quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

AMEAÇAS NA WEB

A família do humorista Fábio Porchat, do grupo Porta dos Fundos pediu ajuda ao Congresso Nacional, para investigar supostas ameaças que o humorista estaria recebendo na web após postar um vídeo onde ironiza policiais militares.
A esquete do grupo Porta dos Fundos “Dura”, que mostra dois policiais sendo humilhados por dois cidadãos comuns, as críticas partiram da página “Blog do Soldado”, página não oficial de apoio à Polícia Militar, se autodenomina “o blog defensor dos policiais militares”.
O pedido de ajuda foi feito pelo pai do humorista, o ex-deputado Fábio Porchat, que procurou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e relatou que em uma das ameaças, o humorista seria “metralhado” com um fuzil.
Temendo pela vida do filho que sofre ameaças apócrifas e anônimas nas redes sociais, disse o pai de Fábio Porchat. Em outro trecho das ameaças, sugere que “ Fábio leve umas porradas pela humilhação aos policiais militares”.
O senador Álvaro Dias disse que vai solicitar ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, medidas que preserve a vida e a integridade física de Fabio.  Segundo o senador, também enviará ofícios para a OAB e ao Google, onde o blog está hospedado.
Após a divulgação dessa notícia, o blog Sou Chocolate e Não Desisto fez uma busca para encontrar o endereço do "Blog do Soldado", a página foi removida. Com certeza, após grande repercussão na mídia, o autor tenha excluído a ou desativado a página.
Veja o vídeo “Dura”.
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DOCUMENTO VERDADE

Por Flávia Albuquerque, da Agência Brasil
Durante depoimento na Comissão da Verdade Vladimir Herzog, da Câmara Municipal de São Paulo, o filho do ex-presidente da República João Goulart (Jango), João Vicente Goulart, disse que a exumação dos restos mortais de seu pai pode não ser conclusiva, nem provar que Jango foi envenenado, em vez de ter morrido em decorrência de problemas no coração, como consta da versão oficial.
Jango morreu em 6 de dezembro 1976 e a família pediu que a Comissão Nacional da Verdade, por meio do Instituto João Goulart (criado para contar a história do ex-presidente e manter viva a memória do político), investigasse o caso.
"A exumação é um dos meios para chegar à verdade, e não o fim. Quando apresentamos o pedido de investigação ao Ministério Público, solicitamos além da exumação a oitiva dos agentes americanos, que estão no processo de investigação, e a liberação de certos documentos que sabemos que existem no Departamento de Estado americano sobre o monitoramento do presidente João Goulart no exílio. Ainda estamos esperando."
João Vicente contou que a família vem investigando a morte de João Goulart há muito tempo e disse que uma das provas que indicam o assassinato de seu pai foi o depoimento do agente uruguaio Mario Leira Barreiro, que confirmou ter assistido a diversos momentos em que agentes americanos e autoridades brasileiras se reuniam para elaborar planos para monitorar e eliminar João Goulart.
Além disso, a família tem documentos que mostram a existência de um agente denominado B, que entrava na casa de João Goulart, entre outras provas da perseguição.
"Sem dúvidas ele foi eliminado, porque poderia liderar um processo de reabertura e realinhamento político, e isso levou a uma preocupação maior, porque ele representava o rei caído. Foi contra ele que foi dado o golpe de Estado de 1964, e ele representava a restituição da democracia. Assim como ele, outros líderes nacionalistas como Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda. Eu acho que é de profunda necessidade o Brasil ir ao fundo nessas averiguações", acrescentou João Vicente.
De acordo com o presidente da comissão, o vereador Gilberto Natalini, o depoimento foi muito esclarecedor, no sentido de ligar as mortes de Juscelino Kubitschek e de Jango, já que o objetivo era o de verificar as coincidências entre as mortes, que ocorreram em períodos próximos. "Foi dentro do que esperávamos. Nós estamos fazendo uma ligação entre o que aconteceu com os dois. Sobre Juscelino, chegamos à conclusão de que ele foi assassinado em um atentado na Via Dutra. É claro que há uma conjuntura onde a morte de João Goulart se encaixa, e o depoimento nos deu fortes indícios, provas escritas, depoimentos familiares de que o pai foi morto".
Natalini concordou com João Vicente no que se refere ao fato de que Jango foi morto em uma operação para eliminar aqueles que ameaçavam a abertura lenta e gradual do regime militar, sem perda do controle político por parte dos militares. Segundo ele, "o Brasil foi eliminando, a partir de 1975, todos aqueles que podiam atrapalhar, porque o Juscelino era o possível candidato do colégio eleitoral de 1978, com apoio de outras forças, inclusive de João Goulart. Isso atrapalhava os planos dos militares, que eliminaram essa gente com métodos absolutamente condenáveis".
Para Natalini, apesar de terem passado 37 anos, e uma exumação depois de tanto tempo ser algo extremamente complexo, há possibilidades de encontrar alguma substância venenosa nas ossadas, mas mesmo que não se encontre nada, não significa que a tese defendida, de que os remédios de João Goulart teriam sido trocados por veneno, seja invalidada. "Essa é uma das investigações. Goulart estava cercado no Uruguai e na Argentina pelas forças de repressão, e foi avisado, assim como Juscelino, que eles estavam na mira da ditadura, e seriam eliminados".
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

CONCESSÃO VETADA

Por Fausto Macedo, do jornal O Estado de S.Paulo
A Justiça vetou nesta segunda-feira, 10, a cessão de imóvel avaliado em R$ 20 milhões pela Prefeitura de São Paulo ao Instituto Lula. Em decisão liminar, o juiz Adriano Marcos Laroca, da 12.ª Vara da Fazenda Pública, acolheu ação civil proposta pelo Ministério Público e determinou “aos réus” que se abstenham de assinar o contrato de concessão administrativa de uso do terreno de 4,3 mil metros quadrados no Centro da Capital, sem licitação e pelo prazo de 99 anos, para instalação do Memorial da Democracia.
“Aqui, a primeira triste ironia: a instalação de um memorial da democracia com ofensa a diversos princípios democráticos”, assinalou o juiz.
Ao conceder tutela antecipada ao pedido dos promotores Valter Foleto Santin e Nelson Luís Sampaio de Andrade, o juiz aponta para o risco de “dano irreparável”. Segundo ele, “nem a Constituição da República, nem a Lei de Licitações admitem a concessão administrativa direta, onerosa ou gratuita, de imóvel público a entidade privada, com a finalidade de instalação de equipamento cultural”.
Imagem mostra projeção de como seria o memorial em terreno cedido pela prefeitura. Foto: Divulgação
A cessão do imóvel foi aprovada por lei municipal na gestão Gilberto Kassab (PSD), em 2011. Para o juiz, a iniciativa “viola a moralidade pública”. Ele determinou à Prefeitura e ao Instituto que não iniciem ou continuem a execução do contrato, sobretudo quanto à ocupação efetiva da área pública concedida, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.
Ordenou que o Município, com “seu poder de polícia”, tome medidas para evitar a invasão do imóvel.
“Os fatos revelam que as raízes culturais e econômicas do Brasil arcaico ainda bloqueiam os frutos de redução das abissais desigualdades socioeconômicas em solo democrático reaberto em 1988”, adverte o juiz. “A concessão, sem prévia licitação, e no momento político partidário em que desencadeada, revela o patrimonialismo ou neopatrimonialismo do Estado Brasileiro. Existe enorme risco de que o imóvel concedido ao instituto-réu, para a instalação do memorial da democracia seja utilizado preponderantemente para a promoção pessoal do ex-presidente Lula e de seu partido (PT).”
Segundo o magistrado, há “outra ironia”. Diz a decisão que “a concessão está relacionada a um partido que sempre discursou em defesa dos princípios democráticos, embora seja pública e notória, para escapar de injustas generalizações, a presença de indivíduos com posturas democráticas e antidemocráticas em todos os partidos políticos e instituições”.
A Prefeitura e o Instituto Lula informaram que não foram notificados da decisão.
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O ENCAIXE

Por Dora Kramer, colunista do jornal O Estado de S.Paulo
O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), denunciado pela Procuradoria-Geral da República por peculato e lavagem de dinheiro, reivindica tratamento igual ao do ex-presidente Luiz Inácio da Silva no tocante ao processo do mensalão.
Defende Lula e diz ser tão inocente quanto ele. O PT, por sua vez, diz que não deseja o mal para o tucano e clama pelo amplo direito de defesa ao adversário político.
Pura encenação. Tudo o que o PT mais deseja é que o infortúnio se abata sobre o PSDB. Fala em "direito de defesa" só para dar a impressão de que os seus não tiveram essa prerrogativa.
Quanto à reivindicação de Azeredo, ele não pode ser tratado como Lula, pois o ex-presidente não foi incluído na denúncia do mensalão. Em boa medida porque o PSDB, partido do acusado ora em tela, concordou em tirar o pé de acelerador nas investigações quando o publicitário Duda Mendonça confessou ter recebido dinheiro "por fora" para fazer a campanha presidencial de 2002.
Os tucanos não resolveram aliviar por acreditar que Lula nada tivesse a ver com o esquema de financiamento de partidos de sua base de sustentação, mas por imaginar que fosse estrategicamente mais eficaz deixá-lo "sangrar".
Na ocasião, aliás, já tinham perdido a moral para tratar do assunto, porque resolveram firmar fileiras em defesa de Azeredo (à época presidente do PSDB) com argumentos semelhantes aos usados pelo PT.
Ou seja, eram infundadas as acusações de que a campanha do então governador de Minas Gerais havia se valido dos préstimos de Marcos Valério de Souza para desviar recursos públicos e maquiá-los mediante empréstimos fraudulentos.
Para o Ministério Público, nos dois casos as denúncias têm fundamento. O primeiro já foi julgado e o segundo começa a andar. Há que se estabelecer diferenças entre os dois. No do PT houve amplitude nacional e envolvimento da direção do partido, bem como da Presidência da República no processo representada pelo titular da Casa Civil.
No do PSDB, o alcance foi local e limitou-se à campanha. Azeredo foi derrotado naquela eleição (1998). Mas, guardadas as proporções, o crime na essência foi o mesmo: o uso do Estado para fins partidários.
Saudação trabalhista. "Partido, é dos Trabalhadores!". É assim que o PT gosta de se autodefinir em palavra de ordem bastante usada em encontros do partido para reiterar a posição de origem. A defesa dos interesses trabalhistas, contudo, não encontra ressonância no programa Mais Médicos, uma das joias da coroa para a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Pelas regras impostas aos trabalhadores da área de saúde vindos de Cuba, o PT como partido do governo patrocinador, na realidade está na contramão dessa rota.
Os médicos cubanos são mantidos longe da família, são vigiados e obrigados a trabalhar por menos de R$ 900 mensais.
Morte anunciada. O cinegrafista Santiago Ilídio Andrade não foi vítima de um acidente. Morreu assassinado pelas mãos do mascarado que atirou um rojão a esmo incentivado pela glamourização dos atos de vandalismo, cuja repressão vem sendo sistematicamente condenada por uma parte da sociedade que enxerga na violência uma forma legítima de protesto e não reconhece que o uso da força é dever do Estado quando em risco está a ordem pública.
Se esse é um raciocínio tido como conservador, queira o bom senso que a banalização da vida não seja vista como um pensamento progressista.
Na escalada de depredações, incêndios, barbárie a torto a direito que assistimos como se fosse uma decorrência natural da tensão nas grandes cidades, um homicídio era inevitável.
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

RELAÇÃO NEGADA

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) negou, nesta segunda-feira (10), ter qualquer relação com os dois manifestantes envolvidos na morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um explosivo em protesto, na quinta-feira (6), contra o aumento da passagem de ônibus urbano. Freixo afirmou que vai pedir à Polícia Civil que apure a denúncia, veiculada no domingo (9), que o relaciona ao suspeito de ter atirado o rojão.
"A acusação que paira é que tenho ligação com uma pessoa que ninguém sabe quem é, nem eu", disse o deputado em entrevista coletiva em seu gabinete. A Polícia do Rio prendeu, no domingo, o estudante e tatuador Fábio Raposo, indiciado como coautor da explosão que atingiu o cinegrafista.
Nesta segunda, o advogado de Raposo, Jonas Tadeu Nunes, informou conhecer a identidade do manifestante que acendeu o rojão, mas que só revelaria o nome para a polícia. "Mesmo que tivesse [ligação], jamais isso poderia ser associado a uma concordância minha com sua atitude [de ter atirado o rojão]", disse.
O estagiário do advogado que defende Raposo, Marcelo Matoso, assinou um termo de declaração em que afirma ter recebido da ativista Elisa Quadros --conhecida como Sininho--, uma ligação na qual ela teria dito que o homem que disparou o rojão é ligado ao deputado Marcelo Freixo.
Freixo criticou a postura da imprensa ao veicular sua suposta ligação com a pessoa não identificada que atirou o rojão.
De acordo com ele, o advogado Jonas Tadeu defendeu o ex-deputado estadual Natalino Guimarães, acusado de relações com as milícias do Rio de Janeiro, durante a CPI das Milícias, em 2008.
A comissão foi presidida por Freixo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
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NOTA DE PESAR

Morre Santigado Andrade, cinegrafista da TV Bandeirantes atingido por um rojão quando fazia a cobertura de uma manifestação no Rio de Janeiro, semana passada.

Nosso sentimento de pesar a família. A fé em Deus fará a família suportar esse momento de tristeza e dor.
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domingo, 9 de fevereiro de 2014

MORRE ADHEMAR DE BARROS FILHO

Após quase três meses internado, faleceu, neste domingo, o político Adhemar de Barros Filho, aos 84 anos. 
Barros morreu em decorrência de falência múltipla de órgãos por volta das 14h45 no Hospital Sírio-Libanês.
O filho do ex-prefeito e ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros estava internado desde 17 de novembro de 2013 devido a um linfoma do sistema nervoso central.
Barros foi deputado federal, eleito pela primeira vez em 1966, reelegendo-se em 1970, 1974 e 1978. Ele voltou à Câmara em outras duas oportunidades: 1986 e 1994.
Adhemar de Barros Filho ajudou a criar o Partido Republicano Progressista, mas deixou a sigla em 1995 após uma tentativa de fusão com o Partido Progressista Renovador e o PPB, partido que ajudou a fundar.
No ramo empresarial, comandou as empresas da família, entre elas a Lacta, até sua venda em 1996.
O velório será realizado no Palácio dos Bandeirantes, no bairro do Morumbi, entre 8h e 11h de segunda-feira. O enterro acontecerá no Cemitério da Consolação, mas ainda não tem horário confirmado.
Via UOL com conteúdo da BandNews
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sábado, 8 de fevereiro de 2014

NA PRISÃO

Após várias reportagens exibidas no programa Fantástico, da Rede Globo, que revelaram supostos casos de pedofilia envolvendo o prefeito da cidade de Coari (AM), Adail Pinheiro, se entregou a Polícia Civil de Manaus, neste sábado (8).
Adail Pinheiro é acusado de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.  Adail e outros seis foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) na sexta-feira (7), com pedido de prisão de seis acusados. Ele seguiu para prisão especial em batalhão da Polícia Militar.
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PARABÉNS, MARINA !

É pic, é pic é pic... ! Hoje é aniversário da ex-senadora Marina Silva. Ela representa muito bem a força da mulher brasileira.
Maria Osmarina Marina Silva de Lima nasceu no dia 8 de fevereiro de 1958 na localidade de Breu Velho, no Seringal Bagaço, no estado do Acre.
Marina, desejo saúde, paz e felicidade. Parabéns!!!
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VIROU RÉU

Por Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo
O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou agravo de instrumento proposto pelo Ministério Público Estadual e, assim, aceitou denúncia de improbidade administrativa contra o secretário municipal de Promoção da Igualdade Racial da gestão Fernando Haddad (PT), Netinho de Paula (PCdoB). O secretário é acusado de ter usado notas fiscais frias para desviar verbas de seu gabinete enquanto era vereador, em abril de 2010, em um caso revelado pelo Estado.
Na época, Netinho sofreu uma investigação na Corregedoria da Câmara, mas o caso foi arquivado. O Ministério Público Estadual, no entanto, abriu inquérito e propôs uma ação civil pública contra o então vereador. A ação não foi integralmente acolhida pela Justiça, então o promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social, Marcelo Duarte Daneluzi, recorreu ao TJ com o agravo de instrumento, que foi aceito no dia 5 deste mês.
Netinho é acusado de justificar gastos de sua verba de gabinete como vereador apresentado notas fiscais de empresas que não existiam. Ele se defendeu em plenário e se livrou de punição na Corregedoria da Câmara.
O secretário disse que é vítima de uma perseguição política. "É uma pena a gente ter a judicialização das eleições de São Paulo em um processo que não tem o mínimo sentido contra mim. Mas entendo sou uma pessoa muito forte e que todas as forças conservadoras devem mesmo se unir. Isso é parte do processo", disse o comunista.
Netinho apresentou sua defesa prévia em primeira instância e disse que continuará se defendendo na Justiça.
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JOÃO PAULO CUNHA RENUNCIA

Por Felipe Néri e Priscilla Mendes, do G1, em Brasília
O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), condenado e preso no Complexo Penitenciário da Papuda, decidiu renunciar ao mandato, informou nesta sexta-feira (7) a Secretaria-Geral da Mesa. A decisão foi comunicada numa carta assinada pelo próprio petista e protocolada às 20h21 por um funcionário do PT e um de seus advogados.
"É com a consciência do dever cumprido e baseado nos preceitos da Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados que eu renuncio ao meu mandato de Deputado Federal", diz a carta.
Em outro trecho, o petista cita o escritor e jornalista cubano Leonardo Padura que diz "...pois a dor e a miséria figuram entre aquelas poucas coisas que, quando repartidas, tornam-se sempre maiores".
Condenado a 9 anos e 4 meses por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva em regime fechado, João Paulo Cunha cumpre pena de 6 anos e 4 meses no regime semiaberto, porque tem recurso pendente em relação à pena de lavagem, cuja punição é de três anos.
O advogado Alberto Toron, que defende João Paulo Cunha no STF, disse que não foi informado sobre a decisão. "Pode ser. Marido é sempre o último a saber", brincou.
Desde a condenação, João Paulo manifestava a intenção de manter o mandato e, mesmo após a prisão, enfrentar um processo de cassação na Câmara. Segundo o Blog do Camarotti, a decisão se deu por pressão do próprio PT, que temia o desgaste de se posicionar a favor do companheiro condenado numa votação aberta no plenário.
Ao G1, o líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP), disse não saber o motivo da renúncia, mas disse que Cunha não temia a cassação pelo plenário. "Respeitamos profundamente a decisão e o apoiaremos em todas as tentativas jurídicas para provar o que ele é, inocente", disse o deputado, que visitou João Paulo na Papuda nesta quinta (6).
Ainda nesta quinta, João Paulo chegou a pedir à Justiça autorização para sair do presídio durante o dia para trabalhar na Câmara dos Deputados como parlamentar.
Ele se entregou na terça-feira (4) após o mandado de prisão ser expedido por ordem do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Com a renúncia, João Paulo segue outros condenados no processo que deixaram o mandato após a prisão: Valdemar Costa Neto (PR-SP), Pedro Henry (PP-MT) e o também petista José Genoino (PT-SP).
Numa carta aberta divulgada pelo PT no dia da prisão, ele disse que enfrentaria uma votação aberta no plenário sobre a perda do cargo.
"Não temo enfrentar, se necessário, um novo julgamento na Câmara dos Deputados. Deste caso [denúncia de participação no esquema do mensalão], já fui absolvido pelo plenário da Casa e nas urnas, em duas eleições, em disputas marcadas pelo uso deslavado e leviano do chamado mensalão contra o PT", disse.
A Mesa da Câmara chegou a marcar uma reunião na quarta-feira (12) para decidir sobre a abertura de um processo por quebra de decoro e sobre a suspensão de benefícios parlamentares.
Com a renúncia,  serão cortados o salário e verbas as verbas de gabinete; funcionários do gabinete também serão dispensados na próxima segunda-feira (10), após a leitura da carta de renúncia no plenário da Câmara. A entrega do apartamento funcional deve ocorrer em até 30 dias.
No lugar de João Paulo, assumirá vaga efetiva na Câmara Iara Bernardi (PT-SP), que atualmente é deputada federal, mas suplente. A vaga dela, por sua vez, ficará com Gustavo Petta (PCdoB-SP), atualmente vereador da Câmara Municipal de Campinas.
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CIDADE URGENTE

Artigo de Marina Silva, publicado na Folha de S.Paulo
Os problemas da expansão urbana estão na conversa cotidiana dos milhões de brasileiros que vivem em grandes cidades e sabem “onde o sapato aperta”. São reféns do metrô e do ônibus, das enchentes, da violência, da precariedade dos serviços públicos. No vestibular, todo estudante depara com a “questão urbana” e os pesquisadores se debruçam sobre o assunto, que também é parte significativa da pauta nos meios de comunicação.
Não poderia ser diferente: com 85% da população nas cidades (chegará a 90% ao final desta década), quem pode esquecer a relevância do tema?
Parece incrível, mas os grandes operadores do sistema econômico e político tratam os problemas das cidades como grilos que irritam ao estrilar. Passados os incômodos de cada crise, quem ganha dinheiro no caos urbano toca em frente seus negócios e quem ganha votos, sua campanha. Só alguns movimentos populares e organizações civis –Passe Livre, Nossa São Paulo e outros– insistem em plataformas, debates e campanhas para enfrentar os problemas e encontrar soluções sustentáveis.
A criação do Ministério das Cidades, no governo Lula, fazia supor que o Brasil enfrentaria o desafio urbano, integrando as políticas públicas no âmbito municipal, estabelecendo parâmetros de qualidade de vida e promovendo boas práticas. Passados quase 12 anos, o ministério é mais um a ser negociado nos arranjos eleitorais.
A gestão é fragmentada, educação para um lado e saúde para outro, habitação submetida à especulação imobiliária, saneamento à espera de recursos que vão para grandes obras de fachada, transporte inviabilizado por um século de submissão ao mercado do petróleo. A fragmentação vem do descompasso entre União, Estados e municípios, desunidos por um pacto antifederativo, adversários na disputa pelos tributos que se sobrepõem nas costas dos cidadãos.
Os recentes conflitos em várias capitais, o protesto nos trens do Rio e agora no metrô de São Paulo indicam que a paciência da população já esgotou e as autoridades nem percebem, pois atribuem o caos à ação de sabotadores e continuam complacentes com o mau serviço.
Precisamos superar essa lógica restrita. Temos que construir um novo federalismo feito de autonomia e responsabilidades compartilhadas no enfrentamento dos problemas reais, entre eles a qualidade de vida nas cidades.
Uma nova gestão urbana pode nascer com a participação das organizações civis e movimentos sociais que acumularam experiências e conhecimento dos moradores das periferias e usuários dos serviços públicos. Quem vive e estuda os problemas, ajuda a achar soluções.
Com urgência, pois, ao contrário do que dizem, pior do que está pode ficar.
Marina Silva, ex-senadora, foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula e candidata ao Planalto em 2010. Escreve às sextas na Folha de S.Paulo.
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EM TOM DE CAMPANHA

No início da semana, Alexandre Padilha entregou o cargo de ministro da Saúde, e já age como candidato ao governo paulista. Padilha concedeu sua primeira entrevista ao jornal Folha de S.Paulo e em tom de campanha, mirou sua munição na segurança pública do governo do tucano Geraldo Alckmin.
Segundo Alexandre Padilha, “PCC é uma criação dos 20 anos do governo do PSDB”. Para ele, “acabou a bateria” dos tucanos e “falta coragem ao governo de São Paulo” para enfrentar a violência no Estado.
Mas as críticas não se restringiram apenas no campo da segurança, e detonou a política de educação do PSDB em São Paulo.  “O governo do PSDB governa há vinte anos e não conseguiu trazer o ensino médio para o século 21”.
Alexandre Padilha também se diz a favor da vaquinha feita para ajudar os companheiros petistas para pagar as multas do mensalão e disse que não doou por uma questão institucional. Evita seguir seus correligionários e não faz comentários se considera o julgamento do STF “político”.
Clique aqui e confira a entrevista na íntegra.
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

TROCA DE FARPAS

O caso do adolescente espancado e acorrentado em um posto no Flamengo, acusado de ter roubado bicicleta, repercutiu na Câmara de Deputados, em Brasília, e provocou uma troca de farpas entre os deputados Benedita da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PP), terça-feira (4).
Benedita protestou contra o espancamento e criticou o grupo chamado de "Justiceiros":
"Sabemos que quem comete delito deve ser punido, mas não podemos deixar que justiceiros, meninos da classe média, façam o julgamento de um menino pobre. Ele realmente praticava pequenos furtos, mas cabe ao estado dar segurança aos cidadãos e cidadãs e não deixar serem criados grupos de justiceiros. Mais uma vez, como mulher negra, olhei e vi a casa grande e a senzala. Já vimos esse filme no Estado do Rio de Janeiro. Ele é estarrecedor, é triste, é perverso", disse, na tribuna.
Depois, Bolsonaro reagiu com ironia e sugeriu que Benedita adotasse o garoto, a quem chamou de vagabundo e ladrão:
"Caso ela não faça isso, eu me comprometo aqui a mandar um assessor meu à Fundação Casa para dar o endereço da deputada Benedita da Silva para esse vagabundo, para que ele vá praticar furtos lá na rua do bairro onde ela mora, e não na Avenida Rui Barbosa, no bairro do Flamengo. No meu entender, praticou um ato corajoso quem deu uma surra nesse vagabundo, porque os moradores estão cansados de serem roubados e assaltados por essa gentalha", disse Bolsonaro.
O adolescente, de 15 anos, é acusado de praticar furtos no Flamengo, no Rio. Ele foi encontrado nu, preso pelo pescoço num poste, com uma trava para bicicleta. A ação aconteceu na noite de sexta-feira (31).
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MAIS UM APAGÃO

O primeiro apagão de 2014 aconteceu na última terça-feira (04) em 11 estados. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que as falhas de transmissão de energia que levaram ao apagão pode ter sido alvo de uma tempestade no momento do blecaute. Mas a hipótese de raios não está descartada.
É sempre assim, termina ano, começa outro e a cada apagão, o governo federal sempre encontra um motivo para justificar sua ineficiência e a falta de investimento no setor. A falta de investimento, excesso de consumo ou incêndio foi negada pelo diretor do ONS, Hermes Chipp e pelo ministro de Minas e Energia, o veterano Edson Lobão.
Charge do Sinfrônio
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EM FERRO FRIO

Por Dora Kramer, colunista do jornal O Estado de S.Paulo
Qual a parte das pesquisas que apontam altíssimo índice de apoio na sociedade à condenação dos mensaleiros, com destaque para a atuação do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, o PT ainda não entendeu?
Sempre atento à direção dos ventos e reverente às consultas populares por amostragem - ao menos às que indicam a presidente Dilma Rousseff como a favorita na próxima eleição -, o partido por algum motivo insiste em ignorar a opinião da maioria sobre o resultado do julgamento do mensalão.
Em julho último, o instituto Datafolha registrou que 74% dos consultados eram favoráveis à execução imediata das penas. Quando da decretação das primeiras prisões, em 15 de novembro, 86% disseram que o presidente do STF havia agido bem. Entre os simpatizantes do PT, 87% tinham a mesma posição.
Ontem, quando o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, foi preso na Itália com passaporte falso depois de três meses foragido para escapar da pena de 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro, corrupção e peculato, o ministro da Justiça saudou a eficiência da ação policial.
"A prisão demonstra a competência da Polícia Federal do Brasil e responde às críticas contra o órgão", disse José Eduardo Cardozo, tão petista quanto o vice-presidente da Câmara, André Vargas, o presidente do PT, Rui Falcão, ou os presos que por meio de cartas ou por intermédio dos advogados ainda insistem na tese da farsa "midiática".
De um lado o governo do PT põe a polícia atrás do condenado foragido, anuncia que pedirá sua extradição para fazer cumprir a decisão da justiça brasileira e, no caso de o pedido ser negado em decorrência da dupla cidadania de Pizzolato, será enviado o processo para exame da Justiça italiana.
De outro lado figuras proeminentes do mesmo partido erguem os punhos cerrados, falam em "presos políticos", mobilizam-se para socorrer os companheiros no pagamento das punições financeiras, esmeram-se nos ataques ao presidente do STF - ignorando que as condenações ocorreram por decisão do colegiado - e posam como heróis da resistência a um ato dito autoritário, injusto e baixado ao arrepio dos conformes da legalidade.
Convenhamos, assim fica difícil de compreender aonde o partido quer chegar e qual a mensagem que pretende transmitir ao público. Se o Ministério da Justiça saúda a prisão como expressão do cumprimento da lei, não se está, na visão daqueles que ocupam postos no Executivo, diante de um julgamento discricionário.
Estariam os petistas sinceramente divididos? Discordam uns dos outros ou apenas encarnam cada qual uma face? Do governo não se esperava outra atitude. O ministro da Justiça disse o que deveria no papel que lhe cabia. Mas, e os revoltados, esperam obter quais benefícios para si e os companheiros?
Ao cutucar, provocar e se postar na direção oposta às evidências da realidade, eles só adiam a possibilidade de uma realização o menos danosa possível do prejuízo.
Não é de todo incompreensível que o partido defenda seus filiados, ainda que só considere o julgamento injusto em relação a eles. Como se os outros réus fizessem parte de um processo diferente, a respeito do qual não se impõe reparos no PT.
Nessa argumentação, no entanto, é necessário que o partido fale coisa com coisa. Sob o risco de tal defesa não passar de malhação de ferreiro em ferro frio.
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

OS POLÍTICOS MAIS RICOS DO BRASIL

Do Terra
A revista Forbes publicou essa semana um ranking dos políticos mais ricos do País. Segundo a publicação, em todo o mundo muitos políticos constroem suas fortunas por meios questionáveis. No Brasil não é diferente e por conta disso a população desenvolveu um sentimento de desconfiança em relação à classe.
A reportagem começa citando Lirio Albino Parisotto, o político mais rico do Brasil com um patrimônio líquido de US$ 1,9 bilhão, de acordo com informações da Forbes. Parisotto, que foi eleito segundo suplente, juntamente ao senador Eduardo Braga (AM), atualmente é representante do Estado do Amazonas, é um dos maiores investidores no mercado de ações do País. Nascido na região Sul, ele mora em Manaus. Em 2010, foi convidado por Braga para acompanhá-lo como senador suplente durante sua campanha em troca de financiamento, uma prática comum no Brasil.
Blairo Borges Maggi aparece na lista como político e o homem mais poderoso na agricultura brasileira. De vilão virou herói, Maggi recebeu um prêmio do Greenpeace, em 2005, quando era o governador do Estado do Mato Grosso, o estado brasileiro com a taxa de desmatamento mais alta. Ele também é um dos proprietários do Grupo André Maggi, que foi fundado por seu pai e é o maior produtor de soja do mundo. Ele têm patrimônio líquido estimado em US$ 960 milhões com base em sua participação de 17% no grupo.
O terceiro lugar ficou com o deputado Marcelo Beltrão de Almeida, cujo falecido pai Cecilio do Rego Almeida fundou uma das maiores empresas de construção do Brasil, CR Almeida. Almeida também detém uma posição alternativa no Parlamento e está considerando uma corrida para o Senado após o fim de seu mandato, em 2015. Além do negócio de construção, a CR Almeida também possui uma participação na EcoRodovias, uma empresa brasileira privada de logística intermodal e uma das maiores concessionárias de rodovias do país. O patrimônio líquido de Almeida é estimado em US$ 200 milhões.
O terceiro político mais rico do Brasil é Otaviano Olavo Pivetta, o prefeito de Lucas do Rio Verde, uma pequena cidade no Estado de Mato Grosso, que tem apenas 25 anos e um dos mais altos IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) entre as pequenas cidades brasileiras. Eleito em 2008, Pivetta ganhou um segundo mandato em 2012. Após a eleição, ele foi acusado de compra de votos durante a sua campanha, mas foi inocentado de todas as acusações por Tribunal Superior Eleitoral no ano passado. Pivetta é o maior acionista individual na capital aberto da Vanguarda Agro, um dos maiores produtores de grãos do Brasil. Seu patrimônio líquido é estimado em US$ 100 milhões.
O quinto da lista é o deputado federal Paulo Salim Maluf, uma importante figura política no País, que também está na lista das pessoas mais procurados da Interpol, juntamente ao seu filho, Flávio Maluf, por acusações de conspiração e furto em um esquema de propina construção à custa dos contribuintes brasileiros (eles negam qualquer irregularidade).  Ex- governador e prefeito de São Paulo, Maluf foi acusado de corrupção ao longo de quatro décadas, embora ele nunca tenha sido condenado, o caso ainda está aberto. Sua família é dona de uma participação na Eucatex, um dos maiores fornecedores de materiais para as indústrias de construção e de móveis no Brasil. Com base em sua participação individual na empresa, a Forbes estima o patrimônio líquido do Maluf em US$ 33 milhões.
Do Blog:  Mas segundo o Blog do Lino, do repórter Piero Locatelli, da revista Carta Capital, a lista da Forbes é um mico. Clique aqui e confira.
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

FORA DO AR

Boicote ao programa Roda Viva tem se tornado frequente nas emissoras afiliadas à TV Cultura, desta vez aconteceu na TV Ceará, a televisão pública do Estado. Quando o entrevistado causa desconforto ao governo, tem virado praxe não exibir as entrevistas.
Ontem (segunda-feira, 3), o Roda Viva tinha como entrevistado o ex-secretário nacional de Justiça do governo Lula, Romeu Tuma Junior, que recentemente lançou o livro-bomba  Assassinato de Reputações — um crime de Estado, com denúncias graves sobre o governo Lula.
Os telespectadores cearenses não puderam assistir o programa que é gravado pela TV Ceará e exibido depois do futebolístico “Com a Bola Toda”. Segundo informou a direção da emissora, ocorreu um problema técnico e que não houve interferência do governador Cid Gomes.
Mas nem tudo estava perdido, a TV O POVO, de  Fortaleza, via UHF, gravou e transmitiu na íntegra. A quantidade de telespectadores que assiste programas via UHF é pífio.
Em outubro do ano passado, a TV Brasil (RJ), do governo federal não transmitiu ao vivo e nem gravado o programa Roda Viva que tinha como entrevistada a ex-senadora Marina Silva. A emissora usou a mesma desculpa: "problema técnico de polarização de sinal", "causado por falha humana".
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

DE VENTO EM POPA

Por Marta Suplicy, publicado na Folha de S.Paulo
"Preciso estudar política e guerra para que meus filhos tenham liberdade para estudar matemática e filosofia. Meus filhos terão que estudar matemática, filosofia, comércio, agricultura para legarem aos seus filhos o direito de estudar pintura, poesia e música" (John Adams)
Quase 200 anos se passaram e grande parte do mundo ainda luta pela sobrevivência e não consegue se dedicar às "coisas do espírito", mencionadas por John Adams (1735-1826). Entretanto, o Brasil, em consequência de políticas sociais desenvolvidas na última década que nos distanciaram da fome, nos permite sonhar com um país que tem a possibilidade de seus filhos receberem o alimento para a alma.
O programa Vale-Cultura, marca do governo Dilma Rousseff, inicia singrando mares não navegados e de vento em popa.
Depois do projeto de lei que propunha o Vale-Cultura, apresentado pelo ex-deputado José Múcio em 2006, muita água passou embaixo da ponte. Finalmente, com sua aprovação em 2013, o trabalhador brasileiro passa a ter a possibilidade de um cartão de crédito de acesso à cultura a partir da adesão da empresa empregadora.
O benefício foi estendido às empresas que declaram lucro presumido ou simples. Estas não recebem incentivo fiscal, mas os R$ 50 mensais que oferecem ao funcionário é livre de encargos. É um dinheiro que não entra como salário e, portanto, não é tributado, permitindo que escolas e salões de cabeleireiros, por exemplo, forneçam o benefício.
Já temos a adesão de todas as estatais e do setor bancário. O Banco do Brasil entrega hoje o primeiro cartão para seus funcionários. Empresas do porte da Vale e outras grandes aderem.
O mais surpreendente é que, em número, são as pequenas empresas que predominam e que nos descortinam um gigantesco ingresso de recursos na mão do povo a serem utilizados no consumo cultural.
Comemoramos há pouco os dez anos do consagrado programa Bolsa Família. Lembro-me de várias campanhas ao lado do presidente Lula nas quais ele reiterava o sonho do brasileiro de poder fazer três refeições ao dia.
Os que ficaram de fora do gigantesco número atendido pelo Bolsa Família foram inseridos por meio da Busca Ativa. O resultado são 22 milhões saindo da extrema pobreza. Gigantesco impacto na diminuição da mortalidade infantil, permanência na escola e empoderamento das mulheres, como mostram os dados. Além do forte impacto econômico nas regiões onde o Bolsa Família é distribuído. Quando fizemos o Renda Mínima em São Paulo, atingindo 12% da população, esses benefícios foram percebidos. Onde antes víamos a vendinha passamos a ter o mercadinho.
Neste momento, novo desafio, mais sutil, mas igualmente cidadão, se impõe: a possibilidade do alimento para a alma. Ele paira, ele voa, ele seduz, produz prazer enquanto qualifica e amplia a visão de mundo de quem entra em contato com a cultura.
O Vale-Cultura é esse alimento, na medida em que milhares de trabalhadores poderão realizar o sonho de entrar num museu ou numa livraria pela primeira vez e outros tantos realizarão o desejo de ir ao teatro --este que é o primeiro sonho em pesquisa realizada. Na verdade, nós pouco sabemos sobre os desejos da alma e quais serão seus alimentos.
Certamente seremos surpreendidos. E as mudanças de escolhas também ocorrerão, como aconteceu com os alimentos no Bolsa Família, que migraram do iogurte, até então inacessível, para outras opções. O impacto econômico se fará sentir em toda a cadeia produtiva da cultura.
Este programa, o Vale-Cultura, pertence ao Brasil que adentra o novo século com menos desigualdade, com muita coisa ainda para conquistar, mas já podendo pensar "no mais". E o mais é o livro, a peça de teatro, o museu, a música. Este é o Brasil que dará o laço nas duas pontas que constroem a cidadania.
MARTA SUPLICY é ministra da Cultura. Senadora licenciada (PT-SP), foi prefeita de São Paulo (2001-2004) e ministra do Turismo (governo Lula)
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domingo, 2 de fevereiro de 2014

MARTA NA CAMPUS PARTY

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, participou, na noite desta segunda-feira (28), da abertura da edição 2014 da Campus Party. Para uma plateia formada por adeptos da tecnologia, a ministra apresentou as iniciativas do MinC para o fomento da Cultura Digital e dos empreendimentos criativos: "Vocês são o novo na Cultura. Nós acreditamos na Cultura Digital! Criem muito, façam muito. Participem dos editais!", disse Marta.
A ministra anunciou o lançamento, pelo MinC, nesta segunda-feira, do edital que vai selecionar 52 empreendedores criativos brasileiros para participar do 1˚ Mercado das Indústrias Culturais do Mercosul, na Argentina.
O edital abre uma oportunidade para empreendedores que atuam com jogos digitais, aplicativos, artes cênicas (dança, circo e teatro), audiovisual, design, moda, artesanato, literatura e música, perfis muito próximos ao público que participa da Campus Party: geeks, nerds, empreendedores, gamers, cientistas e muitos outros criativos que se reúnem para acompanhar centenas de atividades sobre Inovação, Ciência, Cultura e Entretenimento Digital.
Segundo a organização do evento, 8000 pessoas devem ficar alojadas em barracas de acampamento durante o evento que terá cerca de 80% da programação desta edição - que inclui palestras, debates e oficinas - com foco em empreendedorismo.
As inscrições para o edital estão abertas entre 27 de janeiro e 12 de março. Além dos 52 empreendedores selcionados, serão contempladas também quatro apresentações musicais e três desfiles de moda.
Parceria MinC e MCTI
Em sua fala, Marta ainda lembrou outras iniciativas inéditas em parceria entre Ministério da Cultura e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A estratégia abrange um amplo leque de programas estruturantes, dentre os quais a ocupação de 100 Telecentros dos Centros Educacionais Unificados - CEUs; o lançamento do Cultura sem Fronteiras; a criação de 30 Arranjos Produtivos Locais intensivos em cultura; o Programa Estratégico de Software e Serviços; e a abertura de 15 Centros Vocacionais Tecnológicos - 10 intensivos em cultura e 5 específicos da indústria do carnaval -, com foco em capacitação tecnológica e ampliação da participação da juventude na economia criativa.
"Estive semana passada com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, para mais parcerias, na área do audiovisual", afimou Marta. Ela anunciou o interesse dos ministérios em formar um comitê interministerial para implantação do Canal da Cultura, para transmissão de produções culturais e programas regionais.
Outra pauta entre MinC e MCTI é aprimorar o tráfego de conteúdo audiovisual via protocolo IP (internet). "Queremos digitalizar acervos e distribuir conteúdos brasileiros pela internet. Ter também uma rede universitária de cinemas digital. Já temos o sistema funcionando em seis universidades federais e a intenção é expandir em espaços como os CEUs", informou Marta.
Com informações do site do Ministério da Cultura
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sábado, 1 de fevereiro de 2014

SOLIDARIEDADE PETISTA

O site Solidariedade a Delúbio Soares, criado para arrecadar doações e ajudar Delúbio Soares pagar a multa do mensalão arrecadou mais de R$ 1 milhão até a última quinta-feira (30). Somente na quinta, quase R$ 600 mil caíram na conta destinada às doações.
Os R$ 1.013.657,26 arrecadados equivalem a mais do dobro do que Delúbio precisava. Ele foi condenado a pagar multa de R$ 466.888,90. O prazo para que ele faça o depósito no Fundo Penitenciário Nacional encerrou no dia (31).
Como aconteceu com Delúbio que recebeu a solidariedade financeira do excedente da conta do companheiro José Genuino, o excedente do Solidariedade a Delúbio Soares será destinado para o próximo petista que criar um site. Provavelmente será o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu que tem multa no valor de R$ 676 mil.
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

DISTÂNCIAS

Artigo de Marina Silva, publicado na Folha de S.Paulo
O Brasil fica longe de Davos. Mais que nos mapas, a distância pode ser medida no discurso da presidente Dilma Rousseff no Fórum Econômico Mundial que aconteceu na semana passada na bela e fria estação suíça. Todos concordamos com suas palavras: a educação tem importância estratégica para reduzir a desigualdade social e, ao mesmo tempo, alicerçar uma economia do conhecimento com tecnologia e inovação. Por isso, a educação está entre as prioridades, junto com a infraestrutura, o planejamento urbano, a estabilidade econômica e outras grandes questões definidoras do desenvolvimento do Brasil.
Cinco dias depois, a Unesco divulgou relatório que coloca o Brasil –entre 150 países pesquisados– em 8º lugar no número de analfabetos adultos. Eram 13,2 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais em 2012, segundo o IBGE. É quase impossível reduzir a taxa de analfabetismo entre adultos, de 8,7% naquele ano, para os 6,7% fixados nas metas da ONU para o ano que vem.
Ontem, lemos nos jornais: os investimentos do Ministério da Educação caíram 13% de janeiro a novembro de 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior. O noticiário nos avisa também que a equipe econômica estuda reduzir ainda mais o orçamento da pasta para que o governo recupere a credibilidade perdida desde que foram revelados seus artifícios contábeis para fechar as contas no fim do ano.
Os especialistas indicam o contrário, a necessidade urgente de o Brasil aumentar os investimentos que hoje são de R$ 5 mil para cada aluno da educação básica. Em países ricos, esse valor é três vezes maior. Que não chegássemos a tanto, mas diminuir as verbas da educação é ir em direção oposta.
Para completar, no mesmo dia do discurso em Davos, o governo anunciou o cancelamento da Conferência Nacional de Educação (Conae), que aconteceria em fevereiro, a tempo de pressionar o Congresso na tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE), que voltou para a Câmara dos Deputados depois de modificado, para pior, pelo Senado. Sob protesto dos movimentos de defesa da educação, a Conae ficou para novembro, depois da Copa e das eleições, e o PNE, que deveria ter sido aprovado há três anos, vai atrasar mais um.
É impossível tornar consequente o discurso da presidente enquanto perdurar uma ideia fisiológica e patrimonialista de governabilidade, segundo a qual um ministério pode ser fatiado e distribuído entre partidos aliados. Uma reforma ministerial, mesmo diante de prioridades inegavelmente estratégicas e eloquentemente discursadas, longe de significar novo planejamento de metas de longo prazo, reduz-se a uma redistribuição de cargos com o curto prazo eleitoral. Desse modo, a distância entre o Brasil e Davos só aumenta.
Marina Silva, ex-senadora, foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula e candidata ao Planalto em 2010. Escreve às sextas na Folha de S.Paulo.
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

LÚCIDO!

Numa visita surpresa a Fidel Castro, a presidente Dilma conversou com o companheiro comunista que não dispensa um agasalho da marca Adidas, símbolo do capitalismo.
Charge do Aroeira
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VOCÊ CONHECE OS 39 MINISTROS DE DILMA ?

Na página da Folha de S.Paulo, tem esse teste pra saber se você conhece os 39 ministros do governo Dilma. Seja rápido porque, pelo menos seis ministros devem deixar o governo para disputar algum cargo nas eleições de Outubro.
Faça o teste (clique aqui), veja quantos ministros você conhece e compartilhe seu resultado nas redes sociais. Fiz meu teste e esse (imagem acima) é o resultado. Estou quase conhecendo (risos) os ministros do governo Dilma.
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

BRASIL POST NA VANGUARDA DIGITAL

Do blog de Marta Suplicy
Recebi Arianna Huffington em minha casa, em dezembro de 2010. Tivemos uma empatia e sintonia imediatas. Falamos das nossas vidas, das respectivas trajetórias profissionais, da condição da mulher em geral, do Brasil, e dos Estados Unidos... Parecia que a gente se conhecia havia muito tempo. Meu filho Supla apareceu, sem avisar, chegando dos EUA, e Arianna estava com a filha, Isabela. A conversa então mudou e foi um almoço muito divertido e descontraído.
Na saída Arianna postou foto nossa em seu twitter e me convidou para escrever para o The Huffington Post. Também contou que gostaria de ter um The Huffington brasileiro e que tinha vindo ao Brasil conhecer melhor o país e as pessoas, movida pela curiosidade sobre o país e com ideia de abrir um jornal digital aqui... Fiquei interessada!
Eu tinha acabado de ser eleita senadora pelo estado de São Paulo.Tomaria posse no ano seguinte (fevereiro de 2011). E depois assumi imediatamente a vice-presidência do Senado; em setembro de 2012, o Ministério da Cultura. O tempo passou. Três anos. Mas, hoje, vejo que o firme propósito de Arianna se concretiza. O Brasil Post é lançado neste dia 28, em parceria com a Editora Abril.
Mais uma vez recebi convite para participar do projeto, escrevendo para a edição de estreia e ainda para colaborar com frequência. É uma satisfação muito grande! Um lançamento jornalístico digital no mercado brasileiro é um marco no nosso caminho para inserção na maior transformação neste século. É levarmos nossa cultura, jeito de ser e fazer para um dos veículos mais ousados e de qualidade da vanguarda digital. É ampliar a conexão brasileira num mundo onde não cabem mais fronteiras. O Post traz a garantia de atualidade, espera-se cobertura abrangente e independente, artigos opinativos de excelência e possibilidade de troca de opinião com leitores. Feliz de participar deste time.
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ALIANÇA DIVINA

“Estamos conversando com todos no sentido de construir um arco de alianças para continuar o nosso projeto de preparar o Amazonas para o futuro, pois sabemos que os desafios do Estado são grandes para os próximos anos”. A afirmação é do senador Eduardo Braga que, durante entrevista à Rádio Difusora, nesta segunda-feira, 27, falou sobre os projetos consolidados e os que ainda estão na pauta de execução.
Com relação ao lançamento de sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas, Eduardo Braga comentou que ela foi definida com base em duas alianças: uma com o povo do Amazonas e outra com Deus. “Acho que a principal aliança de qualquer candidatura tem que ser com o povo e sigo sempre pedindo a Deus que abençoe e que mostre o caminho. Sempre com bastante humildade e sabedoria para saber ouvir a voz que emana da nossa população. É pra quem eu me curvo. Pra quem eu me ajoelho. É pra quem eu baixo a cabeça”, comentou o senador.
Outro assunto abordado por Eduardo Braga foi o programa “Luz Para Todos”. Ele considerou o projeto um sucesso em todo o país, mas fez uma ressalva: “O programa não pode parar na Amazônia. Em outros estados do país o ‘Luz Para Todos’ já atingiu 100% das metas, mas em nossa região a realidade é outra. Nos estados do Amazonas e do Pará, os dois maiores geograficamente, ainda existem comunidades mais isoladas que esperam a chegada da energia elétrica. Portanto, o programa precisa continuar avançando na Amazônia, e a presidenta Dilma Rousseff sabe disso”, afirmou.
Eduardo Braga também falou sobre a importância da aprovação do Orçamento Impositivo, proposta da qual foi relator no Senado. Ele destacou que a melhoria na saúde do país passa pela contratação de novos médicos e pelo aparelhamento das unidades de saúde. “Para que haja essa melhoria, o Brasil precisa de recursos para fazer esses investimentos. O Orçamento Impositivo garante que 15% da Receita Corrente Líquida da União, até 2018, sejam, obrigatoriamente, investidos na saúde pública. O que significa mais R$ 120 bilhões para o setor”, explicou o senador.
Conteúdo do Portal do Holanda
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SUCESSÃO DIFÍCIL

No ano em que terá como prioridade reeleger a presidente Dilma Rousseff, o PT enfrenta dificuldades para manter o poder em três dos quatro Estados que governa.
Os governadores de Rio Grande do Sul, Bahia e Distrito Federal têm pela frente desafios como problemas de popularidade e rivais fortes. A exceção é Tião Viana, aprovado por 70% no Acre.
A expectativa do PT é ter ao menos 11 candidatos a governador nas eleições deste ano. Mas o foco principal do partido estará centrado na tentativa de conquistar os três principais redutos tucanos –São Paulo, Minas e Paraná.
Também por isso, a missão de governadores como Tarso Genro (RS) e Jaques Wagner (BA) tende a ser ainda mais complicada. Com governos de avaliação mediana, eles vivem cenários semelhantes de popularidade em declínio e oposição em ascensão.
No berço político de Dilma, onde nunca um governador foi reeleito, a falta de celeridade na entrega de obras estruturantes, além de greves em setores-chave da administração, como professores, desgastaram o petista.
Hoje, os principais adversários de Tarso estão na própria base aliada da presidente. A senadora Ana Amélia (PP), por exemplo, lidera as pesquisas de intenção de voto, enquanto PDT e PMDB ensaiam as candidaturas de Vieira da Cunha e José Ivo Sartori, respectivamente.
O governador impôs como condição para tentar um novo mandato a garantia de que Dilma suba exclusivamente em seu palanque. Mas o PT não trabalha com a hipótese de Tarso ficar fora da disputa.
Na Bahia, Jaques Wagner encerra um ciclo de oito anos com altos índices de violência, obras atrasadas e a economia impactada pela seca. E vê o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), com popularidade em alta para impulsionar o nome de seu grupo -o ex-governador Paulo Souto (DEM) ou o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB).
O desafio do PT será renovar o discurso de 2012, quando o partido defendeu que o candidato deveria ser do "time de Lula e Dilma", mas acabou perdendo na capital. Para outubro, o mote será "continuidade com inovação", com a provável candidatura do secretário Rui Costa.
Agnelo Queiroz (DF) tem situação ainda mais difícil. Eleito em 2010 sob expectativa de renovação após a cassação do ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM, hoje PR), ele tem o governo com a segunda pior avaliação do país (9% de aprovação, de acordo com o Ibope).
"Não cumpriu compromissos nem conseguiu manter Brasília livre de escândalos. É um governo cuja cara é um estádio de R$ 1 bilhão", diz o senador Cristovam Buarque (PDT), sobre a reforma do Mané Garrincha, arena da Copa.
Para o presidente do PT local, deputado Roberto Policarpo, o governo "se comunicou mal" com o eleitor. Exceção, Tião Viana é o terceiro mais bem avaliado do país com uma gestão pautada em programas de impacto social. Seu grupo político comanda o Acre há 16 anos. A oposição promete dois palanques neste ano para tentar forçar um segundo turno.
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O SIGILO DO GOVERNADOR CID

Da coluna Mino Pedrosa, Jornal de Brasília
O governador Cid Gomes mantém sob o mais absoluto sigilo o assalto de que foi vítima no final do ano na Residência Oficial onde mora.
Há 9 anos, o sítio onde Cid residia tinha sido assaltado e de lá haviam levado dólares e reais em furto denunciado à polícia. Na época, Cid era prefeito de Sobral (CE), acionou a polícia e a repercussão foi negativa.
Agora, na segunda vez que levam dinheiro em espécie de sua casa, foi mais cuidadoso. Manteve a polícia distante e demitiu a empregada doméstica que o servia. Ela é acusada de ter furtado R$ 400 mil, U$ 190 mil dólares e E$ 50 mil.
Toda essa dinheirama estava no quarto do governador e foi levada aos poucos. Essa mesma empregada ainda teria desviado recursos do cartão de crédito que abastecia a cozinha da Residência Oficial em desvios que superariam mais R$ 150 mil.
A doméstica disse para um policial que trabalha na segurança do governador, que não foi ela quem pegou o dinheiro e que foi demitida injustamente.
O governador nega o fato.
Via Blog do Eliomar (atualização às 13h03min) – A assessoria de imprensa do Governo do Estado informa que as informações postadas pelo colunista do Jornal de Brasília não são verdadeiras.
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AS DILMAS

Ir à Suíça para dizer como está o Brasil de hoje, isso não faz sentido. Dilma Rousseff choveu, não no molhado, mas em uma inundação digna de São Paulo. Os endinheirados a quem a presidente pediu investimentos ocupam-se de ganhar dinheiro pelo mundo afora, o que lhes exige, e aos seus assessores, estar bem informados para detectar oportunidades. No convescote dos cifrões, mal denominado Fórum Econômico Mundial, por certo muitos sabiam sobre o Brasil o que nem no Brasil se sabe.
A Dilma Rousseff que foi a Davos não é a Dilma Rousseff que chegou à Presidência. Não é o oposto, mas é bastante diferente. Se nos princípios ou nos fins, eis a questão. Fernando Henrique e Lula, mal ouviram falar em Davos e seu pessoal, começaram a preparar as malas. A ida de Dilma, só agora no ano final do mandato, reflete dupla concessão. Uma, na concepção de políticas governamentais que a levavam a desconsiderar Davos, convicta de um Brasil capaz de cuidar de si mesmo. Outra, no seu diagnóstico do momento vivido pelo país e, em particular, pelo governo.
O capital estrangeiro -os cifrões de Davos- não precisa ser buscado. Grandes indústrias automobilísticas não param de vir para cá, e as já instaladas não cessam novos investimentos para crescer. Indústria e comércio de alimentos, agronegócio, aquisições fundiárias, exploração e indústria petrolíferas, as concessões/privatizações, são muitos os setores que têm merecido a procura espontânea do capital estrangeiro. O problema é que grande parte desse investimento não se destina à criação de novas atividades econômicas, ou seja, ao crescimento econômico, mas a assumir o controle acionário ou a propriedade de empreendimentos já ativos. É a chamada desnacionalização.
O capital graúdo não é considerado, em geral, o grande disseminador do crescimento econômico. Este vem pela multiplicação dos empreendimentos, mesmo os pequenos, e pelo reinvestimento do lucro, para ampliação do negócio. O dinheiro para empreender, porém, é muito caro no Brasil, com a tradição crescentemente escorchante praticada pelo sistema bancário. Além das exigências de garantias, dos prazos insuficientes e outras dificuldades.
E o reinvestimento na indústria nacional já consolidada, ah, esse tem um adversário terrível: o próprio empresário. Como regra natural, lerdo, retardatário, incapaz de inovação, pedinte permanente de benesses do governo, esse empresário trata de investir o lucro é em si mesmo: moradia nova, carro de luxo, e todo o necessário ao exibicionismo de mais um novo rico. O empresário brasileiro é, em geral, um atrasado -como pessoa e como dirigente de empresa.
Mudar essa realidade interna era um objetivo implícito nas palavras e na ação da Dilma Rousseff que assumiu a Presidência. Bem, quanto à atual, ceder aos interesses de aumento dos juros já era estar no caminho para Davos.
Janio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa com perspicácia e ousadia as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos, terças e quintas-feiras na Folha de S.Paulo.
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EMPRÉSTIMOS SUSPEITOS

Da revista ISTOÉ
Como todos no Ceará sabem, o governador Cid Gomes (PROS) sofre de enxaqueca. Ela é tão terrível que, nos momentos de crise, é recorrente o recolhimento dele no Palácio da Abolição, sede do poder cearense. Nos últimos dias, as dores lancinantes voltaram a lhe incomodar. Porém, a causa é política. Cid está sendo cobrado por representantes de seu próprio governo e da oposição para demitir o secretário da Casa Civil, Arialdo de Mello Pinho. O secretário da Casa Civil de Cid é acusado pelo Ministério Público do Ceará por supostas irregularidades que envolvem ele próprio e sua família na concessão de empréstimos consignados a servidores estaduais.
Na segunda-feira 14, a juíza Nádia Pereira, da 13ª Vara da Fazenda Pública de Fortaleza, determinou a quebra dos sigilos bancários e fiscal de Arialdo Pinho, do genro dele, Luís Antônio Valadares, dono da Promus Promotora de Crédito e Cobrança Extrajudicial, e do sócio deste, Bruno Barbosa Borges, proprietário da ABC Administradora de Cartões de Crédito, além de mais quatro pessoas. No Ceará, o esquema é conhecido como “escândalo dos consignados”.
De acordo com os promotores Ricardo Rocha e Luiz Alcântara, há fortes indícios de favorecimento ilícito e possivelmente tráfico de influência. As irregularidades nos consignados foram denunciadas pelo deputado estadual Heitor Férrer (PDT), que apontou que a Promus operava com exclusividade com empréstimos para servidores estaduais. Além disso, a empresa é acusada de oferecer taxas de juros cerca de 70% acima do valor praticado no mercado. Heitor classificou o esquema como “engenharia para enriquecer aliados”, já que a empresa gerencia os empréstimos consignados e recebe 19% dos valores dos empréstimos, em torno de R$ 10 milhões mensais. Homem de extrema confiança do governador, Pinho coordenou as duas campanhas eleitorais de Cid Gomes e chegou a ser cotado para disputar a sucessão.
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