sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

TRAGÉDIA AMBIENTAL

Da Folha de S.Paulo

Uma barragem da mineradora Vale rompeu a manhã desta sexta-feira (25) em Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte.

O rompimento foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que enviou equipes para o local. A defesa civil também foi acionada.

O rompimento foi na região do córrego do Feijão, na altura do km 50 da rodovia MG-040 

Ainda não há informações obre a dimensão do acidente. Fotos enviadas por moradores da região aos Bombeiros mostram uma grande quantidade de lama atingindo casas.

Em nota, a Vale afirmou que o rompimento de uma barragem na Mina Feijão na manhã desta sexta-feira fez com que os rejeitos atingissem a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco.

A Vale também informou que acionou o Corpo de Bombeiros e ativou o seu Plano de Atendimento a Emergências para Barragens.

De acordo com a site da companhia, a Barragem VI - córrego do Feijão foi construída em 1991.

Localizado nas imediações da área atingida pelo rompimento da barragem, o Instituto Inhotim foi esvaziado nesta sexta (25).

Os recibos de ações da Vale negociados na Bolsa de Nova York caem perto de 8% nesta tarde, reflexo do rompimento da barragem em Brumadinho. No Brasil, a Bolsa está fechada pelo feriado de aniversário de São Paulo.  ​

TRAGÉDIA DE MARIANA (MG)
Há três anos, em Bento Rodrigues, vilarejo de Mariana (MG), a barragem de Fundão, da mineradora Samarco se rompeu causando a maior catástrofe ambiental do país. A empresa pertence às companhias Vale e BHP Billiton.

​O acidente em 5 de novembro de 2015 deixou 19 mortos e dezenas de desabrigados. A lama com rejeito de minério se espalhou por 650 km. O processo criminal, no entanto, ainda se arrasta sem decisão.

Na estimativa da Fundação Renova, criada pelas mineradoras para fazer a recuperação social e ambiental após o desastre, a construção do novo Bento Rodrigues deve demorar pelo menos 22 meses.

Em paralelo, a Samarco já tenta obter nova licença operacional e resolver problemas estruturais internos, além de encontrar soluções de segurança para os rejeitos, a fim de voltar a minerar.
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