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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

RETROCESSO NA CULTURA

Você percebe que o segundo governo Dilma vai ser um desastre quando a presidente finaliza a reforma ministerial com nomes como Juca Ferreira, na Cultura.
Ele já esteve no comando da pasta no governo Lula e foi apenas mais um ministro decorativo na exaustiva esplanada dos 39 ministérios. A escolha de Juca representa um retrocesso para a Cultura.
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PEDIDOS DE CASSAÇÃO

Ao menos seis governadores eleitos em outubro são alvo do Ministério Público Eleitoral em pedidos de cassação de seus mandatos por suspeitas de terem cometido irregularidades. As ações dos procuradores apresentadas à Justiça envolvem Fernando Pimentel (PT), em Minas Gerais; Camilo Santana (PT), no Ceará; Wellington Dias (PT), no Piauí; Simão Jatene (PSDB), no Pará; Ricardo Coutinho (PSB), na Paraíba, e Waldez Góes (PDT), no Amapá.
Todos os pedidos atingem ainda os vice-governadores eleitos.
Em Minas Gerais, o procurador regional eleitoral Patrick Salgado acusa a campanha encabeçada por Pimentel de ter sido "ilicitamente impulsionada por inaceitável abuso de poder econômico". Salgado baseou-se em decisão do próprio Tribunal Regional Eleitoral do Estado, que reprovou as contas de Pimentel e seu vice, Antônio Andrade (PMDB), por considerar que os gastos com a campanha extrapolaram R$ 10,1 milhões o limite de despesas de R$ 42 milhões previsto inicialmente.
Na ação dos promotores cearenses, Camilo Santana (PT) é acusado de utilizar irregularmente recursos públicos do Fundo de Combate à Pobreza para a construção de banheiros quando era secretário no segundo governo de Cid Gomes (PROS). O procurador Rômulo Conrado questiona também recursos de convênios estaduais repassados a municípios.
No Pará, o governador reeleito Simão Jatene (PSDB) e seu vice, Zequinha Marinho (PSC), têm três pedidos de cassação de mandato. Eles respondem por gastos excessivos com a Secretaria de Comunicação da atual gestão, por demissões no Hospital Ophir Loyola em período vedado por lei e por irregularidades no Cheque Moradia. A ação da Procuradoria Regional Eleitoral afirma que os candidatos exerceram influência nas eleições com entrega do benefício em troca de votos.
O Ministério Público Eleitoral do Piauí entrou com 10 ações, dentre elas a que pede a cassação do mandato do governador eleito, Wellington Dias (PT), e da vice, Margarete Coelho (PP). De acordo com o procurador regional eleitoral Kelston Lages, a ação descreve abuso de poder econômico e compra de votos. Em setembro deste ano, Polícia Rodoviária Federal em Barreiras, na Bahia, apreendeu R$ 180 mil em espécie sob os cuidados de um dos assessores de Dias.
Na Paraíba, o governador reeleito Ricardo Coutinho (PSB) foi notificado por nove ações de investigação judicial eleitoral na Justiça Eleitoral. Em uma delas, o procurador Rodolfo Alves, que também pediu a cassação da vice Lígia Feliciano (PDT), propõe que a servidora Francisca de Lucena Henriques teria "conclamado prestadores de serviços a apoiarem a reeleição para garantir manutenção de empregos", além de citar irregularidades em distribuição de kit escolar no Estado.
No Amapá , uma das ações movidas pela Procuradoria Regional Eleitoral contra o governador eleito Waldez Góes (PDT) é por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral. O grupo Beija-Flor de rádio e televisão, pertencente à família do ex-senador Gilvan Borges (PMDB), teria direcionado, segundo o texto, a programação de suas 16 emissoras de rádio e duas de televisão a favor do candidato com manifestações explícitas de apoio.
As ações de investigação judicial eleitoral podem resultar na cassação do registro ou diploma e na inelegibilidade dos candidatos eleitos. (Colaboraram Janaína Araújo, Luciano Coelho, Marcelo Portela). Via A Tarde, com informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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A VACA TOSSIU

A presidente Dilma anuncia medidas impopulares contra os trabalhadores. A má notícia foi dada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, o governo federal vai dificultar o seguro desemprego, abono salarial, auxílio-doença e pensão por morte.
Sem dinheiro para cobrir os buracos deixados por uma gestão fraudulenta e desastrosa, Dilma agora vai conseguir a grana para repor o caixa, retirando benefícios conseguidos há muito tempo pelos trabalhadores.
No vale-tudo implantado pelo marqueteiro de R$ 78 milhões, João Santana, que acusou a então candidata Marina que, se eleita ela iria retirar benefícios trabalhistas, a candidata à reeleição Dilma Rousseff  disse que não mexeria nos direitos trabalhistas e cunhou uma frase implantada pelo marqueteiro  "nem que a vaca tussa".
Na época, as centrais sindicais aplaudiram a frase da presidente Dilma e realizaram em todo o país uma grande manifestação “Nem que a vaca tussa!”. Agora as centrais sindicais se sentem traídas com as decisões tomadas pela presidente, principalmente na escolha de seus novos ministros, um mais sinistro que o outro.
Agora, diante dessas ações que o governo anunciou que irá tomar, percebe-se que Dilma enganou até os petistas. É mais uma máscara da mentira que cai dita por Dilma em campanha. A vaca não só tossiu como levou a economia para o brejo. No governo petista, a vaca tosse e o boi baba.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

COMPARAÇÃO ESTAPAFÚRDIA

Em 2005, um furacão devastador batizado de Katrina atingiu o Golfo do México e a costa dos Estados Unidos, inundou a cidade de Nova Orleans, destruiu partes do Mississippi, Lousiana, Alabama e causou danos severos na Georgia e na Flórida. Além do estrago material, estimado em 108 bilhões de dólares, o Katrina matou 1.833 pessoas.
Cerca de 1.500 mortes foram causadas pela velocidade do seu vento – 278 km/h no pico. Os dados são do Centro Nacional de Furacões do governo americano, que classificou o Katrina como um dos cinco ciclones tropicais que mais mataram na história do país e o tufão que mais causou prejuízos econômicos.
Nesta terça-feira, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que algo parecido ocorreu na cidade na madrugada de segunda-feira. Em entrevista ao telejornal SPTV, Haddad foi questionado se havia um “jogo de empurra” entra a prefeitura e a Eletropaulo para solucionar a remoção das árvores podres e doentes derrubadas pelo temporal e a poda de galhos e troncos para que o fornecimento de energia elétrica seja reestabelecido na capital paulista.
A resposta do petista foi catastrófica: “Você já deve ter ouvido falar do furacão Katrina. O furacão Katrina, lá atrás, devastou a Flórida com 120 km/h de vento. Nós tivemos 100 km/h de vento em São Paulo. Nós nunca tivemos uma situação próxima a um furacão. O que aconteceu em São Paulo há dois dias foi algo muito próximo de um furacão”.
Em tempo: os danos na capital paulista, que não são desprezíveis, foram causados por ventos de 96 km/h e se restringem a prejuízos materiais, causados principalmente pela queda de 286 árvores, pela incidência de 3.000 raios na região e a pane em 193 semáforos. Até agora, nenhuma morte decorrente da tempestade foi registrada.
Conteúdo: Veja
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SE TIVESSE FALADO A VERDADE, DILMA TERIA SIDO REELEITA?

De Dilma, em 22 de outubro deste ano, às vésperas de se reeleger por uma vantagem modesta de votos:
- As pessoas são o centro do meu governo como foram o centro do governo Lula. Vamos mostrar que este país não vai voltar atrás. As duras conquistas não serão tiradas de nós.
De Dilma em mais de uma ocasião da campanha no primeiro e no segundo turnos:
- A inflação está sob controle. Não vou aplicar os métodos do PSDB. Não estou aqui para aumentar os juros e desempregar ninguém.
Da reeleição para cá, o Banco Central já aumentou os juros duas vezes. E a impressão digital do PSDB apareceu com nitidez no pacote de medidas anunciado, ontem, para organizar as finanças do governo que a presidente jamais admitiu que estivessem desorganizadas.
O pacote reúne mudanças que atingem o abono salarial, o seguro-desemprego, o seguro-desemprego dos pescadores artesanais, a pensão por morte e o auxílio-doença.
No blog do Planalto - e também no blog da Dilma -, o duro ajuste fiscal bancado por Joaquim Levy, futuro ministro da Fazenda, e destinado a economizar no próximo ano R$ 18 bilhões, foi apresentado sob a manchete: “Governo corrige distorções na concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários”.
Quem diria que benefícios conquistados pelos brasileiros que mais precisam seriam chamados de “distorções” por auxiliares de Dilma. Quem diria que Dilma e sua turma se valeriam da receita do PSDB para pôr a casa em ordem.
Estelionato é, segundo o Dicionário do Aurélio, o “ato de obter, para si ou para outrem, vantagem patrimonial ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo em erro alguém, por meio fraudulento”.
Substitua “vantagem patrimonial ilícita” por “vantagem eleitoral ilícita” para ter uma ideia do que cometeu Dilma na campanha em que se reelegeu.
Ela negou tudo ou quase tudo que começou a fazer para governar outra vez. Simples assim.
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NOTA ZERO

Candidato derrotado em segundo turno à sucessão presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece com nota zero no ranking de avaliação da atividade parlamentar divulgado neste fim de semana pela revista Veja. O ex-governador mineiro foi o único, entre os 77 senadores avaliados, a não pontuar em 2014 e aparece na última colocação do chamado Ranking do Progresso, produzido em conjunto pela revista com o Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon) do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp­Uerj).
Os senadores Eduardo Amorim (PSC-SE), com 10 pontos, Lindbergh Farias (PT-RJ), com 9,53, e Armando Monteiro (PTB-PE), com 9,32, foram os mais bem avaliados. Na Câmara, os três primeiros colocados foram: Marcus Pestana (PSDB-MG) e Antônio Imbassahy (PSDB-BA), empatados com 10 pontos, e Gabriel Guimarães (PT-MG), com 9,98.
Durante a campanha eleitoral, Veja foi acusada por petistas de favorecer a candidatura de Aécio ao Planalto e de tentar prejudicar a reeleição de Dilma. No dia 26 de outubro, quando foi realizado o segundo turno, a revista foi obrigada pela Justiça eleitoral a publicar em seu site uma notada coligação de Dilma, rebatendo a reportagem de capa daquela semana, que atribuía ao doleiro Alberto Youssef a declaração de que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula sabiam do esquema do petrolão.
No ano passado, Aécio figurou na 30ª colocação do “Ranking do Progresso”, com 3,8 pontos. Em 2012, ficou na 14ª colocação, com 7 pontos. As notas são atribuídas aos parlamentares conforme sua atuação em nove eixos temáticos, como gestão pública, educação e relações trabalhistas (confira aqui a metodologia).
“São levadas em conta propostas de ajuste na legislação capazes de contribuir para um país mais moderno e competitivo, segundo a perspectiva de Veja e da Editora Abril”, explica o cientista político Fabiano Santos, coordenador do ranking, divulgado pelo quarto ano consecutivo.
O professor do Iesp-Iuperj ressalta que neste ano houve maior equilíbrio entre parlamentares do governo e da oposição em comparação a anos anteriores. Se as primeiras colocações ficaram basicamente com parlamentares do PSDB e do DEM nas edições anteriores, desta vez, entre os 20 mais bem colocados na Câmara, por exemplo, sete são da dupla oposicionista e sete são dos dois principais partidos da base governista, PT e PMDB. Os seis demais são do PPS, do PTB, do SD, do Psol e do PMN.
“Tivemos um longo e árduo ano de campanhas para os pleitos presidencial e legislativo — contaminadas, mais uma vez, por uma sucessão de escândalos que envolveram a classe política e alguns candidatos-protagonistas. Senadores e deputados passaram boa parte de 2014 empenhados em levar aos seus eleitores o resultado do trabalho desenvolvido a partir de 2011″, diz o texto publicado pela revista.
O Núcleo de Estudos sobre o Congresso desenvolveu uma metodologia que leva em conta todas as etapas de uma proposição, de sua origem à votação final, com peso específico em cada uma das fases. Segundo Fabiano Santos, houve outra especificidade no levantamento deste ano. “Muitos congressistas se lançaram na disputa para os executivos federal e estaduais. Isso trouxe pelo menos duas consequências: a) um número pequeno de deliberações no Congresso, se considerarmos como base o período 2011-2013; b) pouco trabalho feito por parlamentares que, em outro momento, teriam maior atuação nos processos decisórios do Legislativo.”
Conteúdo do Congresso em Foco
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

SOBRE RÃS E JACARÉS

Por Bernardo Mello Franco, da Folha de S.Paulo
BRASÍLIA - A imagem salta à memória a cada vez que o ex-presidente Lula repete, de peito estufado, que os poderosos acusados de desviar dinheiro público nunca iam para a cadeia até a sua chegada ao Planalto.
Em uma pista de pouso do interior do país, um homem corpulento, de cabelos tingidos de preto-graúna, caminha sob a escolta de policiais federais. A mão direita segura um livro na horizontal, truque improvisado para esconder as algemas nos pulsos. O preso ilustre era Jader Barbalho, investigado por desfalques milionários na Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). A foto foi tirada em 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso.
Jader integra um time de políticos que submergiram sob acusações de corrupção e, depois de amargar uma temporada nas profundezas, voltaram à tona na era Lula. Assim como Fernando Collor, o paraense foi reabilitado após esquecer as rixas com o PT e se tornar um defensor de seus interesses no Senado. A conversão acaba de ser recompensada. Seu filho Helder, 35, foi convidado pela presidente Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Pesca.
Além de amarrar o apoio de um velho cacique do PMDB, a escolha atende a outra função da reforma: dar emprego a aliados derrotados nas urnas. A exemplo de Eduardo Braga (Minas e Energia) e Armando Monteiro Neto (Desenvolvimento), o jovem Barbalho perdeu as eleições de outubro. Foi rejeitado na corrida ao governo do Pará, apesar da máquina do pai e do apoio de Lula na TV.
A nomeação do filho de Jader ainda contém um ingrediente de ironia. No escândalo da Sudam, que se arrasta até hoje no Supremo Tribunal Federal, o senador foi associado ao desvio de recursos liberados para um ranário mantido por sua ex-mulher em Belém.
Como ministro, Helder vai comandar a distribuição de verbas federais para a criação de peixes, crustáceos, moluscos, rãs e jacarés.
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domingo, 28 de dezembro de 2014

O TRISTE ADEUS A CID GOMES

Por Yuri Leonardo e Henrique Araújo, O Povo
Sobre como o cearense segura o choco na hora da partida  
É com banzo indisfarçável que o alencarino vê aproximar-se o fim da era Cid Gomes. Nunca antes na história do Ceará um gestor concluiu oito anos de governança colecionando uma lista interminável de episódios cujo denominador comum é a absoluta falta de pudor. Em dois mandatos consecutivos, Cid flertou com o abismo ao dar uma tainha do capô de um jipe e deixou a vergonha de lado ao saltar de tirolesa no Cocó. Sucessor no trono estadual, Camilo Santana terá dificuldade para ombrear os trabalhos do tutor.
Do incrível voo da sogra, cartão de visitas do governador, ao bufê com bombinhas de camarão no Palácio Iracema, passando por shows para inaugurar equipamentos públicos, a gestão do engenheiro civil prodigalizou o que há de anedótico na política.
O irmão do meio do clã Ferreira Gomes transformou a performance em capital eleitoral. Como numa peça de Zé Celso Martinez Corrêa, termina o ano com um soft power de fazer inveja. Ninguém antes dele fez a perigosa mistura de gestão pública com talk show.
Diferentemente do que os analistas imaginam, não foram os bons resultados na educação que levaram Cid ao ministério de Dilma, mas a carreira desabalada que o governador empreendeu em um aeroporto na Bahia. Ali, ao quase provocar um acidente, ele convenceu a presidente de que era merecedor de um posto na Esplanada dos Ministérios.
A aventura aérea ilustra uma constante na vida pública do ainda governador: a performance como extensão da política e a política como gesto cômico. Nesse campo, o sobralense foi imbatível. Seja pilotando um carro com o filho no colo sem usar cinto de segurança, seja mergulhando no tanque de uma adutora, Cid demonstrou voluntarismo na resolução dos problemas do Estado.
Como no dia em que, feito um cacique, procurou os ocupantes do Cocó na crise dos viadutos, pediu licença e sentou num tronco de carnaubeira. Em seguida, passou a desenhar na areia um esboço do projeto a ser levado adiante pela Prefeitura de Fortaleza. Ou quando, nas eleições de Roberto Cláudio e de Camilo, aboletou-se no lombo de uma motoneta pelas ruas da cidade à cata de votos para os pupilos.
Se a opção por Hilux com tração nas quatro rodas e bancos de couro para equipar a PM, ainda no início da gestão, pressagiava um governo extravagante, o projeto de construção do aquário na Praia de Iracema não deixa dúvidas: Cid Gomes imprimiu uma marca no Ceará. Como as fachadas das novas delegacias, o símbolo tem dupla leitura: moderno por fora, arcaico por dentro.
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13 BIZARRICES DE DILMA NA ECONOMIA

13 bizarrices de Dilma na economia das quais jamais esqueceremos
Em seu primeiro mandato, a presidente Dilma Rousseff transformou o Brasil numa espécie de laboratório para todos os tipos de bruxarias heterodoxas na área econômica. Como os analistas independentes cansaram de avisar, os experimentos de Dilma acabaram provocando o desordenamento do processo produtivo, a alta da inflação e a paradeira da economia.  Levaram, também, à perda de credibilidade do governo e à desconfiança dos empresários.  A seguir, você poderá conferir algumas das principais bizarrices cometidas por Dilma na economia, que, felizmente, parece que serão deixadas para trás em seu segundo mandato.  Ainda assim, elas serão lembradas para sempre com ironia por todos aqueles que previram seus resultados catastróficos.
1.”O ministro da Fazenda sou eu”
Inspirada em Luís XV, autor da célebre frase L’etat c’est moi (O Estado sou eu), Dilma foi, desde o primeiro dia de seu governo, o ministro da Fazenda de fato – e não Guido Mantega, o titular da Pasta. Em certa medida, foi ela também quem comandou  o Banco Central, pressionando o presidente da instituição, Alexandre Tombini, a retardar o aumento de juros que se fazia necessário para combater a escalada inflacionária que se insinuava quando ela ainda estava na metade de sua gestão. Depois, para não prejudicar seu desempenho nas urnas, Dilma usou o mesmo expediente durante a campanha eleitoral. É Dilma, portanto – e não Mantega e Tombini – a grande responsável pelo fracasso retumbante de seu governo na economia. Mantega e Tombini podem até ser acusados de omissão ou de conivência, mas é ao Palácio do Planalto que a fatura pela estagflação, aquela combinação incômoda de estagnação econômica e inflação, deve ser enviada.
2. Um pibinho incomada muita gente...
Apesar da dificuldade de Dilma e o PT reconhecerem publicamente seu fracasso na gestão da economia, o governo chega ao final de forma melancólica. Com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estimado em apenas 0,2% em 2014 e numa média de 1,5% ao ano durante sua gestão, Dilma só ficou à frente dos governos Collor e de Floriano Peixoto neste quesito. O crescimento do PIB no governo Dilma foi tão baixo que o marqueteiro João Santana teve de fazer malabarismos para criar um discurso alternativo que a favorecesse e permitisse a ela enfrentar a realidade dos números e as críticas da oposição durante a campanha eleitoral. Em vez de divulgar a taxa de crescimento econômico de seu governo, Santana decidiu divulgar o crescimento médio anual nos 12 anos de governo do PT e compará-lo à media dos dois mandatos de Fernando Henrique. Obviamente, sem levar em conta o contexto histórico dos dois períodos.
3. Um pouco de inflação não faz mal a ninguém
Dilma jamais admitirá, nem o presidente do BC, Alexandre Tombini. Mas qualquer analista de mercado independente sabe que, na gestão de Dilma, a política monetária sofreu influências políticas inimagináveis no governo Lula, quando o ex-banqueiro Henrique Meirelles comandava a instituição, contribuindo de forma decisiva para garantir a credibilidade do país junto aos investidores locais e estrangeiros. Mais de uma vez, Dilma defendeu a ideia pregada pelos nacional-desenvolvimentistas, com quem se identifica ideologicamente, de que um pouquinho de inflação não faz mal a ninguém. Contra todas as evidências de que o BC precisava endurecer a política monetária, diante da frouxidão fiscal, para conter as pressões inflacionárias, Tombini dizia que a trajetória da inflação era de queda – o que, como se comprovou depois, com a inflação roçando o teto da meta, de 6,5% ao ano, era uma previsão prá lá de furada.
4. A irresponsabilidade fiscal com aval do Congresso
Depois de passar boa parte da campanha eleitoral jurando de pés juntos que as contas  estavam em ordem e que o governo faria a economia prometida para pagar os juros de sua dívida pública em 2014, Dilma teve de reconhecer que a situação era dramática e enviou um projeto criticadíssimo ao Congresso para flexibilizar a meta fiscal que ela mesma havia traçado no ano anterior. Para aprová-lo, ofereceu R$ 745 mil para cada parlamentar aplicar a seu bel prazer em seu reduto eleitoral, num total de quase R$ 500 milhões. Ao final, apesar da gritaria da oposição, o toma-lá-dá-cá acabou prevalecendo e o projeto foi aprovado, para Dilma não ser questionada na Justiça por descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
5. 2 + 2 = 5
Embora Dilma tenha sido pródiga em bizarrices na economia, talvez nada tenha sido mais bizarro em seu governo do que a tal da “contabilidade criativa”. Para tentar esconder o desequilíbrio nas contas públicas, Dilma usou e abusou de truques contábeis grotescos, idealizados pelo secretário do Tesouro, Arno Augustin.  As manobras podem até ter iludido os incautos, mas deixou “estarrecidos”, para usar a palavra preferida da “presidenta”, quem é do ramo. O repertório de aberrações incluía principalmente triangulações de recursos entre o Tesouro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal. Essas triangulações apareciam na dívida bruta federal, mas não na dívida líquida, que o governo usava para fazer a propaganda oficial e vender a ideia de que era uma freira na gestão das finanças públicas. No fim, a manobra “esperta” contribuiu decisivamente para deteriorar a credibilidade do governo e minar a confiança dos investidores no país.
6. A  morte anunciada da “nova matriz econômica”
Em oposição ao tripé macroeconômico criado no governo FHC, baseado nas metas de inflação, no câmbio flutuante e no superávit fiscal, Dilma adotou a “nova matriz econômica”, idealizada pelos acadêmicos da Universidade de Campinas (Unicamp), onde Dilma fez o curso de pós-graduação em economia. Eles têm horror a tudo que guarde qualquer semelhança com a visão clássica de mercado, defendida pelos economistas mais liberais. Centrada no real fraco em relação ao dólar, em incentivos fiscais para alguns setores “eleitos” da indústria e numa taxa de juro baixa,  a “nova matriz” tinha o objetivo de estimular o crescimento econômico.  Só que, apesar da contenção de preços administrados, como a gasolina, a inflação deu um salto, e os juros tiveram de subir para tentar manter os preços sob controle.  Além disso, mesmo com os subsídios oficiais, a indústria não realizou os investimentos que o governo desejava estimular e a taxa de crescimento do país ficou num dos níveis mais baixos da história. A boa notícia é que, por causa de seus resultados pífios, a “nova matriz econômica” deverá ser abandonada no segundo mandato de Dilma, em nome de práticas tidas como "ortodoxas", como a austeridade fiscal e uma política monetária mais dura, para recolocar o Brasil na trilha do desenvolvimento sustentável.
7. O Petrolão e a perda bilionária de valor da Petrobras
Estatista militante, ex-presidente do conselho de administração da Petrobras e defensora do modelo nacionalista implementado para explorar o pré-sal, Dilma encerra seu primeiro mandato em meio ao maior escândalo de corrupção do país em todos os tempos, o Petrolão.  Embora até agora ainda não haja nenhuma evidência concreta de que Dilma tenha se beneficiado da bandalheira, muitos analistas e muitos cidadãos de bem consideram que, como ex-presidente do conselho da Petrobras, ela foi, no mínimo, omissa no caso. Poderia, portanto, ser responsabilizada pelo que aconteceu com a empresa. O valor de mercado da Petrobras na sexta-feira, 19 de dezembro, havia caído de um pico de R$ 510 milhões, em maio de 2008, para R$ 122 bilhões – uma queda de 76%! Resultado: a Petrobras perdeu o posto de empresa mais valorizada do Brasil para a Ambev, que reúne as marcas Brahma e Antarctica, e foi também ultrapassada pelos bancos Itaú e Bradesco, nesta ordem.  De estrela internacional, a Petrobras foi parar nas páginas policiais dos jornais. Além dos processos movidos no Brasil pela  Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o xerife do mercado de capitais do país, a Petrobras está sendo investigada pela SEC, sua congênere americana, e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Está sendo processada também por investidores privados nos EUA. Apesar de ainda ser difícil dizer como os desdobramentos do caso vão atingir seu governo e ela própria no segundo mandato, pode-se dizer, sem medo de errar, que há nuvens negras no horizonte.
8. A redução de juros “por decreto”
Um dia Dilma acordou e decidiu que era preciso dar uma marretada nos juros estratosféricos do país, bem ao estilo “eu prendo, eu bato, eu arrebento” que caracterizou seu governo desde o primeiro minuto. Embora jamais admita, forçou o Banco Central a reduzir a taxa básica de juros, que serve de referência para todas as outras, muito além do que seria razoável naquela conjuntura, marcada por crescentes pressões inflacionárias, com o objetivo populista de beneficar-se na campanha eleitoral. Dilma obrigou também os bancos oficiais – o Banco do Brasil e a Caixa, que hoje estão com uma taxa de calote muito acima da média do sistema – a seguir o mesmo  caminho. Obviamente, o que muitos analistas previram acabou acontecendo. O corte dos juros, com a alta da inflação e o desequilíbrio fiscal, tornou-se insustentável, e as taxas voltaram a subir – e deverão subir ainda mais no começo de seu segundo mandato.
9  A “quebra” de contratos na área de energia
Com uma manobra arriscada, Dilma decidiu mudar as regras do jogo na área energética, que ela comandou no início do governo Lula, antes de se tornar ministra da Casa Civil. Acreditando que conseguiria reduzir os preços da energia no país com seu voluntarismo ingênuo, Dilma criou o caos e acabou afastando investidores nacionais e estrangeiros do setor, um dos mais carentes de investimentos no país. Para renovar os contratos com as concessionárias, Dilma ofereceu uma indenização considerada menor do que as empresas teriam direito pelo critério anterior, que levava em conta os investimentos realizados e que ainda não haviam sido recuperados com a exploração do serviço. Como aconteceu com quase todas as medidas que Dilma tomou na economia em seu primeiro mandato, o tiro saiu pela culatra. Em 2015, o preço da energia deverá ter um reajuste considerável para cobrir o “rombo” que ela gerou no setor com sua política estapafúrdia.
10. As cotas impostas à importação de veículos
Sem aviso prévio, Dilma mudou também, da noite para o dia, as regras adotadas no campo automotivo.  Com o objetivo de estimular a produção local e manter os empregos dos metalúrgicos do país, ameaçados pela concorrência externa e pelo preço mais alto dos carros nacionais, Dilma trouxe de volta a velha reserva de mercado, de triste memória. A reserva  havia vigorado até o início dos anos 1990 e acabou provocando uma acomodação nas montadoras locais, em franco prejuízo dos consumidores, obrigados a consumir verdadeiras “carroças”, nas palavras do ex-presidente Fernando Collor, responsável pela abertura do mercado.  Dilma aumentou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros importados produzidos fora do México e do Mercosul em 30 pontos porcentuais e forçou a renegociação do acordo de livre comércio de veículos leves com o México, que havia levado várias montadoras a adotarem uma estratégia de negócios compatível com o regime anterior. Resultado: em 2014, as vendas e a produção de veículos despencaram, mesmo com a redução de impostos promovida pelo governo. Hoje, há um excesso de produção, sobram carros nos pátios das montadoras e muitas fábricas deram férias coletivas para os trabalhadores ou implementaram medidas semelhantes para reduzir o ritmo de produção.
11. As privatizações são ruins, mas nem tanto
Depois de demonizar as privatizações em todas as eleições desde 2002, Dilma e o PT decidiram apoiá-las. Como o governo na tinha dinheiro para fazer as obras de infraestrutura de que o país precisa, ela se deu conta, com dez anos de atraso, que a melhor forma de realizá-las era por meio de privatizações – ou concessões, como preferem os petistas, para evitar a palavra proibida. Só que,  como Dilma queria tabelar o lucro dos empresários e oferecer a tarifa mais baixa possível aos usuários, o projeto acabou não decolando, por absoluto desinteresse dos investidores. Quando Dilma quis consertar o erro – algo raro em sua trajetória – era tarde demais.  Exceto por uma ou outra privatização de serviços públicos, como estradas e aeroportos, ela chegou ao final do primeiro mandato com quase nenhuma realização nesta seara.
12. A volta da política do “pires na mão” a Brasília
Durante seu governo, de tendência nacional-desenvolvimentista, Dilma ressuscitou várias práticas que se popularizaram durante o governo militar, quando o economista Antônio Delfim Netto era chamado de “czar” da economia.  Talvez a principal delas – e a mais nociva para o país – foi a volta da política do “pires na mão”, pela qual os empresários voltaram a peregrinar pelos gabinetes de Brasília, em busca dos favores oficiais, em troca de promessas de investimento raras vezes cumpridas.
13 O filtro de Informações negativas
Para não atrapalhar seu desempenho eleitoral, Dilma interferiu até mesmo no cronograma de divulgação de dados do Instituto de Pesquisa de Economia Aplicada (IPEA), ligado ao governo federal. Embora negue oficialmente, qualquer observador minimamente atinado, sabe que o IPEA adiou a divulgação de uma pesquisa que mostrava a estagnação da queda da desigualdade e da pobreza no país. Houve trapalhadas semelhantes na divulgação de pesquisas feitas pelo IBGE, cuja independência tem sido ameaçada pelo aparelhamento promovido pelo  PT.
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sábado, 27 de dezembro de 2014

CORAÇÃO VALENTE DERRETEU

Militante político, empresário, o ex-secretário da gestão Maria Luiza, Gilvan Rocha foi encontrado morto na manhã deste sábado (27), em sua residência no bairro da Aldeota. A polícia investiga a causa da morte. Em 2005, participou da fundação do PSOL.
Autor de cinco livros sobre o socialismo, esquerda e a ditadura brasileira, Gilvan era um combatente do capitalismo. Ele era um símbolo da esquerda no Ceará.
Em seu blog, Gilvan deixou o seu último artigo, publicado nessa sexta-feira (26), lamenta que “o coração valente da, senhora Dilma, tenha derretido diante do grande capital”. Confira:
A jovem Dilma Rousseff demonstrou ter um coração valente quando enfrentou as câmaras de tortura. Dessa mesma forma comportaram-se milhares de jovens dispostos a sacrificarem a vida, a liberdade e a submeterem-se à tortura insana dos seus algozes. É lamentável, entretanto, que, agora, o coração valente da, senhora Dilma, tenha derretido diante do grande capital. Não estamos falando de coisas fantasiosas. Veja as escolhas da presidente, reeleita para o ministério da agricultura. Nada mais, nada menos do que a emblemática Kátia Abreu, legitima representante do agronegócio. Veja, por outro lado, onde a senhora, agora, de coração acovardado, foi buscar a sua equipe econômica, senão entre os mais confiáveis quadros existentes entre os grandes banqueiros.
Coração valente seria dizer não ao capitalismo e não somente demonstrar bravura, como demonstraram os cristãos primitivos diante das feras que lhes estraçalhavam as vísceras. Não basta um coração valente, é preciso que ele esteja a serviço de uma boa causa, e a senhora Rousseff tinha como bandeira a luta pelas reformas e pela soberania nacional, enquanto propugnava por um modelo de país onde reinasse um discurso único, um partido único, uma imprensa única, uma polícia política, como era modelo a então URSS e hoje permanece Cuba, Coreia do Norte, China, para citarmos alguns exemplos.
O coração valente daqueles jovens tangidos pela má informação e pela ingenuidade, não se levantava contra o capitalismo e, tão logo deram-se as oportunidades, vimos muitos deles se agacharem diante do grande capital propondo-se gerenciar o capitalismo, garantindo a paz social necessária para que a burguesia auferisse, sem traumas, seus grandes lucros.
Os “corações valentes” que se alocaram no governo petista, engessaram as centrais sindicais e estudantis, transformando essas instituições em meros aparelhos burocráticos.
O socialismo, a luta direta e sem sofisma contra o capitalismo, precisam de corações valentes. Mas não bastam a bravura e o martírio para tornar legítima uma pretensa militância, quando tudo termina em um estúpido engano. Queremos, sim, homens e mulheres destemidos. Empunhando a causa da verdade e não cultuando apenas a bravura e o martírio sem atentar para quão inócuos foram tantos sacrifícios.
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DECEPÇÕES DE NATAL

Charge do Aroeira
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ENROLADO COM A JUSTIÇA

O próximo ministro do Esporte, o deputado federal e pastor licenciado George Hilton (PRB-MG) — flagrado pela Polícia Federal em 2005 transportando R$ 600 mil em dinheiro (R$ 972 mil em valores atualizados) em um avião fretado —, não declarou à Justiça Eleitoral a propriedade de uma empresa de transportes em que é sócio da esposa. A Visão Locação e Transportes Ltda., criada em 2004, está registrada em Belo Horizonte e tem um processo de execução fiscal na Justiça Federal. Pela ação, Hilton, a esposa dele, Gorete Cecílio, e a firma são executados a pagarem R$ 29 mil. Após duas tentativa de penhora de bens para quitar a dívida, o juiz afirmou eles estão em “local incerto e não sabido”.
Hilton não citou a propriedade da empresa na relação de bens apresentada à Justiça Eleitoral. Entretanto, nas certidões judiciais que informou, é possível descobrir um processo relacionado à Visão Transportes. A ação é movida pela Fazenda Nacional desde 2011, devido a uma cobrança de Simples.
Após Hilton ser reeleito, a Justiça o citou por edital, depois de tentar penhorar bens do casal e da empresa em outras ocasiões, a fim de pagar a dívida de R$ 29.637,72. Eles foram citados no mês passado. O juiz da 26ª Vara Federal de Minas Gerais, André Gonçalves Salce, afirmou, em 26 de setembro, que os executados estavam em “local incerto e não sabido”. À Receita Federal, o endereço informado da Visão Locação e Transportes é uma sala no edifício Estoril, no bairro Cidade Jardim, em Belo Horizonte, cidade onde mora o parlamentar. O número de telefone registrado pela empresa não existe.
Apesar de ser procurado por edital, o próprio deputado informou dois telefones e um endereço à 26ª Vara quando foi extrair uma cópia do processo. Ontem, ninguém atendia nos telefones indicados. A assessoria do futuro ministro disse ontem que ele estava descansando e só atenderia pedidos de entrevista a partir de hoje. “Houve muitas negociações nessas últimas duas semanas e conversas em Brasília”, justificaram os auxiliares de Hilton. Eles disseram que o objetivo era tomar pé das ações do ministério, como as Olimpíadas de 2016. Apesar da indicação para a pasta do Esporte, o futuro ministro — que entra no posto de Aldo Rebelo, deslocado para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação — não tem histórico de atuação no setor esportivo. O perfil do deputado no site da Câmara informa que o parlamentar, formado em ciências sociais, já foi radialista, apresentador de televisão, teólogo e animador.
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

DILMA, A DIREITA PERPLEXA E A ESQUERDA INDIGNADA

Por mais que examine, não consigo encontrar na história do Brasil o caso de um governo recém-eleito suscitar um clima de fim de feira na sociedade. Ao contrário. Uma nova gestão desperta sempre um rosário de esperanças. Pode ser ilusório, mas tem sido quase uma regra.
Há poucas expectativas positivas para o Brasil de 2015. O próprio palácio do Planalto parece incentivar tais visões, para justificar a adoção de medidas duras e impopulares.
A impressão geral é que vão começar os últimos quatro anos de uma administração que conseguiu a proeza de queimar parcela significativa de seu capital político – obtido em uma campanha acirrada e politizada – em dois meses.
O segundo mandato de FHC provocou sensação semelhante, no início de 1999. Mas isso se deu após a posse. Como os mais velhos se lembram, em janeiro daquele ano, o real, cotado em US$ 1,20 e mantido artificialmente valorizado para possibilitar a vitória tucana, chegou a US$ 3,20, em meio a uma aguda crise cambial.
Dilma, por sua vez, pouco sensível a diversos matizes da esquerda que possibilitaram sua vitória, apressou-se, três dias após o segundo turno, em emitir um sinal para o mercado financeiro. A materialização se deu através de uma elevação de 0,25% na taxa básica de juros. Um mês e meio depois, a diretriz foi reafirmada com nova escalada de 0,5%.
O mantra da credibilidade
A partir da vitória, a fieira de acontecimentos é mais do que conhecida. Em busca de um mantra apelidado de “credibilidade”, a presidente chamou um executivo do mercado financeiro para a Fazenda, a líder do agronegócio – suspeita de valer-se de trabalho escravo – para a Agricultura, um industrial acusado de superexplorar trabalhadores para o Desenvolvimento e um folclórico ex-governador para a vice-presidência do Banco do Brasil. Outro ex-mandatário estadual – que entrou na Justiça contra o piso salarial dos professores – pode ir para a Educação.
No meio disso, promessas de ajuste fiscal duro, contração nas contas públicas, continuidade na política altista dos juros e a disseminação das dificuldades para o próximo ano.
Nada disso foi dito durante a campanha. Ao contrário.
Ao longo da disputa, as baterias oficiais partiram para o confronto com Marina Silva. A postulante do PSB planejava a independência do Banco Central. Foi acusada de querer tirar a comida da mesa dos brasileiros. Em seguida, a presidente tuitou que os tucanos plantavam dificuldades para colher juros altos. Denunciou Armínio Fraga, por este difundir o plano de reduzir repasses do tesouro para bancos públicos.
Desenvolvimentismo eleitoral
Pessoas podem mudar de opinião, de acordo com as transformações de seu entorno. Nada demais aí.
Mas mudanças bruscas, em se tratando de figuras públicas, confundem e tendem a revoltar setores importantes da sociedade.
Marina e Aécio foram derrotados por explicitar o que fariam. Marina foi massacrada por suas ligações com uma herdeira minoritária do Banco Itaú.
Dilma está fazendo exatamente o que acusou seus oponentes de perpetrar, caso fossem eleitos.
Ou seja, se os dois candidatos à direita pecaram por sinceridade, Dilma chegou lá pedalando um rosário de inverdades.
Algo como Collor de Mello que, na campanha de 1989, acusou Lula de querer confiscar a poupança dos brasileiros. Em palácio, apressou-se em baixar exatamente esta medida.
Conduta deseducativa
Com tal comportamento, Dilma e o PT prestam um desserviço à democracia.
Uma das indicações das manifestações de junho de 2013 foi a perda de legitimidade da institucionalidade. Políticos são vulgarmente conhecidos por dizerem uma coisa e agirem de maneira diversa. A candidata eleita está cumprindo o figurino à risca.
O sentimento antipolítica que tomou conta das ruas abriu espaço, um ano e meio depois, para os que desejam uma solução de força ou uma amalucada intervenção militar para dar jeito no país.
Falar uma coisa em campanha e fazer outra no poder não ajuda muito a aprimorar nossos costumes políticos.
Conquistas reais
Não vale a pena cair na argumentação rasa de que tudo isso seria necessário para preservar 12 anos de conquistas sociais.
Várias das conquistas – que são reais – poderiam ser preservadas se fossem constitucionalizadas. Bolsa Família e outros programas poderiam ter se tornado uma Consolidação das Leis Sociais, algo aventado em 2008, a exemplo da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovadas por Getulio Vargas, em 1943.
Problema de origem
Há um problema de origem na nova gestão.
Não se trata do fato de Dilma ter obtido sua vitória com menos de três pontos percentuais de vantagem.
Mesmo que tivesse ganhado por um voto, estaria legitimamente eleita. Jogo democrático é assim. Leva quem tem mais sufrágios.
Seu vício de origem é que parte significativa de sua base social, o proletariado urbano, se dividiu. Metade votou nela e metade em Aécio.
A tarefa de qualquer líder com um pouco de política na cabeça seria recompor sua base. Anunciar ações de impacto para atrair de volta os que se afastaram.
Dilma faz o contrário. Já que falamos do senador alagoano, voltemos ao personagem. Ela parece ter adotado um dos slogans de Collor, com sinal trocado. O ex-presidente dizia em 1989 que deixaria a direita indignada e a esquerda perplexa. A mandatária deixa a esquerda indignada e a direita perplexa.
Economia desarranjada
Durante a campanha, a mídia, o capital financeiro e a direita em geral – parte dela dentro da coalizão governista – alardearam que o país estaria a beira do caos no terreno econômico. Que as contas estariam desarranjadas, que a inflação estaria fora de controle e que não conseguiríamos fechar o ano.
Por trás de tudo estaria um insondável intervencionismo da presidente na economia.
O PT parece ter comprado esse peixe.
Afinal, o que há de tão errado na economia brasileira?
A inflação ficou o ano todo dentro da meta. Em nenhum mês saiu do controle:
A dívida bruta do setor público está em 60% do PIB. A líquida, em 36%.
O desemprego está em 5%, uma situação de virtual pleno emprego.
Cadê o desarranjo?
Isso não quer dizer que não existam problemas. O ponto é que a economia não cresce. Não crescemos e a indústria perde fôlego e espaço relativo na composição do PIB. Mas não é o problema em si. É a materialização de outras disfunções sérias.
PIB medíocre
Nosso câmbio segue sobrevalorizado – o que provoca déficits crescentes na balança comercial – e o preço do dinheiro é muito alto. Por trás de tudo está uma taxa de juros inacreditável.
Os juros são nosso principal problema. Graças às taxas mais altas do mundo, o câmbio se sobrevaloriza, nossos produtos perdem competitividade, a balança comercial torna-se deficitária, o custo de nossa dívida pública atinge a estratosfera e há um contínuo dreno de recursos públicos para bolsos privados. Se nossa dívida é baixa (estoque), seu financiamento não é (fluxo). O problema dos débitos está nos juros.
Essa situação estrangula a economia. E o problema a ser atacado é justamente aquele que o governo quer incentivar: a alta dos juros.
Sem baixar significativamente as taxas – e isso implica enfrentar interesses poderosos – tudo o mais será perfumaria.
Agrados e desagrados
Dilma busca desesperadamente agradar os que queriam sua derrota e acaba por desagradar os que possibilitaram sua reeleição.
Pode ser algo pouco perceptível agora, mas isso tende a alargar seu pecado original, a divisão da base. Tende a levar ao desalento os que foram às ruas nos últimos dez dias de campanha e acreditaram na possibilidade de o governo ir um pouco à esquerda. Nada a ver com revolução, mas com uma pitada de desenvolvimentismo.
A combinação desses fatores pode também gerar turbulências e instabilidades em um governo que não tem aliados confiáveis, que se vê às voltas com um megaescândalo de corrupção e que enfrenta uma oposição cuja sanha golpista fica cada dia mais clara.
Não contente com os problemas da conjuntura, Dilma resolve criar novos a cada semana.
Talvez ela saiba o que faz.
Este limitado redator não entendeu nada.
Gilberto Maringoni é professor de Relações Internacionais da UFABC. Foi candidato do PSOL ao governo de São Paulo, em 2014
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CAPITAL ABERTO

A presidente Dilma Rousseff confirmou nesta segunda-feira (22) que irá trabalhar para abrir o capital da Caixa Econômica Federal, mas indicou que o processo deve demorar.
Em café da manhã com jornalistas, a presidente não deu detalhes de como pretende formalizar a operação, mas, conforme antecipou a coluna Mercado Aberto, da Folha, integrantes do governo acreditam que a medida demorará até dois anos para ser realizada porque a presidente precisa organizar o banco antes de iniciar o processo.
Segundo ainda a coluna adiantou, o projeto da equipe atual seria fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) daqui a um ano e meio aproximadamente, pois antes da operação, o banco teria de passar por um processo de saneamento.
A nova equipe econômica, segundo interlocutores, reconhece a pertinência e o fundamento econômico da ideia, mas considera que não está entre as prioridades a serem implementadas de início.
A abertura de capital geraria recursos importantes para o Tesouro Nacional. Caso a ideia se viabilize em 2016, chegará em boa hora.
O governo deve fechar este ano com deficit em suas contas. O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já se comprometeu a promover um ajuste fiscal a partir de 2015, o que demandará corte de despesas e aumento de receitas.
A meta é que o setor pública faça uma economia para o pagamento de juros (superavit primário) equivalente a 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) no próximo ano e de pelo menos 2% do PIB em 2016 e 2017.
A Caixa é o principal concessor de empréstimos habitacionais e o terceiro maior banco do país em ativos totais. Em setembro, a Caixa somava 1 trilhão de reais em ativos, segundo dados do Banco Central (BC), atrás do Banco do Brasil (1,3 trilhão de reais) e do Itaú (1,1 trilhão de reais). 
Conteúdo da Folha de S.Paulo e último paragrafo do site Veja
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A DESCULPA DO PT PARA CAIR NO COLO DA DIREITA

Argumentação rasteira, tola e absurda está sendo usada pelos blogueiros chapa branca de sempre, além de porta-vozes formais e informais do governo, para justificar a montagem até aqui do segundo ministério da presidente Dilma Rousseff. Se não dá raiva, dá pena. Ou as duas coisas juntas.
O ministério está saindo mais à direita do que todos desejavam, eles reconhecem. Para, em seguida, encaixar a desculpa de que isso se deve à falta de amparo do resto da esquerda. Sim, do resto, porque ainda consideram o PT um partido de esquerda. O resto da esquerda seriam o PSOL, PCB, PCO, etc...
Outro motivo para o governo se inclinar à direita: o Congresso. O novo Congresso seria tão ou mais conservador do que esse que ainda temos. Mais conservador na opinião dos defensores do governo. Desse modo, ao governo só restaria cair com desconforto no colo dele. É o jeito!
Vê-se desde logo que o raciocínio não se sustenta por frágil, na melhor das hipóteses. Ou mentiroso, na pior. O PT deixou de ser de esquerda há muito tempo. Desde que chegou ao poder com a primeira eleição de Lula. Ganhou a eleição pela esquerda. Governou pela direita.
Exibe-se como sendo um partido de esquerda porque pôs os pobres na agenda do país. Porque fortaleceu os programas sociais.
Lembro-me de Joaquim Roriz, governador de Brasília por quatro vezes. Roriz distribuiu terra de graça com os mais pobres. Leite de graça. Comida a um real em restaurantes populares.
Nem por isso Roriz foi de esquerda. Ou o PT o tratou como aliado. Curioso é que Roriz, amaldiçoado pela esquerda, foi um dos fundadores do PT em Goiás.
A nomenclatura de esquerda não tem votos suficientes dentro do Congresso ou fora dele para sustentar a administração de Dilma. Portanto, não pode ser responsabilizada pela opção preferencial de Dilma por um governo de direita.
De resto, quando Itamar Franco sucedeu a Collor em 1992, pediu o apoio do PT. Itamar quis escapar da armadilha de governar pela direita. O PT negou seu apoio.
Erundina, ex-prefeita de São Paulo, tornou-se ministra de Itamar, mas para isso foi obrigada a abandonar o PT. Ou melhor: foi o PT que a abandonou.
Quanto ao Congresso conservador que obriga Dilma a governar com conservadores... É fato. Temos um Congresso conservador.
No entanto, se a desculpa servir, só valerá a pena eleger um presidente de esquerda quando ele puder contar com uma maioria de esquerda no Congresso. É isso? Será isso mesmo?
Pai! Pai!. Perdoai! Definitivamente, eles não sabem o que dizem!
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GOVERNO NOVO, VELHOS VÍCIOS

O slogan "governo novo, ideias novas" foi um dos mais explorados pela campanha que reelegeu a presidente Dilma Rousseff (PT) para mais quatro anos de mandato. Vencida a disputa, no entanto, a presidente cede a antigos vícios da política brasileira. O 'pacotão' de novos ministros anunciado nesta terça-feira deixa claro o principal objetivo do troca-troca na Esplanada: aplacar a sede de partidos aliados por espaço no primeiro escalão do governo. A contrapartida, apoio no Congresso. Diferente dos nomes anunciados para comandar a economia no segundo mandato de Dilma — Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central) —, a segunda leva da reforma ministerial tem a marca do fisiologismo.
Com sua vocação para o folclore político, o ministério da Pesca já virou moeda corrente do loteamento político. Conforme o anúncio desta terça-feira, ele será comandado pelo filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), Helder Barbalho (PMDB), que foi derrotado na disputa pelo governo do Pará pelo tucano Simão Jatene. Seja qual for sua familiaridade com os assuntos da pasta, isso não será problema: afinal, esse é o ministério que já foi chefiado por quem – Marcelo Crivella (PRB-RJ) – admitia não saber "nem colocar minhoca no anzol". Até agora, o cargo mais alto que Helder, 35 anos, ocupou foi o de prefeito de Ananindeua, no interior do Pará. O herdeiro do clã Barbalho responde a processo por improbidade administrativa na 5ª Vara Federal do Pará referente a uma auditoria do Ministério da Saúde que detectou irregularidades na aplicação de recursos da pasta no período em que ele administrou o município paraense, segundo reportagem do jornal O Globo. Barbalho pai, senador e chefe do clã, responde por sua vez a seis processos no Supremo Tribunal Federal.
Helder é da cota do PMDB, que Dilma decidiu aumentar ainda mais, um reconhecimento ao apoio da legenda à manobra fiscal do governo para maquiar o descumprimento da meta. Além de Helder, o PMDB emplacou mais cinco nomes: Kátia Abreu na Agricultura, Eliseu Padilha na Secretaria de Aviação Civil, Edinho Araújo na Secretaria de Portos, Vinicius Lages no Turismo e mais um perdedor das eleições, Eduardo Braga, que foi derrotado na corrida pelo governo do Amazonas e agora vai para o poderoso Ministério de Minas e Energia.
Dilma foi eleita em coligação com nada menos que oito partidos (além do PT), e até agora contemplou seis na reforma: PMDB, PSD, PCdoB, PROS, PRB e PTB. Como um gesto de gratidão pelo apoio nas eleições, a presidente alojou o governador do Ceará, Cid Gomes (PROS), no Ministério da Educação. Em setembro de 2013, ele se desfiliou do PSB, após o então presidente da legenda, Eduardo Campos, romper com o governo federal e anunciar a sua candidatura à presidência. A gratidão de Dilma alcançou também o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), outro derrotado nas urnas alçado à Esplanada – vai comandar o cobiçadíssimo Ministério das Cidades, desalojando o PP.
No centro do escândalo do petrolão, o PP tem sido um dos entraves da reforma política. O partido é o que tem mais nomes citados nas delações do esquema bilionário de corrupção instalado na Petrobras. Para não correr o risco de indicar um suspeito, Dilma manifestou a intenção de consultar o Ministério Público, esquisitíssimo critério de reforma ministerial que a Procuradoria-Geral da República não deixou prosperar – e que o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa considerou uma "degradação institucional". Seja quem for o escolhido, o PP espera ser agraciado com outro ministério de peso, a Integração Nacional. A derradeira leva de indicações deve sair na semana que vem.
Da Veja
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UM ESTRANHO NO NINHO

Por Hubert Alqueres, via Blog do Noblat
A presidente Dilma Rousseff acaba de anunciar seu novo ministro da Educação. Será o governador do Ceará, Cid Gomes. É um estranho no ninho, o homem errado no lugar errado.
E, sobretudo, em um momento em que o Brasil não pode mais experimentar em matéria de políticas públicas para a área da educação.
Desde que o ensino fundamental foi universalizado formou-se um razoável consenso no país de que o passo seguinte seria uma profunda revolução na qualidade do ensino básico. Sem ela, já se dizia no século passado, o Brasil não alcançaria o crescimento sustentado.
O diagnóstico era mais do que preciso: tornava-se necessário enfrentar o bunker do corporativismo, implantar a meritocracia, um conceito demonizado nas últimas eleições, e principalmente focar na aprendizagem do aluno, no desempenho escolar.
Pouco, mas muito pouco, se avançou nesta direção neste terceiro milênio. Depois de mais de uma década de políticas educacionais erráticas, descobre-se agora aquilo que estudos internacionais já apontavam na virada do século: na educação não basta apenas mais verbas. É preciso cobrar desempenho, ter planejamento, mirar no longo prazo.
Resultado: o fosso entre a educação brasileira e a dos países desenvolvidos tornou-se abismal. E mais profundo ainda tornou-se o fosso entre a rede pública de ensino e as escolas de qualidade do setor privado.
Esse é o lado mais perverso de uma política educacional que anda de lado, quando não vai para trás. Ela contribui enormemente para a perpetuação da desigualdade, condena a maioria da nossa juventude a ficar à margem do progresso e de ter um futuro bem melhor.
A grande missão, portanto, do novo ministro da Educação seria promover um profundo rearranjo da Educação para a superação desses dois grandes fossos.
Entender que o ensino cada vez mais se torna interdisciplinar e transversal, que o mercado de trabalho exige um novo profissional, dotado de inteligência emocional, de capacidade de liderança, de conviver em grupo, de interagir e de se conectar com a sociedade e com o mundo.
A pergunta que se impõe é cristalina: Cid Gomes tem essa dimensão, está à altura da exigência dos novos tempos?
Claro que não. Está longe, e põe distância nisso, de incorporar o sentido mais nobre da política, de ter capacidade de aglutinar, de promover uma mobilização nacional para que a educação básica pública mude de patamar.
E como educador é um jejuno, mais precisamente um estranho no ninho.
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FELIZ NATAL !

A todos os amigos, leitores, parceiros do blog Sou Chocolate e Não Desisto, votos de um Natal de paz,  fraternidade, amor e felicidade. Feliz Natal ! Abraço, Valério Sobral. 
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NA CONTRAMÃO DA PASTA

Nomeado ministro de Ciência e Tecnologia do segundo mandato do governo Dilma Rousseff, o comunista Aldo Rebelo propôs, em 1994, um projeto de lei que proíbe a adoção de qualquer inovação tecnológica nos órgãos públicos municipais, estaduais e federais.
À época, o então deputado federal sugeriu ao Congresso Nacional a aprovação de um dispositivo que impedisse “a adoção, por qualquer órgão público da administração direta e indireta, nos níveis municipal, estadual e federal, de qualquer inovação tecnológica que seja poupadora de mão-de-obra, sem prévia comprovação (…) de que os benefícios sociais auferidos com a implantação suplantem o custo social do desemprego gerado”.
O tema consumiu tempo e recursos da Câmara por 11 anos e 1 mês, quando recebeu parecer contrário do relator da Comissão de Ciência e Tecnologia, o deputado Ariosto Holanda, do PSB – hoje ele figura no PROS, outra legenda lembrada pela presidente na reforma ministerial.
O voto final destacou que a abolição de sistemas de informatização no funcionalismo público aumentaria a burocracia, prejudicando logicamente o bem-estar que Rebelo pretendia oferecer. Por fim, o documento acabou rejeitado por ter envelhecido e perdido “a sua razão de ser”.
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MINISTROS PROCESSADOS

BRASÍLIA — Ao menos três dos novos nomes do Ministério do segundo governo da presidente Dilma Rousseff respondem a processos judiciais. Todos são do PMDB. A senadora Kátia Abreu (TO), cotada para ser ministra da Agricultura, responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por falsificação de selo público. O senador Eduardo Braga (AM), que deve assumir o Ministério de Minas e Energia, também é investigado em um inquérito no STF. Ele é suspeito de ter cometido crime eleitoral. Helder Barbalho, o provável novo titular da Pesca, é investigado por improbidade administrativa na Justiça Federal do Pará. Anteontem, Dilma afirmou que consultaria o Ministério Público antes de indicar novos ministros.
O inquérito contra Kátia Abreu chegou ao STF em outubro deste ano e está sob a relatoria do ministro Celso de Mello. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), presidida pela parlamentar, é suspeita de emitir demonstrativos de débitos e contribuições sindicais em papel timbrado com o brasão da República.
O inquérito contra Eduardo Braga foi aberto no Amazonas em outubro de 2008, quando o senador era governador do estado. Ele foi acusado de ter enviado a Parintins 15 policiais militares em dois aviões fretados para fazer segurança pessoal de Enéas Gonçalves, o candidato à prefeitura que apoiava. O caso chegou ao STF em agosto de 2012 e está sob a relatoria do ministro Teori Zavascki.
Helder Barbalho responde por improbidade administrativa perante a 5a Vara Federal do Pará. Uma investigação iniciada no Departamento Nacional de Auditoria do SUS constatou a irregularidade na aplicação de recursos do Ministério da Saúde em Ananindeua entre janeiro de 2004 e junho de 2007. Barbalho foi prefeito do município a partir de 2005. No ano anterior, ocupava o cargo Clóvis Manoel de Melo Begot, que é investigado no mesmo processo.
De acordo com o processo, foram destinados ao município R$ 94,8 milhões para financiar programas de saúde. Não ficou comprovado o gasto de R$ 2,7 milhões nas duas gestões. Houve também fraudes e irregularidades em licitações. O Ministério Público chegou a pedir a indisponibilidade dos bens dos investigados, mas a Justiça negou em junho de 2012. O fundamento foi o de que ainda não havia sido apurado o valor do dano causado por cada um dos suspeitos.
Ex-dona de casa, Kátia Abreu tem 52 anos e construiu um império pecuário depois da morte do marido, no final dos anos 1980. Sem experiência na área, dedicou-se à produção nas terras em Tocantins e desde então foi se fortalecendo como liderança política no setor. Presidiu sindicatos locais até chegar à presidência da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cargo que ocupa desde 2008 e para o qual foi eleita pela terceira vez este ano.
Senadora de oposição aguerrida pelo DEM até 2011, Kátia começou a cair nas graças de Dilma durante a votação do Código Florestal no Congresso, em 2012, quando já estava no PSD, partido criado por Kassab para apoiar o governo. Kátia trabalhou pela aprovação do texto e chegou a concordar com alguns dos vetos que Dilma fez posteriormente ao projeto. No ano passado, deixou o PSD e migrou para o PMDB, após disputa por protagonismo com Kassab.
Filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), Helder Barbalho foi escolhido ministro da Pesca como compensação pela derrota sofrida para o governo do Pará — Simão Jatene (PSDB) foi reeleito — e por influência de seu pai. Um dos caciques do PMDB, Jader tem atuação pública discreta desde que renunciou ao mandato em 2000 para evitar a cassação, no escândalo da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), mas continua com forte atuação nos bastidores.
Em outubro, o STF abriu ação penal para investigar Jader por peculato e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, o réu contribuiu para que fossem desviados R$ 22,8 milhões da Sudam entre 1997 e 2000. As investigações mostram que o parlamentar cobrava dinheiro para garantir a aprovação de projetos. A propina era de 20% do valor do contrato.
Helder fechou aliança com o PT para disputar o governo do Pará neste ano, depois da interferência do ex-presidente Lula. Os petistas paraenses queriam lançar candidatura própria para governador. Em maio, ainda na pré-campanha, Helder compareceu em um jantar do PMDB, em Brasília, com a presidente Dilma Rousseff, que pedia apoio dos peemedebistas à sua reeleição. Na ocasião, ao cumprimentar os pré-candidatos presentes, a petista aproveitou para homenagear Jader.
— Tenho também um grande respeito pelo Jader Barbalho — afirmou Dilma.
Depois de deixar a prefeitura de Ananindeua, em 2013, o novo ministro da Pesca passou a ter um programa de rádio em uma emissora do Pará, no qual prestava serviços à população como atendimento médico e odontológico. O programa foi ao ar até junho deste ano, quando Helder se lançou ao governo do estado.
Eduardo Braga saiu derrotado na disputa deste ano pelo governo do Amazonas, que comandou durante dois mandatos, entre 2003 e 2010. Escolheu sua esposa, Sandra Braga, para ser sua suplente na vaga do Senado. Foi nomeado líder do governo pela presidente Dilma em 2012, quando o então líder Romero Jucá (PMDB-RR) foi destituído depois de enfrentar Dilma em uma votação no Senado.
Conteúdo do O Globo
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

ESCOLHA ACINTOSA

Pra agradecer a votação que recebeu no Ceará, por sua cota particular, a presidente Dilma nomeou o governador do Ceará, Cid Gomes, do nanico PROS, como novo ministro da Educação.
Entre os novos nomes anunciados pela presidente Dilma, Cid Gomes é considerado um dos maiores erros. É uma tragédia anunciada na educação. A escolha de Dilma é um tapa na cara de seu eleitorado e da classe educacional do país.
Pra refrescar a memória: Cid Gomes foi o único governador do nordeste que ingressou com uma ação no STF para não pagar o piso nacional da categoria.
Em setembro de 2011, o governador do Ceará, Cid Gomes ( hoje dono do Pros), participando de um congresso sobre educação em Natal (RN), fez um comentário sobre os educadores, disse que os professores deviam dar aula por amor.
A nomeação de Cid Gomes também não agrada uma ala do PT e também deve causar muito incomodo ao PMDB do vice-presidente da República, Michel Temer, a sigla foi tachada de “ajuntamento de assaltantes”, pelo ex-tudo,  Ciro Gomes, irmão do novo ministro.
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MINISTROS ENCRECA

Alguns dos novos ministros certamente vão criar problema ao governo Dilma Rousseff. Uns por pressão de grupos que enxergam claras contradições, outros por processos em andamento.
A da Agricultura, Kátia Abreu, já provocou bastante rejeição até no PT, partido da presidente Dilma Rousseff, por estar alinhada à ala do agronegócio que abraça propostas muito ultrapassadas na área ambiental. Ela responde a inquérito por falsificação de selo público.
O Ministério da Ciência e Tecnologia participa, e até lidera em alguns pontos, a posição brasileira nas negociações climáticas internacionais. Aldo Rebelo, o novo ministro da pasta, já deu demonstrações de só não ter entendido o problema que os cientistas alertam… como até o nega.
Em determinados momentos ele negou o consenso científico de que o ser humano é o principal responsável pelas mudanças climáticas — fato inegável.
A nomeação de Helder Barbalho na pesca, filho de Jader Barbalho, pessoa sempre polêmica na vida brasileira, é consequência de uma derrota nas eleições do Pará. Helder é investigado por improbidade administrativa.
Cid Gomes que vai para a Educação resistiu ao cargo – preferia ter ido para o BID – e é justamente a pasta que exige mais paixão e dedicação do seu titular. A resistência inicial não é um bom sinal.
Além disso, Cid, como todos os Gomes, é conhecido por falas controversas. Uma de suas mais controvertidas declarações foi a de que os professores trabalham por amor e não por dinheiro, causando uma verdadeira comoção nas redes sociais.
A presidente surpreendeu nomeando Jacques Wagner para o Ministério da Defesa. Já se sabia que ele estaria no governo, mas foi cotado para outras pastas.
Valdir Simão para a Controladoria-Geral da União tem um inconveniente: esse cargo exige independência e visão crítica em relação ao governo, e ele é ligado ao PT e atual secretário executivo de Aloizio Mercadante.
Do blog do Matheus Leitão
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LEI DO CALOTE

A presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos o projeto de lei que autoriza o governo a reduzir o superávit primário (volume de poupança destinado ao pagamento de juros da dívida pública) e com isso fechar as contas públicas de 2014. A decisão foi publicada na edição desta terça-feira (16) do "Diário Oficial da União".
A votação da proposta no Congresso Nacional foi cercada de polêmica. Mesmo em minoria no Legislativo, a oposição utilizou vários dispositivos previstos no regimento interno do parlamento para atrasar a análise do texto. A sessão que avalizou o texto principal do projeto durou quase 19 horas e acabou suspensa, por falta de quórum, quando restava apenas uma emenda (proposta de alteração no texto original) a ser apreciado.
A última emenda apresentada ao projeto foi rejeitada na última terça-feira (9) pelos congressistas. O placar foi de 247 deputados contra a emenda, 55 a favor e duas abstenções. Não houve necessidade de votação entre os senadores porque a emenda já tinha sido rejeitada pelos deputados – para ser aprovada, a matéria necessitava de maioria dos votos nas duas Casas.
O projeto sancionado por Dilma é considerado prioritário pelo Palácio do Planalto porque autoriza o governo a descumprir a meta de superávit primário fixada para 2014. Inicialmente, a previsão de superávit era de R$ 116 bilhões. Com a nova leia, a meta passa para R$ 10 bilhões.
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ENTÃO É NATAL...

Charge do Aroeira
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ENGULAM SECO

O novo ministro das Cidades do segundo  governo Dilma é Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo e candidato derrotado – ficou em terceiro lugar – ao Senado na última eleição.
Kassab quando era do Democratas, minava o PT sempre que tinha chance. Agora a história é outra, ele reza outra cartilha; se converteu ao petistismo, fundou o PSD – já pensa em ressuscitar o PL – e hoje jura amor infinito ao PT.
Duas coisas que fazem parte do passado de Kassab: sua cólera aos partidos de esquerda e os laços fraternos com os tucanos Serra e Alckmin.
Quando prefeito, Kassab destruiu a capital paulista, fez uma administração desastrosa, agora vai destruir as cidades de gigante país chamado Brasil.
Os petistas que não suportam ouvir nem mencionar o nome do ex-prefeito, agora vão ter que engolir seco a escolha da presidente Dilma. Espero que não vão cortar os pulsos.
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O HOMEM DAS MALAS

Em julho de 2007, o agora ministro do Esporte, George Hilton, foi expulso do PFL por ter sido flagrado no aeroporto de Belo Horizonte com malas de dinheiro que seriam provenientes de doações de membros da Igreja Universal do Reino de Deus.
Então, ele era deputado estadual e a Polícia Federal o flagrou com 11 caixas de papelão com dinheiro e cheques, algo na casa dos R$ 600 mil segundo calculou a PF à época.
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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

MEDIDAS DRÁSTICAS

Em meio a especulações sobre a dimensão do ajuste fiscal para o próximo ano, a presidente Dilma Rousseff disse na manhã desta segunda-feira, 22, que o governo terá de adotar algumas medidas "mais drásticas" sem cortar programas sociais, mas evitou antecipar se impostos serão aumentados ou que tipos de despesas serão eliminadas.
"Vamos organizar mais a casa e preparar para a retomada (da economia)", disse Dilma, que conversou com jornalistas durante o tradicional café da manhã de fim de ano no Palácio do Planalto.
"Temos de fazer algumas medidas mais drásticas. Isso não significa, em hipótese alguma, que vamos reduzir os programas sociais. É compatível no Brasil o que nós estamos fazendo e os programas sociais. Nós teremos de ter um controle maior sobre outros gastos e teremos de fazer algumas reformas, algumas são minirreformas", comentou a presidente, destacando como exemplo o Programa de Sustentação do Investimento (PSI).
Questionada por jornalistas se o ajuste fiscal para 2015 poderia ficar na casa de R$ 100 bilhões, Dilma respondeu: "Fui apresentada a esse número pela imprensa. Esse número não foi discutido com a presidenta. Ninguém fez essa conta, R$ 100 bi é um chute."
Diante da insistência de jornalistas pelo número, a presidente brincou: "Então vocês aguardem. Não pode ter muita pressa."
Impostos
Sobre o eventual aumento da Cide, Dilma disse que não discutiria o assunto durante o café da manhã com a imprensa. "Não vou discutir economia aqui assim, não é sério da minha parte. Eu entendo que vocês queiram (a informação), eu entendo, eu me disponho inclusive a ajudá-los. Não posso dizer (quando sai o ajuste fiscal)", desconversou.
Na semana passada, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy afirmou que o aumento da Cide "é uma possibilidade" em entrevista no telejornal Bom Dia Brasil. Ele afirmou que as medidas que planeja prevê estancar e reduzir gastos e aumento de impostos.
Ao final do encontro com jornalistas, Dilma defendeu os fundamentos "sólidos" da economia brasileira e disse acreditar que a Rússia não esteja à beira de uma crise financeira. "A inflação (no Brasil) não saiu do controle, é bom avisar. Porque, se tivesse saído do controle, seria um caos. O Brasil continua com grandes reservas (internacionais)", ressaltou a presidente.
Da AE, via IstoÉ
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sábado, 20 de dezembro de 2014

RELACIONAMENTO SÉRIO

Charge do Fernando Brum
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ÚLTIMO DISCURSO

Em seu último discurso na tribuna do Senado, na tarde desta quinta-feira (18), o senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP), disse que seu Estado natal, o Maranhão, "está numa vanguarda" do país. Sarney, que não disputou as eleições neste ano, não terá mandato parlamentar em 2015.
Sarney subiu à tribuna para um plenário praticamente vazio e disse que não gostaria de fazer um discurso de despedida. Ao agradecer ao povo do Maranhão, Sarney citou índices econômicos e sociais do Estado e lamentou a forma como a mídia o retrata. Em sua fala, ele chamou ainda o golpe militar de 1964 de "revolução".
"Esses números sem dúvida chocam porque a nossa mídia faz parecer que o Maranhão é exemplo de um crescimento menor, mas na realidade, ele está numa vanguarda", disse.
Reforma política
Sarney criticou o atual sistema político brasileiro e defendeu a reforma política. Foi neste contexto que chamou, indiretamente, o golpe militar de 1964 de "revolução". "Acabaram as lideranças no Brasil. Talvez a coisa pior que a revolução fez no Brasil foi ter acabado com os partidos no Brasil", disse o parlamentar.
"Há muito eu defendo o voto distrital (...) Ele (voto uninominal) é o responsável... é uma reminiscência do século 19, que vem das ideias lançadas por Assis Brasil e esse voto uninominal é a causa do que nós temos (hoje) e constitui a grande causa do atraso do Brasil", afirmou.
O voto uninominal é o voto dado pelo eleitor direto no candidato escolhido, e não em uma lista.
Sarney disse que apesar de avanços econômicos e sociais, o Brasil regrediu na política. "Na área política, nós regredimos e esse é o grande entrave que o país sofre hoje (...) Chegou a um ponto que não podemos tolerar mais esse impasse. Não podemos tolerar mais. O sistema político brasileiro é responsável por todo o resto do que acontece em nosso país", disse o senador.
Sarney também criticou o que chamou de "proliferação" de partidos políticos. "Precisamos evitar a proliferação dos partidos que hoje constituem verdadeiros registros eleitorais e só servem para negociações materiais", afirmou. "A maioria deles é dirigida por comissões provisórias, maneira encontrada para criar feudos pessoais", disse o parlamentar. 
Sarney, que já havia se manifestado contra a reeleição em outras oportunidades, voltou a criticar o dispositivo. "Precisamos levar a sério o problema da reeleição. Que precisa acabar, estabelecendo-se um mandato maior. Sou crente que o mandato de quatro anos é muito pequeno. Nós devemos ampliá-lo para cinco ou talvez até para seis anos", afirmou.
"Arrependimento"
O senador e ex-presidente diz estar arrependido de ter assumido cargos públicos após ter sido presidente da República. Segundo ele, é preciso proibir ex-presidentes de assumir cargos públicos, até mesmo os eletivos, após deixarem o comando do país.
"Até fazendo uma mea culpa, arrependimento. Penso que é preciso proibir que ex-presidentes ocupem qualquer cargo público mesmo que seja cargo eletivo. Nos EUA é assim e eles passam a ter uma função que é uma função que serve ao país. Eu me arrependo, eu acho que foi um erro que eu fiz ter voltado depois de presidente à vida pública e esse arrependimento me trouxe a convicção de isso é uma das coisas necessárias", disse Sarney.
Ao falar sobre seu tempo na Presidência, Sarney disse ainda ter "cicatrizes que ainda sangram" referentes ao período em que governou o Brasil (1985-1990). "Só Deus é testemunha do que isso me custou e das cicatrizes que ainda hoje sangram", disse.
Vida pública de José Sarney
1 mandato como presidente
1985 a 1990
1 Vice-Presidência
1985
1 mandato como governador do MA
1966 a 1970
3 mandatos de deputado federal
1955 a 1958; 1959 a 1963 e 1963 a 1966
5 mandatos como senador
1971 a 1978; 1979 a 1985; 1991 a 1999; 1999 a 2007 e 2007 a 2014
Fonte: Senado Federal
Biografia
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa nasceu na cidade de Pinheiro, Maranhão, em 24 de abril de 1930. A vida política começou cedo, no início dos anos 50, quando após formar-se em Direito, em 1954, foi escolhido como suplente do deputado federal pela UDN (União Democrática Nacional).
Em 60 anos de vida pública, foi deputado federal, governador, vice-presidente, presidente e senador. Por volta da década de 1960, passou a usar nome Sarney, adotado em homenagem ao pai, Sarney de Araújo Costa.
Conteúdo do UOL


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