Eduardo Cunha soube, ontem, muito cedo que o repórter
Wladimir Neto, da TV Globo, havia tido acesso à integra da denúncia contra ele
apresentada ao Supremo Tribunal Federal pelo Procurador Geral da República.
Estava na residência oficial do presidente da Câmara, na QL 12 do Lago Sul, em
Brasília.
Decidiu então cancelar o expediente no seu gabinete da
Câmara. Sabia que, ali, seria acossado por jornalistas. E não queria se
arriscar a sofrer constrangimentos do tipo ser vaiado pelos servidores. Está
sendo convocada uma manifestação contra ele para a próxima terça-feira às 17h
na entrada da Câmara.
No fim da tarde, aconselhado por amigos e funcionários da
Câmara, trocou o carro oficial de presidente por um descaracterizado. E assim
rumou para o aeroporto com destino ao Rio. Foi o mais discreto que pôde no
embarque e no desembarque. Sua popularidade começou a rolar ladeira abaixo.
Como em tais condições pretende exercer as obrigações que o
cargo lhe impõe? Há deputados prontos para provoca-lo na primeira sessão da
Câmara que ele presida. E outros que baterão em retirada do plenário tão logo
ele seja visto por lá.

Nenhum comentário:
Postar um comentário