Flávio B. em campanha se reduz a um coadjuvante
choramingas de quem estiver ao seu lado
Se é pífio como candidato, imagine como presidente; mas,
e se for isso que a Faria Lima quer?
O sujeito não para em pé, suspira a Faria Lima. Na pífia
cerimônia do lançamento
de sua candidatura à Presidência na semana passada, em São
Paulo, Flávio
Bolsonaro deu mais um motivo para os agros, financistas e empresários
suspeitarem que (por falar em cavalo) estão apostando no cavalo errado. Flávio
B. reduziu-se a coadjuvante de seu convidado, o bufão Javier Milei,
e de um telão estrelado por uma piedosa IA de seu pai e por sua madrasta, a
gélida Michele. É o papel historicamente reservado ao 01 –sempre próximo de
zero.
A essa tíbia performance, os mais atentos
acrescentarão o áudio em que Flávio B. implorou a seu chapa Daniel
Vorcaro que mandasse mais dinheiro para "Dark Horse",
seu megafilme B.: "A gente tá passando por um dos momentos mais difíceis
da nossa vida, meu irmão. Não sei como vai ser daqui pra frente. Tá nas mãos de
Deus aí. Apesar de você ter dado liberdade pra gente te cobrar, fico sem graça
de ficar te cobrando, mas tem muita conta pra pagar. Tá todo mundo tenso,
imagina a gente dando calote nesses caras renomadíssimos do cinema mundial. Se
você puder dar um toque... Desculpa o áudio longo, tá? Fica com Deus,
cara".
Outras choramingas se deram quando Flávio Bolsonaro
descobriu que o mortífero tarifaço que
pedira e conseguira de Donald Trump reverteria
em votos para Lula.
Aflito, mandou uma mensagem a Trump suplicando que suspendesse as taxas até a
eleição —depois elas poderiam voltar— e sugerindo que, se eleito, conduziria a
economia brasileira de acordo com os interesses dos EUA. Trump ignorou-o e
mandou as taxas do mesmo jeito.
O que dizer da incompetência de B. Junior para firmar
alianças, garantir palanques, aliciar partidos que lhe dêem mais tempo de mídia
e desencavar uma mulher para vice? E se lhe der um treco e ele desmaiar de novo
num debate, como em 2016?
Se Flávio Bolsonaro é tão banana enquanto candidato, como
seria se presidente? É o que os farialimers se perguntam. Ou talvez seja
exatamente o que a Faria Lima quer —um bom banana no Planalto.

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