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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

SOU CHOCOLATE E NÃO DESISTO É TOP3

Caros leitores, amigos e parceiros do blog SOU CHOCOLATE E NÃO DESISTO, hoje recebi uma das melhores notícias do ano, este Blog é um dos finalistas no importantíssimo Prêmio TopBlog 2011 – espécie de Oscar da blogosfera brasileira.

Eleito pelo Júri Acadêmico na categoria blog política/pessoal, o SOU CHOCOLATE E NÃO DESISTO está entre os três blogs mais bem avaliados do Brasil pelo Júri Acadêmico, é Top3.

Nesta edição foram inscritos 150 mil blogs. Apenas os 100 blogs mais votados de cada categoria passaram para o 2º turno.

No dia 17 de dezembro, o blog SOU CHOCOLATE E NÃO DESISTO transmitirá a partir das 19 horas a entrega do Prêmio TopBlog edição 2011, direto do auditório da Universidade UNIP, em São Paulo.

Obrigado a todos pela força.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

FUTURO DO PRETÉRITO

Por Dora Kramer, colunista do O Estado de S. Paulo

Fala-se em reforma ministerial mais ou menos como se falou da dita faxina ética: sem confrontar as condições objetivas do cenário real com a expectativa de um quadro ideal.

Como se redução de pastas, extinção de igrejinhas partidárias, substituição de ministros e toda gama de boas intenções que começam a ser proclamadas pelo Palácio do Planalto não tivessem implicações profundas.

Há, para início de conversa, uma contradição básica com a qual Dilma Rousseff deverá se confrontar se o que pretende é realmente reformular o modo de operação de governo, a partir da constatação feita na semana passada pelo empresário Jorge Gerdau, presidente da Câmara de Gestão criada pela presidente.

Caso ela concorde com Gerdau que "é impossível administrar com 40 ministérios" e resolva enxugar a máquina, estará se contrapondo à lógica do governo Luiz Inácio da Silva com a qual compartilhou como principal gestora.

Uma ruptura com o passado, cuja execução equivaleria a dizer que o conceito de Lula estava errado, vai muito além da questão do estilo.

Bate de frente com o conteúdo, pois Dilma estaria renegando uma concepção da qual não foi mera herdeira, mas parceira. Por concordar com o modo lulista de governar é que se elegeu presidente sob o estandarte da continuidade absoluta.

Ou o que se disse na campanha eleitoral não era a expressão da verdade? Numa sociedade menos disposta a aceitar pratos feitos, a presidente seria convidada a explicar essa incongruência e explicitar em detalhes as razões da mudança do rumo.

Mas isso só se a ideia for mesmo promover alterações na estrutura da montagem de governo, e não uma conjectura feita com o objetivo de expor um bom propósito que depois será incorporado ao ativo gerador de bons índices nas pesquisas de opinião.

Depois, como ocorreu com a dita faxina, sempre se pode jogar a culpa na resistência dos partidos.

Pois, então, digamos que o plano seja apenas trocar partidos de pastas e titulares de cadeiras.

Qual será a justificativa, visto que a presidente já substituiu seis ministros sem mudar os termos do contrato?

Para trocá-los de novo em tão pouco tempo faltará um bom argumento. O da simples necessidade de um "rodízio", francamente, não confere nobreza à ação. Confirma que o importante não são as políticas para cada setor, mas a acomodação de aliados aqui e ali, pouco importando quem faça o quê.

Restaria a hipótese de a presidente fazer mudanças localizadas a fim de trocar alguns ministros que lhe desagradam, sem dizer que o faz por pressão de denúncias.

Se for assim, dessa montanha terá nascido um mirrado rato.

Preliminar. Tomando como exemplo a cidade de São Paulo, o tucano José Serra considera que para o PSDB a questão do discurso é muito mais importante do que propriamente se há ou não candidatos com chance de vitória.

"Candidatura se constrói", diz ele, apontando para o campo adversário para demonstrar: se o PSDB não conta com um nome competitivo na largada, o PT também não.

Em termos de pesquisas, o ministro Fernando Haddad parte de patamar igual ou pior que postulantes dos outros partidos. Luiza Erundina, praticamente uma desconhecida quando se elegeu, é mais um entre outros exemplos.

O pré-requisito, na visão de Serra, é a definição do campo da disputa - de onde decorrem as alianças -, que será entre os defensores e os detratores da administração Gilberto Kassab.

"O PSDB vai precisar decidir de que lado estará, sob pena de não ter um discurso que seja entendido pela população", diz.

Falando sozinho. Não é necessário repetir a última torpeza de Jair Bolsonaro, desta vez em referência à presidente da República.

Diante da impossibilidade de se punir parlamentar por palavra ou voto, talvez o melhor seja presentear o deputado com um passaporte para o ostracismo, a fim de que o debate sobre suas costumeiras abjeções não lhe dê mais projeção.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PARABÉNS, ZÉ RICARDO !


Hoje tem bolo de chocolate, é aniversário do sobralense, ex-deputado estadual (CE), José Ricardo Prado.
O primogênito político da família Prado desenvolveu um excelente trabalho na Assembleia Legislativa – 1991 / 1994 – recebendo respaldo dos cearenses da zona norte do Ceará, principalmente de Sobral, sua terra natal.
Parabéns, Zé Ricardo! Muita saúde, paz, felicidade e sucesso. 
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domingo, 20 de novembro de 2011

VIVA A BENEDITA DA SILVA !

No Dia da Consciência Negra, o blog Sou Chocolate e Não Desisto faz uma homenagem a Benedita da Silva, sinônimo de superação, caráter e persistência.

Ela é guerreira e sempre combateu a desigualdade racial, social, a violência – na adolescência foi vítima de estupro – e qualquer forma de preconceito neste país.

Benedita é protagonista de uma saga de dar inveja a roteirista de cinema. Filha de lavadeira, sua família de quinze irmãos, dos quais conheceu oito. Benedita trabalhou como engraxate, camelô, doméstica e vendedora de pastel.

Viúva duas vezes, teve quatro filhos, dois morreram, um deles foi enterrado como indigente. Apesar de hoje ser o principal nome do PT no Rio de Janeiro, sabe que seu maior feito foi ter sobrevivido a um destino que tinha sinais de fracasso. Ela é casada com o ator Antônio Pitanga.

Fadada ao destino reservado a muitas mulheres negras e faveladas deste país, Benedita da Silva enfrentou as adversidades da vida e contornou todas como fazem as águas de um rio diante de obstáculos.

A menina da favela, negra e pobre jamais tinha chegado perto do poder, o lugar mais próximo tinha sido a porta dos fundos do apartamento de Juscelino Kubitschek, onde entregava as roupas da família do ex-presidente, lavadas pela mãe.

Em 1982, Benedita da Silva é eleita vereadora no Rio de Janeiro e começa a trajetória singular na história da política brasileira. De lá para cá, Benedita subiu mais patamares na carreira politica.

Foi senadora, vice-governadora, governadora, ministra da Promoção e Ação Social no governo Lula, secretária de Ação Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro no governo Sérgio Cabral e em 2010, foi eleita deputada federal.

Viva o Dia da Consciência Negra! Viva Benedita da Silva!

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sábado, 19 de novembro de 2011

LEMBRANDO ZÉ PRADO...

Hoje recebi em um dos meus perfis no Orkut, esta raridade. O ano era 1989 e, em 23 de setembro, o distrito de Olho D´água passa a ser Rafael Arruda. Para celebrar a data tão importante para a população daquele distrito, o então prefeito de Sobral (CE), José Parente Prado inaugura a primeira biblioteca. A biblioteca não existe mais.
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DIA DA BANDEIRA

A Bandeira do Brasil foi instituída a 19 de novembro de 1889, ou seja, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro.

A atual Bandeira nacional é a segunda republicana e o terceiro estandarte oficial do Brasil desde sua independência.

A versão atual da Bandeira Nacional Brasileira com 27 estrelas entrou em vigor em 11 de maio de 1992, com a inclusão de mais quatro estrelas, representando os novos estados da Federação: Amapá, Tocantins, Roraima e Rondônia.

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

BRASIL, 122 ANOS DE REPÚBLICA

História - A Proclamação da República Brasileira foi um episódio da história, ocorrido em 15 de novembro de 1889, que instaurou o regime republicano no Brasil, derrubando a monarquia do Império do Brasil, pondo fim à soberania do Imperador Dom Pedro II.

A Proclamação da República ocorreu no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na Praça da Aclamação, hoje Praça da República, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado, sem o uso de violência, depondo o Imperador do Brasil, D. Pedro II, e o presidente do Conselho de Ministros do Império, o visconde de Ouro Preto.

Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um "Governo Provisório" republicano. Faziam parte deste "Governo Provisório", organizado na noite de 15 de novembro, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da República e chefe do Governo Provisório, marechal Floriano Peixoto como vice-presidente.

Como ministros, esse governo contava com Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk.

Saiba mais na galeria de fotos no site do Palácio do Planalto. Clique aqui.

Imagem: fotomontagem Valério Sobral.
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sábado, 12 de novembro de 2011

PÃO E CIRCO

A cidade de Sobral (CE), está agitadíssima nestes dias 11, 12, e 13 de novembro, começou o Carnabral, o pão e circo do governo municipal, principal patrocinador.

O pão e circo do governo sobralense vêm em dose para todas as idades: em outubro, foi desembolsado mais de R$ 87 mil para um show dos palhaços Patati & Patatá.Nessa brincadeira que custou cara, quem fez o papel de palhaço foi o contribuinte.

Recentemente a administração perdulária pagou – o valor não foi divulgado – mais um show, o do cantor maranhense Zeca Baleiro que se apresentou após uma enxurrada de vaias recebida pelo prefeito de Sobral, Veveu Arruda (PT) e o governador, Cid Gomes (PSB).

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O SÉTIMO SELO

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

O Palácio do Planalto não quer ver, amanhã ou depois, as manchetes relatando a queda do "sétimo ministro em menos de um ano de governo", compreende-se.

De fato não deve ser agradável assistir "à imprensa derrubando ministros de 15 em 15 dias", como disse o secretário-geral da Presidência que, aos primeiros acordes do último (no sentido de ser o mais recente) escândalo da Esplanada, declarou-se "cansado" de tanto administrar crises na equipe.

Admirável a franqueza de Gilberto Carvalho: admite que os ministros só perderam os respectivos lugares porque foram expostos ao público e reconhece que tudo tem um limite. Até a intolerância com o "malfeito".

Na verdade isso já estava mais ou menos claro devido ao desconforto governista diante do entusiasmo geral com a dita "faxina". Apenas ninguém "de dentro", tão próximo ao cotidiano da presidente, havia transferido de papel passado a autoridade dela para a imprensa.

Uma visão equivocada, pois os meios de comunicação só acabaram assumindo o lugar de protagonista porque o governo preferiu ficar de coadjuvante na história, olhando a banda passar enquanto esse problema de convênios fraudulentos seja com ONGs, prefeituras ou sindicatos só se acumulava ao longo dos últimos anos.

Agora vem um decreto tratando como excepcionalidade o que deveria ser a mais básica das regras. Aliás, resumida com muita propriedade dias atrás pela presidente da organização Parceiros Voluntários, Maria Elena Pereira Johannpeter: "Quem dá o dinheiro deve fiscalizar e controlar sua aplicação, com padrões técnicos".

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

CIRO, CEARÁ E O ENEM

Por Theófilo Silva é articulista colaborador de Rádio do Moreno

Embora a fraude no Enem tenha envergonhado os cearenses, outro fato encheu-os de orgulho: sua Faculdade de Direito (UFC) foi a segunda colocada no quinto exame nacional unificado da OAB, 2011, deixando para trás as prestigiosas USP e UNB.

Foi também na educação – uma greve de professores que durou mais de dois meses – que se revelou a desgraça que hoje flagela o Ceará muito mais do que as “Secas” e a fraude do Enem: a família Ferreira Gomes, ou, apenas, Ciro Ferreira Gomes.

Com cinquenta e quatro anos de idade, Ciro já foi deputado, prefeito, governador, ministro da fazenda. Candidato a Presidência da República, foi derrotado duas vezes, entre outras coisas por conta de sua língua solta, e do machismo, que envergonhou o Ceará. Humilhado, Ciro reconheceu sua insignificância nacional, e recolheu-se ao Ceará onde instituiu uma monarquia, a famosa dinastia Ferreira Gomes.

Vaidosos, arrogantes e incompetentes, os irmãos Gomes capricham no destempero, em que desancam a tudo e a todos. Vejamos algumas pérolas: “médico é igual sal: branco, barato e você acha em qualquer lugar”, “Fortaleza é um puteiro a céu aberto”, “o professor que não estiver satisfeito com o salário (R$ 1.200,00) peça pra sair”, “O sujeito se vicia em exame de próstata, e...”. Durante a greve dos professores, a deputada Patrícia Gomes, ex-mulher de Ciro, foi filmada dando língua para os manifestantes.

Formado em Direito pela UFC, Ciro não trabalha, nunca trabalhou, sempre foi político – troca de partido como quem troca de roupa – embora tenha se declarado porta-voz do Beach Park e assessor do PSB? Muito embora só ande de jatinho.

Sua família tomou conta do Ceará: um irmão é o governador do estado; outro, deputado; um secretário de estado; outro prefeito; a mãe de seus filhos é deputada e ex-senadora; a filha prepara-se ser deputada, e por aí vai. Ciro age como as velhas oligarquias nordestinas: perpetua a pobreza e aumenta do poder da família.

O Ceará foi governado durante a ditadura militar por três coronéis do exército, que se revezavam no governo. Esses coronéis tornaram o Ceará símbolo nacional do atraso. Bons tempos aqueles, onde, hoje, sabe-se que um deles, Virgílio Távora, foi um dos maiores governadores que o Ceará já teve. Pelo menos naquela época havia alternância de governo. Hoje tudo no estado se subordina ao desejo de Ciro, o grande. Os outros poderes não dizem não aos seus desejos nem contrariam suas ordens.

No interior do Ceará impera – Fortaleza não vota nos Gomes – pobreza, miséria, analfabetismo, o mesmo que na periferia de Fortaleza, embora turistas pensem que o Estado é uma enorme Avenida Beira Mar. Ciro não diminuiu os índices de atraso que atormentam o estado, nem repetiu os êxitos dos governos de seu padrinho político e amigo, agora desafeto, Tasso Jereissati.

É triste ver que Ciro foi uma grande promessa na política cearense, alguém que, quando jovem, parecia trazer algo de novo. Não trouxe nada, sua fome de poder é a única coisa que o move hoje em dia. Vive do simples prazer de ser um coronel, administrando sua vasta propriedade, cujo feudo mais amado é sua cidade natal, Sobral – folclórica pelo orgulho de seus habitantes –, onde é tratado como um deus.

Dos famosos três coronéis, apenas um ainda vive, o multimilionário Adauto Bezerra, cujo governo foi o mais corrupto da história do Ceará. Infelizmente, Ciro está se aproximando daquele que, no passado, ele chamava de forças do atraso. Ciro é vítima do poder absoluto, daquilo que fulano chamava: “todo poder corrompe e o poder político corompe absolutamente”.

Só lembrando: os exames da OAB e do Enem não têm nada a ver com ações do governo dos Ferreira Gomes.

O blog SOU CHOCOLATE E NÃO DESISTO reitera o artigo de Theófilo Silva. Apenas algumas observações: Ciro, Cid - governador do Ceará, ex-prefeito de Sobral - e Ivo Gomes, eleito deputado estadual, mas ignorou os mais de 100 mil votos e, pela segunda vez aceitou a mamata de ser secretário, é Chefe de Gabinete no governo de seu irmão.

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sábado, 5 de novembro de 2011

RUMO À DEGOLA

Na lista de escândalos envolvendo ministros do governo Dilma, mais um nome pode ir à degola, Carlos Lupi (PDT), ministro do Trabalho. Segundo reportagem desta semana da revista Veja, funcionários de confiança do ministro e pessoas ligadas ao PDT são acusados de desviarem recursos da pasta. Segundo a revista, assessores de Lupi cobravam propina de ONGs para liberar verbas.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

LULA, O CÂNCER, O SUS E O SÍRIO

Por Élio Gaspari, do O Globo - via blog do Noblat

As pessoas que estão reclamando porque Lula não foi tratar seu câncer no SUS dividem-se em dois grupos: um foi atrás da piada fácil, e ruim; o outro, movido a ódio, quer que ele se ferre.

Na rede pública de saúde, em 1971, Lula perdeu a primeira mulher e um filho. Em 1998, o metalúrgico tornou-se candidato à Presidência da República e pegou pesado: “Eu não sei se o Fernando Henrique ou algum governador confiaria na saúde pública para se tratar.”.

Nessa época acusava o governo de desossar o SUS, estimulando a migração para os planos privados. Quando Lula chegou ao Planalto, havia 31,2 milhões de brasileiros no mercado de planos particulares. Ao deixá-lo, essa clientela era de 45,6 milhões, e ele não tocava mais no assunto.

Em 2010, Lula inaugurou uma Unidade de Pronto Atendimento do SUS no Recife dizendo que “ela está tão bem localizada, tão bem estruturada, que dá até vontade de ficar doente para ser atendido”. Horas depois, teve uma crise de hipertensão e internou-se num hospital privado.

Lula percorreu todo o arco da malversação do debate da saúde pública. Foi de vítima a denunciante, passou da denúncia à marquetagem oficialista e acabou aninhado no Sírio-Libanês, um dos melhores e mais caros hospitais do país. Melhor para ele.

(No andar do SUS, uma pessoa que teve dor de ouvido e sentiu algo esquisito na garganta leva uns trinta dias para ser examinada corretamente, outros 76, na média, para começar um tratamento quimioterápico, 113 dias se precisar de radioterapia. No andar de Lula, é possível chegar-se ao diagnóstico numa sexta-feira e à químio na segunda. A conta fica em algo como R$ 50 mil.)

Lula, Dilma Rousseff e José Alencar trataram seus tumores no Sírio. Lá, Dilma recebeu uma droga que não era oferecida à patuleia do SUS. Deve-se a ela a inclusão do rituximab na lista de medicamentos da saúde pública.

Os companheiros descobriram as virtudes da medicina privada, mas, em nove anos de poder, pouco fizeram pelos pacientes da rede pública. Melhoraram o acesso aos diagnósticos, mas os tratamentos continuam arruinados. Fora isso, alteraram o nome do Instituto Nacional do Câncer, acrescentando-lhe uma homenagem a José Alencar, que lá nunca pôs os pés.

Depois de oito anos: um em cada cinco pacientes de câncer dos planos de saúde era mandado para a rede pública. Já o tucanato, tendo criado em São Paulo um centro de excelência, o Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira, por pouco não entregou 25% dos seus leitos à privataria. (A iniciativa, do governador Geraldo Alckmin, foi derrubada pelo Judiciário paulista.)

A luta de José Alencar contra “o insidioso mal” serviu para retirar o estigma da doença. Se o câncer de Lula servir para responsabilizar burocratas que compram mamógrafos e não os desencaixotam (as comissões vêm por fora) e médicos que não comparecem ao local de trabalho, as filas do SUS poderão diminuir.

Poderá servir também para acabar com a política de duplas portas, pelas quais os clientes de planos privados têm atendimento expedito nos hospitais públicos.

Lula soube cuidar de si. Delirou ao tratar da saúde dos outros quando, em 2006, disse que “o Brasil não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde”. Está precisamente a 33 quilômetros, a distância entre seu apartamento de São Bernardo e o Sírio.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011