Líder do Alto Xingu, Aritana Yawalapiti, de 71 anos, morreu
vítima da Covid-19 nesta quarta-feira (5), em Goiânia. A
informação foi confirmada ao G1 MT, por telefone, pela assessoria
de imprensa do Hospital São Francisco.
Aritana estava em casa com a família quando começou a sentir
os primeiros sintomas. O líder fez o teste para Covid-19, que acusou que ele
estava infectado.
No final de semana dos dias 18 e 19 de julho, ele foi
internado em uma UTI em Canarana,
a 838 km de Cuiabá. Dias depois, Aritana
foi transferido para continuar o tratamento em Goiânia.
O líde ficou cerca de duas semanas lutando contra a doença na
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Francisco,
respirando com ajuda de aparelhos. Na unidade, o estado dele chegou a
passar de
grave para gravíssimo no dia 29 de julho.
Liderança indígena
Aritana Yawalapiti assumiu a liderança do Alto Xingu por
volta 1980. Desde então, ele é reconhecido por lutar pela defesa dos povos
indígenas, principalmente pela preservação das terras já conquistadas.
Cacique desde os 19 anos, ele era um dos mais antigos e
respeitados líderes da região.
Nas redes sociais, muitos representantes indígenas e
instituições falaram da falta que Aritana fará a todos. Nas mensagens, eles
exaltam a luta dos povos indígenas e como o cacique sempre fez parte dela.
Segundo as publicações em homenagem a Aritana, novas
lideranças devem surgir inspiradas na sabedoria dos ensinamentos de anciãos
como ele.
Do Blog
No fim da década de 70, o cacique Aritana inspirou a
novelista Ivani Ribeiro que escreveu uma novela homônima, na extinta TV Tupi,
com tema principal a defesa dos povos indígenas do Xingu.
Para personagem-título, a autora escolheu o galã Carlos
Alberto Riccelli que fez par romântico com a bela Bruna Lombardi (par na novela
e na vida real, estão casados até hoje).
O tipo de corte de cabelo do personagem se virou moda país afora. Todo mundo queria um corte ‘Aritana’.

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