Alegando que o PT não cumpre seu programa partidário, o
deputado federal Welinton Prado (PT-MG) entrou com ação de justa causa para se
desfiliar da legenda no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Na representação, Prado alega que o PT desviou-se de seu
programa partidário em diversas questões, como o fator previdenciário. Como
exemplo, anexou relatório de um congresso do PT, quando o partido se posicionou
pelo fim do fator previdenciário. Contrariando a decisão, alega Prado, a
bancada petista na Câmara dos Deputados votou pela manutenção do dispositivo.
O deputado, que tem votado contrariamente às decisões da
legenda na Câmara dos Deputados, também anexou à ação cópia de um documento
registrado em cartório e entregue ao PT, onde registra que não votaria a favor
de projetos que atinjam os direitos de funcionários públicos e aposentados, ou
que proponham aumentos de tributos para famílias com rendimentos baixos.
É a primeira vez que um deputado federal do PT entra com
ação de justa causa na Justiça para deixar o partido. De acordo com o TRE-MG
(Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais) o único pedido parecido ao TSE
foi feito, em 2009, pelo suplente de deputado federal Dilto Vitorassi (PT-PR)
que fez uma representação idêntica ao TSE. Entretanto, os magistrado arquivaram
a solicitação, sem julgar o mérito da ação, alegando que Vitorassi não tinha o
mandato, assim não caberia discutir a questão.
A assessoria do deputado afirmou nesta sexta-feira (21) que
Prado não iria comentar a questão, até que haja uma resposta do TSE à sua ação.
Ainda segundo a assessoria do parlamentar, ele evitava que o caso viesse a
público, "para não polemizar com o PT".
O Diretório Estadual do PT de Minas Gerais, por meio de sua
assessoria, informou que vai divulgar, ainda nesta sexta-feira (21), uma nota
sobre o pedido do deputado à Justiça. A bancada mineira tem atualmente,
contando Prado, nove deputados.
Do UOL, Belo Horizonte

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