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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

RESTRIÇÃO DE APOSENTADORIAS

Em mais um esforço para reduzir os gastos públicos e ajustar as contas, o governo Dilma Rousseff vai apresentar às centrais sindicais uma ampla proposta de revisão das regras de aposentadorias por invalidez e do auxílio-doença pagos pela Previdência Social.
Ambos consomem mais de R$ 50 bilhões por ano e o governo quer reduzir fortemente essas despesas por meio de restrições ao acesso e a qualificação dos segurados para retornarem ao mercado de trabalho. As propostas do governo, que chegou a preparar um anteprojeto de lei, serão discutidas com as lideranças sindicais a partir da semana que vem.
Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, as propostas envolvem a elevação da carência, de 12 meses para 24 meses, exigido de contribuição mínima antes que a pessoa possa receber benefício por invalidez. O governo também prepara uma forma de aprimorar as revisões, que ocorrem a cada dois anos, das aposentadorias, que deve ser combinada com uma reforma para evitar casos crescentes de segurados que ficam mais de dois anos recebendo o auxílio-doença.
Um dos objetivos do governo é qualificar os trabalhadores para que voltem às empresas, mesmo em funções distintas daquelas que desempenhavam antes do acidente ou doença que justificaram o benefício. Os planos também envolvem mudanças nas regras de cálculo para estimativa do valor do benefício.
Essas e outras propostas, como o estabelecimento de uma idade mínima para a concessão de aposentadorias pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), serão apresentadas pelo governo às centrais sindicais a partir do próximo dia 2, quando será instalado o Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho, Renda e Previdência Social.
O fórum foi criado em decreto pela presidente em abril. Dilma ressaltou em entrevista a necessidade de reformas na Previdência e ontem o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, confirmou que propostas serão apresentadas pelo Ministério da Fazenda na semana que vem.
Segundo uma fonte qualificada do governo, todas as medidas em estudo na Esplanada dos Ministérios, seja pela área econômica ou pela área social e previdenciária, serão submetidas às lideranças sindicais. A ideia é eliminar o risco de crise política, como a que se criou no primeiro semestre e que, na visão do governo, contaminou o Congresso, que analisava duas medidas provisórias que aplicavam restrições a benefícios trabalhistas e previdenciários.
As MPs entram em vigor imediatamente e foram editadas por Dilma no penúltimo dia do primeiro mandato, sem aviso prévio a lideranças sindicais, que imediatamente entraram em rota de colisão com o Palácio do Planalto. A turbulência foi tão grande que uma das medidas do governo, que apertava o auxílio-doença, foi completamente desfigurada. Ao final, não houve alteração. Por isso, o governo pretende voltar à carga.
Hoje, há cerca de 4 milhões de aposentados por invalidez no País, que consomem mais de R$ 40 bilhões por ano. O benefício é concedido àqueles que contribuíram por pelo menos 12 meses ao INSS e que, por acidente ou doença, recebem o auxílio-doença. Só depois que um médico do INSS relata que não há como o segurado voltar a desempenhar sua função é que há a concessão da aposentadoria por invalidez. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Via IstoÉ
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DILMA NO TEATRO DO ABSURDO

Artigo de Fernando Gabeira
Quando Dilma assumiu pela segunda vez, alguns analistas afirmaram que enfrentaria uma tempestade perfeita, tal a configuração de fatores negativos que a cercavam. Esses analistas não contavam ainda com a desaceleração chinesa nem com a tempestade das tempestades: o El Niño, que deve ser intenso este ano. Hoje, é possível dizer que Dilma enfrenta uma tempestade mais que perfeita. Além dos fatores habituais, economia e política, ela terá de se preparar para grandes queimadas no Norte e inundações no Sul do Brasil.
Como deputado, trabalhei no tema El Niño em 1998. Não se consegue impedir as consequências do aquecimento do Pacífico Sul. Com alguma preparação adequada é possível atenuá-las. Usando a velha tática petista, quando o El Niño chegar, o governo vai sair gritando: “toma que o filho é teu”.
Ela decidiu agora que seu próprio secretário pessoal será o articulador político. Isso me lembra uma peça de Harold Pinter: dois andarilhos entram numa cozinha de restaurante e, de repente, começam a surgir pedidos de pratos suculentos. Na magra mochila de viagem, tentam achar algo que possa pelo menos atenuar a pressão dos pedidos.
Dilma está tirando da sua mochila um secretário pessoal para ser a interface com as raposas do Congresso. Certamente vão devorá-lo, com o mesmo apetite dos índios que comeram o bispo Dom Pero Sardinha no litoral brasileiro. Dilma e o PT estão fazendo um aprendizado doloroso com as palavras. Em certos momentos criam uma nova língua; em outros, limitam-se a cortar as frases a machadadas. Dizem, por exemplo: “nunca um governo investigou tanto a corrupção”. Mas hesitam horrorizados diante da conclusão lógica: descobrimos que somos nós os culpados.
Pela primeira vez, Dilma mencionou o assalto à Petrobras, lamentando o envolvimento de algumas pessoas do PT. O tesoureiro do partido está preso. Tantos anos de assalto. Dilma custou a reconhecê-lo. Meses depois, está desapontada porque havia gente do PT. Não sei o que é pior: fingir que não viu ou levar tanto tempo para descobrir.
Dilma disse que não pode garantir que 2016 será maravilhoso. Claro que não pode. Primeiro porque os fatos econômicos apontam para um ano difícil. Segundo, porque em 2016 ninguém sabe onde ela estará. “Demorei a me dar conta da gravidade da crise”, disse ela. Era um governo de idiotas ou de mistificadores? Como não se dar conta de uma realidade ululante?
Valeria entrevistar agora aquela assessora do Santander que descreveu a crise. Perseguida pela campanha de Dilma e pelo próprio governo, acabou sendo demitida pelo banco. Como será que ela reagiu à desculpa esfarrapada? Naquele momento, Dilma não apenas demorava a se dar conta da crise. Considerava descrevê-la como um ato de terrorismo eleitoral.
Dilma recusou-se a reduzir ministérios. Agora, aparece um ministro dizendo que vão cortar dez, mas não menciona quais nem quando. O discurso do governo é apenas cascata. A própria Dilma é uma cascata, inventada por Lula. Dirigiu o setor de energia no Brasil, com fama de gerentona. Deu quase tudo errado, do preço da conta de luz à ruína da Petrobras.
Essa história de coração valente é um mito destinado a proteger a roubalheira de agora com o manto de uma luta pretérita. É uma versão atenuada dos braços erguidos de Dirceu ao ser preso pela primeira vez. Há varias razões para se respeitar o passado. Uma delas é realçar a necessidade da luta contra o governo militar, reconhecendo, no entanto, na luta armada um equivoco histórico. E no seu objetivo estratégico, a ditadura do proletariado, uma aberração que os tempos modernos desnudaram com absoluta nitidez.
Como um personagem do teatro do absurdo, Dilma vai continuar buscando na mochila vazia respostas patéticas para as demandas complexas que o momento coloca.
Muita gente acha que não há motivo para impeachment. Mas o Ministro Gilmar Mendes, pelo menos ele, teve o cuidado de examinar as irregularidades de campanha e propor um cruzamento com os dados da Lava-Jato.
O Brasil é dirigido por um governo que transformou a política numa delinquência institucional. O país acaba de descobrir o maior escândalo de corrupção da História. Gilmar Mendes apenas colocou o ovo de pé: houve um grande escândalo de corrupção que beneficiou o PT. Dilma fez uma campanha milionária. Depoimentos do Petrolão indicam que o dinheiro foi para a campanha. Empresas fantasmas já apareceram. Por que não investigar o elo entre a campanha de Dilma e as revelações da Lava-Jato?
Não se trata de ser contra ou a favor. Trata-se apenas de não sentar nos fatos, Como velho jornalista, sei que os fatos são como baioneta: sentando neles, espetam.
Artigo publicado no O Globo
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sábado, 29 de agosto de 2015

RETRATO DO BRASIL

Uma pesquisa inédita encomendada pelo PMDB do Ceará ao Ibope conseguiu fazer uma fotografia sem photoshop do que aconteceu com Dilma Rousseff da eleição para cá.
Na cidade de Lavras da Mangabeira, de 31 000 habitantes, Dilma obteve a inacreditável marca de 86,6% dos votos no segundo turno, em outubro passado. Agora, de acordo com a pesquisa realizada em agosto, ou seja, dez meses depois, 76% dos habitantes reprovam o governo.
Sua popularidade, portanto, esfarelou-se, até em pequenas cidades nordestinas que a apoiaram de forma esmagadora.
Por Lauro Jardim, da coluna Radar On-line
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DOCUMENTOS SECRETOS

Da Época 
Versão reduzida da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana
No dia 31 de maio de 2011, meses após deixar o Palácio do Planalto, o petista Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Cuba pela primeira vez como ex-presidente, ao lado de José Dirceu. O presidente Raúl Castro, autoridade máxima da ditadura cubana desde que seu irmão Fidel vergara-se à velhice, recebeu Lula efusivamente. O ex-presidente estava entre companheiros. Em seus dois mandatos, Lula, com ajuda de Dirceu, fizera de tudo para aproximar o Brasil de Cuba – um esforço diplomático e, sobretudo, comercial. Com dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, o Brasil passara a investir centenas de milhões de dólares nas obras do Porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht. Um mês antes da visita, Lula começara a receber dinheiro da empreiteira para dar palestras – e apenas palestras, segundo mantém até hoje.
Naquele dia, porém, Lula pousava em Havana não somente como ex-presidente. Pousava como lobista informal da Odebrecht. Pousava como o único homem que detinha aquilo que a empreiteira brasileira mais precisava naquele momento: acesso privilegiado tanto ao governo de sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, quanto no governo dos irmãos Castro. Somente o uso desse acesso poderia assegurar os lucrativos negócios da Odebrecht em Cuba. Para que o dinheiro do BNDES continuasse irrigando as obras da empreiteira, era preciso mover as canetas certas no Brasil e em Cuba.
A visita de Lula aos irmãos Castro, naquele dia 31 de maio de 2011, é de conhecimento público. O que eles conversaram, não – e, se dependesse do governo de Dilma Rousseff, permaneceria em sigilo até 2029. Nas últimas semanas, contudo, ÉPOCA investigou os bastidores da atuação de Lula como lobista da Odebrecht em Havana, o país em que a empreiteira faturou US$ 898 milhões, o correspondente a 98% dos financiamentos do BNDES em Cuba. A reportagem obteve telegramas secretos do Itamaraty, cujos diplomatas acompanhavam boa parte das conversas reservadas do ex-presidente em Havana, e documentos confidenciais do governo brasileiro, em que burocratas descrevem as condições camaradas dos empréstimos do BNDES às obras da Odebrecht em Cuba. A papelada, e entrevistas reservadas com fontes envolvidas, confirma que, sim, Lula intermediou negócios para a Odebrecht em Cuba. E demonstra, em detalhes, como Lula fez isso: usava até o nome da presidente Dilma. Chegava a discutir, em reuniões com executivos da Odebrecht e Raúl Castro, minúcias dos projetos da empreiteira em Cuba, como os tipos de garantia que poderiam ser aceitas pelo BNDES para investir nas obras.
Parte expressiva dos documentos obtidos com exclusividade por ÉPOCA foi classificada como secreta pelo governo Dilma. Isso significa que só viriam a público em 15 anos. A maioria deles, porém, foi entregue ao Ministério Público Federal, em inquéritos em que se apuram irregularidades nos financiamentos do BNDES às obras em Mariel. Num outro inquérito, revelado por ÉPOCA em abril, Lula é investigado pelos procuradores pela suspeita de ter praticado o crime de tráfico de influência internacional (Artigos 332 e 337 do Código Penal), ao usar seu prestígio para unir BNDES, governos amigos na América Latina e na África e projetos de interesse da Odebrecht. Sempre que Lula se encontrava com um presidente amigo, a Odebrecht obtinha mais dinheiro do BNDES para obras contratadas pelo governo visitado pelo petista. O MPF investiga se a sincronia de pagamentos é coincidência – ou obra da influência de Lula. Na ocasião, por meio do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente negou que suas viagens fossem lobby em favor da Odebrecht e que prestasse consultoria à empresa. Segundo Lula, suas palestras tinham como objetivo “cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana”.
Outro lado
Procurado, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, afirma que, no período em que exerceu o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, “não atuou em favor de empresas, nem tampouco a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. Diz o texto que várias empresas brasileiras participaram de consulta do governo uruguaio sobre o Porto de Rocha e o governo não atuou em favor de nenhuma das empresas. A Odebrecht afirma em nota que o ex-presidente não teve “qualquer influência” nas suas duas obras em Cuba, o Aeroporto de Havana e o Porto de Mariel. A empresa diz que as discussões sobre bioenergia com o governo cubano não avançaram, mas ainda estuda oportunidades nesse setor em Cuba, a partir da reformulação da Lei de Investimento Estrangeiro. A Odebrecht diz que a empresa na qual trabalha o ex-ministro Silas Rondeau foi uma das contratadas como parceira de estudos na área de energia.
Em nota, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou desconhecer o conteúdo dos documentos aos quais ÉPOCA teve acesso. Contudo, o Planalto destaca a importância estratégica do projeto de Porto de Mariel para as relações de Brasil e Cuba. “A possibilidade crescente de abertura econômica de Cuba e a recente reaproximação entre Cuba e Estados Unidos vão impulsionar ainda mais o potencial econômico de exportação para empresas brasileiras.” O BNDES afirma que a Odebrecht é a construtora brasileira com maior presença em Cuba, portanto faz sentido que a maior parcela das exportações para aquele país financiadas pelo banco seja realizada pela empresa. Diz ainda que mantém com a Odebrecht relacionamento rigorosamente igual a qualquer outra empresa. O BNDES nega que esteja financiando projetos envolvendo direta ou indiretamente a Odebrecht no setor de energia, bioenergia ou sucroalcooleiro em Cuba. Sobre entendimento para financiamento de um porto no Uruguai, como indicou o então ministro Pimentel, o BNDES disse que não há nenhuma tratativa referente ao projeto em curso no Banco. Procurado por ÉPOCA, o ex-presidente Lula não quis se manifestar.
Em depoimento à CPI do BNDES, o presidente do banco, Luciano Coutinho, disse que Lula jamais interferiu em qualquer projeto de financiamento. Os documentos obtidos por ÉPOCA mostram uma versão diferente. Caberá ao MPF e à PF apurar os fatos.
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O MINISTRO QUE TIRA O SONO DE DILMA

Da IstoÉ
Desde o ano passado, são fartas as denúncias sobre o abuso de poder econômico e político na campanha à reeleição de Dilma Rousseff. Adversários da então candidata apresentaram dezenas de representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando a utilização da máquina pública e a origem da dinheirama que irrigou a campanha oficial. Em vão. Num primeiro momento, os documentos foram tratados com a frieza das letras jurídicas e as apurações pouco avançaram. Ao longo deste ano, depoimentos de delatores da Operação Lava Jato levaram à Justiça Comum detalhes das fraudes nas doações à campanha de Dilma. Desde o pagamento de propina em forma de contribuição eleitoral via caixa 1, em troca de vultosos contratos na Petrobras, até o uso de empresas fantasmas para lavagem de dinheiro sujo. Estas informações se enquadrariam perfeitamente nos processos em curso no foro eleitoral. A correlação das investigações da área criminal com a eleitoral até foi detectada pelo TSE. Mas para reativar as representações que lançavam dúvida sobre a origem dos recursos que financiaram a campanha de Dilma seria preciso que um magistrado tivesse a disposição e o desassombro para encampar a cruzada da investigação. Nos últimos dias, o vice-presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, se apresentou para a missão.
Em sua primeira intervenção, Mendes entoou um voto contundente dizendo que “ladrões de sindicato transformaram o País em um sindicato de ladrões”. Impulsionada por essa manifestação, a maioria dos ministros do TSE votou na terça-feira 25 pela reabertura de uma das quatro ações que pedem a cassação da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer. A ação havia sido arquivada em março por decisão da relatora, Maria Thereza de Assis Moura. Diante da análise de um recurso do PSDB, o processo será desarquivado, se os ministros mantiverem seus pareceres.
O julgamento foi suspenso pelo pedido de vista da ministra Luciana Lóssio, ex-advogada do PT e de Lula, mas, no que depender de Gilmar Mendes, será retomado em breve. O PSDB, autor da ação, argumentou que houve abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral de 2014, devido ao uso indevido da cadeia nacional de rádio e televisão, manipulação de pesquisas e uso de dinheiro desviado da Petrobras para abastecer o caixa da campanha. Se a ação for reaberta, Dilma e o vice Michel Temer serão intimados a apresentar defesa e haverá a fase de produção de provas. Tomadas essas providências, o TSE julgará se houve ou não fraude na campanha petista à reeleição. Para ministros do STF, a fragilidade política de Dilma nos tribunais não encontra paralelo na história recente do País. “É algo sem precedentes”, dizem. Integrantes do governo reconheceram terem sido pegos de surpresa com a formação da maioria pela investigação. Na madrugada de terça-feira 25 para quarta-feira 26, o clima ficou tenso no Palácio do Planalto. Relatos de auxiliares da presidente dão conta que xingamentos impublicáveis foram ouvidos do gabinete presidencial.
Na sexta-feira 21, Mendes já havia tirado o sono do Palácio do Planalto ao pedir que a Procuradoria-Geral da República apurasse crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica nas movimentações de entrada e saída de recursos das contas que o PT e o comitê de Dilma movimentaram nas eleições de 2014. No pedido de investigação, o ministro afirma com todas as letras que há indícios fortíssimos de que campanha à reeleição foi abastecida com dinheiro desviado da Petrobras. O ministro está bem apoiado em dados para elevar o tom. De acordo com relatório técnico do TSE, o PT recebeu de 2010 a 2014 R$ 172 milhões de empresas envolvidas no esquema do Petrolão. Além dos repasses do partido, a campanha de Dilma conseguiu R$ 47,5 milhões das empreiteiras investigadas.
Graças a Gilmar Mendes, o governo – que até então só se preocupava com o desenlace do processo das pedaladas fiscais no TCU – passou a temer o julgamento de ações no TSE. Para os próprios governistas, os delitos eleitorais têm definição legal mais palpável do que os crimes comuns e infrações administrativas. A Lava Jato é um bom exemplo disso. A força tarefa pode até não ter provas, até agora, de que o dinheiro do esquema de corrupção favoreceu diretamente a presidente Dilma Rousseff, do ponto de vista pessoal. Mas o benefício eleitoral por abuso de poder econômico está caracterizado nos relatórios de contabilidade e nas declarações de empreiteiros delatores.
As fraudes nas contas eleitorais da presidente não se encerram nas ligações com o Petrolão. A frente de investigação aberta por Gilmar Mendes inclui, ainda, a apuração de um “laranjal” de empresas de fachada abertas para, ao que tudo leva a crer, lavar dinheiro de campanha. Na terça-feira 25, o ministro pediu que o Ministério Público de São Paulo investigasse a empresa inscrita na Junta Comercial de São Paulo como “Ângela Maria do Nascimento Sorocaba – ME”. O CNPJ foi criado dois meses antes da eleição, com a única finalidade de atender a campanha do PT e emitiu R$ 1,6 milhão em notas para o comitê de Dilma. A empresa nunca prestou serviço, não tem sede e a suposta proprietária é uma empregada doméstica que trabalhou como cabo eleitoral na campanha grampeando cartazes em cavalete.
A Focal Confecção e Comunicação Visual é outra que se encontra na alça de mira de Gilmar Mendes. A empresa foi apontada como a segunda maior fonte de despesas ao receber R$ 24 milhões da campanha de Dilma. Ainda em 2014, a análise preliminar das contas feita pelo TSE indicou que a Focal tinha como sócio um motorista com renda mensal de apenas R$ 2 mil. As diligências que Gilmar Mendes solicitou envolvendo a Focal só não foram totalmente concluídas ainda “devido ao grande volume de documentos”, segundo o ministro, mas a expectativa é de que elas tragam novidades capazes de complicar ainda mais situação de Dilma no tribunal.
Numa outra ação contra a campanha da petista, levada a frente na quinta-feira 26, Mendes votou pela aplicação de multa à presidente por propaganda eleitoral antecipada durante um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão em junho de 2014. À época, o PSB denunciou a irregularidade ao TSE e pediu multa de R$ 25 mil, mas a representação ficou esquecida nas gavetas do tribunal.
O PT tenta reagir à sanha investigatória de Gilmar Mendes tentando imprimir cores ideológicas às suas iniciativas. “O Brasil inteiro sabe do ódio nutrido pelo ministro Gilmar Mendes ao PT. Ele não pode extrapolar sua função”, atacou a senadora Fátima Bezerra (PT-RN). O ministro foi Advogado-Geral da União do governo FHC entre 2000 a 2002 e deixou o cargo para assumir uma cadeira no Supremo por indicação do então presidente tucano. Porém, se este currículo fosse impeditivo ou até mesmo questionável, o TSE não poderia ter como presidente, por exemplo, o ministro Dias Toffoli, devido à sua reconhecida ligação com o petismo, nem como integrante a ministra Luciana Lóssio, ex-advogada do partido. A resposta do plenário do tribunal, que por maioria apoiou a reabertura da investigação das contas da campanha de Dilma, na terça-feira 25, derruba o argumento de retaliação política que o governo pretende alardear. Além de Gilmar Mendes, os ministros Luiz Fux, Henrique Neves e João Otávio de Noronha apoiaram a continuidade das apurações contra Dilma no tribunal eleitoral. Neves, inclusive, sempre foi considerado pelo próprio Palácio do Planalto como um aliado de Dilma no TSE. E votou contra o interesse petista.
O governo que hoje desconfia do vice-presidente do TSE também considerava que o tema examinado pelo tribunal fosse um fato superado até mesmo para Gilmar Mendes, uma vez que na noite do dia 10 de dezembro de 2014 ele se manifestou pela aprovação com ressalvas da prestação de contas da campanha. Servidores que atuaram na análise das contas garantem, no entanto, que a aprovação parcial no apagar das luzes de 2014 se deu porque a data da diplomação de Dilma ocorreria na semana seguinte e o TSE não quis assumir o ônus de impedir a posse presidencial embasado apenas em relatórios contábeis.
O que o Planalto não imaginava, na ocasião, é que Gilmar Mendes retomaria a apuração do caso. De acordo com assessores do ministro, muitos dos indícios encontrados pela Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) em apenas 10 dias de trabalho exigiam novas diligências para comprovar a existência ou não de irregularidades.
Mendes foi ajudado pelo trabalho do corregedor do TSE, ministro João Otávio de Noronha, em uma das quatro ações propostas pelo PSDB contra a chapa de Dilma. Noronha foi o primeiro a relacionar diretamente os depoimentos prestados à força tarefa da Operação Lava Jato aos questionamentos de crime eleitoral. O corregedor convocou o ex-diretor Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o empreiteiro da UTC Ricardo Pessoa para prestar esclarecimentos à Justiça Eleitoral sobre a ligação do esquema de corrupção na Petrobras com o financiamento de campanha do PT. Pessoa é o autor do depoimento mais explosivo, do ponto de vista da produção de provas de crime eleitoral. Ele afirmou que foi coagido a doar R$ 7,5 milhões à campanha de Dilma para que sua empresa não sofresse represália em contratos com a Petrobras. Para Gilmar Mendes, revelações tão graves como a do empreiteiro não podem passar incólumes pela corte que zela pela lisura dos processos eleitorais.
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GOVERNO QUEBROU O BRASIL

A queda de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, no segundo trimestre de 2015, em relação aos três meses anteriores, atesta que a economia do País está em recessão - ou o que os economistas chamam de "recessão técnica". No primeiro trimestre do ano, o PIB já havia caído 0,7%.
Isso mostra a falência da política econômica do governo Dilma, que registrou gastos de cerca de R$ 80 bilhões sem cobertura orçamentária, durante o ano eleitoral de 2014, comprometendo a capacidade do Brasil de suportar o rombo.
Em relação ao segundo trimestre de 2014, a baixa foi ainda maior, de 2,6%. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre do ano alcançou R$ 1,43 trilhão.
Os números foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O TOUR DO PIXULECO

O boneco inflado, Pixuleco, que se tornou personagem famoso no cenário político – e um terror para os petistas – vai fazer um tour pelas grandes cidades e capitais do país.
Com o sucesso que fez na última manifestação de 15 de agosto, passou por São Paulo, causou frisson, sendo até esfaqueado por uma simpatizante do dilacerante governo petista.
Mas agressão não intimidou o Pixuleco, nem a ameaça do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT, de enquadrá-lo na Lei da Cidade Limpa deixou intimidado o boneco que tem se tornado um incomodo para os petistas e a esquerda raivosa.
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DESENTERRANDO A CPMF

Charge do Izânio
Sepultada em 2007 pela oposição – quando o governo Lula tinha maioria – a malfadada Contribuição sobre Movimentação Financeira (CPMF), poderá ser desenterrada pelo governo Dilma.
Criada no governo FHC, pelo então ministro da Saúde, Adib Jatene, a CPMF seria uma contribuição provisória, uma tábua de salvação para a saúde brasileira. O PT, na época, como oposição, foi radicalmente contra a contribuição.
No papel de situação, o governo Lula gostou tanto que prorrogou a CPMF, mas depois de algum tempo, foi derrotado no Senado. Os fins para o qual o imposto foi criado, já não servia mais, e a situação da saúde no país, cada vez mais caótica.
Agora, sem dinheiro em caixa – o governo gastou muito, investiu mal – a saúde em frangalhos, o governo Dilma teve a infeliz ideia de querer desenterrar o imposto, que, com o velho discurso de ser provisório, pode durar até oito anos, assim como a primeira versão.
A volta da CPMF já causa reações contrarias no Congresso Nacional; o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já se posicionaram contra.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), também se posicionou contraria a ideia. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), é totalmente contra; se voltar o imposto, o agravamento na economia será ainda maior, afirmou a CNI
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OS ANTECEDENTES

Por Miriam Leitão, colunista de O Globo
Quem comparar o que a presidente Dilma falava há um ano e o que ela disse esta semana concluirá que são duas pessoas. O que dizia é o oposto do que diz. Os casos de divórcio entre a então candidata e os fatos foram muitos na campanha. No “Jornal Nacional” do dia 19 de agosto de 2014, Dilma afirmou que a inflação era zero e que pelos “indicadores antecedentes” o país estava retomando o crescimento.
Em entrevista aos três maiores jornais na segunda-feira, Dilma disse: “Fico pensando o que é que podia ser que eu errei”. Ela mesma respondeu que o erro foi ter demorado tanto a perceber a crise. Em seguida, justifica o erro. “Não dava para saber em agosto. Não tinha indício de uma coisa dessa envergadura.”
Exatamente naquele agosto, em que a presidente acha que não dava para saber, o jornalista William Bonner fez a seguinte pergunta para ela, com riqueza de dados e indícios de crise de grande envergadura:
“A inflação anual, neste momento, está no teto daquela meta estabelecida pelo governo, está em 6,5%. A economia encolheu 1,2% no segundo trimestre deste ano e tem uma projeção de crescimento baixo para o ano que vem. O superávit deste primeiro semestre foi o pior dos últimos 14 anos. Quando confrontada com esses números a senhora diz que é a crise internacional. Aí, quando os analistas dizem que 2015 vai ser um ano difícil, um ano de acertos de casa, que é preciso arrumar a economia brasileira e, portanto, isso vai impor sacrifício, vai ser um ano duro, a senhora diz que isso é pessimismo. E aí eu lhe pergunto: a senhora considera justo, olhando para os números da economia, ora culpar o pessimismo, ora culpar a crise internacional pelos problemas? O seu governo não tem nenhum papel, nenhuma responsabilidade nos resultados que estão aí?”
Dilma respondeu:
“Bonner, primeiro, nós enfrentamos a crise, pela primeira vez no Brasil, não desempregando, não arrochando os salários, não aumentando os tributos, pelo contrário, diminuímos, reduzimos e desoneramos a folha. Reduzimos a incidência de tributos sobre a cesta básica. Nós enfrentamos a crise, também, sem demitir. Qual era o padrão anterior...”
Bonner: “Mas o resultado, no momento, é muito ruim, candidata.”
Dilma: “Não, o resultado no momento, veja bem...”
Bonner: “Inflação alta, indústrias com estoques elevados, ameaça de desemprego ali na frente.”
Dilma: “Veja bem, Bonner. Eu não sei, eu não sei da onde que estão seus dados, mas nós estamos...”
Bonner: “Da indústria, candidata.”
Dilma: “Nós temos duas coisas acontecendo. Nós temos uma melhoria prevista no segundo semestre. Vou te dizer por quê.”
Bonner: “Isso não é ser otimista em contrapartida ao pessimismo que a senhora critica?”
Dilma: “Não. Não. Você sabe, Bonner, tem uma coisa em economia que chama os índices antecedentes. O que que são os índices antecedentes? A quantidade de papelão que é comprada, a quantidade de energia elétrica consumida, a quantidade de carros que são vendidos. Todos esses índices indicam uma recuperação no segundo semestre, vis-à-vis ao primeiro. Além disso, a inflação, Bonner, cai desde abril, e, agora, ela atinge, hoje, se você não olhar pelo retrovisor e olhar pelo que está acontecendo hoje, ela atinge 0%. Zero.”
Este é um exemplo. Em todas as entrevistas, Dilma foi confrontada com os dados, em todas ela os negou e atacou adversários que apontavam a necessidade de ajuste, que defendiam o corte de ministérios e a redução dos gastos do governo. Era possível saber. Difícil era ignorar os abundantes indicadores antecedentes de que o Brasil estava entrando numa crise pelos erros cometidos pelo governo.
A distância da realidade continua, ainda agora. Na entrevista de segunda-feira, ela defendeu o ex-presidente Lula e disse que a oposição incentiva contra ele uma “intolerância inadmissível”. E acrescentou: “A intolerância é a pior coisa que pode acontecer numa sociedade, porque cria o “nós” e o “eles”. Isso é fascismo.” Quem mais incentiva essa divisão é o grupo político da presidente. Aliás, houve um comício em 2014 em que o ex-presidente Lula gritou do palanque: “agora é nós contra eles”. Isso depois de citar como sendo “eles” dois nomes de jornalistas: o de William Bonner e o meu.
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DÍVIDA ESTRATOSFÉRICA

O estoque da dívida pública federal (DPF) subiu 0,78% em julho, quando atingiu R$ 2,603 trilhões, segundo dados do Tesouro Nacional. Em junho, o estoque estava em R$ 2,583 trilhão.
A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 40,08 bilhões no mês passado. A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 0,52% e fechou o mês em R$ 2,475 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 6,14% maior, somando R$ 128,72 bilhões (US$ 37,93 bilhões no mês passado).
A parcela da Dívida Pública Federal a vencer em 12 meses subiu de 21,19% em junho para 22,44% em julho. O prazo médio da dívida subiu de 4,58 anos em junho para 4,63 anos em julho. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF passou de 14,31% ao ano em junho para 14,99% a.a. em julho.
Já a parcela de títulos prefixados na Dívida Pública Federal caiu de 42,52% em junho para 41,32% em julho. Os papéis atrelados à Selic aumentaram a fatia no período, de 20,15% para 20,64%.
Os títulos remunerados pela inflação subiram para 33% do estoque da DPF em julho, ante 32,62% em junho. Os papéis cambiais tiveram a participação ampliada de 4,71% em junho para 5,04% em julho.
Todos os papéis estão dentro das metas do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2015. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para títulos prefixados é entre 40% e 44%. Para os títulos remunerados pela Selic vai de 17% a 22%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 33% a 37% e, no de câmbio, de 4% a 6%.
Estrangeiros. A participação dos investidores estrangeiros no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu de 20,04% em junho para 19,56% em julho, somando R$ 484,07 bilhões, segundo os dados divulgados há pouco pelo Tesouro Nacional. Em junho, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em R$ 493,55 bilhões.
A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve queda de 26,51% em junho para 25,96% em julho. Os fundos de investimentos aumentaram a fatia de 19,82% para 19,85%. Já as seguradores mantiveram a participação de 4,15% no estoque. Estadão.
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AÇÃO PRECONCEITUOSA

O governador Luiz Fernando Pezão defendeu, nesta segunda-feira (24), a ação da Polícia Militar que ocorreu no fim de semana em uma apreensão de menores que seguiam para a orla da Zona Sul do Rio de ônibus. Os jovens, de acordo com matéria do Extra, foram levados para um Centro de Assistência Social porque teriam sido mapeados e apontados como suspeitos de praticar arrastões, mesmo sem flagrante. A Defensoria Pública criticou a ação e disse que vai pedir o fim do recolhimento de jovens em coletivos.
Pezão afirmou que o trabalho da Polícia já é feito desta maneira desde o ano passado e que os jovens são observados desde o embarque. "Não achei (que passou do limite). Repercussão sempre dá, quando não age e quando age. Quantos arrastões nós tivemos praticados por alguns desses menores? Não estou falando que são todos que estavam ali, mas tem muitos deles que são mapeados. Se tiver algum excesso, vai ser coibido", garantiu.
Coordenadora de Defesa dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública, Eufrasia Souza, diz que vai pedir abertura de inquérito para investigar a ação. Segundo ela, os jovens podem ter sido submetidos a privação da liberdade sem flagrante - o que feriria o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Um dos menores ouvidos pela coordenadora relatou abusos. "Ele contou que o ônibus foi parado, todos os adolescentes tiveram que descer, ficaram deitados no chão. Ele tinha o dinheiro para voltar para casa, ficou sem entender nada", conta Eufrasia, que irá se encontrar às 15h desta segunda com o secretário municipal de Desenvolvimento Social e vice-prefeito, Adilson Pires.
Do G1, Rio de Janeiro
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SEIS POR MEIA DÚZIA

Filiado há 23 anos no PT de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, o apresentador José Luiz Datena se desfilou na última segunda-feira (24). Datana pretende disputar à prefeitura da capital paulista nas próximas eleições.
Datena deve desembarcar no PP de Paulo Maluf, político que até ontem, seria imaginável uma aproximação com o apresentador. Em uma de suas críticas, Datena chamou Maluf de corrupto.
Para concorrer nas eleições do ano que vem, Datena terá que conquistar no PP a simpatia da ala malufista. Maluf, deputado federal, já declarou que o PP tem compromisso com a reeleição do prefeito Fernando Haddad (PT).
Se escolhido pelo partido, Datena deve enfrentar o prefeito Haddad, do PT, e o deputado federal, Celso Russomanno, do PRB. Russomanno é o candidato da Igreja Universal do Reino de Deus.
A desfiliação de Datena já causa repercussão no PT paulista, dirigentes do partido em Ribeirão Preto partem  para o ataque, classificando-o de oportunista. Pra outro integrante do PT, ´Datena não faz falta´.
Leia abaixo, a íntegra da reportagem do site Rede PT Ribeirão:
O jornalista José Luiz Datena se desfiliou do Partido dos Trabalhadores (PT) em 24 de agosto para ingressar no PP, de Paulo Maluf. Datena, nascido em Ribeirão Preto, filiou-se ao PT em 3 de abril de 1992 (e sempre fez os recadastramentos necessários) e um dos episódios marcantes, antes mesmo de seu ingresso no Partido, foi apresentar o comício de Luiz Inácio Lula da Silva, na disputa presidencial de 1989, na Praça XV. Esse ato rendeu-lhe a demissão da EPTV, afiliada da Rede Globo. A saída de Datena do PT, neste momento, repercute, devido à atual situação política nacional. Em Ribeirão Preto, a desfiliação do jornalista, que há anos prega o sensacionalismo político e policial em emissoras de televisão, teve crítica e desconsideração.
“Particularmente eu nem sabia que ele era filiado e nem sei quem o filiou”, disse o presidente do Diretório Municipal (DM) do PT, o vereador Jorge Parada. “Não fará falta, pois não tem o perfil do partido; ele tem outro pensamento, outra conduta, nunca frequentou as reuniões partidárias”, emendou ele. O também vereador Beto Cangussu tem a mesma opinião. “Nem sabia que ele era filiado e ele é tão insignificante para o projeto do PT que não vai atrapalhar a sua saída”, explicou Beto. “Não reflete em nada, nem fede nem cheira, pois não tem militância nem envolvimento com os nossos projetos”, acrescentou Beto.
Para Moacir Caporusso, coordenador do PT na Macrorregião de Ribeirão Preto, a desfiliação do PT é oportunista. “Ele está em São Paulo com o sensacionalismo, com jornalismo de direita, e não tem espaço contra o prefeito Fernando Haddad, então se torna um candidato viável para outro partido diante da despolitização que o Brasil vive atualmente”, destacou Caporusso. “O Datena disse que nunca seria candidato a nada e sempre falou que o Paulo Maluf era um corrupto, e agora vai para o partido dele, isso é oportunismo.”
Datena começou a carreira jornalística em Ribeirão Preto, principalmente na área esportiva, pela EPTV. Depois atuou como repórter e narrador de esportes na TV Bandeirantes, passando, depois, a apresentar programas jornalísticos com teor sensacionalista, uma tática para segurar a audiência, tanto na TV Bandeirantes quanto uma rápida passagem pela Record. Ao longo dos anos mudou radicalmente de postura, tornando-se favorável à pena de morte e à redução da maioridade penal, atitudes contrárias às defendidas pelo PT. Em 2010, ele fez um comentário sobre assassinatos brutais e fez associações consideradas preconceituosas entre os atos criminosos e a descrença religiosa, o que rendeu uma ação movida pelo Ministério Público Federal. Em 2013, a Justiça condenou a TV Bandeirantes a promover campanha favorável à diversidade religiosa pelo mesmo tempo que durou o comentário discriminatório de Datena, que passou a ser veiculada em meados de 2015. E pelo comentário Datena foi condenado, por danos morais, a pagar indenização à Associação dos Ateus e Agnósticos do Brasil (Atea).
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O SUSTO DE DILMA É O NOSSO PESADELO

Artigo de Marina Silva

Nesta semana ficamos sabendo que a presidente Dilma Rousseff, logo após a sua reeleição, tomou um “susto” ao tomar conhecimento do quadro de degradação da economia brasileira.

Vamos partir do pressuposto de que, ao fazer esse comentário, a presidente tenha decidido abrir seu coração aos jornalistas. É estranho que alguém – que se credenciou ao principal posto da República como uma gestora competente, com domínio pleno da complexidade do Estado e de seus negócios, a quem seu antecessor apontou como a “mãe” de tudo e mais um pouco no país – revele ter sido surpreendida pela pauta que já era amplamente tratada com prioridade por empresários, acadêmicos, políticos, eleitores e por toda, toda a imprensa.

De fato, no segundo semestre do ano passado, temos de reconhecer que Dilma dedicou mais tempo à campanha para se reeleger do que para cuidar do país. Nos estúdios solertes de seu marqueteiro, é muito provável mesmo que ela não conseguisse identificar os sinais cada vez mais evidentes dos riscos que estavam sendo criados para as fantásticas conquistas econômicas e sociais dos últimos 20 anos.

Na janela dos cenários em que a então candidata posava como garota-propaganda de um Brasil que via o tsunami como marolinha, o tempo passou, e só ela não viu.

O susto de Dilma tornou-se nosso pesadelo. De 2014 para cá, já são 8,4 milhões de desempregados. O Fies minguou, a inflação passou de 6,5% para 9,56% e a dívida bruta do governo federal chegou a incríveis R$ 3,5 trilhões em junho.

Mas nem tudo na entrevista da presidente é contestado pela realidade. Ela afirma, por exemplo, que o “futuro é imprevisível”. Infelizmente, diante da dificuldade que Dilma tem em reconhecer que seus terríveis equívocos nos colocaram diante de uma das maiores crises político-econômicas de nossa história, temos de reconhecer que este é um vaticínio que vale do Planalto à planície.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

FALTA FIO TERRA

Por Dora Kramer, colunista de O Estado de S.Paulo
Na campanha pela reeleição a presidente Dilma Rousseff dizia-se “estarrecida” diante de qualquer fato ou ato para o qual não tivesse resposta. Na entrevista dada na segunda-feira aos jornais de circulação nacional, Dilma trocou o estarrecimento pelo susto para se justificar sem, no entanto, se explicar.
Disse que foi surpreendida tanto pelo tamanho da crise econômica quanto pela dimensão do esquema de corrupção na Petrobrás e, assim, considerou-se em dia com explicações devidas sobre fatos ocorridos e atos cometidos em seu governo.
Muito mais que pedidos de desculpas – penitência objetivamente inútil, pois o caso não é de absolvição de pecados, mas de correção efetiva – a presidente continua devendo ao País esclarecimentos consistentes para a origem, e soluções realistas para a saída da crise.
Até agora não fez uma coisa nem outra e as respostas dadas aos jornalistas indicam que não o fará enquanto a corda, embora bamba, ainda se sustenta. À crise econômica, Dilma segue atribuindo os motivos a fatores externos e imprevisíveis, assim como reconhece que continua sem horizonte de previsibilidade.
Em bom português, isso significa que o governo não tem planejamento. Atua ao sabor dos ventos, adota o voluntarismo como critério para tomada de decisões e age quando já é tarde. Foi o que disse a chefe da Nação que preferiu adotar a pregação do otimismo à deriva quando ouvia de todos os lados alertas sobre a gravidade da situação do País, moral, política, econômica e administrativamente falando.
Os realistas, a cuja análise do cenário o Planalto foi obrigado a se render, eram, na concepção palaciana, pessimistas a serviço da tese do “quanto pior, melhor”. Mesmo quando integrantes do governo. Em 2013, o então presidente da Câmara de Políticas de Gestão ligada à Presidência, Jorge Gerdau, alertou para a impossibilidade de o País ser administrado numa estrutura assentada em 39 ministérios.
“Quando a burrice, a loucura ou a irresponsabilidade vão muito longe, de repente sai um saneamento. Provavelmente estamos no limite desse período.” Vaticínio certeiro. Desprezado, contudo. Gerdau não foi ouvido. Deixou a função na Câmara de Gestão – da qual, aliás, não se viu a produção de um alfinete – e tornou-se um adepto da candidatura presidencial de oposição em 2014.
Agora, dois anos depois, premida pelas circunstâncias, a presidente anuncia a redução do número de ministérios. Não diz, no entanto, como será feita a dita “reforma administrativa”, não explicita quais serão as pastas atingidas e, sobretudo, não explica as razões pelas quais o governo Lula criou oito ministérios ao tomar posse em 2003, acrescidas de outras cinco na gestão atual.
A motivação, sabemos: necessidade de acomodar afilhados (petistas ou não) na máquina pública, uma vez que a opção do governo foi atuar a partir do manejo orçamentário no lugar do convencimento programático.
O caminho supostamente mais fácil acabou se revelando mais “custoso”. Custou a autoridade moral do PT e levou junto a boa imagem do partido junto à sociedade. Quando o governo se dispõe a reduzir ministérios e a quantidade de gente nomeada em cargos de comissão, emerge como inevitável a dúvida: o que vai prevalecer, o conceito político ou os ditames administrativos de eficiência?
A presidente não disse. Mais uma vez infringindo a regra política da eficácia, segundo a qual a decisão só é anunciada depois de a combinação acertada. A inversão da norma – anunciar e combinar depois – pode criar mais problemas e atritos em campo onde se pretendiam construir consensos e soluções. Em resumo, falta ao governo fio terra.
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PREFEITA OSTENTAÇÃO

Lidiane Rocha, a prefeita (PP) foragida de Bom Jardim, no interior do Maranhão. Vaidosa, 25 anos, Lidiane exibe nas redes sociais imagens de uma vida de alto padrão para uma cidade à beira da miséria, com um dos menores IDHs do Brasil. Carros de luxo, festas e preocupação com a beleza, o que inclui até cirurgia plástica, marcam o dia a dia da moça.
Charge do Izânio.
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TEMER SAI DE FININHO

Por Eliane Cantanhêde, colunista de O Estado de S.Paulo
Sabe aquela história de que, quanto mais você fala em desgraça, mais você atrai desgraça (toc toc toc)? Pois é. Tanto a presidente Dilma Rousseff insistiu em atribuir a crise econômica a “fatores externos” que os fatores externos passaram a ser realmente um grande fantasma sobre a já mal assombrada economia brasileira. As incertezas na China começam a abalar o mundo todo, particularmente os fornecedores de commodities, caso do Brasil. Logo, o que está ruim ainda pode piorar.
É por isso que a presidente passou a admitir, num dia, que demorou muito a perceber a gravidade da crise e, no outro, que 2016 não vai ser nenhuma maravilha. Nós todos já sabíamos disso, mas, partindo da presidente, uma presidente que nunca admite nenhum erro, a sensação é ainda mais preocupante.
Bem, é nesse clima que o ministro do STF e do TSE Gilmar Mendes toca adiante os questionamentos sobre a campanha de Dilma em 2014, o delator e ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e o delator e doleiro Alberto Youssef põem mais lenha nessa fogueira e as orelhas da senadora Gleisi Hoffmann – que foi chefe da Casa Civil de Dilma no primeiro mandato – começam a arder.
Dilma está se esforçando para salvar o mandato, com suas viagens pelo País, suas entrevistas e discursos, as investidas para manter o PIB sob controle e a abertura dos cofres para neutralizar a base aliada. Mas parece que, quanto mais ela sopra, mais a fogueira cresce e as labaredas se espalham.
Pois não é que foi justamente nesse ponto da crise que o vice-presidente Michel Temer decidiu lavar as mãos e deixar a coordenação política para lá? Ele pode ter mil e uma razões objetivas, mas é impossível conter a onda de interpretações, deduções, projeções e fofocas que tomou conta do mundo político e começa a extrapolar para o mundo dos investimentos.
A bem de Temer, diga-se que ele tem mesmo sido de “extrema lealdade”, conforme a própria Dilma já declarou. Também a bem de Temer, diga-se que ele sempre se comprometeu em assumir a coordenação para garantir o ajuste fiscal, não para todo o sempre. E, finalmente, a bem de Temer, ele andava se queixando muito da “política miúda”. Em recente almoço, confessou que nunca viu uma coisa dessas, com uma fila de deputados se engalfinhando pelos cargos, mesmo os inexpressivos (deputados e cargos...).
Após essas ressalvas, é preciso dizer que elas, isoladamente ou em conjunto, não apagam as evidências de que o PMDB tem dado passos porta afora do governo e de que a saída de Temer da coordenação – contra a vontade da presidente – é não só um passo, mas um pulo para a independência do partido em relação ao PT, ao governo, a Dilma. Não por acaso, o braço direito de Temer na coordenação, Eliseu Padilha, também está de saída.
Nunca é demais lembrar que foi o próprio Temer quem lançou a tese de que “alguém” tem de reunificar as forças políticas, nem que, como já foi dito aqui neste espaço, a solução Temer, a la Itamar Franco, é o centro das articulações dos que torcem para Dilma cair, ou dos que simplesmente constatam que ela não teria como se sustentar por mais três anos e meio.
Logo, só há uma conclusão em relação à decisão do vice de sair da coordenação política de Dilma, mas continuar ativamente nas articulações políticas e no Congresso: Temer não vai precipitar nada, mas também não vai, digamos, fugir às responsabilidades constitucionais. Pelo sim, pelo não, o vice está se colocando à disposição, para eventualidades.
Só que... não há uma campanha eleitoral da presidente e outra do vice e as contas de 2014 são o maior perigo rondando Dilma neste momento. Chapa é chapa e, se der zebra por aí, os dois são inseparáveis.
Dúvida atroz. E o José Sérgio Gabrielli, hein? Se ele nunca viu, não ouviu falar nem tem de responder pelos bilhões pra cá, bilhões pra lá debaixo das suas barbas, para que serve a presidência da Petrobrás?
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SALÁRIO REDUZIDO

Lidiane Rocha, a prefeita (PP) foragida de Bom Jardim, no interior do Maranhão, é acusada – em ação por improbidade movida pelo Ministério Público Estadual -, de ‘reduzir injustificadamente’ os vencimentos dos professores da rede municipal no mês de outubro.de 2014. Na ação, proposta em novembro, a Promotoria pede condenação de LIdiane. O processo está em curso.
O corte no holerite dos docentes reforça as suspeitas da Promotoria de que a gestão Lidiane sucateou o sistema de ensino do município de 40 mil habitantes situado a 275 quilômetros da capital São Luís. A prefeita está foragida há seis dias, alvo de investigação por supostos desvios de recursos que podem chegar a R$ 15 milhões – parte era destinada à merenda escolar das crianças.
Vaidosa, 25 anos, Lidiane exibe nas redes sociais imagens de uma vida de alto padrão para uma cidade à beira da miséria, com um dos menores IDHs do Brasil. Carros de luxo, festas e preocupação com a beleza, o que inclui até cirurgia plástica, marcam o dia a dia da moça.
Na quinta-feira, 20, foram presos dois ex-secretários de Lidiane – Antônio Gomes da Silva (Agricultura) e Humberto Dantas dos Santos (Coordenação Política), o Beto Rocha, ex-namorado da prefeita.
Bom Jardim vive um clima de revolta e ansiedade. Seus moradores querem saber da prefeita fujona. A Polícia Federal está no encalço de Lidiane e já colocou em alerta os agentes que atuam no aeroporto da capital maranhense. Um advogado disse que a prefeita ‘fugiu num momento de pânico’ e que ela deverá, afinal, se entregar.
Lidiane já é ré em três ações por improbidade. Uma delas trata do corte do holerite dos professores e pede a condenação da prefeita ao ressarcimento integral do dano causado, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos, pagamento de multa de até 100 vezes o valor da remuneração recebida no cargo de chefe do executiuvo de Bom Jardim, além da proibição de receber qualquer tipo de benefício ou incentivo do Poder Público, mesmo que por meio de empresa da qual seja sócia majoritária, pelo prazo de três anos.
A ação foi aberta pela promotora Karina Freitas Chaves. Ela recebeu um ofício do Sindicato dos Profissionais do Magistério do Ensino Público Municipal de Bom Jardim informando que a administração municipal havia suprimido valores dos vencimentos dos educadores. O corte de salários não teve qualquer justificativa.
A Promotoria ouviu professores que confirmaram e comprovaram a redução do contracheque. Os valores suprimidos variam entre R$ 535,37 e R$ 590. Na ação, a promotora Karina Freitas Chaves destaca que a Lei Municipal 567/2012 estabelece os salários dos professores da rede de ensino municipal. A redução dos vencimentos fere essa legislação e os princípios constitucionais da legalidade e da moralidade na administração pública, ‘configurando ato de improbidade administrativa’.
O Sindicato dos Profissionais do Magistério do Ensino Público Municipal de Bom Jardim-MA ( SINPROBEM) diz que os docentes são ‘desrespeitados, humilhados, vitimados de cenas lastimavelmente depreciativas, vis e indignas’. Eles questionam ‘onde está o compromisso que (Lidiane) fez durante a campanha’. “A prefeita desconhece o significado das palavras ética e moral”, afirma a entidade.
Do Estadão
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PROVA DE FOGO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, indicado pela presidente Dilma para mais um mandato de dois à frente da Procuradoria-Geral da República, encara hoje sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no Senado.
Para ser mantido no cargo, Janot precisa da aprovação do Senado. É no Senado que está o xis da questão; dos 81 senadores que vão dar o veredicto para Janot, dez estão sendo investigados na Lava Jato.
Um dos senadores que estará de frente com o procurador-geral, é Fernando Collor (PTB-AL), que teve o nome incluso na lista que Janot enviou para o STF, denunciou o senador por corrupção.
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terça-feira, 25 de agosto de 2015

DILMA PERDE A CHANCE DE SAIR DO GOVERNO PARA ENTRAR NA HISTÓRIA

• Durante a campanha eleitoral do ano passado, quando Aécio prometia cortar ministérios, Dilma o criticava severamente por isso. Ontem, ela disse que cortará 10 ministérios dos 39 que existem, dois criados por ela.
• Dilma, em agosto de 2014, durante debate com Aécio na televisão: “Quero saber qual (ministério) e quem vai fechar! Não perceber (a importância) do status é uma cegueira tecnocrática”.
• Dilma, em setembro de 2014: “Acho um verdadeiro escândalo querer acabar [com ministérios]".
• Dilma, em setembro de 2014, antes de se reeleger: “Tem gente querendo reduzir ministérios. Um é o da Igualdade Racial, o outro da defesa da mulher, o outro dos Direitos Humanos".
• Dilma mentiu durante a campanha eleitoral. E agora, ao anunciar o corte de 10 ministérios, confirma que mentiu. Simples assim.
• Quando serão cortados os 10 ministérios? No fim de setembro. Que ministérios serão cortados? Não se sabe ainda. Coisa de amador. Feita às pressas.
• E a tal “Agenda Brasil” de Renan Calheiros que salvaria o governo do buraco? Não se falou mais dela. Era de vidro e se quebrou.
• Pergunto aos meus botões: “Se Dilma governa com o programa de Aécio por que não cede o lugar a ele?”
• Foi Dilma que assinou a Lei da Delação. Para ultimamente criticar quem delata corruptos. Não passa de uma barata tonta – mas não só por isso.
• Desconfio que o anúncio de corte de ministérios foi uma jogada para que não se fale tanto da renúncia de  Michel Temer à coordenação política do governo.
• Pergunta que se impõe: como ficarão até o fim de setembro os servidores públicos de Brasília à espera do corte de 10 ministérios? É um governo de amadores, é isso o que é.
• Temer renunciou à coordenação política do governo porque jamais pôde exercê-la, sabotado que foi por Dilma e o PT.
• É de se perguntar: como Dilma pôde entregar a coordenação política a Temer e sabotá-lo depois? Resposta: porque neste governo, presidido por uma barata tonta, tudo é possível. Tudo.
• E por que o governo nega que Temer deixou a coordenação política? Porque isso o enfraquece.
• Se o enfraquece, por que o governo não deu condições a Temer para fazer seu trabalho de coordenador? Esquece. Chega de perguntas.
• Antes do fim do ano, o PMDB desembarcará do governo.
• Dlma disse hoje que só se deu conta dos sinais da crise entre novembro e dezembro últimos. Ou seja: imediatamente depois de reeleita. Antes, não. Quanta mentira!
• Quer dizer: durante a campanha do ano passado, os demais candidatos a presidente alertaram para a crise que já atingia o país desde 2008. Mas Dilma não acreditou. Dá para acreditar em Dilma?
• Coisa de gênio: você anuncia o corte de 10 ministérios. Mas pede mais um mês para dizer quais os que serão cortados. Resultado: deixa em pânico os que trabalham nos 39 ministérios.
• Dilma, sobre o futuro: "Uma previsão é a melhor estimativa possível. Nós faremos nossa previsão, mas com condições de contorno bem claros". Entenderam? Eu, não.
• Se tem 6 mil cargos no governo preenchidos sem concurso público e somente por indicação política, por que não se extingue todos eles e não apenas mil?
• Sem tiro, sem nada, Dilma ainda tem uma chance de sair do governo para entrar na História. Como o Papa Bento XVI. Se não aproveitar não terá sido por falta de aviso. Vocês são testemunhas.
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INDÍCIOS DE ENVOLVIMENTO

Os documentos foram apreendidos pela PF na Pixuleco II que indicam repasses suspeitos para senadora Gleisi Hoffamann (PT-PR) . O marido de Gleisi, Paulo Bernardo, ex-ministro de Dilma e Lula, é citado na investigação.
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BICHO PREGUIÇA

Charge do Izânio
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AÉCIO RECEBEU

Brasília - O doleiro Alberto Youssef afirmou nesta terça-feira durante depoimento à CPI da Petrobras que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu dinheiro de corrupção envolvendo Furnas, subsidiária da Eletrobras.

"Eu confirmo (que Aécio recebeu dinheiro de corrupção) por conta do que eu escutava do deputado José Janene, que era meu compadre e eu era operador dele", disse o doleiro.

A assessoria de imprensa de Aécio afirmou que Youssef apenas disse que ouviu dizer que o senador recebeu propina, não que ele recebeu dinheiro de corrupção.

Lembrou ainda que a Procuradoria-Geral da República considerou que não havia indícios suficientes contra o tucano e por isso não pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de investigação contra ele.

Em nota, o PSDB disse que as declarações dadas por Youssef à CPI não são "informações prestadas, mas sim de ilações inverídicas feitas por terceiros já falecidos, a respeito do então líder do PSDB na Câmara dos Deputados, podendo, inclusive, estar atendendo a algum tipo de interesse político de quem o fez à época".

O partido diz ainda que Youssef repetiu à CPI o que disse em depoimento à Polícia Federal, que "nunca teve qualquer contato com o senador Aécio Neves e de que não teve conhecimento pessoal de qualquer ato, tendo apenas ouvido dizer um comentário feito por um terceiro já falecido".

Da REUTERS
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O GOVERNO PETISTA ACABOU

Por Denis Rosenfield, O Estado de S.Paulo
O governo petista acabou! Como um doente terminal, pode durar meses ou anos, com todos os sofrimentos daí resultantes. Impeachment ou renúncia teriam a imensa vantagem de dar um basta a essa situação, com a segunda alternativa sendo muito melhor que a primeira, por ser mais rápida e menos traumática. Aguardar as eleições de 2018 pode significar que o novo governo que assumir terá de reestruturar totalmente um País exaurido.
O discurso petista de que qualquer abreviamento do mandato da atual presidente seria um golpe nada mais é que um mero instrumento demagógico. Impeachment é um instrumento previsto constitucionalmente e utilizado quando do governo Collor, forçando-o à renúncia. A transição não foi traumática, o então vice-presidente Itamar Franco fez um governo exemplar, de união nacional, e foi o responsável pelo Plano Real. O mesmo pode repetir-se agora com o vice-presidente Michel Temer, a quem não faltam condições para tal mudança.
Aliás, o PT parece não ter memória, pois chegou a apregoar o impeachment do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Não era golpe! No que diz respeito às convicções democráticas, o PT e seu governo têm dado sinais indeléveis de seu pouco apreço pelas instituições republicanas, defendendo os governos bolivarianos e o socialismo do século 21 em nossos países vizinhos. A democracia desmorona a golpes de facões chavistas na Venezuela e nosso governo não cessa de defender sua “democracia”.
Mais recentemente, o presidente da CUT, Vagner Freitas, declarou, dentro do Palácio do Planalto, que ele e seus comparsas pegariam em armas para defender o atual governo. Como assim, pregando a violência no palácio e chamando isso de defesa da democracia? A situação não deixa de ser hilária. O PT não defende o Estatuto do Desarmamento? Terão os sindicalistas da CUT armas? Onde as obtiveram?
O ex-presidente Lula tentou logo depois fazer um remendo, dizendo que a verdadeira arma seria a “educação”. Conversa fiada. Repete o comportamento que o caracterizou no governo: atiça o fogo e logo diz atuar como bombeiro.
Acontece, porém, que o País mudou. Nas manifestações nacionais do dia 16 um boneco inflável de Lula como presidiário virou meme nas redes sociais e apareceu nos jornais e na mídia em geral. Um símbolo, nesse dia, ruiu. É toda uma época que chega ao seu término.
O boneco estampava o número do PT e um artigo do Código Penal, em clara demonstração de que seu nome já está associado à corrupção, à Lava Jato e à prisão. Perdeu o efeito teflon, ou talvez tenhamos agora um outro tipo de teflon, o negativo, tudo passando a colar nele e na sua sucessora. Os acordos negociados com o presidente do Senado não tiveram nenhum efeito popular senão o de colar o senador Renan Calheiros às figuras de Dilma e Lula. O acordão não funcionou para esse importante setor da opinião pública.
As manifestações, ao contrário das anteriores, focaram no afastamento da presidente, insistindo no impeachment ou em eventual renúncia. Sua imagem não apresenta nenhuma melhora. Ao contrário, piora. Os protestos estão apontando para o fim do ciclo petista, procurando abreviá-lo.
Note-se que essas manifestações foram maiores e mais importantes do que se previa – supostamente uma baixa adesão. Foram maiores que as de abril reuniram acima de 1 milhão de pessoas, apesar de jornalistas e “analistas” simpáticos ao PT procurarem camuflar esse fato. Globo e G1 fizeram um cálculo, segundo as Polícias Miliares (PMs), de 879 mil participantes, não contando os manifestantes do Rio e do Recife, sem estimativas das respectivas PMs.
Ora, o Rio congregou pelo menos 100 mil pessoas e o Recife, 50 mil, o que dá um total superior a 1 milhão. Esses números só perdem para as manifestações de março. As imagens cariocas foram impressionantes.
Ademais, trata-se de um processo que começou em março, seguiu em abril e chegou a agosto com novas manifestações já sendo previstas. Tivemos três enormes manifestações em cinco meses, algo inédito na História do nosso país. Por último, esta última manifestação teve foco, centrado nas figuras de Dilma e Lula, com a bandeira explícita do impeachment.
Exemplo público a ser seguido concretizou-se no aparecimento de camisas e faixas em apoio ao juiz Sergio Moro. Ele representa atualmente um ideal de Justiça, algo digno de ser imitado. A Nação não mais tolera metamorfoses ambulantes, quer correção na vida pública e esperança de um País justo, no qual um novo futuro possa ser vislumbrado.
Do ponto de vista político, essas manifestações de apoio a Moro significam uma forte sustentação à Operação Lava Jato contra qualquer tipo de pizza. A sociedade está atenta aos seus desdobramentos e, certamente, não aceitará nada que possa prejudicá-la. Os culpados deverão ser punidos, tanto no setor empresarial quanto no político. Se isso não ocorrer, as manifestações poderão ganhar ainda mais fôlego. Um recado foi enviado!
Apostar numa melhora da situação econômica significa voltar a ouvir os cantos de sereias que nos guiaram desde a saída de Antônio Palocci do Ministério da Fazenda. Os “mágicos” economistas petistas levaram o País a esse buraco, os ditos desenvolvimentistas incrustados no governo e no partido. A inflação deve alcançar dois dígitos (ou perto disso) no final do ano, o desemprego está aumentando, o PIB é estimado em 2% negativo neste ano e deve permanecer negativo no próximo, o poder de compra da classe média e dos trabalhadores em geral está caindo, e assim por diante.
O Natal e o ano-novo não serão de festa do ponto de vista social. A quebra de expectativas e a desesperança só tendem a piorar. E será nesse cenário que o clima de insatisfação política se vai expandir.
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ONDE INVESTIR SE A DILMA SAIR?

Por Felipe Miranda, Empiricus
Muita gente está me perguntando o que fazer em um cenário de eventual impeachment. Alguns até colocando isso como a salvação da lavoura para a Bolsa Brasileira, para os ativos de risco em geral.
Eu ainda, sinceramente, acho que o cenário é um pouco mais turbulento que essas hipóteses simplistas querem dizer. Tampouco acho que, cartesianamente a gente já possa falar “Olha, se vier o Impeachment vai acontecer isso”. Porque há uma série de possibilidades.
Pensando justamente nessa série de possibilidades, eu fiz um relatório especial que posso enviar para você associando cenários e eventuais investimentos aos quadros que possam se desenhar sobre impeachment, renuncia, um governo, eventualmente, de coalisão que venha a surgir.
Então basta cadastrar o seu email para que a gente te mande esse relatório que ficou bastante interessante.
Valeu, um grande abraço.
Felipe Miranda.
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FRASES

"Em política, estar com a rua não é o mesmo que estar na rua."
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PREFEITO AFASTADO

O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul determinou nesta terça-feira, 25, o afastamento do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP-MS), e do presidente da Câmara dos Vereadores, Mario César Oliveira da Fonseca (PMDB-MS).
Ambos também estão proibidos de se aproximarem das dependências administrativas da prefeitura e da Câmara. Gilmar Olarte é acusado pelo Ministério Público do Estado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Gilmar Olarte é prefeito de Campo Grande desde 13 de março de 2014, após a sessão da Câmara Municipal de Vereadores da capital que cassou o mandato do então comandante do Executivo Alcides Bernal (PP-MS), eleito em 2012.
Na época, Alcides Bernal foi cassado com 23 votos a favor na Câmara e 6 contra. Gilmar Olarte era o vice-prefeito e assumiu o comando da prefeitura da cidade.
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ASSASSINADO A TIROS

O vereador José Targino dos Santos (PDT), 52 anos, conhecido entre os amigos como "Faceta", foi morto com um tiro no peito esquerdo após uma discussão em um bar, na localidade de Barreira, na noite dessa segunda-feira (23).  
De acordo com a Polícia Militar, "Faceta" estava bebendo no bar quando os presentes começaram uma discussão sobre política no local. Um homem, identificado apenas como Valdecir, na companhia do filho, também não identificado, abriu fogo contra o vereador e fugiu em seguida.  
Junto ao corpo do vereador foi encontrada uma arma de calibre 12 e em seu carro, um revólver artesanal com cartucho intacto. O suspeito ainda não foi localizado.
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QUEM DERA SER UM PEIXE...

Charge do Clayton, via O Povo
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

LA NAVE VA

Artigo de Fernando Gabeira
O governo disse, após as manifestações, que o grande problema do Brasil é a intolerância. Discordo: acho que é a corrupção. Milhares de pessoas que foram às ruas acham o mesmo. A resposta do governo não me surpreende. É tão previsível que poderia reduzi-la a um programa de computador, quem sabe uma fórmula matemática. Sempre acusa, nunca erra, nunca se desculpa. Prefere o papel de vítima da intolerância do que assumir suas responsabilidades no buraco em que meteu o Brasil.
De fato, a tolerância, essa que o governo usa como cortina de fumaça, é uma qualidade vital. Bertrand Russel dizia que, além de respeito aos fatos, é preciso aprender a ouvir coisas que não gostamos de ouvir.
A memória me ajuda a exercitar a tolerância. Quando o presidente da CUT disse que resistiria com armas na mão ao impeachment de Dilma, consegui sorrir.
Lembrei-me de um episódio em 1964. Éramos cinco jornalistas morando num conjugado do 200 da Barata Ribeiro. Um de nós foi buscar as armas que o Almirante Aragão distribuiria para resistir ao que, na época, era um verdadeiro golpe.
Aragão comandava os fuzileiros navais, tinha armas verdadeiras. Quando lançou a ordem de entregar as armas, ela foi se deformando e chegou lá na porta como um aponte as armas. Pessoinha, José Pessoa, esse era o seu nome, voltou com olhos arregalados e de mãos vazias.
Dos cinco daquela época, morreram três, sobramos Moacir Japiassu e eu. Vivo, Pessoinha também riria das armas do presidente da CUT. E muito mais do desfecho: em vez de armas, o presidente da CUT ofereceu churrasco e cerveja.
As crises trazem muita ansiedade, sobretudo em nossa época. Toda hora ir ao computador à espera de algo que você não sabe bem o que é, algo que impulsione uma saída.
Com as memórias de muitos anos de manifestação de rua, fui ver de perto, depois assisti com tranquilidade às análises, coberturas de tevê, enfim todas as possíveis interpretações. Uma das coisas que me pareceram meio cômicas foi a obsessão com os números. Era uma manifestação oceânica, grande para qualquer democracia ocidental e mesmo para a Índia. Mas era preciso esquadrinhar a Avenida Paulista em busca de um número.
Como disse Bertrand Russel, é preciso respeitar os fatos. Os números devem ser levados em conta, mas não são a única variável. As manifestações revelaram um foco: o impeachment. E marcaram uma aliança entre os manifestantes e a Operação Lava-Jato. E se fixaram na rejeição de Dilma, Lula e o PT.
As coisas ficaram mais claras. E manifestações nunca se esgotam nelas mesmas. Elas são transmitidas para milhões de pessoas que não foram às ruas. Por causa disso, independentemente de pequenas diferenças numéricas, as manifestações produzem um enorme efeito num índice que não para de crescer: o da rejeição a Dilma.
Agarrados a números como um contador atarefado, muitos não sentiram a dimensão do protesto, a proeza de unir um movimento nacional em torno de uma só aspiração. Se isso não tem foco, recomendo levar a lente para um especialista. Ao contrário das manifestações do século passado, nas de agora agora são famílias inteiras que vão para as ruas. Não houve ocorrências policiais ao longo de todo o país. Não havia comícios, mas microfones abertos.
Outro dia, num encontro do PT, um dos oradores pediu a volta dos black blocks. Onde estão eles que não nos ajudam? Nas vésperas da manifestação, o presidente da CUT vem com essa história de armas, transfiguradas em chope e churrasco.
É verdade que surgiram ao longo do Brasil algumas faixas pedindo intervenção militar. Mas quem acredita mesmo que situação histórica se resolve num conflito das Forças Armadas com os sindicalistas armados de Vagner Freitas? É preciso muito chope para considerar esta hipótese.
Manifestações nem sempre têm o condão de resolver sozinhas as crises. Elas as dramatizam e empurram os atores para assumirem seu papel em cena. Na verdade, embora a palavra de ordem fosse impeachment, vi mais esperança no curso da Operação Lava-Jato do que no processo político.
O que ficou claro no domingo é que as multidões não aceitam sabotagens à Operação Lava-Jato. Esperam que se desdobre, pois veem nela o elemento mais dinâmico nessa pasmaceira. De um lado um governo que não governa, apenas tenta sobreviver; de outro a necessidade de abrir uma brecha no impasse político, premissa para se recuperar a economia.
Impossível não perceber o movimento da multidão: seus clamores não foram ouvidos pelos políticos, ela se volta para a polícia. E está funcionando. É algo que funciona, e a própria oposição decidiu se opor. Sei que esta frase pode parecer arriscada mas é a conclusão que tirei nas ruas: la nave va.
Artigo de Fernando Gabeira, O Globo
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E 13º DOS APOSENTADOS?

O governo federal decidiu não antecipar a primeira parcela do décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas, o que era feito desde 2006, no mês de agosto.
O governo justifica que este é um momento de dificuldades financeiras do país.
Mas para Dilma, seus ministros da Presidência e outros servidores da União a antecipação de metade do 13º salário já foi feita.
De acordo com o Ministério do Planejamento, o pagamento antecipado de metade do 13º aos servidores da União em junho é previsto em um decreto de 1994, do então presidente Itamar Franco.
Na conta da Presidente da República e de ministros como o da Fazenda, Joaquim Levy já foram depositados os R$ 15.467 referente à parcela. Isso pode, presidente Dilma?
Na cartilha de Dilma: abreu, abreu, primeiro eu, depois os meus.

Após repercussão negativa, o governo recuou, anunciou pagamento integral da primeira parcela do 13º a partir de 24 de setembro. A segunda parcela, em outubro. 
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domingo, 23 de agosto de 2015

O PT É CULPADO

Por Sidney Bruce Sena Matarazzo, colunista do blog SCND
O mundo todo passa por uma nova conjuntura:  Blocos econômicos fortes estão ajustando finanças, fazendo mudanças na forma como lidar com os gastos públicos, principalmente previdência e revendo os cálculos da alíquota em se e quer dizer que o Brasil não pode passar por isso?
A policia federal, com boa autonomia ultimamente, digo razoável, esta desenterramento um esquema de décadas e levando as selas “ gente graúda” .
Quando se “desbaratina  um esquema assim e vemos respigar praticamente todos os partidos, tanto da ocasião quando da oposição,  tudo acontecendo na soleira da presidência da republica, fico pensando, “eita pau, o circo vai pegar fogo”.
Já foram citados nome do atual presidente da câmera dos deputados federal, Eduardo Cunha e o dizimo abençoado, assim dizem.   Também José  Dirceu, que volta as celas, o mesmo da cotinha para ajuda-lo, melhor campanha que o Criança Esperança.  E  ainda vão buscar umas malas cheia de “ reaizzzzz “ na cada da Dinda, do pretérito “ impeachmado”. Muitos, falo muitos, questionam o porque desse povo todo preso se nem ainda foram julgados? Alguém aqui lembra do PC Farias? Um caso clássico de “queima de arquivo”. Essa delação premiada até queria ver.
Se desenha também um cenário de oportunistas:
•Vamos falar de parlamentarismo: Alguém lembra que votamos isso em abril de 1993? Se caso tenhamos um primeiro ministro, quem dentre nossos parlamentares nos representa realmente?
•Reforma política: Aconteceu de verdade?
•Reforma da previdência: Pessoas, o mundo todo esta estudando isso, a passarem pelo mesmo problema. Só o Brasil que não teria essa gargalo? Enquanto a juventude se mata por conta das drogas e afins, a melhor idade vai bem, muito sim senhor. Ninguém pensou em analisar o aumento da expectativa de vida no país? Canada, por exemplo,  esta em busca desesperada por mão de obra qualificada, com idade produtiva e não é sub trabalho, e ai? O governo coloca na pauta e fica assim, sendo vilão. Se continuar, ai sim, o país vai quebrar. E esse é um assunto muito impopular mesmo, alguns tentaram um meio termo, mas ...
•Tem um pensamento rolando nas redes sociais:  Se estabeleça um golpe de estado. O retorno dos militares ou um similar com modelo boliviano, colombiano ou mesmo Cubano. Governos geralmente populistas, que não fortalecem o estado, permeiam um regimento democrático fraco. E falem mau por lá do governo para vocês verem. Aos defensores da ideia sugiro:
passem um temporada lá. Pensemos ainda no “ilustre período militar” e sobre sua gestão no Brasil. Sabiam que a  divida externa começou neste período? Houve realmente avanços em muitos pontos, saímos de uma estrutura agraria para um modelo industrializado e ficamos “meio aptos “ para concorrer livremente dentro do capitalismo. Existe também fatos ocultos, o povo ai sumido, alguém lembra? E não houve corrupção neste período?! “ Ta certo, senta ai Claudia”.  ( Paragrafo grande, vamos lá)
Democracia é isso que esta acontecendo, não é não? Todo mundo entrando em debate, muitos trazendo ideias e argumentos para a melhoria da nação. Mas também tenho impressão  de haver um grande numero de pessoas, e grande mesmo, doido que caos se internalize dentro da instituição “ Brazil” .
Vim uma postagem numa rede social bacana. Todo mundo no mesmo avião e só porque um grupo não estão na cabine do comando fica orquestrando motim entre os passageiros, conspirando para que a aeronave caia.
Será que o Brasil mudou nesses pouco mais de  12 anos de PT ? Todas as classes sentiram essa mudança? Alguns indivíduos viram a casa própria, seus filhos indo para as universidades, tanto as novas universidade publicas federais criadas, como os que entraram pelo programa do FIES ou PROUNI. Empregas domesticas assinando carteira e todo mundo reclamando? Porem o povo rasgando dinheiro no exterior com turismo.
Claro, há setores como construção civil e automobilístico que estão sentido reflexo da própria bolha que criaram. Os bancos somam lucros e mais lucros, nem tudo são juros, tem gente fazendo poupança. Já que a grande mídia “vende essa  vibe do caos “,  o povo está se precavendo.
Agora o governo reconhece a necessidade de uma mudança seria no calculo dos gastos públicos. Estão a fazer isso justamente para não virarmos uma Grécia ou Argentina da vida. Ainda pergunto: O governo vai esperar que o avião incline sem possibilidade de reversão?
Há falhas de planejamento e execução em muitos casos? Sim há. Tenho minhas criticas sobre os cargos de confiança, vulgo cabide. Muitos indivíduos são  desqualificadas mesmo, em posições estratégicas do governo, sem a menor questão técnica, agora são muito articulistas.
Nosso problema maior é a corrupção, na esfera privada como na publica. No  setor publico dentro na ordem federal, estadual e federal. Há quem diga, “ Nunca Mudará”. Olha, pode até ser que ela, a corrupção, esteja na Gênese na estrutura politica do país, mais isso não impede que possamos mudar o rumo para não virarmos um apocalipse, só pelo simplório pensamento do “assim é, assim será”. 
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