.

.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

MARCO PRADO EM BRASÍLIA

O vice-presidente da Câmara Municipal de Sobral (CE), Marco Prado (PSDB), já está em Brasília para o encontro da Executiva Nacional do PSDB nesta quinta-feira (31), que reúne os pré-candidatos a Prefeito pelo PSDB das cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.

Marco Prado, o Chocolate, foi um dos escolhidos para representar o PSDB cearense. Além do sobralense Prado, o Ceará conta com a participação dos tucanos de Fortaleza, Caucaia, Iguatu e Juazeiro do Norte.

Bookmark and Share

HÁ 7 ANOS NO AR

Há sete anos no ar. Em 31 de maio de 2005 estreava o blog político Sou Chocolate e Não Desisto.

Com 2.558 dias no ar e mais de 476.959 mil visitas, dos cinco continentes, a cada dia o blog tem se destacado na blogosfera.

É uma honra e a responsabilidade a cada dia aumenta. Obrigado a todos os leitores, amigos e parceiros. Valeu, galera!

Bookmark and Share

sábado, 26 de maio de 2012

13 ANOS SEM JOSÉ PARENTE PRADO

Em 11 de julho de 1932, nasce em Sobral (CE), José Parente Prado, filho do ex-prefeito de Sobral Jerônimo Medeiros Prado e Francisquinha Gomes Parente Prado. Em continuidade aos passos do pai, Zé Prado ingressa na política em 1972. É eleito prefeito de Sobral por duas vezes, deputado estadual por três legislaturas. Casado com dona Maria do Socorro Barroso Prado; tiveram três filhos: Ricardo Prado, Marco Prado e José Inácio.

Zé Prado torna-se um dos políticos mais respeitado e admirado em Sobral - zona norte – e no Estado do Ceará. Sempre empenhado no bem-estar do povo sobralense e do Ceará respeitou o rico e esteve sempre em defesa do pobre, esse jeito simples, amigo e companheiro de fazer política cativou até adversários, que se rendiam a um abraço do “Zé dos Pobres”, como era conhecido pela população sobralense.

Zé Prado era um filho muito dedicado aos pais, jamais tomava uma decisão sem antes ir à casa de Jerônimo Prado e dona Frascisquinha Prado na Praça do Patrocínio, no centro de Sobral, para receber as bênçãos. Quando viajava, no caminho ligava várias vezes para sua esposa, Socorro Prado, a conversa se estendia por longos minutos.

Suas administrações sempre foram pautadas pelo respeito ao povo e abraçando o progresso. Foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento de Sobral com obras como o terminal rodoviário (deputado Manuel Rodrigues), centro comercial; entre tantas outras que fez na Princesa do Norte (Sobral).

Quando indagado qual era sua maior obra, sem hesitar Zé Prado respondia: “É ser amigo do povo. É respeitar o povo e receber dele o respeito. Essa é a minha melhor obra”. Zé Prado não sabia dizer não para um pobre. O rico, sempre era tratado com gentileza e respeito.

Sempre empenhado pelo progresso de Sobral, José Parente Prado era íntegro, autêntico e de uma gentileza ímpar. Um grande administrador. O povo sempre confiou nele. É por essas e tantas outras qualidades que jamais será esquecido. Um exemplo a ser seguido.

José Parente Prado faleceu em 26 de maio de 1999, vítima de infarto, no Hospital Dr. Estevam, em Sobral (CE). Deixou esposa, filhos, Pai (Jerônimo Prado faleceu em outubro de 2003), irmãs, netos, parentes e amigos. Saudade do “Zé dos Pobres”.

De 20 a 26 de maio, os leitores do blog Sou Chocolate e Não Desisto conheceram um pouco sobre a história e a trajetória política de José Parente Prado com a Semana Bandeira Branca. Confira: Bandeira Branca, o hino, A primeira campanha, O sucessor, O pipocão, Vai, vai, vai, vai ninguém segura não!!! , As memoráveis músicas das campanhas de Zé Prado e É Zé contra Zé. É Zé Prado que o povo quer.

Bookmark and Share

sexta-feira, 25 de maio de 2012

É ZÉ CONTRA ZÉ...

O ano era ... 1988 e Zé Prado concorre pela terceira vez a prefeitura de Sobral (CE), foi a campanha mais difícil de sua carreira política. Seu principal adversário era o administrador da Santa Casa de Misericórdia de Sobral, Padre José Linhares Ponte.

A candidatura de Zé Prado não tinha o apoio do recém “governo das mudanças” e nem do governo municipal. As pesquisas de intenção de voto realizada na cidade, Padre Zé liderava e a tendência nos distritos repetia a da sede.

A campanha era o verde (Padre Zé) contra o azul (Zé Prado), com o slogan “É Zé contra Zé. É Zé Prado que o povo quer” e apoiado principalmente pela pobreza, Zé Prado arregaçou as mangas da camisa e visitou todos os bairros e distritos de Sobral. Ele visitou até a casa de eleitores adversários.

Essa campanha foi agressiva, insultos surgiam de todos os lados contra Zé Prado; inúmeros adjetivos pejorativos brotavam a cada dia. Bagaceira era o mais frequente, mas Zé Prado sempre empenhou a bandeira branca às suas campanhas e nunca guardava mágoa ou rancor de ninguém.

O coração de Zé Prado parecia ser de manteiga ou pudim; nessa campanha, afirmou em entrevista que se sentia constrangido pelo fato de disputar com um padre. Zé Prado tinha um pensamento que jamais se deve mexer com um padre, pois acreditava em castigo divino.

A campanha do verde contra o azul chegou ao fim e para surpresa de todos, Zé Prado, o candidato da bagaceira que não tinha o apoio do governo municipal e nem do estado, venceu a eleição, com maioria em 87% das urnas.

Bookmark and Share

AS MEMORÁVEIS MÚSICAS DAS CAMPANHAS DE ZÉ PRADO

Bookmark and Share

quinta-feira, 24 de maio de 2012

VAI, VAI, VAI, VAI NINGUÉM SEGURA NÃO!!!

O ano era ... 1986 e Zé Prado, já consagrado como líder político, disputa uma vaga na Assembleia Legislativa do Ceará.

As campanhas de Zé Prado eram marcadas por alguns pontos primordiais, como: respeito, honestidade e alegria. Até seus adversários o respeitavam.

Zé Prado era todo simples e isso servia como uma ponte entre ele, o homem do sertão e o da cidade que se identificavam com o “Zé dos pobres”.

A alegria ficava sob a responsabilidade do amigo fiel e compadre, Pedro Lavandeira que comandava o Pipocão e emocionava a todos com suas músicas feitas para as campanhas de Zé Prado. Um dos maiores sucessos da campanha de 1986, foi o jingle Vai, vai, vai, vai ninguém segura não!!!

Para as centenas de fãs e eleitores pradistas, até hoje essas músicas nos levam a uma doce saudade das campanhas pradista, sob a batuta do maestro Pedro Lavandeira.

A vitória de Zé Prado como o deputado mais votado na zona norte do estado representou para o ‘povão’ – que sempre esteve ao lado dele – como chuva no roçado do agricultor, uma extrema felicidade.

Bookmark and Share

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O PIPOCÃO

O ano era... 1982 e Zé Prado disputa a segunda campanha para prefeito de Sobral (CE). Eram três candidatos: Zé Prado, Joaquim Barreto – o Kinkão – e Aurélio Ponte.

Foi neste ano que entrou em cena o “Pipocão”, a charanga que contagiava a multidão nos comícios e terreiros alegres de Zé Prado. Cheio de lâmpadas por todos os lados, o carro era a sensação por onde passava.

Numa alusão divertida ao jogo do bicho, a população identificava os candidatos não pelo número da cédula eleitoral de cada um, mas pelo número do jogo. Zé Prado, o 15, era o jacaré; Aurélio Ponte, o 16, era o leão e Kinkão, o 17, era o macaco.

Todas as campanhas de Zé Prado eram marcadas por uma música feita pelo poeta popular, Pedro Lavandeira e nessa de 1982 não foi diferente; entre todas as músicas da campanha, a que marcou foi a versão de Andar com Fé, Pedro Lavandeira fez Andar com o Zé.

A campanha foi disputadíssima e o nome do novo prefeito de Sobral só foi conhecido próximo ao término da apuração. Zé Prado e Kinkão, sempre próximo um do outro na contagem dos votos, mas no último dia de apuração, Kinkão foi eleito prefeito de Sobral.

Bookmark and Share

terça-feira, 22 de maio de 2012

O SUCESSOR

O ano era ... 1976, para sucedê-lo na prefeitura de Sobral (CE), Zé Prado lança José Euclides. Para eleger seu sucessor, Zé Prado não mediu esforços: saia às ruas de Sobral e distritos dia e noite pedindo voto para seu candidato.

Com o slogan “de Zé pra Zé, do jeito que o povo quer” e a força política que o jovem carismático da família Prado já demonstrava ter, elegeu seu sucessor. Após seis meses no poder, Euclides rompe com Zé Prado, seu padrinho político e responsável pela sua vitória.

Bookmark and Share

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A PRIMEIRA CAMPANHA

O ano era... 1972 e Zé Prado disputa sua primeira campanha, seu adversário era o empresário Carlos Alberto, o “Carrim”. A campanha empolgava todos os sobralenses dos bairros e dos distritos.

Após uma acirrada disputa, Zé Prado foi eleito prefeito de Sobral. De 1973 a 1976, Zé Prado e o vice João Edson Andrade administraram a cidade no prédio da atual Câmara Municipal.

Bookmark and Share

domingo, 20 de maio de 2012

BANDEIRA BRANCA, O HINO

As campanhas de Zé Prado eram marcadas por vários jingles que se tornaram memoráveis, entre eles: Falam de Mim, Andar com Fé, Vai Vai Vai... Mas entre tantos que se destacaram, um virou o hino da carreira política pradista: Bandeira Branca.

Conhecida na voz magnifica de Dalva de Oliveira, a música ganhou uma versão feita pelo poeta popular Pedro Lavandeira, amigo fiel e compadre de Zé Prado. Quando o clima ficava quente na campanha, Prado pedia para o compadre Lavandeira cantar Bandeira Branca.

Bookmark and Share

SEMANA BANDEIRA BRANCA

No próximo sábado, 26 de maio, completa 13 anos que José Parente Prado (foto) faleceu. Para lembrar a trajetória política desse líder, o blog Sou Chocolate e Não Desisto realiza a terceira edição da “Semana Bandeira Branca”.

Fotos, jingles e histórias que marcaram as campanhas de Zé Prado, um dos maiores líderes políticos do Ceará, fazem parte das homenagens ao “Zé dos Pobres”.

Zé Prado foi secretário municipal, deputado estadual por três legislaturas e duas vezes prefeito de Sobral, Ceará.

Bookmark and Share

sexta-feira, 18 de maio de 2012

GETÚLIO - DOS ANOS DE FORMAÇÃO À CONQUISTA DO PODER

Foram dois anos e meio de trabalho intenso, pesquisando cartas ainda desconhecidas, relendo processos judiciais, checando documentos históricos. Tal procedimento tornou-se rotineiro a cada vez que o jornalista Lira Neto se debruça sobre a trajetória de um personagem que se transformará em livro. Foi assim com o escritor José de Alencar ("O Inimigo do Rei"), a cantora Maysa ("Só Uma Multidão de Amores"), o Padre Cícero ("Poder, Fé e Guerra no Sertão") e agora com seu projeto mais ambicioso, a biografia de Getúlio Vargas, o principal político brasileiro do século passado.
"Mesmo existindo uma vasta documentação a seu respeito, havia ainda várias lacunas que procurei cobrir", disse Lira à reportagem. De fato, Getúlio Dornelles Vargas (1882-1954) foi um político singular - filho de uma família típica da oligarquia gaúcha do final do século 19, época marcada pelo caudilhismo, ele desenvolveu uma personalidade política ardilosa, que o levou a comandar a Revolução de 30 até chegar ao poder do País, implantando uma ditadura em 1937. Deposto em 1945, voltou cinco anos depois pelo voto popular, terminando drasticamente seu mandato, sob uma crise que o levou ao suicídio em 1954.
Diante de uma figura tão complexa, Lira dividiu a biografia em três volumes. O primeiro, que chega agora às livrarias, intitula-se "Dos Anos de Formação à Conquista do Poder" e compreende a vida de Vargas entre seu nascimento até 1930, quando assumiu a Presidência.
O segundo volume, do qual Lira já escreveu cerca de 150 páginas e será publicado em 2013, compreenderá o período entre 1930 e 1945, com o título "Do Governo Provisório à Ditadura do Estado Novo". Finalmente, o último livro, a ser lançado em 2014, terá como subtítulo "Do Retorno ao Poder pelo Voto Até o Suicídio", e narrará os fatos acontecidos entre 1945 e 1954.
"O primeiro volume exigiu um esforço diferenciado, pois compreende a fase menos conhecida de Getúlio pelos brasileiros. Assim, pesquisei sobre como funcionava a política gaúcha daquela época", conta. Além de detalhar a ascensão do jovem advogado (leitor voraz, Getúlio desenvolveu uma excelente escrita), Lira relata dois fatos marcantes de sua juventude: o envolvimento em um assassinato em Ouro Preto, onde estudou, e o estupro de uma índia - em ambos, ele foi inocentado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Bookmark and Share

sábado, 12 de maio de 2012

"FORWARD"

Artigo de Marta Suplicy publicado no jornal Folha de S. Paulo

Não é só a economia, stupid!

Não creio que a decisão de apoiar o casamento gay tenha custado qualquer angústia ou incerteza moral ao presidente Obama. Certamente o apoio explícito ocorreu após detalhada avaliação política e análise conjuntural. Até mesmo histórica.

O apoio da família veio pelas filhas, que têm colegas com pais homossexuais. O vice Joe Biden já dera entrevista apoiando. Um em cada seis grandes doadores dos democratas é gay. Um dia após a declaração a favor entraram US$ 15 milhões a mais de doações.

Hoje já existem dados apontando que 50% dos americanos consultados apoiam o casamento gay contra 49% que são contra. Uma enorme diferença em cinco anos, quando somente 39% dos entrevistados eram favoráveis. Ou em 1968 quando 65% eram contra.

Apesar dessa mudança de opinião alguns Estados americanos estão atualmente votando legislações a favor da proibição do casamento gay. Há na população americana um divisor de águas que caminha de mãos dadas: comportamento e política econômica.

Obama resolveu que o momento é agora. Por que agora?

Obama candidato na primeira vez era o símbolo da esperança, de um mundo mais justo e da mudança para mais e melhores empregos. A conjuntura econômica não permitiu. Pior. Ele se saiu relativamente bem frente ao que enfrentou, mas o rame-rame do cotidiano apagou o ânimo e brilho do "Yes, we can".

Ganhar eleições é acertar nos sonhos que povoam corações e mentes. Sonhos só se alimentam quando o sonhado é possível. A ousadia da primeira campanha, assim como a esperança, pode ser recuperada com ações imprevistas que mexam no status quo e indiquem que é permitido continuar querendo. O novo slogan de Obama "Forward" (adiante) é exatamente isso.

A maioria dos analistas não crê que o assunto desvie a pauta da economia. Principalmente porque, se Obama quer desviar o foco dessa questão na qual não cumpriu metas e conseguiu enquadrar seu rival como "protetor dos ricos", o adversário também sabe que seus votos só virão com luz brilhando no túnel da economia.

Obama sai a favor do casamento gay para retomar a empolgação de parte do seu eleitorado. Não somente os gays, mas de jovens que querem mais sintonia com o século 21.

Isso posto, resta a triste lembrança da nossa última campanha presidencial e a que se descortina na municipal. Na próxima quarta, ocorrerá a 3ª Marcha Contra a Homofobia, em Brasília, e, na véspera, um seminário organizado pelo meu gabinete no Senado sobre o mesmo tema.

Quantos anos ainda para nossas pesquisas mudarem e assim também os nossos políticos?

Bookmark and Share

quinta-feira, 10 de maio de 2012

ÁGUA COM AÇÚCAR

A primeira pesquisa para prefeito de São Paulo, realizada pelo Ibope, encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e TV Globo foi divulgada nesta quarta-feira (9). Segundo dados do Ibope, José Serra aparece em primeiro lugar, com 31% das intenções de votos.

Enquanto isso, o PT amarga o último lugar; o preferido do ex-presidente Lula, o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad aparece com 3%. Ou seja, continua estagnado nos 3% divulgados pelo Datafolha, no início de março deste ano.

Anunciado – imposto ao partido pelo ex-presidente Lula – em novembro do ano passado, por Lula o escolhido para disputar a Prefeitura de São Paulo, Haddad tem um início de pré-campanha aquém de um indicado por uma estrela da magnitude do ex-presidente.

O PT tem se movimentado nos bastidores para conseguir extenso leque de alianças para tentar emplacar o nome do inexperiente em campanhas eleitorais, Fernando Haddad.

Junto com ele, o partido vai ter que seguir os conselhos da senadora Marta Suplicy e gastar muita sola de sapato para tentar consertar o erro da escolha e tentar chegar ao segundo turno. Talvez nem consiga.

Essa pré-candidatura petista está desprovida de empolgação e talvez se estenda por toda a campanha. A fraqueza é visível. Haddad é água com açúcar, principalmente quando seu principal adversário é o veterano tucano, José Serra.

Confira aqui como aparece na pesquisa os outros pré-candidatos.

Bookmark and Share

quarta-feira, 9 de maio de 2012

SEM PAI NEM MÃE

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

Tantas campanhas ditas politicamente corretas e factualmente incorretas são difundidas pela internet e repercutem fora dela que não custava nada essa massa em estado de rebeldia à deriva abraçar um bom combate.

Há várias causas à disposição de soldados efetivamente interessados no aperfeiçoamento da nossa ainda imperfeita democracia. Um exemplo? O fim do voto secreto no Congresso, ao menos para os casos de cassação de mandatos comprovadamente incompatíveis com o decoro parlamentar.

O assunto de quando em vez volta à discussão no Parlamento. Sempre que há algum escândalo envolvendo deputados e/ou senadores ou quando assistimos a alguma absolvição escandalosa.

A última, em 2011, favoreceu a deputada Jaqueline Roriz, flagrada em vídeo recebendo dinheiro de origem desconhecida pelas mãos de um conhecido frequentador - Durval Barbosa, o delator e participante do esquema que resultou na queda do então governador do DF, José Roberto Arruda - de terrenos onde a política se mistura à corrupção.

Em 2006, em meio a renúncias e absolvições de parlamentares envolvidos no escândalo do mensalão, a Câmara aprovou o fim do voto secreto. Foram 383 votos a favor, nenhum contra e quatro abstenções, em primeiro turno.

Na época houve muita animação e apoio à decisão. Mas o tempo passou, o clima de indignação arrefeceu e a coisa por ali ficou faltando completar o processo de votação na Câmara e remeter a proposta ao Senado.

Agora com o caso do senador Demóstenes Torres volta-se a debater o assunto, embora timidamente. É que a situação dele é tão grave, há tanta intolerância em relação ao disfarce de defensor da ética, são tantos os inimigos que o senador colecionou por causa desse papel e é tão inconsistente (senão inexistente) sua sustentação política, que o corporativismo dificilmente prosperará ao abrigo do voto secreto quando o processo for ao exame do plenário no Senado.

Portanto, ainda não será dessa vez que uma crise resultará em avanço e o voto secreto no Parlamento continuará servindo de salvaguarda a representantes da sociedade que não desejam dar satisfações aos seus representados.

Note-se, então, que esse assunto se inscreve entre aqueles passíveis de intervenção popular. Energia solta no ar há de sobra. Pena que em boa medida desajeitada e por isso desperdiçada.

Falta compreensão para distinguir o que realmente é importante para a melhoria do processo político daquilo que tanto serve para aplacar consciências de inocentes úteis quanto presta serviço ao (não raro remunerado) ofício da má-fé.

Roncos da reação. Há duas questões não respondidas pelas tropas de ataque à Veja: as denúncias divulgadas pela revista eram verdadeiras ou falsas? Ajudaram ou prejudicaram na elucidação de casos de corrupção?

Considerando a veracidade e o benefício (abertura de inquéritos, processos e demissões) resultante das reportagens e reveladores do compromisso com os fatos, resta a evidência de inequívoco desconforto com a vigência da liberdade de imprensa no País e o indisfarçável desejo de alguma forma de revogação da regra.

Certamente não se veem assim, mas esses grupos atuam à semelhança de setores conhecidos durante a ditadura como "bolsões radicais" contrários à retomada do Estado de Direito.

Revisão. Leitor pondera e tem razão: se Carlos Augusto Ramos é tratado na imprensa como chefe de um esquema criminoso, acusado em processo na Justiça de Goiás por diversos delitos entre os quais lavagem de dinheiro, não faz sentido nos referirmos a ele como mero "contraventor".

Ademais... É como já avisou doutor Márcio Thomaz Bastos: o homem silenciará na CPMI a fim de não se incriminar mais do que já está.

Bookmark and Share

terça-feira, 8 de maio de 2012

PRIORIDADES

Por Adísia Sá - jornalista, via blog do Eliomar

Minha mãe, na experiência de uma vida de luta, dizia, a nós seus filhos, quando pedíamos qualquer coisa: “dinheiro é para roupas e sapatos, e só em aniversário, Natal e Ano Novo. Mas, se querem livros, é só pedir”. Ela tinha prioridades, porque sabia o quanto lhe custava amealhar tostão por tostão na luta diária de sua pequena hospedaria. Custei a compreender quão sábia era minha mãe.

Desde quando comecei a trabalhar, gastar e sentir falta do salário em momentos importantes, cumpro à risca a lição materna e repasso para os mais jovens.

Conto essa memória de família porque dela me lembrei agora, quando acompanho o projeto do Governo de construir o Acquario Ceará. Será que não temos prioridades, urgências suficientes para deixar de lado os peixes, dr. Cid?

Mas, dirá o senhor: “e os turistas que virão visitar nossa Capital atraídos pelo aquário?” Meu Deus: com a única fonte de renda – os ingressos de visitantes – quantos anos para pagar o gigantesco empréstimo feito a bancos estrangeiros? Tostão contra milhão… Gerações ficarão privadas de escolas, moradias, postos de saúde e hospitais porque os reais se foram.

Obra começada e suspensa, retomada e paralisada graças à posição de corporações requerendo dados e esclarecimentos.

Há quem esteja atento ao que se passa e cobre, inclusive, a realização de um “plebiscito municipal sobre a construção do Acquário”. Estou me referindo ao vereador João Alfredo, em boa hora divulgado por Valdemar Menezes em sua coluna de 29/4.

E vai além o colunista: “a consulta seria realizada em outubro, aproveitando o ensejo do comparecimento dos eleitores às urnas para elege prefeito e vereadores. Essa metodologia de aproveitar eleições convencionais para a realização de consultas diretas aos cidadãos é seguida por outros países, inclusive os Estados Unidos. Tanto por ser mais prática, como mais econômica”. Simples pergunta: “Você é a favor da construção do Acquario Ceará?”

Sábia era minha mãe: “dinheiro para roupas e sapatos só em aniversário, Natal e Ano Novo; mas para livros, é só pedirem.” Há tanto o que se pedir e o que se fazer com os milhões de reais das águas dos peixinhos, dr. Cid.

Bookmark and Share

sábado, 5 de maio de 2012

NAS ÁGUAS DO CACHOEIRA

A CPI do Cachoeira pode causar uma enxurrada no Congresso, o volume d´água – suja – é grande e pode arrastar políticos e empresários cachoeira abaixo. Ou talvez, nem forme uma cascata. Em CPI, sabemos como começa, mas não como termina.

Como em uma novela que tem muitas reviravoltas, quem começou como protagonista pode terminar como antagonista. E vice versa. Quem posa de paladino da verdade, em segundos pode ver tudo desmoronar e em milésimos descer na forte correnteza e despencar na cachoeira.

Os primeiros acordes dessa CPI demonstram que, quem estava na beira da cachoeira, vendo a água correr, já foi jogado para dentro d´água e pode cair na grande cascata.

Não tem partido A ou B que possa exclamar em voz alta que não tem correligionários envolvidos. Calma! Até o fim da CPI, o curso da cachoeira pode mudar e molhar dezenas de parlamentares que se apresentam com imensa indignação.

A cachoeira já encharcou o senador Demóstenes Torres, do DEM – agora sem partido – de Goiás e respingou fortemente em Marconi Perillo, do PSDB, governador de Goiás.

Outro governador que também já está molhado com as águas da cachoeira é o petista Agnelo Queirós, do Distrito Federal, que está a um triz de desabar na altíssima cascata dessa cachoeira.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do PMDB, que até então não tinha sido respingado, agora já aparece molhado. Quem jogou Cabral nas correntezas da cachoeira foi o seu adversário político, o deputado federal e ex-governador fluminense, Anthony Garotinho, do PR.

Digamos que Garotinho tenha feito travessuras; postou em seu blog vídeos e fotos, onde Sérgio Cabral aparece em comemorações em Mônaco e em Paris, ao lado de Fernando Cavendish dono da Construtora Delta.

Bookmark and Share

sexta-feira, 4 de maio de 2012

LEITURA BÍBLICA

A abertura das sessões ordinárias da Assembleia Legislativa de Goiás, serão iniciadas com leitura bíblica. Passou a vigorar nesta semana o projeto de resolução de autoria do deputado Daniel Messac (PSDB), ligado à Igreja Assembleia de Deus.

De acordo com o projeto que foi aprovado pelos deputados, prevê que a cada dia um deputado terá a liberdade de fazer a escolha do trecho bíblico e a leitura. Nos dias de sessão ordinária, o presidente da Casa fará o convite aos colegas para escolher e ler um trecho da bíblia.

Para o deputado, a leitura bíblica não fere os princípios de um estado laico (que não possui uma religião oficial e não permite a discriminação religiosa). Segundo ele, o projeto, que alterou o regimento interno, não faz referência a qualquer religião ou credo. “Mas temos que considerar que o nosso Estado não é ateu”, comentou ele.

Bookmark and Share

quinta-feira, 3 de maio de 2012

MOEDA DE TROCA

Os últimos cinco meses o Ministério do Trabalho foi comandado pelo interino Paulo Roberto Pinto que assumiu a pasta no fim de 2011, no lugar de Carlos Lupi (PDT-RJ), que deixou o cargo atolado em denúncias de corrupção.

Os meses se passaram e o país viveu sem ministro em uma de suas pastas mais importantes. O PDT, insistentemente cobrava do governo Dilma que nomeasse um titular para a pasta. Claro que fosse do PDT. O escolhido foi o deputado federal, Brizola Neto, do PDT do Rio de Janeiro.

A presidente cozinhou o PDT no banho-maria, mas em ano eleitoral, a escolha de um nome para assumir um ministério tão importante como o do Trabalho não poderia se arrastar e num momento certo, ela nomeou Brizola Neto.

A escolha do novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, 33 anos, neto de Leonel Brizola, um dos fundadores do PDT, não agradou a maioria da cúpula de seu partido.

Não foi uma escolha técnica, como prioriza a presidente, ele é uma escolha da cota da presidente como peça no xadrez político da campanha eleitoral deste ano em São Paulo. Moeda de troca.

Com Brizola Neto no Ministério do Trabalho, o PDT paulista, sob o comando do deputado federal, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força deve recuar da disputa à Prefeitura de São Paulo e apoiar o petista Fernando Haddad.

Bookmark and Share

quarta-feira, 2 de maio de 2012

TANCREDO NEVES, A TRAVESSIA MIDIÁTICA

Lançado no fim de 2011 pela Editora Insular (SC), o livro Tancredo Neves – a travessia midiática é uma obra extraordinária e completa, que amplia os estudos acerca da influencia deste grande estadista brasileiro em nossa história e de sua inserção no cenário midiático de nosso país.

O centenário de nascimento e os 25 anos de sua morte motivaram os autores – são mais de vinte e seis – a escreverem sobre Tancredo Neves. A organização ficou a cargo de Nair Prata e Wanir Campelo. Pra conseguir o meu exemplar, recorri a contatos em Santa Catarina.

A trajetória do ex-presidente, a conjuntura histórico-política, a campanha pelas Diretas Já, a eleição pelo Colégio Eleitoral, o clamor popular, a doença, a agonia e a sua morte são o cenário sobre o qual os autores projetaram a sua relação com os jornais impressos, o rádio, a TV, a música, os jornalistas e a imprensa em geral.

Também analisaram a mitificação da sua figura na memória popular. São dezessete textos que refletem o papel que a mídia representou nesse fenomenal processo que se inseriu definitivamente na vida nacional.

O jeito Tancredo Neves de fazer política é uma das mais perfeitas traduções da arte mineira. Comprometido com os destinos de Minas Gerais e do Brasil, hábil articulador, espírito conciliador e democrata convicto.

Bookmark and Share

terça-feira, 1 de maio de 2012

DIA DO TRABALHO

As comemorações alusivas ao Dia do Trabalho que ocorrem hoje em todo o país prometem ser um grande show! Em ano eleitoral, os palcos das centrais sindicais se multiplicam e se transformam em verdadeira passarela para políticos oportunistas e demagogos. Em São Paulo, a festa das centrais sindicais, CUT e Força Sindical promete levar mais de 1,8 de trabalhadores, artistas, políticos e religiosos.

No Vale do Anhangabaú, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) realiza show com vários artistas brasileiros, ato político, manifestações culturais e feira gastronômica. O show da CUT terá no palco Leci Brandão, Arlindo Cruz, Belo, Grupo Bom Gosto, Pixote, Paula Fernandes e Elba Ramalho.

A Força Sindical promete levar mais de 1 milhão de trabalhadores para a Praça Campo de Bagatelle, na zona norte, na capital paulistana. Nos últimos anos, a Força tem economizado na premiação, neste ano não terá o sorteio de um apartamento e 20 carros 0 km que foram sorteados no ano passado, agora serão apenas 15 e um caminhão de prêmios.

Além desses sorteios, a Força também contará com shows de artistas como Paula Fernandes, Eduardo Costa, Marcos Belutti, Edson & Hudson, João Netto& Frederico, Léo Magalhães, KLB, Daniel, Cesar Menotti & Fabiano, Inimigos da HP e Padre Alessandro Campos. O cantor Latino fechará o show.

Alguns políticos também já marcaram presença no evento da Força Sindical em São Paulo: confirmadas as presenças do senador Aécio Neves (PSDB-MG), ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, governador, Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab.

A presidente Dilma não estará em nenhum palanque das centrais sindicais. Sobre o Dia do Trabalho, a presidente Dilma se dirigiu aos brasileiros em um pronunciamento em rede nacional de rádio e tv, nesta segunda-feira, 30, onde elevou o tom na guerra dos juros com os bancos privados e pediu corte em juros.

Bookmark and Share