Ponto para o ministro José Serra, das Relações Exteriores,
que desde sua posse se batia por esta decisão.
Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai finalmente decidiram
que a Venezuela não assumirá a presidência do Mercosul. O bloco será
administrado até o fim do ano por um colegiado de embaixadores e, em seguida,
pela Argentina como estava previsto.
Tem mais: os quatro países fundadores do Mercosul deram um
prazo de até 1º de dezembro próximo para que a Venezuela de Nicolás Maduro
cumpra com todas as obrigações assumidas
desde que entrou no bloco. Do contrário, terá seus direitos como membro suspensos.
A decisão anunciado ontem à noite em Buenos Aires vinha
sendo negociada há mais de um mês entre os sócios fundadores do Mercosul.
Esbarrou, de início, na posição reticente do governo do Uruguai, apoiado por
partidos de esquerda ligados ao governo venezuelano.
Foi o Uruguai que presidiu o Mercosul nos últimos meses. A
presidência, ali, é temporária. Seria a vez da Venezuela presidir o bloco, mas
a isso se opuseram o Brasil, a Argentina e o Paraguai. Entre as obrigações não
cumpridas pela Venezuela está o respeito aos direitos humanos.

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