Sobre reportagem da Folha de S.Paulo desta quinta-feira
(13), que mostrou o carro do Ministério
da Cultura estacionado em uma vaga para pessoas com deficiência em shopping da
capital paulista, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, via Facebook postou a
seguinte nota:
“Hoje, a Folha de S. Paulo publicou matéria sobre o
motorista do Ministério da Cultura ter estacionado em vaga reservada a pessoas
com deficiência no Shopping Eldorado (zona oeste de São Paulo). Não concordo
que se estacione em vagas reservadas a pessoas com deficiência. Não tenho este
procedimento e nem tive conhecimento do comportamento do motorista do
Ministério da Cultura. Esclareço que não desci na vaga reservada a pessoas com
deficiência. Desci na porta de entrada do shopping, onde fui recebida pelo diretor
Jorge Saraiva (Livraria Saraiva) e cerimonial. Cumpri agenda oficial. Depois,
sai e entrei no carro no mesmo local onde o motorista havia me deixado: a
entrada do shopping. Soube pelo jornal que o motorista estacionou na vaga. O
motorista reconheceu a falha, grave. E foi advertido por isto e também por não
seguir as orientações do Ministério da Cultura”.quinta-feira, 13 de março de 2014
REFÉNS DO BOLSONARISMO
O Brasil tem assistido a surtos agudos de primitivismo
político. O fenômeno não é de direita nem de esquerda, não é de oposição nem de
situação, não é conservador nem progressista. Merece outro adjetivo porque não
aceita, por princípio, a política democrática e as regras do jogo
constitucional. Esforça-se em corroê-las o tanto quanto pode. Não está disposto
a discutir ideias e propostas à luz de fatos e evidências, mas a desqualificar
sumariamente a integridade do seu adversário (e, assim, escapar do ônus de
discutir propostas e fatos). Cheio de convicções, é surdo a outros pontos de
vista e alérgico ao debate. Não argumenta, agride. Dúvidas seriam sinais de
fraqueza, e o primitivo quer ser tudo menos um fraco. Suas incertezas ficam
enrustidas no fundo da alma.
Há muitos exemplos desse surto. Aos interessados num curso
relâmpago sobre essa patologia, serve qualquer entrevista de um folclórico
deputado do PP que há pouco mobilizou o seu partido para pleitear, sem sucesso,
a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos
Deputados (ver YouTube). Ao ser perguntado sobre os seus projetos para o cargo,
dispara: "A minoria tem de se calar e se curvar à maioria!". E
continua: "Não podemos estimular crianças a serem homossexuais". Para
ele, "não somos nós que temos de respeitar homossexual, eles é que têm de
me respeitar".
"Vagabundos", pondera ainda, deveriam "pagar
por seus pecados". Por isso, os presídios brasileiros seriam "uma
maravilha" e o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde alguns presos
foram decapitados semanas atrás, "a única coisa boa do Maranhão".
Dessa amostra se pode deduzir o que pensa o deputado sobre
tantos outros temas. Ele sabe para quem está falando e por qual breviário deve
rezar para se eleger. Suas frases de efeito imoral são combustível para toda
sorte de recalque homofóbico, sexista, racista, elitista, policialesco, enfim,
para todo o arsenal de recursos opressores estocados na cultura brasileira. A
filosofia da discriminação dá voto. Invocada com raiva e fé, ainda elege e
reelege.
O parlamentar do PP é a expressão mais caricata, se não
repugnante, do primitivismo. Fosse apenas um lembrete pedagógico de um país que
um dia existiu, ou representasse só um reduto de filhos bastardos da ditadura,
não causaria maior dor de cabeça. Mas quando notamos que ele é somente a versão
mais antipática de um Brasil que ainda nos espreita da esquina, ou de uma
mentalidade que continua a se manifestar nos jornais, na família e no trabalho,
é sinal de que o confronto não pode ser evitado. Há muito em risco para ficar
em silêncio.
Onde erra o bolsonarismo? Essa não é uma pergunta retórica.
A resposta, afinal, nem sempre está na ponta da língua daqueles que rejeitam,
por instinto ou convicção, essa visão de mundo. Construir uma resposta robusta,
por todos os ângulos possíveis, é um esforço indispensável para deixar claro o
que está em jogo.
Incomodam ao bolsonarismo os padrões de decência política,
os direitos fundamentais e os compromissos de mudança social pactuados pela
Constituição de 1988. Esse pacto constitucional, entretanto, é um ponto de
partida inegociável e não está aberto a reconsideração. Se pensa que nem todos
merecem direitos, não entendeu bem o que são direitos. Fala em direitos, mas
pensa em privilégios. Se quer ser um servo da maioria, não aprendeu bem o que é
democracia, mas definiu perfeitamente a tirania. Se acha que a parada gay deve
ser respondida com a marcha dos heterossexuais, não entendeu nada mesmo.
Que o seu repertório de ideias fixas constitui uma
brutalidade moral e uma aberração jurídica, isso não é mais novidade. Antes
disso, porém, trata-se de um monumento de desonestidade intelectual. Ignora as
abundantes provas sobre a motivação homofóbica de centenas de crimes de ódio
anualmente praticados por todo Brasil. Ignora a relação causal, já demonstrada
por tantos pesquisadores nacionais e estrangeiros, entre o encarceramento em
massa e o agravamento da violência. Prisões brasileiras há muito não cumprem
suas funções publicamente anunciadas - prevenção, dissuasão, ressocialização.
Poucos se dão conta, contudo, de que prisões cumprem perigosas funções
extraoficiais, e elas invariavelmente agradam ao primitivo: o incentivo à
demagogia, a repressão da pobreza, o endurecimento da violência estatal. Isso
já é saber convencional nas ciências sociais, mas a política mostra-se
impermeável a essas velhas constatações.
Um dos desafios para a sobrevivência da democracia é alijar
as ideias que atacam a sua própria condição de existência. E como alijá-las sem
suprimir a liberdade de expressão? Há pelo menos dois caminhos complementares.
Primeiro, pela construção e manutenção de uma esfera pública
vigilante que defenda e rotinize práticas democráticas, algo que depende da educação
política praticada por escolas, jornais, instituições culturais, organizações
não governamentais (ONGs), etc. Práticas que seriam facilitadas, por exemplo,
pela multiplicação de espaços públicos nas cidades, onde se possa conviver com
a diferença e apreciar a pluralidade brasileira.
Segundo, por meio de líderes que não se acuem diante da
baixa política, que tenham coragem de arriscar seus cargos em defesa de certos
princípios e tenham grandeza para fazer alianças com aqueles que, mesmo
adversários, compartilham esses princípios. Quando o medo da derrota eleitoral
sequestra essas lideranças, que em silêncio desidratam seus projetos de
implementação de direitos e promoção da igualdade, o alarme passa a tocar.
Conrado Hübner Mendes , professor de Direito, constitucional
da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, é doutor em direito pela
Universidade de Edimburgo (Escócia) e doutor em Ciência Política pela USPO SONHO DE ÍCARO
Nos 45 minutos do segundo tempo, o PSC do pastor
fundamentalista e reacionário, Marco Feliciano (foto), de São Paulo, desembarca
do governo de Dilma Rousseff e se apresenta como oposição e tenta fugir da
pecha de “ bancada independente”, como faz um bloco do PMDB, que na verdade, é
uma oposição nítida à gestão petista.
O partido ganhou visibilidade nacional graças às
inúmeras ações desastrosas do deputado atabalhoado Feliciano no comando da
Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), vive o sonho de Ícaro. Ganhar
um ministério não seria nada mal pra uma legenda que tem o fisiologismo como
cartão postal.
O importante cargo que o PSC teve na CDHM, sob a regência do
incauto parlamentar retrógrado se deve exclusivamente ao PT, que cedeu a
presidência dessa comissão em troca de apoio no Congresso dos protestantes.
A decisão de romper com o governo não é uma ação impensada,
foi muito bem orquestrada pelo partido que têm 95 % de seus filiados
protestantes, e uma candidatura à Presidência da República inflaria ainda mais
o ego partidário. O nome pra disputa atende pelo nome de Everaldo Pereira,
presidente nacional do PSC.quarta-feira, 12 de março de 2014
DILMA PAGA PRA VER E PERDE NA CÂMARA
Do blog do Kennedy Alencar
A presidente Dilma Rousseff pagou pra ver e perdeu. A
derrota desta noite foi um recado de toda a sua base de apoio na Câmara e não
somente do PMDB.
Numa lavada, 267 deputados apoiaram a criação de uma
comissão para ir à Holanda acompanhar investigação sobre suposta corrupção na
Petrobras.
Apenas 28 ficaram contra, 15 se abstiveram e 89 ficaram em
obstrução. Ou seja, a favor da presidente podem ser contabilizados 132 votos.
É um placar desconfortável para o Palácio do Planalto. Na
Câmara, a derrota está sendo atribuída a um erro de avaliação da presidente e
do seu núcleo político: os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ideli
Salvatti (Relações Institucionais) e o presidente do PT, Rui Falcão. Compraram
uma briga sem avaliar as consequências.
O resultado da noite transforma o líder do PMDB, Eduardo
Cunha (RJ), numa figura nacional e que pode galvanizar a insatisfação dos
deputados com o governo e levar Dilma a sofrer novas derrotas no Congresso.
Uma pessoa com experiência no Congresso descreveu assim a
estratégia de Dilma: “Em vez de ela chamar o pessoal todo para um chá ou um
café, chamou para o ringue. Aí, o pessoal teve de reagir”.
*
Frase infeliz
“O PMDB só me dá alegrias”, disse a presidente à tarde no
Chile. A declaração não pegou bem no Congresso e ajudou Eduardo Cunha a
angariar mais apoio para derrotar o governo. A leitura de peemedebistas da
Câmara e do Senado é que a presidente exagerou na ironia.ESTADO LAICO
Por Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo
PORTO ALEGRE - Assessora de imprensa da Câmara de Vereadores
de Antônio Prado (RS), a relações públicas Renata Helena Ghiggi (foto) ficou com seu
emprego ameaçado por ser ateia e manifestar sua descrença na divindade entre
conhecidos e na internet.
Na sessão de 4 de fevereiro, o vereador Alex Dotti (PMDB)
solicitou a exoneração e substituição da servidora alegando que ela "faz
questão de colocar nas redes sociais e falar aos quatro ventos, que Deus não
existe''. Prosseguindo nas justificativas, sustentou que "Antônio Prado é
uma cidade de fé" e que "quem não acredita em Deus pode não acreditar,
mas não deve divulgar representando uma entidade como a câmara".
O presidente da casa, Valdicir Viali (PTB), manteve Renata
no cargo, mas a polêmica continua nas redes sociais, com manifestações
favoráveis e contrárias à funcionária. A assessora, que durante o ano passado
havia retirado um crucifixo do plenário e visto a peça ser recolocada pelos
vereadores, diz que, por ser laico, o Estado não pode ostentar símbolos
religiosos em suas instituições.
"Eu sou ateia, não escondo isso de ninguém e gosto de
questionar", ressalta Renata, afirmando que, assim como os crentes postam
mensagens falando de Deus, também tem o direito de expressar suas convicções.
"Eu nunca agredi quem pensa diferente de mim e não estou obrigando ninguém
a ser ateu, mas entendo que a câmara deve ser laica e não representar uma das
religiões", afirma.
O Estado não conseguiu localizar o vereador para comentar o
episódio.
terça-feira, 11 de março de 2014
INCENTIVO À CULTURA
Por Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S.Paulo
Houve uma tentativa recente de facilitar o acesso da
população a livros. Era o Programa do Livro Popular. Ele até saiu do papel, mas
por mudanças na direção da Fundação Biblioteca Nacional e por problemas de
operacionalização, ele foi logo suspenso. Agora, com o Vale Cultura, é feita
uma nova tentativa de ampliar o acesso não só ao livro, mas a diversos produtos
culturais. Os mercados editorial e livreiro voltam a se animar, e começam a se
preparar para a competição.
Nesta terça, dia 11, a ministra da Cultura Marta Suplicy
estará na livraria Saraiva do Shopping Eldorado para fazer a entrega simbólica
do cartão a funcionários da rede, num evento que vai contar com a presença de
outros livreiros, vendedores, distribuidores e editores, além de associações
ligadas ao livro. Será na Saraiva não porque é a maior rede de livrarias do
País, com 112 lojas que já aceitam o Vale Cultura, mas porque desde fevereiro
ela oferece o benefício (R$ 50 por mês) a seus funcionários que ganham até
cinco salários mínimos para eles comprarem livros, discos, filmes, fotografias,
gravuras, peças de arte (o crédito pode ser acumulado). Eles também podem fazer
cursos em diversas áreas culturais, ir a peças de teatro, shows, concertos,
cinema, museu, circo, etc.
Pelas contas do MinC, 160 mil pessoas já estão usando o
cartão. Outras 350 mil devem recebê-lo nos próximos dias. "A meta é chegar
a 860 mil pessoas este ano, o que é uma injeção fantástica de recursos na
produção cultural. O impacto pode chegar a R$ 516 milhões", disse Marta
Suplicy em entrevista exclusiva ao Estado, em São Paulo. Ela completa: "Se
essas pessoas comprarem um livro por mês, serão mais de 10 milhões de
exemplares anuais. É um crescimento de 5% com relação ao que se vende hoje no
Brasil."
A questão é que o livro concorre com vários outros produtos,
e num futuro, diz a ministra, a lista pode ser ampliada com games e tevê por
assinatura, por exemplo. Atrair esse contingente de novos consumidores para as
livrarias será um desafio, diz Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do
Livro. "Caberá aos setores trabalharem de modo proativo para cativar o
público. Um bom momento para colocar em prática a criatividade será na Bienal
do Livro, em agosto. O Vale Cultura poderá ser usado na compra de ingressos e
de livros."
Na opinião de Ednilson Xavier, presidente da Associação
Nacional de Livrarias, o esforço deve ser conjunto no sentido de dar
"maior visibilidade à importância da leitura junto ao cidadão".
Profissionais que vendem porta a porta e por telefone devem começar a aceitar o
vale em breve, diz Diego Drumond, presidente da Associação Brasileira de
Difusão do Livro.
A Livraria Cultura e a Saraiva já aceitam desde janeiro, e
os resultados, apesar de secretos, são animadores. "Para um primeiro mês,
o resultado foi muito, muito bom", diz Jorge Saraiva Neto,
diretor-presidente do grupo. Nos próximos dias, a rede também aceitará o vale
para compras online.
PROPAGANDA PROÍBIDA
Por Felipe Frazão, Veja
A Justiça Eleitoral proibiu nesta segunda-feira o presidente
da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PMDB),
pré-candidato ao governo paulista, de protagonizar propagandas da entidade no
rádio e na TV. A Fiesp, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e
o Serviço Social da Indústria (Sesi) não poderão mais usar a imagem ou a voz de
Skaf – nem mesmo fazer referência ou "alusão à figura" do
peemedebista – em propagandas institucionais neste ano.
A decisão, de caráter liminar, foi do juiz Luiz Guilherme da
Costa Wagner, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Costa
Wagner cassou os anúncios com Skaf por causa de representação da Procuradoria
Regional Eleitoral. "O fato concreto é que as constantes aparições do
futuro candidato chamam a atenção do telespectador comum", escreveu o
juiz. Ele não concedeu, porém, a multa de 34 milhões de reais requisitada pelo
Ministério Público Eleitoral.
Skaf é acusado de fazer propaganda eleitoral antecipada por
ter aparecido por centenas de horas na TV e no radio ao longo de 2013, quando
já era tratado como pré-candidato pela cúpula do PMDB – que deve ratificar a
candidatura em convenção eleitoral neste ano. Segundo o Ministério Público, a
Fiesp e entidades ligadas a ela gastaram dinheiro da contribuição sindical
obrigatória para promover Skaf.
Costa Wagner só vetou a participação de Skaf em propagandas
institucionais após ouvir argumentos dos advogados da Fiesp.
"Não vinga a tese sustentada pela defesa no sentido de
que a aparição do presidente, Paulo Antônio Skaf, nas inserções publicitárias
da Fiesp – Sesi – Senai é fato comum no cenário empresarial mundial moderno,
onde 'são muitos os casos de CEOs que são verdadeiras personificações das
empresas que representam', como as figuras de Steve Jobs (falecido fundador da
Apple), de Bill Gates (Microsoft), de Mark Zuckerberg (Facebook) ou do
comandante Rolim Amaro (TAM), na medida em que, ao que se tem notícia,
Jobs, Gates, Zuckerberg e, voltando ao
Brasil, o comandante Rolim, quando se serviram da exposição de suas imagens,
não eram pré-candidatos a cargos eletivos", escreveu o juiz na liminar.
O mérito da representação da Procuradoria contra Skaf e a
Fiesp ainda será julgado pelo TRE-SP. Uma representação anterior contra Skaf,
protocolada pelo diretório paulistano do PSDB, havia sido arquivada por
desistência.
PREFEITO NA PONTE AÉREA
Por Otávio Cabral, da coluna Panorama – Holofote, Veja
Primeiro estrangeiro a ser eleito prefeito de uma capital, o
colombiano Carlos Amastha (PP) conseguiu aprovar uma lei na Câmara Municipal de
Palmas que o liberou de pedir autorização antes de fazer viagens internacionais
de até quinze dias.
Livre para voar, ele passou 57 dias no exterior em 2013,
parte deles para tocar seus negócios na área de educação a distância. Além da
Colômbia, visitou os Estados Unidos, a China e a Coreia do Sul.
Foram 25 dias a mais no exterior do que a presidente Dilma
Rousseff. Neste ano, já são mais dezessete dias ausente – na semana passada ele
esteve em Singapura.LULA INTERVÉM
Segundo informações que agitaram o meio político cearense, o ex-presidente teria dado ultimato ao governador Cid Gomes (PROS) e ao senador Eunício Oliveira (PMDB) para decidir logo que rumo tomar nas eleições de outubro. Nenhum dos dois quer abrir mão de uma candidatura ao governo.
Cid quer lançar seu sucessor, Eunício quer ser candidato ao governo. O governador quer alguém do seu circulo de amizade e confiança. Talvez o senador não disponha do requisito. Algum tempo atrás, Eunício jurou amor político eterno ao governador. Percebe que nem isso foi suficiente para selar uma aliança política.
BRASIL, UM PAÍS QUE CARECE DE PLANEJAMENTO
Artigo de Caio Rocha, professor de História, via Facebook
Boa parte das mazelas sociais que vivemos na atualidade são
resultantes da falta de um adequado planejamento dos espaços urbanos das
cidades brasileiras. À medida em que
elas cresceram em população, as administrações públicas pouco ou nada se
esforçaram em adotar medidas disciplinadoras como esquadrinhar ruas, fiscalizar
e orientar a ocupação de terrenos baldios com um eficiente plano diretor ou
dotar recursos para criar sistemas de drenagem de águas da chuva e esgoto.
Resultado: por ano, milhões de pessoas sobrecarregam financeiramente o SUS e o
bolso dos contribuintes devido à doenças relacionadas às doenças advindas de
condições de habitação insalubres.
O crescimento de ocupações desordenadas, muitas vezes em
áreas de risco, favorece a omissão do Estado na tutela das pessoas que nelas
residem. As favelas refletem a falta de uma política habitacional. A
desorganização e a existência de ruelas tortas permitem muitas vezes a criação
de redutos de narcotraficantes e bandidos de toda sorte, já que muitas vezes o
carro da polícia sequer consegue entrar nelas, para garantir a segurança das
pessoas que residem nestas comunidades desassistidas.
E por trás de toda esta desorganização, a corrupção, que
toma do contribuinte brasileiro compulsoriamente bilhões de reais.segunda-feira, 10 de março de 2014
FOGO CRUZADO
A crise entre PMDB e PT, deverá se estender nos próximos
dias. A ala insatisfeita do PMDB se sente desprestigiada pelo governo. Além dos
cinco ministérios que a sigla ocupa no governo, a sanha do partido do
vice-presidente da República continua voraz pra muito mais poder, caso seja
contrariado, o desembarque por parte desse grupo de insatisfeitos - que não é
pequeno, capaz de atrapalhar os planos do governo da presidente Dilma - da aliança PMDB / PT é tido como certo.
A crise na aliança entre PMDB e PT ganhou novos capítulos no
carnaval, houve troca de críticas entre peemedebistas e o presidente do Partido
dos Trabalhadores, Rui Falcão, que foi até rotulado de "vagabundo";
líder na Câmara do partido do vice-presidente Michel Temer, deputado Eduardo
Cunha (RJ) ressaltou recentemente no Twitter necessidade de repensar a aliança.
1964, O ANO DO GOLPE MILITAR
Um panorama de como
se instaurou a ditadura civil-militar no Brasil e seus desdobramentos. Pelas
mãos de Jorge Ferreira e Ângela de Castro Gomes, é possível entender melhor
esse conturbado período da história, que rendeu ao país duas décadas de
repressão e tantas injustiças.
Numa linguagem objetiva, sem exageros acadêmicos ou notas de
rodapé excessivas, que tornem o texto menos atraente para o grande público, os
autores destacam personagens e momentos que marcaram o período, relembrando
falas de personalidades e trechos de jornais que noticiaram o Golpe.
domingo, 9 de março de 2014
DEIXA AS ÁGUAS ROLAR... OH, ABRE ALAS, O POVO QUER PASSAR!
Por Joaquim Cunha
"Quanto Riso, oh, quanta alegria "... Acabou! É
uma pena que tenha acabado! Que bom se a vida fosse um eterno carnaval! Não com
trios elétricos, afoxés, bonecos gigantes, escolas de samba tão inteligentemente
e ricamente montadas! Mas, apenas, com as alegrias e descontrações que vivemos
nestes dias! Agora é a ressaca: da alegria eventual, mas necessária; dos porres
de todos os dias, tão agradáveis; do cansaço físico das folias, tão
gratificantes; dos beijos roubados ou não, em plena folia, ainda assim, tão
saborosos; dos amores e aventuras tão emocionantes...
Agora é a vida real! Quanto contraste! Quantos dissabores e
correrias! Quantas frustrações! Quantas dificuldades! Não somos mais o Pierrô,
nem a Colombina, somos nós mesmos, ricos ou pobres, enfrentando cada um as suas
tarefas, diante cada um da sua realidade, sem máscaras, sem fantasias, no País
das maravilhas, onde cada Governo, com nossos recursos, mostra através do seus
marqueteiros nas telinhas de televisão, o que não vemos no nosso dia, dia,
parecem, eles sim, viverem eternamente no carnaval, com as fantasias de sempre,
com a disfarçastes costumeira, principalmente neste ano que teremos, além do
segundo carnaval, a copa do mundo, as eleições gerais, que haverão de se
realizar com a participação de todos nós, que caminharemos, obrigatoriamente
para as urnas, carregando conosco, não as mesmas pernas da folia, nem adereços,
não trocaremos beijos nas avenidas, mas, marcharemos de cabeça erguida ou não,
conscientes das nossas dificuldades, e com a compreensão que não estamos indo
para uma rinha de galos ou para um autódromo.
Que ao final da competição, encerra-se tudo, até que venha o
próximo evento. Ao contrário desta expectativa, neste caso, temos que nos
manifestar através do voto, para aguardarmos os resultados, que haverão de
incidir diretamente sobre nós, por quatro anos. e neste ato, tão rápido e
solitário, estaremos assinando procurações para diversas pessoas, que haverão
de nos representar com responsabilidade, compromisso, solidariedade e
fidelidade, à origem desta outorga, o voto popular, com todo o seu conjunto de
aspirações, desejos e esperança, de começarmos a trilhar um caminho que nos
conduza a uma vida mais justa, mais fraterna, e que as decisões que tiverem que
tomar no exercício dos seus mandatos, sejamos nós, o objetivo principal a ser
alcançado com a sua tomada de posição.
Assim esperamos: eu, você e todo povo brasileiro. Que as
nossas consciências não sofram nenhuma amnésia! Que a nossa mão, carregue todo
nosso justo desejo de justiça social! Que as nossas expectativas, não se
contentem com alguns avanços estagnados! Que o nosso sentimento de Nação,
consinta com a necessidade de avanços! O POVO VENCERÁ! Um abraço, Joaquim
Cunha.
Via Facebook , Joaquim Cunha, ex-prefeito de Gavião (BA) –
Foi Presidente da Associação de Prefeitos da Região nordeste e Vice-Presidente
da União dos Municípios da Bahia (UPB).
PMDB REBELADO
BRASÍLIA - Menos de 24 horas após uma reunião no Palácio da
Alvorada para medir o esgarçamento da relação com o PMDB, a temperatura dos
ataques entre os dois principais partidos que sustentam o governo Dilma
Rousseff voltou a subir. O presidente do PT, Rui Falcão, disse que o PMDB
precisa definir se é oposição ou situação e avisou que não aceitará
"ultimatos". Para o presidente do PMDB, Valdir Raupp, o encontro no
Alvorada só serviu para transmitir o recado de que o ex-presidente Lula não
será candidato no lugar de Dilma.
"Até agora esperamos um sinal do governo. Um partido do
tamanho do PMDB, que sempre foi o avalista da democracia, não pode ser medido
apenas pelo tempo de rádio e TV na propaganda eleitoral", disse o senador
Raupp. Na reunião da Quarta-Feira de Cinzas com Dilma, Lula, o chefe da Casa
Civil, Aloizio Mercadante, e integrantes da coordenação da campanha petista,
Falcão disse que não bateria boca com o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha
(RJ), mas informou que responderia às críticas.
"Tenho divergência política com o líder do PMDB, nosso
principal aliado, porque ele não pode estar no governo e fazer oposição ao
mesmo tempo. É preciso se definir", afirmou Falcão ao Estado. "Não
aceito que Eduardo Cunha dê ultimatos a nós. O que vai prosperar mesmo, na
nossa expectativa, é a posição do setor do PMDB que defende a aliança com
Dilma."
A estratégia de isolar Cunha e fortalecer o vice-presidente
Michel Temer (SP), em viagem aos Estados Unidos, foi aprovada na reunião do
Alvorada. No diagnóstico do governo, Cunha "blefa" e faz chantagem,
mas não tem poder para romper a aliança.
"Acho que está faltando respeito. Para mim, aquele
encontro no Alvorada foi só para dizer que Lula não será candidato e abafar o
coro do 'Volta Lula'", comentou Raupp. "Que ultimato eu dei ao Rui
Falcão? Eu é que fui agredido e respondi. Se nós precisamos decidir se somos
governo ou oposição, o PT precisa definir se quer ter aliados ou
subalternos", reagiu Cunha, de Roma.
Porta-voz dos insatisfeitos, o líder do PMDB lidera um
"blocão" formado por sete partidos da base e um da oposição, com 250
deputados, que pretende encaminhar votações contra os interesses do Palácio do
Planalto. Sem espaço no governo, o grupo se sente alijado da reforma
ministerial, protesta contra o "represamento" das emendas
parlamentares e agora promete votar contra o projeto do marco civil da
internet, defendido por Dilma.
Na avaliação de Raupp, a crise também pode chegar ao Senado
se a presidente não tiver habilidade política. O PMDB quer ampliar o espaço na
Esplanada, mas deve continuar com cinco ministérios (Minas e Energia,
Previdência, Turismo, Agricultura e Aviação Civil) na reforma do primeiro
escalão.
Duas caras. "Partido de base não pode ter duas caras,
ser oposição e situação ao mesmo tempo", disse o líder do PT na Câmara,
Vicente Paulo da Silva (SP), o Vicentinho. "Ameaçar a aliança é tirar
Michel Temer da vice? Ele é um ícone do PMDB e assim deve ser tratado." O
comando da campanha de Dilma avalia que mais importante do que o acordo com o
PMDB nos Estados é o dote oferecido pelo partido. No horário eleitoral do rádio
e TV, o PMDB poderá ficar com 3 minutos e 16 segundos. Com esse trunfo, somado
ao tempo dos outros parceiros da coligação, a presidente terá cerca de 13
minutos para fazer propaganda, a partir de agosto, um tempo muito maior do que
o do senador Aécio Neves (PSDB) e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos
(PSB), seus prováveis adversários.
Risoto. Após saborear um risoto de camarão, no Alvorada,
Lula aconselhou Dilma a dialogar mais com Temer e com o senador José Sarney
(PMDB-AP), que deseja o apoio do PT para o candidato da família Sarney no
Maranhão. O ex-presidente argumentou, porém, que o PMDB não pode jogar os
problemas e divisões de suas alas no colo do governo.
Dirigentes do PT acreditam que Cunha está sendo
"insuflado" pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Por esse
raciocínio, Cabral teria o objetivo de enfraquecer Temer para ocupar a vaga de
vice na chapa de Dilma à reeleição. Cabral nega.
O deputado Danilo Forte (PMDB-CE) disse ontem já ter o
compromisso de 14 diretórios da legenda para antecipar as convenções regionais.
Trata-se de um primeiro ensaio para a ameaça de rompimento com Dilma. "A
articulação do governo Dilma não existe e o Lula tem de assumir esse processo",
insistiu ele.
A presidente voltou ontem à base naval de Aratu, na Bahia,
onde passou o Carnaval. Ficará lá até domingo, ao lado da família.
COMUNISMO. PARA QUEM ?
Artigo de Caio Rocha, professor de História, via Facebook
Por desconhecimento histórico ou conformismo com a própria
ignorância, há quem defenda o comunismo como a redentora alternativa para
edificação de uma sociedade humana justa e fraterna. Ora, onde pretensamente os
comunistas chegaram ao poder (Rússia bolchevique, China maoísta e Cuba
guevarista), não se criaram sociedades justas e tampouco fraternas.
Os expurgos stalinistas testemunham a tirania vermelhóide,
que nada mais foi do que a tirania do proletariado sobre o proletariado. E,
para tirar esta culpa de suas costas, os esquerdistas afirmam "deturparam
o pensamento de Marx". Mas o que me impressiona mesmo é a adesão de parte
da elite intelectual do Brasil aos ditames marxistas. Usam da pobreza como uma
plataforma de obtenção de vantagens políticas e status, não é à toa que muitos
deles recebem financiamento estatal para escreverem em blogs e sites.
Em seus artigos, vociferam contra a economia de mercado e
chamam de nazifascistas todos aqueles que vão contra suas linhas de pensamento
débeis. Vamos aos fatos: nenhum sistema econômico beneficiou mais os pobres que
o capitalismo. Foi na transição da economia agrária para a economia de mercado
que os grupos outrora marginalizados passaram a brigar por direitos iguais e
uma série de benesses. E os obtiveram.
Na Alemanha do chanceler Bismarck, por exemplo, se instituiu
um sistema de previdência estatal. À medida em que a sociedade de saberes foi
se consolidando e as estruturas econômicas ganhando maior pujança, houve uma
notória valorização dos rendimentos do trabalhador, que passaram a ter melhores
condições de vida.
Outra conquista foi a redução do tempo de trabalho.
Atualmente, nas democracias ocidentais, é regulamentado em 40 horas semanais e
8 horas por dia, ou seja, os trabalhadores de hoje dispõem de melhores
condições do que os de seus predecessores históricos. Os trabalhadores se
beneficiaram ainda da mobilidade social que a economia liberal consagrava. Como
explicar John D. Rockefeller? Andrew Carneggie? Ambos eram de origem humilde.
Ou trazendo para o Brasil, como explicar um Silvio Santos, que de simples
camelô se tornou um dos maiores empresários do país?
Os esquerdistas, investidos da mediocridade que lhes é
facultada, enxergam a tutela do Estado como meio de tirar os mais pobres da
pobreza. Ou na prática as esquerdas tentam descredibilizar os pobres de que
eles são capazes de melhorarem de vida? As cúpulas sindicais ou de partidos de
esquerda ultraradicais possuem modo de vida muito diferente da base. Gostam
mesmo é das benesses que somente a sociedade capitalista pode oferecer.
O desenvolvimento do capitalismo levou fatalmente às
discussões dos direitos dos indivíduos e suas liberdades. À princípio, de como
dispor de seus bens, evoluindo para questões mais profundas como o direito de
liberdade de expressão.
sábado, 8 de março de 2014
LUGAR DE MULHER É NA POLÍTICA
Até o fim da década de 90, o voto feminino era minoria
(49,9%), a partir do ano 2000, se consolidou, hoje é maioria (55,4%) do
eleitorado do país. Tem sido o responsável pelo resultado das últimas eleições
e o crescimento há cada pleito demonstra que o voto feminino é peça fundamental
no jogo político e continuará dando às cartas nas próximas eleições.
Apesar do Brasil ser comandado por uma mulher, a presidente Dilma Rousseff, - sua eleição representa
um marco na história da política brasileira – a participação da mulher na vida
política do país ainda é tímida comparada a outros países, como demonstra
estudo recente da União Interparlamentar, num ranking de 146 países, o Brasil
ocupa o 110º lugar, fica atrás de países como Togo, Eslovênia e Serra Leoa.
Um grande avanço para incentivar engajamento da mulher no
cenário político brasileiro foi a criação da Lei de Cotas (autoria de Marta
Suplicy), que determina que os partidos disponibilizassem mínimo de 20% das vagas
para candidatas em eleições proporcionais, mesmo assim, a participação da
mulher na política ainda aparece tímida. Em 2010, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), promoveu mudança na lei, alterando
o mínimo para 30%.
Faltam incentivos por parte dos partidos que em sua maioria
são presididos por homens, para que a mulher esteja mais inserida no cenário
político. Os partidos políticos alegam dificuldades em atrair mulheres para
seus quadros.
O Brasil tem 5.565 municípios, na última eleição em 2012,
ano em que se comemorou os 80 anos do voto feminino no Brasil, foram eleitas
663 prefeitas e 7.648 vereadoras conseguiram conquistar uma cadeira no Poder
Legislativo. Dos prefeitos eleitos nas capitais, apenas Boa Vista (RR) elegeu uma mulher, Teresa Surita.
Nas Assembleias Legislativas , em 2010, foram eleitas 106 deputadas. Dos 27 estados da Federação,
apenas dois são governados por mulheres: Maranhão e o Rio Grande do Norte. No
Congresso, a bancada feminina se fortalece e cresce a cada eleição. O Senado
tem 81 senadores, 12 são mulheres. Na Câmara, dos 513 deputados, 45 são
mulheres.
Desde a conquista do voto feminino em 1932 – o que veio
tarde – a mulher tem conquistado novos setores na política e tem contribuído
muito para um Ceará e um Brasil melhor. A prova disso são as cidades e capitais
que são ou que foram administradas por mulheres competentes, engajadas com a
causa pública: sejam como secretárias, vereadoras, prefeitas, deputadas,
senadoras, governadoras ou ministras.
É necessário que a mulher tenha mais espaço na política,
assim, será possível termos uma sociedade mais justa e igualitária. A mulher é
determinada, não se deixa abater com obstáculos que o dia a dia impõe.
sexta-feira, 7 de março de 2014
QUEM NÃO SABIA ?
Os jornais noticiaram a intenção da bancada ruralista, com
apoio do Ministério da Agricultura, de flexibilizar o “novo” Código Florestal.
Talvez exista alguém ingênuo a ponto de se surpreender por que estão boicotando
uma lei que eles mesmos fizeram e apresentaram ao país como a salvação da
lavoura. Mas quem conhece esse bloco de outros Carnavais já avisava que isso
aconteceria.
As mudanças no Código Florestal foram mostradas como um
“consenso” para facilitar a produção agrícola e pecuária sem prejudicar as
florestas. Havia quem dissesse que era o caminho para o desmatamento zero. Na
verdade, só anistiava o desmatamento já feito e diminuía a proteção para
permitir novos desmatamentos. Para manter as aparências, foi dado o prazo de um
ano para fazer o CAR (Cadastro Ambiental Rural) de todas as propriedades com
suas áreas de proteção.
Quem se inscrevesse teria tudo: perdão da maioria das
multas, conversão do restante em reflorestamento –podendo usar de espécies de
valor comercial–, financiamento, assistência técnica etc. Claro, os “pequenos
produtores” eram mostrados como os únicos beneficiados. Assim, ninguém poderia
dizer que os grandes proprietários, bem representados no parlamento, legislavam
em causa própria.
Passou o prazo e ninguém se regularizou. O desmatamento
aumentou quase 30%. Mas permanecia a promessa de que a nova lei era para valer:
o governo preparava lentamente o decreto para regulamentar o CAR e uma bela
cartilha sobre ele foi distribuída aos produtores em todo o país. Quanto ao
prazo, poderia ser estendido por mais um ano, embora isso não tenha sido feito
oficialmente –ou seja, desde maio do ano passado todo mundo está na
ilegalidade, sem a segurança jurídica tão alardeada nos discursos.
E agora, o que querem os “flexibilizadores”? Chegar ao fim
do prazo sem o cadastro, para que o governo emita mais uma Medida Provisória
adiando tudo e abrindo outra temporada de mudanças na lei. E querem permitir
que grandes propriedades sejam cadastradas com registros que as dividam em
áreas menores, sendo incluídas nas exceções reservadas aos pequenos produtores.
Em 2012, apelamos à presidente Dilma para que mantivesse o
compromisso assinado na eleição e vetasse permissões ao desmatamento. Todas as
manifestações da sociedade, em campanhas
ou pesquisas de opinião, eram em favor das florestas e contra a devastação. Tudo
isso foi desprezado, o governo e sua maioria parlamentar fizeram o “ tratoraço”
sobre a legislação.
E agora, sem ter a quem apelar para que mantenham o pouco que prometeram na lei que eles mesmo
criaram, podemos ao menos recorrer à chatice do “eu avisei”?
Marina Silva, ex-senadora, foi ministra do Meio Ambiente no
governo Lula e candidata ao Planalto em 2010. Escreve às sextas na Folha de
S.Paulo.A DEMAGOGIA DOS ÔNIBUS
Editorial do jornal O Estado de S.Paulo
O principal argumento utilizado pelo governo de Fernando
Haddad para justificar a criação de mais de 300 km de faixas exclusivas de
ônibus, que estão dificultando o trânsito em várias regiões da cidade - o de
que é preciso dar prioridade ao transporte coletivo para que ele possa atrair
paulistanos que se deslocam de carro -, só seria aceitável se a qualidade do
serviço oferecida tivesse melhorado a ponto de favorecer essa migração. Mas
isso tem sido sistematicamente desmentido pelos fatos, sendo o último deles o
descaso do atual governo municipal com a observância de uma regra constante do
contrato assinado com as empresas concessionárias, segundo a qual não podem
circular ônibus com mais de dez anos.
Reportagem do Estado, com base em dados obtidos por meio da
Lei de Acesso à Informação, mostra que em janeiro existiam na cidade 938 ônibus
naquela situação. Segundo a SPTrans, a empresa que gerencia esse tipo de
transporte, o número é menor, de 752 veículos, o que não muda nada. Primeiro,
porque a proibição está sendo desrespeitada, não importa que eles sejam 938 ou
752. E, finalmente, porque não se pode alegar que nos dois casos os números são
pequenos em relação ao total da frota, de 14,8 mil. A existência de apenas uma
dezena já seria intolerável, porque demonstraria desleixo.
Se mesmo os ônibus mais novos já não são grande coisa, é
fácil imaginar o desconforto causado aos passageiros pelos velhos, com mais de
dez anos. Pessoas com dificuldades de se deslocar - por idade, doença ou uma
deficiência qualquer - são particularmente prejudicadas, por falta de piso
baixo e degraus de embarque muito altos. Em vez de tolerar a circulação
irregular de ônibus nessa situação - a idade média dos ônibus é hoje de 5 anos
e 8 meses, a mais elevada desde 2006 -, a Prefeitura deveria estar tomando
providências para substituir toda a frota por veículos não apenas novos, mas de
melhor qualidade.
O modelo de ônibus usado em São Paulo é um desrespeito aos
usuários. Ele está mais para vagão de gado do que para transporte público. A
falta de cuidado com a divisão interna faz com que os passageiros tenham muita
dificuldade de se acomodar, mesmo de pé (sentar é um privilégio de poucos). A
falta de transmissão automática, que ajuda a diminuir as frenagens e
acelerações bruscas, submete os passageiros a solavancos, que tornam a viagem
ainda mais penosa.
Mas não é só isso que impede que se leve a sério as
insistentes declarações de Haddad e de seu secretário de Transporte, Jilmar
Tatto, de que sua prioridade é o transporte coletivo. Os que andam de carros e
se sentem incomodados com os transtornos causados pela multiplicação das faixas
- costuma dizer Tatto -, que passem a usar os ônibus. A reorganização das
linhas de ônibus, que os especialistas consideram essencial para melhorar o
serviço, vem sendo feita timidamente, sem qualquer planejamento - onde estão os
estudos técnicos que deveriam orientar as mudanças? - e, o que é pior, mais de
acordo com os interesses das empresas que dos usuários. Não custa relembrar que
causa estranheza o fato de as empresas, que nunca morreram de amores por essa
reorganização, não terem reagido a elas.
Acrescente-se, ainda, que decreto baixado por Haddad, em
maio do ano passado, para estabelecer as regras para a licitação do serviço -
cujos contratos já vencidos deverão ser rediscutidos e renovados em breve -,
permitiu um aumento da lotação dos ônibus, sem que tenham crescido na mesma
proporção as dimensões estabelecidas para a maioria dos veículos. Ou seja, um
número maior de passageiros terá de se acotovelar em ônibus que, mesmo quando
novos, já são desconfortáveis. Somem-se a tudo isso as esperas intermináveis
nos pontos, nos horários de pico, e tem-se uma ideia da qualidade do serviço
para o qual Haddad quer atrair paulistanos que usam carro.
Não há como fugir à conclusão de que a prioridade ao
transporte coletivo, nos termos em que a coloca o prefeito, não passa de
demagogia. Os interesses dos passageiros de ônibus vêm em último lugar, e olhe
lá.
RUMO A LEGALIZAÇÃO
A Câmara dos Deputados analisa proposta que legaliza a
produção e a venda da maconha. O Projeto de Lei 7187/14, do deputado Eurico
Júnior (PV-RJ), libera a plantação em residências, além do cultivo para uso
medicinal e recreativo.
A ideia do deputado é liberar a produção de até seis
unidades da Cannabis sativa, nome científico da maconha, em casa, obedecendo ao
limite de 480 gramas anuais para a colheita. O consumo (individual ou
compartilhado) deve ser restrito a ambiente doméstico. As plantações deverão
ser previamente autorizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento e ficarão sob seu controle direito, sem prejuízo de outras
fiscalizações previstas em lei.
O armazenamento para fins de pesquisa e a industrialização para
uso farmacêutico também serão realizados em conformidade com a legislação
vigente e com autorização prévia do ministério.
Ainda de acordo com o texto, a venda de cannabis psicoativa
para consumo pessoal dependerá de registro no órgão competente, assim como a
comercialização para uso medicinal exigirá receituário médico.
O projeto determina também que o poder público dê prioridade
a ações voltadas ao controle das substâncias psicoativas e de seus derivados,
bem como à conscientização da sociedade sobre os riscos de dependência da
maconha.
Crime organizado
Eurico Júnior afirma que a intenção do seu texto é abrir a
discussão sobre o tema com todos os segmentos da sociedade, da comunidade
científica à religiosa. O deputado ressalta que o projeto nasceu de um grupo de
estudos formado pelo Partido Verde, que tem a luta pela legalização da maconha
prevista em seu estatuto.
Segundo o parlamentar, a legalização seria uma forma de
combater o crime organizado, que se alimenta da venda ilegal da erva, injetar recursos
para aplicação em saúde. “A liberação em 26 estados norte-americanos permitiram
uma economia de mais de 6 bilhões de dólares em gastos com segurança pública”,
ilustra.
Ele acrescenta que, hoje, traficantes utilizam o dinheiro
ganho com a comercialização da maconha para comprar armas de grande calibre no
exterior. “Todos os países que legalizaram a produção e a venda registraram
queda no número de usuários”, diz Júnior.
Crítica
Já o deputado Osmar Terra (PMDB-RS) critica a legalização da
maconha. Na avaliação dele, é preciso limitar o consumo das drogas lícitas
(como o álcool) e não legalizar as ilícitas.
Para Terra, só a falta de informação sobre os danos que a
cannabis pode causar justificam a defesa da liberalização. "A maconha
causa dependência, psicose e problemas graves de saúde a médio e longo prazo,
como retardo mental”, argumenta. “Cerca de 50% dos adolescentes que usam
maconha ficam dependentes. Eles apresentam alterações nas conexões cerebrais,
na memória e no controle da motivação”, completa.
Tramitação
A proposta que legaliza a produção e a venda da maconha
ainda será distribuída às comissões temáticas da Câmara.
Com informações da Agência Câmara, via Diario de Pernambuco
A MULTA
Charge do Aroeira
A cena seria impossível de acontecer, como demonstra a
charge de um ano atrás do genial Aroeira, mas como disse o ex-governador de Minas Gerais,
Magalhães Pinto, que a política é igual uma nuvem, você olha está de um jeito,
segundos depois se olhar, já está de outro.
A cena inusitada aconteceu em fevereiro deste ano, em Sepetiba, zona oeste do Rio, como mostra vídeo divulgado no site do jornal O Estado de S.Paulo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes emitiu multa contra
si próprio por jogar lixo no chão.
quinta-feira, 6 de março de 2014
FAÇA O QUE EU DIGO...
RIO - Em meio à crise da greve dos garis, um vídeo publicado
no YouTube colocou o prefeito Eduardo Paes em situação delicada. Nas imagens,
ele aparece lançando restos de fruta durante um evento político, em 14 de
fevereiro - seis meses depois de entrar em vigor a lei do Lixo Zero, que pune
quem joga sujeira no chão. A divulgação do vídeo fez com que o prefeito
determinasse a emissão de multa contra ele próprio pela Companhia de Limpeza
Urbana (Comlurb).
Nas imagens, o prefeito come o que parece ser uma maçã,
durante discurso do vereador William Correa. Quando está perto de fazer sua
fala, Paes arremessa a fruta. Ele chega a ter uma reação, como se tivesse
acertado outra pessoa. O vídeo encerra com mensagem em homenagem aos garis,
"que trabalham de verdade para construir uma cidade mais limpa".
Em nota, a assessoria da prefeitura informa que
"Eduardo Paes não joga lixo no chão" e lembra que o hábito vem
"sendo combatido pela prefeitura, durante sua gestão". O texto diz
ainda que o prefeito não se lembra de detalhes do episódio.
"O vídeo em questão, efetivamente, não mostra Paes jogando
ao chão um pedaço de fruta. Mas ele acredita que, conforme o próprio vídeo
indica, tenha lançado o resto de fruta na direção de uma lixeira mais afastada,
ou para que um de seus assessores fizesse o descarte em local adequado. Na
dúvida, já que o prefeito não se lembra do ocorrido, determinou que a Comlurb
emita uma multa a ele próprio, e pede desculpas por um eventual equívoco."A REEDIÇÃO DA GUERRA FRIA
Dizem que a história se repete em outros tempos, com novos
atores, mas com planos de fundo muito similares. Desta vez, o epicentro das
tensões entre ocidente e oriente é a península da Criméia, parte do Estado
Ucraniano, que almeja separar-se do restante do país e juntar-se à Federação
Russa.
Esta animosidade foi acirrada após o presidente ucraniano
Viktor Yanukovitch ter rejeitado um acordo de adesão à União Européia. Em Kiev,
manifestantes o destituíram por este ser pró-russo e também por ter reprimido com
força as manifestações, que resultaram na morte de dezenas de protestantes.
Consideram que a aproximação com a Europa será benéfica
comercialmente, além de fortalecer a democracia interna, além de distanciá-los
da zona de influência da Rússia. Moscou não aceita este estreitamento de
relações da Ucrânia com a UE e não reconheceu Arseni Yatseniuk como
Primeiro-Ministro do país, que fora nomeado pela RADA (Assembléia Nacional).
Os acordos firmados no passado são reclamados no presente.
Com o desmantelamento da URSS em 1991, as repúblicas que dela faziam parte
conquistaram suas independências e a Ucrânia assinou um tratado com os europeus
e norte-americanos renunciando à armas nucleares. EUA e Europa se comprometeram
à proteger a integridade e a soberania de todo o território do país. Isso é o
que está sendo exigido pelos ucranianos.
Etnicamente o país é dividido em leste (maioria fala idioma
russo) e oeste (maioria fala ucraniano). Os russos enviaram tropas para a
península da Criméia, depreciando consideravelmente as relações entre Kremlim e
Washington e, ao que tudo indica pelas movimentações militares russas, outras
partes do país poderão ser ocupadas à ordem do presidente da Rússia.
A diplomacia européia e norte-americana discute sanções
diplomáticas mais austeras contra os russos que, se não surtirem o resultado
esperado, poderão evoluir para sanções econômicas mais profundas, como o
congelamento de bens de cidadãos russos e fechamento do mercado financeiro
ocidental àquele país.
Vale salientar que a Rússia é um país que detém armamento
nuclear, herança da antiga URSS. Por enquanto, o cenário é incerto.O CARNAVAL ACABOU
O Carnaval acabou.
Os partidos vão agora botar os blocos na rua para as
eleições de outubro, mas o cenário não anda nada bem para o governador Agnelo
Queiroz, que teve seu nome referendado pelo diretório regional do PT para
disputar a reeleição.
Com certeza, o quesito simpatia não é o forte do candidato
petista junto ao eleitorado. Seu governo preserva índices elevados de
reprovação. Esta foi um marca permanente da administração PT/PMDB, em Brasíia.
Tentaram de tudo. A secretaria de Comunicação teve três titulares, o atual foi
assessor do ex-governor Jose Roberto Arruda,
e a verba de publicidade em 2013 chegou a R$ 200 milhões. Mesmo assim a
população não mudou a forma de apreciar o GDF de Agnelo.
A sete meses das eleições, praticamente, dois, em cada três
brasilienses (61,4%), consideram o governo Agnelo/Filippelli “péssimo” ou
“ruim”. Apenas 9,9% o analisam “bom” ou “ótimo”. A situação ainda é pior dentre
o eleitorado feminino: 63,7% das mulheres rejeitam seu governo.
Isso é o que revela pesquisa realizada pela empresa Dados,
no período de 10 a 17 de fevereiro com 3.000 eleitores do Distrito Federal. A
margem de erro da pesquisa é de 1,8% e ela está depositada na Justiça
Eleitoral.
Em termos de faixa de renda, a rejeição é maior entre os que
ganham de três a quatro salários mínimos, onde 62%, em média, desaprovam a
administração PT/PMDB.
Não convidem Agnelo para passear no Riacho Fundo I. Lá,
95,1% dos moradores reprovaram o governo dele, segundo a pesquisa. Planaltina
(77,4%), São Sebastião, (70%), Ceilândia (67,2%) e Sudoeste/Octogonal (65,9%)
são as demais cidades que lideram a rejeição ao governo.
Terceiro:
Quando perguntado em quem vai votar, na modalidade voto
espontâneo (sem a apresentação de cartela com nomes de candidatos), a pesquisa
revela que Agnelo tem a metade da preferência obtida pela presidente da
República Dilma Roussef.
Em Brasília, a presidente lidera com 12,4% das intenções de
voto, enquanto Agnelo aparece em terceiro lugar com 6% dos votos. Na frente de
Agnelo, Arruda e Roriz, que poderão somar forças para o pleito.
As performances de Dilma e Agnelo revelam, contudo, que
Brasília não é mais aquele reduto do voto petista, que garantia uma fatia de
pelo menos 30% para qualquer candidato do partido de Lula.
O próprio ex-presidente parece estar perdendo seu poder de
influência sobre os rumos do GDF. Se do lado do Palácio do Planalto, a opção de
voto a Dilma Roussef cresce de 12,4% para 21,5% no caso de um apoio explicito
de Lula ao nome de Dilma, no caso de Agnelo, a variação é de 6% para 12,1%.
Reguffe lidera para o Senado com uma vatagem, pelo menos,
cinco vezes maior do que o segundo colocado, Geraldo Magela.
Quem parece ter um futuro tranqüilo nas eleições de outubro
é o deputado Reguffe, do PDT. Isso, se ele optar pelo Senado Federal.
Segundo a pesquisa, em votos espontâneos, Reguffe lidera com
3,3%. Um patamar, pelo menos, cinco vezes maior do que seu oponente mais
próximo.
Magela, do PT, é o segundo, mas aparece na pesquisa com
0,7%; seguido de Gim Argello – PTB, 0,6%; Alirio – PSDB, 0,3%; e Fraga – DEM,
0,3%.
Reguffe tem ainda a vantagem de liderar em quase todas as
regiões administrativas. Perde apenas no Itapoá e em São Sebastião, que não são
os maiores colégios eleitorais do Distrito Federal.
Na corrida ao Senado, apesar dos esforços, Magela tem os
maiores índices de rejeição.
Além disso, leva a vantagem de ter baixo nível de rejeição.
Neste quesito, Geraldo Magela, com 17,7%, é o campeão, seguido de Gim Argello,
13,4%; e Eliana Pedrosa, 10,9%.
Indecisos
Mas erra quem acha que o cenário está definido. Mais da
metade dos eleitores do DF, 55,3%, ainda não sabe em quem votar para governador
e 19,3% afirmam que votarão em branco ou anularão seus votos. Isso significa
dizer que as preferências acima se referem apenas a um em cada quatro eleitores
da capital.
Do Blog do Odir Ribeiro, com informações do Blog do ChicoSant´Anna
MORRE SÉRGIO GUERRA
Faleceu nesta quinta-feira (6) o deputado federal Sérgio
Guerra, presidente estadual do PSDB e do Instituto Teotônio Vilela, em
decorrência de complicações provocadas por um câncer nos pulmões. Ele estava
internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, há mais de 20 dias. O
velório deve ser realizado na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
A família ainda aguarda a liberação do corpo do deputado em
São Paulo. Só depois disso, serão discutidos o traslado do corpo e os detalhes
do velório e do sepultamento.
Sérgio Guerra descobriu o tumor no pulmão em setembro de
2012 e vinha se tratando da doença com medicamentos de última geração e o
deixou praticamente curado da doença. No entanto, o deputado sofreu com uma
infecção decorrente, provavelmente, de efeito colateral da medicação, segundo o
ex-presidente do PSDB no estado Evandro Avelar. Guerra estava internado há 21
dias em São Paulo para tratar desse problema. "Nos últimos dias, as
informações médicas eram de que a infecção estava sendo debelada, mas, nas
últimas 48 horas, o quadro regrediu", disse Avelar. O deputado também
tinha diabetes e problemas renais.
A assessoria nacional do PSDB deve divulgar uma nota ainda
nesta manhã com informações sobre o motivo do falecimento e local onde o
enterro será realizado.
A deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB) comentou sobre o
falecimento do líder tucano no Twitter. "Um grande líder do PSDB que
dirigiu o partido e o conduziu de forma exemplar".
Ao lamentar a morte do aliado, o deputado estadual Daniel
Coelho (PSDB) lembrou que uma das principais características de Sérgio Guerra
era a capacidade de articulação. "Era inesgotável. Quando dentro do
partido existiam ideias divergentes, eram rapidamente estudadas e resolvidas
pelo deputado da melhor forma", disse em entrevista ao Diario por
telefone. Ele citou o exemplo recente da condução do senador Aécio Neves,
pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto, à presidência nacional do
PSDB. "Ele fez isso articulando e ouvindo todos que fazem o partido",
comentou.
Biografia
Sergio Guerra nasceu em 9 de novembro de 1947 no Recife.
Formado em economia pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), foi
presidente nacional do PSDB de 2007 a 2013, quando foi substituido pelo senador
Aécio Neves. Era deputado federal e presidente da sigla em Pernambuco, últimos
cargos na vida pública. Foi também deputado estadual com três mandatos
consecutivos que foram de 1983 a 1991 e eleito senador na chapa do governador
reeleito Jarbas Vasconcelos (PMDB), exercido do 1º de fevereiro de 2003 a 31 de
janeiro de 2011. Cumpria atualmente o quarto mandato como deputado federal
desde 2011.
Filiou-se ao PMDB em 1981 e, no ano seguinte, foi eleito
deputado estadual. Em 1986, já pelo PDT, foi reeleito ao cargo. Em 1989,
filiou-se ao PSB e ocupou os cargos de secretário estadual de Indústria,
Comércio e Turismo e de Ciência e Tecnologia no governo Miguel Arraes. Em 1990,
foi eleito para um mandato na Assembleia Legislativa, reelegendo-se em 1994 e
1998. Assumiu novamente a Secretaria de Indústria e Comércio entre 1997 e 1998,
no último mandato de Miguel Arraes.
Em 1999, deixou o PSB e filiou-se ao PSDB, onde se manteve
desde então. Participou do primeiro governo Jarbas Vasconcelos (PMDB) em
Pernambuco, ocupando a Secretaria Extraordinária. Guerra disputou em 2002 o
cargo de senador. Foi o segundo colocado naquela disputa, eleito com 1.675.779
votos (26,9% dos válidos) – eleito juntamente com Marco Maciel (PFL), o
primeiro colocado. Nas eleições de 2006, foi o coordenador nacional da campanha
presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB). Em 2010, foi o sexto candidato a
deputado federal mais votado em Pernambuco. Elegeu-se com 167.117 votos (3,79%
dos válidos).
Além de implantar um processo de modernização no PSDB,
Sérgio Guerra foi o principal articulador dos tucanos na decisão do partido de
se aliar ao governo do PSB, presidido pelo governador e presidenciável Eduardo
Campos, no estado. O acordo foi selado em dezembro do ano passado,
potencializando as alianças para a disputa das eleições deste ano. O partido
assumiu os cargos deixados pelo PTB do senador Armando Monteiro, possível
adversário dos socialistas na sucessão estadual.
Sérgio Guerra deixa dois filhos e duas filhas.quarta-feira, 5 de março de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
NADA É PARA JÁ
A mesma voz do bom senso que aconselharia o ministro Joaquim
Barbosa a ficar longe da política eleitoral ao menos até esfriarem os ânimos do
mensalão diria ao ex-presidente Luiz Inácio da Silva que disputar a Presidência
da República de novo não seria um bom negócio.
Em 2014, em 2018 nem nunca mais. O mesmo se aplica ao
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, guardadas algumas proporções. FH
ganhou duas no primeiro turno, saiu na segunda gestão mais para lá do que para
cá em termos de popularidade e vive uma ótima vida de homenagens sem deixar de
fazer política. Para que concorrer a uma eleição e ainda se arriscar a perder?
Lula saiu consagrado da Presidência. Com popularidade
altíssima depois de dois mandatos, capital político mais que robusto, o comandante
incontestável de seu partido em plena posse de suas atividades. Em português
claro: manda e desmanda, com mandato ou sem.
Porém, governou com céu de brigadeiro e a situação mudou.
Por que arriscar esse patrimônio concorrendo a uma eleição se a vida está ótima
assim? Para quem saiu com mais de 80% de aprovação, qualquer 75% é perda.
Ademais, o horizonte não se desenha risonho e franco para o próximo período.
Ocorre, contudo, que o PT precisa manter o poder. Não tem
outro nome além de Lula e se aflige com a possibilidade de não conseguir com
Dilma Rousseff. Daí o que o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho,
chama de "fofocas" sobre a possibilidade de o ex-presidente vir a se
candidatar agora no lugar da sucessora.
Há apostas do lado do "sim" e do lado do
"não". Hoje a balança pesa mais para a primeira hipótese. Mas, seja
qual for a decisão, não seria tomada agora. O ex-presidente tem tempo e razões
de sobra para postergar.
Vamos à lista dos motivos: 1.Dilma está na frente nas
pesquisas; 2. A oposição ainda não se configura uma ameaça que justifique
movimentos radicais; 3. Seria uma precipitação, pois as candidaturas só
precisam ser oficialmente definidas em junho; 4. Assumir a candidatura agora
equivaleria a dizer que Lula considera Dilma incapaz de ganhar e que, portanto,
o governo dela é um fracasso; 5. Fracasso dele, o fiador de gestora tão
competente como nunca antes aparecera neste País.
O essencial. Com todos os senões que se possam enxergar no
fato de uma decisão do Supremo Tribunal Federal ser reformulada pelos votos de
dois ministros que não participaram do julgamento, contrariando a maioria que
acompanhou passo a passo o processo, um dado é fundamental.
O projeto do partido no poder de que os réus, ou pelo menos
aqueles do chamado núcleo político, fossem absolvidos de maneira a prevalecer a
tese de que o mensalão foi uma farsa, não teve êxito.
A ideia de que uma Corte majoritariamente nomeada por
governos do PT poderia se submeter aos interesses do partido não vingou. Do
ponto de vista institucional na comparação com outros países em que o Poder
Executivo eleito de forma democrática, mas exercido de forma autoritária, o
Brasil saiu-se muito bem.
Nessa perspectiva tanto faz se altos dirigentes partidários
tenham formado uma quadrilha ou um "concurso de agentes" para o
cometimento de crimes.
O importante é o reconhecimento de que os cometeram e que,
mesmo poderosos e providos de costas quentes, estão pagando por isso. Não foram
declarados inocentes nem se podem dizer vítimas de injustiças. Tiveram todas as
chances.
Inclusive a oportunidade de um novo julgamento em instância
superior, em tese única. Se o enredo não saiu como previam, deve-se à solidez
dos homens e mulheres que não deixaram o Supremo Tribunal Federal se curvar às
conveniências do Planalto.
Breve pausa. A política se recolhe durante o carnaval,
voltando a abrir alas e a pedir passagem na próxima sexta-feira, dia 7.
Charge do Aroeira
segunda-feira, 3 de março de 2014
PI, PI, PI, PI
O trio de compositores de marchinhas carnavalescas, Pavaroti,
Paulão e Antonio, do bloco do Pacotão, de Brasília, gravaram mais um grande
sucesso para este carnaval, mas a marchinha “ Pi, pi, pi, pi” não foi bem
recebida nas redes sociais porque muita gente vestiu a carapuça.
A letra fala da censura nos dias atuais, nas redes sociais a marchinha foi um pouco
censurada. Alguns internautas não gostaram principalmente do trecho que chama o
eleitor de burro. Outros internautas, a marchinha foi taxada de tucana.
Mas a realidade é que
a irreverência, o bom humor sempre foram marca registrada do Pacotão que
nunca poupou críticas aos desmandos de
políticos, seja de partido A, B ou C. Ouça a marchinha Pi, pi, pi, pi.
domingo, 2 de março de 2014
CADÊ A VIGA ?
Uma turma de compositores de marchinhas de carnaval se inspiraram no sumiço das vigas do Elevado da Perimetral, do Rio de Janeiro, para compor uma marchinha.
O suposto furto foi tão absurdo que, não bastasse ter rendido uma música, a marchinha "Cadê a Viga ?" ganhou o 9º Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas, da Fundição Progresso.
“Senhor prefeito Não é intriga Aonde foi que enfiaram aquela viga?”
sábado, 1 de março de 2014
EM RITMO DE CARNAVAL
O caso do helicóptero do deputado mineiro, Gustavo Perrella , que foi encontrado com 445 quilos de pasta-base de cocaína, não passou imune às marchinhas.
"O Baile do Pó Royal", foi a campeã do concurso de marchinhas de carnaval do Mestre Jonas 2014, traz uma crítica bem humorada ao caso.
“O pó rela no pé O pé rela no pó Esse pó é de quem eu tô pensando? Ah é sim, ah é sim”
O GRITO
Charge do Aroeira
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim
Barbosa, nos bastidores deve ter soltado
esse grito depois que viu seus colegas do STF absolverem oito condenados do
Mensalão do crime de formação de quadrilha.
Por maioria de seis votos a cinco, os ministros consideraram
que não há provas que indiquem que os envolvidos no esquema constituíram uma
quadrilha para desviar recursos públicos e comprar apoio parlamentar.
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