13 de setembro de 2010: Lula declara que é preciso
"extirpar o DEM da política brasileira".
21 de março de 2011: a partir de ideia estimulada por Dilma
Rousseff e Aloizio Mercadante para "desidratar o PMDB", Gilberto
Kassab e outros dissidentes do DEM formam o PSD.
12 de maio de 2016: o "desidratado" PMDB puxa o
tapete de Rousseff e toma o poder.
12 de julho de 2016: Lula lidera articulação para que seu
partido apoie, para a Presidência da Câmara, Rodrigo Maia, do mesmo DEM que ele
planejava extirpar.
12 de julho de 2016: Eduardo Cunha, o bandido comum do PMDB
carioca que liderara a rasteira em Rousseff, articula Rogério Rosso, do
Distrito Federal, como seu candidato à Presidência da Câmara. Rosso é do mesmo
PSD que os gênios Rousseff e Mercadante esperavam usar para
"desidratar" o PMDB.
13 de julho de 2016, tarde: depois da péssima repercussão da
articulação de Lula no dia anterior, o PT lança Maria do Rosário como candidata
à Presidência da Câmara, só para retirá-la quatro horas depois e apoiar Marcelo
Castro, do mesmo PMDB que lhe havia puxado o tapete dois meses antes.
13 de julho de 2016, noite: Rodrigo Maia, do DEM que Lula
queria extirpar, e Rogério Rosso, do PSD criado para "desidratar o
PMDB", vão ao segundo turno da eleição para a Presidência da Câmara. O PT
deve apoiar Maia, do DEM que Lula queria extirpar.
E as Pollyanas que gritaram "golpe" continuam com
cara de otárias, sentindo-se traídas e lamentando "por que eles não nos
ouvem? por que eles não reagem?"

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