Morre a jornalista e colunista social Sônia Pinheiro
Profissional construiu carreira em veículos incluindo o
Diário do Nordeste.
A jornalista Sônia Pinheiro, reconhecida em especial pelas
décadas de trabalho dedicadas ao colunismo social no Ceará, morreu na noite
da última quinta-feira (15).
O velório acontece no Jardim Metropolitano, com sepultamento
previsto para 10h30. A profissional foi vítima de uma pneumonia, segundo
informações do jornalista Eliomar de Lima.
Nascida em Natal, a jornalista se mudou para Fortaleza
ainda cedo. Formada pela Universidade Federal do Ceará, acumulou décadas de
trajetória iniciada ainda nos anos 1970, no jornal O Estado, tendo
passagens também pelo Correio do Ceará, Tribuna do Ceará, como
assessora de imprensa e relações públicas.
Pioneirismo profissional
A consolidação na carreira, no entanto, se deu pelo trabalho
como colunista social, no qual atuou por mais de 10 anos no Diário do
Nordeste.
Sônia foi pioneira do colunismo social do veículo,
atuando na área e também como editora do DN Gente a partir de março de 1982. O
jornal havia sido fundado
pelo empresário Edson Queiroz em dezembro do ano anterior.
Segundo define o jornalista e colunista do Diário do
Nordeste Egídio Serpa, a profissional "foi uma marca do
colunismo social da imprensa cearense".
"Ela era admirada e muito respeitada pelo seu trabalho
profissional, pois unia a competência e o talento à sua distinta personalidade.
Sônia incluía no texto de suas informações um jeito próprio de redigi-las,
acrescentando-lhe o seu sorriso encantador. Ela deixa milhares de pessoas
saudosos de seu estilo inconfundível de divulgar os atos e os fatos da
sociedade cearense", homenageia o colega.
A jornalista também teve passagens importantes pelos
jornais O POVO, onde trabalhou por décadas, e O Otimista, no
qual atuou mais recentemente.
Na lida profissional, marcou o jornalismo e o Ceará ao
mesclar amenidades da sociedade e notícias ligadas à política e economia. Além
da mistura de temas, Sônia também era reconhecida pela assinatura própria na
escrita, na qual lançava mão de termos em inglês e francês, por exemplo.
A jornalista foi reconhecida com homenagens como o título
de Cidadã de Fortaleza e a Medalha Boticário Ferreira, pela Câmara
Municipal; e a Medalha da Ordem Alencarina do Mérito Judiciário do Trabalho,
pelo Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região.

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