segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

LIMA BARRETO E A CORRUPÇÃO SISTÊMICA

Marcus André Melo, Folha de S. Paulo

Por que o Brasil está preso numa armadilha da corrupção sistêmica?

Resposta está nos microfundamentos; explicações culturalistas não dão conta do fenômeno

"Penso, ao ler tais notícias, que a fortuna dessa gente que está na Câmara, no Senado, nos ministérios, até na Presidência da República, se alicerça no crime. Que acha você?".

A afirmação é do protagonista de "O Único Assassinato de Cazuza" (1922), um dos últimos textos de Lima Barreto. A questão da corrupção sistêmica no país já se colocava há mais de um século. Os tribunais superiores, no entanto, não figuravam na lista. Sim, Lima não apelou para a explicação superficial, culturalista (herança lusitana).

Se todos acreditam que a corrupção é a regra do jogo, ficamos presos a uma armadilha clássica. Se, ao contrário, prevalece a crença de que transações honestas são a norma, obedecer à lei torna-se a estratégia dominante. Quando práticas escusas são percebidas como regra, o ator que decide jogar limpo tende a ser o perdedor —e, no limite, não sobrevive. O incentivo, nessa situação, é jogar sujo, apostando que os demais farão o mesmo.

Se um cidadão ou empresário paga propina a um agente público —seja um fiscal, seja um parlamentar— esperando que a oferta seja aceita, o sistema se mantém em equilíbrio. A punição ocasional de alguns transgressores pode produzir mudanças parciais —em um setor, um ministério ou uma prefeitura. Mas, na ausência de um efeito manada, isto é, de um ponto de inflexão capaz de alterar expectativas de forma radical, o equilíbrio global tende a ser restaurado.

As evidências empíricas que sustentam a tese de que "a corrupção corrompe" (Shaul Shalvi) são numerosas e consistentes. Dados do Lapop/Vanderbilt mostram forte correlação entre a crença de que "a corrupção é generalizada" e a probabilidade de se considerar que "pagar propina é justificável". Daniel Gingerich e coautores demonstraram que a exposição à informação sobre o aumento da corrupção em um país elevou em 28% a propensão a pagar propina, em comparação com um grupo de controle não exposto a essa informação.

Não são "pecadillos" individuais que produzem a corrupção sistêmica. A causalidade opera no sentido oposto: a corrupção corrompe. Gächter e Schulz, em artigo publicado na Nature, encontram evidências, com base em uma amostra de 23 países, do impacto da grande corrupção sobre a pequena. Participantes oriundos de países com altos escores no Índice de Prevalência de Violação de Regras (PRV) —medida que captura grande corrupção, fraude política e evasão tributária— apresentaram maior propensão a se engajar em atos corruptos em experimentos de laboratório.

Fisman e Miguel, por sua vez, examinaram milhares de multas de estacionamento cometidas por funcionários de missões diplomáticas em Nova York —que gozavam de imunidade até 2002— e encontraram forte correlação entre estacionamento ilegal e indicadores de corrupção nos países de origem dos diplomatas. Mesmo na ausência de qualquer punição, as normas sociais forjadas nos países de origem mostraram-se determinantes.

A lição a extrair para o Brasil é clara: é a grande corrupção que molda nossa sociabilidade e estimula as microtransgressões —não o contrário. "Se aqueles no andar de cima fazem, por que eu não posso fazer?" deixa de ser apenas uma pergunta retórica e passa a funcionar como máxima orientadora do comportamento social.

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PRECISAMOS DE UMA AGENDA PARA O BRASIL REAL

Preto Zezé, O Globo

O país tem gente qualificada, experiências testadas e instituições capazes de induzir desenvolvimento

O Brasil não sofre por falta de ideias nem por ausência de experiências bem-sucedidas. O problema é a dificuldade de transformar o que já funciona em agenda pública estruturada, contínua e com visão de Estado. Falta conexão — entre políticas, territórios, quem faz e quem decide — e sobra dependência de ciclos políticos curtos.

Nas últimas semanas, dialoguei com instituições e territórios que ajudam a compreender esse impasse. Mais que registrar boas práticas, esses encontros buscam renovar o repertório da agenda pública. Nosso papel é levar elementos concretos para provocar novas leituras e construir práticas mais eficientes, capazes de gerar impacto real.

Faço esse diálogo sem veto ideológico. Não converso com gestores a partir de bandeiras eleitorais, mas como quadros eleitos que administram recursos públicos. Gestores são transitórios; a agenda precisa ser permanente.

No Banco do Nordeste, em conversa com seu presidente, Wagner Antônio de Alencar Rocha, tratamos de economia criativa, inovação e governança local a partir de um ativo central: o maior programa de crédito popular do país. O Crediamigo acumulou uma inteligência territorial rara no sistema financeiro brasileiro. Com o Crediamigo Comunidades, o território passa a ser unidade estratégica. O desafio é articular crédito, inovação, cultura e desenvolvimento no mesmo lugar, ampliando resultados.

Na Sudene, com Francisco Ferreira Alexandre e Heitor Freire, a conversa abordou o papel do Nordeste num cenário global em transformação. O acordo entre União Europeia e Mercosul reposiciona ativos estratégicos da região. O Brasil concentra cerca de 40% da infraestrutura de data centers da América Latina, com destaque para o Ceará. Nesse contexto, favelas e comunidades urbanas precisam ser incluídas nas políticas que articulam formação, energia, conectividade e desenvolvimento urbano.

Em São Paulo, com o secretário municipal de Cultura José Antônio Silva Parente, o Totó Parente, reforçamos a cultura como vetor econômico, não como discurso, mas como prática. Em pouco mais de um ano, os programas em andamento mostram como a cultura pode organizar territórios e gerar renda.

Em Maricá (RJ), sob a liderança do prefeito Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Quaquá, encontrei uma experiência singular: a única secretaria especial dedicada à Promoção das Comunidades, hoje conduzida por Brunna Tavares. Fica claro que o desafio não é testar ideias, mas sustentá-las ao longo do tempo. Política pública não pode ser só projeto de governo.

Esse percurso revela algo simples: o Brasil já tem gente qualificada, experiências testadas e instituições capazes de induzir desenvolvimento. O que falta é conexão, escala e continuidade. Não é preciso começar do zero, mas articular melhor o que já existe.

Por trás das instituições há pessoas que tomam decisões e sustentam políticas no dia a dia. Reconhecer lideranças não é personalizar a política, mas admitir que nenhuma agenda pública se sustenta sem gente preparada e capaz de executar. O Brasil real já produz respostas; o desafio é transformá-las em agenda pública de Estado.

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CAMINHOS DO MAR

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domingo, 1 de fevereiro de 2026

CASO MASTER, HORA DE REVER PROCEDIMENTOS

Míriam Leitão, O Globo

Assim como fez o Banco Central, as instituições envolvidas deveriam rever procedimentos para verificar se houve falhas

No dia seguinte à decisão do Copom, de manter juros no elevadíssimo nível de 15%, e avisar que a taxa cairá na próxima reunião, o Banco Central estava nas manchetes dos jornais. O assunto, contudo, não era a Selic. Era a auditoria interna feita para averiguar os procedimentos no caso da liquidação do Banco Master. Na mesma quinta-feira, o ministro Dias Toffoli soltou uma nota tentando se explicar e sinalizando que pode devolver o assunto à primeira instância.

No mercado bancário, o Master era um S3. Em palavras: um banco pequeno. Por que então a República está abalada? Há muitas respostas para a pergunta, e uma delas todos sabem: as muitas conexões políticas e jurídicas de Daniel Vorcaro que, se não conseguiram impedir que ele usasse tornozeleira, têm provocado uma sucessão de sustos e dúvidas institucionais.

A nota de Toffoli omite alguns eventos. Não registra, por exemplo, que ele chegou a determinar uma descabida acareação entre diretor do Banco Central e dois investigados, antes ainda de ouvir os suspeitos. A inversão da ordem causou tanta estranheza e provocou tantas críticas, que o ministro relator trocou acareação por depoimento do diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino. Recuou, mas nunca admitiu o recuo. Fez de conta que não havia falado em acareação.

O diretor Ailton de Aquino, aliás, diante da primeira dúvida sobre ele, tomou a iniciativa de colocar à disposição dos investigadores da Polícia Federal seus sigilos fiscal, bancário e telemático. Não se vê a mesma atitude do ministro. A empresa dos irmãos de Toffoli, chamada Maridt, com sede na casa de uma cunhada dele — que desconhece o empreendimento que sedia — deveria divulgar informações sobre seu balanço, de quem recebe e a quem paga.

A notícia de que o Banco Central havia aberto uma auditoria interna, por decisão do presidente da instituição, foi dada primeiro no GLOBO, por Thiago Bronzatto e Fabio Graner. Esta deveria ser uma atitude de todos os órgãos, instituições e empresas envolvidas no episódio: revisar seus atos e decisões. Todos precisam rever procedimentos para saber onde houve falhas. No âmbito do Banco Central, rever a governança, os pareceres, estudar os passos da fiscalização e da supervisão bancária ajudará a evitar que uma situação como esta se repita. Não há qualquer tipo de acusação, a auditoria não foi iniciada por suspeição, mas porque é necessária. É difícil, produz tensão interna, há quem tema que se um pequeno erro for encontrado seja o suficiente para que as defesas queiram a nulidade do processo. Mas a luz do sol sempre foi o melhor remédio contra qualquer dúvida.

O país está num momento de desconfiança em relação às instituições. Por isso, o melhor é ter o máximo de transparência e evitar a tendência ao corporativismo. Criticar o comportamento do ministro Jhonatan de Jesus não é atacar o TCU. Ter dúvidas sobre a conveniência de Dias Toffoli permanecer na relatoria do caso Master não é atacar o Supremo Tribunal Federal. Quem tenta blindá-los presta um desserviço à democracia. Ela precisa da confiança nas instituições.

Tem havido muitos erros e eles precisam ser encarados. Inclusive no setor privado. A Fitch, uma das maiores agências de risco do mundo, deu upgrade ao Master em outubro de 2024. Ele passou a “A-”. Uma nota excelente que indica baixo risco. Naquela altura não era segredo para ninguém a crise de liquidez da instituição, nem se desconhecia a baixa qualidade dos ativos. Em setembro de 2025, a Fitch rebaixou a nota para “BB”, uma nota mediana. E dois meses depois, após a liquidação do banco, rebaixou para “D”. Em um ano saiu do patamar que representa baixo risco, para a nota que indica falência.

O BRB tinha a obrigação de auditar o que estava comprando, realizando uma diligência para verificar se a carteira de fato existia. Evidentemente que a culpa não é do Banco Central. Tudo indica que os ativos foram comprados para fazer transfusão de sangue para o Master. Até março, o BRB tem que entregar seu balanço de 2025 e dizer quanto fará de provisão — o BC mandou R$ 2, 6 bilhões — e como vai resolver o rombo total que, segundo o diretor Ailton Aquino no depoimento, pode chegar a R$ 5 bilhões.

O melhor no intrincado caso Master é o caminho da análise dos procedimentos e condutas nas instituições públicas e no setor privado. Como está fazendo o Banco Central.

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UM PALANQUE NA SAPUCAÍ

Bernardo Mello Franco, O Globo

Sem medo de ser governista, Acadêmicos de Niterói exalta Lula e leva hino do PT à Sapucaí

A oito meses da eleição presidencial, Sambódromo será palco de desfile chapa-branca

Aconteceu há 12 dias, em solenidade no Rio Grande do Sul. De macacão laranja, o presidente da estatal Transpetro usou o púlpito para exaltar o governo e fazer campanha pela reeleição. “Mesmo diante das ameaças externas, estamos mais fortes”, discursou, dirigindo-se a Lula.

Em clima de comício, Sérgio Bacci arengou a claque e provocou a oposição. “Os brasileiros não vão permitir que os CEOs do atraso voltem a comandar este país”, disse. Em seguida, passou a recitar “um pedacinho do samba-enredo que será sucesso na Sapucaí”.

“Nosso sobrenome é Brasil da Silva/ Vale uma nação, vale um grande enredo/ No Brasil, o amor venceu o medo”, cantarolou, antes de pedir vivas ao presidente que disputará o quarto mandato em outubro.

O carnaval ainda não chegou, mas o desfile da Acadêmicos de Niterói já dá o que falar. Recém-promovida ao Grupo Especial, a escola cruzará a Avenida com um samba chapa-branca. A letra glorifica a trajetória de Lula, “da luta sindical à liderança mundial”. Sem sutileza, cita duas vezes o 13, número de urna do PT.

Enredos governistas não são novidade no carnaval carioca. Turbinadas com dinheiro público, as escolas já serviram à propaganda de prefeitos, governadores e generais. Em 1975, a Beija-Flor bajulou a ditadura com um enredo que cantava as maravilhas do Funrural e do PIS-Pasep. Neste ano, a Mangueira embolsará R$ 10 milhões para se apresentar como “Estação Primeira do Amapá”.

A indústria do samba-exaltação também aceita petrodólares do exterior. Em 2006, a estatal venezuelana PDVSA patrocinou um desfile da Vila Isabel que exaltava a “revolução bolivariana” de Hugo Chávez. Nove anos depois, a Beija-Flor recebeu uma bolada do ditador Teodoro Obiang para enaltecer a pequena Guiné Equatorial.

Apesar desse histórico, o samba da Niterói tem tons de ineditismo. Pela primeira vez, uma escola do Grupo Especial exaltará um presidente no cargo e prestes a disputar a reeleição. O homenageado parece satisfeito. Já recebeu os dirigentes da Niterói e foi representado pela primeira-dama em visita à Cidade do Samba. O casal é aguardado na Sapucaí no domingo de carnaval. Na última sexta, deputados petistas aproveitaram o ensaio técnico da escola para produzir vídeos para as redes sociais.

A festa do Sambódromo é uma das maiores expressões da cultura brasileira. Não deveria ser capturada pelo proselitismo político — muito menos às custas do contribuinte. Neste ano, a agremiação que exaltará Lula recebeu R$ 6,5 milhões das prefeituras do Rio e de Niterói. O governo federal repassou mais R$ 1 milhão, mesma verba destinada às concorrentes, via Ministério da Cultura e Embratur.

A pretexto de evitar multas da Justiça Eleitoral, a escola orientou os componentes a não fazerem o L com os dedos. Nem precisava. Sem medo de ser governista, o samba exalta o presidente (“Vi a esperança crescer/ e o povo seguir sua voz”), debocha da prisão de Bolsonaro (“Sem falsos mitos/ sem anistia”) e martela o hino dos comícios do PT (“Olê, olê, olê, olá/ Lula, Lula”).

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MISCELÂNEA PARTIDÁRIA

Merval Pereira, O Globo

As crises do mensalão, e depois do petrolão, levaram ao caos partidário em que vivemos hoje

Não é possível chegar-se a uma conclusão sobre os acordos eleitorais para a eleição presidencial por causa da miscelânea da nossa política partidária. As fotos dos pré-candidatos do PSD podem dar a impressão de que a união deles faria a diferença no segundo turno, pois, nas pesquisas eleitorais, a soma dos candidatos de direita é maior do que os votos dados a Lula. Essa conta simples mostra que a maioria prefere um candidato de direita ao eterno representante da esquerda, o presidente Lula. Mas, se no Brasil até o passado é duvidoso, o que dizer do futuro?

Quem disse que a direita se unirá? Quem afirma que o presidente Lula não terá o apoio de parte do eleitorado de centro-direita? Quem disse que nenhum candidato da direita correrá para o colo de Lula assim que for desdenhado por seus companheiros de partido? Lembrar que o presidente do PSD, Gilberto Kassab é secretário do governador de São Paulo, mas também tem ministérios no governo Lula, serve para algum parâmetro?

Existe, claro, o antipetismo, assim como o antibolsonarismo. Mas os eleitores escolhem seus candidatos por ideologia ou por simpatia? Há os que achem Lula comunista, ou Bolsonaro fascista. Mas a maioria os coloca nessa categorização, ou o jeito popularesco dos dois está acima das ideologias? O fato é que o país há muito não tem uma disputa na base de um programa. A mais recente dessas ocorreu no Plano Real, quando havia um projeto tucano de superação da crise econômica, e um projeto petista de assistência social que se combinavam, mas não combinavam suas lideranças.

Fernando Henrique Cardoso e Lula vinham da mesma vertente da social-democracia, mas disputavam entre si a liderança nacional. Os tucanos tinham internamente disputas que, na hora da definição da candidatura depois de dois governos seguidos de Fernando Henrique, vencidos no primeiro turno, não encontraram um denominador comum. Serra, ministro do Planejamento, era um crítico do ministro da Fazenda Pedro Malan, e a sua derrota não foi muito lamentada por uma parte do tucanato. Havia a íntima percepção dessa ala de que o PT no poder chamaria o PSDB para governar, dando continuidade ao Plano Real.

Mas Lula decidiu continuar com o Real, mas sem o PSDB. Foi buscar ajuda na periferia do PSDB: Henrique Meirelles para o Banco Central foi uma escolha política perfeita. Alguns outros assessores de DNA tucano, como Marcos Lisboa, foram convocados, e o PT fez o que FHC previa, mas a seu jeito. A partir do segundo governo Lula, o petismo começou a dar vazão a seu próprio projeto de governo, que culminou com uma vitória na sucessão com a eleição de Dilma, mas degringolou com os equívocos na economia.

Mais uma vez o PT correu atrás de uma solução tucana, convocando Joaquim Levy para tentar corrigir os rumos. Não houve solução possível, mesmo porque petistas boicotavam Levy assim como boicotaram assessores ligados aos tucanos no primeiro mandato. Enquanto o ministro da Fazenda Antonio Palocci teve força política para sustentar a guerra interna, deu certo. Depois, a “nova matriz econômica” de Guido Mantega levou à crise do impeachment.

Outras crises, a do mensalão, e depois o petrolão, levaram ao caos partidário em que vivemos hoje. Apoios políticos comprados não olhavam legendas, mas oportunidades fisiológicas. Qualquer partido, qualquer político, passou a ser acolhido em qualquer governo, fosse de esquerda, fosse de direita. O Centrão passou a dominar o Congresso, graças ao desapego de Bolsonaro pelas instituições democráticas, pois preparava-se para um golpe, e alterou as regras aos poucos, tornando-se o controlador das emendas partidárias que deram aos políticos o controle do Orçamento da União e, por consequência, do processo congressual.

Mesmo que a esquerda vença este ano, não conseguirá o controle da Câmara e do Senado, e será sempre pressionada pela maioria de direita que provavelmente se formará. Os jogos de poder que serão disputados atingirão o Supremo Tribunal Federal (STF) e o próprio governo, com mais intensidade que hoje. E se a direita bolsonarista vencer, tendo nos Estados Unidos o governo Trump, os desafios serão maiores.

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