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domingo, 19 de outubro de 2008

UM GOVERNO INTRANSIGENTE

A intransigência do governador José Serra (PSDB) marcará seu governo em São Paulo. Esse confronto entre as policias Civil e Militar entra para a história da cidade. Jamais um governante deixou isso acontecer, sempre estava aberto o diálogo entre polícia e governo; mas não foi o que ocorre na última semana em São Paulo. Vimos o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista transformado em praça de guerra. De um lado estava o governador José Serra que dizia não ter conversa com os manifestantes enquanto não parassem com a manifestação; do outro lado, policias que em seu legítimo direito reivindicavam um salário mais justo. A polícia paulista é a que tem o pior salário em todo país.

O governador José Serra cruzou os braços quando, em agosto o foco de uma greve era eminente, poderia ter chamado uma comissão de ambas as polícias e ter uma conversa e ouvir as reivindicações da categoria e, a partir daí negociar. Digo o governador, porque o secretário de Segurança do Estado, Ronaldo Marzagão tem demonstrado que não serve para o cargo. É frouxo. Sem diálogo e se esconde dos obstáculos que são de sua alçada. Não vejo o Secretário em ação. É mais um incompetente que está no governo Serra.

Para se livrar da responsabilidade, o caminho mais fácil encontrado pelo governador Serra foi politizar esse pé de guerra entre as policias, apontando como responsáveis a CUT, Força Sindical, PT e o deputado federal, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força. Desviar o foco politizando essa crise é de uma insensatez que não parece ser o governador Serra, aquele que era adepto ao diálogo quando era presidente da UNE. Será que ele esqueceu aqueles tempos de manifestações? Buscava uma democracia, agora, os policiais querem apenas um salário digno e proteção para desempenhar seu trabalho. Unificar as policias não é a solução.
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