Governador interino do RJ exonera aliados de Castro e
nomeia ex-integrante da gestão Paes
Ricardo Couto decreta auditoria e exonera aliados de
Cláudio Castro
Homem das rachadinhas do filho 01, Queiroz virou
subsecretário à beira-mar
Saquarema é um dos principais destinos do surfe no Brasil.
Desde o ano passado, quem tira onda por lá é Fabrício Queiroz, o homem das
rachadinhas de Flávio
Bolsonaro.
O repórter Bernardo Mello revelou que Queiroz, sob o abrigo
de aliados do antigo chefe, virou o subsecretário de Segurança e Ordem Pública
da cidade. Queimado de sol e com óculos escuros, ele posa de xerife local. A
nomeação foi um ajuste entre o ex-prefeito Antonio Peres, que comanda o
diretório municipal do PL, e o filho 01.
No início de março, em sua primeira
declaração sobre rachadinhas desde que se lançou candidato à Presidência,
Flávio Bolsonaro acusou Queiroz de ter sido o único responsável pelas
transações criminosas. Mas não explicou por que o assessor depositou dinheiro
na sua conta. Nem por que o protege com mamatas na praia.
Em março, Queiroz acompanhou Douglas Ruas, candidato
bolsonarista ao governo do Rio, e o ex-governador Cláudio
Castro na inauguração de uma base do Segurança Presente em Saquarema.
É um retrato do uso da máquina —que deveria ser pública, mas atende a clientes
escolhidos—, estratégia indispensável às pretensões de Flávio. O esquema está
ameaçado pelo julgamento no STF sobre como deverá ser escolhido o governador
tampão.
O ministro Edson Fachin afirmou que o governador em
exercício, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, tem a
"chancela do STF" para atuar. Fortalecido e com a possibilidade de
ficar no cargo até outubro, Couto está promovendo um pente-fino no Palácio
Guanabara. Decretou a realização de uma auditoria geral em todas as secretarias
e órgãos da administração indireta. Cada área terá 15 dias para apresentar um
raio-x detalhado de suas atividades, quadro de pessoal, licitações em andamento
e contratações sem licitação. Há quase 7.000 contratos com valores acima de R$
1 milhão —o que é no mínimo estranho para um estado em profunda crise fiscal.
Atingindo a tropa de Cláudio Castro, as exonerações não
param. Um "barata-voa" em ano eleitoral.

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