Governador de São Paulo bem avaliado é ativo eleitoral a
ser valorizado sob quaisquer circunstâncias
Com Bolsonaro preso, Eduardo cassado e Flávio rejeitado,
o clã do ex-presidente não está em situação confortável
Alguma coisa não está batendo bem nesse descarte de Tarcísio
de Freitas (Republicanos)
como candidato à Presidência.
O movimento parte dos filhos de Jair
Bolsonaro (PL),
não tem o apoio de Michelle e
é encampado pelo presidente do PP, mas dos outros
partidos de oposição não se ouviu até agora um pio a respeito.
Ou bem os adversários do presidente Luiz Inácio da Silva já
entregaram os pontos, dando a reeleição como certa, ou há lances mais espertos
a serem jogados que por ora nos fogem à percepção.
Uma terceira hipótese, bastante plausível, é a de estarmos
diante de mais uma grossa trapalhada bem ao gosto dos herdeiros do
ex-presidente. O cenário atual não os favorece.
De um lado, o governador do estado mais importante e maior
colégio eleitoral do país, apontado nas pesquisas como dono de potencial para
derrotar Lula. De outro, Bolsonaro
preso e, ao que se diz, debilitado; Flávio (PL),
o pretendente a presidente mais rejeitado; Eduardo,
cassado e abandonado por Trump em
seu autoexílio nos Estados
Unidos.
Por mais que Tarcísio
de Freitas tenha sido criatura da lavra de "seu Jair", isso
já faz quatro anos. Muita água rolou por debaixo da ponte do bolsonarismo,
sendo toda ela turvada pela lama do negacionismo na pandemia e pelos crimes
da trama
golpista.
A reeleição de Lula não é fava contada. Seus oponentes
aparecem todos na pesquisa
do instituto Quaest com índices acima de 30% nas simulações de segundo
turno, o que projeta um ambiente de todos contra o petista na batalha final.
Mesmo bem colocado, Flávio tem problemas. A rejeição sempre
pode ser revertida, mas a persona moderada do filho não convence o centro e
contraria o extremismo mau comportado que fez o sucesso do pai.
Francamente, não dá para entender que vantagem a direita
levaria ao abraçar uma candidatura duvidosa à Presidência, perder uma vaga
certa no Senado pelo
Rio de Janeiro e ainda empurrar Tarcísio, seu maior ativo eleitoral, para fora
da área de influência do clã.

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