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quinta-feira, 30 de maio de 2013

HÁ 8 ANOS NO AR

Em 30 de maio de 2005 estreava o blog político Sou Chocolate e Não Desisto. Um dos primeiros blogs de política, atrás apenas do blog do jornalista Ricardo Noblat que teve suas atividades iniciadas em 2004.
Com 2.921 dias no ar e mais de 500 mil visitas, dos cinco continentes, a cada dia o blog tem se destacado na blogosfera. Nestes oito anos, o blog Sou Chocolate e Não Desisto participou de alguns prêmios, entre eles o TopBlog, a maior premiação voltada para a blogosfera.
Desde a criação do Prêmio TopBlog em 2009, o nosso blog tem ficado entre os 100 blogs (2009, 2010 e 2012) mais votados na categoria política/pessoal pelo júri popular. Em 2011, ficamos em segundo lugar pelo júri acadêmico.
É uma honra muito grande e a responsabilidade a cada dia aumenta. Obrigado a todos os leitores, amigos e parceiros. Valeu galera!
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quarta-feira, 29 de maio de 2013

ÁGUA FRIA NO PSC

O PSC do pastor deputado Marcos Feliciano (SP) em sua cruzada contra a comunidade LGBT recebeu mais um balde de água fria, na última sexta (28), o STF extinguiu o mandado de segurança do PSC contra a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux negou hoje (28) mandado de segurança do PSC contra resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga cartórios de todo o Brasil a celebrar a união estável ou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Para o ministro, o CNJ tem competência para regulamentar questões internas da Justiça de acordo com valores constitucionais.
Fux argumenta que a própria Constituição confere ao CNJ a tarefa de analisar a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Judiciário usando como base os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Segundo o ministro, essa competência já foi reconhecida pelo Supremo ao confirmar resolução do conselho que proibia a prática de nepotismo no Judiciário.
"É de se ressaltar que tal postura se revela extremamente salutar e consentânea com a segurança e previsibilidade indispensáveis ao Estado democrático de direito, em geral, e à vida em sociedade, em particular, além de evitar, ou, pelo menos, amainar, comportamentos anti-isonômicos pelos órgãos estatais", analisa.
Fux também entende que o PSC cometeu erro formal ao optar por um mandado de segurança para questionar a "lei em tese". Ele acredita que a legenda deveria ter escolhido uma ação direta de inconstitucionalidade para tratar do tema.
O PSC alegava que o CNJ cometeu abuso de poder ao editar a norma, e que a resolução não pode ter validade sem passar pelo processo legislativo. Se a legenda recorrer, o caso deverá ser analisado pelo plenário do STF.

Fonte: Agência Brasil
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RETALIAÇÃO PETISTA

Na semana passada o Partido dos Trabalhadores entrou na Justiça contra as inserções do PSDB na televisão que foi ao ar nos últimos dias. Na visão do PT, os tucanos promoveram o presidente da sigla, o senador mineiro Aécio Neves, tido como um potencial adversário petista na campanha do ano que vem, onde a presidente Dilma Rousseff deverá concorrer à reeleição.
Essa ação do PT é uma espécie de retaliação, porque o PSDB também fez o mesmo há quase um mês, quando as inserções do PT foram ao ar em rede nacional, os tucanos viram de forma nítida que o PT promoveu a presidente Dilma que deve ir para o embate em 2014, seja com Aécio ou outro tucano.
O programa de tv dos petistas ainda não foi julgado, se houve ou não promoção à presidente Dilma. Já o programa do PSDB,  a Justiça decidiu que os tucanos devem refazer o programa, mudando parte do texto que, para os petistas, era uma menção a “programa de governo” tucano.
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terça-feira, 28 de maio de 2013

A MORTE LHE CAI BEM

A morte do empresário Roberto Civita, diretor do Grupo Abril e fundador da revista Veja no último domingo (26), foi lamentada por vários grupos da sociedade brasileira, entre eles, o político. Enquanto isso, ex-governador e senador  Roberto Requião (PMDB-PR) não demonstrou exatamente o mesmo sentimento.
No estilo ‘a morte lhe cai bem’, Requião postou em seu Twitter as seguintes frases: “A morte de alguém jamais lhe causaria alegria, mas a do Civita não me traz nenhuma tristeza". Em outra publicação, ele escreve: "Não há mal que sempre dure nem Civita que nunca se acabe...".
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ADESIVO PRESIDENCIÁVEL

Por Angela Lacerda - O Estado de S. Paulo
RECIFE - Um adesivo com o slogan "Brasil pra frente, Eduardo presidente" foi distribuído nesta segunda-feira, 27, durante o 1º Encontro dos Vereadores do PSB em Pernambuco", no auditório do Mar Hotel, no bairro de Boa Viagem, no Recife. O encontro contou com a presença do governador e presidente nacional do partido, Eduardo Campos, recebido no local ao som da mesma frase, entoada pelos vereadores. Nos discursos de socialistas o nome do governador foi várias vezes vinculado ao cargo de presidente.
O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, disse não ter sido o partido o responsável pela confecção dos adesivos. O vereador olindense Mário Barbosa assumiu a autoria da peça publicitária, que usou uma foto antiga do governador. Disse ter feito 500 adesivos ao custo de R$ 280,00 e negou a intenção: "é Eduardo presidente do PSB".
O rapaz que entregou a propaganda aos vereadores presentes afirmou ao Estado que o adesivo era do PSB, para ser distribuído unicamente nos eventos internos do partido.
Indagado se o adesivo indica o pontapé inicial da sua campanha, afirmou, o governador Eduardo Campos desconversou: "Não, eu não sei nem o que é isso aí".
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O SENADOR NONAGENÁRIO

O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) é o parlamentar mais idoso dentre os 594 deputados e senadores que circulam pelo Congresso Nacional. Nesta segunda-feira, ele completa 90 anos. Desde que iniciou a vida pública, há seis décadas, Garibaldi já foi deputado estadual e vice-governador, levou tiro dentro da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e acabou cassado pelo regime militar.
Pai do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, e tio do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), o peemedebista é suplente de Rosalba Ciarlini (DEM), que se elegeu para o Senado em 2006 mas, em 2010, virou governadora do Rio Grande do Norte. Garibaldi herdou quatro anos de mandato. Até agora, não apresentou nenhum projeto - e nem pretende. Fez, em média, menos de um discurso por mês. Ao site de VEJA, Garibaldi diz que o mandato está à disposição do filho: "Ele decide. Eu não tenho mais nenhuma interferência".

Clique aqui e leia na íntegra a entrevista do senador Garibaldi Alves, o pai.
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segunda-feira, 27 de maio de 2013

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

Quem te viu, quem te vê, Helena Chagas. Desde que chegou ao poder há dez anos, o PT não esconde seu intento de controlar a mídia começou com Franklin Martins, então ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), que a pedido do presidente Lula e uma gama ávida de petistas em controlar o que a mídia pública, teve início o desenho do famigerado “novo marco regulatório das comunicações”.
Quando se pensava que o assunto – essa nova forma de censura - estava no limbo do Congresso, eis que a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas – assim como Martins, Helena era uma ferrenha crítica do PT – em entrevista a revista Meio & Mensagem, dirigida ao público publicitário, defendeu a regulamentação dos meios de comunicação. É a censura chegando disfarçada de marco regulatório.
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TORTURA MERECIDA

Por Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Entrevistado pela apresentadora Marília Gabriela, no SBT, na madrugada desta segunda-feira, 27, o cantor Amado Batista comparou a tortura que sofreu durante a ditadura militar a um "castigo de criança" e disse ainda que não achou errada a decisão dos repressores de tê-lo torturado.
"Eu acho que quando uma criança cospe na sua cara, chuta sua canela, o que o pai deve fazer? Não deve corrigir? Então, eu estava fazendo a mesma coisa, que não era uma coisa correta", afirmou. Em seguida, o cantor disse que considerou a tortura um bom corretivo.
Amado Batista afirmou ter sido torturado porque, na época, trabalhava em uma livraria e permitia que professores procurados pelos militares lessem livros proibidos naquele período. Além disso, disse que um deles teria lhe dado uma procuração para receber um salário enquanto estivesse foragido no Maranhão. O cantor contou na entrevista que tomou choque e foi ameaçado de morte.
"Eu acho que eu não tinha de estar contra, brigando contra o governo. O governo estava nos defendendo de pessoas que estavam querendo tomar o País à força, com armas nas mãos."
A resposta do cantor causou espanto à entrevistadora. "Você está louco, Amado?", disse Marília Gabriela. "Você está louco. Você saiu perdido, sofreu tortura física..."
"Mas eu estava errado", respondeu o cantor. "Eu acho que estava errado. Eu estava acobertando talvez pessoas que estavam querendo tomar esse País à força", reforçou o cantor.
Amado declarou que não vai acionar a Comissão da Verdade, instaurada desde abril do ano passado para investigar os casos de repressão na ditadura militar, para tentar encontrar quem o torturou. O cantor foi procurado pelo Estado, mas não se pronunciou sobre suas declarações até o fechamento desta edição.
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domingo, 26 de maio de 2013

MORRE ROBERTO CIVITA

Memória - Veja
Roberto Civita, diretor editorial e presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril, morreu neste domingo, às 21h41, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, devido à falência de múltiplos órgãos, depois de três meses internado para a correção de um aneurisma abdominal. Civita deixa a mulher Maria Antonia, os filhos do primeiro casamento Giancarlo, Roberta e Victor, além de seis netos e enteados. O velório acontece nesta segunda-feira, 27 de maio, a partir das 11h, no Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, São Paulo.
Memória - “Gosto de ser editor e o que eu sei fazer é revista”, dizia Roberto Civita. Mesmo depois de 1990, quando a morte de Victor Civita o levou a assumir o comando da Abril e chefiar o processo de diversificação do grupo fundado pelo pai, ele nunca se afastou da atividade que o seduziu definitivamente na década de 60, quando começou a por em prática os conhecimentos assimilados anos antes, na sua segunda temporada nos Estados Unidos. Nascido em Milão, Roberto Civita morou em Nova York de 1939 a 1949, quando veio para São Paulo. O bom desempenho no Colégio Graded garantiu-lhe uma bolsa de estudos nos EUA, onde percorreu, ao longo da década de 50, caminhos que o levariam à descoberta da vocação profissional e à volta definitiva ao Brasil.
Depois de interromper o curso de Física Nuclear na Universidade Rice, no Texas, para diplomar-se em jornalismo e economia na Universidade da Pensilvânia, Roberto Civita conseguiu um estágio na editora Time Inc, que controlava as revistas Time, Life e Sports Illustrated. Durante um ano e meio, familiarizou-se com todos os setores da empresa, da redação à contabilidade. Em 1958, quando Victor Civita perguntou ao filho que acabara de voltar o que pretendia fazer, ouviu a resposta que apressaria a entrada da Abril no universo jornalístico: “Quero fazer uma revista de informação semanal, como a Time, uma revista de negócios como a Fortune e uma revista como a Playboy”, respondeu.
Pioneirismo - O pai prometeu preparar a empresa para o passo audacioso, consumado em 11 de setembro de 1968, quando chegou às bancas a primeira edição de VEJA. Roberto Civita participou intensamente das experiências pioneiras que resultaram no lançamento de Realidade, Exame, Quatro Rodas e Playboy. Mas nada o deixava mais emocionado que recordar a trajetória descrita pela primeira revista semanal de informação do Brasil. Foi ele quem a criou. E foi ele o primeiro e único editor de VEJA, hoje a maior publicação do gênero fora dos Estados Unidos.
“Ninguém é mais importante que o leitor, e ele merece saber o que está acontecendo”, lembrava aos recém-chegados. “VEJA existe para contar a verdade. A fórmula é muito simples. Difícil é aplicá-la o tempo todo”. Sobretudo em ambientes hostis à liberdade de expressão, aprendeu Roberto Civita três meses depois do parto da revista. Em 13 de dezembro de 1968, a decretação do Ato Institucional n° 5 transformou o que era um governo autoritário numa ditadura militar sem disfarces. A capa da edição que noticiou o endurecimento do regime exibiu uma foto do general-presidente Arthur da Costa e Silva sentado, sozinho, no plenário do Congresso que o AI-5 havia fechado. Os chefes militares não gostaram da imagem, e ordenaram a apreensão de todos os exemplares. A essa violência seguiu-se a instauração da censura prévia, que só em meados da década seguinte deixaria de tolher os passos de VEJA.
Risonho, cordial, otimista, Roberto Civita sempre acreditou que nenhuma atividade vale a pena se não for praticada com prazer. “Você está se divertindo?”, perguntava insistentemente aos profissionais com quem convivia. Mantinha-se otimista mesmo quando contemplava a face sombria do país. Para ele, o Brasil só conseguiria atacar com eficácia seus muitos problemas se antes aperfeiçoasse o sistema educacional, modernizasse o capitalismo nativo, removesse os entraves à livre iniciativa e consolidasse o estado democrático de direito. “O que VEJA defende, em essência, é o cumprimento da Constituição e das leis”, repetia. Também essa fórmula parece simples. Difícil é colocá-la em prática. Foi o que o editor de VEJA sempre soube fazer.
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14 ANOS SEM ZÉ PRADO

Em 11 de julho de 1932, nasce em Sobral (CE), José Parente Prado, filho do ex-prefeito de Sobral Jerônimo Medeiros Prado e Francisquinha Gomes Parente Prado. Em continuidade aos passos do pai, Zé Prado ingressa na política em 1972. É eleito prefeito de Sobral por duas vezes, deputado estadual por três legislaturas. Casado com dona Maria do Socorro Barroso Prado; tiveram três filhos: Ricardo Prado, Marco Prado e José Inácio.
Um dos políticos mais respeitados e admirados em Sobral - zona norte – e no Ceará, Zé Prado sempre esteve empenhado no bem-estar do povo sobralense e do Ceará; respeitou o rico e esteve sempre em defesa do pobre, esse jeito simples, amigo e companheiro de fazer política cativou até adversários, que se rendiam a um abraço do “Zé dos Pobres”, como era conhecido pela população sobralense.
Zé Prado era um filho muito dedicado aos pais, jamais tomava uma decisão sem antes ir à casa de Jerônimo Prado e dona Frascisquinha Prado na Praça do Patrocínio, no centro de Sobral, para receber as bênçãos. Quando viajava, no caminho ligava várias vezes para sua esposa, Socorro Prado, a conversa se estendia por longos minutos.
Suas administrações sempre foram pautadas pelo respeito ao povo e abraçando o progresso. Foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento de Sobral com obras como o terminal rodoviário (deputado Manuel Rodrigues), centro comercial; entre tantas outras que fez na Princesa do Norte (Sobral).
Quando indagado qual era sua maior obra, sem hesitar Zé Prado respondia: “É ser amigo do povo. É respeitar o povo e receber dele o respeito. Essa é a minha melhor obra”. Zé Prado não sabia dizer não para um pobre. O rico, sempre era tratado com gentileza e respeito.
Sempre empenhado pelo progresso de Sobral, José Parente Prado era íntegro, autêntico e de uma gentileza ímpar. Um grande administrador. O povo sempre confiou nele. É por essas e tantas outras qualidades que jamais será esquecido. Um exemplo a ser seguido.
José Parente Prado faleceu em 26 de maio de 1999, vítima de infarto, no Hospital Dr. Estevam, em Sobral (CE). Deixou esposa, filhos, Pai (Jerônimo Prado faleceu em outubro de 2003), irmãs, netos, parentes e amigos. Saudade do “Zé dos Pobres”.
Semana Bandeira Branca
De 20 a 26 de maio, os leitores do blog Sou Chocolate e Não Desisto conheceram um pouco da trajetória política de José Parente Prado com a Semana Bandeira Branca. Confira: Bandeira Branca, o hino, A primeira campanha, O sucessor, O pipocão, Vai, vai, vai, vai ninguém seguranão! As memoráveis músicas das campanhas de Zé PradoÉ Zé contra Zé... e Caminhando com o povo.
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sábado, 25 de maio de 2013

CAMINHANDO COM O POVO


Apenas nove meses no cargo de prefeito de Sobral – pela segunda vez – Zé Prado já demonstrava que aquela seria a sua grande administração. Com o slogan “Administração Moderna – Caminhando com o Povo”, os sobralenses viram o progresso chegar junto com o social em  todos os bairros e distritos.
Em 23 de setembro de 1989, Zé Prado vai ao distrito de Olho D´água, um dos mais populosos de Sobral e numa solenidade que reuniu a maioria da população, Olho D´água passa a ser Rafael Arruda. Para celebrar em grande estilo a nova nomenclatura do distrito, o então prefeito de Sobral (CE), José Parente Prado inaugura a primeira biblioteca. A biblioteca não existe mais.
Zé Prado era muito querido e admirado até por adversários que se rendiam ao seu carisma e sua popularidade. Esse jeito popular, de conversar com todos e estar sempre ao lado da população dava a tônica de suas administrações, tornando-as inconfundíveis.  Zé Prado tinha o dom de ouvir e nunca deixava ninguém sem uma resposta positiva. Ele não sabia dizer não.
Em 1992, para conversar com a população e ouvir as reivindicações, o então prefeito Zé Prado, participou do programa radiofônico de maior sucesso da zona norte do Ceará, “Programa Izaías Nicolau”. Clique aqui e ouça o trecho final desse bate-papo.
Após deixar o cargo de prefeito em 1992, Zé Prado disputou ainda duas campanhas políticas: em 1996, como candidato a vice-prefeito – quando lançou pela primeira vez na política Marco Prado, o chocolate – na candidatura de seu filho, Marco Prado e para deputado estadual em 1998, dez meses antes de falecer.
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É ZÉ CONTRA ZÉ...

O ano era ... 1988, Zé Prado concorre pela terceira vez a prefeitura de Sobral (CE), foi a campanha mais difícil de sua carreira política. Seu principal adversário era o administrador da Santa Casa de Misericórdia de Sobral, Padre José Linhares Ponte.
A candidatura de Zé Prado não tinha o apoio do recém “governo das mudanças” e nem do governo municipal. As pesquisas de intenção de voto realizada na cidade, Padre Zé liderava e a tendência nos distritos repetia a da sede.
A campanha era o verde (Padre Zé) contra o azul (Zé Prado), com o slogan “É Zé contra Zé. É Zé Prado que o povo quer” e apoiado principalmente pela pobreza, Zé Prado arregaçou as mangas da camisa e visitou todos os bairros e distritos de Sobral. Ele visitou até a casa de eleitores adversários.
Essa campanha foi agressiva, insultos surgiam de todos os lados contra Zé Prado; inúmeros adjetivos pejorativos brotavam a cada dia. Bagaceira era o mais frequente, mas Zé Prado sempre empenhou a bandeira branca às suas campanhas e nunca guardava mágoa ou rancor de ninguém.
O coração de Zé Prado parecia ser de manteiga ou pudim; nessa campanha, afirmou em entrevista que se sentia constrangido pelo fato de disputar com um padre. Zé Prado tinha um pensamento que jamais se deve mexer com um padre, pois acreditava em castigo divino.
A campanha do verde contra o azul chegou ao fim e para surpresa de todos, Zé Prado, o candidato da bagaceira que não tinha o apoio do governo municipal e nem do estado, venceu a eleição, com maioria em 87% das urnas.
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AS MEMORÁVEIS MÚSICAS DAS CAMPANHAS DE ZÉ PRADO

As campanhas de Zé Prado sempre foram embaladas com belíssimas composições – versões de grandes sucessos musicais – todas feitas pelo compadre e fiel amigo, o poeta popular Pedro Lavandeira que sempre esteve ao lado da família Prado.

Com habilidade em transformar – espécie de paródia – grandes clássicos da música brasileira em hits para as campanhas pradista, Pedro Lavandeira deu ritmo, alegria e sentido as campanhas políticas dos Prado.

Abaixo confira algumas das memoráveis músicas das campanhas de Zé Prado, na voz de Pedro Lavandeira.
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sexta-feira, 24 de maio de 2013

VAI, VAI, VAI, VAI...NINGUÉM SEGURA NÃO!

O ano era ... 1986,  Zé Prado já consagrado como líder político, disputa uma vaga na Assembleia Legislativa do Ceará.
As campanhas de Zé Prado eram marcadas por alguns pontos primordiais, como: respeito, honestidade e alegria. Até seus adversários o respeitavam.
Zé Prado era todo simples e isso servia como uma ponte entre ele, o homem do sertão e o da cidade que se identificavam com o “Zé dos pobres”.
A alegria ficava sob a responsabilidade do amigo fiel e compadre, Pedro Lavandeira que comandava o Pipocão e emocionava a todos com suas músicas feitas para as campanhas de Zé Prado. Um dos maiores sucessos da campanha de 1986, foi o jingle Vai, vai, vai, vai ninguém segura não!
Para as centenas de fãs e eleitores pradistas, até hoje essas músicas nos levam a uma doce saudade das campanhas pradista, sob a batuta do maestro Pedro Lavandeira.
A vitória de Zé Prado como o deputado mais votado na zona norte do estado representou para o ‘povão’ – que sempre esteve ao lado dele – como chuva no roçado do agricultor, uma extrema felicidade.
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quinta-feira, 23 de maio de 2013

O PIPOCÃO

O ano era... 1982, Zé Prado disputa a segunda campanha para prefeito de Sobral (CE). Eram três candidatos: Zé Prado, Joaquim Barreto – o Kinkão – e Aurélio Ponte.
Foi neste ano que entrou em cena o “Pipocão”, a charanga que contagiava a multidão nos comícios e terreiros alegres de Zé Prado. Cheio de lâmpadas por todos os lados, o carro era a sensação por onde passava.
Numa alusão divertida ao jogo do bicho, a população identificava os candidatos não pelo número da cédula eleitoral de cada um, mas pelo número do jogo. Zé Prado, o 15, era o jacaré; Aurélio Ponte, o 16, era o leão e Kinkão, o 17, era o macaco.
Todas as campanhas de Zé Prado eram marcadas por uma música feita pelo poeta popular, Pedro Lavandeira e nessa de 1982 não foi diferente; entre todas as músicas da campanha, a que marcou foi a versão de Andar com Fé, Pedro Lavandeira fez Andar com o Zé.
A campanha foi disputadíssima e o nome do novo prefeito de Sobral só foi conhecido próximo ao término da apuração. Zé Prado e Kinkão, sempre próximo um do outro na contagem dos votos, mas no último dia de apuração, Kinkão foi eleito prefeito de Sobral.
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

O SUCESSOR

O ano era ... 1976, para sucedê-lo na prefeitura de Sobral (CE), Zé Prado lança José Euclides. Para eleger seu sucessor, Zé Prado não mediu esforços: saia às ruas de Sobral e distritos dia e noite pedindo voto para seu candidato.
Com o slogan “de Zé pra Zé, do jeito que o povo quer” e a força política que o jovem carismático da família Prado já demonstrava ter, elegeu seu sucessor. Após seis meses no poder, Euclides rompe com Zé Prado, seu padrinho político e responsável pela sua vitória.
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terça-feira, 21 de maio de 2013

MORRE RUY MESQUITA FILHO

O jornalista Ruy Mesquita, diretor de ''O Estado de S. Paulo'', morreu nesta terça-feira, às 20h40. "Dr. Ruy", como era conhecido na redação, foi internado no dia 25 no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Um câncer de base de língua havia sido diagnosticado em abril.
Seguindo a tradição da família, Ruy Mesquita foi um defensor da liberdade, da democracia e da livre-iniciativa, princípios que sempre nortearam a linha editorial do ''Estado''. Ao longo de seus 88 anos, teve participação ativa em momentos importantes da história do Brasil e da América Latina. Presenciou o início da revolução em Cuba, nos anos 50, e foi homenageado pelos irmãos Castro, de cujo regime se tornou depois crítico contumaz.
Reuniu-se com militares antes do golpe de 1964, que apoiou, em nome da defesa da democracia, mas, assim como seu pai e seu irmão, também passou a criticar a ditadura, uma vez instalada. Os três lideraram uma das mais emblemáticas resistências à censura prévia, substituindo as reportagens cortadas por poemas e receitas.
Aos 88 anos, Ruy manteve sua rotina de trabalho até a véspera da internação. Responsável pela opinião do ''Estado'' desde a morte de seu irmão Julio de Mesquita Neto, em 1996, ele se reunia diariamente com os editorialistas para definir as tradicionais "Notas & Informações" da página 3.
De hábitos reclusos, dividia seu tempo entre o jornal e a casa, onde se dedicava a leituras. Deixa a mulher, Laura Maria Sampaio Lara Mesquita, os filhos Ruy, Fernão, Rodrigo e João, 12 netos e um bisneto.
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A PRIMEIRA CAMPANHA

O ano era... 1972, Zé Prado disputa pela primeira vez uma campanha eleitoral, seu adversário era o empresário Carlos Alberto, o “Carrim”. A campanha empolgava todos os sobralenses dos bairros e dos distritos.
Após uma acirrada disputa, Zé Prado foi eleito prefeito de Sobral. De 1973 a 1976, Zé Prado e o vice João Edson Andrade administraram a cidade no prédio da atual Câmara Municipal.
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segunda-feira, 20 de maio de 2013

BANDEIRA BRANCA, O HINO

As campanhas de Zé Prado eram marcadas por vários jingles/paródias que se tornaram memoráveis, entre eles: Falam de Mim, Andar com Fé, Vai Vai Vai... Mas entre tantos que se destacaram, um virou o hino da carreira política pradista: Bandeira Branca.
Conhecida na voz magnifica de Dalva de Oliveira, a música ganhou uma versão feita pelo poeta popular Pedro Lavandeira, amigo fiel e compadre de Zé Prado. Quando o clima ficava quente na campanha, Prado pedia para o compadre Lavandeira cantar Bandeira Branca.
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SEMANA BANDEIRA BRANCA

No próximo domingo, 26 de maio, completa 14 anos que José Parente Prado  (foto) faleceu, para lembrar a trajetória política desse líder, o blog Sou Chocolate e Não Desisto realiza a quarta edição da “Semana Bandeira Branca”.
Um dos maiores líderes políticos do Ceará, Zé Prado foi secretário municipal, deputado estadual por três legislaturas e duas vezes prefeito de Sobral (CE).
A homenagem a Zé Prado, ocorre todos os dias da “Semana Bandeira Branca”, com fotos, jingles, vídeos e postagens com histórias que marcaram suas campanhas políticas.
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

SHOW PARA REDE DE MARINA

Por Isadora Peron do O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Adriana Calcanhoto e Nando Reis vão fazer um show em São Paulo, na próxima quinta-feira, 16, para arrecadar recursos para a Rede Sustentabilidade, partido que está sendo criado pela ex-senadora Marina Silva.
Segundo o site do evento, até o dia da apresentação outros nomes podem ser confirmados. Os cantores Caetano Veloso, Gilberto Gil e Arnaldo Antunes também já manifestaram apoio à nova sigla.
A apresentação será no Cine Joia, no centro da cidade. Os ingressos já estão à venda e custam R$ 30. No dia do show, o preço sobe para R$ 40. Estudantes têm direito à meia entrada.
Todo dinheiro arrecadado com a bilheteria será destinado à produção de materiais de comunicação para ajudar na coleta de assinaturas para a fundação da Rede. Para registrar o partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é necessário recolher 500 mil declarações de apoio, até outubro. Segundo o balanço divulgado pela sigla no início do mês já foram coletadas 260 mil. O grupo estabeleceu como meta alcançar o número total até junho.
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