O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal,
acolheu pedido da Procuradoria Geral da República e autorizou abertura de um
inquérito para investigar o senador Aécio Neves (PSDB-SP) em razão de supostas
irregularidades na estatal Furnas.
O senador, que também é presidente nacional do PSDB, diz
considerar "necessária" a investigação e afirma que não há prova ou
indício de irregularidade cometida por ele (leia mais ao final desta
reportagem).
"É natural, e agradeço isso, porque me dará a oportunidade
de provar o absurdo dessas denúncias, como já ocorreu no passado com as mesmas
denúncias que foram arquivadas pelo menos duas vezes", afirmou o senador
na manhã desta quinta (12), logo após a votação que aprovou a abertura do
processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Gilmar Mendes também permitiu o desarquivamento da citação
feita pelo doleiro Alberto Yousseff sobre o parlamentar, conforme pedido do
procurador-geral da República Rodrigo Janot.
O doleiro disse que Aécio dividia uma diretoria de Furnas
com o PP e que ouviu isso do ex-deputado José Janene. E que também ouviu que o
senador recebia valores mensais, por meio da irmã, de uma das empresas
contratadas por Furnas.
A suposta propina ao parlamentar teria sido paga entre 1996
e 2001. O procurador quer investigar o senador por corrupção passiva e lavagem
de dinheiro.
Em seu acordo de delação premiada, o senador cassado
Delcídio do Amaral (sem partido-MS) afirmou que Aécio foi beneficiário de um
"grande esquema de corrupção" na estatal Furnas. Esse suposto
esquema, segundo Delcício, era operacionalizado por Dimas Toledo, ex-diretor de
engenharia de Furnas, e que teria “vínculo muito forte” com Aécio.
O ministro Gilmar Mendes autorizou ainda as diligências
pedidas pela PGR, que devem ser cumpridas pela Polícia Federal em até 90 dias:
depoimento de Aécio, do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, juntada de
investigação sobre Furnas feita pela Polícia Federal.
Clique aqui e leia na íntegra.

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