O incidente de Bolsonaro com Wilker Leão poderia ter sido evitado se os agentes do Gabinete de Segurança Institucional cumprissem os protocolos do ofício.
Para evitar novos barracos, Bolsonaro poderia seguir a receita do general da reserva Augusto Heleno, chefe do GSI: Lexotan na veia.
Força de Alexandre
O ministro Alexandre de Moraes encorpou ao assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral numa cerimônia de inédito prestígio.
Num efeito lateral, cresceu sua ascendência sobre os pares do Supremo Tribunal, coisa que já vinha sendo sentida havia meses.
CURIÓ ESPERA UM FICCIONISTA
Morreu, aos 87 anos, Sebastião Rodrigues de Moura, o "Major Curió" da Guerrilha do Araguaia nos anos 70, da mina de ouro de Serra Pelada dos 80 e patrono do município de Curionópolis nos anos 90.
Esse personagem participou do assassinato de guerrilheiros que em 1974 se rendiam às tropas do Exército. Começou no Centro de Informações do Exército, migrou para o Serviço Nacional de Informações.
Liderou a maior revolta popular ocorrida na Amazônia comandando os garimpeiros. Entrou na política, passou por sete partidos e elegeu-se deputado federal em 1982 apoiando a ditadura. Em 2000 tornou-se prefeito de Curionópolis pelo PMDB, partido que nasceu opondo-se à ditadura.
A vida de Curió, com as execuções de prisioneiros rendidos, foi contada pelo repórter Leonencio Nossa no livro "Mata! O Major Curió e as Guerrilhas no Araguaia".
Macunaíma foi um herói sem caráter na mão de Mário de Andrade. Curió é um emblemático personagem da segunda metade do século 20 à espera de um ficcionista. Ele era capaz de mentir do primeiro ao último minuto de um almoço de duas horas.
Numa de suas últimas aparições públicas, visitou Jair Bolsonaro no Planalto, e a Secretaria de Comunicação classificou-o como um dos "heróis" do Brasil.

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