,18 bilhão no da Saúde e R$ 4,6 bilhões no das obras de infraestrutura previstas no PAC. É o caso de perguntar: como é que a chefe de um governo que não consegue pagar suas contas e ainda é obrigado a cortar recursos previstos para áreas essenciais da administração tem coragem de, como se ainda estivesse em cima de um palanque eleitoral, fazer promessas obviamente delirantes?
Em seu discurso de meia hora aos governadores Dilma expôs as razões das “dificuldades passageiras” que ela reconhece existirem, mas apenas como uma fase de “travessia”: crise internacional, desvalorização do real em relação ao dólar, aumento da inflação, retração do consumo, falta de chuva, etc. Mas teve o cuidado de esquecer a razão principal da crise: o malogro da “nova matriz econômica” intervencionista, estatizante, que impôs ao País, agravado por sua própria incompetência gerencial e política.
Tratando, de modo cautelosamente velado, do verdadeiro motivo da convocação feita aos governadores – seu desejo de que todos colaborem politicamente para impedir que progrida a ideia do impeachment –, Dilma tentou ser sutil: “Essa é uma reunião que tem um papel muito importante nos destinos e na condução dos caminhos do Brasil”. E passou a desenvolver um raciocínio no qual está implícita a ameaça a cada um dos governadores – se ela rodar, eles próprios correrão também o risco de perder o mandato.
Dilma cometeu com os governadores a injustiça de equipará-los a si mesma, simplesmente porque foram todos “eleitos num processo democrático”. A campanha eleitoral de Dilma nada teve de “democrática” no sentido de que foi baseada em promessas mentirosas quando passou a atacar seus opositores, atribuindo-lhes a intenção de adotar medidas econômicas impopulares que ela mesma já estava planejando e colocou em prática a partir do primeiro dia de seu novo mandato. Ela própria, por razões eleitorais, não cumpriu seu “dever em relação à democracia, ao voto democrático e popular”.
Dilma tem todos os motivos para se preocupar com a possibilidade do impeachment. Se isso vier a acontecer, será em função de razões constitucionalmente objetivas relacionadas a fatos consumados. Mas só acontecerá num ambiente político favorável, com indiscutível apoio popular. E a esta altura dos acontecimentos nenhuma esperteza política será capaz de mudar isso.
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REMÉDIOS VENCIDOS

O Repórter Secreto do Fantástico, programa da Rede Globo de Televisão, vai revelar, neste domingo, 02, um esquema de corrupção que é um atentado contra a vida das pessoas.
Distribuidores vendem para prefeituras remédios fora do prazo de validade, ou que estão a ponto de vencer. As prefeituras, por sua vez, recebem uma “comissão” por baixo dos panos. E o que sobra para os pacientes? Uma medicação que não serve para nada.
A exibição da reportagem poderá interessar especialmente ao Sertão Central do Ceará. Recentemente, escândalos envolvendo medicamentos vencidos ocorreram nos municípios de Quixadá e Canindé.
Em Quixadá, as denúncias resultaram no afastamento, por determinação judicial, da então Secretária de Saúde, Selene Bandeira. Em Canindé, foram encontrados num galpão cerca de 25 toneladas de medicamentos vencidos.
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AS PAUTAS-BOMBAS

Da Época
Existe uma correspondência clara entre os números ruins na economia e as atribulações na vida do cidadão comum. Na semana passada, a situação, que já era ruim, piorou um pouco mais. Os juros básicos subiram para 14,25% – recorde no governo Dilma e maior patamar em nove anos. As contas do governo fecharam o primeiro semestre com deficit de R$ 1,6 bilhão, o pior resultado desde 1997. Para o cidadão comum, isso significa juros mais altos em qualquer tipo de crédito, dificuldade de conseguir aquele empréstimo para reformar a casa (e, se conseguir, como pagá-lo?), alta dos preços na feira e no supermercado e a ameaça crescente de aumento de impostos, num país onde eles já são abusivos. Para defendê-lo, o cidadão comum elegeu, em 2014, seus representantes. Eles formam o Congresso Nacional. Nesta semana, o Congresso volta de férias e paira no ar um paradoxo. Os deputados e senadores escolhidos para representar o cidadão comum podem piorar enormemente a vida do cidadão comum. É só aprovarem a “pauta-bomba”, como está sendo chamada uma série de medidas que aumentam gastos do governo – numa época em que, como os números mostram, qualquer pequeno aumento que desequilibre a economia pode ser fatal para nossas vidas.
Em momentos assim, em que a vida cotidiana dos cidadãos está nas mãos dos representantes que elegeram, tais representantes costumam ser chamados à razão. Foi o que ocorreu em outras épocas históricas, em que políticos esqueceram momentaneamente suas divergências para se unir em torno de uma agenda comum. Num primeiro momento, tal agenda é simples. Basta evitar a criação de novos gastos, como aumentos para o Judiciário ou nas aposentadorias. Isso nos ajudará a atravessar este momento difícil. Mas, no médio prazo, não será suficiente. Como mostra o economista Samuel Pessoa, os problemas na economia brasileira vêm de longe e são mais complexos do que parecem num primeiro momento. Para resolvê-los, será necessário um pacto ainda mais profundo.
A presidente Dilma Rousseff tem condições de liderar esse pacto? Dilma dedicou sua semana a reuniões com governadores e com seus auxiliares diretos. Enquanto ela preferir relacionar o caos econômico às investigações da Lava Jato em vez de cortar despesas seriamente, as dificuldades continuarão. Para que qualquer pacto dê certo é preciso, antes, reconhecer os erros. Dilma fez isso, num primeiro momento, ao abandonar a política econômica equivocada do primeiro mandato e nomear Joaquim Levy, o que representa uma grande correção de rumo. Ainda é pouco. Ela precisa fazer gestos concretos que ajudem a cicatrizar feridas de campanha. Precisa também apoiar seu ministro da Fazenda incondicionalmente, e demonstrar isso de maneira clara. Só assim o cidadão comum – nós – poderá escapar de anos de sacrifícios impingidos pelos representantes que, na eleição, mereceram sua confiança.
Leia mais sobre a "pauta-bomba" em ÉPOCA desta semana.
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A TEMPESTADE PERFEITA

Da Veja
As análises econômicas mais realistas e desapaixonadas indicavam, fazia algum tempo, que a crise na economia brasileira era um acidente prestes a acontecer. Por seis anos seguidos, o governo pisou fundo demais no acelerador dos gastos públicos e aliviou o pé no freio do controle da inflação. Em pouco tempo, arruinou a confiança construída em duas décadas de ajustes e reformas - sem falar nas manobras na contabilidade federal. Ao assumir o Ministério da Fazenda, Joaquim Levy apresentou um plano para evitar o desastre, como o personagem do filme Juventude Transviada que escapa da morte ao saltar do carro momentos antes da queda no desfiladeiro.
Por alguns meses, parecia que Levy seria bem-sucedido. O ministro procurou extinguir os trambiques do antecessor e propôs uma série de medidas para reforçar o caixa do governo e impedir um rombo ainda maior nas finanças públicas. A iniciativa seria um primeiro passo para arrumar a casa e retomar os projetos de longo prazo para incentivar o crescimento econômico. O clima político hostil, entretanto, atrapalhou os planos do ministro. Quanto mais frágil a situação da presidente Dilma Rous­seff e maior o envolvimento de políticos da base aliada nas revelações da Lava-Jato, menor a disposição do Congresso para aprovar ajustes impopulares. O tempo sobre a economia brasileira já estava fechado. Agora, o país está sob a ameaça de lidar com uma verdadeira tempestade perfeita.
O Brasil não é tão vulnerável como no passado, mas entrou avariado na trovoada. O povo brasileiro já percebeu, em seu dia a dia, o aumento no custo de vida, a dificuldade para quitar dívidas, o desemprego de pessoas conhecidas. O pior, entretanto, está por vir. Principalmente se as medidas de austeridade nas contas do governo não forem aprovadas. Na semana passada, a agência americana de classificação de risco Standard & Poor's reduziu para negativa a avaliação do país. Existe agora uma probabilidade elevada de rebaixamento da nota do Brasil, possivelmente no próximo ano. Se assim for, o país perderá, na avaliação da S&P, o status de grau de investimento. E o que isso significa? A economia deixará de ter acesso ao crédito farto e barato dos mercados internacionais. Os maiores fundos de pensão estrangeiros restringem a aplicação em países sem o grau de investimento. Em vez de ficar mais próximo de países como os Estados Unidos, a Alemanha ou o Chile, o Brasil seria rebaixado para o grupo de caloteiros contumazes, que inclui a Grécia, a Argentina e a Venezuela.
Não é apenas o governo que é afetado. As empresas brasileiras também serão vistas como investimentos especulativos. Ao pôr a nota do país em perspectiva negativa, a agência fez o mesmo para 41 empresas locais. Entre elas figuram companhias que, a despeito do cenário econômico adverso, estão entregando bons resultados e não têm dependência direta do Estado, como Ambev e NET. Isso acontece porque a nota de crédito do país é o teto de classificação das empresas. Raramente uma empresa pode ter nota melhor do que o país no qual ela opera, porque sempre existe o risco de ser afetada por alguma restrição na transferência de pagamentos.
Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA.
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A TURMA DE DILMA NO ELETROLÃO

Da IstoÉ
Em julho de 2007, a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, reuniu alguns ministros num comitê que tinha como missão fixar novas metas para o programa nuclear brasileiro. Aficionada às questões do setor elétrico, Dilma puxou para si o papel de coordenadora do grupo. O trabalho resultou num plano que previa, dentre tantas metas ambiciosas, a conclusão das obras da usina nuclear de Angra 3, paralisadas nos anos 80. No comando operacional da empreitada estava o presidente da Eletronuclear, almirante Othon Pinheiro da Silva, que se tornou na semana passada o principal alvo da 16ª fase da Operação Lava Jato. Othon, que estava licenciado do cargo desde abril, quando surgiram os primeiros indícios de irregularidades, foi preso pela Polícia Federal sob acusação de receber R$ 4,5 milhões em propinas pagas por empreiteiras integrantes do consórcio responsável pela obra. Embora o militar tenha surgido como a face mais visível do esquema, a PF tem elementos que podem fazer com que as investigações atinja outras personagens muito próximos da presidente Dilma. “É possível que a gente chegue aos políticos”, disse o delegado Igor Romario de Paula.
Chegar aos políticos é quase um eufemismo. Ao mergulhar no setor elétrico, a PF vai bater na porta do Palácio do Planalto. Não há um só projeto no setor elétrico que Dilma não tenha acompanhado de perto. Se como presidente do Conselho da Petrobras a presidente alega que não tinha informações completas sobre o que acontecia na estatal, dificilmente poderá dizer que desconhecia os rolos em Angra 3 ou na usina de Belo Monte, os dois maiores investimentos do governo em geração de energia. Em ambos os casos, os investigadores já têm indícios de envolvimento de gente de confiança da petista. Há informações, por exemplo, de que boa parte dos contratos de equipamentos da mega hidrelétrica que está sendo construída na bacia do rio Xingu era antes negociada num escritório de advocacia – ou lobby – abrigado num imponente edifício de linhas modernistas e fachada de concreto na quadra 8 do Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
O imóvel está situado a apenas uma quadra do escritório de advocacia de Erenice Guerra. E não é mero acaso. Além da ex-ministra de Dilma, segundo investigadores, também frequenta o local o advogado Joaquim Guilherme Pessoa e o empresário Marco Antonio Puig, ligado à empresa LWS envolvida numa investigação de fraudes em contratos de informática nos Correios. Puig teria relação com o diretor da Eletrobras Valter Cardeal, outro apadrinhado de Dilma.
O consórcio construtor de Belo Monte é liderado pela Andrade Gutierrez em parceria com Odebrecht, Camargo Correa, Queiroz Galvão e OAS, as mesmas do clube do bilhão, além de outras cinco menores. A PF sabe que no mesmo local também eram negociados projetos para captação de investimento de fundos de pensão e acertos para a anulação de multas fiscais no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), que já é alvo de outra operação. Erenice, dizem os investigadores, também atuou na comercialização de energia. Ela chegou a se associar informalmente ao ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau e ao lobista Alexandre Paes dos Santos no Instituto de Desenvolvimento de Estudos e Projetos Econômicos.
O caso da usina de Belo Monte, orçada em R$ 30 bilhões, segundo um procurador da Lava Jato, se relaciona diretamente com o de Angra 3. A força-tarefa obteve os primeiros indícios de que o esquema do Petrolão se alastrara para o setor elétrico quando apreendeu com o doleiro Alberto Youssef a planilha de 750 obras federais. Mais recentemente, em delação premiada, o ex-presidente da Camargo Corrêa Dalton Avancini revelou detalhes sobre o superfaturamento das obras e pagamento de R$ 20 milhões em propinas a políticos, por meio de empresas de fachada. Avancini citou como um dos beneficiários do esquema o diretor da Eletronorte Adhemar Palocci, irmão do ex-ministro Antonio Palocci, que já é investigado em outro procedimento da Lava Lato e foi um dos coordenadores da campanha de Dilma em 2010 – além de sministro da Casa Civil. Adhemar era considerado intocável. Seu nome surgiu em 2009 na Operação Castelo de Areia.
Avancini também envolveu o nome de Flávio David Barra, presidente global da Andrade Gutierrez Energia, que era seu interlocutor nas obras de Belo Monte. Barra foi preso com Othon na semana passada. A PF cumpriu ainda 30 mandados de busca e apreensão na sede da Eletronuclear e outros imóveis residenciais e comerciais em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri. As prisões se basearam em movimentações bancárias de empresas envolvidas no esquema e no depoimento de Avancini, que revelou a existência de um acerto para pagamento de propinas ao PMDB e a funcionários da Eletronuclear em relação às obras de Angra 3. Ele contou detalhes de uma reunião feita em agosto de 2014 e apontou Flávio Barra como “o representante da Andrade Gutierrez que discutia valores a respeito da propina de Angra 3”, segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa.
As obras civis de Angra 3 começaram em 1984, mas ficaram paralisadas por 25 anos. Foram retomadas em 2009 com previsão de aportes de R$ 7 bilhões. Nessa época, o presidente da Eletronuclear – que segundo a Lava Jato já recebia propinas – defendia a retomada do contrato com a Andrade Gutierrez, mas o projeto antigo não considerava uma série de parâmetros de segurança adotados mundialmente após o acidente nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia (EUA), em 1979. As falhas de projeto foram denunciadas por ISTOÉ e levaram os órgãos de controle a pressionarem o governo por uma reformulação do projeto.
Em última análise, foi necessário o lançamento de uma nova licitação. A concorrência foi vista pelas empreiteiras do clube do bilhão como uma oportunidade para acertarem um novo negócio, elevando o custo da obra de R$ 7 bilhões para R$ 15 bilhões. Segundo o MPF, a propina alcançaria o valor de 1% dos contratos. No despacho que determinou as prisões, o juiz Sérgio Moro ressaltou que Othon Pinheiro da Silva era ao mesmo tempo presidente da Eletronuclear e proprietário da Aratec Consultoria e Representações, configurando um conflito de interesses.
Outro provável foco de irregularidades na área sob controle de Othon é o projeto do submarino nuclear, o Prosub. Coube ao presidente da Eletronuclear a elaboração do projeto de aquisição de submarinos franceses. O pacote orçado em R$ 28 bilhões inclui a compra de quatro Scorpéne de propulsão a diesel e o desenvolvimento conjunto com a estatal DCNS de um modelo de propulsão nuclear, que será montado num estaleiro em Itaguaí, no Rio. A Odebrecht foi escolhida pela Marinha para construir o estaleiro, mas não houve licitação. Esse negócio foi conduzido por outro militar, o coronel Oswaldo Oliva Neto, irmão do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
A investigação do MPF reúne indícios de que Oliva Neto possa ter atuado como operador de Mercadante, que ao assumir a pasta de Ciência e Tecnologia pressionou para a realização de uma nova licitação para Angra 3. Coronel reformado, Oliva Neto ocupou até 2007 o cargo de chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência. Desde então, ele reativou a Penta Prospectiva Estratégica e passou a prestar consultoria em todos os grandes projetos do governo do PT na área de defesa, não só na compra dos submarinos, mas dos helicópteros franceses EC-725 e em projetos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Em 2010, Penta se uniu à Odebrecht Defesa e Tecnologia, criando a Copa Gestão em Defesa. Depois foi adquirida a Mectron, que igualmente firmou sem concorrência contrato com a Amazul Tecnologias de Defesa, estatal de projetos criada por Dilma para atuar no Prosub. A Lava Jato puxará agora o fio desse novelo que pode levar a identificar possível tráfico de influência de Mercadante e eventual uso da empresa de consultoria de seu irmão para recebimento de propina.
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ESSA CONTA NÃO FECHA

Da Veja
"Falso." O carimbo vermelho sobre um extrato bancário. Essa imagem circulou freneticamente pelas redes sociais na semana passada impulsionada pelo senador carioca Romário de Souza Faria, o imortal craque que tantas alegrias deu aos brasileiros nos gramados e que tenta a mesma sorte na política. O extrato de uma conta-corrente no banco BSI, da Suíça, com saldo equivalente a 7,5 milhões de reais, havia sido publicado por VEJA na semana anterior. O carimbo vermelho foi colocado pelo senador depois da viagem a Genebra.
"Chateado! Acabei de descobrir aqui em Genebra, na Suíça, que não sou dono dos R$ 7,5 milhões", postou o ex-craque.
O senador Romário deve ter se tornado, na última semana, a primeira pessoa a voar para a Suíça motivada pelo extrato de uma conta que ele garante não possuir e depois anunciar, triunfante, que não tem mesmo. Ele viajou acompanhado da ex-mulher Isabella Bittencourt, que já morou na Suíça, onde ainda tem família. Na quarta-feira, acompanhado de Isabella e de dois advogados, foi ao BSI. Tomou lá suas providências e saiu anunciando não ser dono daqueles milhões. O BSI, comprado no ano passado pelo brasileiro BTG Pactual, de André Esteves, se comprometeu com os advogados de Romário a se posicionar sobre o caso.
Procurado por VEJA antes da publicação da reportagem, Romário foi bem menos enfático. Disse ele: "Para ser sincero, não sei se fechei (contas na Europa). Mas nunca mais movimentei. Não tenho conhecimento dessa (na Suíça). Até agradeço você me dizer". Nas redes sociais, a princípio, Romário ainda não estava de todo certo: "É possível que tenha sobrado algum rendimento. Honesto e suado". A viagem-relâmpago à Suíça e a visita à agência do BSI de Genebra subiram o tom do discurso. Romário saiu de lá aliviado. VEJA publicou a reportagem sobre o senador Romário, um servidor público, cumprindo o papel mais nobre da imprensa. O extrato que ilustra a reportagem está nas mãos do Ministério Público Federal. Ao contrário de Romário, VEJA não tem nenhuma razão para duvidar da autenticidade do extrato que publicou. Essa conta, portanto, não fecha facilmente.
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DIÁLOGO INVIÁVEL

Da IstoÉ
Forjados no mesmo berço político, a esquerda paulista, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva são uma espécie de irmãos Karamázov da política brasileira. Como os personagens do romance de Dostoiévski, FHC e Lula reuniram predicados e exibiram visões de mundo que os aproximaram no passado. Em 1978, primeiro ano das greves do ABC, Lula chegou a participar da campanha de FHC ao Senado. O então líder sindical foi quem apresentou o acadêmico às portas de fábrica. Juntos, panfletaram pelas ruas de São Paulo. Embora estivessem unidos no começo de suas vidas públicas, os dois, como os irmãos Karamázov, nunca mais convergiram na forma de pensar política. Há pelo menos duas décadas, FHC e Lula trilham caminhos opostos e defendem idéias e projetos completamente distintos para o País. Nos últimos tempos, distanciaram-se de tal maneira que inviabilizou qualquer diálogo entre os dois sobre o futuro do Brasil, como o imaginado e proposto há duas semanas por Lula.
Os reais propósitos do petista, ao planejar o encontro, ilustram bem o abismo existente hoje entre os dois principais líderes do País. Atualmente, enquanto Fernando Henrique apresenta alternativas para livrar o Brasil da crise política e econômica e demonstra preocupação com a manutenção do equilíbrio entre os poderes e com a saúde das instituições, Lula manda às favas as boas práticas republicanas. O petista articula nos bastidores toda a sorte de pressões sobre órgãos do Legislativo e Judiciário, como o TCU e o STF, onde o destino da presidente Dilma Rousseff será jogado no próximo mês. No Instituto Lula, transformado em bunker desde sua saída do poder, o ex-presidente orienta correligionários a trabalhar no Parlamento contra a rejeição das contas de 2014 do governo, caso o TCU as reprove e o assunto ganhe o rumo do Congresso, foro capaz de propor o impeachment de Dilma. A reunião com FHC faz parte deste contexto. Hoje, o pretenso diálogo buscado por ele com a oposição tem como único e real objetivo a tentativa de salvar a pele de Dilma, às voltas com a ameaça de afastamento, e a de si próprio. Diante de um erro tão surpreendente quanto primário do petista, qual seja, o de apresentar uma proposta com evidentes traços oportunistas num momento de fragilidade de uma presidente que ele próprio legou ao País, coube a FHC elevar o patamar do debate. “O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo”, afirmou o tucano.
Curiosamente, as trajetórias de Lula e FHC contrastam na imagem apresentada e deixada por eles durante a chegada ao Planalto e o desembarque do poder. O ex-presidente Lula saiu da Presidência muito maior do que entrou. Depois de vencer as desconfianças iniciais, recuperou a credibilidade do País, consolidou os pilares macroeconômicos e aprofundou o processo de inclusão social, saindo do Planalto com uma popularidade colossal – a maior registrada entre os presidentes no pós-redemocratização. O apoio da população à sua gestão se traduziria nas urnas com a eleição da escolhida por ele para ser a sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff. Com FHC deu-se o inverso. Sociólogo respeitado e eficiente ministro da Fazenda de Itamar Franco, o tucano elegeu-se sem necessidade de segundo turno na esteira do retumbante sucesso do Plano Real, responsável pelo fim da inflação e estabilização da economia. O conturbado processo de aprovação da emenda à reeleição, com fortes indícios de compra de votos, somado às controversas medidas adotadas pela área econômica para manter a paridade entre o real e o dólar até a nova eleição foi proporcional à crise provocada pela consequente brusca desvalorização da moeda. Resultado: em 2002, FHC deixou o País à beira de uma crise. Portanto, menor do que entrou. Na campanha, o designado para sucedê-lo, então ministro da Saúde, José Serra, temendo perder votos, não se constrangeu em escondê-lo do programa eleitoral na TV. O resto da história todos sabem. Na eleição, o sucessor de FHC foi derrotado por Lula.
Hoje, aos 84 anos, FHC se redime de equívocos passados. Distinguindo-se de Lula no modo de pensar e agir, como também nos projetos desenhados para o País, o presidente de honra tucano comporta-se como estadista que, até pouco tempo, o petista parecia ser. Mesmo sem exercer cargo público há 12 anos, Fernando Henrique tornou-se uma das vozes mais equilibradas e lúcidas da atualidade. Desde 2007, integra a The Elders, colegiado idealizado por Nelson Mandela e composto por figuras de renome internacional como o ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, o ex-secretário da ONU, Kofi Annan e o bispo anglicano Desmond Tutu. O grupo destina-se a promover a defesa dos direitos humanos e buscar caminhos para a paz mundial. No Brasil, FHC ministra palestras e, em seu Instituto, comanda debates onde busca alternativas para o País e a América Latina. Em artigo publicado no último mês, conclamou o PSDB a se aprumar à esquerda, ao condenar a aproximação do partido com as forças conservadoras do Congresso. Ao analisar um possível pedido de impeachment contra a presidente Dilma, ponderou. “Em sã consciência, nenhum líder político responsável deve propor como objetivo um impeachment. Por outro lado, também serão inconseqüentes se, diante do aumento do protesto e do aparecimento de uma base jurídica, os líderes não assumirem a responsabilidade de encaminhá-lo”, disse em recente entrevista. A oposição, para FHC, precisar ser propositiva e apontar direções para o Brasil. “A oposição deve apoiar medidas do ajuste fiscal que lhe parecerem necessárias. Ao mesmo tempo construir caminhos para a política econômica e para o jogo do poder”. Do outro lado da trincheira, Lula, vidrado no objetivo de perpetuar no poder ele e sua obra, apequena-se a cada átimo de tempo. Na eleição do ano passado, Lula manchou sua biografia ao endossar uma campanha de baixíssimo nível baseada em mentiras e difamações. Num dado momento da refrega política, chegou ao ponto de subir num palanque para insinuar que o adversário de Dilma tinha o costume de bater em mulher.
Na última semana, Lula ocupou as páginas do noticiário nacional e internacional emoldurando a notícia de que passou a ser investigado pelo Ministério Público por tráfico de influência, depois de deixar a Presidência. “Há sempre um problema no fato de um ex-presidente usar seus contatos, seu poder, para ajudar determinados interesses. Isso em si já traz implicações éticas”, diz Alejandro Salas, diretor de Américas da Transparência Internacional. A interlocutores, recentemente, o petista admitiu temer ser preso em meio às investigações da Lava Jato. Pessoas próximas a Lula já se encontram atrás das grades. De tão surrados, seus discursos já não emocionam como em outros tempos. Pelo contrário. São recebidos com indignação por parcela expressiva da população, tamanha a desfaçatez com que é pronunciado. As recentes pesquisas de intenção de voto mostram a deterioração de sua imagem pública. Antes favoritíssimo para 2018, Lula figura a dez pontos percentuais atrás do senador tucano, Aécio Neves – algo impensável até pouco tempo atrás. Para protegê-lo, o PT prometeu repetir o tom belicista da campanha de 2014 no retorno do recesso do Congresso esta semana. Atribuem as investigações do MP a uma ação orquestrada para atingir Lula. Das tribunas da Câmara e Senado, os petistas planejam atacar governadores de oposição e cobrar que a Lava Jato também aprofunde investigações sobre a relação das empreiteiras com governos do PSDB.
O comportamento mostra como o diálogo apregoado por Lula é implausível na atual circunstância política do País. Mesmo assim, manifestações dos ministros Jaques Wagner, da Defesa, Edinho Silva, da Comunicação Social, e Pepe Vargas, de Direitos Humanos, transmitiram a impressão de que o Palácio do Planalto avalizava o movimento. “Sou plenamente favorável (ao encontro) e acho que isso deveria acontecer mais no Brasil. Nos Estados Unidos, é a coisa mais normal do mundo ex-presidentes se reunirem, inclusive, a convite do presidente em exercício”, disse Edinho. “Apesar da última campanha dura, não podemos deixar consolidar na alma brasileira, e na política brasileira, uma dicotomia que não se conversa. Países que seguiram esse rumo não tiveram grande destino”, fez coro Wagner. Como, na sequência, FHC colocou uma pá de cal no assunto, Dilma, em reunião no Planalto, classificou as articulações para o encontro com o tucano de “absurda”, numa tentativa de demonstrar que nunca trabalhou por ele ou sequer almejou uma aproximação. A ser verídica esta versão, trata-se de mais uma trombada entre Dilma e Lula, entre tantas colecionadas este ano.
A linha que hoje separa FHC e Lula e os acomodam em campos diametralmente opostos já foi tênue. Quando debutaram na política, os dois pareciam tocar de ouvido, de tão afinados. Além de integrarem a mesma campanha, no fim da década de 70, FHC e Lula dividiram mesas de bar e, entre risadas e perorações sobre o futuro do País, até desfrutaram de um fim de semana numa casa de praia em Picinguaba, Ubatuba, litoral norte de São Paulo, ao lado de suas respectivas mulheres. Antes de fundar o PT, em 1980, Lula discutiu com FHC a criação de um partido socialista. A ideia não frutificou e cada um foi para um lado. Mesmo com o recrudescimento dos discursos, e o antagonismo que marcou as disputas entre o PSDB e o PT nas últimas quatro eleições, houve quem defendesse a união das duas legendas. Em 2005, o filósofo Renato Janine Ribeiro, atual ministro da Educação, evocou a “grande coalizão” na Alemanha Ocidental de 1966, quando a direita se aliou ao SPD (Partido Social-Demorata), para aventar a possibilidade de uma aliança entre PT e PSDB – FHC e Lula. Em 2011, o embaixador Rubens Barbosa propôs a união entre tucanos e petistas durante os cem primeiros dias de governo, para a aprovação de uma agenda mínima na qual os demais partidos agregariam os votos para a formação de maioria qualificada de modo a aprovar reformas essenciais ao País como a política, tributária, trabalhista e da previdência social. Mal sabia o embaixador, na ocasião, que quem desceria ao nível mais rasteiro do debate, três anos depois, tornando inviável qualquer forma de entendimento futuro, seria o ex-presidente petista, no vale-tudo pela reeleição de Dilma. Para o cientista político, Gaudêncio Torquato, é por essas e outras que Lula revela incoerência ao propor um diálogo com os tucanos. “Durante anos e anos, os petistas execraram o governo Fernando Henrique. Agora que o governo do PT se encontra num ringue e a imagem da Dilma se deteriora cada vez mais, o Lula sugere um encontro com FHC?”, questionou.
A sórdida campanha de 2014 não seria o primeiro episódio em que Lula e o PT colocariam seus projetos pessoais e de poder acima de interesses nacionais e do bom e salutar debate republicano. Em 1984, quando percebeu que a emenda Dante de Oliveira, que decidiria sobre o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República no Brasil após 20 anos de regime militar, não seria aprovada no Congresso, as principais lideranças política se aliaram em torno de Tancredo Neves, a quem coube liderar uma transição. O PT preferiu ficar de fora.
A cena se repetiu na Constituinte de 1988, em 1993, quando os partidos se uniram em torno do vice Itamar Franco, após o impeachment de Collor, e durante a concepção do Plano Real, quando petistas não só opuseram resistência à nova moeda como ingressaram com ações na Justiça para inviabilizá-la. “Não é possível que os brasileiros se deixem enganar por esse golpe que as elites aplicam na forma de um novo plano econômico”, afirmou o ex-ministro Gilberto Carvalho na ocasião. Apostando no quanto pior melhor e preocupado com as eleições seguintes, Lula seguiu na mesma toada. “Esse plano não tem nenhuma novidade. Suas medidas refletem as orientações do FMI. Os trabalhadores terão perdas salariais de no mínimo 30%. Ainda não há clima, hoje, para uma greve geral, mas, quando os trabalhadores perceberem que estão perdendo com o plano, haverá condições”. A história mostrou quem estava ao lado do País e quem defendia interesses mais mesquinhos. Não à toa, as divergências, hoje, entre FHC e Lula são inconciliáveis. Como aquelas nutridas pelos Karamázov.
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NÃO CABE RECURSO

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) confirmou nesta sexta-feira (31) a condenação do ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto por improbidade administrativa. Adauto foi ministro entre 2003 e 2004, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, quando deixou a função para se candidatar a prefeito de Uberaba (a 478 km de Belo Horizonte).
A decisão transitou em julgado e a condenação é definitiva.
Ele foi sentenciado por uso indevido de dinheiro público durante sua gestão à frente do município e multado em R$ 10 mil. Com a decisão, o ex-ministro e ex-prefeito entra nos critérios de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa, ficando impedido de se candidatar e de ocupar cargos públicos.
De acordo com a sentença do STJ, o ex-ministro teria usado dinheiro público para promoção pessoal em informe publicitário distribuído pela prefeitura no aniversário de Uberaba, bem como no convite para o evento "Natal de Luzes", em 2006 e 2007.
Do UOL
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CADÊ OS COMPUTADORES?

Governador Camilo (PT), cadê os computadores?! Tendo Dilma como exemplo, já era esperado secretário de Educação, Maurício Holanda, uma solução para os estudantes que, de direito, esperam receber seus prêmios.
Vice-governadora, Izolda Cela (PROS), a galera ganhadora precisa de sua força, os computadores custam menos do que os quadros do pintor Raimundo Cela, seu parente, comprados pela bagatela de R$ 373, mil pelo prefeito de Sobral (CE), que por um acaso, é seu esposo.
Do O Povo
Se tivesse recebido o computador prometido pelo Governo do Estado ainda em 2014, o estudante do curso de Ciências Sociais, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Adriel Pinheiro, 18, teria a vida mais fácil. “Hoje, eu preciso recorrer aos meus amigos ou a uma lan house. O problema é que nem sempre os equipamentos dos conhecidos estão disponíveis e eu tenho que gastar muito dinheiro”, lamenta. Aluno da escola pública no ensino fundamental e médio, Adriel conseguiu a premiação ao se destacar, ainda no 2º ano, no Exame Nacional do Ensino Médio, no fim de 2013, mas, até o momento, ainda não recebeu o notebook.
Um total de 16.614 alunos da rede pública que tiveram bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e no Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece), em 2013 e 2014, ainda esperam receber os notebooks prometidos pelo Governo do Estado. A premiação é garantida pela lei nº 14.483, de 2009, reformulada em 2012 através da lei nº 14.691. Nela, alunos das três séries do ensino médio de escolas estaduais devem receber computadores se atingirem médias satisfatórias tanto no Enem quanto no Spaece.
As pontuações mínimas para receber o prêmio são 325 pontos em Língua Portuguesa e 350 pontos em Matemática, na avaliação do Spaece. Já para o Enem, a nota menor é 540 para alunos do 2º ano do ensino médio e 560 pontos para os alunos do 3º ano. A espera pelos equipamentos foi noticiada pelo O POVO em março e em junho deste ano.
O vice-presidente do Sindicato dos Professores e Servidores no Ceará (Apeoc), professor Reginaldo Pinheiro, afirma que o sindicato solicitou uma pauta para discutir com o Estado a questão. “O Governo deve explicar a razão da demora dos computadores. É uma cobrança para se ter respeito à legislação”, diz.
Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) informa que realizou licitação para a compra de 32 mil computadores, relativos aos anos de 2013 e 2014, conforme orienta a Lei de Licitações 8.666/93. O restante dos computadores deve ser destinado ao alunos que alcançarem as notas este ano. O processo continua em andamento na Central de Licitações da Procuradoria Geral do Estado (PGE). A licitação foi realizada no último dia 6 e agora está na fase de homologação.
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sexta-feira, 31 de julho de 2015

CERVEJA HOMENAGEM

A série de homenagens ao ex-governador Eduardo Campos, morto em trágico acidente aéreo em agosto do ano passado, não para. Após virar nome de escola na cidade de Joaquim Nabuco, na Mata Sul do Estado, de praça em Panelas, no Agreste pernambucano, e ser até imortalizado em uma tatuagem no prefeito de Paulista, Júnior Matuto (PSB), Eduardo será lembrado em edição limitada de cerveja pelo Grupo Petrópolis, responsável pela comercialização da marca Itaipava. Serão lançadas latas com o rosto de Campos e a frase "Não vamos desistir do Brasil", que foi usada durante a sua campanha eleitoral.
De acordo com o Grupo, a previsão de lançamento é a partir do próximo mês. As latas serão envasadas na unidade da cerveja, localizada na cidade de Itapissuma, Região Metropolitana do Recife, e serão distribuídas em todo o Estado. O grupo não quis comentar sobre algum tipo de pagamento à família pelo uso de imagem do ex-candidato à presidência.
Confira a nota oficial do Grupo Petrópolis:
O Grupo Petrópolis reconhece a importância de Eduardo Campos, enquanto Governador do Estado de Pernambuco, para a implantação de nossa unidade em Itapissuma. Durante as tratativas, a admiração pelo Governador se estendeu à família.
E nesse momento, atendendo a uma ideia de pessoas próximas a ele. O Grupo desenvolveu uma lata especial de Itaipava, com tiragem limitada, que homenageia o ex-governador.
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TUCANO BICO GROSSO

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), pode ser considerado um tucano de bico grosso. Dos seis governadores do PSDB que foram convidados pela presidente Dilma para uma reunião no Palácio do Planalto que aconteceu ontem (30), Azambuja foi o único tucano que ignorou o convite, mandou a vice-governadora Rose Modesto. O governador foi prestigiar o Festival de Inverno, em Bonito (MS).
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