O ex-ministro Paulo Bernardo e outras 30 pessoas foram
indiciadas, ontem, na operação Custo Brasil. A ação deflagrada pela Polícia
Federal investiga esquema que desviou R$ 100 milhões de funcionários públicos
que contrataram empréstimos consignados.
Segundo as investigações, o Grupo Consist, gestor do
crédito, cobrava a mais do que o devido. Depois, repassava metade do
faturamento para o PT e políticos aliados. Parte dos recursos teria sido usada
para pagar despesas pessoais de Bernardo e da mulher dele, a senadora Gleisi
Hoffmann.
Entre os 30 indiciados, além de Paulo Bernardo, estão o
ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, o advogado Guilherme Gonçalves e Carlos
Roberto Cortegôso — conhecido como
“garçom do Lula” por ter tralhado em restaurante de São Bernardo do Campo
frequentado pelo ex-presidente.
Em maio, o ex-ministro e Gleisi foram denunciados ao STF
acusados de receber R$ 1 milhão do esquema de propinas instalado na Petrobrás.
Os dois estão citados na delação de Alberto Yousseff.
Blog Direto da Fonte, O Estado de S.Paulo

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