Miliciano ligado a Flávio Bolsonaro é localizado e morto
em operação na Bahia
O ex-capitão Adriano da Nóbrega, acusado
de comandar a mais antiga milícia do Rio de Janeiro e suspeito de
integrar um grupo de assassinos profissionais do estado, foi localizado e
morto na madrugada deste domingo (9).
Foragido há mais de um ano, o ex-PM é citado na investigação
que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio
Bolsonaro (sem partido-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública da
Bahia, Adriano foi encontrado no município de Esplanada (BA). Quando os
policiais chegaram, ele teria efetuado disparos e, na troca de tiros,
teria sido ferido.
Ainda segundo dados do governo baiano, ele teria
sido levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e
morreu.
“Procuramos sempre apoiar as polícias dos outros estados e,
desta vez, priorizamos o caso por ser de relevância nacional. Buscamos efetuar
a prisão, mas o procurado preferiu reagir atirando”, disse o secretário da
Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa, por meio de uma nota.
Na semana passada, as polícias da Bahia e do Rio de
Janeiro já tinham tentado prendê-lo, mas falharam.
O ex-policial, que já foi capitão do Bope, estava foragido
há mais de um ano. No rol de acusações contra ele estão ter envolvimento
em diversos homicídios no Rio e ser sócio no jogo de máquinas caça-níqueis.
Seria chamado de “patrão” por membros da milícia de Rio das Pedras, a mais bem
estruturada do Rio.
De acordo com o Ministério Público, contas bancárias
controladas por Adriano foram usadas para abastecer Fabrício Queiroz,
ex-assessor de Flávio Bolsonaro, que é suspeito de ser
o operador do esquema no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro.
Queiroz é amigo do presidente da República.
Adriano teve duas parentes nomeadas no antigo gabinete do
senador Flávio. Mensagens interceptadas com autorização judicial mostram ele
discutindo a exoneração da mulher, Danielle da Nóbrega, do cargo.
Ele também foi defendido
pelo presidente Jair Bolsonaro em
discurso na Câmara dos Deputados, em 2005, quando foi condenado por um
homicídio. O ex-capitão seria absolvido depois em novo julgamento.
Enquanto estava preso preventivamente pelo crime, foi
condecorado por Flávio com a Medalha Tiradentes.

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