sexta-feira, 30 de abril de 2010

GENTE QUE MENTE

O Diretório Nacional do PT divulgou nota nesta sexta-feira (30), que vai processar o PSDB pela criação do site Gente que Mente.


Criado por colaboradores da campanha do tucano José Serra, dizem que o conteúdo dos artigos publicados tem como objetivo combater o uso da mentira como arma política.


A representação será encaminhada ao (TSE), sob a acusação de que o site alimenta as baixarias e o jogo sujo na internet e caracterizando propaganda antecipada e negativa contra Dilma Rousseff.

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

LICENÇA

A senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência, vai se afastar do Senado para elaborar o plano de governo do PV.

O pedido foi entregue nesta quinta-feira (29) à Mesa Diretora do Senado, e vale até dia 17 de junho, segundo anunciou a própria senadora no Twitter.

Segundo Marina, até o dia 17 de junho ela espera ajudar o partido a reestruturar o programa da legenda e elaborar o plano de governo que será apresentado para a disputa eleitoral de outubro.

Apesar do pedido de licença, Marina afirmou que pode voltar ao Senado “a qualquer momento”, caso sua presença na Casa seja “importante para a defesa dos interesses nacionais”. O suplente de Marina, Sibá Machado (PT-AC), deve assumir a vaga deixada pela senadora.

Os senadores podem pedir licença dos cargos por até 120 dias para resolver problemas de interesses particulares.

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

TENTE OUTRA VEZ...

O presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), no papel de algoz deu a notícia que todos já sabiam! O deputado federal, Ciro Gomes está fora da disputa presidencial.

A Executiva Nacional do PSB oficializou a retirada de uma pré-candidatura à Presidência da República encabeçada por Ciro e irá apoiar a candidatura de Dilma Rousseff.

Rifado pelo partido há meses, Ciro insistiu, atirou para todos os lados, não poupou ninguém e nem partido: PC do B, PSB, PT, PSDB e PMDB foram alvos da artilharia pesada do deputado socialista. Como trincheira usou seu site, sem surtir efeito, passou a atacar em entrevistas na TV.

No estilo – morde e assopra – dos Ferreira Gomes, o deputado Ciro elogiava o presidente Lula e ao mesmo tempo cravava críticas no amigo de outrora. A pupila do presidente, Dilma Rousseff também sentiu os estilhaços do socialista. Ao mesmo tempo, ele afaga Dilma dizendo ter sido a melhor escolha do presidente.

José Serra, seu principal desafeto também foi privilegiado com elogios rasgados, mas num breve giro dos ponteiros, Ciro diz que, com o poder nas mãos, Serra é um risco para o país. o socialista também deu ao Serra um lugar na fauna, disse que tem olho de cobra.

Ciro Gomes colocou na cabeça que queria ser presidente, mas ele chegou semana passada no PSB e que é apenas um vassalo do partido. Comensal do PT há anos, o PSB jamais desobedeceria às ordens do presidente Lula. Ciro sonhou em ser presidente e viveu um pesadelo nas últimas semanas. Ontem, ele acordou.

Esperneou, atirou contra tudo e todos, mas o sonho da terceira candidatura à Presidência da República teve um fim melancólico para Ciro Gomes que deu seu último suspiro ontem à tarde e horas depois, atráves do seu site, o deputado dava seus últimos tiros de festim com “Ao rei tudo, menos a honra”.

Magoado e com várias feridas para cicatrizarem, o que levará muito tempo, Ciro pega sua violinha e vai cantar em outro beco que pode ser o do Cotovelo, em Sobral, sua cidade natal. Lá, a rejeição a ele não passa de 5% e encontrará muitos sobralenses dispostos a carregarem o fardo da desilusão.

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PRESENTE DE GREGO

No dia que completou 47 anos, o governador do Ceará, Cid Gomes, do PSB, recebeu como presente, a notícia oficial da retirada da pré-candidatura de seu irmão, Ciro Gomes à Presidência da República.

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MÚSICA DO DIA: VOU FESTEJAR

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terça-feira, 27 de abril de 2010

CIRO GOMES: ESTRADA DA VIDA

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RECEITA DO MINISTRO

No Dia Nacional de Combate à Hipertensão, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) recomendou atividades físicas: “dance, faça sexo, mantenha o peso, faça atividades físicas e, principalmente, verifique a pressão arterial”.

O ministro Temporão apresentou dados que mostram um aumento na proporção de brasileiros com a doença. José Gomes Temporão também recomendou frutas, hortaliças e sexo seguro, se possível, cinco vezes por semana.

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

BLOG DA YEDA CRUSIUS

Yeda Crusius (PSDB), primeira governadora do Rio Grande do Sul também aderiu as ferramentas disponíveis na internet.

Através do blog e twitter, os gaúchos podem acompanhar o trabalho de Yeda Crusius à frente do governo.

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CIRO GOMES: O PRATO DO DIA

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sábado, 24 de abril de 2010

PT-SP LANÇA MERCADANTE E MARTA

O PT paulista lançou hoje (24), as candidaturas de Aloísio Mercadante para governador e da ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy para o Senado.

Ao lado da pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, os petistas Mercadante e Marta discursaram para uma gama de filiados e simpatizantes.

O presidente Lula não compareceu, mas enviou carta aos pré-candidatos.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

CIRO GOMES: TENTE OUTRA VEZ...

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RICARDO LEWANDOWSKI É O NOVO PRESIDENTE DO TSE

Com transmissão ao vivo pela TV Justiça, a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski (foto) para o biênio 2010/2012, aconteceu ontem em Brasília.

O ministro Lewandowski substitui Ayres Brito, que presidiu o TSE a partir de maio de 2008. De acordo com a Constituição Federal, a Corte deve ser integrada por três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para estar nas primeiras filas do TSE, políticos e pré-candidatos disputavam um lugar para assistir a posse de Lewandowski.

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

22 DE ABRIL, DIA DA TERRA

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável.

As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida.

A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo.

O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

Leia Carta da Terra

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CIRO GOMES TEM REJEIÇÃO DE 48%

Pesquisa Ibope divulgada ontem (21) pelo Diário do Comércio mostra que o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP) tem a maior rejeição entre os eleitores.

De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados disseram que não votariam em Ciro "de jeito nenhum" para à Presidência da República.
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IBOPE: SERRA LIDERA COM 36%

Pesquisa Ibope divulgada pelo Diário do Comércio nesta quarta-feira (21), aponta José Serra (PSDB) na liderança na corrida presidencial.

Serra tem 36% das intenções de voto contra 29% da pré-candidata Dilma Roussef (PT). Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) aparecem com 8%, segundo o jornal.

Na projeção de segundo turno, segundo o Ibope, Serra venceria com 46% dos votos e Dilma teria 37%.

A candidatura do deputado federal, Ciro Gomes (PSB-SP) ainda é uma incógnita.

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

BRASÍLIA, 50 ANOS !!!

Inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, Brasília é a terceira capital do Brasil, após Salvador e Rio de Janeiro.
A transferência dos principais órgãos da administração federal para a nova capital foi progressiva, com a mudança das sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais.

O plano urbanístico da capital, conhecido como "Plano Piloto", foi elaborado pelo urbanista Lúcio Costa, que, aproveitando o relevo da região, o adequou ao projeto do lago Paranoá. O lago armazena 600 milhões de metros cúbicos de água.

Sob as linhas retas e curvas do arquiteto Oscar Niemeyer, nasce Brasília. Um grande desafio; a cidade foi construída na velocidade de um mandato, e Niemeyer teve de planejar uma série de edifícios em poucos meses para configurá-la.

O blog indica dois livros biográficos sobre Juscelino Kubitschek: JK – O artista do impossível do jornalista Cláudio Bojunga e Juscelino Kubitschek – O presidente bossa-nova da jornalista Marleine Cohen com prefácio de Maria Adelaide Amaral.

Brasília, 50 anos, parabéns!!!

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25 ANOS SEM TANCREDO NEVES

Tancredo de Almeida Neves, nasceu em 4 de março de 1910, em São João Del Rei, Minas Gerais. Advogado, empresário e político foi casado com Risoleta Guimarães Tolentino, com quem teve três filhos.

Em 1985 foi realizada a primeira eleição (indireta, via Colégio eleitoral) para presidente desde o golpe militar de 1964.

Tancredo Neves foi indicado por uma coligação de partidos, com apoio de Ulysses Guimarães (a figura mais importante no período de redemocratização do país).

Tendo como candidato a vice na mesma chapa José Sarney, venceu o pleito em 15 de janeiro de 1985, por 480 votos contra 180 de Paulo Maluf.

A articulação que elegeu a dupla Tancredo e Sarney é tida ainda hoje como uma das mais complexas e bem-sucedidas na história política do país.

Tancredo temia que os militares mais rigorosos se recusassem a passar o poder ao vice-presidente. Porém não resistiu, e na véspera da posse (14 de março de 1985), foi internado em Brasília com dores abdominais.

José Sarney assumiu a presidência aguardando o restabelecimento de Tancredo, que a partir de então, já em São Paulo, sofreu sete cirurgias. No entanto, em 21 de abril (mesma data da morte do mártir nacional Tiradentes), Tancredo faleceu vítima de infecção generalizada, aos 75 anos.

Vinte anos após, o corpo médico revelou que não divulgou o laudo correto da doença, que não teria sido diverticulite, porém um tumor. Embora benigno o anúncio de um tumor poderia ser interpretado como câncer, causando efeitos imprevisíveis no andamento político no momento.

Em seu lugar, assumiu a presidência da República o vice José Sarney, encerrando o período de governos militares chamado de Anos de chumbo iniciado com o Golpe de 1964.

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terça-feira, 20 de abril de 2010

PATRULHAMENTO VERMELHO

A TV Globo comemora 45 anos na próxima segunda-feira (26). Para celebrar a data, a emissora levou ao ar domingo à noite um vídeo, onde todos os artistas, jornalistas repetem a frase: “Todos queremos mais. Educação , saúde, e claro, amor e paz. Brasil”.

Mas, em ano eleitoral, o vídeo soou como peça tendenciosa para alguns petistas. Após a exibição do vídeo, o deputado federal e secretário de Comunicação do PT, André Vargas, fez uma anotação em seu blog: "Denúncia: Lema de Serra ‘inspira’ jingle da Rede Globo”.

Para o petista, trata-se de uma alusão camuflada ao slogan do pré-candidato do PSDB, José Serra: “O Brasil pode mais”, usado recentemente no lançamento de sua candidatura, em Brasília.

A emissora rebateu em nota e disse que o vídeo da campanha em comemoração aos 45 Anos da emissora foi produzido – comprovadamente – em novembro do ano passado, quando não havia candidatos, muito menos slogans.

Diante do patrulhamento exacerbado dos petistas, a Vênus Platinada finaliza a nota: “Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme”. Veja o vídeo.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

DILMA NA WEB

Seguindo exemplo dos seus adversários, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff entrou de corpo e alma na rede mundial de computadores, a internet.

Semana passada Dilma estreou no microblog Twitter e nesta segunda-feira (19), inaugurou o site Dilma na Web. Os internautas simpatizantes e eleitores encontrarão Dilma no Site, Twitter, Orkut, Facebook e Youtube.

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DIA DO ÍNDIO

Em comemorações ao Dia do Índio – 19 de abril – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, no dia que completa um ano de homologação da área como terra indígena.

O presidente participou de rituais indígenas e foi presenteado com um cocar pelo cacique da aldeia. Lembrei de uma frase do senhor Diretas, Ulysses Guimarães, velho cacique do PMDB, disse que cocar dar azar.

A ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata do Partido Verde, Marina Silva também marcou presença na Raposa Serra do Sol. Em horário diferente e por outro caminho, Marina não se encontrou com o presidente Lula.

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CIRO GOMES TEM REJEIÇÃO ACIMA DE 26%

A pesquisa do Datafolha publicada no último sábado (17) também mostrou o índice de rejeição dos pré-candidatos à Presidência. Os principais têm índices de rejeição semelhantes.

Dos entrevistados, 27% afirmaram que não votariam em Ciro Gomes, enquanto 24% afirmam não votar em Serra.

Dilma tem o mesmo percentual de rejeição do tucano, mas sua rejeição variou positivamente em três pontos desde o último levantamento.

Apenas 20% dos entrevistados declararam que não votariam em Marina se a eleição fosse hoje.

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O MENINO LULA

Em 2010 o livro Lula, o filho do Brasil da jornalista Denise Paraná foi relançando e no embalo do lançamento do filme homônimo, foi sucesso de vendas.

Além do livro de Denise Paraná, chegou recentemente nas livrarias de todo o país O menino Lula, do jornalista Audálio Dantas.

Num texto emocionante, Audálio conta a saga do pequeno retirante nordestino que chegou à Presidência da República.

Após uma longa conversa com o presidente Lula em julho de 2009, o livro começa a ser escrito. Parte dessa história o jornalista já conhecia porque ele e Lula participaram de lutas sindicais e políticas nos anos de 1970 e 1980, contra a ditadura militar.

O Menino Lula é completado com várias fotos do acervo pessoal da família de Lula e por xilogravuras do paraibano Jerônimo Soares, um dos mais importantes ilustradores de cordéis do Brasil.

O jornalista Ricardo Kostcho que fez o prefácio de O Menino Lula, diz que, para quem não conhece o Brasil e seu Presidente, o livro poderá parecer uma ficção, mais um romance fantástico de Gabriel Garcia Marquez.

Ricardo kostcho diz ainda que "esse livro, porém, é uma prova de que, querendo, tudo é possível. Até mesmo mudar o nosso próprio destino".

Há coincidência na história do autor e Lula; ambos migraram ainda menino, do sertão nordestino. Audálio se tornou repórter, ex-deputado federal, conhecendo de perto os problemas que afetam a região.
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MARCO PRADO CONTINUA VEREADOR...

Do blog do Bené Fernandes

A situação do suplente José Maria Félix (PSB) continua na geladeira. Marco Prado (PSDB) trocou de advogado e o seu processo de cassação foi pedido vista pelo atual interessado. Parece que o negócio vai caminhar dentro dos passos da normalidade.

Marco Prado continua vereador de Sobral (CE). E aos que estavam rezando para que o Zé Maria assumisse logo, é melhor não se "afobar" e tomar muito suco de maracugina.

O blog tomou conhecimento de que se o negócio "melar", vai ter um desfile de um "bode de gravata" no distrito de Jaibaras. Pois é, parece que Zé Maria plantou e vai colher.

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MARTA SUPLICY NA TV UOL

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domingo, 18 de abril de 2010

SERRA NA VEJA

Em entrevista ao repórter Fábio Portela, da revista Veja que está nas bancas de jornal nesta semana, o pré-candidato do PSDB, à Presidência da República, José Serra disse que se preparou a vida toda para ser presidente. Confira a íntegra da reportagem.

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sábado, 17 de abril de 2010

DATAFOLHA: SERRA LIDERA COM 38%

O Datafolha divulgou neste sábado (17) mais uma pesquisa de intenção de voto para presidente da República.

Segundo a pesquisa, o pré-candidato do PSDB, José Serra, com 38% das intenções de voto, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, com 28%, a pré-candidata do PV, Marina Silva (AC), com 10% e o deputado federal, Ciro Gomes (PSB-SP), aparece com 9%.

Como a candidatura do deputado Ciro ainda é uma incerteza, a pré-candidata do Partido Verde, Marina Silva (AC) ultrapassa Ciro Gomes nas intenções de voto, apesar de os dois candidatos estarem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
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CIRO GOMES: MAIOR ABANDONADO


Refugado pelo próprio partido e com uma candidatura que é uma incógnita, o deputado federal, Ciro Gomes (PSB-SP) tem se sentido o maior abandonado pelo seu partido e essa música tem embalado seus dias em uma das suas casas: Ceará, Rio, São Paulo ou Brasília quando resolve ir à Câmara Federal.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

PMDB: A UNIÃO FAZ A FORÇA!

Apresentado pelo presidente nacional, o deputado federal, Michel Temer (SP), o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) foi ao ar nesta quinta-feira (15), sua propaganda eleitoral gratuita em rede nacional de TV.

O presidente pregou a unidade nacional do partido e fez elogios há alguns programas do governo Lula, entre eles: o "ProUni", "Minha Casa, Minha Vida" e "Luz para Todos".

Temer deverá ser lançado em breve como candidato a vice na candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República.

O PMDB apresentou 12 pré-candidatos ou possíveis pré-candidatos, como Roseana Sarney (MA), Geddel Vieira Lima (BA) e o ex-prefeito de Goiânia, Íris Rezende.

Alguns caciques do partido ficaram de fora do programa; entre eles: Orestes Quércia – ex-governador de São Paulo e pré-candidato ao Senado – os senadores Jarbas Vasconcelos (PE), Pedro Simon (RS), José Sarney e Renan Calheiros (AL). Outro peemedebista que ficou de fora do programa foi o ex-governador do Paraná, Roberto Requião.
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

CPI DAS GORJETAS

Por Buba Lima especial para o blog

A pedido da deputada Maria Lúcia Amaury (PSDB), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo instalou nesta terça-feira (13) a CPI das Gorjetas.

A decisão foi tomada num quórum de 5 entre os 9 deputados presentes na rápida reunião presidida pela própria deputada Maria Lúcia.

Ela se mobilizou pela abertura desta CPI, devido ao grande número de reclamações do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação preparada e Bebida á varejo do Estado de São Paulo E região (Sinthooresp).

Ela destacou os meios que proprietários dos estabelecimentos se utilizam para burlar o repasse da gorjeta de 10% para os funcionários.

Entre eles, descontos com quebra de louça, os encargos de registros em carteira, moradias e refeições.

O sindicato também criou um disque denúncia para obter mais subsídios paras a CPI, que até agora já recebeu mais de 400 ligações tanto de funcionários lesados, quanto de consumidores.

As denúncias podem ser anônimas pelo telefone 0800 77 17104.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

ENTREVISTA: MARTA SUPLICY

Da Folha Online , por Ana Flor

A principal liderança feminina do PT de São Paulo está de volta à corrida eleitoral, menos de dois anos após perder a disputa pela prefeitura da capital. Marta Suplicy, 65, está no páreo por uma vaga no Senado.

Amiga e conselheira de Dilma Rousseff, a ex-prefeita Marta acha que a campanha petista ainda explora pouco o trunfo de ter uma mulher candidata. É no segmento feminino (52% do eleitorado, algo em torno de 68 milhões de eleitores), que está um dos maiores desafios da candidata ao Planalto.

Marta fala como ainda é difícil ser mulher na política e afirma que as eleições de outubro podem "quebrar paradigmas". "Temos uma chance única com Dilma e Marina [Silva, do PV]".

FOLHA - Como você avalia o início do ano eleitoral?

MARTA - É uma campanha extremamente curta onde as candidaturas ainda estavam bastante confusas. A não ser a Dilma, que o partido já tinha se unido em relação ao nome dela, a candidatura do Serra não era certa até um mês atrás. [...] E, no maior Estado da União, era a mesma coisa. Ninguém sabia se [o candidato do PSDB] era Aloysio Nunes ou [Geraldo] Alckmin ou quem seria o candidato do PT. Isso é muito fora do que normalmente ocorre no Brasil. A outra característica é que nas eleições nós temos [historicamente] um país confuso economicamente, com muitas turbulências e ameaças e politicamente mais claro. Dessa vez foi ao contrário.

FOLHA - Você gostou da definição de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo e você ao Senado?

MARTA - Acho excelente. Mercadante teve uma votação muito expressiva quando foi candidato ao governo. Ele tem uma disposição enorme para essa candidatura e um conhecimento do Estado bastante profundo, inclusive da relação do Estado com o governo federal.

FOLHA - Há quem diga, até dentro do PT, que ele está indo para perder.

MARTA - Pode-se pensar isso quando o outro [Geraldo Alckmin] tem uma condição de votação tão grande. Mas eu mesma ganhei do Alckmin já duas vezes. Acho que tem um cansaço de tucanato e vai ser difícil para os tucanos e para Alckmin, que já foi governador seis anos, fazer promessas. As promessas serão exatamente as mesmas que foram feitas nas eleições passadas e não cumpridas. O Aloizio é uma pessoa muito determinada, com grande competência e um discurso que pode ser avassalador de desconstrução da tal da boa gerência tucana que na verdade não existe. Hoje a violência nunca foi tão alta, os problemas de perda de empregos no Estado de São Paulo são acentuados e na educação, nós paulistas vemos que estamos sempre na rabeira dos testes entre todos os Estados, sendo que somos o Estado mais rico. Na saúde também não estamos tão bem. Isso o tucanato tem a responder, porque estão há 16 anos lá.

FOLHA - A aposta em Ciro Gomes [PSB] foi um erro?

MARTA - Na época coloquei que não achava que fosse o ideal. E, por questões não relacionadas a minha fala, mas a ele próprio, ele acabou não vindo.

FOLHA - A candidatura própria foi a melhor solução?

MARTA - Muito melhor. Seria muito ruim para deputados do PT ter uma legenda 40 [do PSB, de Ciro] em vez do 13 [do PT]: 13 é uma marca muito forte e eu fico muito feliz que nós estejamos concorrendo no berço do PT com nosso número.

FOLHA - Por que ser senadora?

MARTA - Eu tenho vontade de ir para o Senado porque é um cargo que eu nunca disputei e um cargo que eu nunca exerci. É muito instigante poder representar o Estado de São Paulo, diferente de você ser deputada, como fui, em que você é uma representante do povo. Agora, como senadora, se eu vir a ser eleita, eu vou representar meu Estado, lutar por verbas a favor do Estado. Tenho que ter outro foco do que o de deputada, o que é instigante. [...] Acho que estou madura para desempenhar esse papel nacional.

FOLHA - Você chegou a pensar em ser pré-candidata ao governo do Estado?

MARTA - Eu me coloquei todo o tempo como um soldado do PT. Eu poderia ir para qualquer uma das instâncias. Não fiz nenhum trabalho para ir para aquela ou para essa. Tinha um desejo, mas o desejo eu só explicitei para o Mercadante, que era o desejo de concorrer ao Senado. Era um desejo que nós dois consideramos muito difícil, termos dois senadores e que então eu teria que ir para deputada ou para governo. [Eu iria] para o que me designassem para ajudar a candidatura da Dilma e tornar a chapa forte.

FOLHA - Você já tem propostas, um plano para o mandato?

MARTA - Faz duas semanas que eu sei que vou ao Senado, ainda estou começando a estruturar uma campanha, não dei nenhum passo. Estou começando a me atualizar em relação aos números do Estado, dos problemas maiores do Estado, tenho uma relação muito próxima da Capital e agora tenho que me adentrar no Estado. Em duas semanas estarei com esse mapa econômico e social do Estado bem delineado para poder representar bem São Paulo.

FOLHA - A pesquisa Datafolha [que mostra Marta com 43% das intenções de voto ao Senado] surpreendeu?

MARTA - Fiquei muito contente, porque entendi como o reconhecimento de um trabalho da minha vida política, especialmente na Capital. Agora eu sei que isso é a saída e vai exigir muito esforço da minha parte e trabalho para ter um percentual tão bom no final da eleição. De qualquer jeito foi muito animador.

FOLHA - Foi animador também para quem pleiteia uma vaga para deputado federal e estadual...

MARTA - [ri] Isso foi mais do que animador, isso deu alegria a muitos, porque para os estaduais eu seria uma ótima parceria. Para os federais, nós estávamos pensando como eu não atrapalhar muito a eleição de companheiros. Essa foi uma solução que também foi avaliada pelo PT.

FOLHA - Deputados federais achavam que poderiam não se reeleger se você fosse candidata a deputada.

MARTA - A gente nunca sabe como vai ser, mas a hipótese era de que eu seria uma boa puxadora de votos, o que era interessante para o partido. Ao mesmo tempo eu atrapalharia algumas pessoas, deputados do partido. Eu percebo o PT muito contente com a chapa que nós temos, porque é uma chapa muito forte. Uma chapa que nós não teremos trabalho para levar as pessoas a conhecer esses candidatos. É raro você ver uma chapa em que todo mundo ficou muito agradado. Teve a brincadeira que o fator Ciro acabou unindo o PT de uma forma como nunca esteve unido. Nós vamos para uma eleição com uma candidata muito sólida dentro do PT, um apoio presidencial fortíssimo e uma militância entusiasmada em São Paulo com a chapa. É uma oportunidade que o PT nunca teve no nosso Estado. As vezes em que disputamos não foram situações fáceis. Agora a economia vai maravilhosamente bem, o presidente tem uma avaliação que raramente você vê num homem público, o governo é muito bem avaliado, o Estado de São Paulo compartilha desse crescimento da economia. Quando ela vai mal, aqui afeta primeiro, é o que na minha gestão eu vivenciei. Nunca estivemos com tantas chances. Fora o esvaziamento do discurso tucano. Vai falar o quê? Fazer o metrô? Há 16 anos está prometendo [isso].

FOLHA - Como você avalia a pré-campanha da Dilma?

MARTA - Eu não tenho visto nenhum passo errado. A campanha começou bem, o lançamento foi lindo, uniu muito o partido. Eu acho que ela está indo bem. Agora, campanha vai acontecer e as opiniões vão sendo formadas dependendo do comportamento dos candidatos, não tem nada pronto.

FOLHA - Você vê a necessidade de ela aprimorar o corpo-a-corpo?

MARTA - Acho que nem ela tem muito facilidade disso, nem o Serra. Quando me cobram 'a Dilma não tem carisma' eu digo 'O Serra tem?' Mas acho que o Serra está na estrada há mais tempo e isso poderia estar melhor desenvolvido. A Dilma está indo rápido. Nas primeiras vezes que ela era convidada a falar, era uma exposição com power point. Agora, ela está começando a falar espontaneamente. Eu a observei em situações não ensaiadas e eu percebi que ela leva jeito. [...] Ela tem que ter um tempo de transição, porque a mudança de papel que ela está vivenciando é gigantesca. Ela tinha um chefe. E tinha autonomia também, tinha que cobrar os subordinados, é a função mais dura da Casa Civil. Se você for ser docinha, fazem picadinho de você.

FOLHA - Que conselho você dá para Dilma?

MARTA - A gente tem muita conversa de mulher. Eu entendo [o que é estar em um cargo político importante] perfeitamente e o que eu digo para ela é diminuir sempre a agenda, não aumentar, como eles [a campanha] gostam. Ter a autoridade de barrar um pouco a agenda, porque quando você é candidata majoritária, se puder trabalhar de manhã, de tarde e noite, eles te põem. E se for para ter três horas de sono, melhor ainda para agradar a todos. [...] A única coisa que eu brinco com ela é que tem limite.

FOLHA - O que acha do João Santana, que trabalhou com você em 2008, como marqueteiro da Dilma?

MARTA - Eu acho que o João, para uma campanha nacional, irá muito bem.

FOLHA - Ele voltaria a ser seu marqueteiro?

MARTA - Por que eu tenho de responder uma coisa assim? Tenho uma boa relação com ele, tivemos um problema grave no final da campanha, que foi superado.

FOLHA - O que você aprendeu com a campanha de 2008?

MARTA - Centralizar um pouco mais, para não acontecer o que aconteceu. Estar mais perto. Menos suor e mais inteligência. Não sei se me explico.

FOLHA - Parecido com o conselho que você deu par a Dilma...

MARTA - É, você tem que se concentrar nas coisas que podem fazer diferença e atrapalhar muito uma campanha. Eu aprendi isso.

FOLHA - Se eleita, você voltaria a conviver diariamente com seu ex-marido, o senador Eduardo Suplicy...

MARTA - [Ri] Tenho uma boa relação com ele, respeitosa, acho que poderemos trabalhar muito bem. Problema zero. Os estilos são diferentes.

FOLHA - Como você vê a disputa pela segunda vaga ao Senado em São Paulo?

MARTA - Acho que não está claro. Vai depender. Ainda tem água para rolar.

FOLHA - Quando você pretende começar a campanha?

MARTA - Eu já comecei a me movimentar, mas a campanha ainda não tem um núcleo, uma coisa organizada. A partir da semana que vem eu tenho que começar a fazê-lo.

FOLHA - O PT já oficializou o nome de Mercadante, mas ele ainda não confirmou oficialmente.

MARTA - Vai ser dia 24, tá aí na frente. Acho que não tem mais volta, acho que nós estamos muito consolidados nisso. O Aloizio tem se dedicado muito a articular a campanha e a aprofundar os estudos sobre o Estado. Acho que ele vai surpreender.

FOLHA - O crescimento de Dilma não é tímido para quem tem Lula como cabo eleitoral?

MARTA -* Não, eu acho que ela cresceu bastante. Tem muita gente que ainda não a conhece e que votará nela por ser a candidata do Lula e muita gente que votará nela por ver nela uma figura competente, uma figura de mulher, algo que eu acho que está sendo pouco explorado. Esse olhar é muito interessante, e o Lula percebeu isso, que ser mulher era algo interessante.

FOLHA - A campanha de Dilma peca por não explorar o lado mulher?

MARTA - Seria interessante focar na questão da mulher, mas acho bastante difícil porque as pessoas não sabem como fazê-lo, se sentem inseguras. Eu mesma como candidata sempre achei isso, mas nunca tive certeza suficiente para seguir à frente nas discussões que tive com os marqueteiros. Mas isso seria um paradigma importante, mas é arriscado. E, quando é arriscado numa coisa de grandíssima dimensão, não se faz. Presidente da República, muito menos. Então de novo não faremos. Tem gente que não vota em mulher, e não podemos perder a oportunidade de fazer pesquisas e saber o porquê. Isso vai deixar um histórico muito importante para as mulheres, para nossas filhas e nossas netas que quiserem entrar na política. Temos uma chance única com a Dilma e com a Marina.

FOLHA - Você acha que pode ser um trunfo ser mulher?

MARTA - Acho que pode. Mas precisa saber se vai ser [nessa eleição].

FOLHA - Faz diferença uma mulher na Presidência?

MARTA - Acho que isso tem uma importância gigantesca que não é levantada e que faz parte do subjetivo. Vou te contar um exemplo. Quando eu fui candidata ao governo, a filha do Nilton Lima tinha 10 anos, chama Bruna, queria ser bailarina. Ela conversou comigo. Quando acabou a campanha, o Nilton falou 'Marta, a Bruna não quer mais ser bailarina'. Eu disse 'o que ela quer ser?' Ele falou para eu perguntar pra ela. Ela disse 'governadora do Estado de São Paulo'. Aquilo pra mim foi um encantamento. Porque não tinha esse papel para pensar nessa possibilidade. Eu acho que candidatura da Dilma, de uma mulher, com a competência que ela tem, pode servir de enorme estímulo para as mulheres. O modelo do 'eu posso chegar onde eu desejar'.

FOLHA - A sua geração de mulheres ganhou muito espaço na política. O que falta?

MARTA - Sim, mas mulher ainda tem muito a caminhar nesse país. Nós caminhamos um pouco pra trás em algumas áreas, caminhamos par trás na área política. A não ser por uma candidatura presidencial, que é de enorme importância, e que pode quebrar estes paradigmas, nós diminuímos nosso crescimento no parlamento. Enquanto a Argentina tem 38% de mulheres no parlamento, nós temos 9%. E somos o antepenúltimo na América Latina em termos de representação [feminina] política no parlamento. A nossa geração, minha e da Dilma, ainda está para acontecer na política. Ainda temos muito a caminhar.

FOLHA - Você teria desejo de voltar à prefeitura?

MARTA - Eu digo o seguinte: é muito forte essa candidatura ao Senado, é muito instigante. Nesse momento eu estou focada nisso. Depois é depois.

FOLHA - Você assinaria um termo de que não concorrerá à prefeitura?

MARTA - Não [risos]. Não teria cabimento. A gente planeja aquele momento e depois é a vida. Eu nunca tive medo de viver. O que eu posso assegurar que estou indo com muito interesse de desempenhar essa função [senadora], se for eleita.

FOLHA - A Marta senadora vai lembrar a Marta deputada?

MARTA - O que você carrega como bagagem só te fortifica. Eu ampliei muito as minhas preocupações na medida em que pude governar uma cidade como São Paulo. Eu não teria nenhum problema hoje, para dar exemplo, em ir para a Comissão de Assuntos Econômicos. Como deputada, eu não teria vontade. Eu ampliei.
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CIDINHA CAMPOS: SEM MEIAS PALAVRAS

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terça-feira, 13 de abril de 2010

FORTALEZA, 284 ANOS!!!

A cada dia Fortaleza cresce e está entre as principais capitais escolhidas por turistas de todo o país e estrangeiros que buscam praias exuberantes e boa gastronomia.

A população de Fortaleza aumentou nos últimos dez anos e hoje a capital cearense é a quarta maior do Brasil.

A todos que trabalham para construir a cada dia uma cidade mais forte e solidária, àqueles que fazem da terra do sol sua moradia é hora de comemorar! Este blog deseja mil felicidades a Fortaleza.

Fortaleza, 284 anos, parabéns!!!

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

ENTREVISTA : LUIZIANNE LINS

Em entrevista a repórter Marcela Rocha do Terra Magazine a prefeita de Fortaleza e presidente estadual do PT, Luizianne Lins (foto) fala sobre a candidatura de Cid Gomes e alianças, e sobre os nós a serem desatados por seu partido e Ciro Gomes, que deseja carregar sua legenda na corrida ao Planalto.

Confira a íntegra da entrevista:

Terra Magazine - O deputado Eunício Oliveira do PMDB diz acreditar que o PT apoiará o candidato à reeleição ao governo do Ceará, Cid Gomes (PSB), mesmo que o PSDB também o faça. Existe a possibilidade de isso ocorrer?

Luizianne Lins - O PT tem tido uma forte unidade entre as correntes em algumas questões. Uma delas é a impossibilidade de um apoio formal ou informal ao PSDB. Ou seja, nós sequer cogitamos a hipótese de o PT sair numa coligação formal ou informal com os tucanos. Nós temos diferenças históricas com o PSDB no Ceará. Quando apoiamos o Cid em 2006 já confrontamos o PSDB. Tendo em vista que apostamos na candidatura de Cid, mostramos que queríamos quebrar a hegemonia do PSDB no Estado.

Como está o PSDB no Estado?

Desde 2004, o PSDB vem minguando no Estado. Só para você ter uma ideia, na minha reeleição, de 41 vereadores, apenas um é do PSDB. Para quem ficou 20 anos governando o Estado, isso é nada.

A senhora mencionou a unidade das correntes petistas. A qual a senhora pertence? Alguma das correntes em nível nacional tem pressionado para apoiar o PSB, independentemente do PSDB?

Democracia Socialista (DS), Mensagem ao Partido. De antemão, não quero trabalhar com essa hipótese. Em nenhum momento fui comunicada, até porque mantenho uma relação de amizade com o governador, de que haveria uma aliança com o PSDB. Nem o contrário disto. Vou trabalhar com a hipótese de que o PT é aliado prioritário. Quando o governador Cid era prefeito de Sobral, o vice era petista. Quando fui eleita em 2004, o PSB era prioritário. Em 2006, apoiamos Cid governador com o vice sendo petista. Ou seja, existe uma relação de aliança prioritária. Eu não cogito a possibilidade de existir a aliança PSB-PSDB. E mais, o PSB no Ceará sempre foi muito coerente e sempre à esquerda.

O senador Tasso Jereissati, que é muito próximo aos Gomes, afirmou que está muito perto de consolidar a aliança com o PSB. Isso é tática? Ou é real?

Se colar colou... Eu nunca ouvi isso do governador. Ouvir isso do Tasso demonstra a falta de candidatos do PSDB. Eles não têm um nome para candidato ao governo. Chegou num ponto que eles querem, por inércia, apoiar Cid Gomes. Eles não têm musculatura estadual para ter candidato a governador. Então, eles querem se escorar no aliado que o PT vem trabalhando e que é parte integrante do governo.

Quando a senhora foi eleita prefeita, não tinha o apoio do PT nacional, inclusive José Dirceu foi a Fortaleza fazer campanha para o candidato do PCdoB, o qual recebeu o apoio do partido da senhora. A senhora traçaria um paralelo entre a sua campanha e o que pode ser a campanha de Cid caso faça coligação com PSDB?

O PT já veio a Fortaleza, já se desculpou, somos todos amigos novamente... Estamos esperando a resolução definitiva do PSB, a candidatura ou não do Ciro à presidência da República. Ainda não houve o apoio do PSB nacional à candidatura da ministra Dilma Rousseff. Hoje o PCdoB fará um ato público para formalizar a candidatura dela. Não podemos ficar amarrados à conjuntura estadual para definir a nacional.

Ciro Gomes. Nada decidido...

O governador não se manifesta sobre o cenário estadual enquanto o nacional não for decidido. Portanto, estamos esperando. Não posso, como presidente estadual do PT e como prefeita da principal capital que o PT administra, deixar que o partido fique amarrado às negociações estaduais enquanto temos uma candidatura nacional para tocar.

O que o PT quer nessa aliança com Cid?

Tivemos uma reunião e assinamos uma resolução que prevê a candidatura do ministro Pimentel, de Eunício e apoio à candidatura de Cid com uma vaga na vice. Na mesma resolução, caracterizamos o PSDB como anti-Lula e pontuamos que não faremos nenhum tipo de aliança formal com os tucanos.

Se isto já está definido, por que adiar o encontro?

Adiamos o encontro para o dia 24 porque é preferível esperar do que anunciar uma aliança que pode ser alterada depois.

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STJ SOLTA ARRUDA

Após 61 dias preso, o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), deixou na tarde desta segunda-feira (12) a Superintendência da Policia Federal.

Arruda estava preso pela tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra, testemunha do processo que investiga o esquema de corrupção no Distrito Federal.

Por oito votos contra cinco, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) mandou soltar José Roberto Arruda e mais cinco suspeitos foram beneficiados com a decisão.

Os ministros, a maioria, seguiram o voto do relator do caso, ministro Fernando Gonçalves, entendeu que o ex-governador não oferece mais risco de influenciar o inquérito.

Sério e com a barba por fazer, Arruda saiu da PF acompanhado da mulher, Flávia. Na entrada da PF, um tumulto: bate boca entre manifestantes e correligionários do ex-governador.

Os apoiadores de Arruda cercaram o carro onde eles estavam, começaram a rezar e tentaram impedir a imprensa de fotografá-lo.

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domingo, 11 de abril de 2010

MARTA SUPLICY NO "É NOTÍCIA"

A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy é a entrevistada de Kennedy Alencar, no É Notícia, a partir das 0h15 deste domingo, na Rede TV.

Marta Suplicy fala sobre as pesquisas que apontam a preferência do eleitor à sua candidatura ao Senado e suas impressões sobre os pré-candidatos à Presidência da República.

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sábado, 10 de abril de 2010

MINAS GERAIS, SÃO PAULO E BRASÍLIA...

Os pré-candidatos à Presidência da República: Marina Silva (PV), Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB) marcaram presença neste sábado nas principais cidades do país.

Pra não haver colisão na agenda, cada equipe de campanha fez um roteiro de viagem pra não estar na mesma cidade ou estado que o adversário.

Marina Silva do Partido Verde esteve em Minas Gerais para a posse do novo presidente do PV, Ronaldo Vasconcellos e o lançamento da pré-candidatura de José Fernando Aparecido ao governo, pelo PV. Zé Aparecido é filho do ex-ministro da Cultura, José Aparecido de Oliveira.

Dilma Rousseff esteve em São Paulo, em São Bernardo dos Campos, na região do ABC. Ao lado do pré-candidato ao governo Aloizio Mercadante, da pré-candidata ao Senado, Marta Suplicy. O presidente Lula também compareceu.

José Serra participou em Brasília do “encontro dos partidos”: PSDB, DEM e PPS. Na prática, foi o lançamento de sua campanha à Presidência. Com a presença de Aécio Neves, FHC, Geraldo Alckmin e todo grã-tucano, Serra fez um discurso que durou quase duas horas e pregou a união e disse que o país não tem dono.

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ACIDENTE DE AVIÃO MATA PRESIDENTE DA POLÔNIA

Da BBC Brasil / Folha Online

O presidente polonês, Lech Kaczynski (foto), morreu neste sábado quando o avião que o transportava se acidentou próximo de um aeroporto na Rússia.

O chefe de Estado viajava com a primeira-dama, Maria, e altas autoridades do seu governo, incluindo o presidente do Banco Central.

Segundo os relatos, havia quase cem pessoas a bordo do avião e ninguém sobreviveu.

O avião, um Tupolev-154, viajava de Varsóvia para a cidade russa de Smolensk, onde as autoridades polonesas participariam de uma cerimônia para lembrar os 70 anos de um massacre de mais de 20 mil prisioneiros de guerra por forças russas na floresta de Katyn durante a Segunda Guerra Mundial.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

MESTRE DE CERIMÔNIA

O “Encontro de Partidos” que as legendas PSDB, DEM e PPS realizarão amanhã (10) em Brasília, na prática é o lançamento da pré-candidatura do ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

O PSDB contratou a apresentadora Ana Hickmann (foto) para ser a mestre de cerimônia do evento que começará a partir das 9h00 e encerrará às 13h00. As três legendas pretendem levar cerca de 3.000 simpatizantes para o ato.

Os partidos apostaram também em mídias sociais – Orkut, Youtube, Facebook, MySpace e Twitter – pra uma divulgação mais ampla e dar maior repercussão. O ato também será transmitido pela página Twitter de Serra que conta com mais de 180 mil seguidores.

O site do PSDB também transmitirá ao vivo e num telão, as mensagens de quem estiver online seja no Twitter ou Orkut, serão exibidas para quem estiver presente no espaço de eventos Brasil 21, em Brasília e para o mundo.
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A FESTA VERMELHA

O PC do B promoveu ontem em Brasília ato para afirmar apoio a Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República.

Embalada pela música de Leci Brandão, vereador e cantor, Netinho de Paula e o bamba Martinho da Vila, a petista se sentiu muito bem ao lado dos comunistas.
O ato político e festivo foi encerrado com a música "Vermelho", cantada por Zezinho Corrêa, ex-integrante do grupo Carrapicho.
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quinta-feira, 8 de abril de 2010

PTC, UM PARTIDO 'ESTILOSO'

O programa nacional do Partido Trabalhista Cristão (PTC) que foi ao ar nesta quinta-feira (8), em rádio e tv, além do seu discurso, apresentou também as novas filiações: o estilista Ronaldo Esper e a funkeira Tati “Quebra Barraco”.

O PTC tem se tornado um partido 'estiloso'; em 2006 elegeu o estilista e apresentador de tv, Clodovil Hernandes, que deixou o partido em menos de um ano. Agora aposta mais uma vez no estilo de Ronaldo Esper.

Com Ronaldo Esper concorrendo uma vaga de deputado federal por São Paulo nas eleições de outubro deste ano, o PTC terá outro nome de apelo popular no Rio de Janeiro, Tati “Quebra Barraco” que disputará uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Leia Miscelânea Eleitoral.

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

DORA KRAMER: O PODER PELO AVESSO

A garoa que predominou no fim da última segunda-feira (5) marcou a noite de autógrafos no lançamento do livro O Poder pelo Avesso, da jornalista Dora Kramer do jornal O Estado de S. Paulo, na Livraria da Vila, na região dos Jardins.

O lançamento foi prestigiado por colegas da imprensa, como os colunistas César Giobbi, Barbara Gancia ... A jornalista e apresentadora do programa Em Questão, Maria Lydia também compareceu.

Dora Kramer reuniu em um só lugar políticos de diferentes matizes. Passaram por lá: O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (DEM), o senador Eduardo Suplicy (PT) e o presidente nacional do PPS, Roberto Freire.

Também marcaram presença os ex-governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, Orestes Quércia e José Serra que deixou o governo na última sexta-feira (2) para concorrer à Presidência da República.

A data do lançamento do livro coincidiu com o aniversário da colunista Dora Kramer que recebeu os parabéns de todos que compareceram na Livraria da Vila.

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terça-feira, 6 de abril de 2010

ALBERTO GOLDMAN ASSUME GOVERNO DE SÃO PAULO

O vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB) assumiu hoje o governo. Após a saída do governador José Serra que irá disputar a Presidência da República, Alberto Goldman comandará o Estado nos próximos nove meses.

Em discurso na Assembleia Legislativa, Alberto Goldman disse que dará continuidade ao governo Serra, sem mudanças. Será um governo do mesmo.

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AS POLÊMICAS "PULSEIRAS DO SEXO"

As pulseiras de plástico coloridas também conhecidas como “pulseiras do sexo” por onde passam tem causado polêmica.

Recentemente uma menina de 13 anos foi violentada sexualmente em Londrina (PR) e o pretexto para tal agressão; a garota estar usando as referidas pulseiras.

Na Câmara Municipal de Várzea Grande (MT) tramita projeto de lei para proibir o uso das “pulseiras do sexo”. De autoria do vereador Antonio José de Oliveira, o Toninho da Glória, do PV, o projeto prevê autonomia e poder a diretores de escolas para proibir o uso de tais adereços.

Um aditivo prever proibir a venda das pulseiras no comércio da cidade; seja a venda legal ou ilegal. Segundo o vereador Toninho da Glória é apenas mais um projeto de sua autoria no combate a pedofilia em seu município.

A polícia do Amazonas apura a morte de uma adolescente se estar relacionada com as "pulseiras do sexo". Os prefeitos de Navegantes e Itajaí na região sul do país também proibiram o uso das "pulseiras do sexo" nas escolas.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

O PODER PELO AVESSO

O Poder pelo Avesso é o novo livro da jornalista Dora Kramer e reúne 99 crônicas políticas, selecionadas pela colunista do jornal O Estado de S. Paulo e que foram publicadas nos últimos nove anos.

O passeio por esses meandros e avessos começa em 2001, no governo FHC e termina em outubro de 2009, que são os sete primeiros anos do governo Lula. Isso é a matéria-prima de O Poder pelo Avesso.

O lançamento será hoje em São Paulo, na Livraria da Vila, às 19 horas, na Alameda Lorena, 1.731, no Jardim Paulista. Este blogueiro estará lá.

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domingo, 4 de abril de 2010

CANAL LIVRE ENTREVISTA O PRESIDENTE LULA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o entrevistado neste domingo do programa Canal Livre, na Band, a partir das 23h00.

Sob a batuta dos jornalistas Fernando Mitre, Joelmir Beting, Boris Casoy e Antonio Teles. O programa foi gravado em Brasília. Não perca!

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sábado, 3 de abril de 2010

PRESTE ATENÇÃO NA MARINA

Com a agenda lotada na primeira incursão pelo nordeste, a pré-candidata do Partido Verde, Marina Silva passou os últimos três dias da Semana Santa em Pernambuco. Visitou algumas cidades e gravou programas na tv regional Asa Branca.

Em Garanhauns, Marina plantou 110 árvores e o PV pernambucano informou que “todas as emissões de CO2 geradas nos deslocamentos de Marina Silva (incluindo avião, helicóptero e carro) e em todas as atividades do Partido Verde em Pernambuco serão compensadas com plantio de árvores”.

Da Feira de Caruaru, Marina deu uma esticadinha até Brejo da Madre de Deus, a 180 quilômetros da capital Recife e assistiu uma apresentação da Paixão de Cristo, realizada em Nova Jerusalém, no maior teatro ao ar livre do mundo.

Entusiasmados, os artesãos da Feira de Caruaru receberam Marina e deram alguns suvinir´s. Feito por um filho de um fiel discípulo do Mestre Vitalino, a pré-candidata do PV ganhou uma escultura em barro que representava uma família de retirantes nordestinos.

Na Feira de Caruaru, imortalizada na música de Luiz Gonzaga, um verdadeiro caldeirão cultural pernambucano, Marina Silva viu uma apresentação de banda de pífanos, de forró pé de serra e de bacamarteiros.

Mas quem pensa que Marina ficará fora do foco da mídia, está enganado; nas inserções de televisão do PV, a convocação é para que o cidadão “Preste atenção na Marina”. É uma forma que o vídeo produzido pelo cineasta Fernando Meirelles pretende mostrar que há uma alternativa fora essa polarização que se desenha no atual cenário político.

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

ROBERTO PESSOA DESISTE DA CANDIDATURA AO GOVERNO DO CEARÁ

O prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR), anunciou hoje a desistência de sua candidatura ao governo do Ceará. O arco de aliança que é pouco seria um dos motivos porque, por enquanto, o PR tinha apoio apenas do PPS.

Nos últimos dias, Roberto Pessoa esteve em Brasília tentando viabilizar apoio para expandir sua coligação e assim, garantir maior tempo de tv no horário eleitoral, mas não foi possível e fez o prefeito desistir de enfrentar à reeleição do neo-socialista, Cid Gomes.

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AÉCIO NEVES NAS PÁGINAS AMARELAS

O ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) é o entrevistado nas Páginas
Amarelas
da revista Veja nesta semana.

Em entrevista aos repórteres Mário Sabino e Fábio Portela, o tucano diz que concorrerá ao Senado e que tem orgulho de ser político. Confira a entrevista na íntegra:

A que exatamente a população deu a aprovação de 92%?

As pessoas sabem o que é bom para elas, sua família, sua cidade, seu estado e seu país. A aprovação vem naturalmente quando elas percebem que a ação do governo está produzindo professores que ensinam, alunos que aprendem, policiais que diminuem o número de crimes e postos de saúde que funcionam. Quando você faz um choque de gestão e entrega bons resultados ano após ano, não há politicagem que atrapalhe a percepção de melhora por parte da população. Quem tem 92% de aprovação está sendo bem avaliado por todo tipo de eleitor, até entre os petistas.

Os eleitores entendem o conceito de “choque de gestão”?

Quase todo mundo percebe quando a política está sendo exercida como uma atividade nobre, sem mesquinharias, com transparência e produzindo resultados práticos positivos. A política, em si, é a mais digna das atividades que um cidadão possa exercer. Os gregos diziam que a política é a amizade entre vizinhos. Quando traduzimos para hoje, estamos falando de estados, municípios e da capacidade de construir, a partir de alianças, o bem comum. Vou lutar por reformas que possam tornar a política de novo atraente para as pessoas de bem, que façam dessa atividade, hoje vista com suspeita, um trabalho empenhado na elevação dos padrões materiais, sociais e culturais da maioria. É assim que vamos empurrar os piores para fora do espaço político. Não existe vácuo em política. Se os bons não ocuparem espaço, os ruins o farão.

A máquina do serviço público é historicamente pouco eficiente. Como o senhor fez para mudar essa realidade?

Nós estabelecemos metas para todos os servidores, dos professores aos policiais. E 100% deles passaram a receber uma remuneração extra sempre que atingissem as metas acordadas. O governo começou a funcionar como se fosse uma empresa. Os resultados apareceram com uma rapidez impressionante. A mortalidade infantil em Minas caiu mais do que em qualquer outro estado, a desnutrição infantil das regiões mais pobres chegou perto do patamar das regiões mais ricas, todas as cidades do estado agora são ligadas por asfalto, a energia elétrica foi levada a todas as comunidades rurais e mesmo as mais pobres passaram a ter saneamento. Na segurança pública conseguimos avanços notáveis com a efetiva diminuição de todos os tipos de crime.

O desafio do PT sobre comparação de resultados de governos, então, lhe conviria?

Gostaria muito de contrapor os resultados obtidos pela implantação da meritocracia com o messianismo daqueles que apenas fazem promessas e propagam a própria bondade. Quando você estabelece instrumentos de controle e consegue medir os resultados das ações de governo, você espanta os pregadores messiânicos. Eles fogem das comparações. Mas para ter resultados é preciso que se viva sob um sistema meritocrático. Isso significa que as pessoas da máquina estatal têm de ser qualificadas, e não simplesmente filiadas ao partido político. O aparelhamento do estado que vemos no governo federal é um mal que precisa ser erradicado.

Quais são as chances de o senhor ser candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra?

Serei candidato ao Senado. Eu tenho a convicção de que a melhor forma de ajudar na vitória do candidato do meu partido, o governador José Serra, é fazer nossa campanha em Minas Gerais. Eu respeito, mas divirjo da análise de que a minha presença na chapa garantiria um resultado positivo para o governador Serra. Isso não é verdade. Talvez criasse um fato político efêmero, que duraria alguns dias, mas logo ficaria claro que, no Brasil, não se vota em candidato a vice-presidente.

Nas últimas eleições, quem venceu em Minas venceu também a eleição presidencial. Acontecerá o mesmo neste ano?

Espero que sim, e acho que o governador Serra tem todas as condições para vencer em Minas Gerais e no Brasil. Eu vou me esforçar para ajudá-lo, repito, porque tenho um compromisso com o país que está acima de qualquer projeto pessoal. Esse compromisso inclui trabalhar para encerrar o ciclo de governo petista. Lula teve muitas virtudes. A primeira delas, aliás, foi não alterar a política econômica do PSDB. Ele fez bons programas sociais? Claro, é um fato. Mas o desafio agora é fazer o Brasil avançar muito mais, e é isso que nosso presidente fará.

A ministra Dilma Rousseff, candidata do PT ao Planalto, tem dito que o presidente Lula reinventou o país. Esse é um exemplo de discurso messiânico?

Sem dúvida. Se um extraterrestre pousasse sua nave no Brasil e ficasse por aqui durante uma semana sem conversar com ninguém, só vendo televisão, ele acharia que o Brasil foi descoberto em 2003 e que tudo o que existe de bom foi feito pelas pessoas que estão no governo atual. Os brasileiros sabem que isso é um discurso vazio. Não teria havido o governo do presidente Lula se não tivesse havido, antes, os governos do presidente Fernando Henrique e do presidente Itamar Franco. Sem o alicerce do Plano Real, nada poderia ter sido construído.

A ministra Dilma cresceu nas pesquisas e viabilizou-se como candidata competitiva. Isso preocupa o PSDB?

A ministra Dilma chegou ao piso esperado para um candidato do PT, qualquer que fosse ele. A partir de agora, ela terá de contar com a capacidade do presidente Lula de lhe transferir votos. Mas o confronto olho no olho com o governador Serra vai ser muito difícil para ela.

Na sua opinião, como será o tom da campanha presidencial?

Acho que, em primeiro lugar, a candidata Dilma terá de explicar logo como será sua relação com seu próprio partido, o PT, em um eventual governo. O PT tem dificuldades históricas de ter uma posição generosa em favor do Brasil. Quando a prioridade do Brasil era a retomada da democracia, o PT negou-se a estar no Colégio Eleitoral e votar no presidente Tancredo Neves. O PT chegou a expulsar aqueles poucos integrantes que contrariaram o partido. Prevaleceu uma visão política tacanha, e não o objetivo maior que tinha de ser alcançado naquele momento. Se dependesse do partido, talvez Paulo Maluf tivesse sido eleito presidente pelo Colégio Eleitoral. Ao final da Constituinte, o PT recusou-se a assinar a Carta. Quando o presidente Itamar Franco assumiu o governo, em um momento delicado, de instabilidade, e o PT foi convocado a participar do esforço de união nacional, novamente se negou, sob a argumentação de que não faria alianças que não condiziam com a sua história. Se prevalecesse a posição do PT, nós não teríamos a estabilidade econômica, porque o partido votou contra o Plano Real. O presidente Lula, com sua autoridade, impediu que o partido desse outros passos errados quando chegou ao governo. Mas o que esperar de um governo do PT sem o presidente Lula?

Qual é o seu palpite?

Eu acho que, pelo fato de a ministra Dilma nunca ter ocupado um cargo eletivo, há uma grande incógnita. Caberá a ela responder, durante a campanha, a essa incógnita. Dar demonstrações de que não haverá retrocessos, de que as conquistas democráticas são definitivas. A ministra precisa dizer de forma muito clara ao Brasil qual será a participação em seu governo desse PT que prega a reestatização, que defende uma política externa meramente ideológica, que faz gestos muitos vigorosos no sentido de coibir a liberdade de expressão.

E o PSDB, falará de quê?

Nosso maior tema será lembrar aos brasileiros que somos a matriz de todos os avanços sociais e econômicos do Brasil contemporâneo. Nós temos legitimidade para dizer que somos parte integrante do que aconteceu de bom no Brasil até agora. Se hoje o país está numa situação melhor, foi porque nós tivemos uma participação decisiva nesse processo. Houve a alternância do poder, que é natural e saudável, mas está na hora de o PSDB voltar ao poder. Está na hora de o país ter um governo capaz de fazer a máquina pública federal funcionar sem aparelhamento. É preciso implantar a meritocracia na administração federal, e o PT simplesmente não quer, não sabe e não pode fazê-lo. Às promessas falsas, ao messianismo, aos insultos pessoais, aos ataques de palanque, vamos contrapor nossos resultados nos estados e a receita de como obtê-los também no nível federal.

O senhor acha que os brasileiros são ingratos com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?

Eu acho que hoje não se faz justiça a ele, mas tenho certeza absoluta de que a história reconhecerá seu papel crucial. Como também acho que se fará justiça ao presidente Itamar Franco, que permitiu a Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda, fazer e aplicar o Plano Real.

Se vencer a disputa presidencial, Serra diz que tentará acabar com a reeleição.

Eu prefiro mandatos de cinco anos, sem reeleição. Defendo isso desde 1989. Mas, hoje, pensar nisso é irreal. A reeleição incrustou-se na realidade política brasileira de maneira muito forte. A prioridade deveria ser uma reforma política que incluísse o voto distrital misto. Isso aproximaria os eleitores dos deputados e ajudaria a depurar o Parlamento.

O senhor, um político jovem, bem avaliado, duas vezes governador de um grande estado, ainda deve almejar chegar à Presidência, não?

Eu tenho muita vontade de participar da construção de um projeto novo para o Brasil, em que a nossa referência não seja mais o passado, e sim o futuro. Sem essa dicotomia que coloca em um extremo o PT e no outro o PSDB, e quem ganha é obrigado a fazer todo tipo de aliança para conseguir governar. Assim, paga-se um preço cada vez maior para chegar a sabe-se lá onde. O PT deixou de apresentar um projeto de país e hoje sua agenda se resume apenas a um projeto de poder. Eu gostaria de uma convergência entre os homens de bem, para construir um projeto nacional ousado, que permita queimar etapas e integrar o Brasil em uma velocidade muito maior à comunidade dos países desenvolvidos, de modo que todos os brasileiros se beneficiem desse processo.

Mas o Brasil já está direcionado nesse rumo, não?

Está, mas é preciso acelerar a nossa chegada ao nosso destino de grandeza como povo e como nação. Eu fico impaciente com realizações aquém do nosso potencial. O Brasil pode avançar mais rapidamente com um governo que privilegie o mérito, que qualifique a gestão pública, para que ela produza benefícios reais e duradouros para a maioria das pessoas, que valorize o serviço público e cobre dele resultados. Um governo que tenha autoridade e generosidade para fazer acordos. Meu avô Tancredo Neves costumava dizer que há muito mais alegria em chegar a um entendimento do que em derrotar um adversário. Eu vou ser sempre um construtor de pontes. Quanto a chegar à Presidência da República, tenho a convicção de que isso é muito mais destino do que projeto.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

DATAFOLHA: MARTA SUPLICY LIDERA CORRIDA PELO SENADO

O Datafolha divulgou hoje (1) a primeira pesquisa de intenção de voto para senador em São Paulo. A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) aparece na liderança, com grande vantagem em relação aos principais adversários.

Segundo o Datafolha, Marta Suplicy aparece com 43% das intenções de voto. O senador Romeu Tuma (PTB) que tenta a reeleição aparece com 25%, seguido do ex-governador Orestes Quércia (PMDB), com 22%.

Na sequência, aparece o cantor e vereador Netinho de Paula (PC do B), com 19%, a ex-vereadora Soninha (PPS) se destaca em quinto lugar, com 18%.

Outros nomes também foram pesquisados: o vereador Gabriel Chalita (PSB), que tem 8%, do chefe da Casa Civil do governo paulista, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), com 6%, e de Ricardo Young (PV), presidente do Instituto Ethos, com 3%.
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MARINA SILVA: SOU SONHADORA

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ABRIL VERMELHO

As invasões em fazendas neste mês de abril são constantes, mas em ano eleitoral o Movimento dos Sem-Terra (MST) diminuirá seu “Abril Vermelho”. A probabilidade de invasões de norte a sul do país serão menor que nos anos anteriores.

Mesmo com a possibilidade das invasões serem menores, os fazendeiros colocarão em prática seu “Alerta Verde”, no qual usaram no ano passado com vigílias nas proximidades das fazendas por tempo ilimitado.

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LULA FEZ CIRO GOMES DE TROUXA

Do blog do Noblat

Somente Ciro pode dizer em que momento descobriu que estava sendo feito de trouxa.

Em meados do ano passado, com base em pesquisas de intenção de voto encomendadas pelo PSB, Ciro imaginou que poderia ser candidato à sucessão de Lula.

As pesquisas lhe davam bons índices de voto. E mostravam que, uma vez Ciro fora do páreo, a maioria dos votos dele migrava para José Serra (PSDB).

Nada mais razoável, pois, que fosse candidato para vencer, se possível, ou para ajudar Dilma Rousseff a vencer.

Para isso precisava que Lula lhe desse uma mão. Não só concordasse com sua candidatura, como lhe cedesse o apoio de alguns pequenos partidos comprometidos com a candidatura de Dilma.

O apoio de partidos aumentaria o tempo de propaganda eleitoral de Ciro no rádio e na televisão. O tempo do PSB não seria suficiente.

Lula cozinhou Ciro em fogo brando. Passou meses repetindo que jamais lhe pediria para deixar de ser candidato. Prometeu encaixá-lo, junto com Dilma, nas viagens oficiais pelo interior do país.

Levou Ciro para visitar o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco. E foi só.

Mais tarde inventou aquela história sem pé nem cabeça de Ciro ser candidato ao governo de São Paulo. Pediu e obteve dele a transferência para São Paulo do seu domicílio eleitoral.

Por fim largou-o de mão.

Apoio de pequenos partidos?

Esqueça.

Foi quando Ciro começou a disparar contra a aliança PMDB-PT. E, de leve, contra Dilma.

Então Lula decidiu matar de vez a candidatura Ciro.

Em conversa com o governador de Pernambuco Eduardo Campos, presidente do PSB, queixou-se de Ciro. Disse que ele ultrapassara os limites permitidos para críticas. E ordenou ao seu modo: livre-se dele.

É o que Eduardo está pronto para fazer.

A próxima eleição presidencial deve ter um turno só, deseja Lula. Para perder ou ganhar com Dilma.
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