quinta-feira, 27 de outubro de 2011

DEU A LÓGICA COMUNISTA!

O deputado e ex-ministro das Relações Institucionais, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) é o novo ministro do Esporte. Aldo assume após as denúncias de irregularidades na pasta que levou à lona Orlando Silva (PCdoB-RJ) – aquele que pagou com cartão corporativo uma tapioca no valor de R$ 8,40 – o sexto ministro do governo Dilma a cair.

Como ministro das Relações Institucionais no governo Lula, Aldo Rebelo foi um zero à esquerda. Como parlamentar, apresentou projetos de lei que virou motivo de chacota; por exemplo: protocolou na Câmara projeto para a criação do Dia do Saci Pererê.

Outro projeto do comunista que saiu pela culatra foi tornar obrigatória a adição de 10% de raspa de mandioca na farinha de trigo destinada à fabricação do pão francês. As divagações de Aldo como parlamentar não param por aí! É de sua autoria projeto que proíbe o uso de expressões estrangeiras em eventos públicos, meios de comunicação, produtos e estabelecimentos nacionais.

Com esse vasto curriculo como parlamentar, o novo ministro do Esporte talvez faça adaptações em sua pasta. A proibição do estrangeirismo no nome dos jogadores, como por exemplo: Washington, Maicon, Kelson. Usar o Dia do Saci Pererê nos estádios como forma de protesto contra os jogadores pernas-de-pau.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

BOLA FORA

O ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB) pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (26). Após denúncias de corrupção revelada pela revista Veja, o policial militar e ex-militante do PCdo B, João Dias acusa Orlando Silva de ser o mentor de um esquema de desvio de verbas do Programa Segundo Tempo para ONGs e que teria recebido dinheiro na garagem do Ministério.

A cada dia, mais denúncias envolvendo o nome do ministro apareciam na imprensa. Diante da enxurrada de acusações – mesmo que tenha sido desclassificadas por ele – a permanência na pasta era insustentável. Em reunião com a presidente Dilma, a opção de Orlando Silva foi a mesma dos outros colegas que deixaram o governo, a demissão.

Em menos de onze meses de governo Dilma, Orlando Silva é o sexto ministro que cai. É o quinto que deixa a pasta por denúncia de corrupção – Nelson Jobim da Defesa Civil também pediu demissão, mas não teve seu nome envolvido em escândalo de corrupção, sua saída aconteceu por vários motivos, mas o estopim foi os comentários sobre as colegas de ministério.

Esse transtorno poderia ter sido evitado, se Dilma não tivesse dado ouvido aos partidos que compõem sua base aliada e os pedidos do ex-presidente Lula. Já há apostas para saber quem será o próximo ministro a cair até o fim de ano.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O DIA QUE SOBRAL PAROU PRA VAIAR CID GOMES

Domingo, 23 de outubro foi um dia histórico para a cidade de Sobral (CE), o dia que a terra – de Cid Gomes – parou e acordou do sono que vivia há anos. Pela primeira vez um Ferreira Gomes é vaiado em sua terra natal e reduto eleitoral, o governador Cid Gomes (PSB). Só faltava Sobral despertar; cidades como Quixadá e Fortaleza já acordaram para a realidade.

Há algum tempo jamais se pensava em algo semelhante, afinal, Cid era um semideus para a maioria dos sobralenses, mas o episódio ocorrido ontem demonstra que o tempo é outro e aponta para o fim de uma Era que tem a marca da arrogância, truculência e prepotência.

Cid falta com a verdade quando diz que sempre procurou tratar com muito respeito os profissionais da educação, talvez ele pense que a amnésia predomina a classe educacional. Para refrescar a memória, o governador foi o único do nordeste a entrar com uma ação no STF contra o piso salarial dos professores. Isso é só a ponta do iceberg de um governo que nutre desprezo pela educação, saúde, segurança...

A medida encheu e derramou e as vaias que Cid Gomes recebeu é o resultado de sua péssima administração no governo do Ceará. Com gastos altíssimos em propaganda, tenta ludibriar (como fez em Sobral) a população, mas o que vemos no vídeo acima mostra que a opinião pública está despertando desse maléfico sono.

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PODER ROSA

Cristina Kirchner foi reeleita ontem (23) com uma vitória arrasadora para permanecer no posto de presidente da Argentina até 2015, dias antes do primeiro aniversário da morte de seu marido Néstor Kirchner (2003-2007), segundo pesquisas de boca de urna que dão a ela 55% dos votos.

Advogada peronista de 58 anos, Kirchner obteve a maior vantagem do primeiro para o segundo colocado em uma eleição presidencial desde a restauração da democracia em 1983.

Eufóricos, militantes governistas saíram às ruas minutos depois do anúncio da reeleição da mandatária pela TV e começaram a agitar bandeiras e a bater bumbos na Praça de Maio, diante da Casa Rosada, sede do governo.

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domingo, 23 de outubro de 2011

PRÊMIO TOPBLOG 2011

Caros amigos, leitores e blogueiros parceiros, o blog Sou Chocolate e Não Desisto está na final do Prêmio TopBlog 2011, importante prêmio na blogosfera criado em 2008 pela Mix Mídia com objetivo de incentivar e premiar os blogs mais populares do Brasil por meio de votação popular e acadêmica. São 25 categorias.

São dois turnos: no primeiro, centenas de blogs são inscritos. Para o segundo turno passa apenas os 100 blogs mais votados de cada categoria. Já somos TOP100. Gostaríamos de estar entre os dez primeiros colocados, por isso pedimos o seu apoio.

Na categoria política, o Sou Chocolate e Não Desiste está nesta disputa entre os grandes blogs de política da blogosfera brasileira.

Para votar é muito simples e rápido: digite seu nome e endereço de email, depois confira na sua caixa de email ou no lixo eletrônico se chegou uma mensagem do TOPBLOG e clique no link desta mensagem para validar seu voto. Clique aqui e vote.

Obrigado a todos os blogs parceiros, leitores e amigos.

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sábado, 22 de outubro de 2011

BICADAS


O PSDB do Ceará levou ao ar ontem (sexta-feira), na propaganda partidária na tv, um filmete que tem como tema principal, os últimos acontecimentos com os professores da rede pública estadual e deixa bem claro, que veio para se firmar como oposição ao governo de Cid Gomes.
A propaganda bate forte no governo e dá pra se ter uma ideia do rompimento dos tucanos com a família Ferreira Gomes. A afeição que o ex-senador Tasso Jereissati, o chefe mor do tucanato cearense mantinha com Ciro Gomes – do partido da pomba - foi apartada com a eleição do ano passado.
Uma aliança branca, como a que ocorreu em 2006 entre Tasso e os Ferreira Gomes não vingou na eleição de 2010, os Gomes (PSB), pressionados pelo presidente Lula – que queria ver Tasso longe do Senado e conseguiu – romperam com Tasso.
Lula deu as cartas do jogo: ou apoiavam Dilma ou as portas do Planalto iriam ficar estreitas para clã Ferreira Gomes. Os irmãos Gomes sempre estiveram apoiando quem está no poder, e claro que não pestanejaram duas vezes.
Cid apoiou os dois candidatos do presidente Lula ao Senado: José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). Agora, o PSDB quer marcar como partido de oposição. Talvez não consiga porque, para o eleitorado cearense, esse elo fraternal entre Tasso e os Ferreira Gomes parece não ter sido rompido.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

REALITY SHOW

Foto-montagem do site Kibe Loco e texto do portal UOL

A presidente da República, Dilma Rousseff, está tão preocupada com a crise do Ministério do Esporte que convocou uma reunião de emergência logo que chegou de Angola.

Segundo o Estado de S. Paulo, ela já está certa de que o desgaste político de Orlando Silva é irreversível, e decidiu tirá-lo do comando da pasta. Mas a tendência é que o PC do B mantenha o controle do ministério.

De acordo com a matéria do Estadão, Dilma ouviu os relatos do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre o andamento das investigações contra Orlando no Ministério Público e na Polícia Federal.

A pedido de Orlando, a Advocacia Geral da União entrou com uma queixa –crime contra o policial militar João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira, que o acusam de desvio de recursos no programa Segundo Tempo.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

USINAS DE DENÚNCIAS

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

Entre o escândalo que derrubou Antônio Palocci da Casa Civil e as acusações que enfrenta agora o ministro Orlando Silva, do Esporte, muita coisa mudou no gestual do governo no tocante à reação a denúncias feitas contra seus integrantes, não obstante a semelhança dos roteiros.

Palocci foi defendido durante boa parte dos 23 dias que levou para cair. Nesse meio tempo o Palácio do Planalto montou operação de blindagem que incluiu tentativa de responsabilizar a oposição e mobilização dos aliados para impedir que o então ministro fosse convidado a falar no Congresso.

Palocci saiu da Casa Civil no dia 7 de junho, mas duas semanas antes o governo falava em "campanha de difamação" e recomendava à sua base parlamentar que tivesse "sangue frio e nervos de aço" para reagir às acusações.

O presidente do PT, Rui Falcão, asseverava que o governo estava tranquilo e convicto de que Palocci estava "acima de qualquer suspeita".

A ofensiva, no entanto, não resistiu à força dos fatos. A partir de então, a metodologia foi sendo alterada e as quedas abreviadas. Falemos apenas dos episódios referentes a desvio de dinheiro, que não foi o caso de Nelson Jobim.

Alfredo Nascimento, dos Transportes, contou algum tempo com manifestações de "confiança" por parte da presidente e chegou a ser nomeado chefe das investigações. Mas ali já se viu que o melhor era que fosse ao Congresso logo.

O mesmo ocorreu com Wagner Rossi, da Agricultura, que teve ato de desagravo organizado pelo vice-presidente da República em pessoa, mas sua trajetória descendente ficou clara nas avaliações negativas feitas por integrantes do governo.

Pedro Novais, do Turismo, foi desde o início deixado ao sol e à chuva pelo próprio partido, o PMDB. Dilma não se envolveu, apesar de estar envolvida desde o dia em que aceitou nomeá-lo a despeito de evidências de que fazia uso ilegal de verba do Congresso.

Orlando Silva tampouco conta com sustentação assertiva do governo, conforme atestam as avaliações de que se não cair agora cai na reforma de janeiro.

Além disso, a presidente avocou ao palácio a tarefa de conduzir os assuntos relativos à realização da Copa do Mundo.

O Palácio do Planalto mudou de Palocci em diante. Parece mais interessado em afastar de si o cálice das crises do que em defender ministros.

Seria um ponto positivo, não fosse o fato de que a presidente não demonstra o mesmo interesse em cuidar do principal: o ponto de união entre todos esses escândalos que é o desvio de verbas públicas nos ministérios.

Em todos houve um denunciante motivado por alguma contrariedade. Todos decorreram do mesmo tipo de acusação, a montagem de esquemas de arrecadação de dinheiro para favorecimentos pessoais ou partidários.

Em todos, funcionários ou mesmo figuras sem função oficial atuavam com acesso livre para transgredir.

A hipótese de conspirações para destruir reputações de ministros é fantasiosa. Real é a prática disseminada de apropriação do Estado funcionando a partir do loteamento da máquina.

São usinas de denúncias que seguirão inesgotáveis enquanto o governo mantiver intactos esses "esquemas".

Palavrório. Deputados e senadores da base governista infantilizam o debate sobre o escândalo em curso quando se limitam a adjetivar elogiosamente o ministro e, ao mesmo tempo, chovem no molhado do conhecido prontuário do acusador.

Não há sustentação de defesa que responda à questão essencial: há ou não há desvio de verbas públicas do ministério?

A própria insistência em ressaltar os crimes do denunciante, cometidos no âmbito da pasta do Esporte, é a admissão de que fala com conhecimento de causa.

O critério do prontuário, aliás, é desqualificado pelo próprio PT quando partido e sua área de influência celebram os réus do mensalão e os tratam como cidadãos acima de qualquer suspeita.

No Parlamento, o exemplo mais evidente é a presença de João Paulo Cunha na presidência de nada menos que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

8 ANOS SEM JERÔNIMO PRADO

Fotos: da esq. para à dir.O prefeito Jerônimo Prado ao lado da primeira-dama Dona Francisquinha Prado assina a Lei 214 que cria a Universidade Vale do Acaraú - UVA. O prefeito Jerônimo Prado, ao lado de seu filho, o secretário José Parente Prado inaugura a primeira praça do então distrito Forquilha. Sempre acompanhado de seu filho Zé Prado, Jerônimo Prado inaugura o primeiro colégio do distrito Olho d´Água – hoje Rafael Arruda.

Em 17 de outubro de 2003 morre em Sobral (CE) um dos maiores líderes políticos: Jerônimo Medeiros Prado. Nasceu em 15 de julho de 1909, no povoado de São Vicente, distrito de Jaibaras, que pertence a Sobral. Em 1932 Jerônimo Prado mudou para Sobral com a família e dar início a uma nova fase de sua vida, começa a ser comerciante.

Em 1940 Jerônimo Prado funda em Sobral a Brasil Oiticica, era a pioneira no comércio de oleaginosas da zona norte do Ceará. Com o sucesso da empresa, Jerônimo Prado mais uma vez se aventura e investe na cultura sobralense e cria o primeiro cinema da cidade, o Cine Alvorada, que se tornou referência cultural no Ceará.

Em 1966, Jerônimo Prado é eleito prefeito de Sobral, começa então a saga da família Prado na política sobralense como exemplo de boa gestora. De 1967 a 1971, Sobral foi administrada por Jerônimo Prado. Por meio da Lei Municipal número 214, de 23 de outubro de 1968 cria a Universidade Vale do Acaraú – UVA. A Universidade se torna referência no ensino superior e cultural em Sobral e na zona norte no estado do Ceará.

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domingo, 16 de outubro de 2011

NA GARAGEM

Mais um ministro do governo Dilma tem o nome envolvido em escândalos, o ministro do Esporte, Orlando Silva. Segundo reportagem de Rodrigo Rangel da revista Veja desta semana, o PC do B, partido do ministro teria usado ONGs amigas como fachada para desviar dinheiro do programa Segundo Tempo do Ministério do Esporte e teria como mentor e beneficiário, Orlando Silva. Um ex-militante do PC do B afirma que o ministro chegou a receber dinheiro dentro da garagem do Ministério do Esporte. Confira a íntegra da reportagem.

Ministro Tapioca. Orlando Silva é aquele ministro que pagou com cartão corporativo uma tapioca no valor de R$ 8.40.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

SÓ PODE SER PIADA...

O prefeito de Sobral (CE), Veveu Arruda (PT) que até dezembro do ano passado ocupava o cargo de vice-prefeito, mas morava em Fortaleza, onde despachava como presidente do IPHAN, recentemente recebeu o título de Melhor Prefeito do Ceará de 2011. Dos 39 votos, ele recebeu 27.
A premiação está na 24ª e a votação é feita por um colegiado de formadores de opinião, dirigentes de entidades e municipalistas. Incentivar os prefeitos que estão trabalhando corretamente e colaborando para o maior desenvolvimento é o objetivo do prêmio. Mas Veveu Arruda está no cargo há pouco menos de dez meses.
O prêmio é para os gestores que se destacaram em: saúde, educação, IDH e qualidade do Meio Ambiente fornecidos por entidades do governo. Isso não condiz com a realidade da cidade, a população reclama do descaso da administração.
Para se ter noção da gravidade, o governo abriu pregão para a contratação de carroças para a coleta de lixo em alguns bairros e distritos. Na contramão, o prefeito recebe o diploma de melhor prefeito do Ceará de 2011. Só pode ser piada!
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

FIM DA AUSÊNCIA...

Maos-digitando-em-teclado-preto-e-branco

Caros leitores, amigos e parceiros do blog Sou Chocolate e Não Desisto, ausente por alguns dias, estou de volta. Obrigado a todos pelas visitas durante esse período que estive ausente.

Atenciosamente,

Valério Sobral.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O 5º MINISTRO A CAIR

O ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), pediu demissão nesta quarta-feira (14) após a divulgação de mais uma irregularidade envolvendo seu nome. A informação foi confirmada pela Presidência da República por volta das 18h35, no Palácio do Planalto. Novais esteve em reunião com a presidente Dilma Rousseff, ao lado do vice-presidente, Michel Temer, no começo da noite de hoje, mas já deixou o Planalto.
O governo afirmou que o sucessor da pasta ainda não foi escolhido. Segundo a ministra da Secretaria de Comunicação, Helena Chagas, a carta de demissão foi um documento formal e sucinto. Nela, ele não cita as irregularidades e agradece a oportunidade por participar do governo Dilma.
De acordo com o líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves, a decisão foi tomada pelo próprio ministro, que alegou ao partido “precisar de tempo para se defender”. Novais teria dito ainda que não quer paralisar o ministério. "Apoio do partido ele teve sempre. Eu fui hoje de manhã encontrar com o Pedro Novais para hipotecar, em nome do partido, absoluta confiança nele", disse.
A pasta deve continuar com o PMDB. De acordo com Alves, a bancada decidiu que a presidente Dilma escolherá o novo ministro entre os 79 deputados que integram a legenda na Câmara.
A permanência do ministro foi tema de uma reunião no gabinete de Temer nesta tarde. Ao chegar para a reunião, Novais disse que não sabia qual era o motivo da convocação. "Não sei que reunião é essa. Eu vim conversar com o meu amigo, o vice-presidente Michel Temer.” Participaram da reunião o próprio ministro, Alves e o vice-presidente.
Entenda
Segundo reportagem da "Folha de S.Paulo", publicada hoje, a mulher do ministro, Maria Helena de Melo, usa irregularmente um funcionário da Câmara como motorista particular.
Ontem, outra reportagem mostrou que Novais pagou sua governanta pessoal com salário da Câmara durante os sete anos em que foi deputado federal. A mulher, que trabalhava na casa do agora ex-ministro, recebia como secretária parlamentar, mas nunca deu expediente na Casa. Quando Novais virou ministro, ela deixou de ser governanta e foi contratada como recepcionista por uma empresa terceirizada do Ministério do Turismo.
Do UOL
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

NADA MAIS QUE A VERDADE...

Uma das deputadas mais atuantes no Congresso Nacional, Luiza Erundina (PSB-SP) acompanha há mais de trinta anos a situação das famílias que buscam informações de parentes desaparecidos e mortos no regime militar. Recentemente criticou a pressa do governo federal para viabilizar a Comissão da Verdade e votar no Congresso.

Quando o assunto é direitos humanos, Erundina sempre esteve empenhada e no comando do governo municipal de São Paulo (1989/1993), foi criada uma comissão especial que investigou corpos enterrados em valas comuns nos cemitérios da cidade, que segundo as investigações, eram de opositores do regime. Leia mais.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

No dia 7 de setembro de 1822, numa viagem a São Paulo, Dom Pedro recebe as exigências das Cortes. Irritado, reage proclamando a Independência do Brasil. A separação política entre a colônia do Brasil e a metrópole portuguesa foi declarada oficialmente neste dia.

Ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal.

Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!", rompendo os laços de união política com Portugal.

Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1 de dezembro na Capital.

Leia mais sobre a Independência do Brasil.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou em Brasília, no último fim de semana, seu 4º Congresso - Um novo Brasil, uma nova política discutiu os novos rumos da política estatuária do partido.

O Congresso reuniu petistas de todas as alas, cada um defendendo um ideal para os novos passos do partido, mas o assunto que mais interessava para uma meia dúzia de petistas era o marco regulatório da imprensa.

Para os vermelhos que estavam contando com a aprovação dessa censura disfarçada de marco regulatório, deram com os burros n´água: a presidente Dilma disse não.

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MARTA LIDERA DISPUTA PELA PREFEITURA DE SP

Da Folha Online

Primeira pesquisa Datafolha para a eleição municipal de 2012 aponta que a senadora Marta Suplicy (PT) saiu na frente na disputa pela Prefeitura de São Paulo, informa reportagem de Bernardo Mello Franco, publicada na Folha de S. Paulo, desta segunda-feira (5).

Ela lidera a corrida em todos os cenários pesquisados (confira abaixo), com vantagem média de 14 pontos percentuais em relação aos adversários. Sem Marta no páreo, o ex-governador José Serra (PSDB) e o ex-deputado Celso Russomanno (PP) aparecem empatados na ponta.

Lançado pelo ex-presidente Lula, o ministro Fernando Haddad (Educação), que disputa com a senadora a indicação para concorrer pelo PT, oscila entre 1% e 2% das intenções de voto.

Marta obtém sua menor folga na simulação em que Serra é o candidato tucano. Ela chega a 29%, contra 18% do rival --uma vantagem de 11 pontos percentuais. Russomanno é o terceiro colocado, com 13%.

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domingo, 4 de setembro de 2011

PODEROSA

A presidente Dilma Rousseff é a terceira mulher mais poderosa do mundo, segundo ranking da revista Forbes divulgado na última quarta-feira (31). No topo da lista está a primeira-ministra alemã, Angela Merkel. Em segundo lugar ficou a secretária de Estado americano, Hillary Clinton. O rol da revista americana é dominado por políticas, empresárias e líderes dos setores de mídia e entretenimento.

“Nossa lista reflete os caminhos diversos e dinâmicos em direção ao poder para as mulheres hoje, seja liderando uma nação ou definindo a pauta de questões críticas da nossa época”, disse Moira Forbes, presidente e editora da ForbesWoman, em nota.

Oito chefes de Estado e 29 presidentes-executivas estão na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo. Elas têm em média 54 anos e controlam, juntas, US$ 30 trilhões. 22 delas são solteiras.

Dilma foi citada como a primeira mulher a liderar a maior potência econômica da América Latina, enquanto Merkel foi classificada como a única mulher chefe de uma economia global real da Europa. Hillary foi elogiada por ter lidado com as revoluções no Oriente Médio e revelações do WikiLeaks em seu segundo ano no cargo.
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sábado, 3 de setembro de 2011

PAULO MALUF, 80 ANOS

Paulo Maluf completa hoje 80 anos. Na vida pública desde 1969, Maluf é certamente uma das figuras políticas mais notórias, polêmicas e controvertidas.

Em sua biografia Ele, Maluf, trajetória da Audácia, lançada em 2008 o define com estilo voluntarioso e frequentemente arrogante. Se diz orgulhoso de tudo aquilo que realizou.

Amado por alguns e rejeitados por outros, ele angariou uma enorme antipatia nesses anos de politica. Acusações de malversação de recursos públicos lhe são feitas com frequência.

Com uma extensa carreira política, Maluf é colecionador de frases polêmicas, entre elas: “O que fazer com um camarada que estuprou uma moça e matou. Tá bom, está com vontade sexual, estupra, mas não mata”.

Clique aqui e escolha a frase mais polêmica dos 80 anos de Maluf. Leia mais sobre a trajetória de Paulo Maluf.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

MAIORIA INSIDIOSA

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

O mesmo delito que serviu para derrubar um governador não foi suficiente para a Câmara cassar o mandato de uma deputada. Assim como José Roberto Arruda, Jaqueline Roriz foi filmada enquanto recebia dinheiro do dublê de operador e delator de um esquema de arrecadação e pagamento de propinas a agentes públicos no Distrito Federal.

Até a quantia era a mesma: R$ 50 mil.

O fato não veio ao caso. O importante na concepção de 347 deputados - 265 votantes, 20 abstencionistas e 62 faltosos - não é o convívio com quem prevarica, mas criar um salvo-conduto para a prevaricação geral.

E não se diga que o ato buscou preservar vidas pregressas, o que em si já seria grave. No julgamento de "La Roriz" estava em jogo o preceito do crime cometido anteriormente ao mandato em curso, mas desde 2006 a Câmara não pune ninguém mesmo por delitos ocorridos no exercício da delegação popular.

Desde o mensalão, quando foram cassados os deputados José Dirceu, Roberto Jefferson e Pedro Corrêa, parece ter havido um pacto de não agressão no Parlamento pelo qual tudo é perdoado em nome do corporativismo malfeitor.

Quanto mais transgressores são absolvidos, mais transgressora se torna a instituição, que na noite desta terça-feira chegou à perfeição ao patrocinar uma absolvição a despeito da prova filmada em vídeo.

Depois disso, não há mais como estabelecer o que seja ou não quebra de decoro parlamentar. Tudo se tornou permitido e ao mesmo tempo dominado pelo princípio de que o crime é sempre compensador se for devidamente protegido da cobrança da opinião pública.

Trabalho de uma maioria silenciosa, que naquela sessão de julgamento se calou durante o processo, não defendeu sua posição - portanto, confessadamente indefensável -, abrigando-se na ausência e no voto secreto. Uma anomalia cujo fim a Câmara chegou a aprovar em primeiro turno depois de várias absolvições de mensaleiros, mas que houve por bem enfiar na gaveta onde se arquivam muitos males, entre os quais a prerrogativa de não decidir.

Os dois maiores partidos de sustentação do governo, PT e PMDB não deram uma palavra para dizer o que achavam a respeito do que se passava ali. Aderiram ao silêncio cínico de aprovação à tese de que crime tem prazo de validade.

Os petistas, tão senhores de si quando se trata de ironizar a má fama dos pemedebistas companheiros de aliança, não têm mais argumentos para tripudiar: com tantos nos bancos dos réus só lhes resta se unirem no deboche ao País, na esperança de que a impunidade de hoje não só os favoreça amanhã, mas lhes sirva como defesa.

Em seguida à exorbitância da absolvição não obstante a prova, a Câmara arrematou: como se nada demais tivesse acontecido, sacudiu de leve a poeira e prosseguiu a sessão para o "cumprimento de um acordo" para votação de três destaques em medida provisória cujo prazo expira só daqui a 20 dias.

Uma legítima celebração do descaramento incorporado ao cotidiano como rotina.

Já foi diferente. Hildebrando Pascoal, o assassino da serra elétrica até hoje na cadeia, foi cassado há quase 12 anos por crimes cometidos anteriormente ao mandato de deputado que cumpria pelo Acre.

Mas aqueles ainda não eram tempos estranhos em que as piores baixezas são praticadas com ares de grandeza.

Autoria da obra. Depois da passagem de Lula pela Presidência, emprestando o prestígio do cargo à defesa de malfeitores e ao ataque aos que os criticam ou tentam lhes impor freios, o ambiente ficou muito mais permissivo na República.

Cenografia. Amanhã o PT realiza um congresso em Brasília. Das decisões, entre petistas a mais importante é a foto de Dilma com Lula para simbolizar a união fraterna.

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PRÁTICAS CRUÉIS

O deputado federal, Ricardo Trípoli (PSDB-SP), apresentou nesta semana Projeto de Lei 2086/2011 que proíbe as derrubadas de animais e perseguições seguidas de laçadas em rodeios, vaquejadas e eventos similares. Aos infratores, o projeto estabelece sanções que pode chegar a R$ 30 mil. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.

O parlamentar usou como justificativa um fato recente ocorrido na 56ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP), onde um garrote teve de ser morto vítima de uma paralisia provocada pela queda na “bulldogging”, perseguição na arena seguida de derrubada. O animal teve a coluna vertebral quebrada pelo peão.

Para lembrar – Em 2005 na novela América, a autora Gloria Perez abordou a temática dos rodeios e como os animais desses eventos eram tratados, infelizmente houve uma interpretação errônea por parte de alguns integrantes de entidades que defendem os direitos dos animais e travaram um boicote a novela.

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

UM PREFEITO GROTESCO

Por Ricardo Soares, do blog Todo Prosa

Redundância falar o quão grotesco é esse atual prefeito de São Paulo, o Gilberto Kassab.Repetir isso é apenas se dar ao desfrute de poder dizer o que se pensa desse sujeito visto que aqui é meu território livre e não sou cerceado como seria o caso se estivesse a escrever para um portal ou trabalhando nesse momento pra grande mídia.

Portanto viva a liberdade de poder dizer que Kassab é grotesco ! Isso posto encerro o mês perguntando aos amáveis e fiéis leitores desse blog se podemos ou não julgar uma cidade inteira pelo prefeito que ela elege. A questão causou uma "polemiquinha" hoje no Facebook quando eu disse que "ouvindo falar Kassab na Jovem Pan me pergunto como ainda é possível amar uma cidade que elege essa porcaria como prefeito".

Bem, as opiniões se dividiram. Muitos acham que sim, os paulistanos tem o que merecem. Outros crêem que não devemos deixar de amar a cidade por conta de um traste como Kassab. Pelo sim,pelo não, apenas deixo aqui a triste impressão de que é um desalento percorrer as áridas ruas dessa metrópole cheia de problemas quando sabemos que está a mercê de um político de tão baixo quilate e suprema ignorância como Kassab.

Até por sua história e importância São Paulo merecia um prefeito melhor do que esse aprendiz de Mussolini. E não há exagero quando digo isso. É só ler as recentes declarações dele contra qualquer espécie de paralisação de servidores municipais e olhar o seu passado para nos certificarmos que Kassab tem mais de Mussolini do que podemos imaginar.

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

NÃO EXISTE PECADO DO LADO...

Por 265 votos pela absolvição, 166 pela cassação e 20 abstenções, a Câmara dos Deputados em votação secreta arquivou nesta terça-feira (30) o pedido de cassação do mandato da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). Ela foi flagrada em vídeo, de 2006, recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do esquema que ficou conhecido como o mensalão do DEM.

A defesa da deputada alegou que ela não ocupava cargo público quando embolsou aquele dinheiro sujo. Jaqueline que não tinha usado a tribuna, após ser absolvida, resolveu subir e fez um breve. Sob vaias de manifestantes que estavam nas galerias da Câmara, ela deixou a tribuna.

No olhar da ética parlamentar, Jaqueline Roriz recebendo dinheiro de corrupção não fez nada de errado e enche de esperança outros parlamentares que têm processos e estão prestes a serem julgados. A benevolência continua a reinar no Congresso. E pecado não existe do lado debaixo do Equador.

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sábado, 27 de agosto de 2011

O PODEROSO CHEFÃO

Cassado sob a acusação de ser o gerente do mensalão, o ex-deputado e ex-ministro chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu mostra que, mesmo nos bastidores, continua dando às cartas no jogo político brasileiro.

Reportagem-bomba da revista Veja que chegou às bancas na madrugada deste sábado (27) e que vai pautar a grande imprensa, promete abalar as estruturas do Palácio do Planalto.

A reportagem revela que José Dirceu, um dos poderosos do PT, mantém um “‘gabinete” em um hotel de Brasília, de lá, o poderoso chefão, ao lado de figurões da República, despacha e conspira contra o governo de sua companheira Dilma. É algo colossal! Leia na íntegra a reportagem.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PRÊMIO CONGRESSO EM FOCO 2011

O site Congresso em Foco que faz cobertura jornalística do Congresso Nacional, criou o Prêmio Congresso em Foco com intenção de dar mais visibilidade ao trabalho de deputados e senadores que se destacaram positivamente na ótica dos jornalistas e dos leitores do site. Neste ano, o prêmio chaga a sua 6ª edição e a entrega acontecerá no dia 7 de novembro, em Brasília.
O prêmio tem duas etapas de votação: na primeira, os jornalistas que cobrem o Congresso Nacional escolhem os 25 deputados federais e dez senadores que, no seu entender, melhor representaram a população no Parlamento neste ano.
Também fazem a pré-seleção dos parlamentares que mais se destacaram nas seguintes áreas: defesa da democracia, combate à corrupção, defesa da educação, promoção da saúde, defesa do meio ambiente. Na segunda etapa, considerada a decisiva, a votação é feita através da internet por leitores do site.
Nesta sexta edição do Prêmio, novas categorias especiais foram adicionadas:. São elas: Parlamentar de futuro, Defesa da democracia e da cidadania, Defesa do consumidor, Defesa dos municípios e Defesa da segurança jurídica e da qualidade de vida.
Clique aqui e vote no parlamentar que mais se destacou, em seu ponto de vista.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

50 ANOS DA RENÚNCIA DE JÂNIO QUADROS


Em 25 de agosto de 1961, os brasileiros acordaram atônitos com a notícia de renúncia do presidente da República, Jânio Quadros, que tinha tomado posse apenas sete meses.
Com a renúncia do “homem da vassourinha” o Brasil viu ir por água a baixo a democracia que dava sinais de vida e entrar na sombria ditadura militar que vigorou por 20 anos.
No site da revista Veja confira um especial sobre a trajetória do imprevisível Jânio Quadros e os 50 anos de sua renúncia. Clique aqui.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A GRANDE MESADA

O ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP-BA), poderá ser o próximo da lista de ministros que foram sucumbidos em escândalos nos últimos quatro meses. Segundo reportagem da revista Veja desta semana, ele ofereceu mesada de R$ 300 mil para parlamentares de seu partido para apoiá-lo e assim, o ministro assumiria novamente o comando da legenda. Confira na íntegra a reportagem.

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

O QUE SEI DE LULA

Resistiu a participar do sindicato, foi contra a aliança de trabalhadores com estudantes, menosprezou o apoio da Igreja Católica, resistiu à campanha Diretas-Já, vetou a colaboração do PT com o governo Itamar Franco, boicotou a Constituinte de 1988, criticou o Plano Real e considerou "herança maldita" os avanços sociais de Fernando Henrique Cardoso, seu predecessor. Quem construiu esse perfil, antes de chegar à Presidência da República e deixar o poder, ao fim de oito anos de mandato, com mais de 80% de aprovação popular, só pode ser considerado um conservador e é essa a avaliação do jornalista José Nêumanne Pinto no livro O que sei de Lula, no qual chega a uma conclusão, no mínimo, surpreendente: "Lula nunca foi de esquerda".
Repórter, editor de política , escritor e, atualmente, articulista de O Estado de S. Paulo, com mais de 40 anos de profissão, Nêumanne conta, com conhecimento de causa e informações privilegiadas, a história de Luiz Inácio Lula da Silva - a ascensão admirável do menino retirante que fugiu do sertão pernambucano, do operário metalúrgico do ABC paulista, do militante sindical que ajudou a derrubar a ditadura militar e do três vezes candidato a presidente e depois titular do Palácio do Planalto. Paraibano de Uiraúna, cidade natal também da deputada Luíza Erundina, ele sabe o que custou a trajetória daquele que é, em sua opinião, o maior político brasileiro de todos os tempos.
"Meu objetivo, ao escrever esse livro, foi descobrir o homem atrás do mito", revela Nêumanne, um pesquisador incansável que consultou biografias, conferiu entrevistas, ouviu testemunhas e revirou lembranças de seus tempos de repórter, para contar os bastidores da carreira de Lula, um personagem fascinante que ele pretende ter analisado com isenção e justiça, apesar da opinião contrária daqueles que não deverão perdoá-lo por estar contando o que sabe. "Os áulicos de Lula certamente encontrarão na revelação desses incidentes motivos para execrar esse livro, da mesma forma que já condenam o autor, mas não mudarão o fato inexorável de que, como ele mesmo narrou, delatou camaradas menos aptos para levar vantagem pessoal pecuniária no princípio de sua vida profissional", prevê Nêumanne.
Há revelações inéditas, fatos inconfessáveis, conclusões incômodas. "Descobri que Lula, filho de um canalha e uma santa, um sujeito de sorte cavalar, consegue construir em cima dos equívocos, não dos acertos", afirma Nêumanne, ao explicar que, apesar de falhas e defeitos, seu protagonista se tornou um "fenômeno fantástico de popularidade porque as pessoas se identificam com ele". O jornalista lembra que Lula recebeu Leonel Brizola com hostilidade quando o político gaúcho voltou do exílio e que nunca negou sua admiração pelo governo do general Ernesto Geisel. Quem organizou a greve dos metalúrgicos do ABC, acrescenta Nêumanne, foi Frei Betto e não Lula - uma afirmação que o frade dominicano considera exagerada.
Amigos e companheiros de luta do operário-presidente poderão discordar, mas será difícil rebater o autor. "Poucas pessoas armazenaram tanta informação sobre a política brasileira", observa na Apresentação do livro o professor Leôncio Martins Rodrigues, lembrando que "mais do que simples repórter, descobridor e narrador de fatos, Nêumanne é um analista capaz de aprofundar e conectar os eventos particulares a situações mais gerais, às teorias e interpretações sobre o Brasil". Os fatos narrados, acrescenta o cientista político, são fatos que Nêumanne viveu. O autor conhece os personagens e, em alguns casos, esteve presente na cena dos acontecimentos que narra.
Paralelamente à biografia de Lula, em parte baseada em obras de outros biógrafos, como Denise Paraná e Audálio Dantas, além de entrevistas do próprio biografado, Nêumanne rememora o cenário da política e a atuação de políticos brasileiros no contexto das últimas décadas, da ditadura de Getúlio Vargas aos primeiros meses de governo de Dilma Rousseff. A construção de Brasília, o golpe de 1964, o quadro econômico e as denúncias de corrupção ocupam páginas de análise lúcida e competente. Os assassinatos de petistas ligados a Lula, como Celso Daniel no ABC e Toninho (Antônio da Costa Santos) em Campinas, são tratados com apurada técnica de reportagem. Outro destaque é o perfil que o autor traça de personagens como José Alencar, Duda Mendonça e José Dirceu.
Nêumanne dá a Lula o título de "perdoador-geral" dos escândalos que estouraram em sua administração e chama o assessor especial Marco Aurélio Garcia de "bajulador-geral" da República. "Quem conhece Lula - como eu conheço - sabe muito bem que ele não mudou tanto assim desde que emergiu no país como líder dos sindicalistas do ABC paulista até seus dias de apogeu no poder republicano", afirma o jornalista, ao criticar a política externa adotada pelo ex-presidente com relação a Cuba e ao Irã, com assessoria de Garcia e do ex-chanceler Celso Amorim. Embora considere seu texto imparcial, Nêumanne não resiste à ironia, ao lembrar a formação de poucos estudos de Lula. "Noço guia universal", escreve o jornalista, referindo-se ao ex-presidente.
Dilma Rousseff, na qual Lula apostou seu futuro, abrindo mão de uma eventual e provável reeleição, é a personagem central no Epílogo. Um atraso na publicação do livro, que deveria ter sido lançado em dezembro - após a eleição de Dilma, mas antes de Lula descer a rampa do Planalto - acabou dando melhor fecho à história. O que parecia mais especulação ganhou consistência, ao se completarem seis meses de governo. Ao registrar mudanças de rumos, ou pelo menos de estilo, na administração federal, Nêumanne transcreve os elogios que Dilma fez a Fernando Henrique na comemoração dos 80 anos do ex-presidente, a quem definiu como "acadêmico inovador" e "político habilidoso", sem mais referência à "herança maldita" da qual Lula falava na campanha eleitoral.
José Maria Mayrink - O Estado de S.Paulo
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domingo, 21 de agosto de 2011

CASAL AÉREO

Está virando rotina, a cada dia aparece na imprensa nomes de parlamentares ou ministros do governo Dilma que usaram jatinhos ou helicópteros, seja de amigos empresários, empreiteiros ou da polícia militar. Exemplo mais recente, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que utilizou o helicóptero da polícia militar do Maranhão para se deslocar até sua ilha particular.
Nesta semana, a revista Época traz uma reportagem na qual, o casal (foto) de ministros Paulo Bernardos (Comunicação) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) teria usado várias vezes um jatinho da empreiteira Sanches Tripoloni, doadora de R$ 510 mil para a campanha da ministra Gleisi Hoffmann ao Senado, em 2010. Leia mais.
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sábado, 20 de agosto de 2011

INSENSATO SLOGAN

A prisão de um banqueiro corrupto e as agressões a homossexuais na novela Insensato Coração, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares fizeram parte do script da dupla de novelistas. Mas além dessas referências a situações da vida real da política brasileira, os autores, no último capítulo apropriaram-se do slogan mais comentado e polêmico da campanha eleitoral de 2010: “você sabe o que faz um deputado?”, utilizado pelo palhaço Tiririca (PR-SP).

A personagem Natalie Lamour (Débora Secco), modelo, ex-participante de um reality show e ex-mulher do banqueiro corrupto, foi convidada para candidatar-se a deputada federal pela legenda fictícia Partido da Moralidade Pública. Ao ouvir o convite, o irmão da modelo, Douglas (Ricardo Tozzi) perguntou: “O que faz um deputado mesmo?”. A resposta de Natalie foi uma reprodução fiel da famosa frase de Tiririca: “Eu não sei, mas vota em mim que eu te conto”.

Os autores deram o recado do que há por trás de um convite feito para uma celebridade, aparentemente despretensioso. A mãe da personagem questionou sobre a seriedade do partido, o jornalista Kléber Damasceno (Cássio Gabus Mendes) explicou o que leva pessoas famosas a serem indicadas como candidatas.

“Esses partidos querem se aproveitar da fama dela, quanto mais voto ela receber, mais deputados eles elegem. E também ganham mais espaço na propaganda eleitoral, se aliam a algum candidato a presidente e depois conseguem cargos no governo”. Para completar a referência ao palhaço-deputado, na trama, a candidatura de Natalie Lamour foi a deputada mais votada do país.

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