A seguir, seis momentos em que o médico contestou ou
desafiou o capitão:
1) Sinais trocados: Mandetta criticou as falas de Bolsonaro
contra as orientações do Ministério da Saúde. “Eu espero uma fala única, uma
fala unificada, porque isso leva para o brasileiro uma dubiedade. Ele não sabe
se ele escuta o ministro da Saúde, se ele escuta o presidente, quem é que ele
escuta”, afirmou.
2) Passeio na padaria: Depois de uma semana marcada por
novos passeios do presidente, o ministro criticou quem desrespeita a
quarentena. “Quando você vê as pessoas entrando em padaria, entrando em supermercado
(…), isso é claramente uma coisa equivocada”, disse.
3) Aumento das infecções: Mandetta avisou que o coronavírus
deve se alastrar no próximos dois meses: “Maio e junho serão, realmente, os
nossos meses mais duros”. Neste domingo, sem apresentar qualquer dado
científico, Bolsonaro disse o contrário: “Parece que está começando a ir embora
essa questão do vírus”.
4) Ministério x Planalto: O ministro disse que seus
auxiliares tomam os cuidados necessários contra a pandemia. “Até agora, nós não
tivemos nenhum colaborador nosso que tenha tido a gripe, a virose”, contou. O
Planalto virou foco da doença em Brasília. Ao menos 23 integrantes da comitiva
que acompanhou Bolsonaro aos EUA foram infectados, incluindo os ministros
Augusto Heleno e Bento Albuquerque. O presidente diz que não pegou o vírus, mas
se recusa a mostrar o resultado dos testes.
5) Fake news: Mandetta criticou as teorias conspiratórias
que proliferam na ala olavista do governo. “Tem muita gente que gosta da
internet, que vê na internet uma fake news dizendo que isso (o vírus) foi uma
invenção de países para ganhar vantagens econômicas. Outras pessoas acham que
existe um complô mundial contra elas”, ironizou. O ministro da Educação,
Abraham Weintraub, já sugeriu que a China teria disseminado a doença para
“dominar o mundo”.
6) Páscoa com Caiado: O ministro concedeu a entrevista no
Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás. Ele passou a Páscoa com o
governador Ronaldo Caiado, que rompeu com Bolsonaro durante a pandemia.

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