Tudo indica que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, é
peça a ser em breve descartada pelo presidente Jair Bolsonaro.
Weintraub foi chamado para estancar uma crise interna com o
primeiro escolhido para a pasta, o até então desconhecido Ricardo Vélez.
O que era para ser uma solução virou um problema. Weintraub
revelou-se um caos administrativo, com um comportamento fora dos padrões
adequados para um ministro de Estado e da liturgia que o cargo exige. É
constrangedora sua presença no primeiro escalão da Esplanada.
Ele acredita que a postura agressiva e errática na bolha das
redes sociais é uma fórmula de sucesso com a população. A mais recente pesquisa
do Datafolha mostra que o ministro precisa repensar seus conceitos.
Oito meses depois de assumir o comando do MEC, Weintraub é
ignorado por dois terços das pessoas.
Apenas 32% dos entrevistados afirmaram saber quem é o chefe
da pasta da Educação do governo Bolsonaro. O patamar cai para 23% entre aqueles
que ganham até dois salários mínimos. Ou seja, os mais pobres, que necessitam,
entre tantas coisas, de uma educação pública e de qualidade, desconhecem o
responsável por isso na esfera federal.
Apenas 25% dos jovens entre 16 e 25 anos responderam
conhecer o ministro. É justamente a faixa etária dos que têm entre suas
prioridades o ingresso no ensino superior.
E somente 17% dessa parcela da população, ciente da
existência de Weintraub, avalia como ótima ou boa a performance no MEC. Para
38%, a gestão dele é ruim ou péssima.
O ministro falastrão de Bolsonaro é mais conhecido entre os
brasileiros com ensino superior. Segundo a pesquisa, 56% sabem quem é ele, mas
42% desses consideram o desempenho dele ruim ou péssimo, percentual acima dos
que que só fizeram ensino médio ou fundamental.
A provável saída de Weintraub do ministério pode ser um
sinal positivo para que a área enfim decole no governo Bolsonaro. A população
certamente não sentirá saudades dele.

Nenhum comentário:
Postar um comentário