domingo, 31 de julho de 2011

DE MAL A PIOR...

O clima não é dos melhores para o governo Dilma nos últimos dias, o escândalo no Ministério dos Transportes já causou a demissão de 27 integrantes. A revista Veja desta semana traz uma reportagem com Oscar Jucá que promete jogar mais lama no ventilador do Palácio do Planalto.

Irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (foto), do PMDB de Roraima, Oscar foi exonerado da Companhia Nacional de Abastacimento (Conab) por ter autorizado irregularmente o pagamento de dívida de R$ 8 milhões a uma empresa que era registrada em nome de dois “laranjas”.

Magoado com sua demissão, ele revela que existe um esquema de arrecadação no Ministério da Agricultura e que é comandado pelo ministro Wagner Rossi. Segundo o ex-diretor “a Conab é pior do que o DNIT”. E afirma: “ ali só tem bandido”.

Confira a íntegra da reportagem de Hugo Marques, Gustavo Ribeiro e Paulo Celso Pereira no site da Veja.

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sábado, 30 de julho de 2011

EVENTO COLOSSAL

Num grandioso evento que foi transmitido para todo o mundo e que custou a fortuna de 30 milhões aos cofres públicos, foram definidos neste sábado, no Rio de Janeiro, os grupos para as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Recebida pelo presidente da Fifa, Joseph Blater, a presidente Dilma Rousseff deu início a cerimônia das Eliminatórias. A presença do presidente da CBF, Ricardo Teixeira ficou pagada.

Atletas do passado e presente do mundo esportivo marcaram presença e se juntaram com as estrelas do show business, além de uma gama de políticos que disputaram cada metro quadrado como se fosse um camarote na Marquês de Sapucaí, em dia de carnaval.

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

A PONTE DA AMIZADE

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), inaugurou nesta quarta-feira (27), a ponte estaiada na Marginal Tietê. A obra custou R$ 85 milhões e está sendo inaugurada com dez meses de atraso e incompleta. A nova ponte recebeu o nome do ex-governador Orestes Quércia, que faleceu em dezembro do ano passado. Alaíde Quércia, viúva do ex-governador e seus filhos estiveram na inauguração.

A ponte Governador Orestes Quércia teve atmosfera de Ponte da Amizade, reunindo políticos de vários partidos. Estavam lá, o deputado federal Paulo Maluf (PP), o senador Eduardo Suplicy (PT), o senador Aloisio Nunes Ferreira (PSDB), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), o ex-governador José Serra e vice-presidente da República, Michel Temer.

O nome dado à ponte, Governador Orestes Quércia, foi uma surpresa. O político era desafeto do ex-governador Mário Covas, padrinho político do atual governador Geraldo Alckmin, que oficializou a homenagem a Quércia na última quinta-feira.

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terça-feira, 26 de julho de 2011

NO TOP30 DA SEMANA...

Caros amigos, leitores e parceiros tenho grande orgulho de informar que o SOU CHOCOLATE E NÃO DESISTO pela segunda semana consecutiva está entre os 30 Blogs de Política mais votados da semana no Prêmio TopBlog. Agradeço a todos que votaram. Ainda não votou? Corre lá!

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

UM ESTRANHO NO NINHO

Passa quase despercebido, mas no site Observador Político tem como um de seus colaboradores o petista Pedro Abramovay que trabalhou no governo Lula de 2003 a 2010 tendo ocupado diversos postos entre eles o de Secretário Nacional de Justiça e Secretário de Assuntos Legislativos.

No governo Dilma – o petista em ninho tucano – assumiu em janeiro de 2011 a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, mas ficou pouco tempo, ele pediu demissão após conceder entrevista ao jornal O Globo, defendendo o fim da prisão para pequenos traficantes, isso teria irritado a presidente Dilma Rousseff.

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domingo, 24 de julho de 2011

E AÍ, VAI PEDIR PENICO?

Por Felipe Patury da coluna Holofote da revista Veja

O governador cearense Cid Gomes lutou por seis meses até emplacar Jurandir Santiago para a presidência do Banco do Nordeste. Há menos de dois meses no cargo, Santiago pode entrar pelo cano por causa de, digamos, umas porcarias que ocorreram em sua gestão na Secretaria das Cidades do Ceará.

A promotoria local investiga 56 contratos firmados por ele para a construção de 4600 banheiros no sertão. As associações beneficiadas ou era de fachada ou vinculadas a políticos locais. Os promotores dizem que o caso é fedorento.

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sábado, 23 de julho de 2011

O OBSERVADOR POLÍTICO

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou ontem (22) o seu Observador Político. A estreia, o site mostra um vídeo no qual FHC fala sobre o Brasil novo. No material não há referência à presidente Dilma e nem aos tucanos José Serra.

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

JUAZEIRO DO NORTE, 100 ANOS

Juazeiro do Norte, terra de Padre Cícero Romão Batista, o “Padim Ciço”, celebra hoje seu Centenário. Localizada na região do Cariri, no sul do Ceará a cidade tornou-se uma das mais importantes do Estado.

A história do pequeno vilarejo que pertenceu ao município de Crato está entrelaçada com a trajetória de Padre Cícero que, junto com os juazeirenses somou forças, persistiu e com muita determinação transformou o distrito em cidade.

Graças à figura de Padre Cícero Romão Batista, Juazeiro do Norte é considerado um dos maiores centros de religiosidade popular da América Latina, atraindo milhões de romeiros todos os anos.

Com uma população estimada em 249 936 mil habitantes (segundo dados do Censo 2010 - IBEGE), a cidade é um grande pólo econômico e cultural do Ceará.

Juazeiro do Norte, parabéns pelo seu Centenário. Viva Meu Padim!

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

A ESTRELA DO PSTU

A professora do Rio Grande do Norte, Amanda Gurgel foi a estrela principal do programa do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), que foi ao ar em rede nacional de rádio e tv, na noite desta quinta-feira (21).

Ela se tornou uma celebridade nacional após um vídeo que foi parar na internet, o qual a professora, num discurso contundente e sucinto relatou as agruras dos educadores em seu Estado.

Após a repercussão positiva do vídeo de Amanda Gurgel na Assembleia Legislativa, o PSTU estadual não descarta a possibilidade de uma candidatura para vereadora ou prefeita de Natal, nas eleições de 2012.

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QUEDA DE BRAÇO

Falta mais de um ano para as eleições municipais, mas a disputa entre os pretensos candidatos já começa a ser desenhada, em alguns casos os nomes já estão sobre à mesa de escolha dos partidos. No PMDB paulista dois nomes devem disputar a indicação da sigla para concorrer à prefeitura da maior cidade da América Latina, os ex-socialistas Gabriel Chalita e Paulo Skaf.

Skaf que estreou nas urnas no ano passado –disputou o governo pelo PSB – chega para ser o escolhido para concorrer ao governo municipal com as credenciais de presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e tem o apoio de alguns empresários paulistas e do cacique do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer.

Chalita, se comparado com Skaf é um veterano, até na troca de partido – passou pelo PSDB, PSB – e em maio desembarcou no PMDB à convite de Michel Temer com direito à promessa que seria o candidato do partido à prefeitura de São Paulo em 2012.

Ex-secretário da Educação de São Paulo, ex-vereador e atualmente deputado federal – há pedido de perda de mandato por infidelidade partidária – ele terá que travar uma queda de braço com Skaf que também tem o apoio de muitos peemedebistas que vão na contramão das ordens do todo poderoso, Temer.

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BENS BLOQUEADOS

Por decisão judicial, os bens do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT, foram bloqueados.

Agnelo é investigado por estar supostamente envolvido em esquema de superfaturamento de despesas públicas nos jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, quando era o ministro do Esporte do governo Lula. Leia mais.

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

A PAGA DA PRAGA

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

O PT está com medo de que o julgamento do mensalão, se ocorrer mesmo em 2012, prejudique o desempenho do partido nas eleições municipais e, por extensão, atinja os candidatos nas eleições de 2014 para presidente, governadores, senadores e deputados.

Não é um temor infundado, embora seja totalmente injustificado.

Certamente não poderá haver melhor cenário para a oposição. Ao longo de semanas e até durante um mês ou mais, o Supremo Tribunal vai revisitar episódios que por pouco não fizeram o então presidente Lula renunciar à reeleição e resultaram na denúncia do Ministério Público contra a "organização criminosa" montada pela cúpula do PT em conluio com o lobista Marcos Valério de Souza.

Não vai ser agradável a olhos e ouvidos petistas ver e ouvir de novo o desfile de acusações por corrupção (ativa e passiva), peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, entre outros.

Para o PT sem dúvida por ser eleitoralmente mortal. Ou não.

Levando-se em conta a letargia que motivou o correspondente do El País no Brasil, Juan Arias, a escrever artigo perguntando sobre as razões pelas quais o brasileiro marcha em prol da liberdade dos costumes, mas não se abala em sair de casa para protestar contra a corrupção, tudo é possível.

Mas o mais provável é que ocorra o que o secretário de comunicação do PT, André Vargas, considera um risco extremo. Diz ele, achando "muito estranha essa coincidência" de datas : "O julgamento às vésperas da eleição dará a entender ao eleitor que o PT está sendo julgado".

Óbvio que estará. Poderia até não estar se tivesse havido rigor na punição àqueles que levaram o partido ao crime.

Aceitando José Dirceu na Executiva do partido, reincorporando Delúbio Soares e absolvendo os demais mensaleiros, o PT aceitou pagar para ver o preço. Não pode agora se fazer de desavisado. É enfrentar o rojão e assumir a paga da praga que o partido se auto-rogou.

De fato e ficção. Alguém está faltando com a verdade no PMDB quando se trata da relação do partido com o governo. Em público, José Sarney, Michel Temer e Henrique Eduardo Alves, respectivamente presidente do Senado, vice-presidente da República e líder do PMDB na Câmara, elogiam a capacidade da presidente de fazer amigos, influenciar pessoas e gerenciar crises na base aliada.

No particular, o sentimento é muito diferente. Todos se queixam do tratamento de segunda dados aos ministros. Nelson Jobim e Moreira Franco, por causa do "esvaziamento" de suas pastas.

Pedro Novais por ser ignorado pela presidente, que assiste calada à disseminação de versões sobre sua iminente saída; Edison Lobão pelo monitoramento estreito no setor de Minas e Energia, onde Dilma exerce controle direto. Garibaldi Alves por ter sido orientado a não discutir reforma da Previdência.

Quanto a Michel Temer, a insatisfação decorre do papel secundário que Dilma lhe reserva ao não fazer dele um parceiro de fato no compartilhamento das decisões de governo.

Diante desse quadro e pela observação dos episódios que representaram dificuldades para o governo nestes seis meses, a avaliação real não é a de que Dilma sabe administrar crises, ao contrário: seu método (ou falta de) favorece a acumulação de passivos. O resultado é a contratação desde já de crises que podem explodir no futuro.

Caudatária. Não resta dúvida de que a intervenção da presidente no ministério dos Transportes significa um avanço em relação à rotina de impunidade do governo anterior.

Algo, contudo, segue fora do lugar. Não pelo fato de a atual presidente ter sido nos últimos anos aquela que tudo sabia e tudo controlava no governo.

Muito mais pela sistemática da presidente de só agir quando informada pelos jornais a respeito do que se passa em seu governo.

Ou estão falhando os controles internos para detectar os malfeitos ou Dilma só se sensibiliza com eles quando são levados ao conhecimento do público.

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O BRASIL DO...

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terça-feira, 19 de julho de 2011

COTADA POR DILMA

O nome da empresária Luiza Trajano, proprietária da rede de lojas Magazine Luiza, é cogitado pela presidente Dilma Rousseff para assumir a futura Secretaria da Micro e Pequena Empresa – que terá status de ministério – informa reportagem de Valdo Cruz, publicada na Folha desta terça-feira (19).

Segundo a reportagem, o nome de Luiza Trajano foi citado pela própria presidente em uma recente solenidade no Palácio do Planalto, na qual a empresária esteve presente.

Conversando com assessores, Dilma comentou que ela seria “um bom nome” para o futuro ministério, que, além de micro e pequena empresas, deve cuidar do setor da economia solidária.

A criação da Secretaria ainda depende de aprovação de projeto de lei encaminhado ao Congresso em março.

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

BYE, BYE PSDB...

Uma das principais lideranças do PSDB do Paraná, o ex-deputado federal Gustavo Fruet anunciou sua saída da legenda. Candidato ao Senado nas eleições do ano passado, ele ficou na terceira colocação.

Fruet sai do ninho tucano magoado e pelo mesmo motivo que o fez deixar o PMDB em 2004: a falta de apoio à sua candidatura para a prefeitura de Curitiba. Ele almeja ser prefeito da capital paranaense. Segundo ele, o governador Beto Richa (PSDB) sinaliza com apoio ao atual prefeito, Luciano Ducci (PSB).

O PDT já formalizou um convite ao ex-deputado, mas nada está decidido ainda. Além do PDT, Gustavo Fruet foi convidado pelo PSD, PV e PPS. Dirigentes do PMDB também o sondaram, mas há resistência no partido do grupo do senador Roberto Requião.

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domingo, 17 de julho de 2011

JOGADA DE SUPLENTE

O suplente de deputado federal Marcelinho Carioca (PSB-SP) entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido para que o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) perca o mandato por infidelidade partidária.

Marcelinho é o suplente imediato de Chalita, que foi eleito pelo PSB. Chalita deixou o PSB e filiou-se ao PMDB neste ano. Se conseguir que o neossocialista perca o mandato, é o ex-jogador assume em seu lugar na Câmara.

Segundo Marcelinho, a mudança foi feita de forma totalmente imotivada, não estando inserida em nenhuma das hipóteses de justa causa.

A Resolução 22.610/2007 estabelece que exista justa causa para a troca partidária nos casos de incorporação ou fusão de partido; criação de novo partido; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário ou grave discriminação pessoal.

Num breve intervalo, o PMDB é o terceiro partido que Gabriel Chalita se filia: PSDB, PSB e PMDB.

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sábado, 16 de julho de 2011

INSTITUTO CIDADANIA

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva estreou ontem na internet o seu Instituto Cidadania. Numa espécie de agenda eletrônica, os passos do ex-presidente serão divulgados no site.

Segundo o site, Lula está empenhado na construção do futuro Instituto Lula que se dedicará as causas políticas e sociais do Brasil e dos países da América Latina.

Em um vídeo de aproximadamente quatro minutos, Lula apresentou o site aos internautas, e disse que usará o espaço para falar bem e falar mal dos outros. Também admitiu que “continua falando demais”.

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

A MÃO QUE AFAGA

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

Houve um tempo em que as coisas eram mais fáceis de distinguir: havia o PT na posição de guardião da ética; havia o PFL como sinônimo de fisiologismo; havia o PSDB na representação de "partido de quadros"; havia o PMDB no papel de pau para toda obra e havia as legendas-satélite que não contavam muito na ordem das coisas.

Hoje ficou tudo mais complicado: entraram novos personagens em cena com o inchaço de partidos como PTB, PP e PR, e a adesão geral à política de resultados (próprios) como objetivo central - para não dizer único - da atividade pública levou a uma mistura de papéis.

A boa notícia é que o maniqueísmo não serve mais como instrumento de análise sobre o comportamento de cada um. A má é que não se põe mais a mão no fogo por ninguém: o descrédito é a lei.

Por mais injusta que seja a generalização, convenhamos, está difícil compreender o cenário sob a perspectiva de uma escala tradicional de valores.

Tomemos como exemplo o último escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes. Deu-se por encerrado o assunto com um coquetel oferecido pela presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, onde ela fez "afagos" nos parlamentares aliados, notadamente ao PR.

Carinhos que consistiram em algumas frases sem maior significado - "vocês são muito importantes para o meu governo", "as coisas passam, vamos para frente" - em troca da anuência em relação a demissões feitas a bem do serviço público e da declaração de que o partido continua "firme" com o governo.

O presidente do Senado, José Sarney, aprovou o método, admirou muito a competência da presidente para debelar crises.

O PT também respirou de alívio. Depois da turbulência Palocci, do ensaio da volta dos aloprados à cena e do desconforto com o parecer do procurador-geral da República pedindo a condenação dos réus do mensalão, senadores do partido sentaram-se para discutir o futuro em jantar na casa de Marta Suplicy.

A conclusão? A presidente precisa com urgência arrumar um jeito de driblar as crises com ações de propaganda mais eficazes. O PT está com saudade do modo populista do antecessor.

Melhorando a comunicação, na visão dos senadores estaria criado o antídoto perfeito para assuntos desagradáveis como o enriquecimento inexplicável de um chefe da Casa Civil e a demissão do primeiro escalão dos Transportes sob suspeita de corrupção.

A preocupação primordial, como se percebe por essas duas cenas, a da "distensão" com o PR e a da "solução" sugerida pelo PT, é a de varrer para o esquecimento o tema das malfeitorias com rapidez, na ilusão de que isso faça com que os problemas não se aprofundem.

Ledo engano. Os atos geradores das crises são ignorados, mas continuarão à espreita, prontos para assombrar o Palácio do Planalto como voltou a acontecer neste início de governo. Aliás, com força redobrada, justamente porque Lula acumulou poeira embaixo do tapete.

Tratá-los como "coisas que passam" pode até fazer com que a coalizão governista passe bem, mas faz com que a política no Brasil vá muito mal.

Inversão. O Parlamento anda tão dócil e desmoralizado que virou praxe deputados e senadores se desmancharem em agradecimentos quando alguém aceita convite ou atende a convocação para falar às comissões do Congresso.

Aconteceu recentemente com Aloizio Mercadante e de novo nesta semana com Luiz Antonio Pagot. Ambos celebrados até pela oposição como homens valorosos apenas pelo ato de comparecer.

A lógica está invertida: o comparecimento é obrigação e a ausência a exceção a ser condenada.

Engorda. Atualmente com 20 senadores, o PMDB vive a expectativa de aumentar a bancada com a volta de "algum" ministro da Esplanada para o Senado.

Garibaldi Alves, da Previdência, é citado. No caso de uma troca de ministros, valeria mais para o partido se a presidente optasse pela saída de um senador.

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terça-feira, 12 de julho de 2011

DEPUTADOS CELEBRIDADES VALERAM OS SEUS VOTOS?

O site Congresso em Foco que faz cobertura jornalística do Congresso Nacional, em reportagem de Fábio Góis mostra como os deputados celebridades como o ex-BBB Jean Willys (PSOL-RJ), o lutador Arcelino de Freitas (PRB-BA), o Popó, o palhaço Tiririca (PR-SP), o ex-jogador Romário (PSB-RJ), entre outros, como se saíram em seu primeiro semestre de trabalho. Clique aqui e confira a reportagem.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

ZÉ PRADO, 79 ANOS

Em 11 de julho de 1932, nasce em Sobral (CE), José Parente Prado, filho do ex-prefeito de Sobral Jerônimo Medeiros Prado e Francisquinha Gomes Parente Prado.Em continuidade aos passos do pai, Zé Prado ingressa na política em 1972.

Eleito prefeito de Sobral por duas vezes, deputado estadual por três legislaturas. Casado com dona Maria do Socorro Barroso Prado; tiveram três filhos: Ricardo Prado, Marco Prado e José Inácio.

Zé Prado torna-se um dos políticos mais respeitado e admirado em Sobral - zona norte – e no Estado do Ceará. Sempre empenhado no bem-estar do povo sobralense e do Ceará respeitou o rico e esteve sempre em defesa do pobre.

Com jeito simples, amigo e companheiro de fazer política, ele cativou até adversários, que se rendiam a um abraço do “Zé dos Pobres”, como era conhecido pela população sobralense.

José Parente Prado faleceu em 26 de maio de 1999, vítima de um infarto, no Hospital Dr. Estevão, em Sobral (CE). Deixou esposa, filhos, o Pai (faleceu em 2003), irmãs, netos, parentes e amigos!

Saudade do “Zé dos Pobres”!

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sábado, 9 de julho de 2011

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

É feriado em São Paulo neste sábado, 9 de julho, dia que os paulistas homenageiam os combatentes da Revolução de 1932, que ficou conhecida como Guerra Paulista.

Com o rompimento da chamada “política do café com leite”, em 1929, entres os Estados de Minas Gerais e São Paulo, desencadeou a Revolução de 1932.

Em reação ao fim da política do café com leite, os estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul lideraram o movimentou que culminou no Golpe de 1930.

Os paulistas saíram derrotados do embate, mas não se pode dizer que foi em vão; em 1934 sob pressão social o governo de Getúlio Vargas criou uma nova Constituição Federal.

Leia mais sobre a Revolução de 1932, hoje o maior feriado cívico do Estado de São Paulo.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

SÍNDROME DA SAÚVA

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

A aprovação do Regime Diferenciado de Contratações para as obras da Copa e da Olimpíada sem resistência nem debate no Senado e a manutenção da cota do PR no Ministério dos Transportes, depois da comprovação de que as indicações do partido foram todas deletérias, dizem quase tudo a respeito da promiscuidade nas relações entre Executivo e Legislativo.

Mostram como se opera o milagre da transformação da contestação em concordância sobre uma medida provisória rechaçada de início até pelo presidente do Senado, sem que seja necessário fazer alterações no conteúdo antes criticado.

Mostram também como um partido que indica gestores com o objetivo comprovado de se locupletar consegue não só preservar sua capitania na administração pública, como ganha a prerrogativa de comandar a substituição dos demitidos sob forte suspeita de corrupção ao ponto de condicionar a decisão da presidente da República às suas vontades.

Consolidou-se nas últimas décadas, desde a redemocratização, e aprofundou-se nos últimos anos a tese de que no modelo governo de coalizão brasileiro não há outro jeito a não ser seguir a norma segundo a qual o Executivo é comprador, fornecedor e distribuidor e o Legislativo entra na história no papel de mercadoria.

Dissemina-se também a convicção de que a vida é mesmo assim: sempre foi e sempre será. Não é verdade. O cientista político José Álvaro Moisés está lançando o livro O Papel do Congresso Nacional no Presidencialismo de Coalizão e a respeito do tema deu uma entrevista ao caderno Aliás, na edição do último domingo do Estado, dizendo que pode sim ser diferente.

"Se o mandatário tiver habilidade e capacidade de negociar, cria uma base homogênea para acompanhá-lo, com base em um programa de governo claramente anunciado. Admite a coabitação, mas determina qual programa a ser seguido", argumenta.

É uma operação de difícil execução, mas não impossível. Como aponta Moisés citando o professor da UnB Lúcio Rennó, "depende da virtude do presidente".

Desde José Sarney, o fisiologismo grassou em diferentes níveis. O primeiro governo civil depois do período militar foi refém do poderio do PMDB no Congresso, que lançou as bases da dinâmica "é dando que se recebe".

Fernando Henrique Cardoso impôs um programa. Cedeu bastante, notadamente em função do plano de criar o instituto da reeleição, mas não cedeu completamente: conseguiu viabilizar reformas, acabou com o cabide das "teles" e profissionalizou a Petrobrás.

Não do dia para a noite nem de forma conclusiva. Mas iniciou um processo que o sucessor, Luiz Inácio da Silva, interrompeu ao optar pelo caminho aparentemente mais fácil: a cooptação pura e simples, partindo do princípio de que se os "picaretas" estavam à venda bastava comprá-los.

Foi bem-sucedido em termos imediatos, mas ajudou a construir a armadilha da qual Dilma Rousseff é prisioneira e que só tende a desqualificar, a tirar a legitimidade da democracia representativa.

A fim de que o fisiologismo não acabe por arrasar a democracia no Brasil, urge que se dê um jeito no fisiologismo. Mário de Andrade, em Macunaíma, usou a saúva - "Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil" - para ironizar politicagens em geral.

Acabar com elas não parece factível, mas entre o 8 ideal e o 80 dos tempos atuais há um meio termo, um modus operandi mais decente e que não desmoralize as instituições.

Complicado? Claro, mas o combate à inflação também pareceu impossível por duas décadas e, no entanto, se fez. Juntando-se fatores como compreensão do problema, capacidade de decisão, competência na operação, habilidade de convencimento, eficácia na comunicação, honestidade de propósitos e, sobretudo, vontade de fazer.

Transposição. Engendra-se no Planalto a retirada de todas as obras do PAC do Ministério dos Transportes e a transferência para a jurisdição de Miriam Belchior, no Planejamento.

Com isso, a pasta ficaria praticamente reduzida ao acompanhamento de obras de manutenção de estradas.

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

MARINA DEIXA O PV

Em evento realizado em São Paulo nesta quinta-feira (7), a ex-senadora Marina Silva anunciou sua desfiliação do Partido Verde. Filiada desde agosto de 2009, ela deixou o PV após ver seus sonhos de um partido mais democrático ir por água a baixo e o principal responsável é o presidente nacional da sigla, José Luiz Penna, que está no comando do partido há mais de 12 anos.

Junto com Marina, outros verdes também anunciaram sua saída: Guilherme Leal – que foi vice na chapa de Marina à presidência da República – Ricardo Young – que disputou uma vaga ao Senado pelo PV , ficou em quarto lugar – o presidente estadual do PV paulista Maurício Brusadin.

O presidente do PV carioca, o deputado Alfredo Sirkys continua na silga, mas anunciou seu desligamento das atividades partidárias. Um dos fundadores do partido, o ex-deputado Fernando Gabeira participou do evento via Skype. Mas ele continuará no PV.

Marina disse que “não é hora de ser pragmática, é hora de ser “sonhática”. Ela criticou o fisiologismo dos partidos. Segundo Marina, o PV não conseguiu se desvencilhou da cultura política brasileira. Se perdeu em carguinhos, em fisiologismo.

Com sua saída, um novo partido pode sair, mas só após as eleições de 2012. Mas uma certeza, um movimento Verde e Cidadania já deu sinal no evento que está aí e veio para ficar.

Leia a íntegra do discurso de Marina Silva.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

ALFREDO NASCIMENTO PEDE DEMISSÃO

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM) não resistiu à pressão após denúncias de corrupção em sua pasta e pediu demissão. No fim da tarde desta quarta-feira (6), ele encaminhou seu pedido de demissão à presidente Dilma em "caráter irrevogável".

A situação de Alfredo Nascimento no Ministério estava insustentável desde o último fim de semana quando a revista Veja revelou superfaturamento de obras e recebimento de propina envolvendo servidores e órgãos ligados ao Ministério.

De imediato, a presidente Dilma afastou meia dúzia que trabalhava com Nascimento e foram citados na reportagem. Mas a cada dia, a situação dele no comando da gestão se complicava e o circulo se fechar. A permanência do ministro já não era uma incerteza.

O estopim para o pedido de demissão do ministro foi uma reportagem do jornal O Globo, segunda-feira (4) que revelou um crescimento de 86. 500%, em cinco anos no patrimônio do arquiteto Gustavo Morais Pereira, 27 anos, filho de Nascimento.

Desgastado com as denúncias, Alfredo Nascimento não encontrou alternativa que não fosse a demissão. Mesmo com o apoio de alguns parlamentares do PR durante a semana, ele viu que sua permanência no governo de Dilma seria algo arriscado demais. Agora, ele reassume sua vaga no Senado e a presidência do partido.

Fora do Ministério dos Transportes – cargo que exercia desde o governo Lula – ele traçará seu rumo: se ataca o governo com sua significativa bancada de 40 deputados e 8 senadores ou se fará sua defesa. Talvez faça as duas coisas.

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BIJOUX BY MARINA

Os acessórios usados por Marina Silva na campanha presidencial do ano passado roubaram a cena. Confeccionados artesanalmente por ela, os brincos, anéis e colares são ecologicamente corretos. A matéria prima são sementes de açaí, mulungu, jarina e hastes de palmeira pupunha.

Marina é uma exímia designer (corta, lixa, esculpe e dá o polimento) e de tanto ouvir sobre seus adornos, a ex-senadora resolveu lançar sua marca de bijoux e em breve as peças produzidas por ela poderão ser compradas. O nome da marca ainda é segredo.

Em matéria da revista Vogue deste mês, ela adianta que as duas primeiras coleções são inspiradas em duas tribos indígenas: a Ashaninka e outra nos Navajos. Com aproximadamente dez peças prontas para serem vendidas, ou quase, à Vogue, Marina disse que faz as peças mas depois não quer vender.

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terça-feira, 5 de julho de 2011

SOBRAL, 238 ANOS

A cidade de Sobral, situada na região norte do Ceará, comemora hoje 5 de julho, 238 anos. Segundo dados do IBGE (2010), Sobral, conhecida como Princesa do Norte tem mais de 188,00 mil habitantes aproximadamente e fica a 238 quilômetros de Fortaleza.

O Arco do Triunfo é um dos monumentos que mais caracterizam a cidade. Foi construído por iniciativa de Dom José Tupinambá da Frota, em 1953, como marco da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima ao Ceará.

O blog Sou Chocolate e Não Desisto parabeniza todos aqueles que contribuíram e continuam trabalhando para que Sobral seja, a cada dia, uma cidade melhor para se viver. Parabéns, Sobral!!!

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

ADEUS A ITAMAR FRANCO

Após ser velado no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, sede do governo mineiro, o caixão com o corpo do senador e ex-presidente da República, Itamar Franco, foi levado para Contagem, regiao metropolitana de Minas, onde foi cremado no fim desta segunda-feira (4). As cinzas serão levadas para Juiz de Fora.

Políticos de vários partidos estiveram presentes: a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), o ex-governador paulista, José Serra, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), os governadores Antonio Anastasia, de Minas Gerais e Geraldo Alckmin, de São Paulo.

Ontem (domingo), o corpo de Itamar Franco foi velado em Juiz de Fora (MG), na Câmara Municipal, onde foi recebido com honras militares. Participaram do velório: o ex-presidente Lula, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e o presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Também esteve no velório em Juiz de Fora, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) – o qual Itamar Franco era vice-presidente e substituiu após o impeachment – e o vice-presidente da República, Michel Tamer (PMDB). Recepiconados pelo senador mineiro Aécio Neves (PSDB).

Via UOL, confira as imagens do velório do ex-presidente Itamar Franco.

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sábado, 2 de julho de 2011

MORRE ITAMAR FRANCO

Itamar Franco, presidente da República de 1993 a 1994, morreu aos 81 anos neste sábado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 21 de maio, quando foi diagnosticado com leucemia.

Segundo o hospital, Itamar morreu às 10h15 após acidente vascular cerebral. O corpo será transferido para Juiz de Fora (MG), para ser velado e depois para Belo Horizonte, onde por desejo do presidente, o corpo será cremado, após receber homenagens no Palácio da Liberdade.

Eleito senador pelo PPS de Minas Gerais no ano passado, Itamar estava licenciado do cargo depois para realizar o tratamento contra a doença e, segundo os médicos, vinha respondendo bem às sessões de quimioterapia.

Confira as fotos da trajetória política de Itamar Franco. Clique aqui.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

QUEM VAI COM MARINA?

O Partido Verde está um caldeirão efervescente desde o fim das eleições de 2010 – quando o partido saiu praticamente do anonimato – graças à forte presença de Marina nas urnas, porque seus integrantes continuam se divergindo entre os verdes de Marina e os pennistas aliados do deputado federal, José Luiz Penna, presidente nacional do Partido.

Quando filiou-se ao Partido Verde no em agosto de 2009, a ex-senadora almejava várias mudanças entre elas um partido mais democrático. Mas após as eleições de 2010, ela percebeu que os caminhos democráticos dentro da sigla estavam mais embaraçados que antes. Pois os ‘pennistas’, não arredam o pé da direção e por meio de manobras, dificultam a entrada de quem pensa diferente.

No comando do Partido Verde há mais de dez anos, Penna e seu grupo, ignoram a força dos novos verdes, até de Marina Silva, responsável por tirar o PV da penumbra e colocá-lo nos holofotes nacional e internacional com seus milhões de votos arraigados na última eleição.

O combinado não sai caro, esse ditado popular não se enquadra aos dirigentes daquele partido. Todo esse impasse ocorre porque o presidente Penna ignora o acordo realizado em agosto de 2009, quando Marina integrou-se ao ninho verde. Entre as mudanças firmadas entre eles estava a realização de eleições nos diretórios municipais e estaduais a cada dois anos o que não foi cumprido.

Além disso, tem-se feito pouco caso com os dissidentes verdes e Marina já ensaia sua saída do Partido nas próximas semanas. Está descartada a possibilidade de filiação com outra sigla já existente. Há especulações de que ela fundará um outro partido,. O Partido da Causa Ecológica (PCE).

Com a saída dela, o PV volta a ser um naco, sem estrutura de grandes campanhas. O partido conseguiu quase 20 milhões de votos em uma candidatura presidencial, mas esse feito se deve a trajetória política, o carisma e a reputação ilibada de uma personalidade como Marina que se sente ultrajada por não acatarem suas ideais.

Ela deixando o PV saberá quem são seus amigos, pois só os verdadeiros amigos não deixam outro no caminho e seguem juntos. Só então, ela conhecerá seus fiéis companheiros de luta e teremos a resposta para: Quem vai com Marina?

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