O presidente Jair
Bolsonaro finalizou, nesta semana, seu plano de governo para 2020.
Após uma reunião de 20 minutos com seus ministros em uma unidade do Habib’s, o
presidente traçou todas as metas para seu segundo ano no poder.
A Folha teve acesso ao conteúdo integral do
plano, após um repórter se infiltrar no governo disfarçado de militante
conservador. “Sugeri batizar o plano de ‘Terra Plano’ e imediatamente fui
contratado”, conta o jornalista.
Confira as principais medidas para cada área:
Meio Ambiente: depois de protagonizar o maior
desastre ambiental da história, o governo quer manter o ritmo em 2020. Com
a privatização dos parques nacionais, vai transformar as Cataratas do Iguaçu em
um enorme tobogã e azulejar os Lençóis Maranhenses. “Ninguém gosta de areia.
Entra na sunga e suja o carro”, teria dito o presidente.
Datas comemorativas: depois de criar o Dia do Rodeio na
mesma data do Dia Mundial dos Animais e propor o fim
das cotas para deficientes no Dia do Deficiente, Bolsonaro quer manter a
tradição. Ainda no Carnaval, pretende instaurar o Dia Nacional do Celibato.
Também vai acabar com a pensão alimentícia obrigatória no Dia das Crianças e
liberar o porte de armas nucleares no Dia da Paz Mundial.
Horário de verão: a suspensão da mudança no
relógio gerou uma série de reclamações. Mas, pelo contrário. Em 2020, ele
quer implementar horário de inverno norueguês, no qual meio-dia vai virar
meia-noite, e meia-noite vai virar meio-dia.
Diplomacia: após culpar Leonardo
DiCaprio pelas queimadas na Amazônia e chamar Greta Thunberg de
pirralha, Bolsonaro já tem uma nova lista de ofensas. Em 2020, planeja
chamar Malala de fedelha, Obama de falsiane e Gandhi de magrelo careca.
Segurança: Sérgio Moro pretende criar medidas mais duras em
nome da segurança. Para facilitar seu trabalho, o ministro vai transferir seu
ministério para dentro do condomínio Vivendas da Barra, o que vai preservar a
total segurança e paz da família Bolsonaro.
Economia: além da alta no preço da carne, o governo
prevê aumento no frango, ovos, salsicha, grãos e legumes. O cidadão só não
poderá se alimentar de luz porque o preço da energia elétrica também vai
disparar.
Flávia Boggio


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