segunda-feira, 2 de maio de 2016

ÓDIO E INTOLERÂNCIA

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), é a mais nova vítima dessa intolerância, desse ódio que se espalha a cada dia pelos quatro cantos do Brasil. O senador estava na livraria Cultural, em Brasília, quando sofreu xingamentos, como relatou em sua página no Facebook.
Essas agressões verbais – às vezes até físicas – que se instalaram em vários ambientes do país, reforçado por matizes político-ideológica que insistem em dividir os brasileiros  numa nação monocromática, numa separação gourmet  - coxinhas versus mortadela, é de uma imbecilidade que não tem mais espaço em pleno século 21.
Em nota, o PPS, partido de Cristovam Buarque, repudiou veementemente as agressões feitas ao senador. Abaixo, confira o relato do senador postado em sua página no Facebook.
Se alguém filmou, peço que coloque na rede.
“Faz uma hora, eu estava na fila para pagar uma compra na livraria Cultura, quando um cara no caixa ao lado começou a me agredir verbalmente me chamando de golpista e traidor do PT. Respondi que ele nem sabia ainda como eu votarei e ja estava me agredindo. E disse que ele até podia me chamar de golpista, mas não de corrupto. Ele passou a gritar mais alto e eu tive a imensa alegria de ver pessoas se chegando e se solidarizando comigo e me aplaudindo espontaneamente. E gritando mensagens em defesa ao impeachment. Fiquei surpreso ao ver o absoluto isolamento do solitário manifestante contra o impeachment. Não sei os nomes dos que me aplaudiram e gritaram meu nome, por isso agradeço a todos por esta mensagem. Especialmente os muitos que ficaram fazendo fotos comigo.
Aviso que não vão me intimidar, eu estava apenas com minha esposa e continuarei assim. Alerto também que este comportamento termina empurrando os indecisos para votarem pelo impeachment. Afinal, se com o risco de perderem o poder se comportam assim, imagine se de fato perderem.
De qualquer forma, não é por causa desta grosseria que decidirei meu voto. Votarei o que me parecer melhor para o Brasil, como tenho feito desde que estou na política, sem mudar de propostas e de comportamento. E mudando de siglas se for preciso para manter minha coerência, do mesmo lado das transformações sociais e da ética na política..”
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