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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O 5º MINISTRO A CAIR

O ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), pediu demissão nesta quarta-feira (14) após a divulgação de mais uma irregularidade envolvendo seu nome. A informação foi confirmada pela Presidência da República por volta das 18h35, no Palácio do Planalto. Novais esteve em reunião com a presidente Dilma Rousseff, ao lado do vice-presidente, Michel Temer, no começo da noite de hoje, mas já deixou o Planalto.
O governo afirmou que o sucessor da pasta ainda não foi escolhido. Segundo a ministra da Secretaria de Comunicação, Helena Chagas, a carta de demissão foi um documento formal e sucinto. Nela, ele não cita as irregularidades e agradece a oportunidade por participar do governo Dilma.
De acordo com o líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves, a decisão foi tomada pelo próprio ministro, que alegou ao partido “precisar de tempo para se defender”. Novais teria dito ainda que não quer paralisar o ministério. "Apoio do partido ele teve sempre. Eu fui hoje de manhã encontrar com o Pedro Novais para hipotecar, em nome do partido, absoluta confiança nele", disse.
A pasta deve continuar com o PMDB. De acordo com Alves, a bancada decidiu que a presidente Dilma escolherá o novo ministro entre os 79 deputados que integram a legenda na Câmara.
A permanência do ministro foi tema de uma reunião no gabinete de Temer nesta tarde. Ao chegar para a reunião, Novais disse que não sabia qual era o motivo da convocação. "Não sei que reunião é essa. Eu vim conversar com o meu amigo, o vice-presidente Michel Temer.” Participaram da reunião o próprio ministro, Alves e o vice-presidente.
Entenda
Segundo reportagem da "Folha de S.Paulo", publicada hoje, a mulher do ministro, Maria Helena de Melo, usa irregularmente um funcionário da Câmara como motorista particular.
Ontem, outra reportagem mostrou que Novais pagou sua governanta pessoal com salário da Câmara durante os sete anos em que foi deputado federal. A mulher, que trabalhava na casa do agora ex-ministro, recebia como secretária parlamentar, mas nunca deu expediente na Casa. Quando Novais virou ministro, ela deixou de ser governanta e foi contratada como recepcionista por uma empresa terceirizada do Ministério do Turismo.
Do UOL
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

NADA MAIS QUE A VERDADE...

Uma das deputadas mais atuantes no Congresso Nacional, Luiza Erundina (PSB-SP) acompanha há mais de trinta anos a situação das famílias que buscam informações de parentes desaparecidos e mortos no regime militar. Recentemente criticou a pressa do governo federal para viabilizar a Comissão da Verdade e votar no Congresso.

Quando o assunto é direitos humanos, Erundina sempre esteve empenhada e no comando do governo municipal de São Paulo (1989/1993), foi criada uma comissão especial que investigou corpos enterrados em valas comuns nos cemitérios da cidade, que segundo as investigações, eram de opositores do regime. Leia mais.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

No dia 7 de setembro de 1822, numa viagem a São Paulo, Dom Pedro recebe as exigências das Cortes. Irritado, reage proclamando a Independência do Brasil. A separação política entre a colônia do Brasil e a metrópole portuguesa foi declarada oficialmente neste dia.

Ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal.

Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!", rompendo os laços de união política com Portugal.

Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1 de dezembro na Capital.

Leia mais sobre a Independência do Brasil.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou em Brasília, no último fim de semana, seu 4º Congresso - Um novo Brasil, uma nova política discutiu os novos rumos da política estatuária do partido.

O Congresso reuniu petistas de todas as alas, cada um defendendo um ideal para os novos passos do partido, mas o assunto que mais interessava para uma meia dúzia de petistas era o marco regulatório da imprensa.

Para os vermelhos que estavam contando com a aprovação dessa censura disfarçada de marco regulatório, deram com os burros n´água: a presidente Dilma disse não.

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MARTA LIDERA DISPUTA PELA PREFEITURA DE SP

Da Folha Online

Primeira pesquisa Datafolha para a eleição municipal de 2012 aponta que a senadora Marta Suplicy (PT) saiu na frente na disputa pela Prefeitura de São Paulo, informa reportagem de Bernardo Mello Franco, publicada na Folha de S. Paulo, desta segunda-feira (5).

Ela lidera a corrida em todos os cenários pesquisados (confira abaixo), com vantagem média de 14 pontos percentuais em relação aos adversários. Sem Marta no páreo, o ex-governador José Serra (PSDB) e o ex-deputado Celso Russomanno (PP) aparecem empatados na ponta.

Lançado pelo ex-presidente Lula, o ministro Fernando Haddad (Educação), que disputa com a senadora a indicação para concorrer pelo PT, oscila entre 1% e 2% das intenções de voto.

Marta obtém sua menor folga na simulação em que Serra é o candidato tucano. Ela chega a 29%, contra 18% do rival --uma vantagem de 11 pontos percentuais. Russomanno é o terceiro colocado, com 13%.

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domingo, 4 de setembro de 2011

PODEROSA

A presidente Dilma Rousseff é a terceira mulher mais poderosa do mundo, segundo ranking da revista Forbes divulgado na última quarta-feira (31). No topo da lista está a primeira-ministra alemã, Angela Merkel. Em segundo lugar ficou a secretária de Estado americano, Hillary Clinton. O rol da revista americana é dominado por políticas, empresárias e líderes dos setores de mídia e entretenimento.

“Nossa lista reflete os caminhos diversos e dinâmicos em direção ao poder para as mulheres hoje, seja liderando uma nação ou definindo a pauta de questões críticas da nossa época”, disse Moira Forbes, presidente e editora da ForbesWoman, em nota.

Oito chefes de Estado e 29 presidentes-executivas estão na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo. Elas têm em média 54 anos e controlam, juntas, US$ 30 trilhões. 22 delas são solteiras.

Dilma foi citada como a primeira mulher a liderar a maior potência econômica da América Latina, enquanto Merkel foi classificada como a única mulher chefe de uma economia global real da Europa. Hillary foi elogiada por ter lidado com as revoluções no Oriente Médio e revelações do WikiLeaks em seu segundo ano no cargo.
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sábado, 3 de setembro de 2011

PAULO MALUF, 80 ANOS

Paulo Maluf completa hoje 80 anos. Na vida pública desde 1969, Maluf é certamente uma das figuras políticas mais notórias, polêmicas e controvertidas.

Em sua biografia Ele, Maluf, trajetória da Audácia, lançada em 2008 o define com estilo voluntarioso e frequentemente arrogante. Se diz orgulhoso de tudo aquilo que realizou.

Amado por alguns e rejeitados por outros, ele angariou uma enorme antipatia nesses anos de politica. Acusações de malversação de recursos públicos lhe são feitas com frequência.

Com uma extensa carreira política, Maluf é colecionador de frases polêmicas, entre elas: “O que fazer com um camarada que estuprou uma moça e matou. Tá bom, está com vontade sexual, estupra, mas não mata”.

Clique aqui e escolha a frase mais polêmica dos 80 anos de Maluf. Leia mais sobre a trajetória de Paulo Maluf.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

MAIORIA INSIDIOSA

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

O mesmo delito que serviu para derrubar um governador não foi suficiente para a Câmara cassar o mandato de uma deputada. Assim como José Roberto Arruda, Jaqueline Roriz foi filmada enquanto recebia dinheiro do dublê de operador e delator de um esquema de arrecadação e pagamento de propinas a agentes públicos no Distrito Federal.

Até a quantia era a mesma: R$ 50 mil.

O fato não veio ao caso. O importante na concepção de 347 deputados - 265 votantes, 20 abstencionistas e 62 faltosos - não é o convívio com quem prevarica, mas criar um salvo-conduto para a prevaricação geral.

E não se diga que o ato buscou preservar vidas pregressas, o que em si já seria grave. No julgamento de "La Roriz" estava em jogo o preceito do crime cometido anteriormente ao mandato em curso, mas desde 2006 a Câmara não pune ninguém mesmo por delitos ocorridos no exercício da delegação popular.

Desde o mensalão, quando foram cassados os deputados José Dirceu, Roberto Jefferson e Pedro Corrêa, parece ter havido um pacto de não agressão no Parlamento pelo qual tudo é perdoado em nome do corporativismo malfeitor.

Quanto mais transgressores são absolvidos, mais transgressora se torna a instituição, que na noite desta terça-feira chegou à perfeição ao patrocinar uma absolvição a despeito da prova filmada em vídeo.

Depois disso, não há mais como estabelecer o que seja ou não quebra de decoro parlamentar. Tudo se tornou permitido e ao mesmo tempo dominado pelo princípio de que o crime é sempre compensador se for devidamente protegido da cobrança da opinião pública.

Trabalho de uma maioria silenciosa, que naquela sessão de julgamento se calou durante o processo, não defendeu sua posição - portanto, confessadamente indefensável -, abrigando-se na ausência e no voto secreto. Uma anomalia cujo fim a Câmara chegou a aprovar em primeiro turno depois de várias absolvições de mensaleiros, mas que houve por bem enfiar na gaveta onde se arquivam muitos males, entre os quais a prerrogativa de não decidir.

Os dois maiores partidos de sustentação do governo, PT e PMDB não deram uma palavra para dizer o que achavam a respeito do que se passava ali. Aderiram ao silêncio cínico de aprovação à tese de que crime tem prazo de validade.

Os petistas, tão senhores de si quando se trata de ironizar a má fama dos pemedebistas companheiros de aliança, não têm mais argumentos para tripudiar: com tantos nos bancos dos réus só lhes resta se unirem no deboche ao País, na esperança de que a impunidade de hoje não só os favoreça amanhã, mas lhes sirva como defesa.

Em seguida à exorbitância da absolvição não obstante a prova, a Câmara arrematou: como se nada demais tivesse acontecido, sacudiu de leve a poeira e prosseguiu a sessão para o "cumprimento de um acordo" para votação de três destaques em medida provisória cujo prazo expira só daqui a 20 dias.

Uma legítima celebração do descaramento incorporado ao cotidiano como rotina.

Já foi diferente. Hildebrando Pascoal, o assassino da serra elétrica até hoje na cadeia, foi cassado há quase 12 anos por crimes cometidos anteriormente ao mandato de deputado que cumpria pelo Acre.

Mas aqueles ainda não eram tempos estranhos em que as piores baixezas são praticadas com ares de grandeza.

Autoria da obra. Depois da passagem de Lula pela Presidência, emprestando o prestígio do cargo à defesa de malfeitores e ao ataque aos que os criticam ou tentam lhes impor freios, o ambiente ficou muito mais permissivo na República.

Cenografia. Amanhã o PT realiza um congresso em Brasília. Das decisões, entre petistas a mais importante é a foto de Dilma com Lula para simbolizar a união fraterna.

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PRÁTICAS CRUÉIS

O deputado federal, Ricardo Trípoli (PSDB-SP), apresentou nesta semana Projeto de Lei 2086/2011 que proíbe as derrubadas de animais e perseguições seguidas de laçadas em rodeios, vaquejadas e eventos similares. Aos infratores, o projeto estabelece sanções que pode chegar a R$ 30 mil. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.

O parlamentar usou como justificativa um fato recente ocorrido na 56ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP), onde um garrote teve de ser morto vítima de uma paralisia provocada pela queda na “bulldogging”, perseguição na arena seguida de derrubada. O animal teve a coluna vertebral quebrada pelo peão.

Para lembrar – Em 2005 na novela América, a autora Gloria Perez abordou a temática dos rodeios e como os animais desses eventos eram tratados, infelizmente houve uma interpretação errônea por parte de alguns integrantes de entidades que defendem os direitos dos animais e travaram um boicote a novela.

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