Tudo embolado, IOF, emendas, internet, golpe, 2026 e
lulismo X bolsonarismo: o STF que se vire!
Após decidir sobre Marco Civil da Internet e às vésperas
de julgar núcleo crucial do golpe, STF também recebe a missão de julgar guerra
entre governo e Congresso por IOF
Enquanto o governo e o Congresso se engalfinham, o Supremo
avança em temas essenciais e espinhosos, tentando se arranhar o menos possível,
ou não se arranhar mais ainda. O plenário ampliou a responsabilização das
plataformas por conteúdos digitais, o processo das emendas está pronto para
votação e do julgamento do “núcleo crucial” do golpe entra na reta final.
Justamente agora, cai nova bomba no STF: a crise do IOF.
Depois de quatro horas de reunião fechada, no dia do
julgamento, o plenário aprovou uma forma consensual, de meio termo, para a
responsabilização das big techs por conteúdos nas redes sociais. O ponto
central da discussão foi o artigo 19 do Marco Civil da Internet, aprovado pelo
Congresso em 2014, que exige ordem judicial para a retirada de posts. O STF se
dividiu em três posições: manter como estava, mudar tudo ou chegar a uma
solução intermediária. Foi o que ocorreu, por 8 a 3.
A ordem judicial cai para postagens
envolvendo crimes graves, como atos ou condutas antidemocráticas; terrorismo ou
preparativo de terrorismo; incitação a crimes sexuais, pornografia infantil ou
discriminação por raça, cor, religião, sexualidade ou identidade de gênero. Os
provedores têm de retirar essas postagens imediatamente, para evitar divulgação
massiva. Mas a ordem judicial continua para crimes de honra – injúria, calúnia
e difamação –, que são subjetivos. Chamar alguém de imbecil é crime? E de nazista?
Já a questão das emendas parlamentares está pronta para
votação, após a audiência pública de sexta-feira, com representantes da
sociedade civil. O senador Davi Alcolumbre e o deputado Hugo Motta tentaram
pular dentro e chegaram a confirmar presença, mas recuaram, evitando um climão
que não convém a nenhum dos lados e porque, cá entre nós, o Congresso não tem
defesa para a forma, o valor e a profusão de desvios das emendas.
E, enfim, o julgamento do “núcleo crucial” do golpe deve ser
em setembro, quando o destino de Jair Bolsonaro e seus quatro estrelas deve ser
decidido. O STF tem inegável apoio popular contra as emendas e não gera comoção
ao cobrar responsabilidade da internet, mas no caso do golpe a cobra vai fumar.
É a polarização política que divide o País ao meio. O resto vem a reboque.
Justamente nesse momento, a crise do IOF cai em cheio no
Supremo. Gastos, receita, IOF, emendas, 2026, lulismo contra bolsonarismo e,
como sempre, a internet. Tudo embolado. Será coincidência a divulgação de
prefeitos e deputados federais usando emendas para corrupção? O Congresso fala
grosso exigindo emendas, mas as emendas é que podem afinar a voz do Congresso.

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